Machu Picchu. Urubamba/Ollantaytambo/Águas Calientes.


IMAGEM DESTACADA: Imagem parcial de Machu Picchu.

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PARTIU MACHU PICCHU:

Dia 05 de novembro de 2015 deixamos o San Agustin Urubamba Hotel e partimos em direção a Ollantaytambo onde embarcamos em uma viagem  de trem agradabilíssima – para mim, o melhor do passeio – margeando o Rio Urubamba.

Ollantaytambo trata-se de uma localidade pitoresca que à primeira vista me pareceu um autêntico arraial em seu sentido mais festivo, um quadro em “Tecnicolor”. Linda!

Distrito pequeno, com pouco mais de 11.000 habitantes, chama atenção pela coloração do artesanato e pela simpatia de seu povo sorridente, o que lhe confere excelente astral.

Ollantaytambo conta com hotéis – mais de 40! – e restaurantes de qualidade, Cafés e comércio variado. Consulte dois conhecidos sites em suas especialidades (hotéis e restaurantes) e você terá grata surpresa.

A meu ver, muito mais interessante e prático pernoitar “em Ollanta” do que em Urubamba, onde a operadora de turismo Trans . . . nos hospedou à beira de uma estrada em local sem o menor atrativo. Além do barulho provocado pelo tráfego de veículos quase embaixo da janela de nosso quarto, um cachorro latiu a madrugada inteira e até amanhecer. Latinos à parte, obviamente, o local é horroroso.

Além de opções bem melhores na própria Urubamba, a hospedagem em Ollantaytambo seria bem mais interessante, sem qualquer dúvida.

Para início de conversa o hotel indicado no programa era o Aranwa Sacred Valey, que pelas fotos postadas na internet é puro deslumbramento. Francamente, o cenário de filme de bang-bang mexicano não me agradou.

OLLANTAYTAMBO/MACHU PICCHU:

Ollantaytambo é dos um dos pontos de partida – o outro é Poroy, bem próximo de Cusco – para se chegar até a localidade denominada Águas Calientes: estação final dos trens que partem das citadas cidades e de onde saem os micro-ônibus que serpenteiam a montanha para levá-lo até ao cume onde está Machu Picchu.

A estrada é bem estreita. Para quem já trafegou pelo caminho que leva à cidade italiana de Capri conhece bem aquela aflição de passar em micro-ônibus bem rente ao precipício.

Para os menos avisados, convém não sentar do lado esquerdo da condução na subida e, obviamente, nem do lado direito na descida da montanha. E para quem curtiu a lindíssima Rio do Rastro em Santa Catarina vai tirar essa pequena serra de letra.

COMO CHEGAR SAINDO DE CUSCO:

Não há mistério: você poderá pegar um taxi em Cusco e seguir até Ollantaytambo; poderá viajar em ônibus comum, ou ainda se engajar em um passeio de uma agência de turismo. E se você é jovem  – e jovem é outro papo -, poderá curtir uma trilha e escolher de 02 a 09 dias de caminhada.
Caso opte pelo taxi, combine preço antes de entrar no veículo e escolha um carro que pelo menos aparente firmeza. Há taxis circulando na cidade em péssimo estado de conservação que não me ofereceram segurança nem para curtas corridas em Cusco. Fique atento.
Caso sua escolha recaia em um passeio traçado por uma agência de turismo, informe se você deseja ou não pernoitar em Ollantaytambo e seguir  para M. Picchu em outro dia. Negocie.
A cidade é pequena, mas muito pitoresca e acho que vale muito à pena se deixar levar por esse encanto.

ONDE COMER?
Restaurantes, pizzarias e cafés não faltam e você poderá se surpreender com a qualidade dos ambientes que irá encontrar.

RUÍNAS e ARTESANATOS:

Viajando por sua conta você visitará as ruínas em seu tempo!, sem ninguém para lembrá-lo de que tem hora pra voltar e a quantos minutos tem direito para explorar o sítio arqueológico.

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Vista do quarto do San Agustin Urubamba Hotel em que ficamos hospedados. Ninguém merece!

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EMBARQUE PARA ÁGUAS CALIENTES:

Como estávamos com o tempo cronometrado, nossa ida do estacionamento (ônibus de turismo) à estação do trem foi muito rápida. Esse ponto de Ollantaytambo também é para ser apreciado com calma e passamos com a rapidez de um raio. Não valeu.

Bilheteria RailPeru em Ollantaytambo.
Bilheteria RailPeru em Ollantaytambo. Tudo muito organizado. Cumpre-me esclarecer que nossos bilhetes foram reservados pela empresa de turismo pela qual viajamos.

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Bilheteria Estação de Trem Ollantaytambo - Marilia Boos Gomes.
Bilheteria Estação de Trem Ollantaytambo.

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Quadro Horários Estação Trem Ollantaytambo - Marilia Boos Gomes.
Quadro Horários Estação Trem Ollantaytambo. Complicado, mas bem explicativo.

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Marilia Boos Gomes.
Ao chegarmos à estação de trem logo embarcamos. A plataforma é pequena e por isso a impressão é de tumulto.

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Na plataforma o trem da PERURAIL já aguardava pelos passageiros e nosso  embarque não demorou 15 minutos.

O Valle Sagrado é para ser degustado como a mais fina  iguaria e não desse jeito atropelado como fizemos. Depois que você aprende a fazer seus próprios roteiros fica difícil adaptar-se a um esquema elaborado por qualquer empresa de turismo.

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Embora não pareça o embarque é organizado. Marilia Boos Gomes.
Embora não pareça, o embarque é organizado.

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Trens panorâmicos muito confortáveis.

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O vagão surpreendeu-me por suas instalações: janelas panorâmicas, poltronas muito confortáveis, mesa para cada 4 passageiros, banheiros limpos, serviço de bordo, ar condicionado e música ambiente agradável.

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Serviço de Bordo PeruRail- Marilia Boos Gomes.
Serviço de Bordo PeruRail, uma grata surpresa.

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Lanche Servido pela Perurail. Marilia Boos Gomes.
Lanche servido pela Perurail – Simples, mas delicioso!

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Após o café, uma farta cesta de frutas nos foi oferecida. Funcionários simpáticos e educados.

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CHEGANDO À ÁGUAS CALIENTES:

Após a viagem de aproximadamente 1.30 h margeando o Rio Urubamba, chegamos à estação de Águas Calientes .

Uma rápida fila para o embarque nos micro-ônibus e logo estávamos devidamente aboletados rumo ao cume da tão aguardada cidade pré-colombiana de Machu Picchu.

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Do outro lado do canteiro, ônibus perfilam-se para levar passageiros a Machu Picchu.

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Outro aspecto de Águas Calientes.

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Á esquerda, uma boa pizzaria onde almoçamos ao retornar de Machu Picchu.

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Águas Calientes.

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Início da subida para a montanha de Machu Picchu.

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TRILHA É A MELHOR OPÇÃO. PRÁ QUEM PODE:

Acima já foram citadas algumas alternativas e agora segue uma opção para os jovens de corpo e/ou de espírito.

Para ser franca nem desconfio onde começam essas trilhas e qual o esquema, mas isso não é problema. A jovem Roberta Figueira explica detalhadamente neste link.

Além do mais o jovem dos tempos atuais é plugado e sabe onde descola todas essas paradas.

Outro site que os andarilhos contumazes já devem conhecer, mas que para mim é novidade, é o TRILHAINCAMACHUPICCHU.ORG.  Para ter uma idéia, a empresa organiza trilhas de 02 a 09 dias – não custa relembrar –  incluindo refeições!

E o outro site linkado abaixo é para facilitar a compra de bilhetes para os sítios arqueológicos. Sem esse passe você não consegue entrar nem naquela roubada chamada Qenqo.  Copiou, meu tio? Então dê uma olhada aqui.

PARA FINALIZAR, ALGUNS LEMBRETES:

Ah! Quase ia me esquecendo: não se esqueça do guarda-chuva ou de uma capa de plástico (quebra um galhão e é bem mais prática), do filtro solar, do repelente e de um bom calçado (tênis, por exemplo) que lhe dê conforto e segurança. Um boné ou chapéu também é indispensável e uma garrafa de água.

Caso você não passe o repelente no rosto (não é aconselhável), leve um leque para se livrar do calor nos dias ensolarados e espantar a mosquitada que poderá acabar com você em minutos. Os mosquitos de Machu Picchu são muuuiiiiito mais rápidos do que foram os espanhóis…

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Lá embaaaiiixo está Águas Calientes.

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De novo…

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Machu Picchu antes de cair a chuva.

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Resquícios do terremoto ocorrido em 1970.

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Trabalho minucioso de encaixe das pedras.

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Legenda desnecessária. O que dizer diante desse cenário?

 

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Na volta para Águas Calientes, a fila para pegar o ônibus é essa que você vê, parcialmente, na foto. A curva está abaixo da bandeira!… Não vá pensar que é mais curta…

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Vilcanota ou Urubamba, o rio que acompanha o trajeto para Machu Picchu. Ao entrar no Brasil recebe o nome de Solimões e origina o Rio Amazonas.

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DE MACHU PICCHU a POROY:

A surpresa ficou por conta de um desfile de modas excelente no vagão em que estávamos, com os próprios funcionários da PERURAIL em dublê de manequins e do desembarque em Poroy.

Esta cidade fica distante de Cusco em aproximadamente 20 minutos (de carro). De lá também partem trens para Águas Calientes e a viagem dura cerca 4 horas. Outra excelente opção para Machu Picchu.

São muitos os caminhos que levam à Roma… e a Machu Picchu.

2 comentários em “Machu Picchu. Urubamba/Ollantaytambo/Águas Calientes.”

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