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Endereços e sugestões de compras.

HOLANDA. AMSTERDAM. CASA BRASIL PORTUGAL: Tudo Para a Sua Feijoada!


IMAGEM DESTACADA: Fachada do mercado.

COMO CHEGAR:
Como estávamos hospedados em hotel próximo à Centraal Station, o Singel Hotel, quando não usávamos a viação canelinha – nossas pernas -, íamos de bonde até onde fosse mais próximo de nosso alvo e depois continuávamos a pé. E foi assim que fizemos para chegar à Kinkerstraat, onde no número 28 pulsa um coração do Brasil ao lado de outro de Portugal.
Em frente à Centraal é o ponto final de vários trams (bondes) e uma das linhas é a 17, que passa justamente na Kinkerstraat.
As outras linhas são a 5 e a 7, cujos pontos de partidas ficam bem afastados da Centraal.


Poizé. E como nada acontece por acaso…
Estávamos seguindo as dicas da enciclopédia Ducs Amsterdam, quando passamos pela porta da Casa Brasil Portugal.
Entrar, não entrar; por que não entrar? Entramos. E bastou cruzar a porta – mais uma fronteira, melhor dizendo – que essa curiosidade transformou-se logo em festa em seu sentido mais amplo.
Começou com um sonoro e sorridente “Sejam bem-vindos”. Nooosssa! Como é bom ouvir e falar nosso idioma quando estamos longe de nosso país.
Fomos recebidos por duas brasileiras super simpáticas que adotaram Amsterdam para viver. Ambas trabalham com outro brasileiro, nascido no Espírito Santo, que reside nesta cidade há mais de 20 anos: o proprietário do ponto de encontro/loja de festas.
Mas, por que loja de festas? Môquidu, pense bem: você está em Amsterdam, longe prá burro de tudo que você mais ama e, de repente, você encontra brasileiros com quem conversar em seu idioma. Prá completar a felicidade, nesse espaço você se depara com o Brasil espalhado por muitas prateleira e ainda encontra tudo! de que precisa para caprichar “naquela” saudosa feijoada de domingo! Prestenção nisso, istepô!!! E com direito à preparar aquela caipirinha!… É bom demais da conta, sô – já diria o mineirim. Foi de arrepiar. Duvida? Dá uma olhada nas fotos abaixo:


Opções de feijão não faltam. O arroz já está ali ao lado do pretinho básico para compor a famosa dupla.

E como o que dá o gostinho no feijão, é aquela gordurinha das carnes, aí está o toicinho.
Tenho um colesterol de estimação muito bem cuidado, mas confesso que essa história de “feijãozinho light” não cola. E confesso: fica melhor ainda se a gordurinha for da carne-seca. Ah! E o feijão tem que ter muito tempero.

VEJAM A COUVE, CORTADA BEM FININHA.

O azeite Gallo viaja de Portugal sem passaporte, em voo sem escalas, e  vai cantar em mesas portuguesas e brazucas em Amsterdam – sente a força do galináceo!


Pois é… As mais aguardentes mais conhecidas do brasileiro também cruzaram o Atlântico e estão lá, só aguardando o limão cair dentro junto com as pedrinhas de gelo.

Mas, vai que você seja mais chegado a uma moqueca de peixe, de camarão, ou de frutos do mar? Sem problema, porque a variedade de pescados é grande.

E se você preferir as penosas…, também vai encontrá-las lá, fresquíssimas.

Risoles de camarão, frango e carne podem iniciar os trabalhos da comilança. E se bater preguiça de ir pro fogão, há pratos prontos congelados, massas, molhos, temperinhos… Tem até fubá e “pão ralado” – a farinha de rosca.



Guaraná natural e industrializado, produtos da Royal (pudins, gelatinas, bicarbonato – o pó Royal) e da Nestlé (creme de leite e leite condensado), uvas passas. E as balas expectorantes? 

Arrependi-me por não ter trazido o sabonete de lima, o de leite de burra e o sabão especial para lavar roupas de lã, nylon e sedas.
O sabonete de côco promete hidratação na embalagem – faz sentido.
Produtos de higiene e limpeza que costumamos ver nas prateleiras dos supermercados brasileiros também fazem parte do estoque da Casa Brasil Portugal

…bem como novidades como a batata em flocos para fazer purê e o creme de mariscos da Maggi. Desse, trouxe três pacotes.
Segundo comentários de uma das funcionárias, a Maggi exporta produtos brasileiros que não são vendidos aqui no Brasil com S. Vai entender…

FARINHA DE MILHO..,. PÃO RALADO…

Cariocas e gaúchos não sentirão falta do mate, do açaí e nem…

…do bolinho de aipim para acompanhar um cafézinho. Basta prepará-lo com a massa da Renata, outro produto que também nunca vi por aqui.

 

Sacos com temperos e sem gordura facilitam a vida de quem esquenta a barriga no fogão. Mais práticos, só aqueles que já vêm com o frango dentro. Trata-se de outro produto que não ainda não encontrei à venda aqui no Brasil. Os sacos, sim; mas, sem os temperos.

A salsicha para o cachorro-quente também não foi esquecida, bem como o azeite de dendê para a sua moqueca.

Banha de porco, manteiga ou outros tipos de óleos para cozinhar, você os encontrará com a maior facilidade nesse mercado.

Aqui neste nicho, tal qual antigamente aqui no Brasil, o bacalhau seco é cortado em uma guilhotina. Nada de bacalhau molhado e embalado, que pesa bem mais e só serve para enganar o freguês.


Cervejas e água mineral Pedras, super saborosa.

Enfim, tudo muito familiar na Casa Brasil Portugal, lugar onde não há como não se sentir à vontade.
E como algumas pessoas diziam antigamente, “lá tem de um tudo“. De parabéns todos vocês!

E de repente, não mais que de repente, vem o inesperado e nos faz essa grata surpresa…

 

 

PARIS e AMSTERDAM. Muita Água Rola Embaixo Dessas Pontes – Saiba Mais.


IMAGEM DESTACADA: Herengracht. Amsterdam, NL.

Dentre os brasileiros residentes no exterior que optaram por compartilhar suas experiencias e, consequentemente, ajudar o próximo em suas andanças pelo Velho Mundo, destaco quatro poderosas “máquinas” que cito a seguir pela ordem em que as conheci:
1- Conexão Paris – mola propulsora sem a qual não teríamos vivenciado momentos mágicos nos campos perfumados pelas lavandas da Provence.
Experiencias únicas vividas em cenários paradisíacos em companhia de Leonor, nossa guia e motorista, em roteiros elaborados pela brasileira Anaté Merger – que tivemos a satisfação de conhecer por intermédio da Sra. Maria Lina, do Conexão Paris.

2- Outra máquina que mantém suas engrenagens super azeitadas é a do brasileiro Daniel Duclos.
O brasileiro e sua mulher sabem TU-DO! a respeito de Amsterdam e mais alguma coisa.
Seu dente doeu? Ele indica dentista brasileiro. Aquisição de Ingressos em geral (passeios, museus, viagens pelos países vizinhos), Transfer Schiphol/Amsterdam/Schiphol, passagens aéreas, busca por hotéis, sugestões de roteiros, caminhadas pela cidade, transferência de dinheiro, enfim… O trabalho denominado Ducs Amsterdam é muito, muito mais que um blog – trata-se de uma respeitável enciclopédia.

3- Outra brasileira residente na Holanda, mas não em Amsterdam, também contribui para que você amplie seu horizonte nos Países Baixos. Trata-se do Holandesando, escrito pela paulista Roberta Landeweerd. A brasileira também marca belíssimos gols de placa.

4- E, para nos despedirmos de Amsterdam, contratamos o transfer para o aeroporto com Caroline Adiegah, do Andantes na Holanda.
Quem nos apresentou Carol? Isso mesmo: Daniel Duclos, aparecendo muito bem na fita mais uma vez.
Em um carro confortável seguimos até Schiphol batendo um papo prá lá de gostoso a respeito de Amsterdam.
Quis saber a respeito das obras que encontramos em muitos pontos da cidade e, para nossa surpresa, dizem respeito à estrutura das casas que estão tortas. Carol é estudiosa da cidade onde vive há 10 anos. Explicou-nos o porquê de algumas casas terem saído do prumo e o que está sendo feito para reestruturá-las. Com material importado de onde? Do Brasil! Agora, qual material empregam… melhor parar por aqui.
Andantes na Holanda opera excursões pela Holanda e Bélgica, tours pela Cidade Dos Moinhos, Amsterdam a pé, Distrito da Luz Vermelha, Museus Van Gogh e Rijksmuseum guiados, passeios de bicicleta e transfers.

Em Paris sigo as dicas do Conexão Paris.  Em Amsterdam e arredores, seguimos os passos dos Ducs Amsterdam e dicas do Holandesando. Bilhetes para museus, ônibus, trem e passeios foram adquiridos por intermédio dos dois últimos blogues.

Em 20 dias viajando pela Europa, tudo deu certo.
Somos gratos a todos aqueles que nos abriram caminhos…

Uma frase atribuída ao General Cneu Pompeu Magno, no primeiro século antes de Cristo, foi reafirmada por Fernando Pessoa, ao titular em um de seus poemas que “Navegar é Preciso“. Concordo. Compartilhar, também.

 

BRASIL. CEARÁ. Fortaleza: Hotel Praiano


IMAGEM DESTACADA:

Nossa reserva era apenas por um noite – estávamos de passagem por Fortaleza, de onde embarcamos para Amsterdam.
Moramos no Rio de Janeiro, mas é do Nordeste que temos saído rumo à Europa.
Qual a vantagem? Encurtar 3 horas de voo. E como é prá frente que se anda, sair de São Paulo, digamos, quando o destino é o exterior, é permanecer voando por mais horas, ter que suportar barulho de turbina por mais tempo, além daquele ar refrigerado incômodo que me deixa mais enrugada do que já estou e me sentindo como uma “passa” – seca por dentro e por fora. E mais: não consigo dormir em  avião por mais conforto que tenha – não tem jeito.
Daí corremos para o Nordeste, passamos uma noite em algum hotel e dia seguinte seguimos viagem.
Desta vez o eleito foi o Praiano Hotel, na Praia do Meirelles, em frente a um ponto tentador para os consumistas: a Feira de Artesanatos da Av. Beira Mar, montada diariamente, há 26 anos, com ou sem chuva.
As barracas começam a ser montadas à tarde e fecham em torno das 23.00 horas.
Apesar dos preços atraentes, há melhores ofertas no Mercado Central. Vai daí que convém negociar o preço das mercadorias.
A variedade de artigos é imensa; portanto, prepare-se para andar e não se esqueça de pedir o cartão da barraca onde se interessou por alguma coisa que é para depois não se perder.

O HOTEL PRAIANO
é bem localizado, bem aparentado e conta com recepção simpática e de boa vontade para ajudar no em que for necessário. Até da impressão de nossos cartões de embarque as jovens funcionárias cuidaram e não pouparam esforços para dirimir nossas dúvidas.
O jovem encarregado de cuidar das malas o faz com maestria e rapidez – pratica uma técnica própria para lidar com malas, e rapidinho chega a seu apartamento.
Trata-se de outro funcionário simpático, risonho e que trabalha com a maior boa vontade.

No varandão funciona a Capri pizzaria e a Creparis – uma creperie que deixou a desejar no preparo da massa: extremamente fina e por isso totalmente quebradiça (virou um biscoito), impedindo de saboreá-la junto com o recheio. Virou farinha.
O espaço também trabalha com sorvetes.

A foto não deixa dúvidas a respeito da espessura da massa do crepe. Conforme citei acima, virou farelo. Não recomendo.

O Espaço destinado à criançada é bem municiado de brinquedos. Quanto à piscina infantil, o aviso deixa bem claro a quem pertence a responsabilidade sobre os pequenos.

Cuidados especiais com os hóspedes na área descoberta – excelente idéia.

N.B.:  foto idêntica a esta consta no site do hotel designando o quarto como pertencente às categoria luxo e standard. Não entendi!…
Outra observação: quarto de hotel de categoria 4 estrelas e sem graça desse jeito? Nem colcha tem! Não consigo aceitar esse tipo de tapeação. Uma colcha faz diferença? Faz porque impede que o lençol com que o hóspede poderá se cobrir não pegue poeira…

O quarto é espaçoso, bem composto com frigobar, cofre, colchões e travesseiros confortáveis, ar condicionado, e da janela vislumbra-se bela vista. TV tem pouquíssimos canais e a imagem deixa a desejar.

A sala de estar do Praiano leva o futuro hóspede a pensar que os quartos têm aparência caprichada, mas… não é bem assim.

No Thames Restaurante, do próprio hotel, saboreamos dois pratos muito bons: peixe acompanhado por purê de batata doce e arroz de alho.

O prato de meu fiel escudeiro foi camarão com champinhons e alcaparras, acompanhados por arroz e batatas. Ambos, excelentes.

Outro detalhe importante que falta no hotel: computador à disposição dos hóspedes com direito à utilização de impressora, desde que haja número limitado para impressão.
Evidentemente que, a fim de evitar abusos, o melhor lugar para a impressora seria a recepção, pois estaria sob o controle dos funcionários. A cobrança das impressões seria justa, e ficaria confortável para hóspedes e hotel.
Em caso de impressão de cartão de embarque, por exemplo, não haveria a necessidade de o hóspede ter que passar os dados de seu voo para o e.mail do hotel.
Trata-se de recurso que não pode faltar em hotel de categoria “4 Estrelas”, dentre melhorias acima citadas.
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BRASIL. CEARÁ: Sirigado, Centro das Rendeiras em Aquiraz, Passeio das Três Praias (Morro Branco, Fontes, Diogo e Lago de Uruaú). Canoa Quebrada. Engenho O Bari.


IMAGEM DESTACADA: Lagoa de Uruaú.

Após 22 dias viajando pela Europa desembarcamos em Fortaleza onde permanecemos por 4 dias antes de voltarmos ao Rio.
Hospedamo-nos no Hotel Villa Mayor e, ao saímos para almoçar com o endereço do restaurante anotado em um pedaço de papel, esqueci-me de olhar o mapa antes de sair do quarto para saber qual direção tomar quando chegássemos à Av. Beira-Mar: direita ou esquerda?
Bastaria que olhássemos os números dos quarteirões indicados nas placas da avenida e começar a andar! Mas, aconteceu que não percebemos essas indicações (esse tipo de distração é comuníssimo na velhice) e rumamos para a esquerda. Da rua!!!
Acredito piamente que nada acontece por acaso. Andamos um pouco e nos deparamos com um senhor uniformizado, parado em frente a uma bela fachada de um hotel.
Vimos pela logomarca estampada na camisa do jovem senhor, que tratava-se de um de seus funcionários e, com toda certeza, ele saberia nos dizer prá que lado ficava o tal famoso restaurante.
Não sabia! Não sabia, mas chamou quem o conhecia: um taxista que faz ponto em frente ao dito hotel.

O jovem educado e muito simpático disse-nos que o restaurante estava fechado por conta de obras na avenida, mas, se um bom prato de peixe fosse nosso objetivo, ele indicaria o Sirigado para almoçarmos – restaurante simples, mas de comida saborosa.
Embarcamos em seu táxi e lá fomos nós.
Papo vai, papo vem, o jovem chamado Marcos Rezende apresentou-nos uma programação turística interessante, e havia uma, em especial, que estava em nossa mira: Canoa Quebrada, lugar que pretendia rever antes de voltar ao Rio.
Marcos é muito organizado e é do tipo de profissional que corre atrás.
Não perdeu tempo e prontamente mostrou-nos um álbum com fotos excelentes a respeito dos roteiros que executa em parceria com amigos.

Pois bem, no caminho para o Sirigado já havíamos acertado o passeio para o dia seguinte. Simples e rápido.

SIRIGADO
(Av. Br. de Studart, 825 – Aldeota, Fortaleza – Tel.: (85) 3261-7272.
De Segunda a Domingo de 11.00 h à 00.00 h.

Neste restaurante pedimos um prato que, segundo o jovem que nos atendeu, daria para os dois e até para três – dependendo da fome. E dava para três famintos, tranquilamente.

Abrimos nosso trabalho com uma porção de unhas de caranguejo. Iniciamos nossos trabalhos com unhas de caranguejos. Quase almoçamos outra porção, mas optamos pelo prato de peixe (e que não foi o sirigado) com molho de camarões, saborizado com abacaxi frito e alcaparras.
O impacto ao vermos o prato foi tão grande que dispensamos a travessa de arroz. Como diz meu mano, “arroz eu como em casa”. Tá coberto de razão. Imagine! O prato já estava muito bem acompanhado pelas batatas… Arroz, prá quê?

Pelo tamanho do restaurante, número de mesas no salão, espaço para a criançada brincar e ainda a área para estacionamento, sentimos que a cozinha atrai um bom público.

O salão fica nos fundos desse corredor. O espaço à direita é destinado às crianças.

A foto não nos permite imaginar o tamanho do salão.

Inesperadamente, um pianista de repertório atualizado estava incluído no cardápio. Foi bom demais.

O estacionamento tem o dobro do tamanho que aparece na foto.

O espaço para as crianças brincarem é grande e bem protegido.


NOSSO PASSEIO
= Pela ordem: Parada em AQUIRAZ no CENTRO DAS RENDEIRAS. Circulando beira-mar pelas TRÊS PRAIAS: MORRO BRANCO. FONTES. DIOGO. Lagoa do URUAÚ. CANOA QUEBRADA. ENGENHO O BARI.

Já havíamos cumprido esse trajeto, em 18/8/2010, trafegando sempre que possível pela beira do mar desde a saída da Praia do Futuro.

Foto clicada às 8.03 h da manhã de 18/8/2010 – O motorista e guia ajeitando a valente para enfrentar o roteiro.

Chegamos à barraca Chega Mais após encararmos mais de 160 km de beira de mar e estrada, e por lá ficamos.


Canoa Quebrada ainda não era atração turística e a barraca era, literalmente, um abrigo de telhado simples, mesas e cadeiras pé na areia, uma boutique bem acanhada de roupas de praia, banheiro e cozinha. O camarão que comemos na Chega Mais foi tão fantástico, que até agora não foi esquecido.
Em frente a barraca, em uma carrocinha puxada por burro, um casal vendia sorvetes, e isso era tudo.

Visitando as falésias, só nós quatro: eu, fiel escudeiro, mano e sobrinha.

Ninguém no pedaço, a não ser esse senhorzinho que nos seguiu a certa distância, sem que percebêssemos. Ao chegamos ao alto das falésias ela se aproximou perguntando se gostaríamos que explicasse a respeito do lugar…coisa e tal… Aquela conversa de cerca Lourenço cuja finalidade $abíamo$ qual era.
Esforçou-se para nos passar aquela tradicional decoreba de antigamente, que valeu pela boa vontade de ambas as partes.
O discurso foi breve, mas houve um fato que nos chamou bastante atenção: ele retirava sucessivas porções de areia das falésias para nos mostrar que esse tipo de vandalismo não era permitido! Rimos muito e logo pensamos no seguinte: caso continuasse na atividade e tivesse bom público, talvez não restasse pedra sobre pedra…

Neste ano, 2010, nos hospedamos na Praia do Futuro e foi de lá que partimos para o que seria, para a época, uma aventura .
Desta vez, em 03/5/2019, fomos no carro de Marcos Rezende para cumprir o roteiro conhecido como Três Praias, que inclui: Morro Branco, Praia das Fontes, Praia do Diogo e Lagoa Uruaú. Em Morro Branco passamos para o bugre de Neto, parceiro de Marcos.
Neto
é outro jovem simpático, educado e de boa vontade, que também honra sua profissão como condutor e guia turístico. Com Neto trafegamos pela beira da praia até a Lagoa de Uruaú, que não chegamos a conhecer em 2010 (fotos mais adiante).

Em AQUIRAZ
Marcos
fez uma parada em um lugar perigosíssimo para quem é consumidor e aprecia a arte nordestina em geral.
O destaque fica por conta dos bordados e das rendas de bilro a preços “de fábrica”.
Objetos decorativos em barro, casca de côco, madeira e couro… Bonecas de pano de vários tamanhos, bijuterias, brinquedos e material escolar também se destacam entre as diversas peças bordadas e rendadas de beleza ímpar.

No alto da parede desse box onde tecem a quilométrica renda, le-se o seguinte:

“No dia 25/01/2006 foi iniciado no Complexo Artesanal de Aquiraz a renda da grega com o intuito de ser a maior renda do mundo e entrar no Guiness Book.
Esse trabalho é um objetivo onde todas as rendeiras trabalham em parceria, para juntas conquistar uma referência no artesanato.”
A imagem fala por si.


Deixamos o município de Aquiraz e fomos para Morro Branco, no município de Beberibe, onde Neto nos aguardava.

Na foto acima, da esquerda pra direita: meu fiel escudeiro, Neto e Marcos.

O que significa o selo que se destaca no capô do bugre?
Neto
 pertence à ABMBAssociação dos Bugueiros de Morro Branco. Mas o que isto quer dizer?  Quer dizer que esse profissionais são registrados na Secretaria de Turismo e por este motivo são autorizados a circular com placa vermelha, além de serem identificados pelo selo da associação.
O roteiro proposto por Marcos, que constitui a trilha tradicional, foi definido pelos próprios bugueiros, com permissão da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
O passeio oficial, repito, visita a Praia das Fontes, Morro Branco, Fonte da Juventude, Praia do Diogo e Lagoa do Uruaú. Passeio de aproximadamente 2 horas, apenas nestes pontos turísticos!

CAPACIDADE DE PASSAGEIROS NO BUGRE
A ABMB orienta que a capacidade do bugre é para 5 pessoas, incluindo o motorista. Caso haja alguma criança com menos de 5 anos, a lotação poderá ser de 6 pessoas – mais que isso é proibido!
E mais: alerta os bugueiros para não trafegarem em meio a banhistas, não circularem em alta velocidade, e não praticarem manobras “com emoção”.
Acidentes com mortes acontecem vez ou outra por conta de bugueiros não credenciados; ou seja: sem os conhecimentos fundamentais para a execução de um trabalho seguro para ambas as partes (bugueiro e passageiro), e, ainda por cima, praticantes de manobras ousadas em locais totalmente fora da trilha: determinadas dunas, por exemplo.

O bugre de Neto está inteiro, é limpo, e super bem conservado. Estofamento da garupa bem matelassado – Nota 10!

MORRO BRANCO – Beberibe.
está a 91 km de Fortaleza e a 5 km do Centro de Beberibe,  município ao qual pertence.
É conhecido por suas falésias coloridas, passeios à beira-mar e praias atraentes para banho.
Suas areias coloridas servem de matéria prima para a elaboração de peças decorativas. Os trabalhos, ricos em minúcias, revelam  a paciência e a determinação dos artesãos especializados nessa técnica chamada silicografia (desenhos feitos com areia).
Importante esclarecer que os artesãos que trabalham com essa técnica retiram a areia de áreas autorizadas para essa finalidade.

PRAIA das FONTES – Beberibe.
Águas de chuvas filtradas pelas paredes das falésias somadas às de fontes naturais formam pequenos lagos tais como esses que vemos nas fotos abaixo. Dezenas dessas fontes deram nome à praia.

Gruta da Mãe d’Água.

Foto de autoria de Marcos Cezar Rezende.

Fonte da Juventude e dos Carecas.

PRAIA DO DIOGO – Beberibe
localizada a 93 km distante de Fortaleza pela CE-040, a Praia do Diogo faz parte do circuito intitulado “Passeio das Três Praias + Lagoa do Uruaú“, executado sob a batuta de mestre Marcos Cesar.
Segundo nosso guia Neto, na Praia do Diogo é preciso observar o movimento da maré quando o objetivo é dar aquela refrescada no corpitcho com um mergulho estiloso à moda de Ester Williams.
Isto porque há um cordão de pedras paralelo à praia, que a acompanha por longos metros, que oferece perigo para os menos atentos.

LAGOA URUAÚ – Beberibe.
Seguimos até à Lagoa Uruaú, onde nos deliciamos com um banho refrescante em águas puras, tépidas, e cercados por um cenário paradisíaco.
Neto deixou-nos à vontade para que permanecêssemos o tempo que quiséssemos na lagoa. Mas, como ainda iríamos almoçar na barraca Chega Mais, e depois seguiríamos para Canoa Quebrada, nosso banho durou apenas alguns minutos – estávamos cientes da distância que ainda teríamos que percorrer até chegarmos a Fortaleza e por isso não abusamos.
Montamos na garupa do bugre e partimos em direção à Sucatinga. Lá nos reencontramos com Marcos para cumprirmos nosso roteiro.
No caminho, uma parada rápida para cumprimentar um pescador pelo resultado de seu trabalho.

Passamos por Uruaú...

… e chegamos a Sucatinga onde Marcos nos aguardava.

BARRACA e RESTAURANTE CHEGA MAIS

ERA ASSIM…

e ficou deste jeito que você verá nas fotos seguintes.


Levei um susto. De barraca, não encontrei mais nada.
O que encontramos foi, praticamente, um clube com amplo restaurante/platéia, palco, estacionamento, piscina, boutique, barracas de praia estrategicamente colocados sob uma área de coqueiros implantados, e ainda mesas sob o pergolado da piscina, onde almoçamos. Na saída, o sistema de pagamento totalmente informatizado evita os incontáveis beiços que o proprietário Luiz Costa Nogueira levou ao longo de anos.
A História (com H maiúsculo, sim senhor!) sensacional do empresário está contada em pormenores neste site.
Garanto que você vai aplaudir o jovem que aos 18 anos de idade não deixou passar a oportunidade de montar uma barraca na beira da praia, cresceu como empresário, e venceu todas as dificuldades que vieram a seu encontro, decorrentes de proteções ambientais não existentes no início de sua atividade. E que não foram poucas!

Nosso almoço constou de um “sanduíche” composto por dois peixes recheados com camarão, e cobertos por molho bechamel. Carocinhos de castanha de caju serviram de enfeites.
E como quem vê cara não vê coração, na hora em que partimos esse bolo de três camadas dispensamos de imediato o arroz, o feijão e a salada, e ficamos apenas com algumas batatinhas.
Originalidade no lavabo e adesivos aplicados na parte interna das portas dos banheiros, lembram os frequentadores da necessidade de se economizar água, e de que reciclar é preciso. Sermos complacentes com o planeta em que vivemos, lucramos nós e a Mãe-Terra.

CANOA QUEBRADA
foi o objetivo desse passeio, mas, infelizmente, não foi possível permanecer na cidadezinha para apreciá-la à noite.
Conforme disse acima, fizemos um pit-stop em Fortaleza só a fim de esticar as pernas e recompor o esqueleto, para depois então continuarmos nossa viagem até ao Rio.

COMO CHEGAR
1- de ônibus, saindo de Fortaleza: a média é de 3 horas e meia de viagem e você poderá adquirir os bilhetes de ida e volta clicando aqui para acessar o site de vendas de passagens.
2- contratando um serviço de turismo particular – o anunciado aqui na postagem, com Marcos César, por exemplo, ou…
3- por intermédio de empresas de turismo.
4- na melhor das hipóteses, alugando um carro.

O mapa abaixo indica duas opções de trajeto.

A BROADWAY
cearense é uma rua charmosa repleta de Cafés,  restaurantes e boutiques, que na alta temporada fica mais movimentada.
Vamos por partes: de junho a agosto é o período de férias no Hemisfério Norte.
Nessa época, a turistada aproveita para tirar o mofo, se esticando em praias, em gramados de jardins públicos, sentados em bancos de praça e até em cima de pedras à beira-mar – cansei de ver essas cenas.
Europeus viajam prá valer pelos países vizinhos e pelos EEUU, e americanos aproveitam o período para voltar para casa (normalmente os jovens estudam em outro Estado), para viajar para a Europa, ou, fazer como os europeus: voar para o Brasil.
Ué, mas viajar para o Brasil nessa época?
Esse período de férias dos branquelas coincide com o Inverno brasileiro, é fato, mas é bom lembrar que nosso Nordeste lindo e maravilhoso está próximo da linha do Equador! Hááá!!!
E aqui, môquidu, pelas principais atrações do Ceará, do Maranhão e do Rio Grande do Norte, o que mais você ouve é italiano e francês. Inglês ouve-se por tabela, e alemão… bem pouco.
E ainda lhe digo mais: muitos vêm atrás dos ventos para curtir kite-surf (Preá, ao lado de Jericoacoara é a cidade mais procurada do Ceará) e muitos acabam ficando, casando e constituindo família – mas só vieram “atrás dos ventos”, entende?

O movimento acontece à noite – hora de beliscar alguma coisa (ou alguém), ou encontrar os amigos para um gostoso bate-apo.

Ávidos para tomar um cafézinho, tivemos a sorte de entrar nesta creperia/pizzaria.

Ambiente simpático, limpo e tão acolhedor quanto as jovens que nos atenderam e com quem trocamos idéias e batemos um gostoso papo.

A creperie e pizzaria IBIZA ainda disponibiliza um espaço ao ar livre e montou um pequeno palco para artistas se apresentarem.

A programação elaborada por Marcos Cesar foi bem variada.
Imaginávamos sair da Broadway e voltar direto para Fortaleza, mas não foi assim. Marcos parou em outro lugar perigoso para consumidores: parou no…

ENGENHO O BARI – localizado no Km 40 da CE-040.

Parece um caixão de defunto, mas trata-se da maior rapadura do mundo.

Mas, não é só rapadura que o engenho produz. Dê uma olhada na variedade de produtos prá mexer com seu bolso.

Amostra de rapaduras saborizadas com frutas e condimentos – são fantásticas!

De lá retornamos para Fortaleza, já deixando Marcos incumbido de nos pegar no dia seguinte e nos levar até ao aeroporto.
Agradecemos a Deus por esses momentos lindos, à boa vontade e ao trabalho de Marcos Cesar e de Neto.

“Marcos Cesar – Sua Viagem e Passeio Com Qualidade e Conforto.
Contatos: (85) 9-8793.6352 / (85) 9-9929.5232/ (85)9-8116.3359″.

Saiba mais a respeito da História de Morro Branco e de sua “logomarca” clicando aquiMorro Branco tem logomarca? Ora, se tem!


“Somos todos viajantes de uma jornada cósmica – poeira de estrelas, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos do infinito. A vida é eterna. Mas suas expressões são efêmeras, momentâneas, transitórias.” – DEEPAK CHOPRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PERU. LIMA. Jockey Plaza – Um Mega Shopping Center


IMAGEM DESTACADA:

O estilo é o mesmo daquele que temos na Barra da Tijuca, porém em proporções gigantescas.

Foi inaugurado em 1997 com apenas 4 lojas e hoje conta com mais de 230.
Está localizado entre a Universidade de Lima e o Hipódromo de Monterrico, no distrito de Santiago de Surco.
É acessível por ônibus e metrô – clique aqui e saiba que condução pegar a partir de determinado ponto.

A praça de alimentação ocupa o centro do shopping. Há cinemas – Cinemark – e estacionamento subterrâneo.
O Jockey Plaza Shopping Center não é o único “a céu aberto”, digamos. Como não chove em Lima, não há necessidade de construí-los totalmente fechados. Conforme já escrevi em outra postagem, nem bueiros há no meio-fio das ruas da cidade.

Chegamos ao shopping em taxi. Levamos cerca de 30 minutos de viagem desde o bairro Miraflores. Vale o passeio.

BRASIL. SANTA CATARINA. FLORIANÓPOLIS – Café Cultura Primavera.


FOTO DESTACADA: A fachada do Café.

Para início de conversa todas as casas primam por ambientes espaçosos, bem decorados, limpos e, acima de tudo, muito bem localizados.

A filial Primavera une todo esse bom gosto em um espaço muito especial onde primeiro se instalou a Primavera Garden Center – um galpão imenso, bem arrumado, onde você encontra mudas de frutíferas e plantas ornamentais de muitas espécies, artigos para decoração, sementes, ferramentas para jardinagem, e ainda um Café.

Na lateral há vários restaurantes um ao lado do outro, mas o Café Cultura não faz parte desta pequena avenida – está em destaque, de frente para a SC-401.
São muitas filiais espalhadas por toda Florianópolis e em outras cidades próximas. Ah! E até no Aeroporto Hercílio Luz ele já aterrissou. O estacionamento no local é muito bem organizado – entrada por um lado, cancela, guichê de pagamento na saída… Tudo arrumadinho.

Para que você tenha uma idéia, separei algumas sugestões.

Na página do menu acima, observe que o suco de manga também pode ser incrementado com gengibre, e a limonada suíça pode ser adoçada com leite condensado.
Dos sucos misturinhas experimentamos quase todos.

Os cafés são apresentados de acordo com técnicas de preparo diferenciadas. Aonde, confesse, que você encontra tanto esmero em um cardápio? Essa página aqui de cima trata-se apenas do intróito; agora…, nesta aqui de baixo, môquiridu…

As boas idéias estão em todo o cardápio. Dê só uma olhada no título “Para Acompanhar o Café”.

E mais: cafés de sabores únicos e maquininhas porretas para você se dar ao prazer de prepará-los em sua própria casa estão à venda, bem como chás, cervejas, vinhos…

Os pratos dispensam comentários. Todos feitos na hora – fresquíssimos e deliciosos. Almocei muitas vezes lá.

Revistas e jornais? Basta lançar mão e levar para sua mesa.

Nada melhor para terminar a refeição que um cafezinho. Incrementado então…

O conforto dispensa comentários.
Ficou faltando ressaltar o atendimento simpático e gentil de todos: transbordam boa vontade e sorrisos.
Para mim, é ponto obrigatório quando estou em Florianópolis. Adoro!

Endereço: SC 401, Km4 – Espaço Primavera Garden
De segunda a sábado das 09:00 as 20:00 e aos domingos das 9:00 as 19:00 horas. (048) 3307-9350
Florianópolis, Santa Catarina.

BRASIL. SANTA CATARINA. FLORIANÓPOLIS – Casa da Alfândega: Onde Comprar Artesanatos Catarinenses.


IMAGEM em DESTAQUE:

UM POUCO DE HISTÓRIA
A notícia que se tem é a de que a primeira Casa da Alfândega, construída em local distinto de onde ergueram a que conhecemos no Centro de Florianópolis, explodiu inexplicavelmente, em 1866.
A explosão, de proporções gigantescas, chegou a atingir os alicerces do prédio!, abalou construções próximas e matou 10 pessoas.
Dez anos mais tarde foi construído um prédio em estilo neoclássico que serviu ao porto de Florianópolis até 1964, ano em que as atividades portuárias terminaram e a alfândega foi desativada.
Era lá que minha avó paterna embarcava no navio Carl Hoepcke rumo ao Rio de Janeiro, a fim de passar temporada com parte da família.
O prédio abriga o Centro da Cultura Popular e a Galeria do Artesanato.
A exposição e venda permanente dos trabalhos de centenas de artesãos tem como objetivo a preservação e o incentivo à cultura popular. Lá o visitante encontra milhares de opções para presentes, decoração, além de tomar conhecimento dessa herança artística fantástica do catarinense.

Este prédio foi construído no antigo Largo do Príncipe, atual rua Conselheiro Mafra.

Até a década de 70 o mar banhava o histórico prédio neoclássico.
Com o aterro que conhecemos como Baía Sul, uma grande praça foi criada na área, o Largo da Alfândega.

Nesse espaço, por demais convivial, os amigos marcam encontro, as pessoas fazem uma pausa para descanso, ou apreciar o movimento. Mas a ocupação maior se dá quando músicos se apresentam no largo, ou quando, em época de Carnaval, blocos e escolas de samba ensaiam suas performances.

Tudo encanta nesse lado do Centro de Florianópolis: o prédio da Alfândega, inaugurado em 27/7/1876…, o largo…, o Mercado Público, bem pertinho, e, claro, tudo que a Loja de Artesanato Catarinense oferece.

Nesta foto, fachadas bem conhecidas tais quais as casas do Ribeirão, do Mercado Público, do Palácio Cruz e Souza, e do mais representativo prédio de Blumenau, são bastante decorativas.
Peças em cerâmica com toques de pintura indígena são bem diferenciadas.
Colares, castiçais e porta incensos.
A bela escultura de São Francisco dispensa comentários.

As bruxinhas que justificam o título de Ilha da Magia à Ilha de Santa Catarina não poderiam faltar.

Tapetes artesanais, toalhas de lavabo valorizadas pela trabalhosíssima e complicada arte da fabricação da renda de bilro são destaques pela delicadeza. Panelas de barro, cachaças, bruxinhas de pano, essências, lamparinas para iluminar jardim…

… e as maravilhosas flores confeccionadas com escamas de peixe. São trabalhos belíssimos que deixam o comprador em dúvida: o que levar?!

E a delicadeza das caixas enfeitadas com flores de palha de milho? E a rosa de escama de peixe, com dobraduras e transparência?

Peças de vestuário também não faltam na loja, bem como…

… as bolsas confeccionadas com lacre de latas de alumínio.

Trata-se de uma das atrações turísticas de Florianópolis das mais interessantes para você visitar: não só pelo conjunto de valores que representa, mas pelo colorido e pela beleza.
Não deixo de passar por lá todas as vezes que estou na ilha.

BRASIL. CEARÁ, CE – O Charme do Comércio de Jericoacoara.


IMAGEM DESTACADA: Por do Sol visto do Morro do Serrote, em Jericoacoara.

Pois é… Este é o mapa de uma das filiais do Paraíso. E está no Brasil! No Ceará, minha gente! No Ceará! Chama-se Vila de Jericoacoara – um lugar que atrai turistas do mundo inteiro e está ficando cada vez mais charmoso.
Sem entrar no mérito da questão anunciada no título da postagem, não posso deixar de citar duas atrações badaladas que ficam próximas à Vila:
1 – uma delas é a Duna do Por-do-Sol,  parte da moldura da própria Jericoacoara. É para lá que migram os visitantes que desejam ter uma visão privilegiada do ocaso.
A bem da verdade, esta duna já foi bem mais alta e havia quem a subisse em lombo de burro – quebra-galho oferecido por alguns jovens habitantes da vila, que encontraram nesse recurso a vantagem de descolar uma graninha dos mais comodistas assim como eu. Apesar de que, há 5 anos, escalei a duna na base da “viação canelinha” – minhas próprias pernas.

2 – A outra atração é a Pedra-Furada, cartão postal de Jericoacoara, onde você poderá chegar de algumas maneiras:

a) – A pé pelo Morro do Serrote. Trata-se de uma caminhada de aproximadamente 1 hora (ida e volta), mas que vale à pena. Não fica pesado porque você chegará lá, fará uma boa parada para clicar fotos ou fazer um vídeo…, tomar um banho de mar, quem sabe? Sentar-se em uma pedra para apreciar a paisagem… e depois retornar. O caminho começa na Rua do Forró. Basta pegar o trecho da lateral da Igreja Matriz e seguir.

b) – Em charrete, pelo mesmo Morro do Serrote.
Em agosto deste ano (2018) optamos por esse conforto, mas a desvantagem é que você, literalmente, só chegará à Pedra Furada se tiver disposição para descer o morro  a pé, tarefa que me pareceu trabalhosa.
Como fomos assistir apenas ao por-do-sol, não me aventurei em bisbilhotar por onde passar porque começou a escurecer. Escolhemos este horário por ser menos quente. Durante o dia a sensação é a de que abriram um maçarico em cima de você.

Durante o trajeto conversamos muito com esse jovem. Foi ele quem nos conduziu em charrete até a Pedra Furada.
Segundo nos informou, a prefeitura está providenciando outro caminho paralelo a esse de areia, só que será pavimentado. O objetivo é oferecer mais conforto a passageiros, charreteiros e, principalmente, aos animais.
Em terreno pavimentado fica mais fácil para os burros puxarem as charretes; e como não haverá buracos na estrada, não haverá solavancos; não havendo solavancos, o conforto será geral.
O jovem charreteiro nos contou também que é proprietário de 3 burros. Segundo ele, os animais ficam muito cansados por terem que puxar as charretes nesse tipo de terreno e por isso é preciso revezá-los.
Esteja certo de uma coisa: a pé ou de charrete, o passeio vale à pena e o aconselho. Aprecie as paisagens sem moderação. In loco, claro.

Fim de tarde visto do Morro do Serrote, em Jericoacoara.

c) – Pelo caminho das pedras, na maré baixa. Pode lhe parecer estranho, mas foi muito bom! Há gosto prá tudo, não é mesmo? Nessa de procurar a melhor pedra para pisarmos, o tempo passou e nem sentimos. É esse o caminho que os vendedores de água utilizam na maré baixa. Vários passaram por nós em uma velocidade espantosa e com uma caixa de isopor pesada nos ombros.  A impressão que tivemos foi a de que já sabem em quais pedras pisar.
Esta opção leva-o diretamente à Pedra Furada, com certeza, porque é, literalmente, o final da pedrada; isto é, do caminho. Ups! O  voo é direto, sem escalas.

d) – E a mais confortável, istepô, é você chegar lá de carro. Fiz esse percurso duas vezes. É o mais prático, claro, mas… nada tenho a dizer a respeito.


EVOLUÇÃO do COMÉRCIO – Finalmente!…

Voltamos a Jericoacoara após 5 anos e levamos um susto. Susto que costumamos levar quando vemos um lugar que conhecemos evoluir em curto espaço de tempo. Jeri foi demais!

Saímos para rever as famosas Lagoas Azul e Paraíso em companhia de Elivandro, pessoa simpática e gentilíssima que trabalha com Paulo (Off-Road Jeri), e nesse passeio botamos as novidades em dia. E haja papo. O conversê só parou na volta, na porta da pousada onde nos hospedamos. 
Conversa vai, conversa vem, comentamos a respeito do crescimento da Vila. Sem que tivéssemos citado a última vez em que estivemos em Jericoacoara, Elivandro foi categórico ao dizer que a Vila cresceu desse jeito em 5 anos. Batata!

Neste curto espaço de tempo italianos ergueram hotéis de alto padrão. Um restaurante que prima pela originalidade na decoração e excelente cardápio, o Na Casa Dela, abriu uma filial na própria Jeri – foi inaugurado enquanto estávamos lá.
Aumentou o número de pousadas e, pelo que me pareceu, de mercados também.
Há mais farmácias. Uma UPA elogiada por seus serviços está na entrada da Vila. Cafés bem atraentes oferecem cardápio variado – incluem refeições rápidas além de cafés incrementados, sanduíches e um monte de etecéteras. E boutiques. Muitas boutiques, cada uma mais bonita que outra.
Uma das sorveterias vive lotada – fabricação de diversos sabores, incluindo diet, no próprio estabelecimento.
Marcas bem conhecidas de roupas e perfumaria já atracaram em Jeri.
Becos que serviam apenas para corte de caminho viraram atração por conta do farto comércio.
Em função desse crescimento, Jericoacoara tornou-se mais iluminada. Explico: a Vila não conta com iluminação pública. É a iluminação das vitrines que ilumina as ruas. E dá pro gasto. Observe as fotos.


Na Rua do Forró uma boutique não usou nenhum tipo de revestimento no piso – é pura areia de praia, devidamente tratada.
Jericoacoara era uma antiga aldeia de pescadores e foi crescendo sem calçadas ou pavimentação nas ruas. A boutique Flor Jeri não fugiu à regra e também aderiu à areia de praia para cobrir o piso. Maravilha, porque não há nenhuma preocupação “em ter que varrer a loja para tirar a areia que trazem nos pés”.


Ao lado, outra loja chama atenção pelas redes artesanais confeccionadas em puro algodão.

Mais adiante a escola de dança anuncia ritmos e horários de aula. Está colada à agência dos Correios.

Muitos becos e ruas sem movimento foram interditados à veículos pesados. Ótima decisão, levando-se em conta que as mercadorias expostas nas vitrines podem chamar a atenção dos transeuntes e levá-los a se distraírem e amargarem acidentes.

Esta doceria caprichou no artesanato da porta que faz as vezes de cortina. É sensacional! Parei para olhar e fotografar, mas… acabei viajando no trançado.
Jericoacoara está que é puro charme.

Nesse beco, floreiras  chamam atenção pela criatividade…

… e no Centrinho também. Este jacaré não parece engolir a árvore?

Há cinco anos nem se imaginava Jericoacoara com um Café charmoso como esse.


A Color Time fez uma chamada bem interessante para o Dia dos Pais.

Observe! A iluminação das ruas provém de vitrines e das próprias lojas. Em Jericoacoara não há iluminação pública. E precisa?

Esta vitrine pertence a uma loja que, a meu ver, é a mais bonita da Vila. Chama-se Conto de Fadas. Por ser muito grande e em L, conta com duas portas. Trata-se de uma boutique de bijuterias e de peças para decoração.
Ao fotografar o interior de qualquer lugar costumo pedir licença ao responsável. Uma funcionária indicou-me um jovem senhor que estava um pouco afastado de uma das entradas. Era o  proprietário. Um francês simpaticíssimo com quem batemos um papo de 20 minutos. Contou-nos como havia chegado à Jericoacoara e mais algumas curiosidades.

Problemas com celular? Faltou bateria para sua máquina fotográfica? Esqueceu o carregador? Não há com o que se preocupar porque em Jericoacoara você encontrará uma loja especializada no assunto. Atendimento simpático e muito educado. Aonde? No Beco do Forró.

Lá você só não encontrará lojas de uma especialidade… Será que você advinha qual é? Dou-lhe uma…, dou-lhe duas…, dou-lhe três. Não matou a charada? Então, lá vai: sapataria!…


1º dia na Rota – De Fortaleza a Jericoacoara
2º dia na Rota – Jericoacoara – Lagoas: do Paraíso e Azul
3º dia na Rota Andanças Por Jericoacoara.
4º dia na Rota – De Jericoacoara a Luiz Correa, PI.
5º dia na Rota – Carnaubinha Praia Resort.
6º dia na Rota Barreirinhas e Circuito Lagoa Azul.
7º dia na Rota – Santo Amaro do Maranhão
8º dia na Rota – Flutuação no Rio Formigas, em Barreirinhas
9º dia na RotaDe Barreirinhas à Jericoacoara.

A Ex Bem Cuidada POUSADA D’AREIA.
– Divino Cafeteria no Centro de Barreirinhas – É Divina!
Hotel Villa Terra Viva, em Jericoacoara.
– Hotel Villa Beija-Flor, em Jericoacoara.
– Conto de Fadas – Onde Comprar em Jericoacoara.
Onde Almoçar em Jericoacoara. Ou não.
O Charme do Comércio de Jeri.
O Quintal Mais Charmoso da Vila.


“Todas as viagens têm suas vantagens. Se o viajante visita países que estão em melhores condições, ele pode aprender como melhorar o seu. E se a sorte te levar a lugares piores, você pode aprender a aproveitar o que tem em casa “. – Samuel Johnson


BRASIL. CEARÁ, CE. Conto de Fadas – Uma Loja Irresistível em Jericoacoara.


IMAGEM DESTACADA: Porta principal da loja.

Um belo dia, um francês simpático e boa pinta que mostrou-nos apreciar um conversê, chegou ao Ceará atraído pelos famosos ventos de Preá. 
Niki nos aproximamos do jovem senhor apenas para lhe pedir autorização para fotografar a loja, engrenamos em um papo que durou mais de 20 minutos.
Pela receptividade e atenção que nos dispensou, o desportista (ainda pratica kite) demonstrou que está totalmente integrado ao perfil descontraído e amistoso de quem mora em um país tropical. E em se tratando de Jericoacoara, istepô, mesmo que você queira se estressar, vai ser difícil.
Jeri contagia; a Vila entra na veia da gente sem que percebamos; daí, quando você se dá conta…, já está contaminado. E não tem cura! Sofro de Jericoacoarite crônica desde 2010.

Nesse curto espaço de tempo, Monsieur nos contou como chegou à Jeri.
Igual a tantos outros praticantes de kitesurf, o jovem se apaixonou pelo lugar e foi ficando, ficando… Constituiu família… E, não faz muito tempo, abriu a loja mais iluminada e chamativa da Vila de Jericoacoara: a Conto de Fadas.

A entrada mais atraente é pela Rua Principal. Como a loja é grande e em forma de “L”, há outro acesso pelo Beco Doce.
Chegamos a fim de olhar as mercadorias com bastante atenção e o fizemos por longo tempo.

Na Conto de Fadas as mercadorias primam pelo excelente acabamento. Algumas peças chamam atenção pela delicadeza e riqueza de detalhes. Outras, maiores, pela criatividade – a beleza desta arraia quase me levou à contemplação.

BRINCOS, COLARES, ANÉIS, BOLSAS GRANDES E SALTOS ALTÍSSIMOS sempre foram minha grande paixão.
Na década de 80 trouxe da Espanha bijuterias que assustavam pelo tamanho. Eram brincos de pingentes coloridos que ultrapassavam a altura dos ombros.  Fora esses discretos modelitos,  trouxe outros de argolas imensas. Vez ou outra ouvia uma piada na rua, uma crítica debochada no trabalho…, na faculdade…, mas não me importava.
Daí, mô quirido, apesar da idade avançada, quando me vi diante dessas vitrines quase que marido teve que chamar um Bombeiro para me resgatar de lá.

Observem esses brincos!!! São levíssimos.

Os anéis e os brincos agora são menores, mas dos colares e das bolsas grandes não abro mão.

O jovem proprietário contou-nos que recebe mercadorias de diversas partes do Brasil. Entrei na brecha e lhe disse que Florianópolis produz belíssimos artesanatos, se ele os conhecia, coisa e tal, mas…, respondeu-me que sair de Jeri para vê-los lá no sul “é muito longe”. Que pena!..

À esquerda, no painel, estão os chaveiros – cada um mais lindo que o outro.
Quando vi esses colares, o esforço foi sobrenatural para resistir. Consegui. Ufa!

  

Para quem gosta de pulseiras, provavelmente vai se perder neste universo de maravilhas. Pulseiras confeccionadas com capim dourado destacavam-se das demais bela beleza.


Todas as bijuterias são de fino acabamento.
Para quem cultua Beleza, indico a Conto de Fadas. Aprecie sem moderação.


1º dia na Rota – De Fortaleza a Jericoacoara
2º dia na Rota – Jericoacoara – Lagoas: do Paraíso e Azul
3º dia na Rota Andanças Por Jericoacoara.
4º dia na Rota – De Jericoacoara a Luiz Correa, PI.
5º dia na Rota – Carnaubinha Praia Resort.
6º dia na Rota Barreirinhas e Circuito Lagoa Azul.
7º dia na Rota – Santo Amaro do Maranhão
8º dia na Rota – Flutuação no Rio Formigas, em Barreirinhas
9º dia na RotaDe Barreirinhas a Jericoacoara.

A Ex Bem Cuidada POUSADA D’AREIA.
– Divino Cafeteria no Centro de Barreirinhas – É Divina!
– Hotel Villa Beija-Flor, em Jericoacoara.
– Hotel Villa Terra Viva, em Jericoacoara.
– Conto de Fadas – onde comprar em Jeri.
– O Farto Comércio de Jericoacoara.
Onde Almoçar em Jericoacoara.

"A prova de que no futuro não existirão viagens no tempo, é que não estamos sendo visitados pelos viajantes do futuro." -Stephen Hawking

ARGENTINA, AR: Pátio Quinquela, em LA BOCA.


IMAGEM em DESTAQUE: Fachada da Galeria.

QUINQUELA
A galeria homenageia um pintor autodidata de nome Benito Juan Martín. Recém nascido, foi abandonado pela mãe e levado a um orfanato por onde permaneceu por 7 anos, até ser adotado pela família Chinchella.
É um dos pintores mais conhecidos da Argentina.

A GALERIA
Trata-se de mais uma opção de compras na Magallanes, a rua do buchincho do Bairro La Boca.
Lugar agradabilíssimo, aconchegante, comércio organizado, tranquilo e com opção para você matar a sede ou tomar um cafezinho enquanto aguarda a patroa aparecer cheia de sacolas e sua carteira vazia.

Detalhe: bancos para os quem preferem ficar distante das compras, aproveitar para bater um bom papo com um amigo ou permanecer em silêncio, descansando.

No final da avenida, na parte coberta, mais opções para passar seu cartão de crédito.
Já havíamos caminhado bastante, visto muito coisa. Daí chega um momento em que o cansaço domina, a paciência acaba e não me deixo atrair mais por qualquer preço convidativo. Foi o caso.

Cunhada e sobrinha encontraram forças para dar uma volta no ambiente, mas não viram nada que lhes chamasse atenção.

O centro de compras é pequeno, o que favorece a busca pelo objeto desejado. É muuuiiito agradável.
Para ser franca, entrei porque o pátio me conquistou pela aparência assim que passei pela porta.
Vale a visita mesmo que você não esteja disposto a comprar nada.

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