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FRANÇA: De Nice a Marseille.


Imagem Destacada: Jardim Alberto I, Nice.

Da janela do apartamento do Hotel B4 Nice Plaza 12, Avenue de Verdun, saquei a penúltima foto do Jardim Alberto I (em fase de acabamento para receber o Festival de Jazz), e rumamos para a Gare com destino a Marseille.

Nice, pela manhã, dia de partida p Marseille. 05.7.14 (1024x768)
Jardim Alberto I.

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 Digo “penúltima” parodiando minha avó paterna que não gostava de pronunciar as palavras “azar” e “última”. Além do mais, como pretendo retornar em breve, o “penúltima” serve para dar uma força no astral.

Nesta partida aconteceu o seguinte: como em 2013 usamos nossos bilhetes de trem em horários que não os determinados no bilhete, decidimos antecipar nossa viagem – marcada para 15.00 h. –  e pegar o primeiro comboio que aparecesse.

Quando adquirimos um bilhete de trem comum, não há necessidade de obedecer horário e número de poltrona marcados. Essa flexibilidade aprendi com um fiscal da estação de Vernon, ao retornarmos de Giverny, e desde então passamos a viajar sem nos prender a esses pormenores.

Ao chegarmos à Gare pouco antes de meio-dia, um trem já estava esticadinho na plataforma. Tentamos embarcar, mas fomos impedidos pelo fiscal, porque nossos bilhetes estavam marcados para 15.00 h e , além do mais, aquele trem não era o popular conforme explicado acima. Poderíamos seguir naquele comboio caso pagássemos a diferença do preço do bilhete. Achamos a alternativa ótima e, ali mesmo, na plataforma, pagamos ao fiscal – que registrou nossos novos bilhetes em uma máquina semelhante à utilizada para cartões de crédito -, e embarcamos.

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Interior do trem que nos levou de Nice para Marseille.

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Sem lugar marcado, aconteceu de termos que mudar de lugar duas vezes, o que era esperado. Sem problemas. Nem que tivéssemos que sentar no chão, estaríamos felizes por termos conseguido sair de Nice conforme imaginávamos.
O percurso dura aproximadamente duas horas e meia e isso é nada quando se viaja confortavelmente.
Em Marseille tivemos dificuldade em encontrar táxi ao sairmos da estação de trem. Sem alternativa, arrastamos nossas malas até sairmos do entorno da gare e acabamos pegando um taxi em uma avenida próxima.
Logo chegamos ao Grand Tonic Hotel Marseille – 43, Quai des Belges 13001 – Marseille, em frente ao Vieux Port, muito bem localizado.

Visivelmente, trata-se de um prédio antigo reformado cuja recepção deixa a desejar em aparência. A classificação Quatro Estrelas ultrapassou em muito o limite do bom senso. Aliás, gostaria de saber qual critério usam para “estrelar” os hotéis.

Para que tenham idéia, vi alguns hóspedes chegarem para tomar seu café da manhã próximo ao horário de encerramento do desjejum e encontravam o buffet incompleto. Nós mesmos, ficamos uma manhã sem ovos mexidos (adoro!), sem a bandeja de frios completa, sem pão francês!!! e sem mais alguma coisa da qual não me recordo. Frutas! Faltavam algumas frutas! O buffet estava bastante desfalcado e ficou por isso mesmo. Reportei-me então a um dos garçons pra reclamar – principalmente a falta dos ovos mexidos – e fui informada de que o hotel não dispunha mais de ovos!!! para compor a mesa do café da manhã. Peraí! Um hotel dito 4 estrelas nessas condições? Passamos então a acordar mais cedo objetivando encontrar um buffet completo. De pomposo o hotel só tem o nome. Três estrelinhas estaria de bom tamanho. Mais que isso é exagero.

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Quarto do “Grand’ Tonic Hotel Marseille.

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Quarto de bom tamanho.

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Banheiro espaçoso.

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Historicamente, Marseille era o centro comercial mais importante na região e funcionou como o principal porto comercial do Império Francês. Marselha é a maior cidade francesa na costa do Mediterrâneo bem como o maior porto comercial. É a capital da Provence-Alpes-Côte d’Azur, bem como a capital do Departamento de Bouches-du-Rhône. É a segunda mais populosa cidade francesa.

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Vieux Port visto do quarto do hotel.

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Em frente ao hotel, a bilheteria para aquisição de passagens para as Ilhas Frioul e If.

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Á direita do Grand Tonic Hotel há uma excelente brasserie onde almoçamos algumas vezes: a Brasserie Le Soleil. Atendimento atencioso, rápido e boas refeições.

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Brasserie Le Soleil.

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Salada com frutos do mar…

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Brasserie Le Soleil, à direita do Grand Tonic Hotel.

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Sobremesa – Panqueca com recheio de creme de chocolate.

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Vieux Port visto da mesa que ocupamos na brasserie.

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Em frente à Chapelle des Augustins está a bilheteria para quem deseja passear pelas Calanques e ainda o Château d’If.

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Vieux Port.

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Vieux Port, Marseille.

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Vieux Port – À esquerda, ao fundo, o Grand Tonic Hotel.

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Vieux Port.

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França: Saint-Paul-de-Vence.


Foto em Destaque: Bouganville em residência de Saint-Paul-de-Vence.

Como Chegar: ônibus 400 – Vai até VENCE. Mas, como a maioria das pessoas destina-se a SAINT PAUL DE VENCE, deverá observar se no ônibus está escrito VENCE “PAR” SAINT PAUL.
Para ver itinerário e horários clique aqui; ou aqui  > LINHA 400 – LINHA NICE VENCE; e ainda aqui > LINHA 400 NICE – VENCE.

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Roteiro: Rio de Janeiro / Lisboa / Nice (Menton; Saint Raphael; Biot; Saint-Paul-de-Vence; Villefranche-Sur-Mer) / Marseille (Calanques; Cassis) / Aix-en-Provence (Ménerbes; Cucuron; Carpentras; Fontaine du Vaucluse; Uzés; Saint-Paul de Mausole; L’Isle-Sur-La-Sorgue; Saint-Saturnin; Saignon; Sault; Valensole; Lac de Sainte-Croix) / Paris (Estrasbourg) / Lisboa (Lagos; Tavira ) / Rio de Janeiro.

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EMOÇÕES (nada a ver com o cantor Roberto Carlos):

Comecei a viajar em setembro de 1985 e desde então dois momentos haviam me tocado profundamente em todos esses anos. O primeiro foi no Chile, quando, do alto do Vulcão Osorno coberto de neve, vislumbrei a Cordilheira dos Andes emoldurando Santiago. Indescritível! não só pelo fato de eu estar afundando meus pés na neve até quase os joelhos em um vulcão adormecido, mas também por estar cercada por uma cadeia de montanhas poderosa.

Estava em companhia de mais três amigos. Ficamos em silêncio por alguns instantes para ouvir o misterioso barulho do NADA.

Um silêncio espontâneo, brotado da necessidade de cada um de meditar por alguns instantes diante de um poder que não sabemos de onde vem; de calar diante de um grande mistério que nos rodeira, mas que sabemos que observa cada um de nós em tempo integral; necessidade de orar, de homenagear com admiração e quietude aquele encontro com a natureza.

Foi um momento de paz!… De muuuiiita paz. De comunhão de almas interrompida por nossa esfuziante alegria, por nossos comentários quanto à felicidade de estarmos ali, apenas os quatro, abraçados naquele ponto do planeta.

Diante de tanta grandiosidade, pergunto:  – Quem somos, afinal?Quero voltar ao Osorno!…

O segundo momento foi quando juntamente com familiares  e estes mesmos amigos, tivemos a sorte (não é mais permitido) de atravessar os Lençóis Maranhenses em quadriciclo, navegando de Barreirinhas até Atins. Eram cinco máquinas vermelhas desenhando um balé espetacular na areia das dunas. Ambos os momentos foram indescritíveis; emocionantes; inesquecíveis.

As emoções mais recentes e igualmente significativas foram: uma, quando me vi em Biot diante da escultura de dois dançarinos de autoria de Kees Verkade intitulada L’Envol, e a outra em Saint-Paul-de-Vence.

O que quero dizer? Que cada lugar por onde passei sensibilizou-me de um jeito e Saint-Paul não foi diferente. Tocou-me ao resgatar momentos felizes de minha infância passados na fazenda de meu avô.
Essa memória devo à Chambre aux Confitures da qual falarei um pouco mais abaixo.

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Nice – Ponto de Ônibus para Vence – observar se é via Saint-Paul – na Praça Alberto 1º, ao lado do Hotel Méridien.

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Saint-Paul-de-Vence. Vista parcial.

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Neste café, à direita de quem chega a St.Paul, não nos deram a menor atenção. Após tempo suficiente de espera para sermos atendidos e nada aconteceu, retiramo-nos antes que mofássemos na cadeira.

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Nos mesmos moldes de Biot, Saint-Paul-de-Vence mostra um painel em mosaico com indicações do tipo de comércio que o visitante encontrará na cidade.

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Neste caminho que beira a cidade pela direita de quem chega,  há cafés, boutiques, galerias de arte e bela vista. Veja abaixo.

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Vista parcial de Saint-Paul-de-Vence.

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Em frente ao ponto de onde sacamos fotos da cidade (acima), está esta galeria. Chamou-nos atenção obras de Romero Brito.

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Saint-Paul-de-Vence. Obras de Romero Brito, grande talento brasileiro.

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Vista parcial de Saint-Paul.

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Saída da cidade para Cannes e Vence.

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Em todo o Sul da França, principalmente na Provence, trepadeiras espaçosas e ousadas disputam paisagens com janelas e balcões.

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Ao rever todas essas fotos, concluí que a Provence não se descreve: sente-se!

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Saint Paul de Vence.

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Ainda o caminho que circunda a cidade pela direita de quem entra.

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Rua no Centro antigo de St. Paul.

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Roupas secando embaixo de janelas – adoro!

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O que dizer de um lugar como este?

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Dizer que a cidade é puro charme é pouco; muito pouco.

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Arte até no calçamento de algumas ruas de St. Paul.

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LA CHAMBRE AUX CONFITURES:

Antes de mais nada é preciso dizer que geléia não é a mesma coisa que confitures (marmelade)
Geléia, como o próprio nome sugere, são elaboradas apenas com o sumo das frutas e nem todas culminam em bons resultados.
Para que uma fruta tenha a aparência de gel no final de seu cozimento é necessário que seja rica em pectina, tais como: pêssego, maçã, mirtillo, framboesa, amora, morango, cassis, groselha, limão, laranja, tangerina e outras.
E confiture (marmeladas) são doces de frutas que minhas tias e avó – todas de origem germânica pelo lado materno -, faziam em casa e chamavam de schmier, chimíer ou, mais aportuguesado, chimia.  Nesses doces, as cascas de algumas frutas eram aproveitadas tais como a da laranja (cortada bem fininha), a da uva, e a do pêssego.
A chimia mais comum era a de banana, deliciosa, que ficava horas sendo mexida no tacho sob fogo de fogão à lenha, até ficar bem vermelha. As framboesas eram colhidas nas cercas quilométricas que separavam a fazenda de meu avô daquela do vizinho.
Qual a mais cara, você sabe? A geléia, por motivos óbvios.
Quando vi esta boutique, não resisti e entrei. E à medida em que percorria os olhos pelas prateleiras, regredia no tempo e lembrava de minha infância “nas terras” de meus avós maternos.
Revi as dezenas de vidros de conserva arrumadinhos nos armários da imensa cozinha e me lembrei que ficava admirando aqueles vidros coloridos pela miscelânea de legumes, alguns, e de frutas, outros.
Como minha avó fazia para que ficassem tanto tempo ali sem estragar? Tinha curiosidade…, perguntava…, mas a resposta era sempre a mesma, curta e grossa : – Não precisa saber! Ou então, na melhor das hipóteses, vinha um “mais tarde você aprende”. Realmente aprendi, fiz algumas, mas nem todas deram certo.
Os vidros eram especiais: grandes, espessos e em cuja tampa havia um arame grosso e uma borracha entre a tampa e o vidro propriamente dito, para vedar. Tenho desses vidros em meus armários de cozinha, que utilizo para guardar biscoitos, farinhas, cereais. Felizmente, ainda encontramos esse tipo de “conserva” para vender em algumas localidades de Santa Catarina.
E foram esses vidros que momentaneamente vi diante de meus olhos naquela rica estante da boutique, e me emocionei. Voltei no tempo em fração de segundos e vi o quanto tive infância feliz.

MUSEU FRAGONARD, em Grasse:
A mesma emoção tive no Museu Fragonard quando vi na vitrine vidros de perfume que minha mãe usava e nos quais não podia tocar.
Diversos sabores, cores e aromas estavam ali na minha frente. Todos “chuntos e reunitos” – com este “erre” bem vibrante como quem imita o barulho de um motor com a língua -, pronúncia que ainda ouço de familiares quando estou  em Santa Catarina.
A escolha é difícil: são diversos sabores de uma só fruta, de mistura de frutas e de frutas temperadas com especiarias.
Bateu aquela vontade de comprar a loja inteira, mas… quem daria conta do peso?

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La Chambre Aux Confitures –  mais dois endereços em Paris, um em Estrasbourg e outro em Lille.

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Estante de geléias de frutas. Não resistimos e trouxemos quatro vidros de sabores diferentes. Todos, deliciosos.

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Tal qual o Sul da França, a loja é uma festa de cores, aromas e sabores.

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A boutique trabalha também com chás, calisson e diversos tipos de doces.

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Uma jovem senhora simpaticíssima nos atendeu e disse-nos que duas outras brasileiras haviam estado na loja, fotografaram-na, prometeram divulgar a loja, mas que até aquele momento nada havia acontecido.
Provavelmente, ela não botou fé de que faria esta postagem, mas… aqui está.
Mais informações clique aqui.

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Rua de Saint-Paul-de-Vence.

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Mais do que recomendável. Preços convidativos e atendimento rápido.

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Pura delícia: massa ao dente, recheio honesto, molho caseiro, manjericão fresco e “aquele” queijo.

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Restaurante muito bom onde almoçamos o belo e saboroso prato de massa que você vê acima.

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Vista parcial de St. Paul-de-Vence.

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Paisagem de Saint Paul.

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Escultura interessantíssima elaborada com ferraduras.

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Bouganville – a arte maior.

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Nice, Côte D’Azur : Pontos dos ônibus números 94, 200, 400, 500 e ainda: o 10 para Biot e o 100 para Menton e Villefranche-sur-Mer.


Imagem Destacada: Ponto de Ônibus da Praça Alberto I

Roteiro: Rio de Janeiro / Lisboa / Nice (Menton; Saint Raphael; Biot; Saint-Paul-de-Vence; Villefranche-Sur-Mer) / Marseille (Calanques; Cassis) / Aix-en-Provence (Ménerbes; Cucuron; Carpentras; Fontaine du Vaucluse; Uzés; Saint-Paul de Mausole; L’Isle-Sur-La-Sorgue; Saint-Saturnin; Saignon; Sault; Valensole; Lac de Sainte-Croix) / Paris (Estrasbourg) / Lisboa (Lagos; Tavira ) / Rio de Janeiro.

Diante da dificuldade em encontrar o ponto do ônibus nº 100 – NICE/MENTON -, citada em outro post, pensei: – Por que não informar onde param os ônibus que partem para Cannes, Biot, Vence (St. Paul de Vence) e outras localidades próximas? Viajei em quase todos (menos o 94) e por isso procurei repassar os pormenores.

Um site português interessantíssimo que descobri recentemente e que resume tudo é este aqui. É prá ninguém botar defeito e pode ser acrescentado aos favoritos: trajetos por barco, automóvel, avião, trem e ônibus são mostrados sem complicação alguma. Continuar lendo Nice, Côte D’Azur : Pontos dos ônibus números 94, 200, 400, 500 e ainda: o 10 para Biot e o 100 para Menton e Villefranche-sur-Mer.