1986 – Holanda. Alemanha. Dinamarca. Suécia. Noruega. Finlândia. Rússia. Polônia (Parte II).


FOTO DESTACADA: Monumento à Frederic François Chopin, no Parque Lazienki.

Continuando a saga de 1986 – Moscou/Amsterdã/Brasil. Permanecemos em território russo por 12 dias.

05/9/86 – Saímos de Moscou e começamos a viajar em direção à Varsóvia, passando por cidades das quais não tínhamos a menor notícia. Falando sério, ainda não temos. Alguém que não seja russo ou que não tenha viajado pela Rússia já ouviu falar em Smolensky e Minsk? 
Não tenho foto da primeira, e da segunda cliquei o circo de inverno e só.

Dia 06/9/2018 – Sem fotos, sem registros. Penso que foi neste dia que atravessamos a fronteira Rússia/Polônia.
Lembro-me sim, da despedida de nossa guia: uma jovem bonita e culta que nos acompanhou pelos 12 dias em que viajamos pela União Soviética.

UMA DESPEDIDA
Antes desta viagem eu havia estado em Florianópolis e adquirido um brinco de prata, lindo, em uma feira de artesanatos da Praça XV de Novembro.
O desenho da jóia era uma borboleta grande, de apenas uma asa, mas que dava a idéia de as asas estarem fechadas. O brinco era to-do-em-fi-li-gra-na! Trabalho delicadíssimo, que só um artista de paciência beneditina seria capaz de fazer. Era lindo!
Em pontos estratégicos – onde as borboletas costumam ter manchas nas asas –  e algumas até parecem olhos -, o artesão incrustou pedras que lembravam jade. Este brinco eu usava diariamente, e a jovem guia não tirava os olhos dele. Realmente, a peça chamava atenção.

Antes de abraçá-la, na despedida, tirei o brinco e lho ofereci como lembrança. O abraço que recebi de nossa guia foi mais precioso para mim, que a borboleta que lhe ofertei. Valeu demais!

PASSAGEM PELA ADUANA RÚSSIA/POLÔNIA
Não me recordo em que localidade fronteiriça nos apresentamos, mas lembro-me perfeitamente daquelas looonnngas e tenebrosas horas em que fomos submetidos à grande pressão.

A REVISTA
Lembro-me de que o recinto em que todos os passageiros do ônibus foram colocados não era grande, mas o suficiente para nos movimentarmos e procurarmos uns pelos outros para comentar nossas aflições.
O prédio tinha a arquitetura semelhante a de uma estação de trem, dessas que ainda existem em cidades turísticas brasileiras – Conservatória conta com uma estação dessas.
Essa “estação” era um prédio geminado – neste caso, seria uma “estação geminada”, compreende? Havia a plataforma e, nesta calçada, digamos, havia um risco no chão; uma linha, de cuja cor não me lembro, igual às que dividem pistas e acostamentos nas estradas. Esta linha definia a fronteira. Bastaria passar para o outro lado (da linha), que já estaríamos na Polônia. Guarde isso!…
Acontece que, em vez de trilhos de trem, havia um elevador onde os ônibus de turismo eram colocados para serem examinados por baixo pelos policiais. Em termos atuais, eu diria que o ônibus foi escaneado. Milimetricamente. Quem sabe, alguém não poderia se esconder ali embaixo e atravessar para a Polônia?
TODAS! as bagagens foram examinadas. Malas abertas e mexidas como quem procura agulha em palheiro.
Eram colocadas em uma mesa comprida onde um policial ficava de um lado e o passageiro do outro. Vez ou outra algum policial perguntava para o quê servia determinado objeto que encontrava – tipo ralo para retirar calosidade, pequenas ferramentas para tratar unhas… coisas assim.
Éramos colocados em pé e de costas para um biombo – se é que podemos nos referir àquela peça desse jeito – para sermos observados.
Imagine uma pessoa colocada em uma caixa grande, do tipo caixa de sapatos, em pé, revestida de espelho nas laterais, na parte de trás e na de cima. Ficávamos voltados para o policial e ele olhando minuciosamente para aqueles espelhos.
Sapatos, casacos, tocas (fazia um frio danado nessa época), luvas, bolsos, tudo era revistado.
Sandálias de borracha de famosa marca brasileira eram apalpadas com intensidade. Não a conheciam naquela época… Quem sabe, alguma coisa estranha não poderia caber dentro daquela sola macia?
Nossos guia e motorista foram colocados no banheiro e tiveram que ficar nus para que suas roupas fossem revistadas. Não entendi.
Enquanto passávamos por este tipo de vistoria, o ônibus estava suspenso em um elevador daqueles que citei no início da conversa, sendo vasculhado por baixo. Por dentro, cada poltrona foi apalpada. Bagageiros foram minuciosamente examinados; nem o piso do ônibus escapou. Enfim, a revista foi, literalmente, milimétrica.

O BANHEIRO DA ADUANA!
Por mais que seja detalhista e me esforce para descrevê-lo, tenho certeza de que não conseguirei, mas…, vou tentar.
Era um cubículo onde só havia um vaso sanitário sem tampa, mergulhado em urina e coberto de fezes. Melhor descrevendo: era um bolo de fezes em forma de vaso sanitário. Havia fezes até nas paredes. O mau cheiro…
O piso deste cubículo era um pouco mais baixo que a soleira e por esse motivo estava alagado. Não vi ralo. Não havia pia, água, nada de que pudéssemos nos servir para nos higienizar. Papel higiênico? Há, há, há, há, há… E eu não aguentava mais de vontade de urinar. Eu e outros. Não havia luz naquilo. Sem iluminação, não era possível fechar a porta porque senão a situação ficaria incontrolável!
Durante muito tempo, quando pensava em mandar algumas pessoas à merda, pensava logo nesse banheiro.
O que fiz? Chamei minha amiga e pedi-lhe que mantivesse a porta entreaberta depois que eu conseguisse entrar naquele cubículo fedorento de dar náuseas.
Enrolei as pernas da calça comprida o mais que pude; e como estava de botas, entrei naquele portal para o Inferno.
Particularmente, não viajo de calça comprida exatamente por conta de ter que usar banheiros públicos em algumas ocasiões – restaurantes e aviões são exemplos. Muito mais fácil suspender uma saia e, de pé, mirar o vaso, que abaixar a cintura de uma calça e segurá-la de modo que não encoste na sanita. Era esse o problema. E se eu me desequilibrasse e tivesse que encostar a mão na parede??? Não tinha jeito. Tinha que correr todos os riscos imagináveis, incluindo algum problema pulmonar futuro. Felizmente a estratégia  deu certo e, sem querer, acabei abrindo caminho para outros necessitados.
Permanecemos nessa aflição por horas. Éramos mais de 30 passageiros, o ônibus estava lotado…, e como a revista era minuciosa e “particular”, ficamos alí por longas horas até essa provação terminar.

A TAL LINHA DIVISÓRIA
Minha gente…, na hora em que fomos autorizados a ultrapassar aquela linha…, foi uma festaaa!!!
Do outro lado era o Paraíso! Era tudo lim-po!, pintadinho de cinza claro. Ó se me lembro! Havia cafeteria, banheiros limpíssimos e separados para Damas e Cavalheiros. Free-Shop!!! Gente!… Havia Free-Shop!!! Vocês não imaginam a alegria. Começamos a nos abraçar e pular. Foi uma baita de uma comemoração. Exultávamos de alegria, de felicidade. Enfim, estávamos em contato com um mundo que conhecíamos.
Do lado russo daquele prédio era o Inferno. Do outro, do polonês, o Paraíso. Céu e Inferno lado a lado, como tantas vezes ouvi em histórias, eram reais! Caramba! Nunca imaginei vivenciar um momento desses.

POLÔNIA

Dia 07/9/1986 – Chegamos a Varsóvia. A foto foi clicada em dia chuvoso, em frente ao Monumento à Frederic François Chopin, no Parque Lazienki.

Abaixo, foto da Praça do Mercado e ruas de Varsóvia nas demais.

Dia 08/9/1986 – AUSCHWITZ, localizado a 50 km a oeste da Cracóvia.
Quando o ônibus parou em frente ao portão principal do campo de concentração, e avistamos alguns dos pavilhões, fez-se o silêncio.
Por alguns segundos, ainda sentados, nossos rostos estavam voltados para a direita, atraídos por aquele cenário frio, hospedeiro de crueldades inimagináveis e disseminador dos mais profundos sentimentos de tristeza, construído exclusivamente para enclausurar a massa de judeus que era aprisionada na Europa a cada vitória nazista. Houve quem permanecesse no ônibus. Um casal, lembro-me muito bem, iniciou a caminhada, mas não resistiu e voltou. Outros caminharam emocionados a ponto de chorar. O clima era muito tenso e não podia ser diferente. Todos caminhávamos em silêncio. Só ouvíamos o barulho de nossos passos sobre os pedriscos dos caminhos e nada mais. Sentimento de profundo pesar.
Nosso guia, que até então também permanecia calado, não teve alternativa a não ser iniciar seu trabalho e repassar para nós, quem sabe?, as experiencias menos traumáticas (?) vividas naquelas dependências. Seu timbre de voz era baixo…

O primeiro pavilhão visitado foi o 10, onde os prisioneiros eram submetidos a experiencias médicas. A conhecida Bayer participou dessas crueldades. Mais informações, clique aqui ou aqui.
Mengele tinha preferencia por fazer experimentos com anões e irmãos gêmeos. A crueldade não tinha limites.

No 11, as vítimas da loucura do Furer ficavam em cubículos de 1,5 m². Colocavam 4 prisioneiros juntos por tempo indeterminado. O castigo acontecia por tentativa de fuga, insubordinação ou quando um prisioneiro era suspeito de estar impedindo algo de funcionar como devia – sabotagem.

Em um dos pavilhões vi tecidos acinzentados, resistentes, fabricados com cabelos dos mortos. Serviam para forrar os veículos dos oficiais. Acreditem…

O paredão de fuzilamento acima, e o crematório, abaixo. O mau cheiro deste lugar era forte.

O que vimos e ouvimos foi muito, mas muito mais chocante do que as imagens de guerras que vemos em noticiários de TV, jornais, revistas ou telas de cinema.
Não sei se hoje, aos 71 anos, teria coragem de descer do ônibus…

Seguimos viagem mergulhados em silêncio sepulcral e tristeza.
Guerras…
Rumamos para a Cracóvia, cidade que dista do campo de concentração em pouco mais de 70 km.

09/9/1986CRACÓVIA
Fomos levados para o principal ponto turístico da cidade, a Praça do Mercado, de 40.000 m², onde situam-se algumas das principais atrações.
A Basilica de Santa Maria é uma delas.

A CATEDRAL DE WAWEL
é assim chamada por estar localizada no Monte Wawel. Seu nome é bem mais pomposo: Real Catedral Basílica dos Santos Estanislau e Venceslau no Monte Wawel. Data do século XIV. Pronunciar seu nome completo é o tempo de um padre rezar u’a missa.

Em cima e embaixo: interior da Catedral de Wawel.

Da esquerda para a direita: Torre do Relógio e Torre do Sino de Prata.

Da esquerda para a direita: Torre do Relógio e Torre do Sino de Prata.

Eu e minha amiga Teresa na Torre de Sigismundo.
Este sino é atração da cidade, alcançável por looonga escada. Pesa 12 toneladas e foi fundido em 1520.
E por ser atração, evidentemente que há um horário a ser respeitado para você ter a oportunidade de atrair a sorte passando a mão no pêndulo do Sino de Sigismundo.
Ó! La vai o horário:
Nos meses de abril a outubro você conseguirá a façanha entre 9.00 h e 17.00 h de segunda a sábado. Aos domingos, de 12.30 h às 17.00 h.
De novembro a março: de segunda a sábado, das 9:00 às 16:00 h
Aos domingos, das 12:30 às 16:00 h

O MERCADO
localizado na principal praça da cidade também é atração turística.
Na época, não me lembro do porquê que não o termos visitado, bem como à Basílica de Santa Maria.
Por ser o coração da cidade, a praça é bem movimentada. Lamentei não ver o mercadão por dentro.

Acredito que esta pressa tenha sido por conta da visita que ainda faríamos à mais famosa mina de sal do planeta:
WIELICZKA
Visita imperdível para quem vai à Cracóvia.
Lembro-me de termos entrado em um elevador onde não havia luz. Não enxergávamos nada. Só sentíamos que descia, e muito.
Saímos do elevador e ficamos aguardando até que todos os passageiros descessem e ficássemos juntos para começar então nossa caminhada pela mina, explorada desde o século XIII até 2007.
Sua profundidade é de mais de 300 m, mas não descemos no térreo. Ficamos no patamar dos 100 m, onde estavam as atrações principais da época. Dos 300 km de galerias, percorremos algo mais de 3 km, sem nos darmos conta. Pelo caminho passamos por alguns cenários que nos remeteram à Idade Média.

Passamos por capelas e outras tantas esculturas até chegarmos a um jirau…

… ainda com iluminação precária, onde o guia da mina pediu-nos atenção porque ele iria iluminar o ambiente.
Não houve quem não exclamasse. Estávamos diante da capela de St Kinga. Impossível descrevê-la. . . Tudo esculpido no sal. O piso foi trabalhado como se fossem lajotas. Os lustres foram cuidadosamente montados com pequenas pedras de sal – cristais puríssimos brotados da terra, obra fantástica da inimitável natureza.

Salão, escadaria e corrimãos – tudo cavado e esculpido no sal.

Nas paredes, cenas bíblicas retratam algumas passagens da vida de Jesus Cristo.

Pelos passeios que fiz pela internet, vi que agora há um restaurante e mais opções de caminhadas na mina. Os ambientes foram modernizados e há iluminação por todos os lados.
Na saída comprei uma pedra bruta de sal e um crucifixo de aproximadamente 15 cm de altura. Este crucifixo resistiu por alguns dias aqui no Rio. Surpreendente foi a pedra bruta, que permaneceu intacta durante anos! Nunca entendi isso. Deixei-a abrigada da luz, dentro de um tamanco de madeira que trouxe da Holanda. Este tamanco ficava no chão, em um cantinho próximo do hall de entrada de meu apartamento. Um dia notei que a pedra havia diminuído de tamanho e que o tamanco estava danificado pelo sal. Infelizmente, tive que descartar a lembrança mais genuína da Cracóvia.

COMO CHEGAR
Estávamos em ônibus de turismo e nem posso imaginar como seria chegar até a mina por outro meio de transporte que não fosse o automóvel. Não sei desde quando, mas os interessados podem contar com linhas de ônibus.
Pegue a linha 304 ao lado da Galeria Krakowska que você vê no mapa aqui embaixo.

Você pode chegar também por trens que partem da estação central da Cracóvia.

HORÁRIOS:
de 1º de abril a 31 de outubro – das 7:30 h às 19:30 h.
de 2 de novembro a 31 de março – das 8:00 às 17:00 horas.
O trajeto é de apenas 15 km.

PRAGA, 1986

A República Socialista da Tcheco Eslováquia está no centro da Europa, e é um Estado Federativo de duas nações: a República Socialista Tcheca, capital Praga, e a República Socialista Eslovaca, capital Bratislava. Praga divide-se em três: Stare Mesto (Cidade Velha), Malá Strana (Cidade Pequena) e Nové Mesto (Cidade Nova).
Em 31/12/1992, Praga deixou de ser a capital da Checoslováquia para ser a capital da República Checa.

11/9/1986 – PRAGA – CIDADE NOVA
Não tivemos tempo para dispensar à cidade a atenção que merece. Praga é para ser degustada. Examinada em mínimos detalhes.
Gostaria de revê-la. Começaria pela Praça Wenceslas, na Cidade Nova (Nové Mesto), que conserva seu nome apesar de ter sido fundada em 1340 pelo Imperador Carlos IV. Nesta praça está o Museu Nacional, um edifício neo-renascentista.
Trata-se da principal artéria da cidade. Em suas imediações concentram-se bons hotéis, Bancos, casas noturnas, restaurantes.

PRAGA – CIDADE VELHA
Esta mesma praça/avenida acessa a Cidade Velha (Staré Mesto), onde o estilo Gótico das construções medievais se alternam com o Barroco, lembrança da dinastia dos Habsburgs.
Caminhar descompromissadamente é a dica. Descobrir o charme da Staromestske Namesti (Praça da Cidade Velha), onde se encontra o famoso relógio astronômico cujo mecanismo funciona há mais de 400 anos, é programa que ninguém pode deixar de fazer.

Acima: na Cidade Velha, o prédio da Prefeitura com a Capela Gótica e a Torre do Relógio Astronômico.

Abaixo: Igreja de N. S. do Loreto, em estilo Barroco Tcheko (adaptação do Barroco Italiano) e o Convento de Strahov (Malá-Strana/Cidade Pequena).

Praça Central de Praga, onde se encontra a estátua de Jan Hus, reformador da Igreja. Foi traído e queimado vivo como herege. A praça era ponto de encontro.

Vindos da Igreja de Nossa Senhora Vitoriosa, onde se encontra a icônica imagem do Menino Jesus , continuamos nossa breve visita à cidade. Atravessamos a famosa e bela ponte Carlos, a mais antiga de Praga construída sobre o Rio Moldava, para visitarmos a Sinagoga e o Cemitério Judeu. Visita por demais expressiva.
A ponte Carlos une a Cidade Velha à Cidade Pequena.

De Praga partimos em direção à Amsterdã para daí retornarmos ao Brasil.
Como não encontrei fotos do trajeto que percorremos de Praga a Amsterdã, dou por encerrada esta postagem.
À exceção de Praga, e de Moscou e da Saint Petersburgo atuais, não faria esse roteiro novamente.

*****

 

4 comentários em “1986 – Holanda. Alemanha. Dinamarca. Suécia. Noruega. Finlândia. Rússia. Polônia (Parte II).”

  1. Se só com a descrição eu estou chocado com o banheiro, imagina de corpo presente! Que tenso! Traumatizante! Eu nunca passei por nada parecido… mas adorei a continuação da saga!

    Abraço!

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    1. Obrigada, Alexandre!
      Quando vejo as imagens da Rússia pela TV – inda mais agora, em que o país está em festa – fico emocionada. Vejo os jovens curtindo patins, skates, divertindo-se ao ar livre, enfim, daí não tenho como não me reportar à 1986. E o shopping GUM? Agora é o shopping mais caro do mundo! Cartier, Moschino, Prada. Vedem frutas!!! no shopping, balas, souvenir… Há flores por todo lado!!! Alexandre!… É inacreditável a transformação que aconteceu em 32 anos.
      Quanto ao banheiro, só mesmo quem precisou entrar é que sabe.
      Abraços, Alexandre. Obrigada mais uma vez por seu comentário.

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