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ARGENTINA, AR: Restaurante Desnível em Buenos Aires.


IMAGEM DESTACADA: Fachada do Prédio.

Os comentários são ácidos, mas… não pude me furtar: literalmente, o restaurante faz jus ao nome. Sim! Trata-se de um desnível sob diferentes aspectos.

As fotos não mostram a realidade. Assim que entramos não gostei da aparência. O restaurante é enfeitado, colorido, mas, deixa a desejar em limpeza. Estava cheio como se vê na foto – cheio de cadeiras vazias.

Abro e cardápio e vejo o aviso seguinte: aos domingos, de 12.00 h às 20.00 h, o restaurante só aceita dinheiro.
Até que faz sentido e acho que sei o porquê: aos domingos acontece a famosa e imensa feira de Sant Telmo e é nessa ocasião que o Desnível deve faturar.

Dentre as sugestões do cardápio, eu optei pelo peixe com purê de abóbora, outro desnível.
O peixe não tinha gosto nem de maresia! Prá ser sincera, não foi temperado nem com sal – comum na culinária portenha. E o purê de abóbora… acompanhou, literalmente, o peixe: sem “it” nenhum, como se dizia antigamente.

Meu fidelíssimo escudeiro pediu um Ravioli ao Molho Pesto, salvo pelos molho e queijo. Escapou.

O Desnível deveria ter ficado por conta da rampa que lhe deu o nome, mas ousou e foi bem além.

Desnível nas paredes que precisam urgente de uma limpeza…,

… na péssima aparência do bar que fica logo na entrada – o cartão de visitas da casa.

Os talheres da Tramontina e o suco de laranja vão para o trono.

Até nós cometemos um baita desnível: esquecemos do fantástico restaurante italiano Amici Miei, que já conhecemos de longa data, bem em frente à Praça Dorrego. Bastava seguir um pouquinho mais à frente. Se burrice matasse…

Qual o lado positivo desse tropeço? É errando que se aprende. Serviu para ficarmos espertos, e na próxima vez não passarmos nem pela porta!

Ah! E antes que me esqueça: na também indicada Brasserie Pétanque já nos serviram um prato de massa que era pura enganação. Reclamei, o garçom veio com aquela conversa de cerca-lourenço, muito blá, blá, blá, coisa e tal, mas não colou.
Para disfarçar minha radicalidade, aí vai a desculpa: era dia de feira. Tá! Mas cá prá nós, também não ouso voltar.  