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PERU. LIMA. Jockey Plaza – Um Mega Shopping Center


IMAGEM DESTACADA:

O estilo é o mesmo daquele que temos na Barra da Tijuca, porém em proporções gigantescas.

Foi inaugurado em 1997 com apenas 4 lojas e hoje conta com mais de 230.
Está localizado entre a Universidade de Lima e o Hipódromo de Monterrico, no distrito de Santiago de Surco.
É acessível por ônibus e metrô – clique aqui e saiba que condução pegar a partir de determinado ponto.

A praça de alimentação ocupa o centro do shopping. Há cinemas – Cinemark – e estacionamento subterrâneo.
O Jockey Plaza Shopping Center não é o único “a céu aberto”, digamos. Como não chove em Lima, não há necessidade de construí-los totalmente fechados. Conforme já escrevi em outra postagem, nem bueiros há no meio-fio das ruas da cidade.

Chegamos ao shopping em taxi. Levamos cerca de 30 minutos de viagem desde o bairro Miraflores. Vale o passeio.

PERU. LIMA. Central Restaurante – Considerado o Melhor da América do Sul.


IMAGEM DESTACADA: Uma das jóias do Central.

AS APARÊNCIAS ENGANAM
e novamente nos deixamos ludibriar pela arquitetura “clean” da fachada do Central.
Que chamasse atenção, a poderosa moldura da porta principal que me remeteu ao portal do Templo de Ísis, ainda localizado na Ilha de Philae em 1988.


Já devíamos saber que assim que transpuséssemos aquele imenso pórtico, alcançaríamos mais uma filial do Paraíso ao qual pertence a saborosa, colorida e exótica culinária peruana.
Muitos restaurantes de Lima são assim: arquitetura minimalista por fora, mas, por dentro, templos sofisticados onde reinam, absolutos, famosos chefes.

A maneira como o peruano lida com a apresentação de seus pratos é, literalmente, teatral e cinematográfica.  Projeções sobre as mesas é o exemplo do IK, que as desliga logo que tenha início o primeiro ato: a chegada das entradas à mesa do comensal.
Pedras quentes sobre um sousplat de cerâmica ladeiam algumas iguarias servidas no Central, a fim de mantê-las quentes.

A rudeza de pedras quase in natura contrasta com delicadas delícias para as quais servem de suporte e…

… belíssimas guirlandas levam-nos a comê-las com os olhos, antes mesmo de levá-las à boca.

A utilização de materiais simples no serviço, somados à sofisticada apresentação dos pratos, fazem toda a diferença quando ambos são bem empregados. E essa combinação  não depende de vontade, mas de conhecimento – e isso, o peruano tem de sobra quando o assunto é comer.

É como se o alimento fosse o mais precioso dos minerais e por isso é preciso lapidá-lo com muita atenção e carinho.
Além disso, como são muitas as filiais do Éden em Lima, a concorrência pressiona e cada chef acaba levando o inimaginável em termos de arte para seu prato. A culinária peruana é cuidadosa e riquíssima em detalhes.

Cozinha visível de onde quer que você esteja.

Puro requinte para quem está atento: as cores dos pães redondos  combinam com as manchas do corte da pedra, e o Pão de Folha de Coca combina com o verde do patê que lhes serve de complemento.

Pão de Folha de Coca. Valeu tê-lo experimentado, mas o pãozinho menor era bem mais saboroso.

No segundo andar fica o bar.O restaurante conta com horta e conserva chocolates em caixa de madeira especial, a fim de conservar seus sabores.
Além disso, a água que é servida aos comensais recebe tratamento especial no próprio restaurante.

O que dizer do Central, que já foi considerado o melhor da América Latina?

 

PERU. LIMA – HAITI CAFÉ


IMAGEM DESTACADA: Fachada da Cafeteria.

Bem no centro de um dos bairros mais badalados da cidade, de frente para o Parque Central de Miraflores, fica a cafeteria onde já havíamos passado pela porta algumas vezes e estávamos doidinhos para entrar. Continuar lendo PERU. LIMA – HAITI CAFÉ

PERU, Lima – Restaurante L’Eau Vive.


IMAGEM DESTACADA: entrada do prédio onde fica o restaurante.

Bem próximo ao Palácio Torre Tagle está o restaurante L’eau Vive de culinária francesa e internacional como anunciam na porta.

O nome nos remete imediatamente àquela culinária requintada, mas não é bem isso; muito pelo contrário.
Trata-se de comida simples, porém bem elaborada, feita com muito capricho por freiras que deixam escapar o sotaque francês.

Aguardamos a abertura do salão e entramos. Logo estava lotado por pessoas habituadas a frequentá-lo. Percebemos nitidamente que pelos cumprimentos amáveis ao chegarem ao restaurante, não se tratavam de “forasteiros” como nós.

Fomos os primeiros a entrar e a fazer os pedidos, e quase os últimos a serem atendidos. Distração da cozinha fez com que nos aproximássemos um pouquinho mais daquela senhorinha francesa, simpaticíssima, que se desdobrou em desculpas pelo atraso de nossos pratos. Valeu pelo rápido contato.

Esse atendimento prá lá de especial de parte da senhora e de todas as meninas que trabalham no salão é responsável pela casa cheia. Não é só esse aconchego de casa de avó que conta. Na na-ni na-não! Faz parte desse contexto o imóvel em si – clássico, maravilhoso -, a limpeza do ambiente e a aparência e o sabor da comida.  Ah! E o preço.

Valeu demais!

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A placa chama atenção para o Canto da Ave-Maria todas as noites.

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Como entrada, manga com camarões. E como pratos principais: camarões com molho levemente adocicado com côco e peito de frango com molho de amêndoas.

O L’Eau Vive é uma excelente opção para quem está no Centro Histórico de Lima e deseja saborear comida saudável.

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PERU, Lima – Pescados Capitales


FOTO DESTACADA: Imagem do Jogo Americano do Restaurante.

Seria difícil dizer qual restaurante em Lima é o mais original ou o mais luxuoso, mesmo que tivesse conhecido todos. Também não posso afirmar que o Pescados Capitales seja o mais descontraído da cidade, mas arrisco dizer que está incluído no rol dessa categoria, digamos assim.

Logo que entramos a impressão foi de estarmos em um pátio mexicano. O local é muito amplo, claro, ventilado, e a decoração rústica e leve contribui bastante para essa descontração. Trata-se de um restaurante de excelente reputação, de cardápio variadíssimo e tão original quanto o nome da Casa.

Os jogos americanos apresentam os Sete Pecados Capitais de maneira bem singular e divertida: cada um refere-se a uma figura marinha e sob cada figura há uma legenda. A Soberba, por exemplo, é retratada por um cavalo-marinho e a legenda diz o seguinte: “Sou o máximo até que se prove o contrário”. A Ira, por um peixe de dentes fartos e pontiagudos; a Luxúria pela lagosta, e por aí vai.

Na imagem destacada está o polvo. Abaixo, a tartaruga aparece como a Preguiça.

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A Preguiça – Durmo, logo existo.

Os pratos estão separadas por tipo de “pecado”. Mas, como os principais são sete, o restaurante considerou qualquer deslise como falta grave e o incluiu no menu. Sorte nossa – o menu só cresceu…

Há um espaço coberto com uma grande mesa no lado oposto ao canteiro, e um bar caprichado em uma espécie de varanda, localizada de frente para o salão.

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O atendimento é simpático e cortês, mas nem sempre rápido devido ao movimento da Casa. Já escrevi em outra postagem que os restaurantes em Lima superlotam num piscar de olhos e o Pescados Capitales não foge à regra.

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Pescados Capitales – simplicidade, charme e aconchego.

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É o restaurante mais espaçoso que conheci nessa primeira visita a Lima.

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Milho torrado e salgado como aperitivos – delícia com gostinho de pipoca.

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Aqui começam os deliciosos pecados. No cardápio você vê um título muito interessante: a CAUSA do Pecado. Essa causa não se trata do motivo da transgressão, mas o nome de um prato pré-colombiano herdado  pelos peruanos.

A massa básica é composta por purê de batatas, aji amarelo (uma pimenta muito utilizada na culinária peruana) e limão. Os recheios variam a gosto do freguês: ovo cozido, alface, azeitonas pretas e abacate. Frutos do mar, pescados de um modo geral e aves também recheiam as Causas.  Não quer dizer que você não possa recheá-las com outros ingredientes – tudo é questão de gosto e criatividade.
Quando prontas assemelham-se a docinhos de festas de aniversário. São servidas frias e são saborosíssimas. Não sendo delicadas como as da foto, podem ser servidas no formato de um bolo de carne.

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Abaixo, os pratos são classificados como NOSSOS PECADOS:

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Pela designação dos pecados listados no menu, somos eternos devedores. Agora, em se tratando de um cardápio, vale muito à pena cometermos esses tipos de faltas. Literalmente, e com trocadilhos, peco com muito gosto.

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Até vegetariano peca. Imagine isso…

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O começo de nossos trabalhos não poderia ter sido melhor: ceviche acompanhado de milho branco.

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Prato principal: camarão VG e abóbora.

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Pecando desse jeito você não precisa se redimir. Orar, sim. E agradecer aos céus  por mais esse momento lindo.

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Peru, Lima – Raphael.


Tenho pouco a dizer a respeito do Raphael, a não ser uma certa arrogância que percebemos no ar.
Ao chegarmos ao restaurante tivemos a ingrata surpresa de vê-lo ainda fechado (abriu atrasado) e aguardamos na calçada junto com um casal que chegara antes de nós. Se arrependimento matasse…
O funcionário que abriu a porta não nos cumprimentou e muito menos nos convidou a entrar. O grosseiro abriu a porta e, visivelmente apressado, deu-nos as costas e seguiu arrumando o bar que se encontra à direita de quem entra.
Pior recepção, impossível!
Entramos mesmo sem que tivéssemos sido convidados, escolhemos uma mesa e sentamo-nos sem que ninguém estivesse ao nosso lado para indicá-la ou concordasse com nossa escolha. Até aqui, nossa impressão foi péssima! Pensamos em desistir, mas aguentamos firme.
Não estávamos com muita fome e por isso perguntamos ao garçom (que nos atendeu com indiferença e visível má vontade) se havia algum prato para duas pessoas. Respondeu-nos que não, mas que poderíamos compartilhar um prato de raviólis. Aceitamos a sugestão. Quando a travessa com 8 raviólis!!! chegou – e frio -, vimos que o prato seria INsuficiente até mesmo para uma pessoa sem fome. Honestamente? Já cansei de ver couverts em outros restaurantes em  porçóes maiores.

Garçom mal informado – poderia ter sido franco e dizer que os pratos não eram compartilháveis.
Solicitamos então mais uma porção dos raviólis. O repeteco foi tão idêntico ao primeiro, a fidelidade foi tamanha, que também chegou frio!!! Mama mia!
Chamei o garçom e reclamei discretamente. Ato contínuo, uma senhora aproximou-se de nossa mesa para saber o que estava se passando, nossas impressões, coisa e tal… e diante do relato, como desculpas, ofereceu-nos o segundo pedido como gentileza da casa.
Agradecemos muito, pedimos desculpas, mas não aceitamos. Pagamos a conta e saímos.
O ambiente é pequeno e sem luxo. Atendimento arrogante, indiferente, grosseiro, antipático. E mais: para um restaurante tão recomendado pela mídia, deixou a desejar. E muito! Não recomendo. Não só pelos motivos expostos, bem como pelos soles pagos pelas amostras.

Lima está repleta de excelentes opções em restaurantes de atendimento simpático e gentil. NÃO CAIA NESSA!

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Com a palavra, Rosa Cristal

Peru, Lima – Popular… Mas Nem Tanto.


IMAGEM DESTACADA: Parcial do Shopping Larcomar

O POPULAR fica de frente para o Pacífico, no Shopping Larcomar,   encravado em um barranco. Barranco mesmo, não no bairro Barranco

Seguinte: há um bairro chamado Barranco bem ao lado do bairro Miraflores. Ambos ficam no alto de uma falésia cuja altura oscila entre 50 e 70 metros e estão listados entre os melhores de Lima.

O acesso ao Shopping Larcomar se dá por uma praça chamada Parque Salazar. Você não verá o shopping  porque ele está abaixo do nível da rua, encravado na falésia.

O Larcomar não se trata de um shopping popular. POPULAR, mas nem tanto, é o restaurante, nossa primeira investida na culinária peruana assim que retornamos a Lima. Continuar lendo Peru, Lima – Popular… Mas Nem Tanto.

Peru, Lima – Huaca Pucllana, Sítio Arqueológico.


IMAGEM DESTACADA: Modelo de construção anti-sísmica criado pelos povos pré-incas . Templo construído entre os anos 200 e 700 D.C.


Endereço: Calle General Borgoño cuadra 8 S/n, Distrito de Lima, Peru

O QUE É HUACA?
No idioma Quechua significa um lugar ou algo considerado sagrado ou ainda um deus de proteção.
Viajando para Lima você poderá visitar duas huacas:  uma no bairro de San Isidro – a pirâmide Huaca Huallamarca localizada em um sítio arqueológico que poucos conhecem – e a outra em Miraflores, onde estão as ruínas de Huaca Pucllana, bem mais visitada. Continuar lendo Peru, Lima – Huaca Pucllana, Sítio Arqueológico.

Huaca Pucllana – Restaurante em Lima, Peru.


IMAGEM DESTACADA: Entrada do Restaurante.

A proximidade do restaurante Huaca Pucllana com o sítio arqueológico de mesmo nome é surpreendente.
Há uma varanda no restaurante, quase no nível do sítio, que lhe permite apreciar boa parte dessa curiosa herança inca, sem perder uma garfada sequer.
A ruína (situada no bairro Miraflores entre prédios altos e modernos) o convida a pensar se poderá lhe servir como complemento cultural pós sobremesa.
Almoço ou jantar, não importa, o sítio arqueológico está aberto de dia ou à noite: basta sair do restaurante e acessar a bilheteria ao lado. Caso lhe interesse deixar-se acompanhar por guia, basta falar com o bilheteiro  – é barato e aconselhável.

Mas…, vamos falar do Huaca Pucllana restaurante.  É concorrido e por isso é bom reservar lugar. Na noite em que jantamos no Brujas de Cachiche nosso destino era o Huaca, mas estava lotado. Continuar lendo Huaca Pucllana – Restaurante em Lima, Peru.

PERU, Lima – Restaurante EL MERCADO.


IMAGEM EM DESTAQUE: Arroz com frutos do mar.

Mais uma vez esperamos o restaurante abrir. Chegávamos cedo na esperança de sermos atendidos com tranquilidade, mas isso nem sempre acontecia. O peruano é rápido. Rapidez para impressionar qualquer Usain Bolt.
Acontece que o movimento nos restaurantes é incrível – a pessoa chega, senta, pede uma bebida, começa a olhar o cardápio e nem chega à metade da primeira página, olha a seu redor e vê que já está tudo cheio.
Parece que todos combinam de chegar na mesma hora. Daí aquela idéia que você teve de chegar… escolher lugar… olhar cardápio com calma… foi pro espaço, porque daí prá frente é um agito só. Continuar lendo PERU, Lima – Restaurante EL MERCADO.