Arquivo da categoria: Buenos Aires

ARGENTINA, AR: Establo – Onde Comer Bem em Buenos Aires.


IMAGEM DESTACADA: Um dos endereços mais procurados no Centro de Buenos Aires para quem curte uma boa carne.
Fica na esquina de Paraguay com San Martin.

EM 2011
o restaurante era arrumadinho, mas havia uma certa descontração no ar que conferia ao El Establo um clima de taberna.
O movimento indiscreto e intenso de saídas de quentinhas, a singeleza da decoração… acho que era isso que contribuía para o “quê” caseiro do ambiente.
O balcão que se vê na foto, revestido de ladrilhos, era outra peça que reforçava bastante o tal ar de taberna. Agora, a comida… era e continua boa!

Foto de 2011.
Foto de 2011.
Foto de 2011.

EM 2018,
ao adentrarmos o salão pela San Martin, notei certa diferença: não afirmo que o balcão ladrilhado tenha sido reformado porque não prestei atenção e nada tem a ver com a qualidade dos pratos servidos. Mas, que o El Establo ganhou atmosfera mais chique, ah…, isso ganhou.
Prá começar, fomos recebidos por um maître elegantíssimo – bela figura que trajava um smoking super bem passado, daqueles que a gente já viu em comercial de papel sanitário. Sabe qual?
Ninguém com pano de prato pendurado no braço ou no ombro.

O CARDÁPIO
continua oferecendo pratos sem fru-frus, mas muito bem servidos e temperados.
Minha sobrinha abraçou-se com o que você vê acima (ela pediu estrogonofe e trouxeram essa carne de panela. Nada a ver, mas segundo sua opinião, estava divino), e meu irmão e cunhada compartilharam uma porção que era o dobro da que se vê na foto abaixo, acompanhada por ovo frito, legumes (cenoura e petit-pois) acebolados, bacon e batata portuguesa. Duas cervejas bem geladas completaram a festa para meu mano e meu fiel escudeiro.

Pedi um filé de linguado com purê de batatas e um suco de laranja que, para minha surpresa, veio em um balde: o copo era enorme!

El Establo conta com porções que você poderá compartilhar numa boa. Recomendo sem restrições.

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ARGENTINA, AR: Restaurante Desnível em Buenos Aires.


IMAGEM DESTACADA: Fachada do Prédio.

Os comentários são ácidos, mas… não pude me furtar: literalmente, o restaurante faz jus ao nome. Sim! Trata-se de um desnível sob diferentes aspectos.

As fotos não mostram a realidade. Assim que entramos não gostei da aparência. O restaurante é enfeitado, colorido, mas, deixa a desejar em limpeza. Estava cheio como se vê na foto – cheio de cadeiras vazias.

Abro e cardápio e vejo o aviso seguinte: aos domingos, de 12.00 h às 20.00 h, o restaurante só aceita dinheiro.
Até que faz sentido e acho que sei o porquê: aos domingos acontece a famosa e imensa feira de Sant Telmo e é nessa ocasião que o Desnível deve faturar.

Dentre as sugestões do cardápio, eu optei pelo peixe com purê de abóbora, outro desnível.
O peixe não tinha gosto nem de maresia! Prá ser sincera, não foi temperado nem com sal – comum na culinária portenha. E o purê de abóbora… acompanhou, literalmente, o peixe: sem “it” nenhum, como se dizia antigamente.

Meu fidelíssimo escudeiro pediu um Ravioli ao Molho Pesto, salvo pelos molho e queijo. Escapou.

O Desnível deveria ter ficado por conta da rampa que lhe deu o nome, mas ousou e foi bem além.

Desnível nas paredes que precisam urgente de uma limpeza…,

… na péssima aparência do bar que fica logo na entrada – o cartão de visitas da casa.

Os talheres da Tramontina e o suco de laranja vão para o trono.

Até nós cometemos um baita desnível: esquecemos do fantástico restaurante italiano Amici Miei, que já conhecemos de longa data, bem em frente à Praça Dorrego. Bastava seguir um pouquinho mais à frente. Se burrice matasse…

Qual o lado positivo desse tropeço? É errando que se aprende. Serviu para ficarmos espertos, e na próxima vez não passarmos nem pela porta!

Ah! E antes que me esqueça: na também indicada Brasserie Pétanque já nos serviram um prato de massa que era pura enganação. Reclamei, o garçom veio com aquela conversa de cerca-lourenço, muito blá, blá, blá, coisa e tal, mas não colou.
Para disfarçar minha radicalidade, aí vai a desculpa: era dia de feira. Tá! Mas cá prá nós, também não ouso voltar.  

ARGENTINA, AR – Galerias Pacífico, em Buenos Aires: Patrimônio Histórico Argentino.


FOTO EM DESTAQUE: Interior da Galarias Pacífico.

Foi declarada Monumento Histórico Nacional e nem poderia ser diferente.
Externamente, o prédio, em si, já é uma obra de arte. Seu interior deslumbra. Sua beleza é impactante; não há quem não o aprecie. A meu ver, é passagem obrigatória para quem vai a Buenos Aires, nem que seja apenas para tomar um café.

COMPRAS e ALIMENTAÇÃO
Em 2011/12 o shopping ainda não havia ampliado o setor que conhecemos como praça de alimentação.

Em 2016 assustei-me com o movimento que encontrei no sub-solo: vários Cafés, lanchonetes e restaurantes do tipo fast-food tomaram conta da área. E não parou por aí: lojas de preço mais acessíveis também se instalaram neste piso. A Morph foi uma delas. Adoro a Morph. Todas as mercadorias chamam atenção pela criatividade e os preços são bem convidativos. É lá que compro lembranças para os amigos e, de quebra, acabo me presenteando com alguma coisa. Acho que mereço.
Voltando à vaca fria: até nos depararmos com esses acréscimos, nossa preferência para almoçar, lanchar ou tomar um simples cafezinho recaía sobre o Francesca. Esse espaço foi totalmente remodelado e nem reparei se ainda conserva o nome. Está bem mais confortável, pareceu-me mais amplo, não sei, e o atendimento continua cortês.

O elegante e antigo Francesca, no sub-solo das Galerias Pacífico.

A agência de câmbio foi remodelada e também continua no mesmo lugar. O câmbio pode não ser o melhor do pedaço, mas quebra um galhão pela comodidade.

O CENTRO CULTURAL BORGES
Nem todo mundo sabe, mas há um Centro Cultural dentro das Galerias, desde outubro de 1995.
Nada mais natural para um edifício inspirado e concebido no estilo arquitetônico Beaux-Arts, para abrigar uma loja que se assemelhasse à Bon Marché parisiense.
Esse foi apenas o começo. Em 1896 o Museu de Belas Artes ocupou parte do edifício…
Centro cultural e Galerias contam histórias desde 1889. Saiba mais a respeito do clicando aqui.
ACESSO: o prédio das Galerias Pacífico ocupa um quarteirão compreendido pelas ruas: Florida, Córdoba, Viamonte e San Martin. A entrada do centro cultural está nesta última esquina.
Ainda não o conheço, mas tenho lido excelentes referências. Há acomodações na platéia e no mezzanino.
No site do CCB você encontra informações a respeito de preços e horários. Clique aqui.

MAS, A SURPRESA MAIOR …
ficou por conta de uma publicação na internet que me deixou de cabelo em pé!
“Em 2007 a jornalista canadense Naomi Klein escreveu um livro intitulado The Shock Doctrine.
Neste livro ela descreve como o edifício foi usado como um centro de tortura pela junta militar que governou a Argentina de 1976 a 1983.”
… “descobriu-se que em seus porões o Primeiro Exército escondeu alguns de seus desaparecidos.”
“… as paredes das masmorras ainda traziam as marcações desesperadas feitas por seus prisioneiros há muito tempo mortos: nomes, datas, pedidos de socorro.”

E como dizia o jornalista Paulo Alceu: “Enquanto isso…, a vida segue.”

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ARGENTINA, Buenos Aires: A Casa do Doce de Leite.


FOTO DESTACADA: Fachada de Uma Das Lojas de San Telmo.

Endereços: Há dois endereços na Calle Defensa: uma no número 733, que está no mapa, e outra em frente à Praça Dorrego, no número 1060.
Horário de Funcionamento: De Segunda a Domingo, de 10.00 h às 20.00 h.


Nosso objetivo neste dia era a visita à Zanjón de Granada, alvo de uma próxima postagem, e fotografar a não menos conhecida Casa Mínima, bem pertinho.

Casa Mínima.

CALLE DEFENSA
Aconteceu que chegamos bem antes do horário marcado para a visita, e decidimos tomar um café e rever essa rua notável de Buenos Aires, igualmente foco de postagem futura.
Nessa de andar prá lá e prá cá, um toldo vermelho acabou nos chamando atenção. Quando lemos o nome da casa, atravessamos a rua e fomos bisbilhotar. Niki olhamos prá dentro da loja, cheguei a sentir o gosto dos doces-de-leite.

A DECORAÇÃO
chama atenção pelos móveis antigos que servem de apoio para os diversos tipos de mercadoria: doce-de-leite de diversas marcas e tipos, licores, alfajores, geléias, vinhos, temperos, chocolates, ervas-mate, cuias, açúcares, enfim, só me dei conta de que a charmosa loja trata-se de um pequeno e especializado mercado, ao recrutar as fotos para postar.
As embalagens são tão requintadas quanto algumas peças que compõem a decoração. Requinte descontraído por uma vaquinha que faz plantão na porta e por uma imensa bandeira da Argentina.

Com calma fui apreciando móveis, espelhos e produtos que o recepcionista brasileiro Raphael apresenta com muita simpatia, cordialidade e técnica. Ele se aproxima de mansinho…, assim como quem não quer nada…, cumprimenta educadamente…, pergunta se você já conhece a loja… e daí, môquirido, quando você se dá conta, já tá envolvido com tudo. Senti-me Alice no País das Maravilhas.

No armário antigo pintado de branco da foto abaixo, bules de metal e porcelana, garrafas decorativas de vidro, potes, porta-retratos e miniaturas da Mafalda também estão à venda. Por estarem protegidos na vitrine, em um primeiro momento pensei que fizessem parte de “Móveis e Utensílios”, mas me enganei.

 

 

 

 

 

 

Para cada marca há uma degustação.

Não há escapatória: a loja aceita dólares e reais, e o câmbio não era mau. Portanto, fica o aviso óbvio: você terá que ter uma personalidade muito forte para sair de lá sem comprar alguma coisa.

Granola e doce de leite sem açúcar também fazem parte das tentações.
Nesta loja compramos várias caixas de alfajores de chocolate para presentear os amigos – preciosidades da culinária portenha que não pesam na mala.

Neste armário branco estão: açúcar orgânico, açúcar integral mascavo, mel e geléias.

Erva mate de diversas procedências (com ou sem mirtilo), cuias de tamanhos variados, garrafas térmicas e outros produtos gauchescos estavam separados nessa estante.

Nesta cristaleira sabores diversos de geléias sem açúcar pareciam acenar para nós. Aqui não tive dúvida: trouxemos alguns vidros. Ficamos com um e oferecemos os demais como presente.

A vaquinha símbolo-marca é plantonista na porta da loja, e figura nas bolsas de compras.

Ah! Quase ia me esquecendo: caixinhas de chás e chocolates você também poderá adquirir na La Casa del Dulce de Leche. Bate um bolão.

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ARGENTINA: Bairro San Telmo, em Buenos Aires.


Desde que a Praça Dorrego, a segunda mais antiga de Buenos Aires, tornou-se o centro da imensa feira de artesanato que acontece aos domingos, de 10.00 h às 17.00 h,  San Telmo passou a ser sinônimo de agitação. Pelo menos, nos fins de semana. Continuar lendo ARGENTINA: Bairro San Telmo, em Buenos Aires.

ARGENTINA – Jardim Japonês, Buenos Aires (Bosques de Palermo)


Bosques de Palermo ou Parque Três de Fevereiro – trata-se de outra localidade de Buenos Aires com looonga história prá contar. Prá começar, caso se interesse pela origem dessa imensa área de lazer, clique aqui.

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