ARGENTINA – Tigre Pelo Trem da Costa (Ou Não)


Um dos passeios mais bonitos pela zona norte de Buenos Aires e que não requer muito tempo, é chegar ao Tigre por trem. Estivemos lá duas vezes, chegando por gares diferentes.

TIGRE pelo TREM da COSTA

Você começa a viagem na estação de trem do bairro Retiro, no Centro de Buenos Aires. Pegue a linha Bartolomé Mitre (ramal Tigre) e salte na estação Olivos.
Caminhe pela rua Corrientes em direção à calle Guillermo Rawson (lado oposto ao do porto de Olivos). Siga em frente; atravesse a rua Rioja e continue caminhandoNa próxima rua, a Catamarla, entre à direita até encontrar a estação Borges do Trem da Costa. 
Você caminhará dois quarteirões e meio, aproximadamente; atravessará as ruas Entre Rios e Ricardo Gutierrez; um pouco mais à frente está a Estação Borges. É rapidinho.

Nota: os bilhetes de ida e volta foram comprados no próprio trem.


Esta estação é uma tetéia e fica linda em qualquer foto – até nas minhas! Há um café muito simpático e banheiros, mas não se deixe trair pelo tempo: atravesse a passarela (ou os trilhos, para ser mais prático – mau conselho da blogueira) e pegue o trem na plataforma do outro lado da linha, em frente ao Café.
A foto abaixo mostra direitinho onde você deverá ficar para pegar o trem em direção à estação Delta, o ponto final. Clique aqui e acesse o site da companhia férrea com todos os horários.

Aguarde o trem em frente àquele muro de tijolinhos. Tá vendo?

O café é bem espaçoso – prova de que está preparado para receber muita gente. Felizmente, no dia em que passamos por lá, não estava lotado. Aproveitei o momento em que o trem estava prestes a chegar e todos saíram apressados, e cliquei a foto acima.

Anote os horários do trem para não ter que sair correndo quando o comboio aparecer na curva. Tenha calma para poder curtir a Estação Borges, caso seja de seu interesse. 

Outra estação muito bonita é a San Isidro, um pouco mais a frente.
Esta estação é mais completa, mais bem equipada. Passe por lá na volta de seu passeio ao Tigre. A Catedral de San Isidro está pertinho desta estação; caso você opte por jantar no bairro, opções não lhe faltarão.

Repito: o ponto final é na estação Delta, em frente a um parque de diversões enorme, o Parque de La Costa.

Saindo desta estação caminhe para a esquerda – caso não vá ao parque -, e acompanhe o rio. Alguns minutos de caminhada e você verá à sua direita a Estação Fluvial Domingo Faustino Sarmiento. Nesta estação você encontrará várias bilheterias oferecendo passeios de barco. Quando lá chegamos, não havia uma! sequer funcionando. Contratamos então um passeio de barco (foto abaixo) para darmos umas voltas pelos rios Sarmiento e Luján e não darmos com os burros n’água – o que não faltava ao nosso redor.

Para almoçarmos, o piloto deixou-nos em um restaurante muito pitoresco e movimentado. Gostamos do cardápio e do lugar sugerido – simples, mas cheio de graça. Quem não gosta de almoçar embaixo de árvores lhe servindo de abrigo? Maravilha!

O passeio nos custou na época 500 pesos, com direito à citada parada para o almoço no ambiente simples e descontraído que você vê aqui embaixo.

OLIVOS:

Av. Corrientes, que você atravessa para chegar à Estação Tigre.

Por que saltar em Olivos? Trata-se de um bairro elegante por onde você também acessa a linha do Trem da Costa.
Caminhar por suas ruas arborizadas é um passeio simples, mas muito agradável. Cada residência é mais bonita que outra e de vez em quando parávamos para admirá-las. É uma Buenos Aires escondidinha do turista que vale à pena conhecer; por isso, vá com tempo para poder curtir o que mais lhe agradar pelo caminho.

TREM RETIRO/TIGRE:

Está é a opção mais fácil: pegue um trem da linha Bartolomé Mitre na estação Retiro, no Centro de Buenos Aires, e salte no ponto final, na estação Tigre. Esta gare é próxima da estação Delta. Acompanhe no mapa do Google postado abaixo, onde você poderá saltar.

As marcações estão em amarelo. O Trem da Costa tem seu ponto final na estação marcada no alto da foto. Lá estão, lado a lado, o Parque de la Costa, o Cassino e o Porto de Frutos.

Embaixo, na foto, está a Estação Tigre onde você chega direto da Estação Retiro.

Esta viagem também é muito agradável. A estação Tigre é simpática, bem aparentada e com uma vantagem: assim que você sai da gare, há ônibus de turismo bem em frente à saída principal. Fizemos esse passeio e não nos arrependemos. Pena que logo depois o tempo fechou e choveu um pouco. O ônibus que pegamos era sem cobertura e não era de dois andares, ou seja: não havia pra aonde correr. Por isso recomendo levar agasalho e/ou guarda-chuva caso o tempo não esteja firme.

EM ÔNIBUS:

Atrás da Casa Rosada há o ponto do 152; e da Estação de Trem Constitución, sai o 60. A viagem é demorada e pode lhe custar duas preciosas horas.
Para quem deseja mais conforto ou tem dificuldades de locomoção, poderá combinar preço com taxis remises.

Avenida Corrientes nas fotos acima e abaixo.

A PRIMEIRA VEZ A GENTE NUNCA ESQUECE – Principalmente quando se está perdido.

A partir da rua aqui de cima sentimos que estávamos perdidos e ninguém conhecida a estação Borges do Trem da Costa! E mais: não havia movimento nas ruas que indicasse que alguém fosse pegar um trem. Sabe, aquelas pessoas indo todas em uma só direção? Pois é: necas de pitibiriba. Até porque o trem é turístico e não há como pensar que o movimento será idêntico ao de uma Central do Brasil ou Estação da Luz. Bobagem minha achar que encontraria algo parecido. Tansa!

Mas o bairro é  lindo! Refrescante como uma bala  de hortelã, sei lá, que passamos a curtí-lo e só nos demos ao trabalho de perguntar pela estação após boa caminhada. Esse tempo em que apreciamos as casas dos ricos como quem vê pela primeira vez o mar, nos proporcionou momentos tão revigorantes, que paramos para tomar um café em comemoração a esse momento lindo e potencializar o vigor. Uau! E como precisaríamos de muito gás para enfrentar o que havíamos planejado, estava tudo indo muito bem.

Voltando à vaca fria: quem acabou nos orientando foi uma senhora recém moradora do bairro que ensinou-nos um caminho alternativo por meio de um mato ralo, onde depois passamos por uma cerca de arame farpado! para chegarmos à estação. Acho que só ela conhecia esse caminho. Nessa de pedir informação batemos aquele papinho com a rapidez de quem furta, coisa e tal, e se meu fiel escudeiro não me puxasse pelo braço, certamente perderíamos o último trem para o Tigre.

Nessa rua as casas eram sem muro, sem grades e o acesso às residências (rico não mora; rico reside) se dava diretamente da calçada.

Outra coisa que admiro em Buenos Aires é que é uma cidade onde se preserva o verde.  Aonde quer que você vá, encontrará um parque, um jardim, canteiros com ou sem flores, ruas bem arborizadas… Tudo bem cuidado.

Outra nota: foi para esta parte da cidade que os ricos migraram do bairro San Telmo em 1871, fugidos do surto de febre amarela. Longe de mim fazer piada com a desgraça alheia, mas… “Há males que vêm prá bem” e Olivos comprova o que diz o velho ditado.

ROSA CRISTAL comenta.

 

 

2 opiniões sobre “ARGENTINA – Tigre Pelo Trem da Costa (Ou Não)”

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