Arquivo da categoria: Paulo Off-Road Jericoacoara. Tel.: (88) 9-9969.7112

BRASIL: Rota das Emoções Com PAULO OFF ROAD JERI (3º Dia).


IMAGEM DESTACADA: rua em Jericoacoara.

NOSSO ROTEIRO

3º DIA na ROTA: Andanças por Jericoacoara.
Aceitamos a sugestão de Paulo, nosso guiador pela ROTA (telefone (88) 9.9969-7112) e permanecemos na Vila a fim de revermos alguns lugares e conhecermos as novidades.
Já escrevi e torno a repetir: Paulo conhece a ROTA DAS EMOÇÕES e arredores como a palma de sua mão.

Caminhamos bem devagar por dois motivos: o calor e a dificuldade para se caminhar na areia.
Jericoacoara não tem calçamento e nem calçadas; até o piso das boutiques mais modernas é de areia – chiquíssimo!
Saímos da Rua do Forró, onde estávamos hospedados no Hotel Villa Beija-Flor, e fomos até à Rua da Matriz. Aqui fomos surpreendidos por duas novidades: a construção de uma praça e a igreja, finalmente!, aberta.

Em 2010, a primeira vez em que estivemos em Jeri, a igrejinha estava fechada. Na segunda vez, em 2013, ficamos hospedados em uma pousada bem próxima, mas não a visitamos pelo mesmo motivo. Desta vez a sorte nos sorriu e não tinha dentes cariados: estava à disposição de quem quisesse conhecê-la. Finalmente!, as portas estavam abertas.

A algazarra dos pássaros que cruzam incessantemente o teto da igreja é música das mais agradáveis. São incansáveis. Fazem voos rasantes, ousados, passando rente aos visitantes em busca de seus alvos. Ora fazem uma conexão nos encostos dos bancos, ora pousam diretamente no chão para catar algum cisquinho que lhes interesse.
Oramos, e depois ficamos por algum tempo apreciando o movimento desses atrevidinhos que não se intimidam com a presença de ninguém. São fofos demais! Aliás, essa timidez há muito não vejo mais nos animais, de um modo geral.
Pombos que circulam pelas calçadas do Rio são um exemplo: não se importam mais com as passadas dos transeuntes; nós, sim, é que temos que ter cuidado para não pisoteá-los. 

Na foto acima, um atalho para se chegar a Praia da Malhada. Neste beco – onde há cinco anos não entrava outro tipo de veículo senão bicicleta, de tão estreito, há uma pousada que em 2013 chamava-se Ju-Ju-Ju. Era ótima. Mudou de nome e não sei se continua a mesma. O beco foi alargado e agora passa buggy, “passa boi, passa boidada…”
Para quem gosta de sossego o lugar é ideal para hospedagem, apesar da distância até ao Centrinho badalado.

No final do beco, a Praia da Malhada.

Daqui fomos a pé, por cima das pedras (maré baixa, naturalmente), até chegarmos à Pedra Furada. Uma caminhada e tanto que fizemos em 2013. Valeu muito.

Rua de Jericoacoara.  
Trecho não balneável da praia de Jeri.
Hotel de propriedade italiana, na beira do mar, no Centro de Jericoacoara.

No restaurante de conceituado hotel situado na beira da praia, almoçamos um pargo em crosta de sal grosso acompanhado por batata sauté e salada de tomates. O peixe estava tão saboroso que repetimos a dose. Prato simples e delicioso.

No vídeo, as imagens iniciais são da Praia da Malhada; a seguir, as imagens do processo de retirada da capa de sal grosso do pargo. Almoço inesquecível e recomendado pelos seguintes motivos: localização, atendimento, opções de cardápio e preparo do prato.
O restaurante foi construído com teto de palha e não poderia ser mais bem localizado: embaixo de uma tamarineira carregada de passarinhos e… tamarindos. Um luxo!

Praia de Jericoacoara , em frente ao restaurante.
Praia de Jericoacoara. Ao fundo, a famosa Duna do Por-do-Sol, já bem menor do que era há 5 anos. E como canta Lulu Santos, com muita propriedade, “Tudo muda o tempo todo no mundo…” Sem dúvida nenhuma, Lulu.

Após o almoço supimpa, nada melhor que um rolê pelas ruas floridas da Vila para completar o círculo imaginário que traçamos para nossa caminhada.

Rua Principal, onde tudo acontecia. Agora, com o Centro bem mais ampliado – ouso dizer que vai da Rua do Forró à Rua São Francisco -, é preciso mais atenção para não perdermos nenhuma novidade.

Ainda a Rua Principal, a mais central de Jericoacoara.

= À NOITE, A VILA SE ENCHE DE LUZ e MOVIMENTO =

Becos por onde só moradores passavam, agora atraem compradores e curiosos. Ficaram do xurupito!, no melhor sentido da palavra. Porretas!

Para jantar, optamos pelo Restaurante Leonardo da Vinci que havíamos conhecido em 2013. Decepção geral: perdeu o requinte do cardápio que nos conquistara desde a primeira sugestão. Perdeu na apresentação dos pratos e no sabor. Perdeu na decoração – o restaurante migrou  a maior parte do mobiliário para a varanda e o salão ficou desajeitado. Ficou com ar espadongado…

Massa com molho de camarão. Deixou a desejar.

Agosto é mês bastante movimentado na Vila por ser período de férias na Europa e muitos franceses e italianos viajam para lá. A turma do kitesurf chega em peso à Jericoacoara e Preá à procura dos ventos que tornaram ambas as localidades conhecidas. Mas, como Jericoacoara é mais badalada, a Vila fica lotada!

É nessa época que a pequena Jeri se ilumina mais do que nos outros meses do ano.
Além da iluminação originária do comércio, o maior brilho, a maior luz, provém do olhar e do coração de todos que participam desta festa.

"Pior que não terminar uma viagem, é nunca partir" - Amyr Klink

1º DIA na ROTA: clique aqui para saber mais.
2º DIA na ROTA: clique aqui para saber mais.

BRASIL: Rota das Emoções Com PAULO OFF ROAD JERI (2º Dia).


IMAGEM DESTACADA: Arredores de Jericoacoara.

NOSSO ROTEIRO

2º DIA na ROTA: Lagoa do Paraíso e Lagoa Azul.
Jeri mudou. Foram mudanças radicais  e em apenas 5 anos! Nosso Deus! Dá prá assustar.
O ar bucólico de 1984, em que só se chegava à Jericoacoara atravessando as dunas a pé e com burros carregando sua bagagem, já era.
A (ex) Vila está situada em um Parque Nacional; há controle, mas não sei até que ponto. Por enquanto, Jeri não pode engordar nos quadris e só isso já é uma vantagem; isto é, a Vila não pode crescer para os lados.
Há 5 anos o burburinho da antiga aldeia de pescadores começava pouco depois de a moçada assistir ao Por-do-Sol (sim, com letras maiúsculas) do alto da duna. A noite era agitada devido ao nível descontrolado dos autofalantes que alimentavam a animação dos irrequietos na rua Principal. No  mais, a barulhada vinha de buzinas de buggys, ronco de motores de quadriciclos,e burburinho de restaurantes funcionando em quintais e varandas. Essa agitação não varava madrugadas e continua assim; prá ser sincera, diminuiu consideravelmente após as modificações pelas quais tem passado.
Na rua Principal, agora ocupada por barraquinhas de batidas incrementadas, de artesanatos, de guloseimas, não há mais barulho.
Cantores que se acompanham ao violão apresentam-se em restaurantes – ressuscitou-nos uma boa época de nossas vidas, em que podíamos andar pelas ruas do Rio à noite sem o menor temor. Era normal chegar de madrugada de sapato na mão, por ter dançado a noite toda nos arrasta-pés. Nem preciso dizer que o saudosismo bateu forte à minha porta.
Jericoacoara cresceu, conforme citei na postagem anterior, mas está organizada.
Ruas por onde trafegavam todo tipo de veículo, agora são fechadas após determinado horário e tornam-se exclusivas para pedestres. Gostei. Só isso já reduziu em muito o barulho de ronco de motores.

O COMÉRCIO
trabalha com preços justos, convidativos, beeem diferentes da exploração de Barreirinhas, MA, porta para os Lençóis Maranhenses.
Adquiri um cartão de memória para minha máquina fotográfica em Barreirinhas e paguei R$47,00 (quarenta e sete reais). Em Jeri comprei outro, idêntico, paguei R$5,00 (cinco!!! reais). Por aí você vai vendo a diferença, sem comentar outros “pormaiores” que deixo para as postagens futuras.

LAGOAS DO PARAÍSO e AZUL – “…pois talvez, quem sabe? O Inesperado faça uma surpresa…” (Caetano Veloso).

Neste dia tivemos a satisfação de conhecer Elivandro, piloto de um buggy bem descolado, que auxilia Paulo nos passeios mais descontraídos. Mas…, caso seja de sua vontade visitar as lagoas viajando em uma Hilux, não tem problema – o passageiro é quem escolhe e Paulo vai lá. Optamos pelo buggy.

Elivandro, dominando a fofura da areia em seu buggy descolado.

Elivandro é um jovem simpático, cordial, tranquilo e de bom papo.
Com precisão britânica, chegou à pousada para nos buscar no horário marcado.
Lá fomos nós ao encontro das lagoas, por caminhos nunca dantes navegados. Mesmo sendo esta a terceira vez que visitamos Jeri,
graças à ação da natureza, que naquela região se mostra bem imperiosa, “tudo muda o tempo todo” como diz Lulu Santos em seus versos. Portanto, mô quirido, você jamais! passará pelo mesmo caminho.
O paredão de areia imenso da foto abaixo foi uma das novidades que encontramos.

Meu fiel escudeiro fazendo bronzeamento natural.

Aconteceu que um pouco antes de chegarmos à Lagoa do Paraíso, a primeira que visitamos, Eli perguntou-nos se gostaríamos de conhecer uma das novidades do pedaço – o Alchymist Beach Club Lagoa Paraíso -, ou se preferíamos seguir em frente.
A burralda aqui, ao invés de dar uma olhada no tal clube e depois voltar e seguir em frente, optou por permanecer algum tempo no Alchymist e depois partir para a Lagoa Azul. Mofei com as pombas na balaia…
O Beach Club é representado por um brasão identificado por uma empresa chamada Luxury Group, estabelecido em Praga, que abrange hotéis de super luxo, restaurantes e clubes praianosDê uma olhada neste link e saiba a que tipo de luxo estou me referindo.
E foi justamente este grupo que inaugurou no Ceará duas unidades “descontraídas”: O Jardim Alchymist, no bairro da Aldeota, em Fortaleza, e o Alchymist Beach Club em Jericoacoara, com espaço separado para VIP’s na beira da praia. Espaço cobrado, claro.

Onde você paga mais caro para pegar o mesmo “Sol que te bronzeia” em qualquer lugar.


Mas não para por aí. Na beira d’água, colocaram espreguiçadeiras e guarda-sóis brancos, também pagos, caso seja de sua vontade desfrutar dessa proximidade. Tudo bem diferenciado dos locais mais… mais… “públicos” (os que ficam bem mais atrás).

Pagar para se esticar em local privilegiado…
A distância existente entre quem paga para ficar na beira d’água e quem não paga…

Depois que assisti ao vídeo que passo para você nesse link, me perguntei aonde irá parar tudo isso, inda mais agora que a  ex Vila de Jericoacoara está prestes a inaugurar um voo direto para Lisboa.

OS FATOS
Quem está trazendo a marca para o Brasil é um italiano de nome Giorgio Bonelli.
Digo trazendo, porque não acredito que as investidas do empresário nessas regiões paradisíacas, parem por aí; e temo que daqui a poucos anos, a beira de algumas lagoas sejam vistas com um colar de espreguiçadeiras e guarda-sóis, onde apenas pagantes desfrutarão desses cenários que herdamos gratuitamente da natureza.

Em 27/4/2018, o jornal O POVO (on line) noticiou a suspensão da autorização de funcionamento do clube pela SEMACE (Superintendência Estadual do Meio Ambiente) a partir do dia 25/4/18, após comprovação de que as instalações foram erguidas em local de preservação permanente; portanto, em desacordo com as leis de preservação ambiental.
Segundo a SEMACE, os proprietários deveriam desocupar e recuperar a área; essa medida foi estendida a todos que se enquadrassem nesse perfil.
Dia seguinte, o mesmo jornal noticiou que o clube, em 29/4, doaria alimentos perecíveis para a população de Jericoacoara, em virtude de seu fechamento.

O problema não é novo. Em 10 de março de 2017, o jornal Portal de Camocim publicou que o Alchymist Beach Clube havia sido autuado em R$500 mil pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). É este instituto que administra o Parque Nacional de Jericoacoara.
Indignado com a medida, o empresário voltou para a Itália prá chorar suas pitangas, e ameaçou fechar a fonte de alegados 250 empregos diretos e 500 indiretos.

“ESTÁ TUDO COMO DANTES NO QUARTEL DE ABRANTES”
Após pouco mais de um ano, o Alchymist voltou a funcionar em 13/6/2018, graças a uma liminar expedida pela Vara de Justiça de Sobral – notícia do jornal O POVO, de 09/6/2018.
Sim, mas… e a construção ilegal, em local de preservação permanente, como fica?
“Está tudo como dantes no quartel d’Abrantes”.

Na entrada do clube, uma escultura assinada por um artista de Sirinhaém, PE, impressiona pela criatividade e riqueza de detalhes. É belíssima!

 

A assinatura do autor da obra está no peitoral do animal, mas ilegível.

BILHETERIA
Para passar por esta porta, apenas idosos, deficientes físicos e crianças menores de etc, não pagam.

O banheiro: lindo por fora, mas descuidado por dentro – sujo e mal equipado de material higiênico.

Criatividade demais nos pingentes das luminárias, elaborados com talos das folhas das carnaubeiras.

 

O restaurante.

Boutiques: uma, de artigos esportivos; outra, de roupas e acessórios.

O CARDÁPIO – Sugestões a preços bem mais altos que os praticados no Centro de Jericoacoara.

Embarcamos nos pasteizinhos aromatizados com camarão, matamos a sede com água de côco, pedimos a conta e…

…fomos caminhar na beira da lagoa antes de darmos continuidade a nosso passeio.


Vi a propaganda na vela da jangada e me perguntei o que seria “esquibucho”… Mas, logo, logo, matei a charada: é o contrário do esquibunda!, claro. Só pode ser a descida de peito na lona molhada. Rimos muito.


Buscávamos o trecho da Lagoa do Paraíso em que ficamos em 2013, mas nosso compromisso com Eli não nos permitiu caminhar mais e tivemos que voltar. Ficará para a próxima.

A CAMINHO DA LAGOA AZUL

 

Ainda a Lagoa do Paraíso, quase em sua plenitude.

A Lagoa Azul, que em 2013 atravessamos em jangada até alcançarmos o restaurante, encontramos quase seca…

A ingrata surpresa de vê-la tomada pelo mato e pela areia foi tamanha, que nem descemos do buggy e voltamos para Jeri.
Elivandro comentou que a Lagoa Azul secou de tal forma, que o restaurante chegou a fechar por um bom tempo por falta de clientela. Imaginem isso.

Boa parte do capim e da areia que você vê não foto, há 5 anos não existiam porque a Lagoa Azul estava cheia.

Jericoacoara, segundo informações de Paulo, ficou 5 anos sem chover!
Ficamos desapontados com a escassez de água da Lagoa Azul, mas logo adiante a frustração foi quebrada por uma breve parada de Eli ao lado de um buraco muito especial – um ninho de caburé.
De olhar aparentemente perdido, mas atento à agitação dos filhotes dentro do buraco, a avezinha que chamamos de coruja, vez ou outra, dava uma olhadela para baixo a título de conferência. Todo cuidado é pouco com essas crianças!…

Por hoje é só.

” VIAJAR É MUDAR A ROUPA DA ALMA” – poesia de camiseta.

1º DIA na ROTA clique aqui e saiba mais.
2º DIA na ROTA clique aqui e saiba.

BRASIL: Rota das Emoções Com PAULO OFF ROAD JERI – (1º Dia)


IMAGEM DESTACADA: A Hilux de Paulo – versão antagônica daquela que ficou famosa como “Princesinha do Agreste” em certa novela da TV -, pronta para qualquer parada.

Nas postagens seguintes você constatará que a musa exacerba em brilhantismo, não importa aonde vá. E, apesar de seu glamour  – estofamento em couro, ar condicionado e muito espaço -, tal qual a Amélia cantada por Ataulfo, “não tem a menor vaidade”.

NOSSO ROTEIRO

1º Trecho da Rota: Fortaleza (CE) / Jericoacoara (CE).
Esta parte poderá também ser executada, literalmente, pela beira do mar. Neste caso, o esquema é outro (a orientação estará brevemente neste mesmo local). 

JERICOACOARA TAMBÉM TEM HISTÓRIA
Não faz tantos anos assim – 20, aproximadamente -, tratava-se apenas de uma vila de pescadores quietinha, quaaase escondida entre o mar e as dunas.
Não havia estradas, não havia eletricidade e, consequentemente, tudo que dependesse de uma tomada…
Não havia sequer uma pousada. Os sobrinhos de meu fiel escudeiro estiveram em Jericoacoara em 1987 e foram abrigados por pescadores. Era em suas casas que dormiam e comiam.
Não havia banheiros e por conta disso o descarte intestinal era feito atrás de qualquer moita ou árvore.
Chegaram à vila em lombo de burro! A moeda corrente era o escambo e por este motivo muito pouco dinheiro circulava.

Jericoacoara – cenário exuberante arquitetado pela natureza – cuja quietude só era abalada pelo assobio do vento -, jamais imaginou que outros tipos de vento soprariam em sua direção e a transformariam em um dos polos turísticos mais famosos do planeta.
Jericoacoara cresceu… Moradores daquelas casinhas simples negociaram seus espaços e agora vê-se, em seus lugares, hotéis de luxo, pousadas bem transadas, boutiques sofisticadas, Cafés atraentes e restaurantes charmosos, sem falar em uma sorveteria/fábrica de sorvetes da melhor qualidade, que consegue formar fila apesar de suas espaçosas instalações. Fabricam até sorvete diet!
Aumentou o número de farmácias e de supermercados; uma UPA bem elogiada pelos moradores foi construída na entrada de Jeri e a oferta por diversos tipos de terapias pela Vila é considerável.
Há consultório dentário. Lojas de marcas famosas do ramo de sandálias de praia e perfumaria estão presentes. Que tenhamos notado, duas praças foram construídas: uma no Centrinho (rua Principal) e a outra em frente à Matriz.
A diferença que encontramos de 2013 prá cá é gritante!
De tudo isso, o que mais nos chamou atenção foi o seguinte: é que todo esse glamour que Jeri vem adquirindo com a rapidez de quem furta, não alterou aquele jeitão descontraído – a Vila continua atraente e está ficando cada vez mais charmosa.
Jeri é um lugar encantador, alegre, onde todos são bem recebidos. Jeri parece colo de avó – é puro aconchego; Jericoacoara não se explica. A Vila é transbordante de Luz, porque é lugar de gente feliz.


ROTA DAS EMOÇÕES
Foi Paulo quem nos conduziu em 2010 pela Rota das Emoções.
Este roteiro compreende os Lençóis Maranhenses, o Delta do Parnaíba e a Costa do Sol Poente Cearense: Jericoacoara e Camocim. Percorremo-la de ponta a ponta.
Nesta ocasião, nosso companheirão de viagem – por quem acabamos por nutrir grande admiração e profundo apreço -, trabalhava para uma empresa de turismo de Jericoacoara.
Batalhador e profundo conhecedor da Rota e arredores, não foi surpresa quando, ao contratarmos seus serviços pela segunda vez, informou-nos, feliz da vida, que já fazia tempo que trabalhava por conta própria. A partir daí, Paulo é que passou a comandar e orientar seus passageiros nos roteiros propostos. Sugestões não lhe faltam.
Nas três vezes que transitamos pela Rota (total ou parcialmente), nosso guiador foi nos pegar em Fortaleza. A mais recente, no aeroporto.

1º DIA na ROTADe Fortaleza a Jericoacoara.
Desta vez tivemos a vantagem de contar com um voo que chegou à capital cearense às 11.30 h e de lá rumamos diretamente em direção à Jericoacoara, parando duas vezes no caminho: uma para almoço, em Paraipaba (Restaurante e Churrascaria São Paulo), e outra para lanche, em Itarema.

SUGESTÃO: Caso você chegue a Fortaleza em horário de almoço ou desembarque com fome, sugiro que passe na praça de alimentação do aeroporto. Lá a oferta de refeições saborosas é grande, devido a nomes tradicionais em culinária rápida.

O buffet da churrascaria de Paraipaba deixou muito a desejar; em contrapartida, a tapioca de carne de sol com queijo de coalho do Delícias do Café de Itarema é in-dis-pen-sá-vel!!!  É ponto obrigatório.

Além de refeições, o Café oferece pratos rápidos tais como tapiocas com diversos recheios, omeletes, bolos, sanduíches, salgados e outras delícias. Tudo preparado e servido com esmero.
Artesanatos e redes também estão a venda.
Ambientes limpíssimos, incluindo os banheiros. Essa parada é porreta!
Anote: Av. João Batista Rios, 265, Itarema – CE, 62590-000.
Telefone: (88) 99755-5049.
Horário de Funcionamento:

sábado 04:15–18:00
domingo 05:00–12:00
segunda-feira 04:15–20:00
terça-feira 04:15–20:00
quarta-feira 04:15–20:00
quinta-feira 04:15–20:00
sexta-feira 04:15–20:00

Da esquerda para a direita: meu fiel escudeiro, Paulo e a simpática senhora que se desdobrou em gentilezas para nos atender.

Toalhas de banho, de mesa, roupas de praia e conchas decorativas também fazem parte das coleções oferecidas pela casa.

Água de côco gelada para acompanhar a famosa tapioca do pedaço. Combina? Claro! É normal meu estômago apoiar, integralmente, o que meus olhos vêem.

Vale como um almoço. Deliciosa!

Mais tarde, ao passarmos pelo município de Cruz, Paulo nos levou para conhecer o aeroporto já devidamente preparado para receber aviões de grande porte. Prova disso é que voos diretos de Lisboa/Jeri/Lisboa estão previstos para serem inaugurados em setembro próximo. Jericoacoara nunca mais será a mesma…

Nosso guia e amigo seguiu por um atalho e chegamos à Preá poucos minutos antes do ocaso.

Trafegando por uma trilha de areia fofa, em direção à Preá.

Do ponto que se vê abaixo fomos até Jericoacoara (distante de Preá em apenas 14 km) pela areia da praia…

(Vídeo musicado)

… e ainda demos uma passada pela Árvore da Preguiça, atração de Jeri, antes de chegamos a nosso destino.

NOTA: A partir de 21/9/2017, quem visita Jericoacoara paga uma taxa de R$5,00 (cinco reais), por pessoa, pelo tempo em que o visitante permanecer na Vila.  
Trata-se da TTS - Taxa de Turismo Sustentável.
Há dois postos de cobrança: um deles fica na entrada da cidade (foto) e outro na entrada do município. 
Caso seja mais confortável para o visitante pagá-la pela internet,basta gerar o boleto na página da Prefeitura de Jeri.

QUEM NÃO PAGA A TTS?
Maiores de 60 anos, menores de 12, e portadores de deficiência física. Moradores e quem mora em outro local, mas trabalha na cidade, obviamente, também estão isentos do pagamento da taxa. 
40% do valor arrecadado é obrigado a ser empregado na Vila.

Ficamos na pousada Villa Beija-Flor, recém inaugurada na rua do Forró.
Ajeitamos nossa bagagem, tomamos um banho, e saímos para ver as novidades – só não imaginamos que fossem tantas!…

2º DIA na ROTA: Jericoacoara (CE) / Carnaubinha (PI)

N.B.: Importante ressaltar que o roteiro é executado, em alguns trechos, pelas dunas. Nem pensar em viajar pelo caminho traçado pelo Google, longo demais!

3º DIA na ROTA: Carnaubinha (PI)/Barreirinhas (MA)

2º DIA na ROTA: clique aqui e saiba mais.
3º DIA na ROTA: clique aqui e saiba mais.

“Somos todos viajantes de uma jornada cósmica – poeira de estrelas, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos do infinito. A vida é eterna. Mas suas expressões são efêmeras, momentâneas, transitórias.”  DEEPAK CHOPRA

 

BRASIL. CEARÁ, CE. JERICOACOARA – Hotel Villa Beija-Flor


IMAGEM DESTACADA: Parte Frontal das Acomodações. Todos os Quartos Têm Vista Para a Piscina.

O hotel está afastado em aproximadamente 400 m do Centro de Jeri e não em apenas 100 como anuncia o Villa Beija Flor em conhecido site especializado em hospedagem. Continuar lendo BRASIL. CEARÁ, CE. JERICOACOARA – Hotel Villa Beija-Flor