França: Marseille/Aix – A Sensação de Voltar Prá Casa.


Roteiro: Rio de Janeiro / Lisboa / Nice (Menton; Saint Raphael; Biot; Saint-Paul-de-Vence; Villefranche-Sur-Mer) / Marseille (Calanques; Cassis) / Aix-en-Provence (Ménerbes; Cucuron; Carpentras; Fontaine du Vaucluse; Uzés; Saint-Paul de Mausole; L’Isle-Sur-La-Sorgue; Saint-Saturnin; Saignon; Sault; Valensole; Lac de Sainte-Croix) / Paris (Estrasbourg) / Lisboa (Lagos; Tavira ) / Rio de Janeiro.

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Imagem Destacada: Pescador Meditando no Vieux Port.

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Despedimo-nos de Marseille caminhando vagarosamente pela beira do velho cais como quem vê alguém pela última vez. Coração dividido entre a saudade do que aos poucos ia ficando prá trás e a ansiedade por sabermos que dentro de algumas horas estaríamos novamente em nosso Q.G. de Aix – 16, rue Vauvenargue -, onde havíamos alugado um pequeno apartamento em 2013.

Tanto faz viajar de trem, carro ou ônibus, o percurso marcado no mapa dura cerca de 30 minutos.

Desta vez optamos por um imóvel maior e imaginar como ele seria deixou-nos com uma inquietude meio infantil. Estávamos doidos prá chegar “ao nosso prédio” e tomarmos posse de “nosso apartamento” – assim mesmo, cheios de intimidade.

Ao desembarcarmos na porta do edifício sentimos aquela sensação de estarmos voltando prá casa, tamanho o envolvimento com tudo que fez parte de nossas vidas naqueles dias de 2013.
– Será que a barraca de massas e molhos prontos daquela feira que diariamente se esparrama na pracinha ao lado da “nossa” ainda estaria lá? Dia seguinte fui conferir pensando no jantar, mas não estava mais.

Voltamos à Aix em 2014 unica e exclusivamente por conta de lavandas e girassóis que ficaram nos devendo seu desabrochar no ano anterior. Conforme ratificarei um pouco mais à frente, o Verão de 2013 foi pautado por pouco Sol e excesso de chuva. Essa atipicidade acabou frustrando os ansiosos por conhecer os campos provençais floridos.

Loucura? Não sei bem, mas valeu à pena voltar.

O mesmo acontecera em Buenos Aires: não faz tanto tempo assim, voltamos para comprar uma foto no bairro La Boca, igual à que eu havia esquecido no aeroporto Ezeiza um mês antes.
Insensatez à parte, agora havia chegado o momento tão aguardado de vermos os campos da Provence tingidos de amarelo, dourado e lilás – girassóis, trigos e lavandas. Em 2013 permanecemos por duas semanas em Aix. Rodamos bastante pelo Sul da França com nossa guia e amiga Leonor e não vimos sequer um pezinho! de lavanda florido.

Em Paris, nosso ponto de partida para a Provence, o Verão havia chegado com temperaturas muito baixas  (8 graus Celsius a menor registrada) e no Sul da França não foi diferente. Até nós hibernávamos algumas vezes no apartamento da rue Mazarine e não botávamos o nariz na rua.

Verão aguado e frio até para os parisienses que víamos frequentemente enrolados em cachecóis e casacos de lã. Moçoilas e senhoras agasalhadíssimos da cintura prá cima; agora, da cintura prá baixo, sandálias e saias curtas (u-la-lá!) saíram às pencas do armário. Afinal de contas, o Verão havia chegado. Resistir, quem há de?

Frustrados pelo frio? De jeito nenhum! A compensação ficou por conta de rosas, jasmins e tomilhos que tomaram para si a majestade das lavandas e… não fizeram por menos: exibiram-se em todo seu esplendor, perfumando ruas e estradas. Maravilha.

E foi neste misto de saudade e contentamento que saímos de Marseille, impulsionados pela emoção e pela força do Mistral – parceiro inseparável por quatro dias seguidos em nossos ensolarados dias de Provence.

E como diriam os gaúchos: Bah, guri!… Ventinho danado, esse.

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Mais meditação que pescaria. Com certeza.

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Centre Bourse. Apenas para não passar em branco.

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O shopping não é grande, mas é elegante e de bonito visual.

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Finalmente, estávamos no trem. Destino: Aix-en-Provence.

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Aix cada vez mais perto.

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Rue Vauvenargues, 16! Embaixo, La Cure Gourmande: loja de bombons, balas, biscoitos e calissons. O pecado é resistir.

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As imagens do apartamento quarto e sala alugado em 2014 estão abaixo. Como chegar a esse e a outros imóveis em Aix? Basta entrar no site http://www.naprovence.com ou enviar um email pelo: site@naprovence.com.

Melhor ainda: http://naprovence.com/pacotes/provence-classica/ de Anaté Merger, uma brasileira residente em Aix-en-Provence que conhece tudo a respeito do Sul da França.

Foi Anaté que providenciou o aluguel dos apartamentos em 2013 e 2014 e escolheu a dedo nossa guia Leonor que nos conduziu pelos caminhos provençais. O site oferece ainda muitas opções de passeios e compras na cidade.

Leonor é uma pessoa de boa vontade; adorável amiga que não media esforços para nos agradar.
Algumas vezes parava ao longo das estradas porque ali havia algo pitoresco que queria nos mostrar.
Um exemplo dessa disposição foi quando afastou-se da estrada principal e seguiu por um caminho de chão, exclusivamente para nos mostrar uma plantação de amendoeiras.
Não nos furtamos do prazer de saborear algumas amêndoas, ali mesmo em cena aberta, sob o sol amistoso da Provence.
As paradas técnicas eram sempre em algum café interessante e os restaurantes onde nos levava sempre ofereciam um prato especial que gostaria que saboreássemos.
Foi assim em Roussillon quando optamos pelo Aioli, que nada mais é do que uma maionese caseira de alho, que tempera os legumes que acompanham uma das seguintes opções: porção de bacalhau fresco, peito de frango, ou ainda um tornedor. Todos, grelhados. (Para saber como prepará-la clique aqui).

Colhemos lavandas na beira da estrada, pêssegos dulcíssimos no jardim da fábrica de chocolates, e as já citadas amêndoas verdes (sabor delicado, gostoso) na beira da estrada.

Nestes campos floridos Leonor garantia um dos pratos prediletos de sua tartaruga: uma erva que nasce junto com as lavandas.

Tardes inesquecíveis que passamos juntos nestes cenários cinematográficos da Provence, dos quais tenho muita saudade.

Ao entrarmos no apartamento quarto e sala, uma grata surpresa que mostro para você agora.

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OBS: Clique duas vezes sobre as fotos em que aparecer a luva, a fim de vê-la maior.
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No quarto, dois armários excelentes, uma cômoda e uma escrivaninha.

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A cozinha era servida por máquina de lavar louça, micro-ondas, forno, fogão elétrico, jarra térmica, torradeira, coifa e geladeira.

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Nesta praça, às terças, quintas, e sábados, há uma feira de flores maravilhosa. Em frente à nossa janela fica a Prefeitura (Mairie)

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2 opiniões sobre “França: Marseille/Aix – A Sensação de Voltar Prá Casa.”

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