BRASIL: Rota das Emoções Com PAULO OFF ROAD JERI (4º Dia: De Jericoacoara a Luiz Correia).


IMAGEM DESTACADA: Por-do-Sol visto da Praia de Carnaubinha, em Luis CorreaPiauí.

4º DIA na ROTA: De Jericoacoara à Luis CorreaCarnaubinha Praia Resort. Segue o mapa.

ATENÇÃO! O mapa informa o trajeto habitual pelas rodovias estaduais!
Acontece que Paulo substitui as rodovias CE-085 e boa parte da CE-402 beirando o mar até chegar a Camocim.

Jeri, na foto tal qual um oásis, alimenta a fantasia de muitos turistas que ainda não a conhecem.
… e o céu espelhou-se na areia…


Aceitamos de pronto a sugestão de Paulo: uma passada sem nenhuma pressa pela Lagoa Grande em nossa ida para Luis Correia.
O que acontece? De Jericoacoara a Camocim são apenas 3 horas de viagem. Daí, para o viajante não perder um dia de sua permanência na Vila de Jericoacoara só para conhecer a lagoa que substituiu a famosa Tatajuba, Paulo a incluiu no roteiro de ida para Luiz Correa, onde nos hospedamos no Carnaubinha Praia Resort.


Antes do horário marcado, 8.30 h, Paulo já estava parado na porta do Hotel Villa Beija Flor.

Na foto acima, três tipos de condução que circulam por Jeri. Desta vez fizemos uso das três e mais um buggy – o meio de transporte mais comum.

Devidamente paramentados com roupas de praia, embarcamos e fomos direto para a Lagoa Grande. 

Jericoacoara ficando cada vez mais para trás. É o Rio Guriú (foto) que separa os municípios de Jeri e Camocim.

Para saber mais a respeito de um tico do trajeto, clique aqui. E para saber como é a travessia do rio, veja-a neste breve vídeo. A travessia é mais breve ainda.

APÓS CRUZAR o RIO GURIÚ
chega-se à Mangue Seco, localidade bastante modificada nos últimos 5 anos. Honestamente? Não apreciei as novidades…
Em minha opinião prá lá de inoportuna, penso que a criação deste ponto foi desnecessária: em primeiro e em segundo lugar, devido à proximidade e semelhança com o que você encontrará em seu destino: a Lagoa Grande.

COMO CHEGAR À LAGOA
Há um caminho alternativo que se resume no seguinte: uma viagem. Só prá você ter uma idéia, de Jeri à Luis Correa, no Piauí, são 3 horas de percurso; e para sair de Jeri e chegar ao Lago Grande sem passar pelo Mangue Seco são 2 horas!
O passageiro sairia (já vou logo colocando o verbo no condicional para você não cair nessa) da Vila de Jericoacoara, iria para Jijoca, passaria por Parazinho, para depois então decidir se continuaria até Lago Grande e/ou Tatajuba. Dê uma olhada no mapa e entenda o porquê do roteiro por Mangue Seco.

Roteiro Vila de JericoacoaraLago Grande:

Roteiro Vila de Jericoacoara/Tatajuba:

MANGUE SECO
A internacionalmente conhecida Praia de Mangue Seco era tocada unicamente pelo vai-e-vem das marés e pela passagem ligeira de veículos, principalmente buggys que se destinavam à Lagoa de Tatajuba.

À exceção de marcas de pneus na areia, não havia outro sinal de  interferência do Homem.
Um lugar de beleza única, onde víamos, vez ou outra, algum apaixonado por imagens desembarcar de seu veículo para registrar o trabalho generoso e exuberante da natureza naquele lugar.


Ouvíamos o barulho do mar vindo de longe, o assobio afinado do vento experienciar nossos ouvidos, e a variedade de canto de pássaros enternecer o mais empedernido dos corações. Mágico.

Passei algumas vezes pela Praia de Mangue Seco em ocasiões bem diferentes e admirava essa intocabilidade que imaginei ser eterna. Que bobagem!
Ao passar pelo mesmo caminho recentemente – agosto de 2018 -, senti um baque ao testemunhar a transformação que citei no início da postagem (e ainda bem que foi só em um trecho!).
Lançaram mão de pedaços de madeira – que inicialmente me pareceram ter origem no próprio mangue -, e construíram escadas, balanços, casas em árvores, pontos de vista e mais alguma coisa.
Estenderam redes, construíram bares/restaurantes, ponto de encontro dos guias turísticos e até uma barraca oferece artesanatos!

Guias não nivelam os auto-falantes de seus veículos e o resultado é uma provocação aos tímpanos mais sensíveis.
Há quem aprecie essa alegria toda? Claro! Como seria o mundo se todos gostassem das mesmas coisas?
A sensação que tive ao ver o conjunto da obra quando chegamos, foi a de que levaram alguns turistas enjaulados até lá e em determinado momento alguém gritou: – SOOOLTA!!! e a partir daí, mermão… só quem viu é que sabe.
Havia gente subindo em árvores, outros se balançando, outros já aboletados em galhos, alguns se agarravam em escadas tentando subir nas árvores… Ói, paro por aqui para não escrever o que não devo.
O vídeo foi gravado em um momento tranquilo a fim de que não tivesse novo impacto ao rever as imagens. Lá vai! Clique aqui.

Até a palha da carnaubeira que serve para cobrir as cabanas é fiscalizada.

Inconformada com o cenário perguntei a nosso amigo Paulo qual a origem do madeiramento e ele me explicou o seguinte: que toda a madeira utilizada na preparação dessas estruturas é originada do sertão, incluindo a carnaúba, cujo corte é controlado pelo IBAMA, pela SEMACE (Secretaria de Meio Ambiente do Ceará), e pela Prefeitura.
O mangue permanece intocável e essa estrutura do “parquinho” é trocada a cada dois anos por questão de segurança. Relaxei.

Continuamos em direção à Lagoa Grande, mas não sem antes passar pelas mesmas emoções que sentimos em 2013: subindo e descendo dunas, mas desta vez em um veículo de passeio e não em um buggy – menos confortável, mas tão maravilhoso quanto.

Continuamos nesse balé pelas dunas ainda por um breve tempo e logo chegamos à novidade: o Lago Grande, onde almoçamos.

Ao contrário de algumas lagoas da redondeza, a água do Lago Grande não é tão transparente quanto as que tivemos oportunidade de conhecer. Mesmo assim, “cada mergulho é um flash” como dizia uma personagem de antiga novela da TV.

A fila grande era para o esquibucho. A propósito: você sabe do que se trata? Não? Então clique aqui e rapidinho saberá.

A fila para curtir o esquibucho era enorme. A demora embaixo do Sol escaldante é recompensada pelo mergulho nas águas tépidas da lagoa.

Incluídos neste cenário almoçamos um farto prato de Camarão com Salada e uma porção de Baião de Dois.
Vez ou outra sentíamos uma beliscada de um peixinho mais atrevido nas pernas, mas… faz parte – sem precisar pensar muito, os intrusos somos nós. Portanto, os incomodados que se mudem.

QUEM COMIA QUEM
Enquanto os peixes mordiscavam nossas pernas, fazíamos o mesmo com os camarões. Era um beliscando abaixo da linha d’água e outro beliscando acima.
Uma casca que foi levada de um de nossos pratos pelos fortes ventos caiu na água, e antes que pudéssemos catá-la os peixes a atacaram com uma rapidez surpreendente até destruí-la.
Não demorou muito para que sentíssemos outra mordidinha nas pernas enquanto continuávamos a saborear os camarões, só que desta vez o ciclo não se fechou porque não deixamos mais nenhuma casca voar. Parou! Lugar de lixo é na lixeira e deu.

Não nos demoramos na lagoa e logo partimos para Camocim: ainda tínhamos que atravessar o Rio Coreaú, disputar uma balsa apenas, e partir para Luis Correa.

Vista de poucos metros de distância, o Lago Grande faz lembrar um oásis tanto quanto Jericoacoara. Se repararmos bem, não deixam de ser.

Pelo caminho fomos atentando para a diferença entre as águas das lagoas. Na quarta foto acima vemos que as águas do Lago Grande são turvas; bem turvas…

…ao passo que essas lagoas que margeiam a estrada para o Piauí têm água cristalina…


…apesar de a areia do fundo não ter aquela brancura prometida em embalagens de alvejantes que vemos nas lagoas de Jeri.

Esta foto, por exemplo, foi clicada da janela do carro com auxílio de zoom. Mesmo distante, percebe-se a transparência da água. Essa natureza …

Em determinado momento da viagem Paulo sugeriu pegarmos um atalho a fim de verificar se poderíamos trafegar pela beira da praia. Caso a maré estivesse baixa, seguiríamos até a foz do Rio Coreaú pela beira da praia.
Boa vontade não falta nesta criatura que faz tudo para agradar seus passageiros. Foi assim desde que nos conduziu pela Rota das Emoções pela primeira vez.

A cascalhada por onde passamos para atingir o mar. Só mesmo nosso querido amigo não se importa com esse tipo de coisa. Se é prá chegar, para ele não há obstáculos.
Foto clicada do carro em movimento. Por este atalho chegamos à beira do mar a fim de verificar as condições da maré.

Clique aqui para saber mais a respeito do tráfego na trilha da foto acima. É vapt-vupt.

NADA ACONTECE POR ACASO. É PRECISO ESTARMOS ATENTOS AOS SINAIS!…

Quando aceitamos a sugestão de Paulo, não foi à toa. Nada acontece por acaso – acredito piamente nisso.
Ao chegarmos à praia, vimos que a maré estava alta e que não seria possível chegarmos à margem do Rio Coreaú trafegando pela beira do mar conforme imaginamos.
O lugar era lindo! Pedi permissão a nosso querido guiador para descer do carro, disparei algumas fotos e voltei.

Niqui Paulo terminou de manobrar o carro para voltarmos, ele parou e ficou observando uma Toyota – a primeira de cinco  – que chegava pela esquerda ao mesmo ponto em que estávamos.
Sem titubear, Paulo afirmou que o motorista entraria em apuros e aguardou. Acertou em cheio.
O motorista não foi nada habilidoso; pelo contrário, era beeem atrapalhado. Ao invés de passar por cima da vegetação a sua esquerda, em terreno firme, o istepô tentou seguir em frente e ainda quase atropela um tronco de carnaubeira. Não entendemos nada.
Areia muito fôfa…, ele acabou ficando atolado, claro. E Paulo só olhando…A criatura tentou sair do atoleiro, mas a Toyota afundava cada vez mais. Era um tal de chegar prá frente e chegar prá trás sem resultado algum.


Que fez nosso amigo? Ofereceu ajuda porque percebeu que a turma era muito ruim de roda. Muito ruim, mesmo.
Neste carro havia mais 4 passageiros que não queriam sair da Toyota de jeito nenhum, alegando que estava muito calor. Comodismo ao extremo, falta total de respeito e nem preciso dizer pelo quê.
Uma das passageiras tratava-se de uma senhora muito, muito gorda.
Que fez nosso amigo? Usou de franqueza e disse-lhes, educadamente, que estavam dificultando as manobras e que deveriam descer da Toyota o mais rápido possível.
Clique aqui para saber alguns pormenores.
Aconteceu…, que não se sabe por qual motivo, o motorista deu ré e o carro quase virou no desnível da praia.
Mô-quidu!…Na hora em que sentiram o perigo, foi até engraçado: vimos uma explosão de gente prá tudo que é lado! Foi como se tivessem descoberto uma cobra dento do carro.
Uma corda ia sendo amarrada nos dois veículos, mas abortaram a idéia mediante a sugestão de Paulo.


Ele orientou o motorista a entrar no carro, chamou dois pesos pesados que estavam nos outros veículos, e os três subiram no estribo do lado esquerdo.
Nosso amigo então instruiu-o para que virasse o volante em direção à beira da praia – o óbvio -, ao invés de insistir na manobra que estava fazendo e que não estava dando certo: tentando subir o desnível.
Houve argumento, mas Paulo insistiu e foi essa manobra que salvou a situação: o peso dos três mosquiteiros garantiu que o veículo não cambalhotasse e daí, “entre mortos e feridos salvaram-se todos”. Ufa!

Felizes com a ajuda, retomamos nosso caminho e seguimos ao encontro do Rio Coreaú.


Só uma balsa estava trabalhando e quando chegamos havia alguns veículos na fila para atravessar – tratava-se de um grupo de viajantes. Repentinamente, Paulo foi chamado para entrarmos com o carro na balsa; não entendemos…
Habilmente, sem que percebêssemos, nosso guiador entendeu-se com o líder desse grupo e pediu licença para embarcarmos antes deles, caso todos concordassem. Como tínhamos apenas um veículo para atravessar, o grupo nos obsequiou com esse embarque. Ficamos muito gratos.

Camocim ia se aproximando.
Av. Beira-Mar de Camocim.

O desembarque é na Avenida Beira-Mar.

CAMOCIM
na linguagem tupi-guarani significa “buraco ou pote para enterrar defunto”.
As temperaturas médias são em torno de 26 graus. No “Verão” não costumam chegar a 32 graus, com minimas registradas de 29 graus, e no Inverno oscilam entre 21 e 22 graus aproximadamente.
Não há estação do ano definida naquela região; há, sim, o período das chuvas (de janeiro a junho) e o período da seca (de agosto a dezembro). Julho funciona como um intermediário entre ambos os períodos.

O município conta com belas atrações turísticas que a maioria dos visitantes nem desconfia que pertencem à Camocim: a Lagoa da Tatajuba é uma delas e a Praia de Guriú é outra.
Lembram de Mangue Seco, citado lá em cima? Pois é. Essa região bem próxima de Jericoacoara também pertence à Camocim.
Quando fizemos a Rota das Emoções com Paulo, em 2010, passamos por todas as praias do município. São belíssimas.
Há ainda uma ilha – Ilha do Amor – que não conhecemos.

Em Chaval, cidade cearense localizada na fronteira com o Piauí, passamos pela Pedra da Gruta Nossa Senhora de Lourdes. 
Como chegar, história de sua construção e datas festivas, bata clicar no link verde.

        

Agradecemos por nossos momentos, pedimos proteção e prosseguimos viagem até Luis Correa onde nos hospedamos em um resort excepcional chamado Carnaubinha Resort Hotel.


1º DIA na ROTA: De Fortaleza a Jericoacoara.
2º DIA na ROTA: Jericoacoara – Lagoas do Paraíso e Azul.
3º DIA na ROTA: Jericoacoara.
5º DIA na ROTA: Piauí e Maranhão: De Carnaubinha Praia Resort a Barreirinhas.
6º DIA na ROTA: Barreirinhas e Circuito Lagoa Azul.

“Se as viagens simplesmente instruíssem os homens, os marinheiros seriam os mais instruídos.” – Marquês de Maricá.

Por isso, aqui vai a sugestão:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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