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Seleção de lugares que a autora definiu como especiais.

HOLANDA. KEUKENHOF 2020. Comece a Se Organizar!


IMAGEM DESTACADA: Final Feliz de um trabalho planejado e executado com amor. Muito amor.

Foi a Angela!
que também nos despertou curiosidade em conhecer Keukenhof.
Da mesma maneira que a amiga se encantou pelo parque por intermédio de fotos, fomos despertados pelas fotos e comentários da Angela.

COMO CHEGAR à KEUKENHOF
Em sua postagem, a amiga Angela conta com riqueza de detalhes como chegou à Keukenhof partindo de Amsterdam.
1 – Pegou trem na Centraal Station até ao aeroporto;
2 – De lá tomou o ônibus do próprio parque, que estaciona no Schiphol Aeroporto em lugar com referência- Angela o menciona em sua postagem.

Evidentemente que partiríamos prá cima desse esquema – já tinha até decorado a informação -, caso eu não tivesse encontrado outro meio de chegar ao parque um pouquiiinnnho mais prático: adquirimos tickets de ônibus pela internet (só não me lembro por intermédio de quem) e os imprimimos.
Nesse impresso havia um aviso de que precisávamos passar no andar térreo do This Is Holland – um prédio redondo que fica ao lado do Adam Lookout – e trocá-los pelo ticket definitivo, esse que você vê na foto abaixo.

Ticket de ida e volta.

O horário de embarque no This Is Holland é você quem escolhe.
No momento da aquisição do ticket pela internet, os horários de saída dos ônibus são informados.
Portanto, fique atento aos horários de ABERTURA e FECHAMENTO do parque, que vão de 8.00 h às 19.30 h, diariamente.

COMO CHEGAR ao THIS IS HOLLAND
Trata-se de um edifício redondo e nanico – considerado-se o prédio ao lado – que fica do outro lado do Rio IJ, na parte norte da cidade. Para atravessar o rio há balsas “de grátis” que o atravessam em apenas 3 minutinhos.
Atenção para a direção a seguir! Pegue a Buiksloterweg Ferry, que atravessará o rio em uma linha reta; ao descer do outro lado siga pela esquerda, atravesse uma pequena ponte, e logo você estará no prédio redondo – o nanico.


Ao fundo vê-se o prédio do A’dam Lookout. À sua esquerda está o This Is Holland – tão pequeno, que não se consegue vê-lo nem da balsa!
Aqui, cada um se ajeita como pode. Tenha cuidado para não ser atropelado por um ciclista mesmo na balsa! 


Já do outro lado do Rio IJ. Ao fundo, o telhadão que protege os pontos dos ônibus, e que aparece em muitas fotos de Amsterdam. 

Entramos em uma fila única para sermos atendidos e, ao recebermos nossos ingressos, fomos imediatamente direcionados para o ônibus de turismo estacionado ao lado do edifício.
Ele vai direto para Keukenhof e sai, pontualmente, no horário marcado no ticket – 10.15 h. Ou seja: do jeito que a comodista aqui a-do-ra!


Interior do ônibus que sai do This Is Holland e segue direto para Keukenhof. O da volta foi tão confortável quanto esse. Valeu a experiência mesmo fazendo bobagem.

A MANCADA
Vejam bem: o ticket é do tipo HopOn/HopOff. Isso significa que, nessa categoria de serviço de ônibus, você pode saltar, passear à vontade, visitar seus pontos de interesse, e pegar o próximo ônibus no horário que bem entender. Claro, obedecendo os horários de parada previamente informados para aquele ponto.
É assim que funcionam os ônibus que trabalham nesse sistema HopOn/HopOff em tudo que é parte do mundo.
Aconteceu que ficamos preocupados com o horário marcado para a volta – 14.45 h -, e por conta disso não visitamos o parque como desejávamos (faltou ver muita coisa).
Almoçamos coszóios no relógio e logo depois fomos em busca do estacionamento dos ônibus de turismo em uma pressa de dar pena. Imagine a cena: dois véios ziguezagueando entre tulipas e jacintos – ói que chiques! -, à procura de um ônibus! Ninguém merece, a não ser quem seja um istepô de raiz ou herdou por DNA.
Chegamos a entrar em uma fila para comprar cafés, mas acabamos saindo com receio de nos atrasar. Estava demorando muito o atendimento.
Sem o mapa do parque – outra asneira que fizemos foi não pegá-lo – em mãos, perdemos a direção da saída e tivemos que perguntar.
Enfim, foi uma despedida meio aflitiva, mas, como desgraça pouca é bobagem, não parou por aí. Piorou bastante a sensação de perda quando vimos, não de muito de longe, que um ônibus igualzinho ao em que chegamos estava saindo. Caramba! E eu que havia fotografado a placa do dito cujo para não perdê-lo de vista!… e agora ele tava indo embora embaixo de nossos narizes. Buá!…, buá!…, bu-á.


Foto clicada em vão.

Como vimos um motorista batendo um papo junto à porta de outro ônibus, aproximamo-nos e lhe mostramos nossos tickets.
Ele os olhou… e…, sem interromper a conversa com o amigo, nos disse simplesmente o seguinte: “Podem embarcar”.
Mais tarde, com calma, foi que li o ticket com atenção e morri de raiva de minha estupidez. Não tínhamos que observar o horário escrito na passagem coisíssima ne-nhu-ma!
O sistema não era HopOn/HopOff ? Portanto, tínhamos muito tempo ainda pela frente!… E, se perdêssemos o último biscoito do pacote (o tal Hop Hop), ainda teríamos a opção de pegar algum ônibus da Conexxion e ir até ao aeroporto, de cujo subsolo partem trens para a Centraal Station a todo instante. Simples assim.
Fica o aviso: tenha sempre com você os horários de todas essas conduções!

OBS: No mapa do parque, observe que à esquerda da entrada principal há um ícone de um ônibus, indicando que alí É a parada deles.
E do lado direito, na parte inferior das indicações do parque, está a  confirmação de que os pontos dos ônibus da Conexxion – 858 (Schiphol), 854 (Leiden) e 50 (Haarlen) – ficam justamente nesse espaço à esquerda da entrada do parque (foto abaixo).
Inicialmente, em minha busca incessante intitulada “Como chegar a Keukenhof ?” só me aparecia um caminho na internet: nós teríamos que ir para Haarlen de trem, para depois então seguir em ônibus para Keukenholf. Ói prá isso!… Felizmente – Óh, céus! – encontrei a tal opção bem melhor para chegarmos ao parque.


 
TODOS OS ACESSOS PARA KEUKENHOF
são minuciosamente descritos em dois blogs: Ducs Amsterdam e Viagem na Viagem.
Em ambos você encontrará pontos de partidas e horários de diversos ônibus, incluindo um mapa. Shows de bola! Daí você se pergunta: – Ora, bolas! Por que você então não os consultou?
– Porque só fui encontrar essas opções agooooora, ao escrever a postagem. O único caminho diferente que encontrei foi justo esse do HTS – Holland Ticket Services.

A PRÓXIMA ABERTURA DO PARQUE, em 2020,
já está sendo anunciada para o período compreendido entre 21 de março a 10 de maio de 2020 no site https://keukenhof.nl.
“Dicas de visita :
Quer aproveitar a paz e tranquilidade de Keukenhof ? É menos movimentado antes das 10:30 e depois das 16:00.
A luz do sol da manhã e da tarde permite-lhe tirar fotografias maravilhosas. Também é menos movimentado nas segundas, terças e quartas do que nos outros dias da semana.”

O mapa marca, à direita, onde está o moinho de onde partem barcos que margeiam os campos de tulipas – outra atração de Keukenhof.
O moinho também está aberto à visitação e é bastante concorrido. Agora, se você quiser visitar moinhos, opções não faltam na Holanda e uma delas é Zaanse Schans, alvo de futura postagem.

ONDE COMER?
Moleza, se você tiver com o mapa do Paraíso na mão. Basta seguir o figurino, como dizia meu pai, e atender ao apelo de seu estômago. Daí, môquirido, não tem erro: você chegará rapidinho. Falou?
Aviso: não se impressione com o movimento que poderá encontrar nos restaurantes. Tudo é tão organizado, que você se servirá tranquilamente, a fila para pagar anda rápido, e lugares à mesa não faltarão. Fique tranquilo que já deu tudo certo.

Almoçamos no Wilhelmina – muito bom! A salada com camarões estava excelente.

E agora chega de blá, blá, blá e vamos ao vídeo e às fotos.

Um japa entrou na minha foto!…


Passagem do tempo…

 

 

 

As tulipas mais nobres ficaram abrigadas em uma estufa, incluindo uma chamada “Brasil” – assunto para a próxima postagem.

VIAJO. LOGO, EXISTO.

 

HOLANDA. Giethoorn – Um Lugar Especial Pertinho de Amsterdam.


IMAGEM DESTACADA: Giethoorn.

Em 14/4/2019 fomos para Giethoorn em excursão adquirida pela Viator.
Muitas empresas de turismo operam esse passeio, mas nenhuma com guia falando português. A Viator foi a primeira que encontrei após exaustivas buscas na internet, e por isso adquirimos nossos bilhetes. Lá embaixo explico melhor a meia esparrela em que caímos.

O PONTO DE PARTIDA
foi em frente ao Hotel NH Collection Amsterdam Barbizon Palace, às 10.30 horas, no lado oposto à Centraal Station – fácil de ser encontrado. O veículo era um micro-ônibus.
Atravessamos o Rio IJ por um túnel subaquático em direção a um monumento extraordinário que gostaria que meu fiel escudeiro conhecesse, mas não sabia como chegar até lá: O Afslutdijk, uma grata e inesperada surpresa.

LEMBRANÇAS
Aconteceu que, há muitos anos, apareceu um livro lá em casa que explicava em pormenores a construção da Holanda! A partir daí fiquei fã dos holandeses. Imaginar que um país foi construído inteiramente pela mão do Homem despertou-me curiosidade.
Mal sabia que após longos anos, em 1986, eu passaria pelo Afsluitdijk e, como não poderia ser diferente, lembrei-me do tal livro que tanto havia me impressionado.
O dique tem 32 km de extensão e foi construído de modo artesanal, considerando a época em que foi erguido.

PARÊNTESIS
Aconteceu que, com o passar dos anos, meus alvos mudaram. Mala também viaja, e agora estou viajando como uma delas e me sentindo ótima!
Exemplo? Museus. Chega! Retornei a dois dos principais de Amsterdam só para acompanhar meu fiel escudeiro. Seria injusto não estar a seu lado em uma hora enfadonha dessas, mas…era sua estréia na Holanda e tive que considerar.
Museus não me atraem mais.
Mas, vai daí que, como não tenho personalidade, acabei descolando um, chiquíssimo!, para quem gosta de bolsas e carteiras e aprecia o babado. Conto mais tarde.

I – AFSLUITDIJK – O DIQUE!
Hoje temos uma enciclopédia fantástica à disposição na internet, onde você poderá obter informações surpreendentes a respeito da construção da respeitável obra, considerada a maior da engenharia civil e projetando os Países Baixos no cenário mundial da Engenharia Marítima. Ufa!
Digo com toda segurança que você ficará impressionada (o) com a técnica utilizada na construção do dique.
Ressaltos para a data da construção da obra, as dificuldades que tiveram que vencer, e qual o objetivo da construção desse imenso paredão. Clique aqui e admire a técnica utilizada nesse trabalho construído totalmente sem auxílio de apoios sofisticados tais quais conhecemos atualmente!
Essa obra fantástica, inaugurada em 25/9/1933, liga o norte da Holanda do Norte à Frísia.

II – AFSLUITDIJK – O DIQUE
fecha e separa o Lago Issel (IJsselmeer) – de água doce, à direita de quem vai em direção à Frísia -, do Waddeneilanden (Mar de Wadden ou Mar Frísio), localizado à esquerda de quem vai para Giethoorn (não quis repetir “Frísia”).
O lado em que está o Lago Issel é mais baixo que o lado em que está o Mar de Wadden.
Este mar fica entre as Ilhas Frísias e o Mar do Norte por um lado; pelo outro, pelas costas neerlandesa, alemã e dinamarquesa.
Como esse mar é formado por planícies marítimas, sua profundidade é mínima, sendo possível atravessá-lo a pé (continente/ilhas-continente) durante as marés baixas.

O lado mais baixo do dique – IJsselmeer -, de água doce.

No lado mais alto do dique, onde está o Mar Frísio ou Mar de Wadden, repito, há uma estátua em homenagem ao Dr. Ir. Cornelio Lely – engenheiro civil que liderou os técnicos que estudaram a possibilidade de construção desse dique no golfo Zuiderzee.

VLIETERMONUMENT
está localizado justamente no trecho do dique em que a obra foi considerada terminada – seu fechamento, em 1932.
Representa os trabalhadores que cortavam e empilhavam as pedras de basalto com as quais erguiam as paredes para construir o famoso dique (onde buscavam essas pedras é outra história).
Na parte superior da obra, lê-se o seguinte: “Um Povo Que Constrói Seu Futuro”. Faz todo sentido…

A parte mais baixa de quem segue para Frísia. Trata-se do IJsselmeer, lago de água doce.

A parada foi para visitarmos o monumento e tomarmos um café. Tempo curto para visitarmos o outro lado do dique.

GIETHOORN
Daqui seguimos direto para um restaurante muito bom chamado Holland’s Venetie – Veneza Holandesa, como é conhecido o vilarejo  Giethoorn.

Espaçoso, vários ambientes à disposição do cliente, limpo, e comida excelente.
O atendimento foi demorado, acabamos sendo os últimos a serem servidos, mas… isso acontece. Não por termos demorado na escolha, pelo contrário. Os garçons é que não tiveram pressa em nos atender e recolher nosso pedido.

Pedimos bacalhau acompanhado por batatas fritas e saladas. Estava saboroso demais. A salada de beterraba surpreendeu pelo tempero – adorei.

Agora sim, chegamos ao charmoso vilarejo, afastado em 120 km de Amsterdam.
Do Holland’s Venetie ao ponto de embarque de onde saem as barcaças para os passeios pelos canais do vilarejo – Botenverhuur Koppers (aluguel de barcos Koppers) – foram apenas 3 minutinhos no micro-ônibus.
Esse longo cais – na verdade, um calçadão -, chama-se Dominee T. O. Hylke Maweg.
Lá encontram-se vários restaurantes, lojas especializadas em queijos, creperia, sorveteria…

ATENÇÃO, QUE É PARA NÃO MARCAR BOBEIRA!
O anúncio da Viator, informando que o passeio seria com guia falando português, não incluía nenhum guia falando nosso idioma no passeio de barco!
Como nenhum dos dois istepores fala inglês, ficamos a ver navios (e barcos) nos canais. Pensamos que ouviríamos todas as narrações do passeio em português, mas pensamos errado. Estão avisados!

O HERTOG JAN DE RIETSTULP

O calçadão Dominee T. O. Hylke Maweg.

Na foto acima, o Café e Restaurante Hertog Jan de Rietstulp, onde tomamos um bonito lanche na volta do passeio.

Ambientes abundantes em madeira trazem beleza e aconchego quando bem colocados. É o caso.
Esse restaurante foi decorado como se fosse a jala de jantar de uma casa e não o salão de um restaurante.
Em mesa bem grande, várias pessoas jogavam cartas, enquanto outras (incluindo nós dois) curtiam seus pratos.

Não só o ambiente nos pareceu familiar. O tratamento dispensado pelos funcionários da casa também era bem descontraído sem ser indiferente. Não me lembro de ter me sentido tão à vontade em um restaurante. Gostamos imensamente de tudo.

Sem contar com a vista que se descortina das janelas. Não se vê “o Corcovado, o Redentor”, mas também é linda!


Patos Reais nadam tranquilamente em meio aos barcos. Os barqueiros não se incomodam com eles e a recíproca é bem verdadeira – pareciam “não estar nem aí”.

Um casal de patos em nado sincronizado.


Já dentro do barco, sem entender lhufas do que o guia dizia, mas sem perder um naco de paisagem – assim é viajar (feliz) como uma mala…

Nessas pequenas ilhas encontra-se diversos tipos de comércio: hotéis, restaurantes, lojas de souvenirs e muitos etecéteras.
Há vários campings e dois museus, se não me engano. Um deles trata-se de uma fazenda histórica – o Museum Giethoorn ‘t Olde Maat Uus. E mais: uma empresa de organização de eventos, a Recreatiebedrijf Geythorn; uma agência de aluguel de cabanas – Vakantiehuisje Giethoorn ; uma casa para aluguel em uma ilha do Lago Bovenwijde, com capacidade para 56 pessoas e ainda barcos à disposição (The Kraggehuis). Há muito o que ver, incluindo uma igreja em uma dessas ilhotas.
Carros não circulam, obviamente. Entretanto, há trilhas por onde andar a pé ou de bicicleta, e 180 pontes para você poder chegar onde bem entender.
Quem sabe tudo, mas tudo mesmo a respeito de Giethoorn é a brasileira Roberta Landeweerd que administra o Holandesando.
1- Lá você saberá como alugar barcos e o porquê de não ser uma boa deixar para alugá-lo “in loco”.
2- As modalidades de esporte aquático de que você poderá desfrutar também estão explicadinhos e fotografados!
3- Como chegar de trem e ônibus saindo de onde você estiver, e…
4- Sugestão para você combinar o passeio de Giethoorn com Enkhuizen.

Ah! Quase ia me esquecendo: mesmo sem entender patavinas do que disse o timoneiro, o passeio vale à pena.
É por isso que recomendo:

 

 

 

 

 

 

BRASIL. RIO DE JANEIRO, RJ. O Divino Bistrô du Cuisinier, em Ipanema.


IMAGEM DESTACADA: As divinas sobremesas do menu surpresa.

Era domingo e queríamos almoçar em um bom restaurante que ainda não conhecêssemos.
Procurei na internet pelos melhores do Rio e lá estava o Le Bistrô du Cuisinier.  Continuar lendo BRASIL. RIO DE JANEIRO, RJ. O Divino Bistrô du Cuisinier, em Ipanema.

BRASIL. CEARÁ. Fortaleza: 50 Sabores – Uma Sorveteria Prá Ninguém Botar Defeito.


IMAGEM DESTACADA: Interior da 50 Sabores.

Não acreditei quando vi no Google Earth o lugar onde a Sorveteria 50 Sabores se instalou. Não acredita? Dê uma olhada nesta foto:

Aquela sorveteria de aparência simples – se bem me lembro também era na Praia de Mucuripe, mas lá para os lados do Mercado dos Peixes -, mudou. Mudou prá melhor e agora é superelegante. Ficou chique. Muuuiiito chique.
Foi em 2010 que lá estivemos e nos deparamos com uma parede que era puro nome de sorvete. Minha sobrinha, que não quis de dar ao trabalho de ler o painel, foi logo dizendo: – Ah!.. Me vê qualquer coisa. Acontece que havia um sabor chamado Qualquer Coisa e foi nessa jangada que ela embarcou surpresa.
Agora, oito anos depois, mais uma vez nos surpreendemos com a 50 Sabores, que continua primando pela qualidade e sabor dos sorvetes. Pelas fotos abaixo você saberá o porquê. Ah! E antes que me esqueça: fomos recebidos por senhores muito simpáticos, gentilíssimos, e elegantemente trajados em terno e gravata! impecáveis.
Estes senhores nos conduziram por todos os ambientes, explicando-nos o porquê da criação de cada um deles.

O belíssimo lustre chama atenção de quem passa a distância, na rua.

Os sabores dos sorvetes são anunciados em quadros presos na coluna e nas próprias vitrines.

Há sorvetes sem glúten, diet e ainda sem lactose. Há de se ter muita personalidade para experimentar apenas um! sabor.
Nesta parte da sorveteria, mesas e cadeiras confortáveis foram colocadas junto à parede de vidro. Neste ambiente o cliente poderá desfrutar da paisagem enquanto saboreia seu sorvete – muito bem servido, por sinal.

Ao fundo, em frente ao lustre, está a porta principal e o acesso à cafeteria e aos ambientes mais intimistas, incluindo uma sala decorada com quadros a óleo e uma estante onde vários livros se destacam – idéia sensacional!

Funcionários simpáticos e muito educados foram escolhidos criteriosamente pela administração – tratamento vip para todos que chegam.

Decoração refinada à disposição de quem deseja bater um papo em ambiente tranquilo.

Sofisticação no lavabos e na sala à disposição de familiares.

A decoração do corredor dos banheiros não é menos elegante que a dos demais ambientes.

No banheiro masculino o destaque é a foto do inesquecível Elvis Presley, cujas roupas e cortes de cabelo sempre chamaram atenção e influenciaram a rapaziada da época.
Lembro-me perfeitamente dos jovens que se vestiam à “moda Elvis”. Mas não parava por aí – muitos rapazes tornaram-se bons guitarristas, influenciados pelo artista.  Aliás, tudo que se referia à vida do cantor foi acompanhado por seus fãs.
Nesta foto antiga, Elvis usa um penteado super moderno para a época. Quem diria que nestas mesmas ondas, os jovens de hoje estariam surfando? Basta prestarmos atenção nas cabeças das duplas sertanejas: topetes não faltam.

O banheiro feminino é indicado pela sensualíssima, graciosa, icônica e também inesquecível Marilyn Monroe – um dos maiores símbolos sexuais do século XX. Em 1959 estrelou um dos filmes mais famosos de Holywood: Quanto Mais Quente Melhor, em companhia de Tony Curtis e Jack Lemmon. Sou sua fã incondicional – saudosa Marilyn…

Em meu modesto entender esta sorveteria é atração da cidade. Há muitas lojas espalhadas por Fortaleza, mas essa é especial. Aprecie-a sem moderação!


“Sabe aquele pote de feijão que você achou que era sorvete? O amor é mais ou menos isso”. (Soulstripper)


BRASIL. CEARÁ, CE. Na Casa Dela do Beco – O Quintal Mais Chic de Jericoacoara.


IMAGEM DESTACADA: O quintal mais bonito da Vila de Jericoacoara.

EndereçoBeco do Forró, Jijoca de Jericoacoara – CE, 62598-000.
Horário: abre de segunda à sábado de 18.30 h às 23.00 h. Fecha aos domingos.

Não há muito o que dizer do restaurante mais original de Jericoacoara. Continuar lendo BRASIL. CEARÁ, CE. Na Casa Dela do Beco – O Quintal Mais Chic de Jericoacoara.

BRASIL, MARANHÃO, MA: ROTA DAS EMOÇÕES COM PAULO OFF ROAD JERI (6º Dia: Barreirinhas e Lagoas)


IMAGEM DESTACADA: Lençóis Maranhenses.

NOSSO ROTEIRO

6º DIA na ROTA: Rolê por Barreirinhas e Circuito Lagoa Azul.

A porta de entrada para os Lençóis Maranhenses chama-se Barreirinhas – uma localidade que deixa a desejar em aparência e onde a falta de respeito dos motoristas pelo pedestre é significativa em determinados pontos da cidade. Continuar lendo BRASIL, MARANHÃO, MA: ROTA DAS EMOÇÕES COM PAULO OFF ROAD JERI (6º Dia: Barreirinhas e Lagoas)

BRASIL: Rota das Emoções Com PAULO OFF ROAD JERI (4º Dia: De Jericoacoara a Luiz Correia).


IMAGEM DESTACADA: Por-do-Sol visto da Praia de Carnaubinha, em Luis CorreaPiauí. Continuar lendo BRASIL: Rota das Emoções Com PAULO OFF ROAD JERI (4º Dia: De Jericoacoara a Luiz Correia).

Reynaldo Antunes: ÁFRICA DO SUL – Safári Imperdível no Kruger Park.


Texto de Felipe Antunes
Fotos de Felipe Antunes e Marcos Antunes

Foi em conhecida rede social que reencontrei Reynaldo Antunes, com quem havia trabalhado nos anos 70.
Naquela época, desconhecia as paixões que o antigo colega e atual companheiro de blog confessa na apresentação de seu site de viagens http://www.bigornaviagens.com.br.

ESPORTE está no meu DNA. A FOTOGRAFIA é uma paixão antiga. E VIAJAR é o que mais gosto de fazer.
PLANEJAR uma viagem é otimizar tempo e despesas. E COMPARTILHAR as viagens com os outros é viajar de novo.
Juntando tudo isso, surgiu a ideia do BIGORNA VIAGENS.
Um site de EXPERIÊNCIAS DE VIAGEM procurando atender também a quem gosta de juntar turismo a lazer com esporte. 
Espero que vocês gostem.
Boa Viagem !

Reynaldo Antunes

Ontem à noite, ao visualizar sua última postagem, fiquei maravilhada com sua experiência na África do Sul. Viajei no texto, e por este motivo pedi licença à Reynaldo para compartilhar essa aventura com meu blog. Quem ama viajar sentirá a mesma emoção que senti. Bora prá Áfricaaa!!!

KRUGER é um parque nacional que fica na fronteira da África do Sul com Moçambique. Seu território é um pouco menor do que o do estado de Sergipe. Lá vivem todos os animais que você vê no National Geographic. É o destino mais procurado na África do Sul para quem deseja fazer um safári.

Apenas para facilitar a leitura, quando falarmos em CAMPING estaremos falando no acampamento onde você vai se hospedar. Na verdade não é um camping, como conhecemos no Brasil, onde você ficaria em uma barraca ou trailler. Na verdade são quartos, alguns até bem luxuosos. É como um hotel. Apenas usamos uma terminologia local.

COMO CHEGAR
Existem duas formas de chegar ao Kruger, que fica à cerca de 400 km de Joanesburgo:  de avião ou de carro. Eu escolhi a segunda, mas se você for alguns centavinhos mais corajoso, pode tranquilamente escolher a primeira opção.

Existem alguns pequenos aeroportos, bem pequenos mesmo, ao redor ou até mesmo dentro do Kruger. Existe um em Nelspruit, cidade próxima ao parque, e outro chamado Skukuza, mesmo nome do camping onde ficamos, que fica dentro do parque. Talvez existam outros, mas nem pesquisei muito quando vi o tamanho dos aeroportos e, principalmente, dos aviões que eu teria que pegar.

IMPORTANTE: caso você opte por ir de avião, não se esqueça de pesquisar onde você irá alugar seu carro para fazer os passeios (chamados game drive) dentro do parque . Você poderá fazê-los com os jipes do camping ou do parque. Se você também contratar com o seu camping o transfer do aeroporto e, depois, para o aeroporto, não há necessidade de alugar carro.

Eu aluguei o carro pela Budget, no aeroporto de Joanesburgo, e o devolvi lá mesmo, três dias depois. Como lá é mão inglesa optamos pelo carro automático para não ter que ficar mudando de marcha com a mão esquerda.
Na ida, foram 6 h de viagem até a porta do camping, contando duas paradas para lanche, outra no portão do Kruger pra fazer a entrada e uma leve errada de caminho.
Na volta, já mais espertos, fizemos em 5:30 h. Mas eu dirijo devagar, média de 100km/h. Dá pra fazer em 5 h ou menos.

As estradas são legais. Não é perrengue não. Próximo do Kruger ela piora um pouco, mas nada complicado. O pior que você vai pegar é uma estrada com asfalto honesto, mão dupla, uma faixa pra cada lado, sem canteiro central dividindo as pistas.

QUANDO IR
Optamos por ir no mês de agosto por ser um período onde a vegetação fica com poucas folhas e fica mais fácil ver os animais mais selvagens. Deu muito certo, mas vá preparado para o frio pois, no período noturno, a temperatura cai.
Uma outra vantagem de ir neste período é que a quantidade de mosquitos e insetos é menor.
O site rhinoafrica.com dá boas dicas sobre as diferenças de cada período.

MALÁRIA
O Kruger Park fica em uma zona de risco. Portanto, os cuidados são necessários.
primeira coisa a fazer é consultar o seu médico e seguir as orientações que ele lhe der.
Estando no parque não deixe de passar repelente, usar calça comprida e também camisa de manga comprida.
Em caso de qualquer sintoma procure o médico do seu hotel ou algum médico indicado por eles.
Mas vale registrar que durante os dias em que estivemos lá, em agosto, não vimos qualquer mosquito.

Aproveitando o tema, independentemente de ser região de risco ou não, não viaje sem um seguro saúde.
Imprevistos, como o que aconteceu conosco e relatamos neste post, podem acontecer.
Veja o que diz o site oficial SANPARKS.ORG. Eles fazem algumas considerações sobre o tema.

ONDE FICAR
Existe a opção de ficar dentro ou fora do parque. Ficar com muito conforto e luxo, algum conforto ou nenhum conforto. Enfim, opções para todos os gostos.
Ao redor do parque existem várias reservas particulares, anexas ao Kruger, que também têm animais, e oferecem acomodações de cinema. É tipo piscina, com drink na borda, com vista para os elefantes. Mas não é a minha praia…
Optei por ficar dentro do parque por alguns motivos:
– queria ter a sensação de dormir dentro do parque;
– é mais prático. Pela manhã é só ligar o carro, sair do camping e já começar a ver os animais circulando.
– você pode voltar ao camping a qualquer momento se quiser ir ao banheiro, comer alguma coisa, trocar de roupa…
– e até dar aquela dormida depois do almoço, se é que você gosta.

Escolhermos o SKUKUZA REST CAMP ( Na foto abaixo uma ala de bangalôs ).

Era o mais indicado, segundo as minhas pesquisas. O camping é bem grande. Tem posto de gasolina, bangalôs, centro de convenções, restaurante…

…uma loja que vende souvenires…

…e, o melhor… tem uma vista, na cara do gol, para o rio.

Esta bancada com a vista para o rio fica logo após o restaurante e fica protegida dos animais por uma cerca elétrica. 

É o local onde muitos animais aparecem. Eu vi uma manada de elefantes e duas hienas. E no fim da tarde ouvi alguns rugidos de leão. Bem impressionante!

Para fazer reserva basta acessar o site do SANPARKS (www.sanparks.org).
Esse é o site do órgão que administra todos os parques nacionais da África do Sul. Administra o Kruger e também o Parque do Cabo da Boa Esperança. Assim que entrar no site, tem que selecionar o Kruger Park e, aí sim, procurar pelos acampamentos.  Eu fiz e deu tudo certo. A diária num bangalô standard custa cerca de R$ 200.00 por pessoa. Achei honesto.
Ele tem um tamanho bom, chuveiro com água bem quente, ar condicionado, ventilador de teto, tela protetora contra mosquito em todas as janelas e, na varanda, frigobar e churrasqueira… sim, dá pra fazer churrasco. Na lojinha eles vendem tudo, carvão, carne, acendedor de fogo…

Um problema no SKUKUZA (é bom relatar)
Eu e meu irmão acordamos na hora recomendada para os passeios, por volta das 6 horas, e estávamos andando dentro do camping,  pelo deck que fica de frente para o rio, quando meu irmão pisou em cima de uma espécie de bueiro. A tampa estava solta e a perna dele caiu lá dentro. Deu uma machucada boa, mas poderia ter sido muito pior. Ele ficou com um ferimento na canela. O camping possui um médico. Só que o atendimento não é 24 horas. O médico só chegava às 7:30 da manhã, ou seja, mais de uma hora depois. Tivemos que ir ao bangalô para limpar o ferimento enquanto aguardávamos a chegada do médico.

Quando ele chegou havia uma fila de umas cinco pessoas. Pelo que entendi, ele atende e faz tratamento também para os funcionários. Ficamos na sala de espera e cerca de 30 minutos depois ele foi chamado. O médico fez o curativo e aplicou uma antitetânica. O material usado era lacrado, tudo em boas condições. No final de tudo, a surpresa. Tivemos que pagar cerca de 850 rands,  quase R$ 300.00. Mais caro do que uma diária do camping.

Considerando que o machucado do meu irmão foi causado por uma falha de manutenção do camping, fomos à recepção contestar a cobrança, certo de que ouviríamos, inclusive, um pedido de desculpas. Nada disso. O gerente da recepção disse que iria falar com o gerente geral e depois me daria uma posição. Até hoje estou esperando. Uma pena, pois, tirando esse problema, tudo funcionou muito bem.

GAME DRIVE – OS PASSEIOS GUIADOS
Optamos por fazer os passeios por nossa conta. Usamos o carro que já estava alugado. Era um carro normal, um Hyundai parecido com o HB20. Nada especial.
Dentro do Kruger existem estradas asfaltadas e de terra. As principais são de asfalto e as secundárias de terra. A estrada é bem sinalizada. Em todos os cruzamentos que passamos havia placa indicando a direção dos lugares e a distância até eles.
Ah, o Google Maps funcionou lá dentro. Como havia comprado um chip sul-africano no aeroporto, meu 3G funcionou quase que o tempo todo. Foi bem tranquilo nesse sentido.

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DOS PARQUES e CAMPINGS
O portão do parque e dos campings abre às 6 h e fecha às 18 h. Antes e depois desse horário não pode circular no parque. Se alguém perder a hora, leva uma multa salgada, fora o esporro.

Dentro do Skukuza tem um mapa do parque com as informações dos locais onde as pessoas avistaram cada animal, naquele dia e no anterior. Foi por ali que traçamos nossa rota do dia. Caso você não tenha acesso ao mapa, eu sugiro fazer uma rota perto dos rios ou de qualquer outro lugar que tenha água. Normalmente os animais passam por ali, né ? Deu muito certo conosco.

Veja abaixo os mapas dos nossos roteiros:

Rota feita na parte da manhã, sempre beirando os rios, onde os animais costumam ficar.

Rota feita na parte da tarde. O ponto de saída (ponto A) está coberto pelo ponto E, no mapa. Como vocês podem ver optamos por repetir uma parte do roteiro da manhã.

Nossos passeios foram bem tranquilos. Eu tinha alguns receios, mas correu tudo bem. Obviamente, há potencial para dar problema, mas existem algumas dicas que podem minimizar. Veja no final do post.

Assim que saímos já encontramos um búfalo no meio dos arbustos. E daí pra frente vimos leão, elefante, girafa, javali, veado, antílope, macaco, hipopótamo, leopardo…

Só faltou rinoceronte, dos chamados Big 5 (leão, elefante, leopardo, rinoceronte e búfalo).

 

Efetivamente nós só tivemos um dia inteiro de passeio. No dia da chegada só fomos do portão ao camping e, na saída, do camping ao portão. Mesmo assim nesses pequenos trajetos nós vimos bastante coisa.
Para nós foi o suficiente. Acho que mais um dia iria ficar meio cansativo. Mas aí depende de cada um.     Existem, também, passeios a pé e passeios noturnos com guias do parque. Nós não fizemos. Você pode se informar onde você estiver hospedado.
Para vocês terem uma ideia um pouco melhor do local fizemos dois pequenos vídeos. São esses abaixo.
1- Elefantes Param o Trânsito: https://www.youtube.com/watch?v=m9XFBV2O9u8&feature=youtu.be

2- Girafa na Pista: https://www.youtube.com/watch?time_continue=5&v=Zrt9UwpsaLA


DICAS DE SEGURANÇA PARA OS PASSEIOS

1. As vezes as estradas ficam interrompidas pelos animais. Se um elefante resolver sentar no meio da estrada, não tem o que fazer, a não ser esperar que ele levante e saia do caminho. Ou então dar a volta por outro lugar, o que pode aumentar seu trajeto em algumas horas.

MUITO IMPORTANTE: Evite deixar para voltar ao camping perto do horário de fechamento do portão. Esses imprevistos podem acontecer e o seu estresse vai ser grande.

2. Ande bem devagar. A velocidade máxima dentro do parque é 50km/h. Mas isso é rápido quando você está procurando um bicho no meio da vegetação. Nós achamos vários bichos que estavam bem camuflados justamente porque andamos bem devagar.

3. Fique atento com os elefantes. Em geral eles são muito tranquilos,  mas não queira vê-los irritados. Por isso há algumas atitudes preventivas indicadas pelo próprio parque. Uma delas é manter distância. Se eles se aproximarem, dê ré bem devagar e vá mantendo distância. Sem correr, pois pode assustá-los ou irritá-los. A segunda é sempre tentar ficar longe dos filhotes. Pois se a mãe achar que eles estão em risco, pode se tornar bem agressiva.


3. PASSAR REPELENTE!

4. NÃO ABRIR OS VIDROS.
Essa é uma regra que quase ninguém respeita. Acho isso bem perigoso e explico os motivos. Os animais normalmente andam em grupo, certo ? Por diversas vezes vimos um animal do lado direito do carro e nos viramos para esse lado. Depois, ao olharmos para o lado esquerdo, víamos que a outra parte do grupo estava lá. E quando você abre o seu vidro para fotografar um animal, naturalmente você não estará olhando para o outro lado do carro para saber se tem outro vindo. Se o animal for baixo você não irá vê-lo, já que estará focado na sua “fotografia premiada”. Numa dessas vem um animal pelo outro lado e avança em você. E não esqueça dos macacos que surgem do nada e gostam de “brincar”. A maioria dos acidentes ocorre por causa dessa imprudência. Portanto, não acho uma boa burlar essa regra.

5. TRANQUE AS PORTAS DO CARRO
Dá uma olhada nesse vídeo. Não aconteceu conosco, mas é bem didático.


Tá certo que ter história para contar é legal, mas não precisa exagerar.
Seguimos essas dicas e não tivemos qualquer problema.
No mais, aproveite. É uma experiência indescritível. Estar no habitat dos animais gera uma sensação de respeito sem igual. Em um zoológico você se sente superior, pois o animal está preso, sob controle. Ali, em plena selva, quem manda são eles. É uma inversão total de perspectiva.

Se você quiser mais alguma informação ou quiser tirar alguma dúvida é só usar o e-mail seguinte: reynaldo@bigornaviagens.com.br.

Viajar é fazer História. A sua História.
(Marilia B.G.)

 

ARGENTINA, AR: El Calafate – Ponto de Partida Para Diversas Atrações da Patagônia (parte II)


IMAGEM em DESTAQUE: Trecho da RN11 – El Calafate/Cerro Frias.

Voltei. Desta vez, acompanhada pela família – pessoas festeiras, de bem com a vida, que não reclamam de nada. Nem do frio patagônico. Também, para quem Continuar lendo ARGENTINA, AR: El Calafate – Ponto de Partida Para Diversas Atrações da Patagônia (parte II)

ARGENTINA: Novos Caminhos Pela Patagônia – Cerro Frias, em El Calafate.


FOTO EM DESTAQUE: Um Dos Pontos Mais Altos do Cerro.

Cá estou novamente neste país pelo qual sou apaixonada: a Argentina. Só que desta vez, apesar de ter revisitado alguns lugares, essas localidades tiveram gosto de festa – em companhia de familiares queridos, tudo fica mais animado.
O esquema saiu como o planejado. Nem chuva pegamos. Minto. Certa noite, quando voltávamos para o hotel após um jantar no La Posta, sentimos no rosto uns pingos de chuva geladiiinnnhos, mas que nem serviram para aumentarmos os passos. E nem adiantava: quem está na chuva é para se molhar, já diz o velho ditado. E quem deixaria de passear por conta de chuva e frio? Pegamos 02º em El Calafate e menos ainda no alto do Cerro Frias, nosso primeiro passeio pelas redondezas.

Mas, antes de qualquer comentário, gostaria de alertá-lo para o abacaxi que a empresa Brasileiros em Ushuaia nos fez descascar.


AINDA NO AEROPORTO
tivemos, de cara, a única surpresa desagradável do circuito: assim que entramos na van que nos levou ao hotel, o motorista entregou-me a programação a ser cumprida e o melhor dos passeios não estava relacionado: o Glaciar Gourmet.
Chegando ao hotel nem entrei no quarto. Pedi à recepcionista que me comunicasse com a Criollos Turismo – esse era o nome que constava nos vauchers -, e o funcionário brasileiro Marcelo confirmou que não estávamos incluídos no rol de passageiros. Como, se esse passeio e mais dois estavam pagos deste 26/10/2017?
Peguei minha gorda pasta de anotações, botei-a embaixo do braço e saí em campo. Lá fomos nós – eu, minha cunhada e meu escudeiro – atrás da agência Criollos.
Resumindo: na Brasileiros em Ushuaia digitaram equivocadamente o nome desta operadora, que tinha a ver parcialmente com a história.
Felizmente o funcionário de nome Matias – jovem educado, de boa vontade e ético – logo descobriu o erro. Não disse palavra a respeito do assunto; apenas pediu-nos que o acompanhasse e nos levou até sua vizinha, a empresa responsável pela pequena viagem que faríamos três dias depois.
Saímos da Marpatag com tudo acertado, é verdade, mas ainda sob efeitos do aborrecimento causado única e exclusivamente por falta de atenção do funcionário da Brasileiros em UshuaiaAh! E ainda a funcionária desta empresa, Sra. V… , a me escrever o seguinte: “Acredito que tenha sido erro de digitação no vaucher” – observação que me leva a crer que qualquer erro cometido é normal.
Mais tarde, a gerente desta empresa , Sra B…, que desdobrou-se em desculpas pelo transtorno, explicou em mensagem que o brasileiro Marcelo não poderia nos ter dito que não constávamos da lista de passageiros.
Ciente da parceria existente entre Marpatag e Criollos, ele deveria ter confirmado nosso programa e não o fez. Ou seja: erro nos vauchers da Brasileiros em Ushuaia, erro de parte do funcionário da Criollos. Erro prá todo lado que nos fez perder preciosos momentos de nossa estada em El Calafate.  Foram duas horas e meia na rua, literalmente, “correndo atrás”. Fica o alerta!

Esse esquema diferenciado de passeio – Glaciares Gourmet – que a empresa Brasileiros em Ushuaia oferece é bom. Certamente teria sido bem melhor se não o tivessem envolvido em tanto contratempo. Sofre mais o emocional dos passageiros que o físico. Foi desgastante demais e decepcionante.


Bom, agora que relatei a sucessão de descuidos envolvendo funcionários desatentos de duas! empresas que participaram diretamente em nossa viagem, posso contar e ilustrar nossa primeira saída pelos arredores de El Calafate: o Cerro Frias.
Marquei esse passeio na empresa causadora do citado embroglio sem o menor entusiasmo. A descrição confere com a realidade, mas não empolga; e por isso não levei fé.

Caso queira assistir a um resumo do que foi esse passeio inimaginável, clique aqui.


Às 9.30 h  a van nos pegou no hotel, e após  23 km de navegação pela RP 11 chegamos à entrada da Fazenda Alice, onde está a colina.

Havia feito muito frio durante a madrugada e por conta dessa baixa de temperatura os cumes de cerros e montanhas ficaram cobertos de neve, o que enriqueceu bastante a paisagem e nossa experiência.
Em 2016, eu e meu escudeiro estivemos nessa mesma época em El Calafate, mas pegamos temperaturas bem mais amenas. Desta vez enfrentamos 02 º no Centro da cidade.

Logo que chegamos, o gentil Sr. Tito foi nos receber ainda na perua e nos apresentou o restaurante onde mais tarde seríamos contemplados com um lauto almoço: churrasco de carnes variadas e linguiças, assadas em forno à lenha e acompanhadas por legumes. Almoço prá botar água na boca de quem assistir ao vídeo que incluí na postagem.
Ele mesmo apontou a casa que se vê na foto como sendo sua, e pelo rumo da conversa durante o percurso, concluímos que estávamos sendo conduzidos pelo simplíssimo proprietário da Estância Alice.
É o próprio Tito quem traça e prepara novos caminhos para os visitantes desfrutarem do melhor do cerro.

ESCOLHA O QUE FAZER na FAZENDA:
Há outros tipos de atividades na propriedade, tais como: trekking, cavalgadas, ou deslizar na tirolesa considerada a mais extensa da América do Sul.
O Jeep Tour 4×4 à Margem do Lago Argentino promete muita aventura a partir de 5 km de Calafate.
Esses passeios têm horários de saída e época certa para acontecer; por isso convém dar uma olhada no site clicando aqui.
A visita ao Cerro Frias, por exemplo, tem dois horários: pela manhã e à tarde, às 15.00 horas.

Imagine-se neste confortável sofá, desfrutando dessa vista fantástica em companhia de familiares e/ou amigos, e tomando um ferrinho para esquentar.

O PASSEIO
Começamos a subir o cerro e logo Tito parou e anunciou que dali prá frente ele engataria a tração nas 4 rodas – mero detalhe. Com ou sem tração nada mudaria ao nosso redor: já estávamos encantados com a paisagem que aos poucos começava a se desnudar, com os comentários de nosso condutor, com os animais, enfim, com tudo! Até com o vento gelado e o frio.

Um pouco mais para frente e Tito saltou para abrir uma das porteiras.

Desse ponto para frente as surpresas começaram a se atropelar. Dois guanacos foram responsáveis pela primeira delas.

O respeito pela fauna é fundamental e por isso a marcha empregada no veículo é lenta. A prioridade é dos animais, claro, e mais precaução começa assim que são avistados, mesmo que estejam bem afastados da beira do caminho. Segundo Tito, os animais podem correr a qualquer momento e por isso é preciso cautela. Toda atenção é pouca.

Repentinamente – daí os cuidados a que me referi anteriormente – essa raposa saiu de detrás da moita e sentou-se justo no caminho.  Tito parou o Land Rover e ficamos observando o espetáculo por algum tempo. A lindeza bocejou, coçou-se, levantou-se, deitou-se novamente e rolou no capim. Fomos privilegiados neste passeio não só por isso, mas por tudo que vimos e mais ainda pelo que nos aguardava no cume do cerro.

Vez ou outra o Lago Argentino disputou nossa atenção com fauna e flora do Cerro Frias; não sabíamos o que era mais belo. O passeio é fantástico!

O ALAGAMENTO em EL CALAFATE
Chegamos a El Calafate em 14/3/18, dois dias após ter acontecido a ruptura do Perito Moreno, outro espetáculo fantástico para quem tem a sorte de testemunhar o desmoronamento dessa ponte.
Trata-se de atração que atrai milhares de curiosos e que depende unica e exclusivamente da natureza.
El País noticiou que os trovões provocados pelos sucessivos desprendimentos aconteceu de madrugada. Caso você tenha curiosidade em saber como se forma a ponte e o que provoca seu descolamento, basta clicar aqui.
Como o Parque Nacional dos Glaciares fecha às 22.00 h, o espetáculo não foi presenciado por ninguém.
As toneladas de gelo desprendidas derretem e acabam causando a subida do nível do Lago Argentino, a ponto de suas águas alcançarem estradas e propriedades particulares. Testemunhamos um alagamento no perímetro urbano, bem próximo ao Centro de El Calafate.
A foto abaixo mostra uma área submersa não muito longe da estrada.

Conforme avançávamos, cenários cada vez mais instigantes pareciam nos convidar a desvendar seus mistérios.
Ora o capim queimado pelo frio cobria de dourado as montanhas e parecia iluminá-las…

…ora sentíamo-nos envolvidos pelo tempo fechado, o solo escuro, a névoa e o uivo do vento.  Era o próprio mistério do qual estávamos fazendo parte – momento inesquecível de nossas vidas.

Atirei no que vi, ao optar por esse programa, e acertei no que não vi. Divinas surpresas…

Felizmente, estávamos preparados para enfrentar qualquer inesperado…

Abaixo, um dos carros da frota do Sr. Tito, nosso condutor e narrador dessa aventura fantástica.
A foto não deixa mentir: quem diria, que ainda teríamos um contato tão íntimo com um pedacinho da moldura do Lago Argentino?

Momento de sentir a paisagem, sem tentar descrevê-la…

DE VOLTA À ESTÂNCIA, NOSSO PRÊMIO:
Éramos os únicos no amplo salão aquecido. O que iríamos comer? Não sabíamos e nem nos interessou perguntar. Curiosidade é doença da qual nenhum de nós sofre. Felizmente. Assim, quando nosso prato chegou, antes de qualquer garfada já sentíamos sabor de festa na boca. E que festa!

A abertura de nossos trabalhos ficou por conta de gordas empanadas recheadas com carne de cordeiro, temperada do jeito que gosto.

Seguiu-as um creme de abóbora muito bem condimentado. Um toque sutil de especiarias foi somado às ervas secas -o resultado não poderia ser melhor.

Legumes assados na brasa foram servidos como complemento do suculento churrasco misto que só aparece no vídeo. As pranchas foram prá mesa fumegantes e com aquele barulhinho bom de se ouvir: o dos legumes e das carnes ainda fritando no calor da chapa.  Melhor, impossível.

De sobremesa, ele! O famoso, delicioso e imbatível doce-de-leite argentino.

Iguarias que nem Zeus alguma vez degustou no Olimpo, mas que nós, simples mortais, tivemos o privilégio de saborear neste pedaço de Paraíso – o Cerro Frias.

CONTATO: clique aqui.

 

Foto clicada por minha sobrinha SAMANTHA ao voltarmos para El Calafate.

 

Rosa Cristal com a palavra.