Arquivo da categoria: FRANÇA

Saint Raphael, Côte D’Azur – Como Chegar Saindo de Nice.


Imagem Destacada: Praia de Malibu.

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Roteiro: Rio de Janeiro / Lisboa / Nice (Menton; Saint Raphael; Biot; Saint-Paul-de-Vence; Villefranche-Sur-Mer) / Marseille (Calanques; Cassis) / Aix-en-Provence (Ménerbes; Cucuron; Carpentras; Fontaine du Vaucluse; Uzés; Saint-Paul de Mausole; L’Isle-Sur-La-Sorgue; Saint-Saturnin; Saignon; Sault; Valensole; Lac de Sainte-Croix) / Paris (Estrasbourg) / Lisboa (Lagos; Tavira ) / Rio de Janeiro.

Obs: clique duas vezes na luva para ver as imagens aumentadas.

Saint Raphael, na Côte d’Azur, não é um balneário badalado como Cannes, Nice, Saint Tropez, Antibes ou Saint-Jean-de-Cap- Ferrat e, pelo que me consta, nunca foi lugar que tenha virado moda por conta de algum famoso que tenha passado por lá.

E por estar assim quietinho, quando se fala em seu nome quase ninguém sabe aonde fica; até amigos que já estão cansados de viajar pelo mundo nunca ouviram falar em Saint Raphael – não sabem o que estão perdendo.

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Sagrados – A Aliança de Maria Madalena e Amor em Jogo.


Duas obras instigantes escritas pela jornalista Ana Teresa Antunes de Araújo Merger, à disposição do leitor no sites citados abaixo e na Amazon.

Perfil de Anaté: Formada em jornalismo e com um mestrado em comunicação internacional no Institut d’Études Politiques em Aix-en-Provence, Anaté Merger trabalhou por 17 anos como jornalista em várias emissoras de TV e jornais brasileiros até se mudar para a Provence em 2004.

Franco-brasileira, casada, dois filhos, Anaté Merger é empresária no ramo do turismo, além de contista das antologias Amores Impossíveis e Segredos de Família, organizadas por Lycia Barros e autora de “A Aliança  de  Maria Madalena” – primeiro volume da série SagradoS e de “Amor em Jogo”, lançados pelo selo Ases da Literatura.

Contato e Redes Sociais:

1- anatemerger@naprovence.com

2- https://www.facebook.com/anatemergerescritora

3- http://www.skoob.com.br/autor/9425

4- http://www.skoob.com.br/livro/419974-amor-em-jogo

5- https://twitter.com/anatemerger

6- http://www.anatemerger.com

7- http://www.naprovence.com

 

 

Amor em Jogo

“Às vezes, a verdade tem muitos disfarces e, para descobri-la, você precisa ter coragem para tirar as máscaras, inclusive a sua”.

Saint-Tropez, Lacoste e outras cidades da Provence fazem parte dos cenários escolhidos para o novo romance da autora franco-brasileira Anaté Merger.

Continuar lendo Sagrados – A Aliança de Maria Madalena e Amor em Jogo.

Nice, Côte D’Azur : Pontos dos ônibus números 94, 200, 400, 500 e ainda: o 10 para Biot e o 100 para Menton e Villefranche-sur-Mer.


Imagem Destacada: Ponto de Ônibus da Praça Alberto I

Roteiro: Rio de Janeiro / Lisboa / Nice (Menton; Saint Raphael; Biot; Saint-Paul-de-Vence; Villefranche-Sur-Mer) / Marseille (Calanques; Cassis) / Aix-en-Provence (Ménerbes; Cucuron; Carpentras; Fontaine du Vaucluse; Uzés; Saint-Paul de Mausole; L’Isle-Sur-La-Sorgue; Saint-Saturnin; Saignon; Sault; Valensole; Lac de Sainte-Croix) / Paris (Estrasbourg) / Lisboa (Lagos; Tavira ) / Rio de Janeiro.

Diante da dificuldade em encontrar o ponto do ônibus nº 100 – NICE/MENTON -, citada em outro post, pensei: – Por que não informar onde param os ônibus que partem para Cannes, Biot, Vence (St. Paul de Vence) e outras localidades próximas? Viajei em quase todos (menos o 94) e por isso procurei repassar os pormenores.

Um site português interessantíssimo que descobri recentemente e que resume tudo é este aqui. É prá ninguém botar defeito e pode ser acrescentado aos favoritos: trajetos por barco, automóvel, avião, trem e ônibus são mostrados sem complicação alguma. Continuar lendo Nice, Côte D’Azur : Pontos dos ônibus números 94, 200, 400, 500 e ainda: o 10 para Biot e o 100 para Menton e Villefranche-sur-Mer.

Nice/Menton. A dificuldade até encontrar o ponto do ônibus número 100.


Foto Destacada: Limão – O produto agrícola mais abundante da região.

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Roteiro: Rio de Janeiro / Lisboa / Nice (Menton; Saint Raphael; Biot; Saint-Paul-de-Vence; Villefranche-Sur-Mer) / Marseille (Calanques; Cassis) / Aix-en-Provence (Ménerbes; Cucuron; Carpentras; Fontaine du Vaucluse; Uzés; Saint-Paul de Mausole; L’Isle-Sur-La-Sorgue; Saint-Saturnin; Saignon; Sault; Valensole; Lac de Sainte-Croix) / Paris (Estrasbourg) / Lisboa (Lagos; Tavira ) / Rio de Janeiro.

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INFORMAÇÕES MAL DADAS É FOGO!

Oh, se me lembro!… Saímos do hotel em torno de 9.30 h com destino a Menton e rumamos em busca da Gare Routière (Rodoviária) que, segundo indicações obtidas na internet, localizava-se entre a Praça Massena e o Centro de Convenções Acrópolis (1 Esplanade Kennedy, 06300).
Estranhei, porque a praça fica muito distante do Centro de Convenções e não seria possível uma rodoviária com tamanha extensão.
Outra indicação era de que a estação central de ônibus de Nice estava localizada na Av. Jean Jaurès; e uma terceira, no Jardin Albert 1ère, na Av. Verdun, na direção do Mac Donald que fica no prédio do Hotel Méridien. E agora? Bom, de cara, vimos que não havia rodoviária alguma neste local, porque já havíamos passado nesta praça algumas vezes e vimos apenas um ponto de ônibus. Então, pensamos no seguinte: que morador não saberia informar o endereço da Rodoviária de sua cidade? E baseados nessa hipótese, saímos lépidos e fagueiros a procura da gare, achando que seria fácil encontrá-la. Mas, não foi.  Continuar lendo Nice/Menton. A dificuldade até encontrar o ponto do ônibus número 100.

Hotel B4 Nice Plaza. A Cidade de Nice e Adjacências. França.


Roteiro: Rio de Janeiro / Lisboa / Nice (Menton; Saint Raphael; Biot; Saint-Paul-de-Vence; Villefranche-Sur-Mer) / Marseille (Calanques; Cassis) / Aix-en-Provence (Ménerbes; Cucuron; Carpentras; Fontaine du Vaucluse; Uzés; Saint-Paul de Mausole; L’Isle-Sur-La-Sorgue; Saint-Saturnin; Saignon; Sault; Valensole; Lac de Sainte-Croix) / Paris (Estrasbourg) / Lisboa (Lagos; Tavira ) / Rio de Janeiro.

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Imagem Destacada: Palácio da Prefeitura – Centro.

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Saímos de Lisboa e fomos para Nice, onde chegamos na parte da tarde.

Do aeroporto ao hotel B4 Nice Plaza – são apenas 7km de distância – o motorista do taxi teve o desplante de nos cobrar a exorbitante quantia de 140 euros pela corrida! Nem se estivéssemos portando malas grandes este assalto não teria fundamento.

Viajamos sempre com malas de tamanho médio – duas ao todo – dois pontos acima de uma valise de cabine – e cada um de nós dois ainda portava uma bolsa a tira-colo. Nada mais. E ainda por cima, o “bendito” taxista nos deixou no hotel errado – no B4 Nice Park, na rue de Suède. Tudo bem, próximo ao  Nice Plaza, não custa arrastar mala por alguns metros.  Ainda bem! Porque se o motorista tivesse nos deixado no lugar certo, teríamos que pagar mais, devido o endereço do hotel em que nos hospedamos ficar na contra-mão do caminho que ele escolheu.

O B4 Nice Plaza é um hotel excelente, muito bem localizado – Avenue de Verdun, 12 – Nice.

Ficamos em um quarto amplo, composto com duas camas de solteiro, uma bancada espaçosa, estar com duas poltronas e mesa de centro, excelente armário para roupas e outro para malas, cofre, frigobar e um banheiro de dimensões consideráveis para os padrões atuais.
Ah! E mais duas sacadas com vidraça antirruído de onde vislumbrávamos belas vistas: o Jardim Alberto I, uma parte da Cidade Antiga e o mar. Contamos com a proximidade da Vieille Ville, de ponto de ônibus, da Place Massena e de variado comércio, além de muitos restaurantes. E a Promenade des Anglais, bem ali perto, na lateral direita.

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Hall de entrada.
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Ainda o hall de entrada.
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Hall de distribuição ao fundo do hall de entrada. Em baixo: salão restaurante e cabine para internet.
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Outro aspecto do salão de pate-papo.
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As pinturas expostas retratavam cenas diárias, de uma realidade impressionante.

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Esta obra impressionou-me pela naturalidade com que o artista retratou os modelos. A impressão que tive foi a de que a qualquer momento as figuras sairiam da tela.
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Estar do hotel, no andar térreo. Tudo muito amplo.
Quarto. As duas camas de solteiro eram bem confortáveis devido sua largura fora de padrão.
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Composição do quarto…
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Armário espelhado à direita.
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Como é costume na França, o vaso sanitário fica em ambiente independente. Aqui, fica à esquerda de quem entra.
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Banheira/box espaçosos. Bancada idem.
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Bancada extensa tipo porta-aviões. Nem precisava tanto.
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Vista do quarto para o Jardim Alberto I.
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Vista à esquerda da sacada. Destaque para os prédios avermelhados da Cidade Antiga.
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O Jardim Alberto I estava sendo preparado para receber o Festival de Jazz.
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Jardim Alberto I. No canto esquerdo, vê-se o Arco de Bernar Venet, notável artista francês.

Nice é uma cidade grande, completa para aquele viajante que adora ficar algum tempo em um só lugar assim como eu. Aliar a vontade de sugar tudo que a cidade possa me oferecer, ao comodismo de não ter que andar frequentemente empurrando malas, é uma fórmula que tem dado certo para mim e “meu fiel escudeiro companheirão de viagens”.
Viajamos por nossa própria conta e isso requer a elaboração de um roteiro que tenha princípio, meio e fim. Não deixamos nada para resolver “quando chegar lá”. Providencio com antecedência todos os bilhetes de que necessitaremos, incluindo os de trem que compro pela TAM. Nada mais prático: entregam na porta de casa, o maior conforto. Prendo-me aos mínimos detalhes a fim de que mais tarde não tenhamos que chorar o leite derramado. Verdade seja dita: viajar dá um baita trabalho e ninguém pode negar.
Voltando à vaca fria: procuro fazer determinadas cidades de Quartel General e Nice foi uma delas.

Entenda como QG aquele lugar de onde podemos sair para passear pela vizinhança e retornar em apenas um dia – o conhecido “bate-e-volta”. Pensamos inicialmente em alugar uma casa, mas acabamos optando por ficar em um hotel muito bem localizado, já citado lá em cima.
De Nice fomos para Menton, Saint-Raphael, Biot, Villefranche-sur-Mer, Saint Paul-de-Vence e Marseille – outro QG.

O QUE VER EM NICE:

O rol de atrações da cidade inclui a Cidade AntigaVieux Nice ( Cours Saleya – feira de flores, frutas e legumes de 3ª a domingo de 6.00 h à 13.30 h e às 2ª feiras de antiguidades), o Bairro Cimiez (Jardin des Arènes; Monastère; Ruínas Romanas; Museu Matisse) que escapou de nossa vistoria, a Colline du Chateau, excelente para a garotada brincar, a Catedral Ortodoxa (não conferimos), a Catedral de Nice situada na parte antiga da cidade, o Vieux Port, o Teatro Municipal (ficou para a próxima), o Monumento aos Mortos que homenageia cerca de 4 mil habitantes de Nice mortos na Primeira Guerra e, logicamente, a Promenade des Anglais e o mar. 
E por falar em mar, a praia de Nice está longe de ser confortável devido sua natureza: ao invés de areia há seixos rolados – inclusive no fundo do mar – e por isso muitas pessoas usam calçados para entrar n’água – muito fria, segundo noticiários.

Será que é pior que a de Copacabana? Não foi desta fez que entrei no mar, mas da próxima o Mediterrâneo não me escapa.
Agora, para quem deseja banhar-se em praia de areia, a vizinha Cannes oferece este conforto a 32,7 km de distância.

Alguns endereços:

1. Marc Chagall – 36 Avenue Docteur Ménard, 06000 Nice, França – tel.: +33 4 93 53 87 20.
2. Henri Matisse – Endereço : 164, av. des Arènes de Cimiez 06000 Nice. (Parc des Arènes).
Tel : (+33) (0)4 93 81 08 08 (informations)
Tel : (+33) (0)4 93 53 40 53 (conservation)
Fax : (+33) (0)4 93 53 00 22
e-mail: musee.matisse@ville-nice.fr

3. Musée des Beaux – Arts de Nice – 33 Avenue des Baumettes 06000 Nice, France. Tel. 04 92 15 28 28.
4.  Musée Massena – (Massena Art & History Museum) – 65 Rue de France 06000 Nice, France. Tel.: 04 93 91 19 10.
5.  Palais Lascaris – 15 Rue Droite 06300 Nice, France. Tel.: 04 93 62 72 40.
6.  Musée International d’Art Naif Anatole Jakovsky – Avenue de Fabron  06200 Nice, France. Tel: 04 93 71 78 33.
7. Prieuré du Vieux Logis – 59 Avenue de Saint-Barthélemy – 06100 Nice, France. Tel.: 04 93 84 44 74.
8. Réunion des Musées Nationaux – 6 Avenue Doct Ménard –  06000 Nice, France 04 93 53 05 46;
9. Museaav – 16 B Place Garibaldi – 06300 Nice, France. Tel: 04 93 56 21 19.
10. Museu de Arte Moderna e Arte Contemporânea – MAMAC.
11. Praça Garibaldi e Praça Massena – cafés e lojas.

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Praça Massena no Centro de Nice.

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Espelho d’água na Promenade du Paillon, próximo à Praça Massena.

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Fontaine du Soleil.

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Fonte de Apolo na Praça Massena.

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Passeio na parte antiga da cidade – Vieux Nice.

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Cours Saleya.

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Cours Saleya.
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Cours Saleya.

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Cours Saleya.

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Passagem da Cours Saleya para a Avenida Estados Unidos (praia).

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Movimento da rua Massena, Centro de Nice.

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No dia em que chegamos a Nice, dia 27 de junho de 2014, a cidade estava lotada por conta de um Triatlon. Dia seguinte, piorou. Se já estava difícil caminhar nos pontos mais atraentes de Nice, encontrar mesa prá dois em qualquer restaurante era quase impossível. Mas, como não existe nada melhor que dar tempo ao tempo, ficamos fazendo cera na feira de artesanatos da Cours Saleya até que encontramos um restaurante que havia sido inaugurado no dia anterior: o Rossopomodoro, que pelo nome não deixa dúvida quanto à sua especialidade.

Uma coisa me incomoda em restaurantes fora do Rio – arrisco até dizer fora do Brasil: os pratos de frutos do mar vêm abarrotados de conchas! É o fundo do mar inteiro dentro do seu prato sem que você precise mergulhar.  Aliás, já me deparei com restaurantes aqui no Rio que aderiram a essa (inco)moda insuportável. Enquanto você, morto de fome, se desfaz daquela fazenda marinha que está embaixo de seu nariz, o prato esfria.

E ainda: prá que concha temperada? Me explica!… Os verdinhos, vermelhinhos e amarelinhos do molho agarram nas conchas e acabam indo pro lixo, porque não há como você lamber as cascas – nunca experimentei, fica feio e eu não vou pagar esse mico. Agora…, que dá vontade de chupar uma por uma, isso dá. E o pior é que eu não me manco: gosto tanto de frutos do mar que acabo me esquecendo da cascalhada e estou sempre repetindo o erro. Separar os bichinhos de suas cascas é trabalho prá copista medieval nenhum botar defeito. Não dá. Juro minha mãe mortinha que não peço mais frutos do mar fora do Brasil.

Cascas à parte, o que sobrou valeu.

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Pergunta valendo prêmio: Onde está o espaguete??? Hein?… Hein?… Ali mesmo. Achooouuu!!!
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Restaurante Rossopomodoro no Cours Saleya. Muito bom. Atendimento simpático e rápido.
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Rossopomodoro Nice – Cours Saleya, 26.

 

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Rossopomodoro de Nice, França. Gostei e recomendo. Com ou sem cascas.
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Fôfo.

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Costumo dizer que o que importa é o prato estar saboroso, independe de decoração. Afinal, não como paredes. Mas que um ambiente bonito é um tempero à parte, ah… isso é.

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NÃO CAIA NESSA!

Dia 28 de junho procuramos tomar nosso café da manhã em alguma cafeteria nas proximidades do hotel e encontramos um lugar chamado Scoth Tea House – de ambiente apresentável, mas sem luxo.

Sem consultar o cardápio, pedimos o café da manhã que constava de: um copo de suco de laranja, duas torradas, uma porção de manteiga e outra de geléia e uma xícara de café com leite. Quando veio a conta quase desmaiamos: 40 Euros! Caríssimo! levando-se em consideração que o hotel servia um respeitado buffet no desjejum pra inglês nenhum botar defeito.

Imagine o que de mais completo um hotel possa oferecer no café da manhã e ainda acrescente mais alguma coisa. Se bobear tinha até uma tapioquinha escondida em algum lugar e nós é que não vimos.Tudo isso, se não me engano, por 27 Euros por pessoa. Não tivemos dúvida: dia seguinte estávamos rente como pão quente no salão do hotel tomando este café nababesco. Mas daí começamos a raciocinar: em termos mais redondos, sessenta euros por dia só de desjejum, por mais quatro manhãs… caramba!, ia ficar caro. Partimos então para o lado oposto da ostentação e encontramos um local muito interessante também nas proximidades do hotel, onde depois voltamos algumas vezes para jantar: A Brasserie Lorraine, no seguinte endereço: 16 Rue Halévy, 06000 Nice, esquina de Av. Suède e Maccarani. Surpresa: por aquele mesmo tipo de café da manhã servido no Scoth Tea House pagamos 6 (eu disse: seis!) Euros. É mole ou quer mais? E como diz meu irmão: “cobra que não anda não engole sapo”, quê-ridos.

O serviço da brasserie é ágil, simpático e trabalha com preços convidativos. Comemos pizzas deliciosas neste endereço. Esta rua é em meio a outro buchincho que não o da parte antiga da cidade. Muito bom!

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Scotch Tea House.
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Scoth Tea House
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E aqui encontramos o café da manhã bem mais em conta e onde jantamos algumas vezes – Brasserie Lorraine.
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Jardin de L’Armenie.
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Rue Massena
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Rue Massena
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Rue Massena. “NÃO do BRASIL”- tênis.
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La Lorraine.
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Rue Paradis – repleta de grifes.

Agradecida por seu comentário.

Conexão Paris – Naprovence.com – Paris My Driver.


IMAGEM DESTACADA: Girassol fotografado em frente à destilaria Terraroma Jaubert de lavandas em Valensole.

Em 2013, aos 66 anos de idade – já bem crescida e com direito a levar na bolsa a chave de casa -, decidi lançar voos mais altos e sair do confortável espaço aéreo brasileiro, traçando eu mesma um roteiro. Antes disso, viajava em companhia de amigos ou em excursão.

Até então, minha insegurança me tolhia e me crivava de perguntas transbordantes de “mas…, e se…”  que só reforçavam minhas dúvidas. Ora, se eu traçava roteiros pelo meu Brasil!…sil…sil… afora, por que não pensar em além mar? Foi aí que, ao começar a delinear minha aventura na internet, apareceu um site maravilhoso em minha frente sem que eu tivesse que chamar por qualquer gênio de lâmpada de led que fosse mochileiro prá me dar um help: www.conexaoparis.com.br! Pronto! Estava tudo resolvido.

No Conexão Paris descobri restaurantes, cafés, brasseries e exposições, além de como adquirir bilhetes por antecipação para diversas atrações – Tour Eiffel e Museu do Louvre são exemplos. Aprendi que podemos fazer passeios de um dia às cidades mais próximas utilizando o melhor dos meios de transporte: o trem. Anotei endereços de lojas de roupas e calçados a preços convidativos e onde comer o melhor Chou ou o melhor chocolate; enfim, tudo já selecionado, mastigadinho para o leitor. Ah! E até um passeio de bicicleta à noite, descolamos quase na véspera de voltar a Lisboa!

Pelo CP cheguei à Ana Tereza Antunes de Araújo-Merger, Anaté, do http://www.naprovence.com e ao Marcos Arroyos do http://www.parismydriver.com.

Com Anaté, em 2013 e 2014 alugamos apartamento em Aix-en-Provence, em frente à Mairie (melhor, impossível) e percorremos – eu e meu fiel escudeiro, grande amigo e parceirão de viagens Morlaix Nogueira – algumas cidades da Provence em companhia de nossa estimada guia Leonor.

Em 2013 choveu muito e, apesar de termos chegado à Aix-en-Provence na época certa para ver os campos floridos de lavandas e girassóis, por conta desse aguaceiro as flores abriram mais tarde e não conseguimos vê-las. Mesmo assim, foi maravilhoso. Marcou e deixou a saudade expressada em um texto que escrevi para Anaté e que transcrevo a seguir:

“Minha alma canta

Vejo o Rio de Janeiro

Estou morrendo de saudade”.

      (Antonio Carlos Jobim)

Após 43 dias de viagem retorno ao Rio de Janeiro – terra natal, útero aonde ainda vivo, asa que me abriga, meu cais – e mato a saudade impiedosamente.

Mas… o que fazer com a saudade que sinto da Provence e de todos os lugares por onde andei? E como viver agora sem o perfume dos jasmins de Aigues Mortes que sobem paredes sem pedir licença? E sem as rosas que estão por toda parte disputando molduras de portas e janelas? Como ficar sem sentir o perfume do tomilho do Gorges du Verdon?… E agora?

Mal esfriam as rodinhas de minhas malas e me surpreendo a pensar em novos caminhos pela Provence e a rabiscar estradas nos mapas, como cobria um desenho quando criança.

A distância que nos separa é grande, é verdade. Mas… e se eu fosse a Mulher Aranha? Cobriria todos os mares e oceanos com uma imensa teia e mataria “as saudades” de todos os continentes que quisesse, sem o menor esforço!… De bagagem, apenas o peso de meu corpo. Nada de malas, aduanas, passaportes… Livre, assim.

Adoro esta força que me impulsiona a carregar sempre uma mala. Uma coisa inexplicável que vem de dentro, sabe? Como uma teimosia, uma birra de criança, que fecha os olhos, grita, infla veias, bate pé e insiste. Mas, insiste em quê? Em viajar, claro!…

E viajar tem seu preço; que por mais alto que seja, sempre valerá à pena.

Mas… e daí? Como matar então estas “saudades” da Provence? Pagando o preço e voltando aos lugares de onde acabei de chegar.

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E voltei!… No ano seguinte!  Em 2014, independentemente de termos chegamos à Provence um pouco mais tarde, não choveu tanto e pudemos nos integrar e desfrutar, finalmente! da lindeza dos campos floridos do Sul da França.

Que planeta é esse, dotado de tanta beleza? Que mundo é esse, que nos faz arrepiar a pele e sentir que há uma Força Estranha – tão cantada por Roberto Carlos -, orquestrando todas essas paisagens, definindo cores, formas e perfumes que inalamos à beira das estradas? Jasmins, rosas, lavandas, tomilhos … sem contar  o delicioso cheiro da chuva!

E o passeio de balão, outro achado, agendado por Anaté? Quer ter uma idéia? Clique aqui.

Pelo Conexão Paris, onde tudo começou, descobrimos o Sul da França e o deixamos descoberto – motivo de sobra para voltarmos com qualquer desculpa, claro.

Por intermédio de Anaté conhecemos Leonor, nossa querida guia e dublê de motorista; uma pessoa prá lá de especial que não media esforços para nos contentar. Desdobrava-se em gentilezas e  boa vontade o tempo todo. Uma profissional ímpar que nos cativou sobremaneira ao deixar aflorar, sem constrangimentos, seu lado criança com o qual nos identificamos.

Descobrimos o profissional simpático e obsequioso Marcos Arroyos que nos pegou na Gare de Lyon, em Paris, na porta do vagão do TGV ao chegarmos de Aix. Marcos é imprescindível para nós. Recentemente, colocou no ar um site maravilhoso onde explica tim-tim por tim-tim os serviços de que dispõe para os turistas. Marcos está aprimorando cada vez mais sua atividade e isso é ótimo para todos nós.

Essa cadeia de contato com brasileiros foi fundamental para mim e Morlaix, dois idosos meio aventureiros com alma de criança. Sentimo-nos seguros e isso devemos a esses ACHADOS.

Agora vacinados, e conhecendo o caminho das pedras, não há quem nos segure…

Obrigada a todos que cruzaram nossos caminhos.

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