PATAGÔNIA ARGENTINA – Ushuaia. Um Pequeno Rolê Pelo Centro.


FOTO em DESTAQUE: Residência na Avenida San Martin, Centro.

A ESCOLHA EQUIVOCADA DO ROTEIRO

Sabe quando você percebe que tomou o bonde errado?
Para quem não andou de bonde e/ou nem desconfia o que é, lá vai: era um veículo longo que ficava mais longo ainda quando carregava o reboque (outro bonde mais simples em aparência do que o carro principal) e que quase o jogava na rua todas as vezes que fazia uma curva, caso você não se agarrasse bem em algum lugar. Particularmente, por conta dessas manobras radicais a deslocamentos mínimos por hora, eu adorava viajar no reboque. Digo deslocamentos porque seria um absurdo falar em velocidade em se tratando de bonde.
Naquela época não havia aquela tabuleta  – como a gente vê agora atrás das carretas, não tem? -, avisando o comprimento do veículo. As ruas eram de mão dupla e ultrapassar um bonde com reboque, algumas vezes, era um parto.
Andava lentamente sobre trilhos e os itinerários variavam de acordo com o número da linha. Caso você tomasse um bonde errado, istepô, tinha que se virar para refazer o trajeto e isso levava horas!!!
De acordo com a matéria postada no link a seguir – basta clicar aqui -, “a velocidade do bonde combinava com o caminhar do pedestre” – diz o arquiteto Pedro da Luz.  Sentiu?
Vai daí que quando percebemos que havíamos pegado o bonde errado (e logo na Patagônia!) não dava mais para refazer o trajeto e tivemos que seguir em frente.

BUENOS AIRES

O ritmo era de aventura, perfeito para crianças e jovens – nada a ver com dois idosos iguais a nós (69 e 76 anos). Acontece que há muito sonhava com esse roteiro e chegava a me ver caminhando sobre o gelo com botas cheias de grampos na sola. Já me sentia até calçando um porco-espinho, feliz da vida, mas não foi bem assim. Chegamos a ir ao médico! para nos certificarmos de nossas condições físicas e… partimos Patagônia.
A conexão em Buenos Aires é sempre uma surpresa e dessa vez não foi diferente. Primeiramente, não havia indicação dos voos nas esteiras de entrega de bagagens. Repentinamente, uma delas começou a funcionar e uma das primeiras malas a aparecer foi a de meu fiel escudeiro. Aconteceu que minha mala só foi aparecer cerca de 40 minutos depois, em outra esteira, por ter chegado em outro voo!
Apesar desse imprevisto nosso embarque para Ushuaia demoraria um pouco. Portanto, havia tempo de sobra para fazer o check-in, câmbio (li a respeito da dificuldade que há na cidade para se trocar moedas), e ainda sobraria tempo para tomarmos um café.
Aconteceu que no guichê de câmbio havia apenas dois funcionários (mau humorados) trabalhando e a fila era enorme. Havíamos separado notas de 100 dólares para trocar, mas como só estavam aceitando de 50 tivemos que nos afastar para pegar as notas na doleira – aquela manobra em que a gente se sente quase nu diante de todos quando é pego de surpresa e que muitos viajantes conhecem. Não podíamos perder o lugar na fila e eu me meu fiel escudeiro nos revesamos nessa modalidade de saque.

Feito o câmbio, corremos para a fila do check-in e ouvimos o seguinte do funcionário da Aerolíneas: corram porque o avião sai em 5 minutos.!!! Saímos correndo (pode não acreditar, mas velho consegue correr), atropelando escada rolante acima, vimos qual o portão de embarque e quando lá chegamos não havia avião. Pronto! Perdemos o voo e não havia ninguém no balcão de embarque. Mau sinal. E agora? Felizmente não era o que pensávamos: o avião estava atrasado – Ufa!- e só fomos voar para Ushuaia muito tempo depois – outro Ufa! Deu tempo para tomarmos um bonito café e ainda digo mais: daria tempo para fazermos um lauto pique-nique.

USHUAIA

Ao desembarcarmos o jovem do receptivo que nos pegou no aeroporto nem nos deixou esquentar o banco do carro – o que seria até difícil com o frio que estava fazendo – e foi logo passando a programação do dia seguinte: teríamos que chegar ao porto em torno de 7.30 h da manhã e faríamos um passeio até às 14.00 horas. O porto era próximo ao hotel em que ficamos, mas teríamos que fazer uma boa caminhada até chegar lá. Sem problemas. Afinal, estávamos lá para topar qualquer parada.

Tivemos boa vontade, acordamos muito cedo, mas…, ao vermos o tempo horroroso, a cama ainda quentiiinha, e sentindo o cansaço tomando conta dos dois garotões, não tivemos dúvida: foi ali mesmo que ficamos. Ligamos para a empresa para avisar que havíamos desistido do passeio e voltamos pra cama. Não havíamos dormido tarde, mas as emoções do dia anterior pesavam em nossos corpos. Acordamos passava de 13.00 horas.
O Parque Nacional da Terra do Fogo e as Baías Ensenada e Lapataia ficarão para uma próxima.

Demos um rolê pela cidade, lanchamos, fomos ao supermercado, jantamos no próprio hotel e fomos dormir porque no dia seguinte, aí sim, começaria nossa aventura pela Patagônia. E que aventura!

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Acima e Abaixo: vista do Hotel Fueguino.

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Entrada do Fueguino, à direita. Av. Gdor Deloqui.

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Av. San Martin.

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Já era tarde; e como não almoçamos, fizemos um lanche reforçado neste bistrô e gostamos muito. Há fartura de ofertas: cafés, chás, refrigerantes, sucos, sanduíches simples e incrementados, omeletes, saladas, frutas, pães, doces, sorvetes… Um quebra-galho e tanto e mais: um excelente lugar para ir acompanhado de amigos, para colocar o papo em dia.

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O SUPERMERCADO

Próximo ao hotel encontramos um supermercado chamado La Anônima (San Martin 1506), rico em suprimentos, onde funciona um sistema de pagamento semelhante ao que vi no Madero (hamburgueria) aqui no Brasil, mais precisamente em Florianópolis.

Ao entrar, a pessoa retira esta peça do cesto e a valida, quase ao lado, em um aparelho pendurado na parede; u’a maquininha parecida com aquela leitora de etiquetas de preços que encontramos em supermercados. Esse aparelho registra o chamador com um número – que nada mais é que uma senha eletrônica.

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O cliente então vai às compras, mas tem que ficar de olho em painéis como esse que você vê na foto abaixo, distribuídos pelos corredores. Há caixas diferenciados para cobrar os portadores desses chamadores; na hora em que aparece o número do aparelho no painel, basta comparecer no caixa indicado e pagar a conta.

dscn0108-1024x768 dscn0110-1024x768 Na foto, pessoas aguardam pela chamada dos caixas especiais. Por alguns momentos fiquei observando o movimento dessas filas (que não eram para existir, levando-se em consideração que o propósito do sistema é evitá-las) e não vi nenhuma vantagem. Talvez porque o mercado estivesse cheio, não sei…

Funciona como fila para idosos: nem sempre vale à pena.

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Com a palavra, ROSA CRISTAL

5 opiniões sobre “PATAGÔNIA ARGENTINA – Ushuaia. Um Pequeno Rolê Pelo Centro.”

  1. Mais aventuras e peripércias do casal atômico andando pelo mundo e deixando dicas preciosas para quem quiser se atirar em viagens ao desconhecido. Muita grata pelas dicas. Valeu!

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  2. Sou de Floripa (Ribeirão da Ilha) e fui de carro (Fluence), ida e volta
    foram 14500 km até o Ushuaia. 30 dias de puro ineditismo, cada dia melhor que o outro. De 26 de dezembro a 26 de janeiro de 2017. Foi tudo bem tranquilo. Gostei do blog, foi bom relembrar alguns lugares e situações como a do supermercado La Anônima.

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    1. Olá, José Osni!!! Tudo bem com você?
      Seja bem-vindo ao blog! Que bom que gostou de meu trabalho; fico muito feliz, obrigada!
      Menino, como você andou, hein? Hum… então você também esteve no La Anônima? Gostamos muito dessa viagem. Aliás, estamos voltando em março do ano que vem para El Calafate. Sairemos de Florianópolis, João Paulo, onde mora meu irmão, cunhada e sobrinha.
      Não sei se você já leu as postagens a respeito de Santa Catarina. Ser-lhe-ia muito grata se pudesse comentar a respeito de suas experiências por aqueles lugares. Seria u’a maneira de colaborar com outros viajantes iguais a nós, não é mesmo?
      Seu comentário, na verdade, é uma dica e tanto! Além de meus cumprimentos pela viagem, agradeço por sua passagem pelo blog.
      Muito obrigada, José Osni!
      Ah! Quase ia me esquecendo: amo do Ribeirão.
      Abraço da Marilia.

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