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O Que Não Pode Faltar na Bagagem? Identifique Sua Mala por Dentro e Por Fora! Onde Você Pendura a Roupa que Lavou no Banheiro de Seu Quarto de Hotel?


Imagem Destacada: Isabella P.B.A, Samira Red Degremond e a joaninha que identifica minha mala por dentro.

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Obs: clique duas vezes na luvinha para ver a imagem aumentada.
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Bilhetes comprados para a próxima viagem, começo a pensar na arrumação da mala. Listo o que levar e deixo a ajeitação para mais tarde, ou então, aos poucos, já vou arrumando a bagagem. Sempre fui assim e não será agora, aos 68 anos de idade, que vou mudar.

Invejo pessoas que ajeitam malas quase na hora de sair para o aeroporto. Há quem as arrume com antecedência obedecendo uma lista e há quem vá arrumando suas malas aos poucos, sem lista. Há quem não saiba arrumar sua própria mala e há quem seja a própria – mala também viaja e ser istepô também é isso. Cada um de nós cumpre essa tarefa em seu tempo e, habitualmente, anota e/ou já separa “o que não pode faltar”.

Nas vésperas da viagem agendo o que chamo de “faxina corporal”: tratamento de pés, pintura e corte de cabelo, acerto nas sobrancelhas…
Acontece que durante a viagem a gente lava uma pecinha de roupa aqui, outra ali e o esmalte das unhas das mãos (logo o das mãos!) quando você percebe já está descascado e fica horrível, parecendo que areou panelas por uma semana. Daí, entram em cena dois produtos que adquiri na Europa – sem esnobismo, por favor. Aliás, um deles, já vi à venda em um Shopping aqui no Rio por um preço as-sus-ta-dor: as lixas de unhas que verão daqui a pouco na postagem.

REMOVEDOR DE ESMALTES DE UNHAS SEM ACETONA:

O primeiro  descobri por acaso no ano passado em Aix-en-Provence. Trata-se de um produto sensacional que podemos levar na bagagem sem a menor preocupação: um removedor de esmaltes sem acetona, oleoso (o odor não é muito agradável, mas aceitável), contido em pequenos pads que vêm acondicionados em uma caixinha. São excelentes!

Há quem não se incomode com esse tipo de vaidade enquanto viaja, mas há quem não dispense uma boa aparência nas mãos. Não sei porque, mas acho que as benditas unhas chamam muita atenção e acabam aparecendo muito mais quando estão sem um esmaltezinho do que quando estão pintadas de vermelho.

Tenho notícias de que esse tipo de serviço custa muito caro fora do Brasil e é bem diferente daquele a que estamos acostumados. Portanto, fica a sugestão.

Tentei manicurar minhas unhas em Lima no final do ano passado, mas ficou um fiasco: o esmalte de lá não é como o nosso, de secagem rápida. Nada disso.

Como precisei lavar as mãos em um restaurante uns 20 minutos depois, na hora em que olhei para os dedos, cada unha parecia uma persiana recolhida. Um tecido plissado! Que tristeza. E mais: o alicate não foi retirado de nenhum forno. Na hora de usá-lo a manicure passou um spray que não sei de que era e foi à luta. Fia… rezei tanto, suei tanto… Sofri e o resultado foi dos piores.

Mais tarde, ao conversar com a brasileira da recepção do hotel, ela me disse que está em Lima há mais de dois anos e nunca foi à manicure por conta disso. Ói… arrepiei.

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Removedor de Esmaltes sem acetona adquirido em Aix-en-Provence.

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UM ATAQUE QUE DEU CERTO:

Como não me acostumei a esmaltar as unhas sem retirar a cutícula, passei a levar na mala duas peças levíssimas que quebram um galhão e deixam as mãos em perfeito estado por uma semana ou mais.
Já ouviu falar nos cosméticos do Mar Morto que são vendidos em Shoppings Centers? Pois é; são esses mesmos cujos representantes nos cercam e quase nos agarram à força pelos corredores.
Todos que já passaram por perto de um quiosque desses já conhecem as abordagens dos vendedores. Particularmente, considero-as até ousadas demais pra meu gosto.

Desta vez a aproximação veio de uma brasileira que representava o citado produto no Shopping Colombo, em Lisboa. Parei e lhe dei atenção, achando que logo depois agradeceria, pediria desculpas e sairia pela tangente. Nem preciso dizer que ela foi logo segurando minha mão, aplicando a série do quite e fazendo seu comercial. Mo quirido…, quando vi o resultado…, não me contive. E como minha personalidade enfraquece muito quando o assunto é consumo, tratei logo de comprar duas caixas pensando nas futuras viagens. Sensacional! E mais: a este quite incluo o milagroso Andriodermol, um antimicótico brasileiro, líquido, e que também se aplica ao redor das unhas (principalmente nas dos pés) para retirar cutículas e excessos de peles. Um simples pauzinho de laranjeira completa a operação e deu. Tudo muito simples e fácil de executar. O Andriodermol amolece tanto essas peles, que acabam saindo com um sopro.
A embalagem do quite do Mar Morto surpreende pelo requinte e ainda contém um creme de mão de muito boa qualidade.

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Caixinha da esquerda: amolecedor de cutículas adquirido na Citypharma em Paris. Sobre embalagem prateada do quite: caneta de carga oleosa para lustrar unhas e tablete de lixa – produtos do Mar Morto.

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Os três tipos de lixa marcados na própria peça pela ordem de aplicação.

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MODUS OPERANDI e OUTRAS MUMUNHAS:

O tal quite do Mar Morto que citei acima compõem-se de uma barrinha com lixas de três granas diferentes, uma caneta tipo pilot de carga oleosa e um creme de mão.

A sequencia das lixas 1 e 2 servirá para nivelar a superfície das unhas. Logo a seguir, espalha-se sobre elas o óleo contido na caneta, bem rente às cutículas, massageando unhas e cutículas com o auxílio dos dedos. Em seguida, usa-se a lixa número 3, acamurçada. Este procedimento fará com que a unha brilhe como se estivesse pintada com esmalte incolor. A própria vendedora escreveu na lixa a sequencia da aplicação, o que achei ótimo. Este quite substitui perfeitamente o uso do esmalte e dispensa, obviamente, qualquer tipo de removedor.

Apesar de ter descoberto um amolecedor de cutículas de resultado satisfatório – o Eau Emolliente da Mavala – que obtive na farmácia indicada pela Sra. Maria Lina do Conexao Paris – a Citypharma (26 rue du Four, Paris, França – +33 1 46 33 20 81), – ainda prefiro o nosso Andriodermol líquido (observar a embalagem porque há o mesmo antimicótico em pó).
Portanto, para quem não dispensa um verniz nas unhas, esses produtos são ideais para manter suas mãos em ordem, não pesam e não ocupam lugar na mala.

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OUVIDOS:

Chega de falar em mãos e passemos às orelhas. Mais precisamente, aos ouvidos.

Além desta caixinha uma outra não pode faltar na bolsa de mão: a das bolinhas de algodão e cera: Boules QUIES para colocar nos ouvidos e bloquear ruídos. Não posso me esquecer dessas preciosidades de jeito algum.

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A primeira caixinha (amarelada) foi adquirida em setembro de 1985. A segunda, no ano 2000. A terceira, em 2014.

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Não é só o barulho do avião que me incomoda, mas também o ronco de meu companheirão de viagens, uma turbina e tanto. É impressionante: mal ele fecha os olhos já começa a roncar. Morro de inveja. Não do ronco, claro, mas da facilidade que esta criatura tem para dormir. E não adianta fechar as portas dos quartos, dormir a léguas de distância um do outro porque escuto o rufar de seus tambores de onde estiver. É um barulho que parece me perseguir. A impressão que tenho é a de que há um antigo Constelation da Varig dentro do apartamento; um horror!

E para acabar com este sofrimento, só Boules QUIES salva.
Há muitos anos uma colega de trabalho ofereceu-me duas bolinhas dessas em uma ocasião em que me queixava dos roncos de meu pai. Anos depois amigos viajaram para a França e pedi que me trouxessem uma caixa. Logo após, em 1985, eu mesma viajei para Paris e uma das primeiras investidas no comércio foi entrar em uma farmácia e comprar várias caixinhas de Boules QUIES. Clique aqui para saber mais. No Conexão Paris há uma matéria a respeito desses fantásticos protetores que só quem sofre com barulhos e conhece os boules sabe do que estou(amos) falando. Abençoado é o inventor dessas bolinhas.

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LAVAR ROUPAS NO BANHEIRO DO HOTEL – ONDE PENDURÁ-LAS?

Não há quem não encontre um jeito para pendurar e secar as roupas lavadas no banheiro do quarto do hotel. Não há! Quem nunca secou uma meia na cúpula de um abat-jour que atire a primeira pedra. E ainda: quem não secou ou “adiantou” a secagem de uma peça de roupa com o secador de cabelo?

Meu fiel escudeiro certa vez esqueceu um par de meias nas cúpulas dos abajures do quarto. Rimos muito dias depois quando ele deu pela falta das meias e concluiu onde tinham ficado. E o mais interessante foi sua preocupação com a surpresa que as arrumadeiras teriam. – Que vexame! Tratei de convencê-lo de que não foi o primeiro e nem seria o último.

Ainda hoje ao comentar com ele esta postagem, imediatamente lembrou-se das meias. Vai ter memória assim lá longe.

Pois é… Mas como fazer para facilitar a secagem de roupas sem que tenhamos que transformar o quarto em um fundo de quintal? Nada melhor que os cabides infláveis que poderão ser adquiridos em uma loja do Louvre chamada PERIGOT, bem próxima à Praça de Alimentação. Quem tiver essa oportunidade, aproveite porque vale muito à pena ou consulte a possibilidade de obtê-los pelo site, caso interesse. Costumo usá-los em casa, na verdade. Acontece que não ocupam lugar na mala quando vazios e por isso fazem parte de minha bagagem.

Esta loja vende coisas interessantíssimas para facilitar afazeres domésticos, incluindo estes cabides que podemos pendurar até nos toalheiros, sem prejuízo para o hotel – o que não seria ético.

Estes cabides, antigamente, eram fabricados pela Vulcan aqui no Rio. Eu mesma cheguei a comprá-los na Casa da Borracha, uma loja ainda existente na cidade. Aconteceu que a fábrica mudou totalmente seu rumo – fabricava os tais cabides infláveis, cortinas para box, toalhas de mesa, bóias para crianças, plásticos a metro… Era uma infinidade de produtos, todos com qualidade – e agora fabrica painéis automotivos. Perdemos nós, porque a Vulcan fabricava muita coisa útil.

As outras peças (grampos de roupa de rabicho) foram adquiridas na Tok Stok (aqui no Rio e em Florianópolis). São versáteis e adaptáveis ao varão do guarda-roupas quando o hotel não oferece quantidade de cabides que seja satisfatória e servem para pendurar roupas molhadas no vidro do box (sem danificar nada). Melhor ainda, quando adaptados aos cabides infláveis cujos ganchos nem sempre aguentam o peso da roupa.

Tanto o produto da Perigot quanto os prendedores de rabicho, compro-os em quantidade. Em dias frios, e principalmente sem Sol, nada melhor para secar agasalhos do que os cabides infláveis.

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Cabides infláveis da Perigot (Paris) e grampos de roupa da Tok & Stok (Rio e Florianópolis).

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O grampo passa pela abertura existente na ponta do rabicho. Observe a foto.

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Inflado, o cabide adquire forma de ombros. Secam camisas e blusas (principalmente as de malhas) sem deformá-las. São excelentes.

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Cabides infláveis da Périgot.

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Cabide da Perigot e grampo de roupa com rabicho da Tok & Stok.

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IDENTIFICAÇÃO DE MALAS:

Aprendi com um agente de viagens que devemos colocar uma identificação dentro da mala, bem diferente do que as habituais etiquetas com nome e endereço.
Adotei a idéia e por este motivo minha companheirinha de viagens é uma joaninha de feltro, além do Salmo 58 – Proteção contra ladrões, assassinos, bandidos e qualquer tipo de opressão.

Por fora, anexei em uma das alças o desenho número 01 do Reiki, o Cho-Ku-Rei, do qual sou terapeuta.

Há infinitas malas idênticas desfilando nas esteiras dos aeroportos e identificá-las por dentro e por fora parece uma bobagem, mas não é. Nem as malas do Gilson Martins escapam dessa possível troca.

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A joaninha que vai dentro da mala, o desenho Cho-Ku-Rei do Reiki e meu nome e domicílio do Rio de Janeiro.

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Ano retrasado uma amiga escolheu Paris como primeira escala de sua primeira viagem à Europa.

Na devolução de bagagens, ela pegou na esteira uma mala que não era a sua. Não preciso dizer que foi uma “naba” (dicionário manezês) desenrolar o equívoco.

Além do stress pelo qual passou, perdeu preciosas oito horas de seu primeiro dia de viagem até que tudo estivesse resolvido, além de ter deixado o outro passageiro como só Deus sabe.

Como em ambas as malas não havia identificação por fora, aconteceu o esperado! Minha amiga Suely só se deu conta de que a mala não era sua porque não conseguiu abrí-la ao chegar ao quarto do hotel.
Nessa brincadeira, só entre pegar a mala errada na esteira, ir para o hotel e voltar ao aeroporto para recuperar sua bagagem, passaram-se três horas.

Por sorte, Suely telefonou para uma amiga brasileira que fala fluentemente francês e que também estava em Paris, e esta senhora acabou resolvendo o assunto no Charles de Gaule, após terem caminhado quilômetros no aeroporto porque ninguém sabia informar ao certo onde recuperar bagagens.
Sem falar qualquer idioma e nervosa pela situação, seu primeiro impulso foi abandonar sua mala, deixar a do outro passageiro aos cuidados da Air France e comprar um pequeno enxoval para usar no restante da viagem.

Finalmente, ao encontrarem o balcão de serviço apropriado, a própria Air France já havia se comunicado com a empresa seguradora do outro passageiro, um senhor também brasileiro. Apesar da iniciativa da companhia aérea, houve longo período de espera até que tudo fosse definitivamente resolvido.

Passado o susto foi que minha amiga se deu conta não só da aflição pela qual passara, bem como do precioso tempo perdido – logo em Paris! – por conta deste simples, mas importantíssimo detalhe.

O lado positivo da história foi que no ano passado ela viajou para a Itália e acabou marcando tanto sua mala, que mais ficou parecendo maquete de carro alegórico. Melhor assim.

Outra coisa que não dispenso, principalmente em voos longos, é o serviço de proteção de bagagens. Embalam as malas como se fossem múmias, mas vale à pena só para a gente pensar que  ficarão intocáveis e mais bem protegidas.

Muito pelo contrário, quando os funcionários que movimentam bagagens nos bastidores do aeroporto as vêem embaladas, aí mesmo é que não há cuidado de espécie alguma. Nem a etiqueta de “FRÁGIL” funciona!

15/4/2015 – 20.46h – Dêem uma olhada nesta filmagem captada do Facebook e sintam o que fazem com nossas bagagens.

Sabemos que não colocarão nossas malas cuidadosamente nas esteiras. Mas, desse jeito?…

Estes e outros fatos nos servem de aprendizado e só acontecem com quem viaja.
E para os viajantes inveterados, não passam de simples detalhes.

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