BRASIL . MINAS GERAIS . CAPITÓLIO . Onde Comprar No Centro E Nas Cercanias da Cidade.


IMAGEM DESTACADA – Beira de Estrada Nas Cercanias de Capitólio. Destaque para o Ipê Amarelo.

1 – CENTRO DE CAPITÓLIO,
nossa primeira parada.
Foi-nos dado uma hora e apenas alguns minutos para visitarmos a cidade – tempo muito curto para darmos uma olhada no comércio, visitarmos a Igreja, tomarmos um cafezinho. “Uma hora” parece muito tempo, mas não é. Tivemos que optar e não chegamos a entrar na Igreja.

CAPITÓLIO
é um município mineiro de aproximadamente 9 mil habitantes.
Tornou-se conhecido graças ao Canion formado pela represa da Usina Hidrelétrica de Furnas, que abrange 34 municípios.
Pormenores serão informados em postagem posterior, tais como a atração turística Canions de Capitólio – beleza “natural” “criada” pela mão do ser dito humano, à custa de muito sofrimento. Mas, não vamos abordar este assunto agora.

COMPRAS no CENTRO da CIDADE
A-) A Casa do Artesanato, como o próprio nome diz, é bem municiada com diversos tipos de objetos manufaturados. Todos muito originais e a preços convidativos.

Ímãs de geladeira, abridores de garrafas de diversos modelos, porta-guardanapos, panos de louça, toalhas de mesa, tapetes e muitas imagens de santos ricamente trabalhados.

Chama atenção a fruteira em forma de flor cujas pétalas são talhadas em madeira no formato de bananas. A peça é linda, decorativa e útil.

B -) Quase ao lado, em um prédio datado de 1916, está a Pimenta Doce Empório: outra loja de artesanatos com sugestões atraentes para o consumidor, e bem diferentes das oferecidas pela vizinhança.

As latas para conservar condimentos, café, açúcar, chás e algumas coisinhas que têm necessidade de serem bem acondicionadas, são lindas! Esbanjam originalidade nos padrões antiguinhos das embalagens, o que dificulta na escolha.
As galinhas são, igualmente, sugestões bem chamativas. As penosas são pintadas com capricho e bom gosto.

Algumas servem de apoio para saleiros e pimenteiras. Há galinhas de diversos tamanhos e utilidades: algumas são apenas decorativas, e outras servem para espetar alfinetes; outras, como porta guardanapos…


Agora, o que mais chamou minha atenção foi essa máquina de costura do mesmo tipo da que já tive, herdada de minha avó materna.

2 -) O CHALÉ DO QUEIJO
foi a loja mais diversificada que visitamos, inclusive sob o aspecto decorativo.


Para quem gosta de cozinhar e trabalhar em cozinha bem transada, o paneleiro e as panelas vermelhas produzem um belo efeito.

Vidros de conservas, queijos, cereais, e uma infinidade de ferramentas utilizadas na cozinha tais como colheres de pau, rolos para esticar massas, fuê, conchas, peneiras… tudo isso e mais alguma coisa, desde que bem colocados, farão a diferença na decoração das cozinhas.

O Chalé do Queijo está localizado em uma propriedade que serve como cartão de visitas da loja: é super bem cuidada.

 

ATENDIMENTO
atento, rápido, educado, simpático e técnico: a jovem senhora que nos atendeu jogou um papo tão convincente prá cima de nós, que compramos mais queijos do que o necessário.
Sem dúvida, é o tipo de vendedora que venderia freezer no Polo Norte.

3 -) A TERCEIRA PARADA
foi na Cachaça Sossegada, batizada com esse nome, pelo que entendi, devido ao comportamento tranquilo do pai do atual  proprietário da marca, Sr. Pedro Carlos Rodrigues.
A cachaçaria começou suas atividades em 1922 com o avô de Sr. Pedro.

O lugar era um pouco distante de onde os alambiques se encontram atualmente, além de o processo de fabricação ser bem diferente do que o atual.
Naquela época as moendas eram movidas à água, mas esse recurso teve que ser modificado forçosamente: desviaram os cursos d’água para a cidade, e o engenho teve que ser transferido para o lugar onde se encontra até hoje.

ORIGEM
Em 1922 a cachaça foi batizada com o nome de “Chamada“, devido ao fato de o avô do Sr. Pedro “chamar” os amigos para tomar cachaça junto com ele.
A cachaça foi rebatizada para o nome Sossegada após algum tempo e quem me contou essa estória com riqueza de detalhes foi Pedro Henrique, pelo celular.
“A escolha do nome Sossegada foi do antigo produtor Antonio Rodrigues de Melo, mais conhecido como “Tõe do Mané“; era filho de Antonio Manuel Rodrigues.
Tõe do Mané faleceu aos 92 anos, em 2012. Era uma pessoa muito agradável e, principalmente, tranquilo – era “sossegado”. ”
Existem vários causos contados a respeito deste senhor, e um deles era esse: “ele ia ao Arraial de Capitólio fazer compras e passava horas batendo prosa com amigos.”
Dizem que houve ocasiões em que o seu cavalo voltava para a fazenda, sozinho, e o deixava conversando no arraial.

“Então – segundo relato de Pedro Henrique -, o nome foi sugestão dos próprios clientes que compravam a cachaça, pessoalmente, com o despreocupado Tõe Mané.  Essa marca foi inscrita no Registro de Marcas há 30 anos.

O PORQUÊ DO PINGUIM
“Na época em que estávamos registrando o produto nos órgãos competentes – INPI e MAPA -, os produtores tinham que criar um rótulo, e optaram por colocar um maitre degustando a bebida em uma taça.
Para não usarmos nenhum rosto, decidimos usar o pinguim, que já tem suas penas como se fosse um terno.
O pinguim da Sossegada não gosta de mar gelado: gosta de cachaça e água doce do Lago de Furnas, mais conhecido como o Mar de Minas.
Relato de Pedro Henrique, em 25/9/2019.

A PRODUÇÃO
São 3 tonéis de Amendoim do Campo (ou Copaíba), com capacidade para 25 mil litros cada. Barris fabricados com esse tipo de madeira não amarelam muito a cachaça e nem lhe transmitem aroma e sabor.
Essas características lhe são conferidas pelos barris de carvalho, menores, para onde as “branquinhas” são transferidas após 3 anos de descanso no tonel de Amendoim do Campo.


De acordo com informações de uma funcionária, a ampola de vidro, antigamente, servia para envelhecer a cachaça.

Mas, o processo de envelhecimento não se dá apenas nesse tipo de tonel. Parte da produção é armazenada em um barrilzinho de Jequitibá Rosa de 50 mil litros.
Esses tonéis, quando são antigos, não colorem a cachaça. Pelo contrário, mantêm-na branca.
A cachaçaria conta com um tonel dessa espécie de madeira há 30 anos, embora ele tenha 100 anos de idade.
Um tonel novo de Jequitibá Rosa amarela a cachaça.


A loja oferece peças artesanais originais para presentes, além de biscoitos, cestos de palha, e, a própria cachaça em embalagens criativas.

 

NOTA: Fiquei curiosa a respeito do processo pelo qual passa a cana-de-açúcar até se transformar em cachaça e encontrei um site espetacular que explica passo-a-passo deste o plantio ao engarrafamento. Caso interesse saber, clique aqui.

4 – ) LOJA da FAZENDA PALMITAL
foi a última parada e a mais animada.
Degustação de queijos, de cachaças e de licores. Queijos deliciosos e licores idem – impossível ficar indiferente a tanto sabor. Placar dessa investida: 3 x 3.  Três queijos meia cura ricamente embalados, uma garrafa de Licor Cremoso de Milho Verde, dos deuses!, e duas de Cachaça com Milho Verde, saborosíssima!

 

 

 

 

 

Embalagem forrada, ventilada, desmontável e em papelão super resistente. Um luxo!
Atendimento nota 10 em todos os lugares acima citados, que recomendamos sem restrições.


Em frente à loja da Fazenda Palmital fica esta pousada bem simples onde alguns atores (participaram de uma novela que terminou recentemente) ficaram hospedados. 

O roteiro para compras anunciado no programa do passeio do qual participamos é esse.
Mas, como o Engenho da Serra Eco Resort fica apenas a 3 km distante do Centro de Capitólio, talvez exista (não tenho como afirmar) a possibilidade de o hóspede contratar condução do próprio hotel, ou solicitar um taxi…, quem sabe? Caso goste de caminhar, o Centrinho fica “logo ali”.

“As viagens são na juventude uma parte da educação e, na velhice, uma parte da experiência” – Francis Bacon.

CONTATO:

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