França – Isle-sur-la-Sorgue.


Imagem Destacada: Rio Sorgue.

Roteiro provençal elaborado por Anaté Merger: Rio de Janeiro / Lisboa / Nice (Menton; Saint Raphael; Biot; Saint-Paul-de-Vence; Villefranche-Sur-Mer) / Marseille (Calanques; Cassis) / Aix-en-Provence (Ménerbes; Cucuron; Carpentras; Isle-sur-la-Sorgue e Fontaine du Vaucluse; Uzés; Saint-Paul de Mausole; Saint-Saturnin; Saignon; Sault; Valensole; Lac de Sainte-Croix) / Paris (Estrasbourg) / Lisboa (Lagos; Tavira ) / Rio de Janeiro.

ISLE SUR LA SORGUE

L’Isle-sur-la-Sorgue, distrito de Avignon, é uma comuna no Sudeste da França, no Departamento de Vaucluse, que cresceu às margens do Rio Sorgue.

Dista em 707 km de Paris, 84 km de Marselha e 33 km de Avinhão. É servida por uma estação de TGV (Trem de Grande Velocidade)em Avignon que fica a 25 minutos do Centro, por outra de trem comum (8 km a pé), e ainda: por um aeroporto em Avignon, distante 15 km, e outro em Marseille, a 1.15 horas de L’Isle. Clique aqui para saber mais a respeito do Aeroporto Avignon-Provence.

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UM POUCO DE HISTÓRIA

A revista “Terre de Provence” de agosto de 2014 abre uma reportagem com o seguinte subtítulo: “Caso as 11 pontes que atravessam o Sorgue não existissem, o coração desta cidade seria uma ilha e é como tal que seus habitantes a encaram.
Situada ao nível das águas do rio, foi inicialmente sobre pilotis que as primeiras casas se estabeleceram nesta vila de pescadores.”

Mais tarde, com a secagem progressiva dos pântanos e a construção de canais, pouco a pouco aquela que tornou-se a Veneza Comtadine foi se delineando.

Os antigos pescadores que habitavam em L’Isle tinham o direito exclusivo de pescar no rio. Esse privilégio permaneceu vigorando até uma reunião do Comtat Venaissin da França. Aconteceu que ao construírem moinhos (acionados pela corrente do Sorgue), surgiram fábricas que trabalhavam a lã, a seda e o papel, e esses pescadores foram empregados nestas atividades.

Não só determinados nomes de rua lembram esse período de pesca (rua da Enguia, rua da Lontra, rua dos Lagostins), bem como as barcas tradicionais de fundo chato e as “négo-chin” – uma canoa semelhante àquelas que a população ribeirinha brasileira, por exemplo, ainda usa.

Durante todo o ano ainda se vê esse tipo de embarcação descendo o Sorgue, cujo princípio de propulsão é o mesmo: em pé, o canoeiro impulsiona a canoa com o auxílio de uma longa vara e muita força no braço. Reconheçamos, nossos ancestrais já praticavam stand-up padle numa boa.

O mercado flutuante do primeiro domingo de agosto é a ocasião propícia para os saudosistas reviverem uma época onde a maior parte dos deslocamentos e transportes se faziam a bordo desses négo-chin.

CAPITAL DOS MERCADOS DE PULGA.

Hoje em dia L’Isle-sur-la-Sorgue oferece o charme de ruas sinuosas que emoldura um rico patrimônio, cuja Tour Boutin do século XI, conhecida também por Tour d’Argent, é a mais antiga testemunha desse cenário.

Quando se está no centro da aldeia, sentado em uma varanda à beira d’água, cercado por todos os lados pelo rio Sorgue, a impressão que se tem de estar em uma ilha é real.

Desde 1973 que Isle-sur-la-Sorgue aparece em primeiro lugar na França e em décimo segundo lugar em toda a Europa pelo comércio de antiguidades e de mercado de pulgas, impulsionados por 350 comerciantes especializados.

Visitamos a cidade em dia de feira. Ficamos surpresos com a quantidade de barracas e ainda com o desprendimento de muitos comerciantes por adotarem uma maneira nada formal para expor suas preciosas antiguidades: no chão.
Turistas curiosos iguais a nós congestionaram as estreitas ruas que margeiam o rio, a ponto de o tráfego de pedestres não fluir. Houve um momento em que ficou impossível prosseguir e nos retiramos da muvuca.
Apesar de brasseries, cafés e restaurantes enfileirarem-se na avenida e ruas principais, custou-nos encontrar lugar onde almoçar devido ao intenso movimento.

Clique aqui para mais informações.

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Nossa primeira visão da cidade: um rio de águas transparentes, patos e figueiras carregadas. Muitas figueiras…

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Figueiras nascem em beira de rios aos borbotões. Pelo que pude apurar, entendi (e vi) que figos não são valorizados na Provence.

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O movimento de turistas nas estreitas ruas de Isle.

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Todas as feiras provençais são coloridas e perfumadas por especiarias…, embutidos…, frutos…

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…flores, ervas frescas para uso culinário…

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…Conservas de todos os tipos…

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… especiarias…

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Sucos diversos…

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Berinjelas.

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Cenouras rochas e amarelas – não conhecia.

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Excelente conjunto de jazz caitituando seus CDs: Gig Street. Compramos e não nos arrependemos.

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Segundo nossa guia, as figueiras gostam de umidade. Por este motivo nascem facilmente na beira dos rios.

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NOSSO ENCONTRO COM UM CARDÁPIO

Foi tão comemorado como se estivéssemos diante de um oásis. A cena foi cinematográfica tamanha nossa alegria e os sorrisos do tipo lata de goiabada aberta.

Logo que atravessamos a primeira ponte entramos em um Café onde fizemos uma breve parada para tapear o estômago. Isso, em teoria; na prática costumo dizer que meu estômago é sincero, é o suprassumo da inteligência e jamais deixou-se enganar.

Como de costume, saíamos muito cedo do apartamento que alugamos em Aix com Anaté Merger (http://www.naprovence.com) e íamos lentamente ao encontro de Leonor, nossa doublé de guia e motorista, que nos pegava diariamente no Cours Mirabeau sempre no mesmo lugar.
Degustávamos nosso trajeto pelas antigas, silenciosas e charmosas ruas de Aix como se nunca tivéssemos passado por ali.
Esse roteiro agora tão familiar (alugamos outro apartamento no mesmo prédio em 2013) era sempre uma novidade. E por tomarmos nosso café da manhã muito cedo, antes de chegarmos a nossos destinos vez ou outra batia aquela vontade de comer alguma coisa.

Saímos do tal Café com o tanque mal abastecido para o que ainda tínhamos que andar, mas só sentimos os sinais do pouco combustível quando começamos a procurar lugar nos restaurantes e não encontrávamos.

Conforme ia dizendo, saímos do tal Café e fomos bisbilhotar as antiguidades expostas nas calçadas que beiram o rio. E haja rio, calçada, e antiguidade. Isso, que fique bem claro, sem contar as barracas que vendem roupas, calçados, artesanatos, flores, queijos, embutidos e muitos etecéteras.
Encontramos muitos objetos interessantes a bom preço e impulsos para comprá-los não faltaram. Acontece que eu mesma travei diversas vezes uma luta insana contra minha própria vontade e acabava desistindo da compra – provas de fogo a que me submetia diariamente.

Caminhamos aqui, atravessamos outra pequena ponte ali, esprememo-nos entre o povo e as centenas de barracas acolá, sol forte na moleira, pernas pedindo cadeira (na verdade eu imaginava um sofá daqueles que encontramos nos Cafés e que a gente pensa que nos abraça, sacumé?), estômago revoltado já doendo nas costas, sufoco, esperança indo pro buraco, quando nossa querida Leonor descolou três lugares no Terrasse du Bassin.

Niki entrei e dei de cara com aquelas cadeiras pretas ali da direita, senti a força de meu pensamento. Uau!… Era justamente o de que eu precisava. Meu anjo guardião, decididamente, havia ouvido minhas preces. Ó céus! Momento de pura emoção: Ele existe e torce por mim de verdade. Mas como se tratava de um estar, sentamo-nos em uma mesa próxima porque ali não ficaria muito confortável para almoçarmos e tive que concordar. Mas não me importei, porque saí do restaurante feliz, fortificada e até rejuvenescida, em função dos pratos que pedimos que estavam supimpas. Milagre existe!!! Valeu a longa caminhada.

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Salmão, melão e saladinha verde.

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Steak tartar e salada verde. Prato de origem alemã adotado pela França, onde faz grande sucesso.

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Deliciosas batatinhas fritas com sal grosso.

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Panna Cota com caramelo e manteiga salgada.

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Faiselles (queijo fresco fabricado com leite cru) com calda de frutas vermelhas.

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Terrasse du Bassin

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Poluição zero.

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Rodas d’água: uma constante na Provence.

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CANAIS QUE JUSTIFICAM O NOME DA CIDADE : ISLE…

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Centenas de antiquários atraem colecionadores europeus e americanos.

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Igreja de N. S. dos Anjos – L’Isle sur la Sorgue.

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Igreja N. S. dos Anjos em estilo barroco provençal. Segundo nossa guia, é a mais bem conservada da França, no estilo.

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2 opiniões sobre “França – Isle-sur-la-Sorgue.”

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