BRASIL: ROTA DAS EMOÇÕES COM PAULO OFF ROAD JERI (6º Dia: Barreirinhas e Lagoas)


IMAGEM DESTACADA: Lençóis Maranhenses.

NOSSO ROTEIRO

6º DIA na ROTA: Rolê por Barreirinhas e Circuito Lagoa Azul.

A porta de entrada para os Lençóis Maranhenses chama-se Barreirinhas – uma localidade que deixa a desejar em aparência e onde a falta de respeito dos motoristas pelo pedestre é significativa em determinados pontos da cidade.
A esquina da Av. Joaquim Soeiro de Carvalho com Rua Inácio Lins é um exemplo. Cada condutor age de acordo com SUA vontade. Não importa se estiver de bicicleta, moto, automóvel, caminhão, jardineira, quadriciclo e o que mais existir em matéria de transporte. Todo cuidado é pouco ao atravessar as ruas mais centrais. E não pense que tarde da noite melhora.

A CIDADE
em si não tem atrativo nenhum! Chegar a Barreirinhas pela MA-315 não é das visões mais agradáveis, mas tenha em mente que trata-se do ponto de partida para você conhecer um dos lugares mais fascinantes da face da Terra: os Grandes Lençóis Maranhenses. Foque nisso e lembre-se de que em toda regra há exceções. E exceções não faltam no entorno.

COMO CHEGAR
1-
A estrada MA-315, ainda em fase de pavimentação, tornou-se o caminho mais curto para quem procede do Piauí, Ceará, Pernambuco…
Saindo de Jericoacoara, por exemplo, em questão de 7 horas de viagem o motorista chega à Barreirinhas, mas não há necessidade de se fazer essa estirada. Um pernoite no Carnaubinha Praia Resort fará um bem danado para o corpo e a alma, e dia seguinte você estará novinho em folha para enfrentar novamente a estrada.

2- A OPÇÃO MAIS ANTIGA e MAIS APRAZÍVEL
é a mais interessante. Foi nesse passeio que em 2010 conhecemos Paulo (Off-Road Jeri (88) 9-9969.7112).
Saímos de Fortaleza e chegamos à Jericoacoara trafegando, literalmente, pela beira do mar. Imagine isso! Para a execução desse roteiro, Paulo acompanha a tábua das marés e trafega rende ao mar sempre que a natureza permite.
Nesse percurso, temos que fazer uma parada para dormir em algum desses cartões postais do litoral cearense, porque a viagem é grande. Chato, né?
Optamos por parar em Trairi e nos hospedamos em uma pousada horrorosa na beira da praia. Fomos traídos por fotos.
Não faz tanto tempo assim, mas este cenário mudou consideravelmente e prá melhor. Construíram hotéis e pousadas excelentes neste mesmo trajeto após 2010.
Para encurtar o papo: passamos por Parnaíba, visitamos o Delta, almoçamos na Ilha das Canárias em um restaurante supimpa chamado Casa de Caboclo, e depois seguimos viagem até Caburé.
Para a execução desse trajeto, não sendo por conta própria, o ideal é contratar um guia/motorista que seja responsável, tenha um veículo em excelentes condições e conheça profundamente a região.
Por este motivo indico Paulo, com quem já viajamos 3 vezes pela Rota das Emoções, cada vez de um jeito.
Ao chegarmos à Caburé uma lancha já nos aguardava para subirmos o Rio Preguiças até Barreirinhas.
Essa pequena viagem pelo rio deverá ser contratada antecipadamente em uma das empresas de turismo da cidade.
As bagagens (éramos 4 pessoas) foram colocadas na embarcação, e lá fomos nós rio acima em companhia de mais duas amigas que desceram o rio nesse mesmo barco para nos buscar; um passeio muito pitoresco de uma hora e pouco até Barreirinhas.
Mal o barco partiu de Caburé houve uma parada no Farol de Mandacaru, mas sem tempo suficiente para subirmos os 160 degraus necessários para chegarmos até ao mirante. O monumento conta com 35 metros de altura.

3- SÃO LUIZ
também é ponto de partida para Barreirinhas e fica a aproximadamente 4 horas de viagem para quem está de carro (MA-225, 402 e 135).
Em ônibus quem faz o percurso é a Cisne Branco. Fizemos o trajeto inverso em um Fiat que foi um desastre!
Contratamos a viagem em uma empresa de turismo conhecida na cidade, indiferente em nos oferecer um pouco de conforto na viagem.
Éramos 6 pessoas encaixotadas junto com as bagagens em um carro pequeno para enfrentar 4 horas de viagem. Só vimos a bomba estacionada em nossa porta na hora do embarque. E mais: o motorista era dos piores e falou tempo integral em três celulares!!! Em determinado momento fomos obrigados a lhe chamar atenção devido às manobras nada convencionais que fazia no trânsito – outro horror!

PASSEIOS A PARTIR de BARREIRINHAS 
Não são poucas as opções oferecidas pelas empresas de turismo. O Rio Preguiças deixou de ser a via principal de acesso à cidade, mas continua como atração turística. Deslizar sobre a tranquilidade de suas águas é bem relaxante.
Outra atração é Atins, alvo da aventura mais incrível que vivenciei na vida – a travessia dos Lençóis Maranhenses em quadriciclo, partindo do posto de gasolina do Sr. Alfonso – proprietário da também respeitada Tropical Adventure. Esta travessia inesquecível foi proibida pelos órgãos de proteção ambiental. Medida justa, convenhamos.

OS MELHORES PASSEIOS
incluem as lagoas, o Rio Preguiças e uma flutuação no Rio Formigas (também chamado de Cardosa) – outro programa fora de série que dispensa qualquer comentário.
Santo Amaro do Maranhão, outro município abrangido pelo Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, trata-se de um dos acessos mais fáceis às dunas e lagoas.
Uma perna da viagem dura aproximadamente duas horas; o trajeto é muito interessante e compensa o deslocamento.


ROLÊ PELO CENTRO de BARREIRINHAS
Neste dia 11/8/18, optamos por rever as lagoas na parte da tarde e pela manhã saímos para ver as novidades.
Observamos que na Rua Professor Viana, na qual inauguraram a Cafeteria Divino, colocaram um obstáculo a fim de evitar a entrada de motos e até de veículos mais pesados na rua.
São recursos protetores necessários dos quais lançam mão, que denotam a falta de respeito de um povo.

A inclusão de vasos com plantas ao longo da rua tornou o espaço bem acolhedor e bonito; bancos de alvenaria foram colocados em lugares estratégicos e oferecem conforto para quem aguarda lugar no Café Divino.

A rua Conrado Ataíde também melhorou bastante de aparência com a utilização do mesmo recurso decorativo: os vasos coloridos com plantas. São detalhes simples, mas que causam grande efeito visual.

PRAÇA DA MATRIZ
Continuamos a andar ao encontro da Igreja N. S. da Conceição na Praça da Matriz. Felizmente encontramo-la aberta. Entramos e, como de hábito, oramos em agradecimento a nosso dia.
A grata surpresa ficou por conta do acompanhamento musical de nossas orações: o canto de dezenas de pássaros que habitam no telhado da igreja. Cliquem no link verde ali de cima e ouçam a orquestra.

Linda! em sua simplicidade.

O coreto da Praça da Matriz.

Na Avenida Brasília, nº 5, descobrimos uma boutique de acessórios excelente: a DONABELA

Fiz o possível para não fotografar o reflexo da casa laranja no vidro da boutique, mas não teve jeito.
Bijouterias, bolsas, bonés, chapéus, carteiras bem transadas estão bem arrumadas na loja de beleza simples, mas chamativa nas mercadorias que oferece.
O atendimento não poderia ser mais simpático. Lá comprei brincos lindíssimos para minha sobrinha.
Observe as opções oferecidas pela boutique e diga se tenho ou não razão.


Fiquei encantada pela bolsa alaranjada, mas me segurei. E os cintos elásticos com o fecho em madeira? E a carteira preta com bolinhas?

A boutique também trabalha com anéis, mas as fotos não ficaram lá essas coisas e por este motivo não seria justo publicá-las.
Bolsas, echarpes, colares, arcos para prender cabelo…
Todas as mercadorias são de qualidade e de excelente acabamento. Difícil resistir.

Mais adiante nos deparamos com uma loja de nome sugestivo de artigos bem diversificados. Não fotografar o anúncio seria um erro imperdoável. Só não entrei na loja porque estava passando por uma faxina.

Nesta loja me detive pela diversidade de produtos oferecidos.

DE VOLTA AO CENTRO 
aproveitei para fotografar o Rio Preguiças e o cais. Almoçamos no Barlavento – nosso restaurante predileto nesta mesma avenida ( Av. Beira Rio) –, e retornamos à pousada para nos aprontarmos para o passeio das 14.00 horas – As lagoas.

LAGOAS dos GRANDES LENÇÓIS
Óbvio que as empresas de turismo não economizam em adjetivos para vender suas atrações. E todas!, verdade seja dita, são programões. Nenhuma “fica logo alí”, a não ser um trechinho do Rio Preguiças que você inevitavelmente vê diariamente.
Acontece, que há aqueles que viajam como uma mala e não pesquisam nada a respeito do alvo de sua viagem, mas há os que buscam minúcias a respeito do lugar para aonde se destinam – tô nessa.
E se você joga nesse time, com certeza abrirá dezenas de páginas em seu computador, olhará para aquelas abinhas lá em cima fazendo psiu prá você aqui em baixo… e cada uma se referindo à mesma coisa, mas de maneira diferente… e você se perderá em meio a tantas informações mesmo rabiscando o que interessa em um caderno… Vixe!, mainha…
Mas, antes que você fique doido sem saber o que escolher nos arredores de Barreirinhas, vou lhe dizer uma coisa: esta foi a segunda vez que estive nos Lençóis e me deparei com anúncios de empresas de turismo incluindo novas lagoas nos circuitos. É normal.
Algumas agências fazem suas chamadas conservando os nomes tradicionais no decorrer do ano, mas outras incluem novas lagoas no roteiro, ou rebatizam algumas que secaram e encheram novamente.

NÃO se prenda a esse pormenor porque é pura bobagem!
Os meses de chuva vão de janeiro a junho. Em setembro, dependendo das altas temperaturas, algumas lagoas já estão secas! Prestenção nisso!
Sabemos que os ventos mudam constantemente as dunas de lugar e que as chuvas são responsáveis pela criação de novas lagoas. A natureza funciona assim… Por isso atente para o seguinte: em se tratando de lagoas, as opções recaem sobre dois programas:
1- Circuito da Lagoa Azul – inclui habitualmente as lagoas: da Preguiça – assim batizada por ser logo a primeira com que a turma se depara e onde muitos ficam e dispensam a caminhada para conhecer as demais –, a Esmeralda, a da Paz, a do Peixe, e a Lagoa Azul.
Acontece que, dependendo da intensidade das chuvas, o programa pode ser modificado.
Particularmente, penso que haja outras condições que o turista ignora, que levam os guias a encurtarem a programação.
No dia em que fizemos o Circuito Lagoa Azul, apenas a Lagoa da Paz e a Azul foram mostradas. Eu e meu fiel escudeiro optamos por ficar na Paz, em seu sentido mais amplo, e o restante do grupo seguiu para a Lagoa Azul. Ficamos apenas nós dois naquela imensidão de água, areia e silêncio. Até o vento, habitualmente alvoroçado, soprava suave e discreto sem se importar com a areia.
Três senhoras não suportaram a caminhada, voltaram e se juntaram à nós. Foram  momentos de descontração e muitos risos proporcionados por pessoas que passam brevemente por nossas vidas. Encontros efêmeros e mágicos que apenas nossas almas justificam.

2- O outro Circuito é o da Lagoa Bonita.
Esta lagoa possui uma peculiaridade que vale à pena ser vivenciado por quem não tem problemas em ter que fazer esforço : para facilitar a subida, uma corda é utilizada como um corrimão para a pessoa ter onde se apoiar. Não que a duna seja íngreme, nada disso; o que se leva em conta é a altura de aproximadamente 30 metros até se chegar ao topo de onde se vislumbra a matriz do Paraíso.

Há saídas pela manhã e à tarde para ambos os circuitos.
Conforme comentei em postagem anterior, o prometido Por-do-Sol nem sempre é possível de ser apreciado pelo seguinte: apenas uma balsa  trabalha na travessia de carros no Rio Preguiças.
Como o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses está na margem contrária onde fica Barreirinhas, bem antes do ocaso o guia costuma apressar seus passageiros a fim de não ter que mofar na fila de espera da travessia. Não sendo assim, corre-se o risco de se chegar muito tarde à outra margem.

NOTAS:
1 – Para o Circuito da Lagoa Azul convém levar água ou algo para comer em caso de necessidade. O tempo gasto com ida e volta demora 5 horas aproximadamente, e por isso convém se preparar.
Quem se esqueceu de levar água poderá comprá-la em um depósito em que todas as jardineiras param antes da travessia.
Caso você deixe escapar essa oportunidade, poderá adquirir sua garrafinha d’água em uma das barraquinhas montadas logo na saída da balsa, já do outro lado do rio.
2 – Para o Circuito Lagoa Bonita não há com o que se preocupar, porque o estacionamento conta com comércio onde o interessado poderá se abastecer com comidas rápidas e alguma bebida.

TRAVESSIA
Surpreendeu-me desta vez o controle na travessia da balsa.

A prefeitura tem o controle de quantas pessoas atravessam por dia, o nome de quem atravessa, CPF, qual a agência de turismo vendeu o passeio.
Controle super interessante não só sob a ótica da estatística, mas como medida de segurança.

Início da travessia.
Rio Preguiças.
A caminho do Circuito Lagoa Azul.

Lagoa da Paz.

Lagoa da Paz.

Uma volta pela lagoa em busca de novos ângulos.

Ao percorrermos a margem da lagoa em busca de um clique diferente, houve um momento em que levei um susto: ao subir na margem oposta àquela em que estávamos, a areia era tão “mole”, que afundei até ao joelho! Não fosse meu fiel escudeiro me puxar, seria difícil sair dali sozinha.

Os turistas se retirando das lagoas antes do Por-do-Sol.

NÃO CAIA NESSA!
Para atrair passageiros as empresas de turismo de Barreirinhas cantam em verso e prosa a maravilha que é assistir ao Por-do-Sol das dunas do Parque Nacional etc…
Acontece que trata-se de uma tremenda enganação: minutos antes do ocaso (foto), os guias convidam seus passageiros a se retirarem das dunas, a fim de embarcar o mais rápido possível nas jardineiras por conta daquela fila da balsa que citei há pouco. Ou seja: o Por-do-Sol que anunciam como uma das atrações, você NÃO VÊ!

Vale o passeio? Claro que sim!!! Você estará interagindo com uma das paisagens mais belas da face da Terra e só isso já vale o preço do ingresso. Valerá à pena por tudo que você vivenciará pelo caminho. Mas…, quanto ao Por-do-Sol…, “pode tirar seu cavalo da chuva” porque “vai mofar com as pombas na balaia”.

FACA de DOIS GUMES:  VER NAVIOS x ASSISTIR ao POR-DO-SOL.

1 – Faz sentido a pressa?
Faz. Veja na foto algumas das jardineiras que terão que entrar na tal fila para atravessar o rio.

2 – É justo enganar os turistas, prometendo que assistirão ao Por-do-Sol e deixando-os a “ver navios”?
NÃO! Pelo mesmo motivo dito acima.

"Como todo grande viajante, vi mais do que poderia me lembrar e me lembro mais do que poderia ter visto." (Benjamin Disraeli)

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