PERU. LIMA. Jockey Plaza – Um Mega Shopping Center


IMAGEM DESTACADA:

O estilo é o mesmo daquele que temos na Barra da Tijuca, porém em proporções gigantescas.

Foi inaugurado em 1997 com apenas 4 lojas e hoje conta com mais de 230.
Está localizado entre a Universidade de Lima e o Hipódromo de Monterrico, no distrito de Santiago de Surco.
É acessível por ônibus e metrô – clique aqui e saiba que condução pegar a partir de determinado ponto.

A praça de alimentação ocupa o centro do shopping. Há cinemas – Cinemark – e estacionamento subterrâneo.
O Jockey Plaza Shopping Center não é o único “a céu aberto”, digamos. Como não chove em Lima, não há necessidade de construí-los totalmente fechados. Conforme já escrevi em outra postagem, nem bueiros há no meio-fio das ruas da cidade.

Chegamos ao shopping em taxi. Levamos cerca de 30 minutos de viagem desde o bairro Miraflores. Vale o passeio.

PERU. LIMA. Central Restaurante – Considerado o Melhor da América do Sul.


IMAGEM DESTACADA: Uma das jóias do Central.

AS APARÊNCIAS ENGANAM
e novamente nos deixamos ludibriar pela arquitetura “clean” da fachada do Central.
Que chamasse atenção, a poderosa moldura da porta principal que me remeteu ao portal do Templo de Ísis, ainda localizado na Ilha de Philae em 1988.


Já devíamos saber que assim que transpuséssemos aquele imenso pórtico, alcançaríamos mais uma filial do Paraíso ao qual pertence a saborosa, colorida e exótica culinária peruana.
Muitos restaurantes de Lima são assim: arquitetura minimalista por fora, mas, por dentro, templos sofisticados onde reinam, absolutos, famosos chefes.

A maneira como o peruano lida com a apresentação de seus pratos é, literalmente, teatral e cinematográfica.  Projeções sobre as mesas é o exemplo do IK, que as desliga logo que tenha início o primeiro ato: a chegada das entradas à mesa do comensal.
Pedras quentes sobre um sousplat de cerâmica ladeiam algumas iguarias servidas no Central, a fim de mantê-las quentes.

A rudeza de pedras quase in natura contrasta com delicadas delícias para as quais servem de suporte e…

… belíssimas guirlandas levam-nos a comê-las com os olhos, antes mesmo de levá-las à boca.

A utilização de materiais simples no serviço, somados à sofisticada apresentação dos pratos, fazem toda a diferença quando ambos são bem empregados. E essa combinação  não depende de vontade, mas de conhecimento – e isso, o peruano tem de sobra quando o assunto é comer.

É como se o alimento fosse o mais precioso dos minerais e por isso é preciso lapidá-lo com muita atenção e carinho.
Além disso, como são muitas as filiais do Éden em Lima, a concorrência pressiona e cada chef acaba levando o inimaginável em termos de arte para seu prato. A culinária peruana é cuidadosa e riquíssima em detalhes.

Cozinha visível de onde quer que você esteja.

Puro requinte para quem está atento: as cores dos pães redondos  combinam com as manchas do corte da pedra, e o Pão de Folha de Coca combina com o verde do patê que lhes serve de complemento.

Pão de Folha de Coca. Valeu tê-lo experimentado, mas o pãozinho menor era bem mais saboroso.

No segundo andar fica o bar.O restaurante conta com horta e conserva chocolates em caixa de madeira especial, a fim de conservar seus sabores.
Além disso, a água que é servida aos comensais recebe tratamento especial no próprio restaurante.

O que dizer do Central, que já foi considerado o melhor da América Latina?

 

BRASIL. Rio de Janeiro. Leblon: Quando Seu Paladar Necessita de Um Gostoso Abbraccio.


IMAGEM DESTACADA: Foto da Capa do Cardápio.

Já estivemos no Abbraccio algumas vezes e em todas saímos super satisfeitos com tudo.
O salão é muito espaçoso – composto por vários ambientes – , limpo, bem decorado, bem iluminado e há espaço suficiente entre as mesas para que as pessoas sintam-se confortáveis.
O atendimento é cortês, simpático e surpreende pela rapidez.

O restaurante ocupou um espaço antes destinado para estacionamento. Não faz parte da Praça de Alimentação, está um pouquiiiiinho afastado desse movimento – fica no corredor à esquerda da entrada dos cinemas -, mas faz um sucesso danado. Acho essa localização uma regalia.

Um dos salões do Abraccio que estacionou no Shopping do Leblon. Este espaço, antigamente, era destinado a vagas de automóveis. Santa transformação!

Esse saboroso Abbraccio privilegia as cidades de São Paulo, Campinas, Brasília e Rio de Janeiro.

O esquema do cardápio é muito interessante: consta de uma entrada, um prato principal e um acompanhamento.
Atente para o seguinte: é o prato principal que define o valor que o cliente pagará, independentemente do que ele pedir como acompanhamento ou entrada. Bebidas pagas à parte, como convém.
Exemplificando: na lista dos pratos de R$49,50, é este o valor que será cobrado pelo prato que você escolher dentre essas opções, incluindo ainda uma entrada e um acompanhamento, ambos sugeridos no cardápio.

A festa começa com um pãozinho crocante e quente para você molhar no azeite incrementado com ervas que é simplesmente divino. Clique abaixo e veja em segundos como lhe será servido.

A sopa do dia estava deliciosa – veio muito bem acompanhada por uma baita lasca de pão de alho -, mas a estrela da festa foi mesmo o Ravioli Al Formaggi- perfeito no tempero, na textura, na quantidade de molho, e  no melhor de tudo: continha recheio! como você pode ver na foto.

É pra ninguém botar defeito. Há de se ter muita personalidade para reclamar de alguma coisa.

“Nossa vida faz mais sentido quando sentimos fome e não quando nos alimentamos. O que nos movimenta não é o alimento, é o apetite…” Leonardo R. Pessoa

BRASIL. SANTA CATARINA. FLORIANÓPOLIS – Café Cultura Primavera.


FOTO DESTACADA: A fachada do Café.

Para início de conversa todas as casas primam por ambientes espaçosos, bem decorados, limpos e, acima de tudo, muito bem localizados.

A filial Primavera une todo esse bom gosto em um espaço muito especial onde primeiro se instalou a Primavera Garden Center – um galpão imenso, bem arrumado, onde você encontra mudas de frutíferas e plantas ornamentais de muitas espécies, artigos para decoração, sementes, ferramentas para jardinagem, e ainda um Café.

Na lateral há vários restaurantes um ao lado do outro, mas o Café Cultura não faz parte desta pequena avenida – está em destaque, de frente para a SC-401.
São muitas filiais espalhadas por toda Florianópolis e em outras cidades próximas. Ah! E até no Aeroporto Hercílio Luz ele já aterrissou. O estacionamento no local é muito bem organizado – entrada por um lado, cancela, guichê de pagamento na saída… Tudo arrumadinho.

Para que você tenha uma idéia, separei algumas sugestões.

Na página do menu acima, observe que o suco de manga também pode ser incrementado com gengibre, e a limonada suíça pode ser adoçada com leite condensado.
Dos sucos misturinhas experimentamos quase todos.

Os cafés são apresentados de acordo com técnicas de preparo diferenciadas. Aonde, confesse, que você encontra tanto esmero em um cardápio? Essa página aqui de cima trata-se apenas do intróito; agora…, nesta aqui de baixo, môquiridu…

As boas idéias estão em todo o cardápio. Dê só uma olhada no título “Para Acompanhar o Café”.

E mais: cafés de sabores únicos e maquininhas porretas para você se dar ao prazer de prepará-los em sua própria casa estão à venda, bem como chás, cervejas, vinhos…

Os pratos dispensam comentários. Todos feitos na hora – fresquíssimos e deliciosos. Almocei muitas vezes lá.

Revistas e jornais? Basta lançar mão e levar para sua mesa.

Nada melhor para terminar a refeição que um cafezinho. Incrementado então…

O conforto dispensa comentários.
Ficou faltando ressaltar o atendimento simpático e gentil de todos: transbordam boa vontade e sorrisos.
Para mim, é ponto obrigatório quando estou em Florianópolis. Adoro!

Endereço: SC 401, Km4 – Espaço Primavera Garden
De segunda a sábado das 09:00 as 20:00 e aos domingos das 9:00 as 19:00 horas. (048) 3307-9350
Florianópolis, Santa Catarina.

BRASIL. SANTA CATARINA. FLORIANÓPOLIS – Casa da Alfândega: Onde Comprar Artesanatos Catarinenses.


IMAGEM em DESTAQUE:

UM POUCO DE HISTÓRIA
A notícia que se tem é a de que a primeira Casa da Alfândega, construída em local distinto de onde ergueram a que conhecemos no Centro de Florianópolis, explodiu inexplicavelmente, em 1866.
A explosão, de proporções gigantescas, chegou a atingir os alicerces do prédio!, abalou construções próximas e matou 10 pessoas.
Dez anos mais tarde foi construído um prédio em estilo neoclássico que serviu ao porto de Florianópolis até 1964, ano em que as atividades portuárias terminaram e a alfândega foi desativada.
Era lá que minha avó paterna embarcava no navio Carl Hoepcke rumo ao Rio de Janeiro, a fim de passar temporada com parte da família.
O prédio abriga o Centro da Cultura Popular e a Galeria do Artesanato.
A exposição e venda permanente dos trabalhos de centenas de artesãos tem como objetivo a preservação e o incentivo à cultura popular. Lá o visitante encontra milhares de opções para presentes, decoração, além de tomar conhecimento dessa herança artística fantástica do catarinense.

Este prédio foi construído no antigo Largo do Príncipe, atual rua Conselheiro Mafra.

Até a década de 70 o mar banhava o histórico prédio neoclássico.
Com o aterro que conhecemos como Baía Sul, uma grande praça foi criada na área, o Largo da Alfândega.

Nesse espaço, por demais convivial, os amigos marcam encontro, as pessoas fazem uma pausa para descanso, ou apreciar o movimento. Mas a ocupação maior se dá quando músicos se apresentam no largo, ou quando, em época de Carnaval, blocos e escolas de samba ensaiam suas performances.

Tudo encanta nesse lado do Centro de Florianópolis: o prédio da Alfândega, inaugurado em 27/7/1876…, o largo…, o Mercado Público, bem pertinho, e, claro, tudo que a Loja de Artesanato Catarinense oferece.

Nesta foto, fachadas bem conhecidas tais quais as casas do Ribeirão, do Mercado Público, do Palácio Cruz e Souza, e do mais representativo prédio de Blumenau, são bastante decorativas.
Peças em cerâmica com toques de pintura indígena são bem diferenciadas.
Colares, castiçais e porta incensos.
A bela escultura de São Francisco dispensa comentários.

As bruxinhas que justificam o título de Ilha da Magia à Ilha de Santa Catarina não poderiam faltar.

Tapetes artesanais, toalhas de lavabo valorizadas pela trabalhosíssima e complicada arte da fabricação da renda de bilro são destaques pela delicadeza. Panelas de barro, cachaças, bruxinhas de pano, essências, lamparinas para iluminar jardim…

… e as maravilhosas flores confeccionadas com escamas de peixe. São trabalhos belíssimos que deixam o comprador em dúvida: o que levar?!

E a delicadeza das caixas enfeitadas com flores de palha de milho? E a rosa de escama de peixe, com dobraduras e transparência?

Peças de vestuário também não faltam na loja, bem como…

… as bolsas confeccionadas com lacre de latas de alumínio.

Trata-se de uma das atrações turísticas de Florianópolis das mais interessantes para você visitar: não só pelo conjunto de valores que representa, mas pelo colorido e pela beleza.
Não deixo de passar por lá todas as vezes que estou na ilha.

BRASIL. RIO DE JANEIRO. IPANEMA: Cantina da Praça – Café, Restaurante & Comida Para Levar.


IMAGEM em DESTAQUE: Parte Externa da Cantina.

Na esquina da Jangadeiros com Visconde de Pirajá – mais precisamente no quadrilátero da General Osório e bem em frente à estação General Osório do Metrô –, foi inaugurada em agosto de 2017 a Cantina da Praça, cujo proprietário também inaugurou a Mercearia da Praça um pouco antes, quase ao lado.
Dias após já estávamos aboletados em uma mesa do mezanino para conhecer a novidade.

Ambientes também descontraídos atraem os desejosos de tomar um bom e sortido café da manhã, bem como os que apreciam saborosos pães de receitas italianas elaborados na própria casa com ovos caipiras. Massas frescas, molhos diversos, tortas salgadas e doces, saladas, salgadinhos e sanduíches também estão nas vitrines fazendo psiu prá quem passa. E para quem saiu de casa ávido por degustar “aquele prato de massa” quentinho e preparado com esmero, a seleção que a casa oferece no cardápio não decepciona. Não há como não gostar.

Os ambientes são aconchegantes, bem refrigerados e o deixam muito à vontade. Atendimento simpático e cortês caracterizam ambas as casas.

Um lugar mais particular, para você comemorar – e “bebemorar”, claro -, um momento importante acompanhado de um bom vinho? Também tem. Dê uma olhada na foto acima!…

As massas e os molhos que dão água na boca só em olhar.
Pães, pizzas ou mesmo aquele cafezinho rápido? A cantina também serve.
Salgados, tortas salgadas e sanduíches.
…a vez dos doces…

Creio que pelas fotos você possa, perfeitamente, imaginar os aromas que evolam desses pratos… E os sabores? Como dizia a famosa apresentadora de TV, é prá chamar os cachorros!… Será difícil você não sair de lá com um embrulhinho embaixo do braço.


Endereço:  Rua Jangadeiros, 28 – Ipanema, Rio de Janeiro.
Tel: (21) 3258-9540.
Horário de Funcionamento: de 2ª à 5ª: das 8.00 h às 00.00 h; 6ª e sábado: das 8.00 h à 1.00 h. Domingo: de 8h às 00h.
Cartão de Crédito e Débito: todos.


“O prazer da comida é o único que, desfrutado com moderação, não acaba por cansar.” – Brillat-Savarin , Anthelme

 

BRASIL. Rio de Janeiro. Satyricon, em Ipanema – Dica Para Quem Aprecia Um Bom Restaurante.


IMAGEM DESTACADA: O Jardim de Inverno do Restaurante.

O RESTAURANTE
se destaca por sua qualidade de serviço e culinária há quase 40 anos.
O forte são os pescados conservados à vista do cliente, que o escolhe e solicita seu preparo de acordo com as opções oferecidas no variado cardápio.
Até mesmo um tanque para conservação de vieiras e ostras, o Satyricon providenciou para mantê-los frescos.

O bar prima por variedade de bebidas, o que resulta em mais uma atração no considerável espaço ocupado pelo restaurante de Ipanema.
Outro destaque vai para a ambientação: o cliente pode optar por sentar-se a u’a mesa em um espaço mais descontraído próximo ao jardim de inverno bem iluminado, ou…

…escolher um cantinho mais aconchegante para bater um papo mais íntimo.

Grupo de amigos não foram esquecidos e poderão se reunir em torno destas mesas mais adaptáveis ao número de comensais.

Em algumas paredes vê-se fotos dos proprietários – Marly e Miro Leopardi -, bem como condecorações oferecidas por jornalistas renomados, especializados no assunto culinária.

O cardápio não decepciona e oferece diversos pratos de carnes vermelhas e brancas, além de pescados e frutos do mar.  As propostas para sobremesas também são variadas.

Farfalle com Molho Cremoso de Salmão Defumado.

Peixe, funghi e camarão. Combina? Combina!
Salmão norueguês no carpaccio.
O simples, mas delicioso camarão com arroz e pirão – opção para os mais conservadores.

RESERVAS:

SATYRICON IPANEMA: 
Dias úteis: De  2ª à 6ª das 9:00 h às 23:00 h.
Sábados, Domingos e feriados: Das 11:00 às 23:00 h

O restaurante aceita reservas por e-mail, que serão respondidas em horário comercial de 2ª feira à 6ª feira.
reservas.ipanema@satyricon.com.br

SATYRICON BÚZIOS
Reservas: Diariamente, das 14:00 h às 23:00 h
reservas.buzios@satyricon.com.br

*****

 

COLÔMBIA. San Andrés e Cartagena das Índias. Viagens Que Recomendo Sem Moderação.


IMAGEM em DESTAQUE: Bairro São Luiz, em San Andrés.

Bem antes de 2001 já ouvíamos falar em San Andrés.
Viajávamos por intermédio de uma agência de turismo cujo proprietário era fã da ilha colombiana e fazia a maior força para que nós a conhecêssemos.
Em 2001 pegamos uma bolsa de mão – dessas oferecidas por agência de turismo – e partimos Colômbia.
Na bagagem, isto é, na bolsa de tamanho médio, que me lembre, coloquei uma sandália de borracha, uma saída de praia, um maiô, alguma roupa íntima, pijama e uma troca de roupa. A bolsa era pequena, mas mesmo assim ainda sobrou espaço para trazermos uma lembrancinha: uma baita concha cor de rosa que tenho até hoje. A bolsa parecida um chocalho de tão vazia.


Confesso que viajo com pouquíssima bagagem, mas dessa vez foi demais. Isto é: de menos.
Foi a primeira vez que peguei minhas tralhas no bagageiro do avião e fui direto para o ponto de taxi.
A bolsa que aparece na foto acima é a própria.

É neste ponto que está uma das atrações de San Andrés: o “HOYO SOPLADOR” – Um fenômeno natural produzido pela força do mar que passa por uma série de túneis existentes no arrecife e encontra escape nesse buraco. Além de soprar um vento bem forte, também lança um esguicho d’água.
A força do vento e desse esguicho dependerá da altura da maré. É bem interessante.

O traje diário usado durante nossa permanência em San Andrés. Pergunto: mala prá que?

Neste dia, por exemplo, estávamos ao lado do buraco e não aconteceu absolutamente na-da.

À noite, no restaurante Coco Loco, traçamos o recheio de uma concha dessas. Mui-to-bom!

O HOTEL
foi o GHL Sunrise. Não me lembro se o nome do poderoso naquela época era esse; acho que não.

O quarto era uma estupidez de grande e pelo que andei bisbilhotando permanece como era.
O hotel fica em frente ao mar, mas a praia não é atraente para banhos e fomos salvos por uma piscina construída sobre a água, na beira da praia – puro charme.

Observe a diferença existente entre a cor da água do mar desta praia e a das fotos postadas como propaganda de San Andrés. O mar cristalino e de azul intenso está em outras praias. É só correr atrás.

A CONEXÃO
para a ilha foi em Bogotá. Aeroporto surpreendentemente lindo para a época, contava com um free-shop interessantíssimo! Óh se me lembro! Criaram uma “rua” na parte do aeroporto destinada ao free-shop e as lojas foram colocadas lado a lado em ambos os lados. Tinha até uma curva suave. Era fantástico! Quanto aos preços praticados não me recordo.

De Bogotá pegamos a conexão para San Andrés onde ficamos 4 noites. De lá partimos para Cartagena – mais 4 noites – e depois novamente Bogotá, de onde embarcamos para o Rio.
Esse esquema foi proposto pela agência de turismo por onde viajávamos na época.
Atualmente, o viajante que parte do Brasil pode fazer conexão em mais cidades tais como a do Panamá, o ponto de partida mais rápido para se chegar à San Andrés: questão de 1 hora de voo, metade do tempo que levamos de Bogotá à ilha.

INFORME-SE a respeito dos países onde você poderá fazer conexão, bem como desdobrar seu bilhete de viagem caso pretenda visitar outras cidades além de San Andrés.

PASSAPORTE ou IDENTIDADE? O QUE LEVAR?
Outro item importante é o passaporte. Levá-lo ou não? Confirme se precisará indicar o número desse documento em algum momento, como por exemplo: na aquisição de moedas ou em algum documento que seja necessário preencher.
Só a carteira de identidade resolve? Para certas ocasiões sim e outras não. Portanto, sempre viajo com o passaporte. Aliás, viajo com o passaporte e a carteira de identidade. Recomendo por ser o documento aceito em qualquer parte do mundo.

SEU PASSE PARA ENTRAR NA ILHA
Lembre-se de que deverá preencher um formulário para poder entrar em San Andrés. Esse documento é seu passe para entrar na ilha e deverá ser adquirido (e pago) antes de sua chegada.
Uma cópia você entregará ao chegar a San Andrés; a outra será devolvida na saída. Tenha cuidado para não perdê-lo!
Informe-se a respeito com seu agente de viagens ou na companhia aérea que escolheu para viajar – não são muitas.

Vacinas contra febre amarela começaram a ser exigidas a partir de 2017. Brasileiro só entra na Colômbia se tiver esse certificado ou… o de isenção. Vacine-se em um posto do SUS em até 10 dias antes da viagem.

IOR ATENCHION PLISSS!
Trata-se de uma viagem cansativa. Portanto, caso não possa desfrutá-la por pelo menos uma semana, no mínimo, penso que não valha à pena investir neste roteiro mesmo se você for jovem. Sentiu a pressão? Programe-se bem para depois não se arrepender por não ter feito isso ou aquilo.
Ah! Não fomos a Providencia e nem a Santa Catalina, as duas outras ilhas que compõem o arquipélago.

A ILHA de SAINT ANDRÉS
em 2001 era tranquilíssima. No dito Centro fizemos uma varredura em poucas horas. Para visitamos a área de comércio de importados (não me recordo de ter adquirido nada) um taxi nos levou até lá.
Essa área, pelo que me recordo, ficava fora do Centro. Os demais dias foi circulando em carro de golfe pela ilha e aproveitando praias e a piscina do hotel.
O aluguel do carrinho era por hora. Trânsito? Não havia. Circulamos  ao redor da ilha sem receio nenhum de levarmos algum susto. Aliás, o trânsito maior ficava por conta de motoqueiros e ciclistas, que vira e mexe pegavam uma carona em um carrinho desses.

Esse menino pegou carona em nosso carrinho de golf. Andou por longo tempo sem pedalar.
Nossa condução enquanto permanecemos na ilha.

Na saída de um shopping super charmoso da ilha.

San Andrés, pelo voo rasante que fiz pelo Google, cresceu muito nesses 17 anos.
Tratava-se de uma ilha gostosa para se passear, com poucos restaurantes, algum comércio e apenas esse hotel que postei era digno de nota. Agora são várias opções de hospedagem e centenas de restaurantes.
Hospede-se no Centro, se possível, nas proximidades da Spratt Bight, a melhor praia. Caso contrário, terá que alugar um carrinho de golf ou pegar taxi.

O TEMPO
Fizemos essa viagem no mês de setembro e choveu forte. Presenciamos temporais apavorantes daqueles em que o dia vira noite e com direito a relâmpagos e trovões tipo cena de cinema: horroroso, mas que acabava na hora em que o diretor gritava: -CORTA! Daí o sol aparecia na maior cara de pau.
Observe a época em que pretende viajar a fim curtir apenas dias ensolarados e nem lembrar que guarda-chuva existe.
São Pedro faz duas temporadas: uma vai de abril a junho e outra de setembro a novembro – foi essa que pegamos.
Não chegou a nos atrapalhar, mas às vezes nos obrigava a esperar a chuva passar para poder sair.

CARTAGENA
Há um pormenor da História da cidade que não poderia deixar passar: Cartagena foi fundada em 01 de junho de 1533 em homenagem à cidade litorânea de mesmo nome na Espanha.
Entretanto, tribos indígenas estabeleceram-se na Bahia de Cartagena desde 4.000 a.C.!
Quem conta sua História com riqueza de detalhes e os porquês desses pormenores é Cristian Morales, habitante da cidade.
Para conhecer o melhor que Cartagena tem a oferecer, e principalmente o Centro Histórico, recomendo a companhia de um guia. Esse trabalho poderá ser executado pelo próprio Cristian, um jovem que fala português fluentemente por conta da temporada que passou estudando em São Paulo. Cristian postou anotações brilhantes em seu trabalho. Clique no iluminado em verde e veja que beleza!

Vista do quarto do hotel Capilla del Mar em que nos hospedamos no bairro Bocagrande.

Nesta avenida, a Carrera 1, estão os melhores hotéis e restaurantes da cidade.

Vista da Cafeteria Summa localizada em um anexo do hotel na esquina de Carrera 1 x Bolivar.

Nesta mesma esquina, à noite, algumas charretes ficam estacionadas. Basta se aproximar e contratar um passeio.

Castelo de San Felipe de Barajas.

A visita ao forte foi embaixo de forte calor, uma constante em Cartagena. Fomos acompanhados por outro guia que não mediu esforços para nos desvendar cada canto. Terminada a visita ao forte, partimos Centro Histórico, imperdível.

Igreja de São Pedro Claver, ao fundo.
Nas proximidades da Igreja de São Pedro almoçamos em um restaurante excelente de nome San Pedro Café Mirador, na Plaza de la Aduana.
Praça de Santo Domingo.

A arquitetura colonial foi valorizada pelo farto madeiramento em janelas, balcões e portas, rico em detalhes – origem espanhola da região Andaluza que, por sua vez, sofreu influência árabe.
A inclusão de balcões, da fartura de madeiras e de plantas trepadeiras nas construções tem como objetivo amenizar a incidência do Sol e, consequentemente, diminuir o calor.
As temperaturas passam de 30º, mas a umidade do ar, responsável pela sensação térmica, é que chega a 85% – quase uma fervura.

A exemplo do portal acima, há outros belíssimos espalhados pela coloridíssima Cartagena.

Mesmo para quem não foi aluno brilhante de História assim como eu, tenho certeza de que se deixará encantar e envolver com o passado bem conservado da cidade fortificada, declarada, em 1959, Patrimônio Nacional da Colômbia. Em 1984 foi novamente agraciada com o título de Patrimônio Mundial pela Unesco, e, em 2007, seu patrimônio arquitetônico militar e  fortificações foram anunciados como a quarta maravilha da Colômbia. Merecidamente.

Escultura de Botero na Plaza de Santo Domingo intitulada Mujer Reclinada – um presente do autor para a cidade.

Plaza de la Aduana.
Cidade limpa e edifícios bem conservados e coloridos chamam a atenção dos turistas. Trata-se de uma cidade extremamente bela banhada pelo Mar do Caribe.

Fotos mico clicadas na Plaza de la Aduana.

Revendo essas fotos bateu a vontade de voltar a Cartagena. O Centro Antigo oferece muitos restaurantes, boutiques e hotéis fantásticos para todos os gostos e orçamentos. E História. Muita História.
Trata-se de um destino surpreendentemente belo que recomendo sem moderação.

CARTAGENA
não ficou em nossa memória apenas pelo que vimos, mas também pelo que sentimos: na véspera de embarcarmos para Bogotá, de volta ao Brasil, saímos pela manhã e encontramos um clima tenso, muito tenso no ar e não sabíamos o porquê.
Encontramos nas proximidades do hotel alguns taxistas fora de seus carros. Alguns encostados nos veículos, pensativos, e outros reunidos em pequenos grupos e debruçados nas janelas dos taxis de um colega. Todos, sem exceção, ouviam o rádio em silêncio. Ruas vazias. O clima estava estranhíssimo.
Bateu a vontade de tomar um café e entramos em uma cafeteria de um hotel. Na Tv passava uma cena trágica que imaginamos ser de filme, mas era, infelizmente, uma imagem real que foi repetida mundo à fora milhares de vezes: estávamos no dia 11 de setembro de 2001, dia do atentado às Torres Gêmeas!
Não entendíamos o porquê dos comentários a respeito da cena da Tv, até que alguém se dirigiu a nós, indignado, penalizado, e nos informou o que estava acontecendo. Foi aí que entendemos o silêncio dos taxistas…, o clima pesado…, a revolta, a tristeza das pessoas que estavam ali naquele Café. Tive um misto de sentimentos que culminou no medo.
Foi a segunda vez que senti o Brasil muito distante…

“Faço parte do mundo e no entanto ele me torna perplexo.”
                                                                             (SIR CHARLIE CHAPLIN)


 

 

 

 

 

 

 

 

BRASIL. PARANÁ. ANTONINA – Camboa Capela Hotel, e Ainda: Como Chegar à Antonina, ao Pontal do Paraná, à Paranaguá e ao Pontal do Sul – O Melhor Lugar Para Se Atravessar Para A Ilha do Mel.


IMAGEM em DESTAQUE: A Entrada Principal do Hotel.

COMO CHEGAR: 
De carro, saindo de Curitiba, você conta com duas opções:
1– Uma delas é seguir pela BR-277, direção Paranaguá e depois seguir pela PR-408,  passando por Morretes. Depois basta seguir as indicações até Antonina.

2- Outra opção, saindo também de Curitiba, é pegar a BR-116 (Régis Bittencourt) e trafegar até a PR-410 – onde está o Portal da Graciosa. Atravesse-o e comece, imediatamente, a admirar a rodovia que faz jus ao nome que tem.

3–  Informação quente me concedeu o simpaticíssimos funcionário do hotel, o Duanw: a Viação Graciosa cobre vários trajetos no Paraná, incluindo, claro, Antonina, Paranaguá e Morretes.
Todos os roteiros, incluindo as praias paranaenses – Matinhos, Guaratuba etc.-, incluem Curitiba.
Informações de horários e trajetos clique aqui.
4Para quem vem do Norte (São Paulo, Rio de Janeiro etc.) a melhor opção é a Estrada da Graciosa, sem sombra de dúvida. Você unirá o Belo ao agradável além de cortar caminho.

5- Para que vem do Sul e não deseja ir até Curitiba, pode optar por outro caminho que já fizemos e também gostamos muito: trafegar pela BR-101 em direção à Garuva.
Um pouquinho antes, em frente à Marcegaglia do Brasil – fábrica de grande porte de peças de aço -, você encontrará uma placa indicativa da entrada para Guaratuba – é só dobrar à direita.


Trafegue por um trecho chamado de Contorno Sul até chegar à SC-415 e logo depois cair na PR-412. Siga até à balsa e atravesse o rio. Fora da temporada é tranquilo, e com tempo bom também.
A PR-412 continua do outro lado. Siga em direção à Matinhos ou Pontal do Paraná, um pouco mais adiante. Por ambas você acessará a BR-277.
Saindo de Matinhos será pela pela PR-508. Saindo do Pontal do Paraná trafegue pela PR-407. Acessou a BR-277, vire à esquerda em direção à Morretes (PR-804; PR-408) e siga até Antonina.

CASO TENHA INTENÇÃO de CONHECER A ILHA do MEL
…você poderá optar por dois caminhos:
1- basta seguir para Paranaguá – de onde você poderá sair para a ilha…
2- …ou continuar pela PR-412 e sair do Pontal do Sul.
É bom alertar para o seguinte: Paranaguá conta com um hotel excelente para você se hospedar – o Camboa Hotéis Paranaguá, do mesmo proprietário do Camboa Capela de Antonina. Ah! E quase ia me esquecendo: fica bem em frente à Casa do Barreado de Dona Norma.
No Pontal do Sul não conheço nada em termos de hospedagem, mas posso dizer que quando andei pesquisando – era nossa intenção  visitar a Ilha do Mel em um dia apenas -, acabei desistindo.

O HOTEL CAMBOA ANTONINA
ocupa um dos prédios de época da cidade. É muito bem cuidado, limpo e todos os funcionários são simpáticos e atenciosos.

A entrada é pela porta modesta que se vê na foto em destaque. Fica na lateral do prédio.

A recepção e a boutique ficam neste amplo ambiente de teto de vidro.

Decoração bem informal e ambientes coloridos proporcionam descontração e aconchego aos hóspedes. Some-se a isso a receptividade dos funcionários e você se sentirá como se estivesse em sua casa. Sentí-me bem à vontade no hotel.

Os quartos são amplos; camas e travesseiros confortáveis. Tv, ar condicionado e frigobar estão à disposição.

Banheiro igualmente amplo, limpo e chuveiro com boa queda d’água.

O clarão amarelado que se vê à esquerda provém da iluminação da Igreja de N. S. do Pilar (abaixo), que não tivemos a oportunidade de visitar por estar fechada durante o breve período em que permanecemos em Antonina.

O atendimento no restaurante foi ótimo: cardápio à la carte, o que significa que nosso pedido veio quentinho para a mesa.
Enquanto esperávamos nosso prato batemos um senhor papo com o funcionário Duanw, que joga em todas as posições no hotel.

O restaurante – simples, mas arrumado e limpo.

Na manhã seguinte à de nossa chegada foi que demos uma volta no hotel para conhecer suas dependências.

Estacionamento descoberto nos fundos do hotel.

O local onde é servido o café da manhã impressiona. Tal qual o Armazém Macedo, localizado quase em frente, lembra um armazém. As paredes foram erguidas por cima de pedras – a coloração marrom e verde que se vê na foto.
Segundo nos conta Duanw, não há documentação a respeito do lugar. O que se sabe é que talvez tenha sido um depósito de mercadorias, ou um lugar que pertencia à igreja e onde freiras catequizavam os fiéis.

 

 

 

 

BRASIL. RIO DE JANEIRO, RJ. PETRÓPOLIS – Museu Imperial em Companhia de Alex Brando.


IMAGEM EM DESTAQUE: Fachada do Museu Imperial

Foi com Alex Brando (leia-se Alex Tour Viagens) que visitamos o glamouroso Hotel Quitandinha e o Museu Imperial.
Foram duas visitas bem diferenciadas, bem marcantes, e ambas na mesma atraente e histórica cidade de Petrópolis. Popularmente falando, matamos dois coelhos com uma só cajadada.
Cada um desses monumentos deixou sua marca no tempo: um passado vivenciado por quem teve o privilégio de conviver nesses monumentos que alcançaram o futuro, nosso presente.

A VISITA AO MUSEU
requer o cumprimento de algumas medidas preventivas e uma delas é a utilização das pantufas – responsáveis pela conservação dos mármores pretos belgas e de Carrara (vestíbulo), além das madeiras nobres dos pisos (cedro, pau-cetim, jacarandá, pau-rosa e vinhático).

Foto: www.conhecendomuseus.com.br

A exceção do uso das pantufas vai para os idosos por motivos óbvios.
Além disso, visitantes estão proibidos de circular com bolsas, mochilas e assemelhados.
Faz sentido porque esses acessórios normalmente são volumosos; e como há espaços muito apertados pelos quais os visitantes transitam, esses volumes podem causar inconvenientes para outros visitadores e/ou para o museu – os corredores são decorados com móveis e adornos que podem ser derrubados por esses acessórios.

Foto: passeios.tripod.com/petropolis.htm

O uso de filmadoras e máquinas fotográficas também é vedado.
Não entendo essa proibição que segui quase à risca. As fotos publicadas aqui no blog foram copiadas de visitantes que fotografaram dependências do museu…

LOGO NO INÍCIO
da visita Alex Brando alertou o grupo para um fato muito interessante: o mobiliário não fazia parte do patrimônio desta casa – o museu, residência de Verão preferida de Dom Pedro II, originariamente chamada de Fazenda Córrego Seco.

PARA QUEM GOSTA DE HISTÓRIA
A propriedade foi adquirida por 20 contos de réis por seu pai, Pedro I, que imaginou transformá-la no Palácio da Concórdia. D. Pedro II a herdou.
O mobiliário foi transferido do Palácio São Cristóvão, onde nasceu D. Pedro II, para Petrópolis.
Este palácio, o Museu Nacional de Antropologia e Arqueologia, mais conhecido como Museu da Quinta da Boa Vista, foi o que sofreu um incêndio de proporções gigantescas em 02/9/2018.
Alex Brando nos conta que, por ocasião da partida de D. Pedro II para o exílio, seus bens foram leiloados e muitos lotes foram adquiridos por pessoas ligadas à côrte; essas peças foram devolvidas e são as que fazem parte do acervo do Museu Imperial.

Quando fotografei esta sala, logo à esquerda de quem chega à residência, ainda não sabia da proibição para filmar e fotografar…

NA SALA DE JANTAR
o destaque vai para o teto decorado com imagens de frutas e para os  motivos dos quadros.
Mesa para 6 pessoas: Imperador D. Pedro II e Imperatriz  Tereza Cristina ocupavam as cabeceiras.
Todo o mobiliário, óleos e cristaleria denunciam que era o lugar onde a família fazia suas refeições.

Foto: https://viagemeturismo.abril.com.br/atracao/museu-imperial/

Por questões óbvias, mas não comprovadas, os demais lugares à mesa seriam ocupados pela filhas e respectivos maridos.
A mais velha, Isabel, casou-se com o Conde de Orléans, o Conde d’Eu; e a filha mais nova, Leopoldina do Brasil, casou-se com Luiz Augusto de Saxe-Coburgo-Gota, austríaco com quem ela parte para a Europa.
Do casamento de Leopoldina nascem 7 filhos, sendo que o mais velho, Pedro Augusto, foi considerado até seus 9 anos de idade como o futuro Imperador do Brasil, idéia que ele acalentou até a Queda do Império, em 1889.
Foi preterido pelos filhos da tia Isabel e, na luta frustrada em prol da subversão da Constituição do Império, foi considerado como o Príncipe Conspirador por conta de ter reunido partidários em seu favor e contra um terceiro reinado encabeçado pela tia.
Este episódio lhe valeu transtornos mentais que o acompanharam até a morte.

A COZINHA
não fazia parte do contexto desta residência: ficava em outro prédio onde os alimentos eram preparados, embalados em caixas fechadas, e conduzidos até ao local de onde eram levados até à sala de jantar.
Louças, cristais e prataria eram importadas. O Brasil produzia apenas as madeiras nobres (jacarandá e peroba dentre outras) com as quais faziam as mobílias.
Os ambientes eram iluminados com lustres à vela.
Nesta época, as refeições eram programadas de acordo com o nascer do Sol.
Caso a alvorada fosse às 5.00 horas, o café da manhã era servido algum tempo depois. Almoço às 10.00 h, lanche da tarde às 15.00 h e jantar às 19.00 h. Todos se recolhiam muito cedo.
Hoje em dia controlamos nosso tempo pelo relógio…
Iluminação por clarabóias e pé direito alto nos corredores eram recursos utilizados para manter o frescor.

EM OUTRA SALA
a decoração indica tratar-se de um ambiente onde se discutia assuntos referentes ao Reinado.
Aqui há um quadro famoso: A Fala do Trono, de autoria de Pedro Américo de Figueiredo e Melo (1872), também conhecido como Dom Pedro II na Abertura da Assembléia Geral.

Neste quadro – imagem obtida no site do Museu Imperial – também foram retratados políticos importantes do Império. 

Na tribuna estão:  a Imperatriz D. Teresa Cristina, mulher de D. Pedro II, sua filha, a Princesa Isabel e seu marido o Conde d’Eu; ao fundo, Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré.

Duas vezes por ano o Imperador reunia o Senado e a Câmara dos Deputados do Império, ocasião em que portava coroa, cetro e o traje majestático. O colar avermelhado é de penas de tucano.

http://blogespetaculosas.blogspot.com/2010/03/conheca-o-museu-imperial.html

Nos discursos de abertura D. Pedro II abordava assuntos referentes à política, aos problemas enfrentados pelo Império e sugestões para resolvê-los. No encerramento, fazia um balanço geral e as medidas adotadas pelo governo imperial.
A indumentária completa você poderá apreciar no museu.

ENCONTRO DAS NOBRES SENHORAS
Na residência imperial havia uma sala destinada para o encontro das senhoras nobres, cuja finalidade era apenas costurar e bordar. Mulheres não participavam de assuntos administrativos – serviam apenas para cozer, bordar e parir.
Na foto abaixo, vemos a sala de visitas da imperatriz.

OS CASAMENTOS
na família imperial, desde D. Pedro I, foram marcados por relações extra-conjugais – por parte dos imperadores, obviamente.
E quem conhece esses encontros furtivos mas-nem-tanto com riqueza de detalhes é Alex Brando.
Suas pesquisas foram profundas e ele acabou sabendo de pormenores cabeludos que nos revelou no dia da visita ao museu. Detalhes que nada têm a ver com bocas de Matildes, mas com a realidade.

D Pedro I, por exemplo, extrapolava. Sua grande paixão, todos sabem, era a Marquesa de Santos (Domitila de Castro Canto e Melo). Só que o imperador ampliou este “círculo familiar” e passou a cortejar a irmã mais velha da amante, a Maria Benedita.
Daí você poderá se perguntar: – Será o Benedito? Não! Foi a Benedita mesmo…, agraciada com o título de Baronesa de Sorocaba – uma senhora que, tudo indica, não trabalhava na “casa da luz vermelha”, mas era muito assediada pelo imperador. Uma cortesã, para ser mais requintada.
Cartas de conteúdo fogoso eram trocadas e até mesmo alguns pelos pubianos o safado enviou devidamente envelopado para sua amante. Mimos como estes eram devidamente acompanhados por palavras bem “ardentes”.

Muito religioso, D. Pedro I saía do Outeiro da Glória, onde assistia à missa, e depois ia praticar sua fé na casa da Bené.
O barraco foi grande quando a Marquesa de Santos descobriu a traição e mandou matar a própria irmã!
O romance foi tão tórrido, que a recatada senhora Bené teve um filho de Pedro I, reconhecido em testamento pelo imperador. Este jovem foi educado na Inglaterra.

QUE HERANÇA!
D. Pedro I
, por seu comportamento nada exemplar, deixou significativa herança de desabonos a ponto de prejudicar o próprio filho D. Pedro II na busca por uma Imperatriz. Suas peripécias atravessaram mares e continentes!

O papel de cupido coube à Bento da Silva Lisboa, o 2º Barão de Cairu.
Cansado de peregrinar em busca de uma deusa, mas só acumulando fracassos, o cupido encontra Vincenzo Ramírez, embaixador das Duas Sicílias no Império Austríaco, e ambos acertam (?) a vida de Pedrão – 1,90 m de altura, louro e de olhos azuis -, o Robert Redford da época.
A futura imperatriz consorte era a Princesa das Duas Sicílias, nascida em uma família numerosa e, por conta disso, com direito a apenas um dote; não havia como escolher muito.
Diante desse quadro, Vincenzo Ramírez passou por cima da má fama de D. Pedro I – consolidada nos quatro cantos do planeta – e propõe a mão da princesa ao jovem imperador, que a aceita baseado em um lindo desenho da imagem da candidata. Coitado! Não sabia de nada.

O DESEMBARQUE
da mulher de D. Pedro II ( casaram-se por procuração) só não foi mais trágico, porque o jovem conseguiu se recuperar do piti que teve na Praça Mauá (logo aonde!…) no desembarque da consorte gordinha e desprovida de beleza, mas um amor de criatura.
Por ter pernas arqueadas seu andar era que nem o balanço de um barco vazio em dia de mar agitado.
Ela, que não era boba nem nada e sabia o que era bom, apaixonou-se imediatamente pelo noivo com então 17 anos de idade.
Ele, franco como todo sagitariano, e ainda por cima … da vida, não escondeu sua decepção e revolta.
O desenrolar dessa história quem sabe é Alex Brando, bem como as diferenças existentes entre os romances de Pedro I e Pedrão.

A SALA DE MÚSICA,
tal qual a sala de jantar, está definida pela pintura de liras no teto.
Arpa, violino, espineta, cravo e piano ficavam à disposição dos convidados.

vanessapaolarojasfernandez.wordpress.com

Foi na escadaria da varanda que acessa esta sala, que a família imperial se deixou fotografar na véspera de sua deportação.

Da esquerda para a direita: a imperatriz Dona Teresa Cristina, D. Antônio, a Princesa Isabel, o imperador, D. Pedro Augusto (sobrinho da Princesa Isabel, D. Leopoldina, Duquesa de Saxe), D. Luís, o conde d’Eu e D. Pedro de Alcântara (príncipe do Grão-Pará).
Origem da foto: clique aqui e saiba mais.


A visita não parou aí, evidentemente. Visitamos os aposentos do andar superior onde ficava a parte mais íntima da casa – quartos do casal, das princesas e quarto de estudos do imperador.
Neste pavimento estão o berço de ouro – presente de Pedro II ao filho de Isabel -, e ainda o toucador, onde vemos um “trono”- um pinico acoplado a uma cadeira de braços em forma de trono.
Que criança de antigamente não fazia suas necessidades em um troninho? Eu mesma tive um; simplicíssimo, mas tive. A origem está justamente nessa peça.


E no final Alex nos deixou livres para visitarmos a exposição de liteiras, a locomotiva e as carruagens.
De lá partimos para um bonito lanche no Duetto’s Bistrô e Café (ainda nos limites da propriedade do museu), onde o papo a respeito do museu e dos Pedros & famílias rolou mais solto, e… encerramos nossa visita.

INFORMAÇÕES
a respeito de dias, horários de visitas e programação do museu clique aqui: espetáculos de luz e som, saraus, biblioteca, visitas agendadas…

Sei não, mas acho bem mais fácil você clicar aqui no nome de Alex Brando e fazer essa visita de modo bem mais confortável.


“Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro. Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.”
Pe Fábio de MeloRefletir Para Refletir


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Experiências em Viagens/ Dicas

%d blogueiros gostam disto: