Arquivo da categoria: BRASIL

Rio de Janeiro – El Born.


Imagem Destacada: Interior do El Born.

Endereço: Rua Bolivar, 17, Copacabana, Rio de Janeiro-RJ
(21) 3496-1781 – Abre de Seg a Sex, das 17h às 2h. Sáb e dom, das 15h às 2h

Obs: clique duas vezes na luva para ver a imagem aumentada.

Finalzinho de 2012, em Copacabana, nasceu mais uma casa comandada pelo Midas Antonio Rodrigues (leia-se Boteco Belmonte): o EL BORN, especializado em petiscos com sotaque catalão, mais precisamente, barcelonés.

A casa com decoração descontraída e aconchegante ocupou o lugar do Espelunca Chic para deleite dos fãs das casas de Antonio que já o conhecem de outros Carnavais e apreciam qualidade.
Pelas paredes e cardápio original – na verdade, um álbum de fotografias -, o bairro El Born de Barcelona é bem lembrado.

Sugerir o melhor prato é difícil porque tudo é muito saboroso. É fechar os olhos e escorregar o dedo pelas páginas do cardápio; onde parar, pode pedir que não vai se arrepender.

Semanalmente bato ponto na Casa. E quando não estou no El Born estou do outro lado da rua, no Belmonte. Eu e “meu fiel escudeiro e companheirão de viagens” somos habitués de ambos.

Vez ou outra leio comentários na internet a respeito dos preços – acham um pouco elevados. Não concordo e quanto a isso digo com convicção de que tudo vale cada centavo gasto. As porções são honestas, generosas e primam pela qualidade; nada minguado e enganador. A prova de que tudo vale à pena está na clientela que abarrota as Casas de Antonio (seja dia útil ou não), para a felicidade geral da galera que gosta de comer bem em um ambiente onde só vai gente feliz. Gente mal humorada e que só reclama da vida não esquenta lugar no El Born.

O movimento maior vai de 5ª à sábado. Quem quiser saborear as famosas tapas, as divinas sangrias e os coquetéis mirabolantes que a rapaziada do bar prepara, tem que chegar cedo ou então corre o risco de ter que aguardar – na calçada ou no bar, bebericando drinks maravilhosos prá esquentar o tamborim. O El Born é concorrido; e esperar também não custa nada e vale muito à pena.

As tapas citadas acima são comidinhas de sabores variados que os garçons trazem em bandejas e oferecem no salão. Quem nunca as experimentou não sabe o que está perdendo: bolinhas crocantíssimas de queijo, bolinhos de carne-seca, de bacalhau, de presunto e de jiló. Pãezinhos de Monsieur Guérin (sim, senhor!) acompanham porções generosas de creme de gorgonzola, morangos e molho adocicado de morango, alquimia elaborada no próprio El Born; batatas bravas pequeninas e recheadas pacientemente com molho de tomate apimentado. Polvo à vinagrete; camarões VG grelhados com rodelinhas de polvo… enfim… são muitos petiscos e só mesmo indo lá para experimentar.

E o laboratório comandado pelo chefe de bar Zan Andrade? O movimento é tão grande que o mestre conta com o apoio de Aragão, e mais dois funcionários especializados no assunto. A turma não é fraca e a noite inteira ouve-se o chacoalhar da coqueteleira.

Dia desses experimentei um coquetel fantástico de seriguela criado por Zan – o “Born Martini” – e um frozen de tamarindo – delicioso.

Só tenho a lhes dizer que adoro o El Born e tenho imenso carinho por todos os meninos e meninas que trabalham lá.

Ah! Quase ia me esquecendo: não fazem reservas, ok?

DSCN0524 (1024x763)
El Born – Bar a Vinhos, Sangrias e Tapas.
DSCN0525 (1024x768)
Capacidade para 72 pessoas.
DSCN0488
Zan Andrade, chefe do bar em plena atuação.

DSCN0522 (800x600)

DSCN0478 (800x600)
Coquetel de Frutas vermelhas sem álcool: morangos, amoras… e uma pitada de segredo. Pura delícia.
DSCN0483
Ei-lo: Born Martini – seriguela como base.
DSCN0492 (1024x634)
Bolinhos de Carne Seca e de Jiló. Olé!
DSCN0495 (800x654)
Em primeiro plano: pasta de gorgonzola, morangos, e molho adocicado de morango em fatia de pão de M. Guérin. Em segundo plano: queijos, azeitonas e tomate seco em tempero especial.
DSCN0506 (800x723)
Camarões VG grelhados e polvo.
DSCN0515 (800x600)
Rua Bolivar, 17
DSCN0529 (800x600)
Do outro lado da calçada, mais um Belmonte.
P1110108 (586x800)
El Born também é cultura. No cardápio, fotos de prédios barceloneses e detalhes da arquitetura da cidade se intercalam com nomes de pratos. Idéia muito bem bolada.
P1110125 (800x600)
E para aqueles que não pretendem sair da dieta, aí vai uma sugestão.
DSCN0547 (1024x768)
E segundo plano, pãozinho com pimentão vermelho e bacon bem crocante. Ao lado da porção de picanha, nos espetinhos do primeiro plano, as batatinhas bravas.
P1110105 (800x600)
Uma das Tapas oferecidas é esta: Bacalhau, Grão de Bico e Torradinhas.
P1110106 (800x600)
Risotinho de Camarão com Rúcula.
P1110114 (800x600)
Bolinhos de Bacalhau: em cada porção, duas unidades.
P1110112
Suco de Abacaxi
P1110119 (800x600)
Salada de Bacalhau com Purê de Grão de Bico.
P1110124 (800x600)
Salada de Abacate Grelhado com Atum. Delicia…
P1110120 (800x600)
O Tiramisu é um dos melhores que já provei.
P1110132 (800x600)
Churros autênticos como os que saboreei em Barcelona e Madri.
DSCN0550 (768x1024)
E para finalizar, mais uma estrela da Casa: Frozen de Tamarindo com pitada de segredo.

*****

NOVIDADE!

Aproveitando o embalo das Olimpíadas o restaurante criou três novos pratos dos quais provamos e aprovamos dois: o Via Laietana e O Pla de Palau. O primeiro, meu amigo, é divino! e estamos torcendo para esses pratos continuarem no cardápio. Merecemos.

20160731_144031 (742x1024)
Foto Marilia Boos Gomes.

*****

Pla de Palau - Foto Marilia Boos Gomes.
Pla de Palau – Foto Marilia Boos Gomes.

*****

20160731_150227 (1024x562)
Via Laietana – Foto Marilia Boos Gomes.

*****

VAI VIAJAR ISTEPO MAIOR cópia

 

Rota das Emoções: Lençóis Maranhenses, Delta do Parnaíba e Costa do Sol Poente Cearense – Jericoacoara e Camocim.


Imagem Destacada: Alcântara, Maranhão.

Obs: clique duas vezes sobre as fotos para vê-las aumentada.

Nota: este roteiro foge bastante do perfil que tenho postado no blog pelo seguinte: trata-se de uma viagem que postei em um site de viagens que fechou as portas sem comunicar sua falência a seus colaboradores. Quando me deparei com essa realidade senti muito por meu trabalho perdido. De tudo que postei – só de fotos foram mais de duas mil -, consegui salvar apenas este texto e ainda fiquei muito feliz. Portanto, em respeito a este trabalho, decidi não modificá-lo.

ALGUMAS DICAS DA ROTA DAS EMOÇÕES:

Esta rota compreende os LENÇÓIS MARANHENSES, o DELTA DO PARNAÍBA no Piauí, e a COSTA DO SOL POENTE CEARENSE – Jericoacoara e Camocim.

*****

OBS: Os mapas dão a idéia do caminho percorrido de Fortaleza até São Luiz. Na verdade, o programa não conseguiu calcular a rota exatamente como traçamos.
De Tutóia, por exemplo, seguimos até Caburé, na foz do Rio Preguiças. Neste ponto uma lancha nos aguardava para subirmos o rio e chegarmos a Barreirinhas, de onde partimos para São Luiz após alguns dias.

PARA ALCANÇAR A ROTA:

Você poderá partir tanto de FORTALEZA quanto de SÃO LUIZ.
Na primeira opção o número de voos que parte diariamente do Rio de Janeiro para Fortaleza (um exemplo) é muito maior do que os que partem para São Luiz, o que torna sua viagem mais flexível e menos cansativa; dependendo do horário escolhido para a decolagem, o viajante poderá aproveitar melhor seu dia de chegada na capital cearense.
A GOL ofereceu em agosto de 2010 uma opção de saída do Galeão, RJ, às 10.00h; a meu ver foi perfeito, pois as diárias dos hotéis e pousadas encerram-se normalmente ao meio dia e iniciam-se às 14.00h. Somados às duas horas de voo, o tempo de recolhimento das malas e a ida do aeroporto à pousada na Praia do Futuro, chegamos em bom horário para deixarmos nossas bagagens nos quartos e logo sairmos para aproveitar o restante do dia. Tudo dependerá da conveniência de cada um, obviamente.

HOSPEDAGEM:

FORTALEZA, para quem ainda não a conhece, merece uma parada de pelo menos quatro dias para que se tenha uma noção do que a cidade e arredores oferecem.

1) Excelente opção é o HOTEL LUZEIROS, situado na Praia do Meireles quase em frente à feirinha de artesanato que funciona diariamente ao cair da tarde. O hotel é categoria quatro estrelas; possui amplos e confortáveis quartos, café da manhã farto e de qualidade, piscina, e tudo mais que um bom hotel normalmente oferece a seus hóspedes.

2) Outra opção bastante elogiada embora não esteja na beira-mar é o HOTEL VILLA MAYOR,  situado na rua Visc. de Mauá, 151 – (85) 3466. 1900 – a 100 m da Praia do Meirelles onde os artesãos montam a feirinha. Ainda não me hospedei no hotel, mas tenho ótimas referências de amigos que sempre vão a Fortaleza e só se hospedam no Villa Mayor. O hotel é temático, bem interessante, bastante elogiado por eles.

3) A POUSADA SONHO DE FAMÍLIA – Av. Zezé Diogo, 2790 – Praia do Futuro – Fortaleza – Ceará – Brasil.
Tel: (85) 3265-3717 > (85) 3265-3682 (85) 9645-2490 TIM; (85) 8114-7605 VIVO; (85) 9161-7403 CLARO
contato@hotelsonhodefamilia.com.br

É bem localizada com referência à praia – única balneável na cidade – e às barracas da orla. Entretanto, na baixa temporada, a hospedagem pode custar – além do valor da diária – os pertences do turista. A praia fica totalmente deserta e os assaltos são constantes em pleno sol de meio dia. Até mesmo a melhor das barracas, a Crocobeach foi invadida por bando de assaltantes que fizeram uma limpeza em tudo e em todos que encontraram pela frente. A ousadia é rotineira: assaltam quem sai das barracas sem o menor temor. A platéia é composta quase sempre por ambulantes que se alojam na porta das barracas – principalmente nesta – e por taxistas; ninguém faz absolutamente nada. Nem a polícia, que vez ou outra circula pela redondeza. A “ronda” não passa de um desfile que, na opinião de muitos, é apenas para mostrar os carros novos e poderosos com que equiparam o policiamento.
Como dizia, a pousada é simples, mas oferece conforto (Tv, telefone, banho quente, boas camas, frigobar, piscina). O inconveniente fica por conta da falta de elevador. Hospedar-se no segundo andar, por exemplo, inclui subir dois lances de escada; é muito cansativo. O atendimento é ótimo e o café da manhã é simples, mas saboroso.
São dois prédios de apartamentos, sendo que o bloco dos fundos possui instalações maiores e os apartamentos da frente têm vista para a piscina.
1M (800x600)
Pousada Sonho de Família – bloco dos fundos.
2M (800x600)
Bloco de apartamento de fundos. Pousada Sonho de Família.
(80)P1000195 (1024x768)
Airton Bordados – Mercado Central.

O QUE FAZER/AONDE IR

1 – FEIRINHA DA PRAIA DO MEIRELES. NÃO COMPRE GATO por LEBRE!
Essa feirinha é interessante, mas apenas para conhecer. Atrai muitos turistas que, por falta de aviso, acabam comprando gato por lebre e ainda por cima por preços absurdos.
Todos os artigos que são vendidos nesta feira são comprados até por 1/4 do preço no MERCADO PÚBLICO (Mercado Central), onde se encontra imensa variedade de mercadorias a preços baixos; a concorrência é muito grande e o comprador acaba ganhando com sua oferta. Além de os preços serem convidativos, pechinche. É importante barganhar.
A feirinha é uma arapuca para os menos avisados. Uma toalha bordada que poderá lhe custar perto de R$40,00 (quarenta reais) no Mercado Público, na feira vendem por R$ 100,00 /R$120,00 e por aí, vai. Caí nessa. Depois, quando vi os preços do Mercado quase tive uma síncope. Imagens de santos anunciadas como se fossem em madeira esculpida não passam de gesso pintado.
Além disso, há de se tomar muito cuidado com batedores de carteiras que atuam no calçadão e, principalmente, na feirinha, onde a aglomeração de turistas é maior.
Anotar preços é importante; na hora de compará-los com os do Mercado Público dá até raiva; é aí que se constata a exploração dos vendedores da feira.

2 – MERCADO PÚBLICO:
Rua Alberto Nepomunceno, 199 – continuação da rua Conde d’Eu.
Abre de 2ª a 6ª de 7.00h às 18.00h. Sábados e Domingos, de 8.00h às 16.00h.´

P1000313 (800x600)
Mercado Municipal de Fortaleza – Paraíso do consumidor.
P1000314 (800x600)
Mercado Municipal.

P1000315 (800x600)

Pechinchar neste mercado é fundamental devido à concorrência. Nunca aceitar o primeiro preço.P1000317 (800x600)

Mercadorias idênticas com preços diferenciados. Por isso é bom pechinchar. É o paraíso dos consumidores! Para quem gosta de comprar, ficará mais feliz que urubu no lixo.

Antes de adquirir qualquer mercadoria, prepare-se para a maratona: são 559 boxes! Percorra o mercado até cansar (literalmente) e faça uma pesquisa de preços. Anote-os. Conforme já escrevi, a concorrência é grande e os preços da mesma mercadoria diferenciam muito. Não se esqueça de pegar o cartão da loja onde pretende comprar mais tarde ou anotar seu nome. Não confie na memória. Por incrível que pareça, acontece de a pessoa depois não saber mais onde encontrou o objeto desejado. São tantas opções que a gente se perde. Vá com calma; entre em cada box e vasculhe-o. Nessa operação descobre-se coisas do arco da velha que não ficam expostas na porta.

O AIRTON BORDADOS é um box que vale à pena visitar. No site há referências e fotos. Toalhas de mesa, de lavabo, panos de prato, lençóis bordados lindíssimos, panos de bandeja, enfim, uma gama de mercadorias muito bonitas e de qualidade.
Importante: os descontos que Airton oferece são consideráveis e nem precisa pedir.

(78)P1000193 (1024x768)

SUCOS: No subsolo (garagem) do Mercado há uma casinha de madeira onde preparam sucos de frutas maravilhosos, feitos na hora. Experimente. Será difícil tomar um só.

3 – ENCETUR – Centro de Artesanato

Rua Senador Pompeu, 350. Abre de 2ª a 6ª de 8.00h às 18.00h e aos sábados a partir das 8.00h. Telefones: (85) 3212. 7310 e (85) 3101.5508.
O prédio foi construído em 1866 e funcionou como cadeia durante aproximadamente 100 anos, quando então passou por reformas e foi entregue à população como centro de artesanato. Vale uma visita, mesmo que seja com objetivo cultural; é muito bonito.

4 – REDES – ONDE COMPRÁ-LAS:

Além de alguns boxes no Mercado Central venderem redes, há mais duas opções de nota:
1- A FÁBRICA DE REDES VITÓRIA na rua Mal. Deodoro, 67, no bairro de Benfica (85) 3223-4203 – abre de 2ª a 6ª de 8.00h às 18.00h e sábado de 8.00h ao meio dia.
2- As lojas da rua Castro e Silva, em frente à Catedral de Fortaleza ( que fica ao lado do Mercado Central). Há redes de até R$25,00 (vinte e cinco reais). As redes mais simples, de tecido encorpado e colorido, mas sem varanda (franja), estavam na faixa de R$35,00 (trinta e cinco reais) em agosto de 2010.

5 – CENTRO DRAGÃO DO MAR DE ARTE e CULTURA:
Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema.

A origem de seu nome deve-se a uma homenagem feita pelo governo cearense – em abril de 1999 quando foi inaugurado – a um pescador também conhecido como Chico da Matilde que, em 1881, negou-se a levar escravos para serem vendidos no Sul do Brasil. Esse pescador tornou-se símbolo do movimento abolicionista cearense.
O Centro possui teatro, cinema, salões para exposições de artes em geral, planetário e biblioteca, dentre outros espaços.

6 – RESTAURANTES:

Além dos que estão espalhados pela cidade, no bairro da Varjota cresce um centro gastronômico da melhor qualidade, que já conta com aproximadamente 50 restaurantes em um bairro de apenas 8.000 habitantes, segundo dados do IBGE.
Esse polo fica próximo ao bairro Aldeota e também faz parte da área nobre de Fortaleza.
O restaurante COLHER DE PAU (atualmente chama-se Colher Restô), por exemplo, é um dos mais procurados. Fica em um terreno arborizado com mangueiras, na rua Ana Bilhar, 1173telefone: (85) 3267.6176.
As árvores no terreno dão um aspecto familiar ao restaurante: ares de infância em casa de nossos avós. Há uma parte interna e fechada devido ao ar condicionado, e outra aberta – uma varanda – para quem não quiser ficar ao ar livre.
O cardápio é variado e a comida bem temperada. Excelente para meu gosto.

(85)P1000212 (800x600)
Comida boa e farta.

Em frente ao COLHER DE PAU fica o SIRIGADO, também apontado como um dos melhores. Não o visitei.
Não me agradou (nem a meus familiares) os pratos servidos no Docentes e Decentes, que pareciam estar requentados; além do mais, sem sabor. Eu diria, com esta experiência, tratar-se de Docentes e Indecentes.

No MUCURIPE, à beira-mar, está o ALFREDO-REI DAS PEIXADAS – Avenida Beira Mar, 4616 – 60165-121 – Tel.: (85) 3263-1188 e, em novo endereço, o PEIXADA DO MEIO, que mudou-se do Mucuripe para a Av Edilson Brasil Soares, 373 – Cidade dos Funcionários, Fortaleza – CE, 60821-773 – Telefone:(85) 3278-5997. 

São duas excelentes escolhas em ambiente sem sofisticação. Em ambos fomos atendidos com aquela simpatia peculiar do nordestino. 

P1000097-11 (800x600)
Recomendável. Atendimento simpático, pratos fartos e saborosos.

P1000105-12 (800x600)

Chamar esta entrada de “casquinha” é deboche. E ainda por cima, acompanhada de uma farofinha de dendê…P1000106-13 (800x385)

E esta moqueca de frutos do mar cozida na telha? Acompanhamento: arroz branco, farofa de dendê e pirão. Depois, a sobremesa bem ali pertinho, no 50 Sabores, e uma volta na praia. Interessante ressaltar que diante de tantas opções de sabores, acabaram criando um sorvete chamado “Qualquer Coisa” para os apressados ou indecisos. Adorei a idéia.

7 – PASSEIOS: BEACH PARK, MORRO BRANCO e CANOA QUEBRADA.

Hardtour Ecoturismo 4×4.
– www.hardtour.com.br – Telefones: (85) 9925.6262 e (85) 8202.9993
Foi por intermédio dessa empresa que conhecemos a COIOTE BUGGY-TOUR (https://www.linkedin.com/in/coiote-buggy-bb8ba629/) que nos levou até Canoa Quebrada, a 160 km de Fortaleza.

O passeio é de dia inteiro e inclui uma parada em Morro Branco – distante 85 km da capital -, e a alimentação não está incluída no preço.

Em nosso breve passeio entre as falésias contamos com um guia. Um senhor que acabou por nos chamar atenção devido um pormenor em seu comportamento: em suas observações a respeito da preservação ambiental, ele abordou, dentre outras coisas, a proibição do lançamento de lixo nas falésias e os “beliscões” nos paredões de barro, levados como souvenir. Até aí tudo bem, não fosse ele mesmo o autor de alguns belisquetes para nos mostrar “como é que não se faz“. Acredite se quiser.

Tivemos a sorte de pegar a maré baixa na ida e fomos pela beira da praia até Canoa Quebrada. Na volta para Fortaleza encaramos a CE – 040.

Para quem quiser saber mais a respeito do lugar, clique aqui.

27M (800x600)
Morro Branco, CE.

45M (1024x768)

Falésias multicoloridas emolduram a praia de Morro Branco.32M (800x600)

Falésias de Morro Branco

Nosso guia e motorista foi Hermes, um rapaz muito simpático e educado que demonstrou conhecer em pormenores os lugares por onde passamos. Bom profissional.
Mas foi em nosso destino final – Canoa Quebrada – que fincamos bandeira em uma barraca chamada CHEGA MAIS, de infraestrutura apreciável, contando até mesmo com uma boutique especializada em artigos praianos, evidentemente.
Dos petiscos da barraca louve-se o camarão servido na chapa – espetacular.
A Hardtour também faz passeios para Cumbuco, Lagoinha, Jericoacoara e Natal. Todos pela beira da praia.

57M (1024x759)
Canoa Quebrada tem sereia na beira da praia…

54M (800x600)

… mas também tem baiacu!… (meu irmão e meu fiel escudeiro companheirão de viagens)51M (1024x657)

56M (800x600)

Falésias em Canoa Quebrada.60M (800x595)

67 (800x593) (2)

63M (800x278)

64M (800x600)
O bar ambulante não poderia ser mais original. Coisas de Nordeste.

DEIXANDO A CAPITAL PARA TRÁS: FORTALEZA – TRAIRI – JERICOACOARA
Pode-se chegar a Jericoacoara de algumas maneiras:

A – PELA ESTRADA:
A 1 – Saindo diretamente de Fortaleza, comece trafegando em direção a Cumbuco; pegue a BR 222 até Umirim, passando por São Luiz do Curu. O percurso é de 96 km. Neste ponto, siga em direção a Itapipoca e Amontada pela CE 354 (107 km); vire à direita na CE 178 (85 km) e siga até Jericoacoara.

Esta informação escrevi faz apenas cinco anos. Agora, basta fazer o seguinte: programe um bom GPS e siga em frente.
Como o trajeto reserva algumas surpresas, convém alugar um veículo 4×4; trafegar até Jeri em carro de passeio é arriscado. A estrada não oferece boas condições de navegabilidade a veículos tradicionais e aventurar-se “por mares nunca dantes navegados” pode sair mais caro do que alugar um 4×4.
O site http://www.guia4rodas. com.br mostra o mapa da estrada e situa bem o viajante; e o http://www.portaljericoacoara.com.br oferece uma visão geral do que o turista irá encontrar na cidade.
Contratar uma empresa especializada em passeios off-road – que pega o passageiro em Fortaleza, onde ele estiver, é mais garantido, mais confortável e mais rápido, devido ao fato de os motoristas conhecerem as estradas em seus mínimos detalhes. Próximo à Jeri, por exemplo, será inevitável trafegar pela areia, pois Jericoacoara está dentro do Parque Nacional. Não tem jeito.

A 2- CHEGANDO A JERICOACOARA EM ÔNIBUS…
A empresa REDENÇÃO há muitos anos faz a linha Fortaleza-Jijoca. Para oferecer mais conforto aos passageiros, a empresa adquiriu dois ônibus especiais para suportar as dificuldades do trecho Jijoca-Jericoacoara. São 24 km trafegando por dunas. O trajeto é Fortaleza-Jijoca-Preá. Nessas localidades o passageiro conta com uma jardineira a sua espera para completar o percurso. Há dois tipos de viagem: a VIP – direto ao fim da linha e a do ônibus “Parador” que demora uma barrr-ba-ri-da-de, tchê!

Os bilhetes variam de preço; uma consulta à empresa é recomendada, pois trata-se de valores aproximados. Diariamente, há três horários de saída tanto de Fortaleza quanto de Jeri. Telefones: (85) 3256-2728 e (85) 3256-1973. Site: http://www.redencaoonline.com.br.

B- … e EM HELICÓPTERO!
Agora, chique mesmo é chegar a Jericoacoara de helicóptero; é o caminho mais rápido – 50 minutos – e o mais caro também. A empresa Helicentro Dragão do Ar – Serviços de Taxi Aéreo (Avenida Manoel Mavignier, 5206 – Lagoa Redonda, Fortaleza – CE, 60832-401 – Tel (85) 3476-2309) faz o percurso. Quem faz o horário é o passageiro (4-6), lembrando que não há decolagem após 16.00h. Um voo de apenas um dia também é possível a título de passeio. A decolagem poderá ser do heliporto de alguns dos hotéis onde o passageiro estiver hospedado ou do aeroporto.
https://www.facebook.com/helicentrodragaodoarfortaleza/

C – PELA BEIRA DA PRAIA e CHEGAR NO DIA SEGUINTE.
Nas duas vezes em que fiz esse percurso a escolha foi trafegar pela beira da praia. Neste caso, o motorista acompanha o movimento das marés a fim de que possa navegar com tranquilidade pela areia. Não arriscar é fundamental. Prejudicar o veículo pelo sal da água do mar ou ficar atolado, não convém nem para quem dirige e nem para o passageiro. Todo profissional que trabalha com turismo na orla acompanha a tábua das marés; pois é baseado nesse vai-e-vem do mar que o horário das saídas dos veículos off-road é definido.
Nessas duas vezes utilizamos os serviços turísticos do jovem PAULO DE S. ROCHA – (88) 9969.7112 – profissional competente e respeitado de Jijoca. Responsável, educado, receptivo e simpático; possui o perfil que, em minha opinião, todos que trabalham com turismo deveriam ter.
Natural e habitante de Jijoca de Jericoacoara, Paulo conhece a ROTA DAS EMOÇÕES como a palma de sua mão.
Álém de trabalhar por sua conta também viaja por uma empresa turística bem conceituada de Jeri. E é à bordo de uma confortável caminhonete Hilux 4×4 com ar condicionado de sua propriedade que viajamos pelos três Estados da Rota: Ceará, Piauí e Maranhão, onde nos separamos em uma localidade chamada Caburé, situada na foz do Rio Preguiças.
A saída de Fortaleza é em direção a Cumbuco, onde há uma parada na Lagoa Parnamirim. Do alto das dunas descortina-se bela paisagem além das opções de se tomar um refrescante banho na lagoa, praticar skibunda e ainda tomar água de côco.

Em Cumbuco, Paulo abastece o “possante”, troca o asfalto pela areia da praia e vai até Trairi, distante de Fortaleza em 128 km. O trajeto é indescritível!
Esse município possui três praias atraentes, principalmente para a prática do kitesurf: Guajiru, Flexeiras e Mundaú. De várias partes do mundo chegam os apaixonados por esse esporte. Ocupam o litoral cearense em busca de fortes ventos e isso não falta na costa do Ceará.

ONDE PERNOITAR:
A) – EM GUAJIRU destaca-se a REDE BEACH RESORT & SPA, na beira da praia; dista do Centro de Trairi em 18 km e em 205 km de Jericoacoara.
A pousada é atraente: possui 24 apartamentos com ar refrigerado, quadra de tênis, piscina e estacionamento; é charmosa, em estilo rústico “muito bem cuidado” – o rústico mal cuidado aparenta relaxamento. Os quartos tem móveis em madeira e paredes de tijolos à vista; as camas possuem dossel, detalhe que lhes confere um ar romântico e chique ao quarto e ainda protege o hóspede dos mosquitos. O atendimento é cortês. O cardápio do restaurante oferece excelentes escolhas. Há internet à disposição dos hóspedes. A pousada aceita cartão de crédito das bandeiras D,M e V, o que torna pousada bem mais prática.
ATENÇÃO: as reservas têm que ser efetuadas com muita antecedência porque a pousada é muito procurada. (www.rede-resort.com.br e telefone: (85) 3351.3114). 

B – Um pouco mais à frente está a POUSADA das MARÉS, também em frente à praia, mas com um porém: a pousada fica em plano bem mais alto que a praia e, apesar do caminho facilitado, é cansativo.
Estrada da Barra do Estrela, em Mundaú. Tel: (85) 3351-9092http://www.pousadadasmares.com.br.

São 24 apartamentos. Um dos inconvenientes – há outros postados neste site – deve-se à total falta de praticidade no que concerne à mudança de temperatura dos aparelhos de ar condicionado dos quartos, controlada por um funcionário da pousada. Ligar, desligar ou alterar o funcionamento do aparelho exige a presença de “terceiros” em seu quarto, acabando com sua privacidade. Além do mais, dependência totalmente desnecessária. NÃO RECOMENDO A POUSADA por esse e outros inconvenientes.
A meu ver qualquer valor de hospedagem é caro (até mesmo o menor valor), pelo que a pousada oferece. O horário do jantar, por exemplo, terminava às 21.00 h em outubro de 2009. Um absurdo! As opções no cardápio eram pouquíssimas. Pareceu-me ser sobra do almoço preparado para as dezenas de pessoas que saltam dos ônibus de turismo que estacionam em frente à pousada com a finalidade de passar o dia na praia.

Para a cobrança desse programa, construíram guichês (com grades e tudo o mais) nas dependências da pousada, semelhantes aos de estádios de futebol. Imaginem isso! É mais uma opção “fotogênica” que ao vivo e em cores deixa a desejar, principalmente no tocante a esses pormenores. Aceitam cartões de crédito D, M e V.

C) – Outra pousada não recomendável (a meu ver) é a VIRA SOL, em Flecheiras, igualmente na beira da praia. Pousada cascão!
(www.pousadavirasol.com.br) e Tel.: (85) 3351-3012.
A pousada também é fotogênica e “ficou bem na foto” do site. Entretanto, ao se ter um pouco mais de contato, vê-se que não é nada daquilo. Faz o estilo “rústico relaxado e sujo”. Uma pequena reforma, manutenção e limpeza bastariam para transformá-la em uma pousada apreciável.
No banheiro do apartamento que ocupei com minha sobrinha não havia toalha de rosto. Todas as vezes que uma de nós tomava banho de chuveiro o banheiro alagava completamente. O papel sanitário estava acabando e não havia substituto disponível. Ao descer para providenciá-lo, passei por dois banheiros situados no térreo e próximos ao local onde o café da manhã é servido; entrei e constatei a impossibilidade de serem utilizados devido ao estado precário de limpeza. O café da manhã é servido em um largo corredor que serve de passagem para a praia, a piscina e um espaço com redes. Não há local apropriado para essa finalidade. Um horror!

D – POR OUTRO LADO…
Não é exatamente “por outro lado”, mas “do outro lado” da rua… há um hotel des-lum-bran-te atualmente chamado DAYÕ HOTEL, Ex ORIXÁS DAS ARTES, exatamente o oposto da Pousada Vira Sol.

Com muito engenho e arte o proprietário transformou o rústico em luxo, cercando o hotel com esculturas magníficas – que às vezes surgem em meio à mata nativa onde se situa -, quadros e livros; objetos de decoração de gosto requintado estão por toda parte.
Comenta-se na vizinhança que as peças de madeira destinadas às esculturas eram imensas: chegaram em caminhões e foram esculpidas no próprio local em que estão expostas. Essa medida evitou qualquer dano no transporte das esculturas caso estivessem  prontas.

O projeto paisagístico é outro deslumbramento: um oásis saído de algum cenário de filme americano. Ou teria saído de uma história das Mil e Uma Noites? Não importa. É lindo e está ali ao vivo e em cores para quem quiser se deslumbrar. A pousada/hotel está aberta à visitação.
São 20 suítes cujos preços de diária variavam entre R$680,00 e R$1.950,00 reais na época, batizadas com nomes de Orixás. A decoração dos quartos remete o hóspede a Bali; ou à Índia? Ou talvez…. à Tailândia? Também não importa. São magníficas e quem pernoita no ex ORIXÁS DAS ARTES nem precisa sonhar; cada aposento do hotel propicia ao hóspede a faculdade de sonhar acordado.
O hotel oferece passeios e excursões pelas cercanias e suporte (instrutor e equipamentos) para quem pratica Windsurf ou Kitesurf.
O restaurante acompanha a decoração do hotel e fica em frente à praia.
Para viver esse sonho o endereço é Avenida Beira Mar, 574, Flecheiras, CEP 62690-000, Brasil, Trairi.

JERICOACOARA CADA VEZ MAIS PRÓXIMA

Dia seguinte saímos novamente às 8.30 h em direção à Jeri passando por outra praia muito procurada do município de Trairi: Mundaú.
Essa localidade também possui algumas atrações além da prática de wind e kitesurf, os mais procurados. Há trilhas leves, moderadas e radicais que poderão ser efetuadas a pé, de bicicleta ou a cavalo; sandboard, passeio de catamarã pelo rio Mundaú e de buggy pelas dunas também são opções.
Pela CE 085 a viagem dura cerca de 2 horas de Fortaleza até Mundaú.
Não tenho indicações de hotel e restaurantes, pois até o momento não tive oportunidade de pernoitar na localidade. Uma consulta ao site http://www.mundau.com.br e ao http://www.hotelinsite.com.br ajudam bastante para quem tiver intensões de se estender um pouco mais nessa paisagem.
Após Mundaú, as praias mais conhecidas são: Baleia, Almofala e Preá.

PREÁ
fica no município de Cruz, distante de Jericoacoara curtos 13 km.
Os ventos são fortes e, por isso mesmo é uma das praias mais procuradas no Nordeste por quem pratica esportes dependentes do vento.
É conhecida internacionalmente pelos amantes de kitesurf, que a frequentam durante todo o ano.
Preá já possui pousadas confortáveis com boa infraestrutura; para quem chega com o objetivo de praticar o referido esporte, o ideal é hospedar-se em uma pousada que tenha um instrutor e/ou alugue equipamentos. Entre julho e janeiro a praia fica totalmente invadida por velejadores.
Há um restaurante rústico cujo piso era a própria areia da praia – essa casa era tudo de bom; culinária simples, mas sem concorrentes: o AZUL DO MAR era parada obrigatória.
Digo era porque sofreu uma grande reforma e agora conta com dois andares – ampliou seus domínios. Será que aquele peixe delicioso continua o mesmo?

 🤔  Hum…, sei não.

JERICOACOARA
O período mais sereno para curtir o vilarejo é entre o fim do Carnaval e o início de julho. Março e abril são meses chuvosos. Ainda bem, pois enchem algumas lagoas que ficam totalmente secas no segundo semestre. O fundo da DUNA DO FUNIL (próxima a Tatajuba) por exemplo, transforma-se em pasto. Só mesmo vendo para acreditar.
Se você estiver viajando em carro de passeio, convém deixá-lo estacionado em Jijoca. Tanto de Preá quanto de Jijoca, chegar à Jericoacoara em veículo de passeio é um grande risco. Apenas os veículos com tração nas quatro rodas (4×4) têm condições de navegabilidade por esses atoleiros. Além do mais, Jeri dispensa automóveis de passeio. Tudo é muito próximo no vilarejo: anda-se a pé (sandálias de borracha são as ideais), de buggy – o mais comum – ou jardineira. O luxo fica para quem alugar um 4×4.

DIVERTIMENTOS
Não faltam em Jeri.

1 – A DUNA DO POR DO SOL
Constitui um ritual para quem ainda não conhece Jericoacoara. Além de cartão postal, é o camarote de onde os calouros e alguns catedráticos em Jeri assistem ao por do Sol. A subida é cansativa; e para facilitar essa escalada há cavalos que poderão ser alugados e tornar esse encontro com a duna bem mais fácil.

2 – LAGOA DA TORTA ou TATAJUBA
Essa lagoa fica no município de Camocim a 87 km de Jericoacoara, de acordo com números do Guia 4 Rodas.
Cumpre-me lembrar mais uma vez de que carros de passeio não circulam por esses lugares. Bugues e outros veículos mais possantes (4×4) são os apropriados para cobrir esses percursos.
Em Jericoacoara utilizei os serviços do Airton Albuquerque que não poupou esforços em nos mostrar o que Jeri e arredores têm de mais bonito. Ano passado (out/2009) contratamos um bugueiro de nome Didi. Muito educado, simpático, mas quando lhe perguntamos a respeito da Lagoa Azul, afirmou que devido às chuvas fortes do período, as Lagoas Azul e Paraíso haviam se transformado em uma só lagoa… e ainda por cima levou-nos para um ponto da Lagoa Paraíso que não podia ser mais sem graça.
Airton, não; fez questão de nos levar até a Lagoa Azul – belíssima – e ainda nos levou a um ponto paradisíaco da Lagoa do Paraíso onde almoçamos um peixe grelhado excelente. Seu telefone é (88) 9947.7716 e (88 )8851.3984). Airton também é conhecido pelo apelido de Picolys, batizado assim por italianos devido a sua baixa estatura.
A Lagoa da Torta é de águas limpas, cristalinas, em tom esverdeado. Há restaurantes em seu redor que servem o almoço em mesas colocadas dentro d’água se assim o freguês desejar. Há redes esticadas também dentro d’água, o que torna mais aprazível ainda tomar aquela cervejinha gelada. É curtir a paisagem e agradecer a Deus por esse momento lindo. Antes da chegada à lagoa, há uma parada na barraca de D. Delmira em Nova Tatajuba para quem quiser se refrescar tomando uma água de côco gelada. D. Delmira tem muitas história para contar, principalmente a que diz respeito ao soterramento da antiga comunidade pelas dunas e o nascimento da Nova Tatajuba. Além dessa história há outras que conta a respeito de uma aparição na época em que as casas estavam sendo tragadas pela areia.
Outra parada é na Duna do Funil, nas proximidades da Lagoa. Trata-se de uma duna com formato desse objeto cuja profundidade é espantosa.
O passeio à Lagoa da Tatajuba pode durar um dia inteiro, pois os bugueiros ficam à disposição de quem os contrata.

3 – LAGOA AZUL, do CORAÇÃO e PARAÍSO.
O passeio à Lagoa Azul inclui uma travessia de jangada até um banco de areia, onde há um bar/restaurante à disposição. A cor de suas águas impressiona pela cor; tem-se a impressão de que foi tingida por anil. Linda! Dali, a direção é a Lagoa do Paraíso. Ailton, com sua boa vontade é que nos levou até a Lagoa do Coração, cujas águas são de um tom de verde também belíssimo. Essa variação de tonalidades das águas das lagoas é muito interessante pelo fato de estarem próximas e com características tão díspares.

4 – PASSEIO PARA CONHECER CAVALO MARINHO e CARANGUEJO VERMELHO – FURADA!
Não caiam nessa porque é uma “tremenda canoa furada” como dizem popularmente. No caminho para a Lagoa da Torta, os bugueiros fazem uma parada em um braço de rio onde o turista é convidado a embarcar em uma canoa para conhecer os ditos animais. Os cavalos-marinhos são pescados nas margens e colocados em garrafas pet cortadas. Esses pedaços de garrafa então são passados de mão em mão a fim de que os cavalos marinhos sejam apreciados e, logo depois, devolvidos a seu habitat. Quanto aos caranguejos, por serem mais abundantes, são vistos da própria canoa sem que sejam molestados pelos remadores. A curiosidade custa R$10,00 por pessoa. Não recomendo.

5 – PEDRA FURADA. Esta, NÃO é FURADA! Isto é: a pedra, sim.
Acompanhe o movimento da maré e, na vazante, faça uma bela caminhada pela beira da Praia da Malhada até a Pedra Furada.
A caminhada é de aproximadamente dois quilômetros e, em pouquíssimos trechos será inevitável passar por cima de pedras. Entretanto, nada que dificulte o prazer da caminhada, que vale muito à pena. Na volta, faça o caminho por cima do morro. Na maré baixa, o mar deixa piscinas naturais ao longo de toda a praia. Algumas têm boa profundidade e suportam até três pessoas em seu interior, tal sua dimensão. É um passeio muito bonito e aprazível além de ajudar a manter a forma pelo exercício que se faz. Na chegada à Pedra Furada há pessoas vendendo água de côco gelada. Portanto, não se esqueça de levar algum trocado.

RESTAURANTES em JERICOACOARA

1 – O CARCARÁFica na rua do Forró, 530 (88) – Telefone(88) 99773-0513.
Funciona de 2ª a sáb de 12h às 23h; dom. de 16h às 23h. O cardápio é variado e a comida é bem saborosa. Ambiente aconchegante.

2 – NA CASA DELA– Localizado na rua Principal, 20, bem no Centrinho de Jeri. (88) (88) 99717-8649.
Funciona de 2ª a sábado de 18.30h às 0h. Fecha nos meses de maio e junho. Culinária simples e saborosa. O chão é de areia, combinando com as ruas de Jeri. Tudo bem simples e de muito bom gosto. O artesanato está em toda parte: desde a capa do cardápio até a forma como são servidos os brigadeiros, em embalagens de ovo; aquelas mesmas, de papelão, feitas com material reciclado. O restaurante possui uma loja de artesanatos.

3 – O TAMARINDO – Ao lado do ex Hotel Mosquito Blue – atual My Blue Hotel, na rua Ismael, s/n, fica esse restaurante inaugurado recentemente. Sua culinária é mais requintada, os pratos são bem elaborados. O ambiente é aconchegante e decorado com originalidade. A mistura do rústico com detalhes modernos conferem um toque diferenciado ao lugar. O atendimento não poderia ser melhor: as jovens são super simpáticas e estão constantemente recebendo a clientela com um largo sorriso. Há uma parte ao ar livre com longas mesas de madeira em formato de ondas e outra coberta, igualmente charmosa.

4 – O LEONARDO DA VINCI – Está sempre lotado, mas vale à pena esperar para saborear o risoto de lagosta, por exemplo, um presente dos deuses. Para quem estiver com saudade da carne vermelha, pode pedir que o restaurante também capricha: é bem gostosa. Fica na rua Principal, 40, bem pertinho do Na Casa Dela. Tel: 88 – 3669.2222  e (88) 99911-8080. Fecha de abril a junho. Horário de funcionamento: De 18.00 h à 0 h.
O restaurante é recomendado pela revista Quatro Rodas; faz sucesso em Jericoacoara por sua culinária contemporânea, preços convidativos e pratos bem servidos.
O chef se dá ao luxo de usar ingredientes importados da Itália; a carta de vinhos – incluindo champagne – é variada e apresenta rótulos conhecidos por sua qualidade.

PARTINDO PARA O DELTA DO PARNAÍBA

A saída de Jericoacoara para o Delta é em direção a Camocim, município onde se encontra a Lagoa Tatajuba; mais uma vez fizemos uma corrida em 4×4 pela beira do mar, só que dessa vez como despedida de Jeri.
De Camocim até o Parnaíba são 125 km que fizemos pela estrada CE 202 até Barroquinha; nessa localidade trafegamos pela BR 402 até nosso destino.
Parnaíba é uma bonita cidade que não tivemos tempo de explorar devido à nossa pressa em chegar a Barreirinhas.
Pegamos um barco no Porto dos Tatus que nos custou R$200,00 para 4 passageiros e lá fomos nós Parnaíba abaixo com nosso guia de nome Estácio, um jovem profundamente conhecedor daquelas águas que, por sinal, estavam um pouco agitadas naquele dia.
Para almoço paramos na Ilha das Canárias na CASA DE CABOCLO (pousada e restaurante) e comemos o peixe mais delicioso de nossas vidas. Após aguardarmos alguns minutos, chegou o pescador com dois amarrados de peixes que, rapidamente limpos, já estavam fritinhos em nossos pratos. Melhor que isso, impossível.
Passeamos um pouco mais pelo rio e retornamos ao centro de Parnaíba onde nos hospedamos na Pousada dos Ventos, no bairro de Fátima.
Essa pousada fica na Av. São Sebastião, 2586 (Tels: (86) 3323.2555 e 2556. Site: http://www.pousadadosventos.com.br.), em uma chácara com piscina. O café da manhã e o serviço de restaurante são fartos e variados.

NÃO CAIA NESSA!

Nosso erro foi ter optado pelas acomodações mais simples, levando em conta o fato de que dormiríamos apenas uma noite.

Os quartos são muito pequenos, desconfortáveis, mal conservados e os banheiros menores ainda.

Para se ter uma idéia, todas as vezes que chuveiro era aberto, molhava o minúsculo espaço e a água vazava para o quarto. O vaso sanitário fica, praticamente, embaixo do chuveiro. O ar condicionado funcionou precariamente e era muito barulhento. Para completar o cenário, essas literais INCOMODAÇÕES (e não “acomodações), ficam acima de uma lavanderia de onde sai, permanentemente, um bafo quente em um corredor externo que serve de entrada para os quartos.

Não bisbilhotei as acomodações dos edifícios mais próximos à recepção, mas… pelo que enfrentamos naqueles cubículos, qualquer coisa melhorzinha já está de bom tamanho.

O preço cobrado por esse desconforto foi absurdo em 2011 : R$95,00 o quarto duplo e R$70,00 o individual! NÃO RECOMENDO esse tipo de apartamento nem para guardar a mala.

BARREIRINHAS À VISTA

Dia seguinte continuamos nossa jornada até Barreirinhas passando por Caburé, onde nos encontramos com amigas que saíram daquela cidade e desceram o rio Preguiças para nos buscar na Pousada Porto Buriti (www,pousadaportoburiti.com.br) – Tel: (98) 9984.0028), muitíssimo bem localizada na foz do rio com a Praia de Caburé.
Nessa localidade havia dois restaurantes; tivemos indicações para almoçarmos no da pousada, mas acabamos optando pelo outro por estar mais animado: um violonista tocando boas músicas, coisa e tal … mas… ,deixou a desejar em tudo, inclusive em atendimento.

Mais tarde subimos o rio e paramos em uma localidade chamada Mandacaru, cuja atração principal trata-se de um farol situado em Reserva da Marinha.
Não tivemos coragem para subir mais de 160 degraus, apesar de estarmos informados de que a vista lá de cima é um prêmio pelo cansaço da subida.
Fora isso, algumas casas vendendo artesanato em palha compõem o cenário; uma sorveteria na entrada da Reserva – e diga-se de passagem, muito bem situada – substitui um oásis até mesmo para quem não escalou o farol.
Voltamos ao barco e prosseguimos a navegação até uma barraca situada na beira do rio em local chamado Vassouras, onde vendem cerveja, refrigerantes, água de côco, etc. Essa parada não vale nem a água de côco fresquinha.
A principal atração local são uns macacos que os proprietários da barraca cansam de chamar (cada um tem um nome), mas os animais, avessos à  obediência, não dão as caras.
Na próxima vez, VASSOURAS será, literalmente, varrida do meu roteiro.

BARREIRINHAS

Nosso transfer em lancha de Caburé a Barreirinhas ficou a cargo da SÃO PAULO TURISMOhttp://www.turismospt.com.br – na rua Antonio Dias, nº 3, no Centro da cidade. Tels: (98) 3349.0079; (98) 9112.0021 e (98)9149.4666 + (98) 8837.2530, números da Sra. Maria José.
Agora, final do ano de 2017, procurei pela empresa e não a encontrei.

A sra. Cássia e sua mãe Maria José estão à frente da São Paulo Ecoturismo; a empresa faz OS CIRCUITOSLagoa Azul (incluindo outras lagoas no passeio), Lagoa Bonita (também inclui outras lagoas nesse circuito), Praia de Caburé, Flutuação no Rio Cardosa (IM-PER-DÍ-VEL), Atins, Santo Amaro, City Tour em São Luiz, Rota Das Emoções (Lençóis-Delta e Jeri), além de roteiros personalizados.
Os passeios que fizemos pelas dunas (dois dias) e a flutuação no rio Cardosa ficaram por sua conta.

MAS, COMO O QUE NÃO FALTA em BARREIRINHAS é AGÊNCIA de TURISMO…

Agora, a maior das aventuras ficou a cargo da TROPICAL ADVENTURE, em quadriciclo. IM-PER-DÍ-VEL!!!

Av. 31 de Março, 15, Posto Leal, sala 1, Centro
Barreirinhas-Ma – Brasil Cep: 65590-000
Telefone: *55 98 3349-1987
OI: *55 98 98705-0311
VIVO: *55 98 99194-4325 / 991399749
TIM: *55 98 98122-1010 / 98203-7575 / 98162-1211

O PERCURSO era! de Barreirinhas até Atins pelas dunas e durava quatro horas (ida e volta sem contar a parada para almoço) só em viagem na mais emocionante aventura. Um balé cuja coreografia é definida pelas dunas, uma emoção sem precedentes em um oásis quase infinito de água e areia até onde a vista pode alcançar.
Ao sermos apresentados a nossos guias – um em especial de aparência muito frágil e de apenas 14 anos – sentimo-nos inseguros. Sabíamos que a viagem era longa e desconhecíamos o cenário magnífico que nos esperava. Quase desistimos!
Aquele velho erro de julgar pelas aparências foi uma lição para todos nós: além de os meninos nos ofereceram muita segurança, ofereceram um espetáculo de habilidade em seus quadriciclos e em conhecimento de navegação inigualáveis.
Imaginem uma viagem de quatro horas pelas dunas, sem nenhum aparelho que pudesse orientá-los!!! Nenhum GPS, nenhum mapa e nenhuma bússola foram usados. Que dirá celular!!! Fomos guiados pela experiência desses jovens corajosos (Mailon, Leonardo, Nonato – o guia mestre – e Levy, o guia de 14 anos) a quem registro aqui nosso agradecimento pelo profissionalismo e por terem nos guiado em um dos momentos mais bonitos e emocionantes de nossas vidas.  Quem nos convenceu de que essa aventura seria IMPERDÍVEL! foi Sr. Alfonso, proprietário da Tropical. A ele também fica nosso agradecimento e nosso reconhecimento pelo conselho.

Um lembrete: LAGOA BONITA. A subida da duna para se chegar à Lagoa Bonita é tão íngreme e cansativa que há uma corda para auxiliar na escalada. Todo cuidado é pouco para quem tem problema de saúde e não pode fazer esforço. Subi lentamente fazendo muitas paradas e, mesmo assim, cheguei ao topo com o coração batendo fortemente, quase saindo pela boca.

A compensação é a paisagem que se vislumbra na chegada. Coisa de louco! Lá em cima, a caminhada não é tão pesada quanto a do Circuito da Lagoa da Preguiça, da Esmeralda e outras. Passa-se de uma lagoa a outra com facilidade.

Há de se ficar atento! Não se tratam de passeios que qualquer pessoa possa fazer dado o grau de dificuldade nas subidas das dunas e nas caminhadas à beira das lagoas. E isso, nenhuma empresa de turismo previne.

O QUE FAZER À NOITE?

À noite todos se reúnem no cais da cidade, onde tudo acontece. O local é maravilhoso, de excelente astral, ponto de encontro da alegria, dos risos, de reunião dos grupos que contam as novidades vividas em cada dia, das paqueras, das trocas de emails, telefones e endereços.

O cais de Barreirinhas é uma festa todas as noites; o point é no Barlavento, o melhor restaurante da cidade. A pizza, assada em forno à lenha, é deliciosa.
A cidade conta com muitas pousadas pois o número de turistas aumenta a cada ano; algumas são de categoria superior surpreendentemente belas.
Com referência à algumas pousadas estabelecidas na beira do Rio Preguiças há um inconveniente a que seus hóspedes não podem fugir: o “ultimo barco” parte de um local bem distante do cais, em torno de 22.30 h; ou seja, no melhor da festa o hóspede tem que retornar à pousada. Um exemplo desse esquema é a Pousada Sossego do Cantinho.
Hospedar-se na cidade é bem melhor porque volta-se para a pousada na hora em que bem se entender. A POUSADA D’AREIA é excelente! Por ficar em frente a uma duna no Centro de Barreirinhas recebeu esse nome. Basta atravessá-la para encontrar uma praia do outro lado. Simples e maravilhoso assim.

Os quartos são amplos, os colchões bem confortáveis. Serve um café da manhã muito bom em companhia do proprietário, Sr. Luiz, que faz questão de trazer todos os dias umas torradas quentinhas para o café. Ele e sua mulher, Sra. Catarina, estão à frente da pousada. Em agosto de 2010 Sr. Luiz inaugurou um prédio ao lado do existente e ampliou sua pousada.
Após quatro noites de permanência na cidade rumamos para SÃO LUIZ.
Barreirinhas ficou para trás e deixou muita saudade. Foi a cidade que completou a ROTA DAS EMOÇÕES, levando em conta que a iniciamos em JERICOACOARA.

PARTIDA PARA SÃO LUIZ:
Fomos de taxi para São Luiz por intermédio do sr. Jorge Arruda (tels: (98)3269.4008 e (98)9969.4544). O serviço deixou a desejar pelos seguintes fatos: éramos 6 pessoas com malas e algumas bolsas. O carro, um Fiat modelo Doblô, não foi suficiente para nos transportar confortavelmente e o melhor jeito foi amarrar as malas no bagageiro em cima do carro.

O motorista apesar de educado e simpático deixou nossas malas sem a menor proteção, à mercê da poeira barrenta e do Sol. Só amarrou uma lona por cima de nossas bagagens porque pedimos; do contrário, nossas malas chegariam a São Luiz em petição de miséria -alguns trechos da estrada na saída de Barreirinhas para São Luiz têm muita poeira.

Além de dirigir mal e fazer manobras de ultrapassagens perigosas (uma das barbeiragens que fez nem percebeu), ainda havia dois telefones celulares que não paravam de tocar e ele não deixava de atender. Um perigo só. Ao chegarmos a S. Luiz telefonei para o Sr. Jorge Arruda, reclamando de seu mal comportamento ao volante. Portanto, serviço NÃO RECOMENDÁVEL!

SÃO LUIZ – 
Nesta cidade hospedamo-nos no Premier, um hotel que funciona nos mesmos moldes que o Íbis; inclusive no tocante ao esquema de café da manhã. O hotel não dispõe de mapa da cidade, tampouco a agência de turismo agregada ao Premier. A Internet está à disposição; mas, impressora? Nem pensar!
No hotel do outro lado da rua, categoria superior, também não havia mapas, nem a possibilidade de impressão de documentos.

Para imprimir nossos bilhetes aéreos tive que pegar um taxi, ir ao Centro – distante aproximadamente em 10 km do hotel Premier -, e procurar uma lan-house; encontrá-la, não foi tão fácil como imaginava. Diante do exposto, mais um alerta: leve seu mapa na bagagem se quiser encontrar mais facilmente os pontos turísticos que sejam de seu interesse. Senão … terá que perguntar muuiiiito.
O Centro Histórico é sempre recomendável apesar do péssimo estado de conservação. Uma lástima os governantes maranhenses deixarem ruir parte da História de nosso País. É nossa cultura perdendo para o descaso, para a falta de respeito à sua Memória. Prédios lindos em ruínas, “em adiantado estado de decomposição”, literalmente “tombados” pelo Patrimônio Histórico e Cultural.

A capital é exatamente o oposto de ALCÂNTARA, situada do outro lado da Baía de S. Marcos.
O lugar é um encanto: preservado, limpo, pacato, uma graça!. Há restaurantes que servem comida boa a serem considerados. No desembarque, meninos cercam os visitantes e oferecem o que o “seu restaurante” tem de melhor.

Muito bem estudado e sem perder uma letra, o cardápio flui com muita rapidez nos discursos sem atropelos desses pequenos. Toda atenção é pouca para não acabar comendo gato (e olhe que são muitos nos restaurantes de Alcântara) por lebre em algum lugar.
Contrate um guia – certamente haverá muitos deles aguardando as embarcações – e conheça a História do lugar. Vale à pena.

Outro aviso: não se comprometa com nenhum guia no cais de São Luiz. Espere para chegar a Alcântara para não correr o risco de cair em alguma esparrela com essa história. Chegamos a acreditar em um mentiroso que atravessou conosco no catamarã, mas, logo após nosso desembarque em Alcântara, descobrimos que tratava-se de um farsante. Não sabia nada, nem guia turístico era.

A viagem em catamarã é demorada, barulhenta e muitos enjoam. Consultar os horários de saída das embarcações maiores é fundamental. Esses horários variam muito devido ao movimento das marés que, ao baixarem, deixam o fundo da Baía à mostra e aí o embarque/desembarque é transferido para outro lugar.

Na Praia da Ponta d’Areia há outro cais. Vale também consultar os horários de saída de Alcântara. No dia em que a visitamos, saímos do Cais da Praia Grande ás 9.30 h da manhã e tivemos que retornar em uma embarcação da Aeronáutica às 14.00 h. Não houve tempo para conhecermos os pontos históricos e  nem para almoçarmos tranquilamente. Tudo ficou muito corrido. Por isso, acertar esses horários é de suma importância.
Os locais são os seguintes: Terminal Hidroviário da Praia Grande. Tel: (98) 3232.0692 – Rampa Campos Melo, s/n; no mesmo cais, há os serviços: DIAMANTINA e o BAHIA STAR que oferecem embarcações com ar refrigerado, serviço de bordo, TV e vista panorâmica, com dois horários de saída de São Luiz para Alcântara: um às 7.00 h e outro às 9.30. Para retornar à capital, também são dois horários: 8.30 h e 16.00 h. Demos uma bobeada, não consultamos essas opções e ficamos na saudade. Para os interessados é bom consultar o site http://www.turismo.ma.gov.br.
Ainda em São Luiz, uma visita à Catedral, à Fonte do Ribeirão, ao mercado Casa das Tulhas na rua da Estrela, à Prefeitura e ao Palácio do Governo, são interessantes.
(FIM)

Post editado em 28/03/2011 10:14:34 e
atualizado em 22/12/2017 18.41 h.

 

Seu comentário será bem-vindo!

BRASIL, SC, FLORIANÓPOLIS – Praça XV de Novembro – Figueira Centenária.


IMAGEM DESTACADA: A maior atração da Ilha de Florianópolis.

Quando falamos em Praça XV de Novembro, a primeira imagem que nos vem à mente não é, propriamente, a da praça; mas a da figueira centenária que deu nome até a um clube de futebol, o Figueirense.

Pouco se sabe a respeito de seu plantio, a não ser que a jovem foi transplantada em 1891 de um jardim em frente à Catedral, aos 20 anos de idade (repeteco da placa acima). Certamente quem a plantou deve estar em sua dimensão espiritual se sentindo o rei da cocada preta pelo importante feito. Nem plantador e nem aqueles que têm sido envolvidos no abraço de seus longos galhos, imaginariam que aquela jovem tão frágil pudesse se transformar um dia nesta gigantesca e respeitada senhora.

Ponto turístico de suma importância para a cidade, a Figueira (com letra maiúscula, sim senhor!), é palco para exposições de presépios, feira de artesanatos, manifestações políticas e culturais, além de ser um dos pontos de encontro da velha guarda, que revesa sua sombra com a marquise do Senadinho – famoso Café da Felipe Schmidt.

Foi o bandeirante Francisco Dias Velho, natural de Santos, SP, que fundou em 1675, neste local, a atual cidade de Florianópolis. Inicialmente, uma pequena igreja foi construída onde hoje está a Catedral, seguida de um povoado.

Após a morte trágica do bandeirante, por motivo de vingança, a ilha ficou abandonada. Foi elevada à condição de Freguesia em 1714 e à de vila em 1726. Os açorianos chegaram 20 anos mais tarde, em número expressivo…

Leia este interessante artigo clicando aqui.

OBS: Dê duplo clique em cada foto caso queira vê-la em tamanho maior.

Florianópolis - Dez 2014 (79) (800x600)
Patrimônio da cidade de Florianópolis.
Florianópolis - Dez 2014 (89) (800x600)
Vista parcial da Pça XV de Novembro.

Florianópolis - Dez 2014 (78) (800x600)

Florianópolis - Dez 2014 (77) (800x588)
A majestosa Figueira, vista da rua Felipe Schmidt.
Florianópolis - Dez 2014 (85) (800x600)
Presépio artesanal montado na Pça XV.
Florianópolis - Dez 2014 (86) (800x600)
Ainda o presépio.
Florianópolis - Dez 2014 (87) (800x600)
Legumes e verduras em lugar dos tradicionais presentes ofertados ao Menino compõem o presépio, além da introdução de personagens regionais.
Florianópolis - Dez 2014 (76) (800x600)
SENADINHO – O ponto de encontro “filial” da Figueira.
Florianópolis - Dez 2014 (82) (800x596)
Camisetas de qualidade são customizadas pelo belíssimo trabalho do artesão Paulo, que expõe suas peças embaixo da Figueira.
Florianópolis - Dez 2014 (83) (800x600)
Lindos bordados ornam decotes das camisetas citadas acima.
Florianópolis - Dez 2014 (84) (800x600)
Customização de camisetas que Paulo, o artista, executa com muito amor e criatividade.

 VAI VIAJAR ISTEPO MAIOR cópia

BRASIL, SC: Florianópolis – Caieira da Barra do Sul – Paraíso das Ostras.


IMAGEM DESTACADAFazenda Marinha Paraí­so das Ostras • ROD. Baldicero Filomeno, 20600 • Caieira da Barra do Sul • CEP 88064-002 • Florianópolis/SC - Fone 48 9961.5050 • 8408.5309 • Email: contato@paraisodasostras.com

Ônibus – Descer no ponto final da linha 561 – Caieira da Barra do Sul – e andar em direção ao final da ilha.

Obs.: A fazenda de vieiras e ostras fica um pouco mais adiante da entrada da trilha para Naufragados e é o local de embarque para quem deseja chegar à Praia de Naufragados por barco.

A escolha do nome da empresa não poderia ser mais feliz: o paraíso não é apenas das ostras e vieiras, mas para quem vive na fazenda. As fotos nos dão uma idéia da maravilha do lugar, principalmente esta do destaque, a sede da fazenda marinha. Continuar lendo BRASIL, SC: Florianópolis – Caieira da Barra do Sul – Paraíso das Ostras.

22/01/2015 – Rancho Português Rio – Grande Decepção.


Endereço: Alberto de Campos esquina de Maria Quitéria, na Lagoa Rodrigo de Freitas.
Rua Maria Quitéria, 136 – Ipanema, Rio de Janeiro – RJ, 22410-040
(21) 2522-1159

Decepcionante restaurante português recém inaugurado (ocupou o lugar da Pizzaria La Forneria) no Rio de Janeiro.

O couvert apresentado foi o mais tradicional possível: azeitonas pretas, sardela, manteiga e queijo. A cesta de pães apresentada, sim; era variada. Os dois pãezinhos que saboreei eram deliciosos, justiça seja feita.

Como entrada, pedimos apenas uma porção de bolinhos de bacalhau. Éramos quatro pessoas e nos trouxeram sete unidades. Ou seja, em divisão equitativa, obviamente, um de nós ficou sem um bolinho. Até aí – trocadilho à parte -, o bolinho de menos não foi nada demais, apesar de o sabor não ter sido do agrado de todos.

A decepção mesmo veio logo na primeira garfada quando experimentei o arroz de polvo. Para início de conversa, o o polvo ficou na cozinha. Em uma travessa transbordante de arroz e excessiva quantidade de molho de tomate – que acidificou demasiadamente o prato -, o chef deve ter colocado, no máximo, 20 cm de tentáculo. Obviamente, cortado em pedaços para dar aquela impressão de fartura. Desequilíbrio escandaloso entre a quantidade do cereal, o molho de tomates e a porção do octópode. Catei os minguados nacos de polvo e tive que me dar por satisfeita.

O maitre, ao perceber minha insatisfação com o prato, perguntou minha opinião e pediu licença para me servir um pouco do Bacalhau à moda do Bráz. De nada adiantou, na verdade, porque o estrago já havia sido feito na cozinha.

O outro prato igualmente decepcionante foi o Arroz de Tamboril. Não trocaram nem o cenário: o mesmo arroz carregado no molho de tomate, dois camarões grandes para fazer figuração, aproximadamente 10 anéis finíssimos de lula – mais ou menos do diâmetro de uma aliança – e o tamboril, que seria a estrela da peça, lembrou-me Tim Maia – por pouco, não aparecia: 4 pedaços. Ou seja, pura enganação. Em Arroz de Tamboril que se preze, não há camarões e muito menos lula!

E o terceiro prato, Bacalhau ao Bráz, apesar de camuflado entre cebolas, temperos verdes e batata palha, não estava mau.

Tomei um suco de manga e uma garrafinha de água mineral. Os demais amigos consumiram 6 cervejas Long Neck e 2 garrafinhas de água. De sobremesa, pedimos um Rocambole de Laranja, um Pudim, dois Pastéis de Natas ( Desde 1837, só aos doces fabricados na Fábrica de Pastéis de Belém, é permitida a denominação “Pastéis de Belém”. Aos demais fabricados em outras localidades, mesmo semelhantes, não lhes é dado o direito de utilizar este nome, mas Pastéis de Nata) e para fechar o desgosto, 3 cafés.

E como tudo na vida tem um preço, o de nossa decepção custou-nos R$669,00 (seiscentos e sessenta e nove reais) – preço de 2015! Pratos mal elaborados, desonestos e serviço antiético – muito apressado para meu gosto, dando-me a nítida impressão de que estávamos sendo enxotados – mal acabávamos de comer, retiravam nossos pratos. Além do mais, o funcionário que cobrou a conta – pagamos em cartão de crédito – tentou retirar a máquina da mão de minha amiga antes da aprovação da operação. Não era à toa que o restaurante estava vazio. NÃO RECOMENDO!

O que salva então? A cesta de pães, a apresentação da ementa, as tradicionais sobremesas e a decoração da Casa.

DSCN0423 (800x598)
Ambiente decorado com muito bom gosto.
DSCN0424 (640x470)
Salão bem espaçoso. Ao fundo, o bar.
DSCN0426 (800x595)
Um pia ao fundo, para quem não quiser subir para lavar as mãos.
DSCN0427 (800x594)
Acesso ao segundo andar.
DSCN0429 (800x600)
A paisagem ao fundo – Lagoa Rodrigo de Freitas.
DSCN0434 (511x800)
O requinte da apresentação do cardápio.
DSCN0437 (407x800)
Apresentação dos pratos emoldurada por desenhos que copiam os de azulejos portugueses. Impressiona. Mas…
DSCN0438 (800x600)
Detalhes da ementa.
DSCN0432 (800x600) (2)
O couvert tradicional, sem criatividade e a porção de bolinhos…
DSCN0439 (800x600)
O Arroz de Polvo, antes da primeira e decepcionante garfada.
DSCN0440 (800x600)
Abundâncias de arroz e molho de tomate – acidez demasiada. Escassez de polvo.
DSCN0441 (800x495)
O Arroz de Tamboril + dois camarões + anéis de lula. Excessiva quantidades de arroz e molho de tomate. Enganação!
DSCN0442 (800x600)
Bacalhau ao Bráz.
DSCN0444 (800x600)
Rocambole de laranja. Bom.
DSCN0446 (800x600)
Andar superior do restaurante.

DSCN0448 (800x600)

DSCN0449 (800x598)
Ainda a parte superior do restaurante.

DSCN0450 (800x598)

DSCN0455 (800x600)
Ainda um pouco da decoração da parte superior do restaurante.
DSCN0458 (800x600)
Parte inferior, à direita de quem entra.
DSCN0457 (800x600)
Sobremesas portuguesas diversas.
DSCN0464 (443x800)
E o valor da decepção…

RIBEIRÃO DA ILHA OSTRADAMUS (Restaurante) e TENS TEMPO? (Cafeteria)


IMAGEM EM DESTAQUE: Trabalho de Azulejaria executado pelo artista Jesus Fernandes.

Como Chegar de Carro: do Centro de Florianópolis, pegar a SC – 405.

Como Chegar de Ônibus: Há duas paradas de ônibus no centro de Florianópolis, próximos à Praça XV. Os ônibus de números 561 e 4124 (o amarelinho) passam pelo Ribeirão. O ponto final é na Caieira da Barra do sul, de onde partem barcos e começa a trilha para Naufragados.

Muitos vão ao Ostradamus por já conhecê-lo de nome e nem desconfiam em que bairro fica o endereço –Ribeirão da Ilha.  Refiro-me àqueles que chegam em ônibus de turismo ou que são convidados por amigos para conhecer o restaurante.

Continuar lendo RIBEIRÃO DA ILHA OSTRADAMUS (Restaurante) e TENS TEMPO? (Cafeteria)

BRASIL, SC – FLORIANÓPOLIS: Caieira da Barra do Sul – Como Chegar a Naufragados Pela Trilha.


Como chegar: do Centro de Florianópolis pegar a SC – 405. É o mesmo caminho que leva ao Ribeirão e ao Aeroporto.
Dista 40 km do Centro da cidade.

Naufragados, acessível apenas por barco ou trilha, deve-se este intrigante nome devido à naufrágios de barcos portugueses próximos à praia de mesmo nome.

UM POUCO DE HISTÓRIA NÃO FAZ MAL A NINGUÉM – e quem nos ensina é Mário Costa Júnior, pesquisador do Guia Floripa que você poderá consultar clicando aqui.

Francisco Dias Velho foi um Bandeirante Português vindo da Capitania de São Vicente, atual São Paulo. Foi na região central que ele desembarcou pela primeira vez, fundando o povoado de Nossa Senhora do Desterro e solicitando a construção de uma capela no local onde hoje se encontra a Catedral Metropolitana de Florianópolis.

Em meados do século XVIII, a corte portuguesa determinou que a Ilha de Santa Catarina fosse colonizada para garantir sua posse. Os escolhidos para essa empreitada foram os habitantes do Arquipélago dos Açores, que sofriam com terremotos e superpopulação. Eles vieram entre 1748 e 1756 e foram assentados em microrregiões afastadas, cada qual com administração, igreja e polícia próprias, denominadas de Freguesias.

Talvez por isso que o texto da Wikipedia faça distinção entre os Portugueses Açorianos e os Portugueses vindos de São Paulo”.

No guia Floripa, Mário Costa Jr. também pesquisou que duas embarcações de médio porte, procedentes dos Açores, traziam 250 colonos cujo destino seria o Rio Grande do Sul. Neste trecho, as embarcações foram a pique, salvando-se apenas 77 pessoas que se dispersaram entre a Ilha, Laguna e o Rio Grande do Sul. Leia mais um pouco a respeito do assunto – clique aqui.

Mário Costa Jr. ainda coloca a nossa disposição os links seguintes:

“Clique nos links para encontrar mais informações sobre o Ribeirão da Ilha, Lagoa da Conceição e Santo Antônio de Lisboa:
Convido a conhecer a história dos principais bairros de Florianópolis, clicando aqui.

Melhor, impossível!

*************************

A TRILHA PARA NAUFRAGADOS 

começa na localidade chamada Caieira da Barra do Sul, bem depois do Centro do Ribeirão da Ilha.
O ponto final das linhas de ônibus 561 e do expresso 4124 (conhecido como amarelinho) – ambos Caieira da Barra do Sul – marca o início da trilha. A bem da verdade, não há como seguir adiante. Literalmente é o fim da linha, mesmo para quem usa outro meio de transporte.

Este final fica em um Largo, onde, de imediato, vê-se ofertas de passeios de barcos, indicações de estacionamentos e o início da trilha. Tudo bem organizado, não há como se perder.

Maiores informações a respeito de horários desta linha, dê outro clique aqui.

Naufragados (17)
561 – Caieira da Barra do Sul – uma das linhas de ônibus do Centro de Florianópolis a Naufragados. A outra é o popular “amarelinho”, linha 4124, que também parte do Centro.
DSCN0693 (800x600)
4124 – Caieira da Barra do Sul – o conhecido “amarelinho”.

Naufragados (1)

Ponto final dos ônibus que chegam à Caieira, onde começa a trilha para Naufragados.

Naufragados (14)
O ponto final do citado ônibus fica em um Largo onde logo podemos ver úteis informações.
Naufragados (15)
Os barcos saem de uma pequena praia próxima a este local e levam cerca de 15 minutos para chegar a Naufragados.
Naufragados (19)
Preços de estacionamento praticados em 02/01/2015.
Naufragados (20)
Uma boa sombra até que seria muito bem-vinda …
Naufragados (18)
Na temporada de Verão o movimento na trilha é grande e nem sempre os estacionamentos, apesar de espaçosos, comportam o número de automóveis.


Naufragados (23)

Naufragados (2) (640x449)
Á direita, no final desta rua, há uma placa. Ali começa a trilha de 3 km. para Naufragados.

Na postagem de 19/3/2015 – conto como eu e meu fiel escudeiro e companheirão de viagens conseguimos chegar à Naufragados.

VAI VIAJAR ISTEPO MAIOR cópia

BRASIL, Sta CATARINA, SC: Ribeirão da Ilha – Meu Bairro Predileto em Florianópolis.


Imagem em Destaque: casario colonial, uma das atrações do bairro.

COMO CHEGAR DE CARRO: Do Centro de Florianópolis, pegue a SC – 405 (Rio Tavares) e siga as indicações das placas.
O caminho inicial é o mesmo de quem vai para o Aeroporto Hercílio Luz.
DE ÔNIBUS: No Centro, pegar o 561 ou o 4124 (Amarelinho). Ambos com ponto final na Caieira da Barra do Sul.

É meu recanto favorito da Ilha de Santa Catarina. Chegar ao Ribeirão, para mim, é sempre como se fosse a primeira vez. E lhes confesso que foi paixão à primeira vista – paixão que já dura muitos anos. Lembro-me que ao chegar ao Ribeirão na primeira vez, nem bem havia caminhado meio quilômetro e já estava pensando com meus botões quando iria voltar. Continuar lendo BRASIL, Sta CATARINA, SC: Ribeirão da Ilha – Meu Bairro Predileto em Florianópolis.

BRASIL, Sta. CATARINA, SC: Tapera – Florianópolis. Como Chegar às Ilhas Maria Francisca e Laranjeiras.


Como Chegar: Para quem pretende chegar à Tapera e estiver PARTINDO do NORTE da ILHA, poderá acessar a SC – 405 seguida da Rodovia Aparício Ramos Cordeiro.
PARA QUEM ESTIVER VINDO DO SUL a direção é: Morro das Pedras, Rodovia Baldicero Filomeno e SC – 401.

TAPERA é uma localidade ao Sul da Ilha de Florianópolis próximo à Base Aérea.

O ar bucólico que ainda conserva em nada faz lembrar o agito do Centro de Florianópolis – do qual dista apenas 22,6 km – e muito menos os bairros badalados no Norte da Ilha.

Continuar lendo BRASIL, Sta. CATARINA, SC: Tapera – Florianópolis. Como Chegar às Ilhas Maria Francisca e Laranjeiras.

BRASIL, SC. FLORIANÓPOLIS: Hotel Majestic Palace.


IMAGEM DESTACADA: Hall do hotel.

Endereço: Av. Beira Mar Norte, 2746 – Centro ,Florianópolis, SC – CEP – 88015-702/Tel: (48) 3231-8000

Ao chegarmos ao hotel olhei logo para o relógio: faltava um minuto! para soar as “doze badaladas noturnas” tão temidas pelo Vampiro Brasileiro de Chico Anísio.
Mortos de fome e cansaço, a prioridade foi para o combustível que me mantém em pé – a comida. Felizmente a cozinha estava aberta 24 horas com menu à la carte servido no quarto. Melhor, impossível. O banho ficou prá depois, para relaxar.
Salvos mais pelos omeletes de camarão devorados à uma da manhã (meu estômago não sabe ver hora) do que pelo banho – verdade seja dita-, deitamo-nos após duas horas da manhã, felizes pelos camarões que havíamos acabado de comer e por termos conseguido chegar a Floripa depois de tanto atropelo – havíamos perdido o voo anterior, o nosso!
Agradeci a Deus por este momento lindo e desmaiei até o dia seguinte.

Ocupamos o quarto 1005 por oito noites.
Espaçoso, conta com uma bancada onde fica a TV de LCD e algumas guloseimas. Muito bons – o quarto e as guloseimas.
A bancada maior, de madeira, abriga local fechado para sapatos em um dos lados e no outro, o frigobar. Janelas antirruído e cortina curta com black-out. Camas largas com colchões e dois travesseiros confortáveis com alturas diferentes para cada uma delas – achei ótimo porque não costumo dormir em travesseiro alto.
Mesas laterais com abajures de pé e uma poltrona completam a decoração do quarto, além da bela vista para o mar – que acaba fazendo parte da composição do ambiente.

Qto. Standard H. Majestic. (800x590)
Parte do quarto 1005.
Acomodações Qto Standard H. Majestic (800x588)
Bancada – Sapateira, frigobar, gaveta escrivaninha e abertura para colocação de cobertores, colchas e assemelhados.

O banheiro também é amplo. Chuveiro de jato de água forte , também do jeito que gosto. Secador, interfone (necessário em um banheiro de hotel), e “material de limpeza” corporal.

Faço ressalva à uma toalha de rosto manchada e com pequeno furo. Nada me impede de me enxugar em uma toalha nestas condições, mas, para um hotel de categoria cinco estrelas fica difícil admitir esta falha, mesmo ocupando um apartamento standard.

Não há divertimento de qualquer natureza para as crianças apesar de espaços amplos e disponíveis. O hotel, segundo informações obtidas com uma funcionária, é executivo! (Hein?). Não entendi e acho que não preciso explicar.

Outro pormenor que chamou-me atenção foi um casal de Noéis em cima do balcão da recepção, única lembrança de que o Natal havia sido comemorado há exatos dois dias. Salvo opção religiosa do(s) proprietário(s), não consegui entender tanta singeleza em uma decoração natalina de um hotel cinco estrelas, mesmo para o padrão “executivo” do hotel (!?).

Hotel Majestic - 27.12.14. (800x600) (2)

Essa rigidez acabou me esclarecendo o porquê de a piscina ser pequena em relação à população que encontrei no hotel e o pouco espaço do deck.

Almoço Amaury e Goretti 18.dez.14 172 (800x600)

Falemos agora dos funcionários: gentis, simpáticos, receptivos e todos de muita boa vontade. Ressalto o atendimento da simpaticíssima senhora responsável pela arrumação dos quartos do 10º andar. Senti falta de uma vassourinha ou de um aspirador de pó que poderiam ter sido passados vez ou outra no chão do quarto, mas… fica para a próxima. Não passa de um pormenor diante de tanta cordialidade.

E quanto ao Marcelo Rodrigues, vizinho nos Ingleses, não encontro palavras que possam expressar sua gentileza, sua atenção tão especial com que nos brindava todas as manhãs na hora do café.

E por falar em café, diariamente o salão era ocupado por belos arranjos florais e uma infinidade de gostosuras à disposição dos hóspedes, distribuídos em várias mesas. Muita fartura e qualidade no serviço: embutidos, queijos, manteiga, geleias caseiras e industrializadas. Frutas, sucos, bolos, tortas, iogurtes de diversos sabores, água mineral, leite frio e quente, café, chás diversos.
Ovos mexidos e omeletes; panquecas! Salsichas ou linguicinhas em molho de tomate; bacon bem fritinho. Pães, biscoitos, cereais (flocos de milho, aveia, misturas), enfim… serviço perfeito sem um pormenor sequer, além de funcionários atentos, educados e simpáticos servindo-nos o tempo todo.
Entretanto, o almoço servido no mesmo espaço do café da manhã deixou muito a desejar. Prá compensar.

Do saguão do 10º andar vimos a soltura dos fogos da Avenida Beira-Mar Norte – excelente camarote, e ainda tive oportunidade de receber parentes no quarto do hotel sem o menor problema, bem como levar bebidas, salgados e doces sem ter que pagar a taxa de rolha – liberdade que não tem preço! O resto, a gente compra com aquele cartão de crédito…

Antesala Restaurante Hotel Majestic (800x590)
Hall dos elevadores do piso “E” onde é servido o café da manhã.
..Hotel Majestic.. (800x600)
Outro ângulo do mesmo hall.
.Hotel Majestic. (800x589)
Parte banheiro 1005.
Hotel Majestic.. (800x600)
Outro aspecto banheiro.

*****
Com toalha furada e tudo, valeu demais!

VAI VIAJAR ISTEPO MAIOR cópia