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BRASIL. RIO DE JANEIRO, RJ. PETRÓPOLIS – Museu Imperial em Companhia de Alex Brando.


IMAGEM EM DESTAQUE: Fachada do Museu Imperial

Foi com Alex Brando (leia-se Alex Tour Viagens) que visitamos o glamouroso Hotel Quitandinha e o Museu Imperial.
Foram duas visitas bem diferenciadas, bem marcantes, e ambas na mesma atraente e histórica cidade de Petrópolis. Popularmente falando, matamos dois coelhos com uma só cajadada.
Cada um desses monumentos deixou sua marca no tempo: um passado vivenciado por quem teve o privilégio de conviver nesses monumentos que alcançaram o futuro, nosso presente.

A VISITA AO MUSEU
requer o cumprimento de algumas medidas preventivas e uma delas é a utilização das pantufas – responsáveis pela conservação dos mármores pretos belgas e de Carrara (vestíbulo), além das madeiras nobres dos pisos (cedro, pau-cetim, jacarandá, pau-rosa e vinhático).

Foto: www.conhecendomuseus.com.br

A exceção do uso das pantufas vai para os idosos por motivos óbvios.
Além disso, visitantes estão proibidos de circular com bolsas, mochilas e assemelhados.
Faz sentido porque esses acessórios normalmente são volumosos; e como há espaços muito apertados pelos quais os visitantes transitam, esses volumes podem causar inconvenientes para outros visitadores e/ou para o museu – os corredores são decorados com móveis e adornos que podem ser derrubados por esses acessórios.

Foto: passeios.tripod.com/petropolis.htm

O uso de filmadoras e máquinas fotográficas também é vedado.
Não entendo essa proibição que segui quase à risca. As fotos publicadas aqui no blog foram copiadas de visitantes que fotografaram dependências do museu…

LOGO NO INÍCIO
da visita Alex Brando alertou o grupo para um fato muito interessante: o mobiliário não fazia parte do patrimônio desta casa – o museu, residência de Verão preferida de Dom Pedro II, originariamente chamada de Fazenda Córrego Seco.

PARA QUEM GOSTA DE HISTÓRIA
A propriedade foi adquirida por 20 contos de réis por seu pai, Pedro I, que imaginou transformá-la no Palácio da Concórdia. D. Pedro II a herdou.
O mobiliário foi transferido do Palácio São Cristóvão, onde nasceu D. Pedro II, para Petrópolis.
Este palácio, o Museu Nacional de Antropologia e Arqueologia, mais conhecido como Museu da Quinta da Boa Vista, foi o que sofreu um incêndio de proporções gigantescas em 02/9/2018.
Alex Brando nos conta que, por ocasião da partida de D. Pedro II para o exílio, seus bens foram leiloados e muitos lotes foram adquiridos por pessoas ligadas à côrte; essas peças foram devolvidas e são as que fazem parte do acervo do Museu Imperial.

Quando fotografei esta sala, logo à esquerda de quem chega à residência, ainda não sabia da proibição para filmar e fotografar…

NA SALA DE JANTAR
o destaque vai para o teto decorado com imagens de frutas e para os  motivos dos quadros.
Mesa para 6 pessoas: Imperador D. Pedro II e Imperatriz  Tereza Cristina ocupavam as cabeceiras.
Todo o mobiliário, óleos e cristaleria denunciam que era o lugar onde a família fazia suas refeições.

Foto: https://viagemeturismo.abril.com.br/atracao/museu-imperial/

Por questões óbvias, mas não comprovadas, os demais lugares à mesa seriam ocupados pela filhas e respectivos maridos.
A mais velha, Isabel, casou-se com o Conde de Orléans, o Conde d’Eu; e a filha mais nova, Leopoldina do Brasil, casou-se com Luiz Augusto de Saxe-Coburgo-Gota, austríaco com quem ela parte para a Europa.
Do casamento de Leopoldina nascem 7 filhos, sendo que o mais velho, Pedro Augusto, foi considerado até seus 9 anos de idade como o futuro Imperador do Brasil, idéia que ele acalentou até a Queda do Império, em 1889.
Foi preterido pelos filhos da tia Isabel e, na luta frustrada em prol da subversão da Constituição do Império, foi considerado como o Príncipe Conspirador por conta de ter reunido partidários em seu favor e contra um terceiro reinado encabeçado pela tia.
Este episódio lhe valeu transtornos mentais que o acompanharam até a morte.

A COZINHA
não fazia parte do contexto desta residência: ficava em outro prédio onde os alimentos eram preparados, embalados em caixas fechadas, e conduzidos até ao local de onde eram levados até à sala de jantar.
Louças, cristais e prataria eram importadas. O Brasil produzia apenas as madeiras nobres (jacarandá e peroba dentre outras) com as quais faziam as mobílias.
Os ambientes eram iluminados com lustres à vela.
Nesta época, as refeições eram programadas de acordo com o nascer do Sol.
Caso a alvorada fosse às 5.00 horas, o café da manhã era servido algum tempo depois. Almoço às 10.00 h, lanche da tarde às 15.00 h e jantar às 19.00 h. Todos se recolhiam muito cedo.
Hoje em dia controlamos nosso tempo pelo relógio…
Iluminação por clarabóias e pé direito alto nos corredores eram recursos utilizados para manter o frescor.

EM OUTRA SALA
a decoração indica tratar-se de um ambiente onde se discutia assuntos referentes ao Reinado.
Aqui há um quadro famoso: A Fala do Trono, de autoria de Pedro Américo de Figueiredo e Melo (1872), também conhecido como Dom Pedro II na Abertura da Assembléia Geral.

Neste quadro – imagem obtida no site do Museu Imperial – também foram retratados políticos importantes do Império. 

Na tribuna estão:  a Imperatriz D. Teresa Cristina, mulher de D. Pedro II, sua filha, a Princesa Isabel e seu marido o Conde d’Eu; ao fundo, Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré.

Duas vezes por ano o Imperador reunia o Senado e a Câmara dos Deputados do Império, ocasião em que portava coroa, cetro e o traje majestático. O colar avermelhado é de penas de tucano.

http://blogespetaculosas.blogspot.com/2010/03/conheca-o-museu-imperial.html

Nos discursos de abertura D. Pedro II abordava assuntos referentes à política, aos problemas enfrentados pelo Império e sugestões para resolvê-los. No encerramento, fazia um balanço geral e as medidas adotadas pelo governo imperial.
A indumentária completa você poderá apreciar no museu.

ENCONTRO DAS NOBRES SENHORAS
Na residência imperial havia uma sala destinada para o encontro das senhoras nobres, cuja finalidade era apenas costurar e bordar. Mulheres não participavam de assuntos administrativos – serviam apenas para cozer, bordar e parir.
Na foto abaixo, vemos a sala de visitas da imperatriz.

OS CASAMENTOS
na família imperial, desde D. Pedro I, foram marcados por relações extra-conjugais – por parte dos imperadores, obviamente.
E quem conhece esses encontros furtivos mas-nem-tanto com riqueza de detalhes é Alex Brando.
Suas pesquisas foram profundas e ele acabou sabendo de pormenores cabeludos que nos revelou no dia da visita ao museu. Detalhes que nada têm a ver com bocas de Matildes, mas com a realidade.

D Pedro I, por exemplo, extrapolava. Sua grande paixão, todos sabem, era a Marquesa de Santos (Domitila de Castro Canto e Melo). Só que o imperador ampliou este “círculo familiar” e passou a cortejar a irmã mais velha da amante, a Maria Benedita.
Daí você poderá se perguntar: – Será o Benedito? Não! Foi a Benedita mesmo…, agraciada com o título de Baronesa de Sorocaba – uma senhora que, tudo indica, não trabalhava na “casa da luz vermelha”, mas era muito assediada pelo imperador. Uma cortesã, para ser mais requintada.
Cartas de conteúdo fogoso eram trocadas e até mesmo alguns pelos pubianos o safado enviou devidamente envelopado para sua amante. Mimos como estes eram devidamente acompanhados por palavras bem “ardentes”.

Muito religioso, D. Pedro I saía do Outeiro da Glória, onde assistia à missa, e depois ia praticar sua fé na casa da Bené.
O barraco foi grande quando a Marquesa de Santos descobriu a traição e mandou matar a própria irmã!
O romance foi tão tórrido, que a recatada senhora Bené teve um filho de Pedro I, reconhecido em testamento pelo imperador. Este jovem foi educado na Inglaterra.

QUE HERANÇA!
D. Pedro I
, por seu comportamento nada exemplar, deixou significativa herança de desabonos a ponto de prejudicar o próprio filho D. Pedro II na busca por uma Imperatriz. Suas peripécias atravessaram mares e continentes!

O papel de cupido coube à Bento da Silva Lisboa, o 2º Barão de Cairu.
Cansado de peregrinar em busca de uma deusa, mas só acumulando fracassos, o cupido encontra Vincenzo Ramírez, embaixador das Duas Sicílias no Império Austríaco, e ambos acertam (?) a vida de Pedrão – 1,90 m de altura, louro e de olhos azuis -, o Robert Redford da época.
A futura imperatriz consorte era a Princesa das Duas Sicílias, nascida em uma família numerosa e, por conta disso, com direito a apenas um dote; não havia como escolher muito.
Diante desse quadro, Vincenzo Ramírez passou por cima da má fama de D. Pedro I – consolidada nos quatro cantos do planeta – e propõe a mão da princesa ao jovem imperador, que a aceita baseado em um lindo desenho da imagem da candidata. Coitado! Não sabia de nada.

O DESEMBARQUE
da mulher de D. Pedro II ( casaram-se por procuração) só não foi mais trágico, porque o jovem conseguiu se recuperar do piti que teve na Praça Mauá (logo aonde!…) no desembarque da consorte gordinha e desprovida de beleza, mas um amor de criatura.
Por ter pernas arqueadas seu andar era que nem o balanço de um barco vazio em dia de mar agitado.
Ela, que não era boba nem nada e sabia o que era bom, apaixonou-se imediatamente pelo noivo com então 17 anos de idade.
Ele, franco como todo sagitariano, e ainda por cima … da vida, não escondeu sua decepção e revolta.
O desenrolar dessa história quem sabe é Alex Brando, bem como as diferenças existentes entre os romances de Pedro I e Pedrão.

A SALA DE MÚSICA,
tal qual a sala de jantar, está definida pela pintura de liras no teto.
Arpa, violino, espineta, cravo e piano ficavam à disposição dos convidados.

vanessapaolarojasfernandez.wordpress.com

Foi na escadaria da varanda que acessa esta sala, que a família imperial se deixou fotografar na véspera de sua deportação.

Da esquerda para a direita: a imperatriz Dona Teresa Cristina, D. Antônio, a Princesa Isabel, o imperador, D. Pedro Augusto (sobrinho da Princesa Isabel, D. Leopoldina, Duquesa de Saxe), D. Luís, o conde d’Eu e D. Pedro de Alcântara (príncipe do Grão-Pará).
Origem da foto: clique aqui e saiba mais.


A visita não parou aí, evidentemente. Visitamos os aposentos do andar superior onde ficava a parte mais íntima da casa – quartos do casal, das princesas e quarto de estudos do imperador.
Neste pavimento estão o berço de ouro – presente de Pedro II ao filho de Isabel -, e ainda o toucador, onde vemos um “trono”- um pinico acoplado a uma cadeira de braços em forma de trono.
Que criança de antigamente não fazia suas necessidades em um troninho? Eu mesma tive um; simplicíssimo, mas tive. A origem está justamente nessa peça.


E no final Alex nos deixou livres para visitarmos a exposição de liteiras, a locomotiva e as carruagens.
De lá partimos para um bonito lanche no Duetto’s Bistrô e Café (ainda nos limites da propriedade do museu), onde o papo a respeito do museu e dos Pedros & famílias rolou mais solto, e… encerramos nossa visita.

INFORMAÇÕES
a respeito de dias, horários de visitas e programação do museu clique aqui: espetáculos de luz e som, saraus, biblioteca, visitas agendadas…

Sei não, mas acho bem mais fácil você clicar aqui no nome de Alex Brando e fazer essa visita de modo bem mais confortável.


“Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro. Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.”
Pe Fábio de MeloRefletir Para Refletir


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BRASIL. RIO DE JANEIRO, RJ. PETRÓPOLIS. Natal Imperial – Para Quem Não Conhece O Natal Luz de Gramado…


IMAGEM DESTACADA: Rua da Imperatriz.

Vi a chamada para o Natal Imperial na internet e pensei de imediato que não precisaria mais viajar para o Sul para assistir àquele espetáculo natalino surreal, que a cada ano atrai mais público e o surpreende com apresentações cada vez mais belas – o Natal de Gramado. Fiquei curiosa e subimos a serra logo no primeiro dia da programação, que incluía a inauguração da iluminação da cidade dentre outras “atrações”.
QUE DECEPÇÃO!!!

Para quem não tem idéia do que seja o Natal Luz de Gramado acredito que gostará, principalmente as crianças. Mas, para quem já assistiu às festividades natalinas na serra gaúcha algumas vezes, a decepção é certa.
Cobriram todas as árvores do Centro de Petrópolis com micro lâmpadas, iluminaram o Rio Piabanha (ou Quitandinha?) e foi o que valeu.

Da catedral esperava-se iluminação mais exuberante e não essa, como a de uma vela que parece se apagar.

A ENCENAÇÃO
que antecipou a iluminação da cidade foi de uma pobreza de dar dó, a começar pelo que chamaram de palco – um caixote tombado e mal feito. Desculpem, mas não posso deixar passar.

A RUA 16 de MARÇO,
bem próxima do tal caixote, também foi enfeitada com micro lâmpadas e algumas pequenas esculturas que espalharam nas calçadas.

Por se tratar de uma das ruas de grande movimento do Centro da cidade, e a organização do Natal Imperial não ter atentado para locais mais adequados para receberem as alegorias natalinas, algumas  ficam inconvenientemente próximas à coletores de lixo!
Na foto abaixo, observe o painel do boneco de neve colocado em frente à portaria do edifício: acabou ficando tão mal colocado, que impede a aproximação de qualquer interessado para clicar uma foto.

Alguns prédios notáveis ganharam iluminação especial tal qual o Palácio Amarelo, que abriga atualmente a sede da Câmara Municipal de Petrópolis. Iluminação capenga, diga-se de passagem.

O PALÁCIO de CRISTAL
anunciou algumas apresentações, teve a grama enfeitada com uma bengala aqui… outra acolá…, e seu entorno foi transformado em uma praça de alimentação com direito a mesas e cadeiras.

Para comer, havia “de um tudo”… Ofertas variadas a preços bem convidativos.

Uma das barraquinhas chamou-me bastante atenção pelos pratos de origem alemã oferecidos; pensei em experimentar um deles, mas a falta de apetite naquele momento me impediu.

Para quem aprecia o babado, trata-se de uma baita refeição.

Não faltou a chamada para o Pão de Alho, a R$5,00, a Salsicha a R$6,00 e os doces portugueses, os meus preferidos, de acordo com a tabela abaixo.
Ai, meu Diabetes Mellitus!… Literalmente, uma doença que é o diabo! Diabo, não; diabetes.

A PRAÇA DA LIBERDADE
também recebeu iluminação semelhante à de seu entorno e só.

Alguns hotéis, como o Casablanca, entraram no clima e fizeram sua parte.

Petrópolis tem potencial para apresentar belos Natais – espaços não faltam. Trata-se de uma questão de tempo, investimento e criatividade.
Por enquanto…, Natal Luz continua sendo o de Gramado.

 

 

 

 

Brasil. Rio de Janeiro. Irece Targino – Arte em Bolos.


IMAGEM em DESTAQUE: Torta de Chocolate Com Cobertura de Chantilly e Limão.

Tudo começou quando Maria Irece aceitou minha sugestão de aperfeiçoar-se na arte de fazer e confeitar bolos.
A pergunta que lhe fiz, de supetão, pegou-a de surpresa, mas aos poucos, diante de argumentos incentivadores, Irece aceitou a idéia.
Tratamos imediatamente de matriculá-la em uma conceituada escola de culinária da Zona Sul do Rio, e lá foi ela.
De volta da primeira aula, Irece era puro contentamento. “Pegou” o jeito da coisa e não parou mais.

OS BOLOS
são elaborados com ingredientes de primeira e preparados em materiais de excelente qualidade: batedeira, fuê, louças, formas, peças de confeitagem, enfim, aquela parafernália toda que sabemos existir.
“Nada de substituições de ingredientes porque senão não dá certo!”, é o que nos ensina a confeiteira que já fez bolos muito originais para comemorar aniversário de funcionários de determinada empresa aérea.

Mas, Maria Irece não trabalha apenas com bolos confeitados. A especialista vai além: faz bolos mais simples, sem confeitos, para acompanhar lanches, e ainda: brownies e salgados diversos.

Tamanho de bolos, decoração, sabor e preço, tudo é combinado antecipadamente com Maria Irece, incluindo o valor da entrega.

Seguem alguns modelos das gostosuras, a fim de que você tenha  idéia.

Os bolos de Irece são entregues devidamente embalados como este.

Alguém se encantou com o filme 50 Tons de Cinza e… comemorou seu aniversário “no tom”.
Bolo diet sabor laranja para acompanhar um lanche. Estava delicioso.

Outra maravilha que Irece fez para acompanhar o café da manhã de sua casa: chocolate com cobertura de glacê de limão.

   

Irece cumpre o desejo do cliente: mais simples, mais elaborado, mais ou menos colorido, redondo, quadrado, retangular, enfim, quem manda é o freguês.

Maria Irece entrega em domicílio.
Contato: (21) 9.7698-5414

*****

 

 

BRASIL. RIO DE JANEIRO, RJ. Petrópolis. Hotel Casablanca Imperial: Bom e Bem Localizado


IMAGEM EM DESTAQUE: Fachada do Hotel decorada para o Natal Imperial.

O hotel está localizado no Centro de Petrópolis e ao lado do Museu Imperial! Quer mais? Lá vai: pertinho da Catedral São Pedro de Alcântara, da Rua Dezesseis de Março, do Palácio Rio Negro, da famosa Rua Tereza – onde se encontra farto comércio a preços convidativos -, enfim, o hóspede estará cercado por comércio de todos os tipos – Bancos, restaurantes, galerias de comércio variado, atrações turísticas… – e ainda a um pulo de Correias (15 km) e Itaipava (pouco mais de 20 km).

O HOTEL
ocupou duas casas antigas que, apesar de muito bem conservadas, manteve algumas heranças inconvenientes que podem, a meu ver, ser contornadas.

A janela que se vê à esquerda pertence ao quarto 17 que nos foi destinado. Excelente.

Uma dessas heranças, por exemplo, é o piso do charmoso restaurante – em tábuas corridas – que vibra a cada passo de quem circula no salão.
É extremamente irritante sentir sua mesa e cadeira trepidando tempo integral.
No primeiro dia nem tomei meu sacro-santo café como de costume – em paz. Não foi possível. Eu estava era ansiosa para sair de lá.
No salão contíguo duas crianças gritavam histérica e ininterruptamente sem que os pais tomassem conhecimento – não estavam aí e nem iam chegando.

A jovem que se vê na foto é funcionária antiga do hotel – foi quem me permitiu fotografar o ambiente sem movimento.
Educadíssima, simpática, receptiva, de boa vontade, enfim… uma das jóias que o hotel deve preservar, ao contrário do pessoal da recepção que dificilmente atende o telefone – outro ponto negativo.

Peça fantástica no salão do restaurante. É daquelas que você logo imagina em um lugar de destaque em sua casa.

Na manhã seguinte fomos direto para o salão anexo, onde fica a maior parte do buffet e o piso não vibra. Lá você não tem a menor preocupação se suas torradas vão tremer nos pratos como se estivessem sob efeito de algum terremoto, e nem seu suco (ou café ou chá ou outro líquido que escolha) não fará ondinhas dentro da xícara.

O CAFÉ DA MANHÃ
é variado, farto e são servidos em ambientes espaçosos e muito bem decorados. Procure ficar no anexo por razões já comentadas.
Pelo salão principal, o mais bonito, mas o que sofre de Doença de Parkinson, acessa-se uma varanda.
O elevador está disponível somente a partir do primeiro andar; ou seja, você tem que subir um lance de escada que só em olhar você pensa logo no equipamento que terá que usar para escalar cada degrau.

Outro problema que não conseguiram contornar diz respeito à acústica.
Uma hóspede comentou conosco que não conseguiu dormir uma noite inteira devido a um casal que discutiu até ao amanhecer no quarto ao lado do seu. Pense nisso… Felizmente nos ofereceram o 17, que fica nos fundos, em um anexo: amplo, colchão king size, escrivaninha, frigobar municiado com sucos, refrigerantes e água, TV, banheiro amplo e… sossego. Muito sossego.

Esta sala de estar acabou fazendo também o papel de hall de distribuição para os quartos…

…acessíveis pela porta da esquerda que você vê na foto abaixo. Melhor, impossível. À direita, alcança-se o 17 e ainda outro quarto.

PELA ORDEM:
Entrada lateral (e principal) de uma das casas do hotel.

O HALL
À esquerda está a entrada para o Casablanca Bistrô onde todas as manhãs é servido o café.

Porta de acesso ao restaurante.
À direita: o corredor onde estão alguns quartos, o elevador e, ao fundo, o estar que serve de hall de distribuição para mais quartos – incluindo o 17.

O CASABLANCA BISTRÔ
está aberto apenas de 5ª à sábado. É prá ninguém botar defeito: comida saborosa, pratos bem apresentados e bem servidos.

Conforme dito acima, funciona no mesmo aposento onde é servido o café da manhã, mas ganha ares mais requintados à noite por conta da iluminação à meia-luz.
Menu pautado em pratos da culinária francesa. Capacidade para 60 pessoas.

O nhoque não faz parte do prato apresentado na foto. Mas, como meu fiel escudeiro elogiou muito o nhoque que lhe foi servido, fiz questão de experimentá-lo. Verdade seja dita, desmanchava na boca – delicioso…

O PRÉDIO PRINCIPAL
é onde fica a administração do hotel, cujo atendimento via telefone, repito, deixou a desejar – demoram séculos para atender.
A espera pelo atendimento foi tanta, que liguei para os outros dois hotéis da rede para saber se o telefone fixo estava com defeito. Responderam-me que a demora é de praxe e que são useiros e vezeiros em não se importarem quando o telefone toca. “Lá é assim mesmo” foi o que me informou um funcionário de outro hotel da rede. São pormenores como esses que fazem a diferença e que levo bastante em conta.

Não me informei se há elevador neste prédio, não procurei visitar nenhuma acomodação e também não sei se pessoas com dificuldade de locomoção têm como se integrar aos ambientes.

Há prós e contras bem definidos no hotel e por esse motivo não voltarei. A não ser… para jantar.

 

 

BRASIL. RIO DE JANEIRO, RJ. Petrópolis – O Glamour do Hotel Quitandinha.


IMAGEM DESTACADA: O teatro do hotel/palácio onde se nota influência italiana na arquitetura.


Endereço: Avenida Joaquim Rolla, 2 – Quitandinha, RJ, 25651-072.
Telefone:  (24) 2245-2020.

Viajar em companhia de  Alex Brando – arquiteto, professor de arquitetura, agente de viagens e guia – é um grande aprendizado, Continuar lendo BRASIL. RIO DE JANEIRO, RJ. Petrópolis – O Glamour do Hotel Quitandinha.

BRASIL. RIO DE JANEIRO, RJ. O Divino Bistrô du Cuisinier, em Ipanema.


IMAGEM DESTACADA: As divinas sobremesas do menu surpresa.

Era domingo e queríamos almoçar em um bom restaurante que ainda não conhecêssemos.
Procurei na internet pelos melhores do Rio e lá estava o Le Bistrô du Cuisinier.  Continuar lendo BRASIL. RIO DE JANEIRO, RJ. O Divino Bistrô du Cuisinier, em Ipanema.

BRASIL, RIO DE JANEIRO, RJ. Penedo: Pérgula Resto-Lounge.


IMAGEM DESTACADA: A fachada do restaurante Pérgula.

Ao planejar qualquer viagem, tenho por hábito pesquisar, com antecedência, alguns itens que considero fundamentais: museus, exposições, restaurantes, hotéis e pousadas, pontos comerciais mais atraentes, bairros e ruas interessantes … Esse tipo de coisa.
Aconteceu que desta vez fiz questão de viajar tal qual minha mala e não me arrependi. Obviamente, que ao viajar por conta própria, a banda toca diferente; mas, desta vez não foi o caso. Estávamos em companhia de Alex Brando, mentor e instrutor da Alex Tour Viagens.
Ao caminhar em direção ao Centro de Penedo, passamos pela porta desse restaurante e o achamos charmoso. Foi lá que decidimos almoçar.

Menu e preços atraentes.
Creme de Polenta e Frutos do Mar.
Risoto de Truta. Pedaços de manga deram um sabor bem especial ao prato.

O ambiente dispensa qualquer comentário.

Os santos de devoção estão à mostra em um cantinho discreto. Agradecer pela fartura que se tem à mesa nunca é demais. 

Cardápio pautado na culinária contemporânea – a mais criativa de todas em minha modesta opinião.
E para quem pensa que basta misturar frutas, cereais, carnes, condimentos e até flores, que tudo dará certo, está redondamente enganado. Misturar sabores é muito difícil. Costumo dizer que Culinária não é apenas Arte, mas também Laboratório. Caso a combinação de determinados ingredientes – a Química! -, não resultar em um sabor agradável … o Laboratório – a cozinha – explode!


“Viajar. A melhor forma de se perder e de se encontrar ao mesmo tempo.” (Brenna Smith)

 

BRASIL, RIO DE JANEIRO, RJ – Penedo com Alex Tour Viagens.


IMAGEM em DESTAQUE: Pequena Finlândia.


Itatiaia é um município do Estado do Rio de Janeiro na divisa com Minas Gerais, na Serra da Mantiqueira.  E Penedo é um distrito de Itatiaia, distante do Rio de Janeiro em 180 km.
Chega-se à Penedo pela BR-116. Ao se aproximar de Resende, você deverá ficar atento para a saída 311, a RJ-163, Rodovia Dr. Rubens Tramuja Mader. É nessa rodovia que você deverá entrar.

Na RJ-163, após trafegar por aproximadamente 3 km (5 minutinhos), há uma rotatória. Seguindo em frente chega-se à Visconde de Mauá. Dobrando à esquerda, segue-se para Penedo. Não há erro.


Trata-se de uma colônia Finlandesa no Brasil bastante procurada por suas belezas naturais. Caminhar por trilhas, e refrescar-se no Verão em saudáveis e aprazíveis banhos em uma das cachoeiras de Penedo, são atrações muito procuradas.
Interessante informar que Penedo não tem vida própria. Tudo se resolve em Resende, localizada a aproximadamente 15 km de distância. Não sendo de carro, esse percurso poderá ser efetuado por taxis ou ônibus.
O Centro da cidade é bem movimentado por conta de farto comércio: lojas de decoração, artesanatos, móveis, Cafés e restaurantes ladeiam a principal avenida, sem contarmos com o Shopping Pequena Finlândia, o mais procurado, além de hotéis e pousadas.

Detalhe da Pousada do Lago.
Móveis rústicos à venda.
Até o churrasquinho na calçada tem vez em Penedo.
Delicatessen sortida na Av. Casa das Pedras.

ONDE ALMOÇAR
O cardápio bem aparentado no jardim do restaurante Pérgula chama atenção para a variedade de pratos que aos poucos fomos imaginamos serem deliciosos. E eram!
Entramos e nos deparamos com um ambiente muito bem decorado, rico em detalhes.
Pormenores a respeito da ambientação e do cardápio, basta clicar aqui.
Trata-se de restaurante que recomendamos sem restrições.

O shopping se aparenta com um pequeníssimo bairro onde você caminha pelas ruas e, em lugar de moradias, as casas coloridas e estilosas vendem algum tipo de mercadoria.

Em uma só loja encontrei produtos artesanais fantásticos tais como queijos, manteigas, geléias, embutidos, sucos, mel, chocolates, pães, biscoitos, torradas e muito mais coisas que me fizeram voltar no tempo e lembrar das delícias que minha avó alemã fazia em um tacho enorme que borbulhava sobre o lume de um fogão à lenha.

Os vidros eram grandes, vedados com uma borracha circular, e travados com um sistema de alavancas fabricadas com grossos arames. Duravam meses!

Penedo oculta muitas belezas que você não consegue ver em apenas uma tarde. É preciso desvendá-la com a mesma tranquilidade que atrai milhares de turistas que curtem a natureza que a domina.

No Museu Finlandês você poderá descobrir um pouco da História desses imigrantes. Fica na Av. das Mangueiras, 430 Telefone(24) 3351-1374.
Não muito longe dali há poços de águas cristalinas que merecem atenção, bem como as cidades de Maringá, Visconde de Mauá e a própria Itatiaia!, tão pertinho.
Ah! E o famoso Pico das Agulhas Negras, meus-deuses!, não pode faltar, claro!…
Evidentemente que para cumprir essa programação o ideal é estar com seu próprio carro, ou então dispender alguns R$$$ com um táxi ou um carro alugado.


ALEX TOUR VIAGENS
Agora, se você pretende conhecer apenas a parte mais agitada e comercial de Penedo, e almeja viajar tranquilamente em um ônibus de poltronas confortáveis, banheiro limpo, geladeira a seu dispor, motorista hábil e responsável, e ao lado da companhia agradável de um guia e instrutor que o mantém a par de todos os pormenores ao longo do caminho… essa pessoa chama-se Alex Brando.

É essa pessoa simpática, educada e receptiva quem toma todas as iniciativas para que você desfrute do passeio da melhor maneira possível, além de acompanhar pari passu as novidades a fim de mantê-lo bem informado.
É o amigo e companheiro que chega cedinho ao local do primeiro encontro a fim de lhe dar as boas-vindas e só encerra o espetáculo após se despedir do último passageiro.
Antes do desembarque, novamente Alex ressalta os principais itens a serem observados, tais como o ponto de encontro na hora da volta.

Alex instrui os passageiros quanto a restaurantes sofisticados e simples, e ainda aconselha o que vale à pena comprar e aonde.
E como estamos todos, literalmente, no mesmo barco, os encontros são inevitáveis. Daí, amigo, caso você hesite ao comprar alguma coisa, basta perguntar à Alex que, com sua boa vontade habitual, o acompanhará até à fonte de sua indecisão.

Nosso ponto de encontro da volta foi à esquerda desse arco. Alguma dúvida? Claro que não.


Pelos motivos expostos e muitos outros não declarados é que recomendo a Alex Tour Viagens para a realização de seus passeios. Ops!… quase deixo escapar:  Passeios Nacionais… e Internacionais!


  “As pessoas não fazem as viagens, as viagens é que fazem as pessoas.” (John Steinbeck)

Por isso estou sempre batendo na mesma tecla:

 

BRASIL, RIO DE JANEIRO, RJ: Grão da Terra, em Copacabana – O Paraíso Para Quem Gosta de Comer.


IMAGEM em DESTAQUE: Fachada da loja em Copacabana.

A loja foi inaugurada no endereço onde durante anos funcionou um restaurante bem conceituado de Copacabana: o Cirandinha.
Não há quem não admire a loja. Não há. A primeira vez que a visitei fiquei encantada; não fosse meu fiel escudeiro dar um basta em meus gastos, seria capaz de sair comprando até o desnecessário.
Aviso: consumidores compulsivos têm que tomar muito cuidado porque o babado é forte.
Lá você encontra o que imagina e o que não imagina. E para não ficar de blá-blá-blá, prefiro que veja as fotos e saiba onde encontrar muita novidade. Vamos lá:

Manteiga de garrafa e farinhas de várias qualidades estão logo à esquerda de quem entra.
Cereais em flocos, balas e folhas para chás.
Tudo que você imagina em matéria de vitaminas encontrará fartamente na loja.
Nozes, amêndoas, castanhas etc…

Farinha de jabuticaba. Você já conhecia? E farinha de berinjela? Também nunca tinha ouvido falar.

Problema intestinal? Muitos aderem ao Psyllium, produto natural para quem sofre com prisão de ventre. Mas a farmácia da Grão da Terra não para por aí: há muitas ervas para quem não vive sem um chazinho.

E para quem não dispensa um bom sorvete, à direita de quem entra há uma sorveteria com direito a todos aqueles incrementos já conhecidos: castanha de caju, confetes coloridos, chocolates granulados, caldas, etc.

Produtos importados adotados por quem frequenta academia a loja também oferece.

Manga seca e Gojiberry – planta rica em vitamina C, originária das montanhas do Tibet, que promete controle de colesterol, proteção ao coração, prevenir derrames e outros benefícios.

À direita, limão desidratado. À esquerda, ameixas sem caroço.

Banana passa no primeiro recipiente à direita, no alto. Ao lado, na sequência, vários potes com frutas secas.

Gengibre cristalizado de três tipos.

Arroz cateto, arbóreo, oriental, milho picado… E por falar em milho, há um milho torrado apimentado e outro temperado com curry e wasabi que é uma delícia. É começar a comê-los e não parar mais.

Morango seco, você conhecia? E limão cristalizado em tiras?

Abacaxi, casquinha de laranja, tangerina, figo… tudo cristalizado.

Espinafre em folhas e em pó. Vai nessa?

Sal rosa do Himalaia – fino e grosso.

Caldos de galinha e legumes. E o vinagrete, prontinho para você usar do jeito que melhor lhe aprouver.

Este, não conhecia: caldo de queijo.

Raiz de Gengibre na foto acima.

Cranberry – a etiqueta informa que combate infecção urinária e é antioxidante.

A ala das folhinhas para chás. Tem de “um tudo” – já dizia minha avó.

Não resisti e comprei o tempero ANA MARIA. Versátil, serve para dar um UP até no arroz; gostei muito.

Tempero da Ana Maria e do EDU também. Este ainda não experimentei.

As estantes de artigos diet oferecem marcas bem diferentes daquelas que costumo adquirir na praça.

Alimentos do tipo esfiha, quibes e assemelhados você também encontra na Grão da Terrabem como pastas de soja saborizadas, sucos zero, água de côco (foto abaixo).
Estes artigos ficam em geladeiras.

Sucos de misturas diferenciadas, embalagem de 1 L de água de côco e suco integral de uva também ficam em geladeiras.

Ingredientes utilizados na culinária japonesa também se encontra na loja, além de diversos tipos de óleo de cozinha, tais como o de côco, muito utilizado antigamente.

Minha mãe cozinhava com a Gordura de Côco Carioca, famosa na época. Era um produto barato que rendia bem, além de saborizar a comida; a lata era redonda e alta. Hoje em dia as embalagens são acanhadas e o preço, sim, é que é alto – inversão de valores.


Óleos de abacate, açaí, calêndula, amêndoas, soja, para tudo que é finalidade.

Caixas sem tumulto e organizado. Há três funcionárias trabalhando no setor.

As fotos ilustram a variedade de rótulos oferecidos pela Grão da Terra. Junto ao caixa bolinhas embaladas em palha de milho chamam atenção pela originalidade. O que você imagina que contêm? Pa-ço-ca!.
Além de açúcares, chás, azeites, biscoitos, massas e muitos etecéteras, logo na entrada nos deparamos com embalagens robustas de alho e pinhão em conserva, além da azeitona, claro, que não poderia faltar.

A loja é fantástica. Você precisará de tempo para bisbilhotar cada prateleira e isso leva tempo. A loja é grande e a diversidade de rótulos é imensa.
Não há quem não se deslumbre e não se prometa voltar. As expressões de admiração você ouve de pessoas que a visitam pela primeira vez, enquanto escolhe o que comprar.

São várias lojas espalhadas pela cidade: na Penha (Largo do Bicão); em Madureira (Mercadão); em Cascadura; na Praça Seca e em Copacabana.
Segundo informações dos vendedores, brevemente a Tijuca contará com um Paraíso desses.

NOTA: Nesta loja há duas nutricionistas para orientar a clientela. Uma delas está me devendo uma informação: com quantos títulos a loja trabalha.


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BRASIL, Rio de Janeiro – Grão-Pará, em Copacabana: Voo Direto Belém/Rio.


Assim que começaram a ajeitar a loja, em setembro de 2017, fiquei de olho para saber no em que se transformaria a loja de artigos religiosos, fechada não fazia muito tempo.


Trata-se de uma loja bem apanhada na rua Barão de Ipanema, em Copacabana, especializada em gostosuras from Pará. Fez tanto sucesso, que em 6 meses já vão ampliar suas instalações e modificar a loja existente.
A própria vitrine é um convite para quem quiser deliciar-se com iguarias nortistas tão cantadas em verso e prosa.

As referências são as melhores possíveis. Andréia e Zelma, vizinhas da loja, provaram, aprovaram e assinam embaixo do que proclamam os educadíssimos e simpáticos funcionários a respeito de qualquer item do cardápio.
Andréia, natural do Pará, é categórica em afirmar que a unha de caranguejo, o tacacá, e o açaí com farinha de tapioca são imperdíveis. Segundo as amigas, há uma senhora paraense conhecida de ambas que, praticamente, bate ponto diariamente na Grão-Pará.

À direita de quem entra, passado o segundo portal, ou seja, a vitrine recheada de tentações, está a imagem de N. S. de Nazaré com o Menino, o maior ícone religioso do Estado do Pará.
A loja, fica em frente à Igreja de São Paulo Apóstolo. Portanto, você nem precisa comer rezando, porque na Grão-Pará você estará prá lá de abençoado.

Desenhos que nos remetem à pintura e artesanato indígenas emolduram os cardápios pintados nas paredes com muita originalidade e bom gosto.
E por falar em gosto, sem trocadilhos, sabores é o que não faltam na loja. A seleção começa no açaí, fruta que conquistou o paladar do carioca, passa pelo café que em breve deixará de ser expresso e passará a ser aquele tão solicitado carioquinha, e termina na água mineral e nos sucos de graviola, bacuri, cupuaçu, taperebá, muruci, bacaba e mangaba.

A casa trabalha com cervejas tradicionais, mas a especialidade fica por conta das artesanais. Vejam só:

Na Grão Pará você também encontra molhos, bombons, geléias…
…tucupi de um litro…
…camarão seco de diversos tamanhos e em quantidades variadas.

Não falta na-da! É aqui que os paraenses matam a saudade do sabor de sua terra e quem nunca viu e não sabe o que é prova, se apaixona e fica logo íntimo.

Claro, os doces, geléias e sorvetes não poderiam faltar, e muito menos o artesanato super decorativo e as tradicionais águas de cheiro.

Farinhas de mandioca, branquinhas, e a famosa farinha de Bragança fabricada artesanalmente no litoral paraense.

VOCÊ SABE O PORQUÊ de UMA FARINHA SER CHAMADA D’ÁGUA?
É porque a fermentação da mandioca acontece dentro d’água. Como dizem no norte e nordeste do Brasil, durante esse período de aproximadamente 4 dias ela fica “pubando” (fermentando) em igarapés ou tanques.
Após esse tempo ela é descascada e ainda pode permanecer dentro d’água por mais 2 dias.
Só depois desse ínterim ela é então levada para a casa de farinha, onde será triturada em u’a máquina chamada catitu ou amassada com as mãos. Afinal, a mandioca está amolecida e por isso esse processo torna-se menos difícil.
O passo seguinte é espremê-la no tipiti – um espremedor de palha trançada – ou então em sacos.
Retirada a água, ela é peneirada para ficar soltinha e então torrada.

O SABOR
é decorrente do tempo em que permaneceu submersa e da torra.
A farinha deve ser levada ao tacho ainda úmida para ser escaldada. Nessa fase de fabricação ela é mexida manualmente: trata-se do pré-cozimento, que antecede a torrefação. Esses estágios garantirão a crocância da farinha.

A COR
amarelada não se deve a corantes. Nada disso! Deve-se à espécie de mandioca utilizada.

Como o movimento da Grão-Pará é muito grande, a garantia de se adquirir mercadorias de qualidade é de 100%.

OS PRATOS TÍPICOS
com que a casa trabalha foram relacionados para o blog pelo funcionário Diogo. São eles:

. Filhote no tucupi,
. Filhote frito,
. Caldeirada de pescada amarela,
. Pirarucu de casaca,
. Galinha no tucupi,
. Camusquim – prato de talharim com camarão em molho branco.

Outras sugestões anotadas por Diogo é o Tacacá – iguaria feita do caldo da mandioca, servida com folhas de jambu (aquela que anestesia a boca), goma e camarão seco, e a polpa de açaí e/ou graviola, acompanhada por farinha de tapioca.
Deleitei-me com um prato desses na década de 70, em Manaus. Foi servido em uma cuia.
Comprei-o em uma carrocinha estacionada em frente a uma igreja do Centro da cidade. Encostei-me na grade da igreja e mandei ver. Ô delícia!
Tem mais: a casquinha e a patinha de caranguejo, que você poderá acompanhar com os deliciosos sucos típicos paraenses. Foi o que fiz ontem à tarde: passei na loja e trouxe para casa 5 patinhas, pura carne de caranguejo. 

No mais, é agradecer ao deus em que você acredita por esses momentos lindos, e não se esquecer de que a Grão-Pará também trabalha com produtos decorativos e ainda anuncia, com belos cartazes, a festa do Círio de Nazaré.

Bom demais!