Nice/Menton. A dificuldade até encontrar o ponto do ônibus número 100.


Foto Destacada: Limão – O produto agrícola mais abundante da região.

Obs: clique duas vezes na luva para ver a imagem aumentada.

Roteiro: Rio de Janeiro / Lisboa / Nice (Menton; Saint Raphael; Biot; Saint-Paul-de-Vence; Villefranche-Sur-Mer) / Marseille (Calanques; Cassis) / Aix-en-Provence (Ménerbes; Cucuron; Carpentras; Fontaine du Vaucluse; Uzés; Saint-Paul de Mausole; L’Isle-Sur-La-Sorgue; Saint-Saturnin; Saignon; Sault; Valensole; Lac de Sainte-Croix) / Paris (Estrasbourg) / Lisboa (Lagos; Tavira ) / Rio de Janeiro.

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INFORMAÇÕES MAL DADAS É FOGO!

Oh, se me lembro!… Saímos do hotel em torno de 9.30 h com destino a Menton e rumamos em busca da Gare Routière (Rodoviária) que, segundo indicações obtidas na internet, localizava-se entre a Praça Massena e o Centro de Convenções Acrópolis (1 Esplanade Kennedy, 06300).
Estranhei, porque a praça fica muito distante do Centro de Convenções e não seria possível uma rodoviária com tamanha extensão.
Outra indicação era de que a estação central de ônibus de Nice estava localizada na Av. Jean Jaurès; e uma terceira, no Jardin Albert 1ère, na Av. Verdun, na direção do Mac Donald que fica no prédio do Hotel Méridien. E agora? Bom, de cara, vimos que não havia rodoviária alguma neste local, porque já havíamos passado nesta praça algumas vezes e vimos apenas um ponto de ônibus. Então, pensamos no seguinte: que morador não saberia informar o endereço da Rodoviária de sua cidade? E baseados nessa hipótese, saímos lépidos e fagueiros a procura da gare, achando que seria fácil encontrá-la. Mas, não foi. 
A primeira informação errada foi obtida de um guarda de trânsito que trabalhava próximo ao hotel. Segundo ele, deveríamos procurar uma praça chamada Grimaldi, não longe dali. Neste dia, prá complicar, havia uma competição em Nice – um Triátlon ou coisa parecida – e a Promenade des Anglais, por onde passavam os ônibus, havia sido interditada e tiveram que desviar o trânsito. E lá fomos nós. Quarenta minutos ficamos plantados sem que passasse um cenzinho que fosse. Passaram ônibus de todos os números menos o bendito 100. Resolvemos então andar no sentido contrário ao do trânsito na esperança de que se ele aparecesse, teríamos a certeza de que estava cumprindo aquele trajeto. Ledo engano. Decidimos então continuar seguindo a rue de La Liberté; e quando nos demos conta, já estávamos na Av. Jean Médecin, onde nos informaram (errado) pela segunda vez, que os ônibus para Menton saíam da Praça Garibaldi. Ca-cil-da! Pegamos o Tramway nesta avenida e saltamos na dita praça. Quem foi que disse que alguém sabia nos informar onde era a tal Gare Routière ou o ponto do 100? Ninguém! Uma senhora a quem suplicamos mais uma informação (errada), disse-nos que essa rodoviária não existia mais e nisso ela até acertou; porém, não sabia informar onde era o ponto do 100; e sugeriu – pasmem! – que ficássemos aguardando pelo ônibus em frente ao Liceu. “Quem sabe, ele não passa lá?” Olha o tipo de informação!
Totalmente a deriva fomos voltando em direção ao hotel e acabamos por passar em frente ao local para onde a criatura apontou.  Mas, como não havia nenhum ponto de ônibus em frente ao Liceu, resolvemos pedir mais uma informação, e desta vez atacamos um senhor. De imediato  perguntamos já meio delirantes: – será que ele sabe onde para o 100?

À primeira vista este cavalheiro nos pareceu simpático e não nos enganamos. Esta alma boníssima parou!!! um ônibus para pegar informação para nós. Juro minha mãe mortinha se eu estiver mentindo. Este senhor foi de uma simpatia e de uma boa vontade sem precedentes, mas também não resolveu. A motorista informou (errado) que deveríamos voltar para o ponto de partida, a tal Praça Grimaldi. Quase caí dura. Nããão!… Não era nada disso… Socooorrro! Não era dia de sair do hotel e muito menos ir a Menton.
Mas, como não me deixo vencer pelo cansaço, ao passamos pela Promenade du Paillon vimos um casal jovem e nos aproximamos – última investida. Eram russos. E daí pensei logo com meus botões: -agora mesmo é que não sai nada e a coisa vai embolar mais ainda – já desisti.

FINALMENTE, O PONTO DO ÔNIBUS 100!

A-con-te-ceu… que para nossa surpresa, foi justamente este casal russo que nos indicou com precisão de relógio suíço onde era o ponto do famigerado ônibus 100 e que francês nenhum!!! sabia onde era.

Sabe a que horas fomos pegar o ônibus que para (ou será que a essa altura do campeonato, em que você está lendo este post, não para mais?) na Av. Saint Sebastian, na lateral do Museu de Arte Contemporânea, em frente ao Monoprix? Eram 11.50 horas! Vai querer passear em Menton assim lá longe. E pensam que ficou nisso? Não. Ainda fomos em pé porque o ônibus estava apinhado de gente.
Pensando direitinho, estávamos participando da maratona e não desconfiamos. Vida cruel essa de turista.

Diante de tanta dificuldade, você pode estar se perguntando: –  Mas… por que não foram de trem?, não é mesmo? A propósito, os trens que cobrem estas cidades partem da Gare de Nice (vide sites citados abaixo).

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Gare Nice Ville. De trem!!!

Cada quilômetro andado valeu muito pelo seguinte: além de ficarmos sabendo que não existe uma rodoviária em Nice (gare), aprendemos que os ônibus têm “pontos” de onde partem para as cidades vizinhas.
Entendemos que o 100 não passava pela Praça Grimaldi porque a direção de Menton é diametralmente oposta àquela em que ficamos plantados em vão.

Com o auxílio do Google fotografei o ponto do ônibus que tanto procuramos… e graças ao senhor russo encontramos!

É bom consultar os seguintes sites caso esteja pensando em ir a algumas dessas cidades: Villefranche-sur-Mer/Beaulieu/Èze-sur-Mer/Cap d’Ail/Monaco/Roquebrune Cap Martin ou Menton.
1- http://www.rca.tm.fr/ – mostra os lugares por onde passa a linha do ônibus e ainda o horário.
2-http://en.nicetourisme.com/bus
3- http://www.lignesdazur.com/
4- http://pt.eurail.com/trains-europe/trains-country/trains-france#traintypes (tipos de trem, pontos de partida/destinos)

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NICE - MENTON
1 – Apenas a título de ilustração.

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MAMAC – Museu de Arte Moderna e Arte Contemporânea à esquerda e Monoprix à direita. O ponto do 100, à esquerda do carro de cor escura.

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Outra visão do ponto do ônibus número 100. As portas vermelhas são do Monoprix. À dirreita, a parede do Museu de Arte Moderna e Arte Contemporânea.

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Monoprix – loja de portas vermelhas. À esquerda, ao fundo, a Praça Garibaldi. Estivemos próximos ao ponto do ônibus, mas…

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Apesar da curta distância entre as cidades – aproximadamente 29,5 km -, o percurso do ônibus nº 100 demorou cerca de 1 hora para chegar a seu destino devido às diversas paradas no caminho; e só conseguimos sentar quando já estávamos próximos a Menton.

FEVEREIRO EM MENTON: muito limão, laranja e tangerina.

Esta cidade, devido à sua condição climática, favorece o cultivo de limão, laranja e tangerina. A produção é tão exuberante que anualmente, durante alguns dias do mês de fevereiro, há um festival em que enfeitam os jardins do Cassino no Centro da cidade com esculturas dessas frutas. Além disso, diferentes bandas passam desfilando pelas ruas de Menton – a pé ou em reboques de caminhões.

A cada ano o festival escolhe um tema para representar em suas alegorias e em seus desfiles. Já foram temas da festa: Disneyland, Índia, Viva Espanha e outros. Todas as figuras são montadas com essas espécies de frutas. Uma grande festa que gostaria de apreciar.

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Em nossas andanças em busca do ponto do ônibus em Nice, passamos pela artística Praça Garibaldi cercada de farto comércio.

Difícil ficar indiferente ao trabalho minucioso, perfeito de “trompe l’oeil” que enriquecem as paredes dos prédios que a cercam, dando a impressão de que balaústres e frontões que adornam as janelas são reais.

Passamos em frente à Igreja de São João Baptista e achamos muito interessante o projeto paisagístico da área em seu redor: piso pavimentado em duas cores e canteiros em volta de árvores. Lindo! E a extensa Promenade du Paillon, imenso jardim onde crianças se divertiam em um falso esqueleto de baleia confeccionado em madeira.

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Praça Garibaldi.

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Laranjeiras e palmeiras enriquecem os jardins em frente à igreja.

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Igreja de São João Baptista.

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Jardim pavimentado em frente à Igreja de S. J. Baptista.

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No imenso gramado da Promenade du Paillon um bom divertimento para as crianças – esqueleto de baleia em madeira.

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Promenade du Paillon.

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Promenade du Paillon.

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Finalmente, o ponto de ônibus tão procurado.

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MENTON

Em Menton descemos no ponto final do 100 (Gare Routière) e caminhamos em direção ao mar descendo pelas Avenidas Verdun e Boyer. Ao chegarmos em frente ao Cassino Barrière tomamos a esquerda e caminhamos à beira-mar pela Promenade du Soleil até chegarmos ao Quai Gordon Bennet, passando pelo Museu Jean Cocteau.

Atravessamos o Quai Monleon e entramos no Quai Bonaparte onde tomamos um café em um restaurante concorrido (La Coquille D’Or). Tão disputado que duas senhoras idosas quase saíram no tapa por conta da mesma mesa. Discussão italiana, bem animada; é bom lembrar.

Continuamos a caminhar pela rue Saint Michel, de comércio variado e muito movimentado. Lá encontramos roupas para adultos e infantil, confeitaria, lojas de souvenir, perfumaria, uma loja supimpa de licores e azeites e outra de decoração provençal, além de velas, toalhas de mesa, panos de prato… e os famosos sabonetes de citron, não tão bons quanto parecem. Comprei de diferentes qualidades e preços, mas nenhum que pudesse dizer que fosse bom.

Por esta rua, bem devagar, fomos fazendo o caminho de volta prá Gare Routière, se é que podemos chamar aquele posto de gare.

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Les Jardins de Biovès.

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Les Jardins de Biovès.

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Jardin de Biovès. À esquerda, Avenue du Verdun; à direita, Avenue de Boyer.

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Jardin de Biovès e Avenue de Verdun.

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Menton – cidade próxima à fronteira com a Itália.

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Promenade du Soleil.

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Promenade du Soleil.

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Praia do Fossan. Tal quem em Nice, não há areia nas praias, mas seixos rolados.

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As regras de conduta para os banhistas incluem o respeito ao próximo, não deixar lixo, não pescar, não acampar, não aos animais, ao cigarro…

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Vista da parte antiga da cidade.

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Quai Gordon Bennet.

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Rua na parte antiga de Menton.

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Céramiques Provençales Tallal Moschrif. 1, rue des Logettes – Menton – Tel.: 06.83.77.74.25. Email: fairuzmoshrif@gmail.com.

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Céramiques Provençales Tallal Moschrif

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Céramiques Provençales Tallal Moschrif

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Coeur d’Ambre – Rue Saint Michel, 7 – Menton.

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Loja de decoração estilo provençal. Dá vontade de comprar tudo.

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E cá pro finalzinho deixei a foto da Gare Routière de Menton.

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Dispensa comentários.

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4 opiniões sobre “Nice/Menton. A dificuldade até encontrar o ponto do ônibus número 100.”

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