COLÔMBIA. San Andrés e Cartagena das Índias. Viagens Que Recomendo Sem Moderação.


IMAGEM em DESTAQUE: Bairro São Luiz, em San Andrés.

Bem antes de 2001 já ouvíamos falar em San Andrés.
Viajávamos por intermédio de uma agência de turismo cujo proprietário era fã da ilha colombiana e fazia a maior força para que nós a conhecêssemos.
Em 2001 pegamos uma bolsa de mão – dessas oferecidas por agência de turismo – e partimos Colômbia.
Na bagagem, isto é, na bolsa de tamanho médio, que me lembre, coloquei uma sandália de borracha, uma saída de praia, um maiô, alguma roupa íntima, pijama e uma troca de roupa. A bolsa era pequena, mas mesmo assim ainda sobrou espaço para trazermos uma lembrancinha: uma baita concha cor de rosa que tenho até hoje. A bolsa parecida um chocalho de tão vazia.


Confesso que viajo com pouquíssima bagagem, mas dessa vez foi demais. Isto é: de menos.
Foi a primeira vez que peguei minhas tralhas no bagageiro do avião e fui direto para o ponto de taxi.
A bolsa que aparece na foto acima é a própria.

É neste ponto que está uma das atrações de San Andrés: o “HOYO SOPLADOR” – Um fenômeno natural produzido pela força do mar que passa por uma série de túneis existentes no arrecife e encontra escape nesse buraco. Além de soprar um vento bem forte, também lança um esguicho d’água.
A força do vento e desse esguicho dependerá da altura da maré. É bem interessante.

O traje diário usado durante nossa permanência em San Andrés. Pergunto: mala prá que?

Neste dia, por exemplo, estávamos ao lado do buraco e não aconteceu absolutamente na-da.

À noite, no restaurante Coco Loco, traçamos o recheio de uma concha dessas. Mui-to-bom!

O HOTEL
foi o GHL Sunrise. Não me lembro se o nome do poderoso naquela época era esse; acho que não.

O quarto era uma estupidez de grande e pelo que andei bisbilhotando permanece como era.
O hotel fica em frente ao mar, mas a praia não é atraente para banhos e fomos salvos por uma piscina construída sobre a água, na beira da praia – puro charme.

Observe a diferença existente entre a cor da água do mar desta praia e a das fotos postadas como propaganda de San Andrés. O mar cristalino e de azul intenso está em outras praias. É só correr atrás.

A CONEXÃO
para a ilha foi em Bogotá. Aeroporto surpreendentemente lindo para a época, contava com um free-shop interessantíssimo! Óh se me lembro! Criaram uma “rua” na parte do aeroporto destinada ao free-shop e as lojas foram colocadas lado a lado em ambos os lados. Tinha até uma curva suave. Era fantástico! Quanto aos preços praticados não me recordo.

De Bogotá pegamos a conexão para San Andrés onde ficamos 4 noites. De lá partimos para Cartagena – mais 4 noites – e depois novamente Bogotá, de onde embarcamos para o Rio.
Esse esquema foi proposto pela agência de turismo por onde viajávamos na época.
Atualmente, o viajante que parte do Brasil pode fazer conexão em mais cidades tais como a do Panamá, o ponto de partida mais rápido para se chegar à San Andrés: questão de 1 hora de voo, metade do tempo que levamos de Bogotá à ilha.

INFORME-SE a respeito dos países onde você poderá fazer conexão, bem como desdobrar seu bilhete de viagem caso pretenda visitar outras cidades além de San Andrés.

PASSAPORTE ou IDENTIDADE? O QUE LEVAR?
Outro item importante é o passaporte. Levá-lo ou não? Confirme se precisará indicar o número desse documento em algum momento, como por exemplo: na aquisição de moedas ou em algum documento que seja necessário preencher.
Só a carteira de identidade resolve? Para certas ocasiões sim e outras não. Portanto, sempre viajo com o passaporte. Aliás, viajo com o passaporte e a carteira de identidade. Recomendo por ser o documento aceito em qualquer parte do mundo.

SEU PASSE PARA ENTRAR NA ILHA
Lembre-se de que deverá preencher um formulário para poder entrar em San Andrés. Esse documento é seu passe para entrar na ilha e deverá ser adquirido (e pago) antes de sua chegada.
Uma cópia você entregará ao chegar a San Andrés; a outra será devolvida na saída. Tenha cuidado para não perdê-lo!
Informe-se a respeito com seu agente de viagens ou na companhia aérea que escolheu para viajar – não são muitas.

Vacinas contra febre amarela começaram a ser exigidas a partir de 2017. Brasileiro só entra na Colômbia se tiver esse certificado ou… o de isenção. Vacine-se em um posto do SUS em até 10 dias antes da viagem.

IOR ATENCHION PLISSS!
Trata-se de uma viagem cansativa. Portanto, caso não possa desfrutá-la por pelo menos uma semana, no mínimo, penso que não valha à pena investir neste roteiro mesmo se você for jovem. Sentiu a pressão? Programe-se bem para depois não se arrepender por não ter feito isso ou aquilo.
Ah! Não fomos a Providencia e nem a Santa Catalina, as duas outras ilhas que compõem o arquipélago.

A ILHA de SAINT ANDRÉS
em 2001 era tranquilíssima. No dito Centro fizemos uma varredura em poucas horas. Para visitamos a área de comércio de importados (não me recordo de ter adquirido nada) um taxi nos levou até lá.
Essa área, pelo que me recordo, ficava fora do Centro. Os demais dias foi circulando em carro de golfe pela ilha e aproveitando praias e a piscina do hotel.
O aluguel do carrinho era por hora. Trânsito? Não havia. Circulamos  ao redor da ilha sem receio nenhum de levarmos algum susto. Aliás, o trânsito maior ficava por conta de motoqueiros e ciclistas, que vira e mexe pegavam uma carona em um carrinho desses.

Esse menino pegou carona em nosso carrinho de golf. Andou por longo tempo sem pedalar.
Nossa condução enquanto permanecemos na ilha.

Na saída de um shopping super charmoso da ilha.

San Andrés, pelo voo rasante que fiz pelo Google, cresceu muito nesses 17 anos.
Tratava-se de uma ilha gostosa para se passear, com poucos restaurantes, algum comércio e apenas esse hotel que postei era digno de nota. Agora são várias opções de hospedagem e centenas de restaurantes.
Hospede-se no Centro, se possível, nas proximidades da Spratt Bight, a melhor praia. Caso contrário, terá que alugar um carrinho de golf ou pegar taxi.

O TEMPO
Fizemos essa viagem no mês de setembro e choveu forte. Presenciamos temporais apavorantes daqueles em que o dia vira noite e com direito a relâmpagos e trovões tipo cena de cinema: horroroso, mas que acabava na hora em que o diretor gritava: -CORTA! Daí o sol aparecia na maior cara de pau.
Observe a época em que pretende viajar a fim curtir apenas dias ensolarados e nem lembrar que guarda-chuva existe.
São Pedro faz duas temporadas: uma vai de abril a junho e outra de setembro a novembro – foi essa que pegamos.
Não chegou a nos atrapalhar, mas às vezes nos obrigava a esperar a chuva passar para poder sair.

CARTAGENA
Há um pormenor da História da cidade que não poderia deixar passar: Cartagena foi fundada em 01 de junho de 1533 em homenagem à cidade litorânea de mesmo nome na Espanha.
Entretanto, tribos indígenas estabeleceram-se na Bahia de Cartagena desde 4.000 a.C.!
Quem conta sua História com riqueza de detalhes e os porquês desses pormenores é Cristian Morales, habitante da cidade.
Para conhecer o melhor que Cartagena tem a oferecer, e principalmente o Centro Histórico, recomendo a companhia de um guia. Esse trabalho poderá ser executado pelo próprio Cristian, um jovem que fala português fluentemente por conta da temporada que passou estudando em São Paulo. Cristian postou anotações brilhantes em seu trabalho. Clique no iluminado em verde e veja que beleza!

Vista do quarto do hotel Capilla del Mar em que nos hospedamos no bairro Bocagrande.

Nesta avenida, a Carrera 1, estão os melhores hotéis e restaurantes da cidade.

Vista da Cafeteria Summa localizada em um anexo do hotel na esquina de Carrera 1 x Bolivar.

Nesta mesma esquina, à noite, algumas charretes ficam estacionadas. Basta se aproximar e contratar um passeio.

Castelo de San Felipe de Barajas.

A visita ao forte foi embaixo de forte calor, uma constante em Cartagena. Fomos acompanhados por outro guia que não mediu esforços para nos desvendar cada canto. Terminada a visita ao forte, partimos Centro Histórico, imperdível.

Igreja de São Pedro Claver, ao fundo.
Nas proximidades da Igreja de São Pedro almoçamos em um restaurante excelente de nome San Pedro Café Mirador, na Plaza de la Aduana.
Praça de Santo Domingo.

A arquitetura colonial foi valorizada pelo farto madeiramento em janelas, balcões e portas, rico em detalhes – origem espanhola da região Andaluza que, por sua vez, sofreu influência árabe.
A inclusão de balcões, da fartura de madeiras e de plantas trepadeiras nas construções tem como objetivo amenizar a incidência do Sol e, consequentemente, diminuir o calor.
As temperaturas passam de 30º, mas a umidade do ar, responsável pela sensação térmica, é que chega a 85% – quase uma fervura.

A exemplo do portal acima, há outros belíssimos espalhados pela coloridíssima Cartagena.

Mesmo para quem não foi aluno brilhante de História assim como eu, tenho certeza de que se deixará encantar e envolver com o passado bem conservado da cidade fortificada, declarada, em 1959, Patrimônio Nacional da Colômbia. Em 1984 foi novamente agraciada com o título de Patrimônio Mundial pela Unesco, e, em 2007, seu patrimônio arquitetônico militar e  fortificações foram anunciados como a quarta maravilha da Colômbia. Merecidamente.

Escultura de Botero na Plaza de Santo Domingo intitulada Mujer Reclinada – um presente do autor para a cidade.

Plaza de la Aduana.
Cidade limpa e edifícios bem conservados e coloridos chamam a atenção dos turistas. Trata-se de uma cidade extremamente bela banhada pelo Mar do Caribe.

Fotos mico clicadas na Plaza de la Aduana.

Revendo essas fotos bateu a vontade de voltar a Cartagena. O Centro Antigo oferece muitos restaurantes, boutiques e hotéis fantásticos para todos os gostos e orçamentos. E História. Muita História.
Trata-se de um destino surpreendentemente belo que recomendo sem moderação.

CARTAGENA
não ficou em nossa memória apenas pelo que vimos, mas também pelo que sentimos: na véspera de embarcarmos para Bogotá, de volta ao Brasil, saímos pela manhã e encontramos um clima tenso, muito tenso no ar e não sabíamos o porquê.
Encontramos nas proximidades do hotel alguns taxistas fora de seus carros. Alguns encostados nos veículos, pensativos, e outros reunidos em pequenos grupos e debruçados nas janelas dos taxis de um colega. Todos, sem exceção, ouviam o rádio em silêncio. Ruas vazias. O clima estava estranhíssimo.
Bateu a vontade de tomar um café e entramos em uma cafeteria de um hotel. Na Tv passava uma cena trágica que imaginamos ser de filme, mas era, infelizmente, uma imagem real que foi repetida mundo à fora milhares de vezes: estávamos no dia 11 de setembro de 2001, dia do atentado às Torres Gêmeas!
Não entendíamos o porquê dos comentários a respeito da cena da Tv, até que alguém se dirigiu a nós, indignado, penalizado, e nos informou o que estava acontecendo. Foi aí que entendemos o silêncio dos taxistas…, o clima pesado…, a revolta, a tristeza das pessoas que estavam ali naquele Café. Tive um misto de sentimentos que culminou no medo.
Foi a segunda vez que senti o Brasil muito distante…

“Faço parte do mundo e no entanto ele me torna perplexo.”
                                                                             (SIR CHARLIE CHAPLIN)


 

 

 

 

 

 

 

 

BRASIL. PARANÁ. ANTONINA – Camboa Capela Hotel, e Ainda: Como Chegar à Antonina, ao Pontal do Paraná, à Paranaguá e ao Pontal do Sul – O Melhor Lugar Para Se Atravessar Para A Ilha do Mel.


IMAGEM em DESTAQUE: A Entrada Principal do Hotel.

COMO CHEGAR: 
De carro, saindo de Curitiba, você conta com duas opções:
1– Uma delas é seguir pela BR-277, direção Paranaguá e depois seguir pela PR-408,  passando por Morretes. Depois basta seguir as indicações até Antonina.

2- Outra opção, saindo também de Curitiba, é pegar a BR-116 (Régis Bittencourt) e trafegar até a PR-410 – onde está o Portal da Graciosa. Atravesse-o e comece, imediatamente, a admirar a rodovia que faz jus ao nome que tem.

3–  Informação quente me concedeu o simpaticíssimos funcionário do hotel, o Duanw: a Viação Graciosa cobre vários trajetos no Paraná, incluindo, claro, Antonina, Paranaguá e Morretes.
Todos os roteiros, incluindo as praias paranaenses – Matinhos, Guaratuba etc.-, incluem Curitiba.
Informações de horários e trajetos clique aqui.
4Para quem vem do Norte (São Paulo, Rio de Janeiro etc.) a melhor opção é a Estrada da Graciosa, sem sombra de dúvida. Você unirá o Belo ao agradável além de cortar caminho.

5- Para que vem do Sul e não deseja ir até Curitiba, pode optar por outro caminho que já fizemos e também gostamos muito: trafegar pela BR-101 em direção à Garuva.
Um pouquinho antes, em frente à Marcegaglia do Brasil – fábrica de grande porte de peças de aço -, você encontrará uma placa indicativa da entrada para Guaratuba – é só dobrar à direita.


Trafegue por um trecho chamado de Contorno Sul até chegar à SC-415 e logo depois cair na PR-412. Siga até à balsa e atravesse o rio. Fora da temporada é tranquilo, e com tempo bom também.
A PR-412 continua do outro lado. Siga em direção à Matinhos ou Pontal do Paraná, um pouco mais adiante. Por ambas você acessará a BR-277.
Saindo de Matinhos será pela pela PR-508. Saindo do Pontal do Paraná trafegue pela PR-407. Acessou a BR-277, vire à esquerda em direção à Morretes (PR-804; PR-408) e siga até Antonina.

CASO TENHA INTENÇÃO de CONHECER A ILHA do MEL
…você poderá optar por dois caminhos:
1- basta seguir para Paranaguá – de onde você poderá sair para a ilha…
2- …ou continuar pela PR-412 e sair do Pontal do Sul.
É bom alertar para o seguinte: Paranaguá conta com um hotel excelente para você se hospedar – o Camboa Hotéis Paranaguá, do mesmo proprietário do Camboa Capela de Antonina. Ah! E quase ia me esquecendo: fica bem em frente à Casa do Barreado de Dona Norma.
No Pontal do Sul não conheço nada em termos de hospedagem, mas posso dizer que quando andei pesquisando – era nossa intenção  visitar a Ilha do Mel em um dia apenas -, acabei desistindo.

O HOTEL CAMBOA ANTONINA
ocupa um dos prédios de época da cidade. É muito bem cuidado, limpo e todos os funcionários são simpáticos e atenciosos.

A entrada é pela porta modesta que se vê na foto em destaque. Fica na lateral do prédio.

A recepção e a boutique ficam neste amplo ambiente de teto de vidro.

Decoração bem informal e ambientes coloridos proporcionam descontração e aconchego aos hóspedes. Some-se a isso a receptividade dos funcionários e você se sentirá como se estivesse em sua casa. Sentí-me bem à vontade no hotel.

Os quartos são amplos; camas e travesseiros confortáveis. Tv, ar condicionado e frigobar estão à disposição.

Banheiro igualmente amplo, limpo e chuveiro com boa queda d’água.

O clarão amarelado que se vê à esquerda provém da iluminação da Igreja de N. S. do Pilar (abaixo), que não tivemos a oportunidade de visitar por estar fechada durante o breve período em que permanecemos em Antonina.

O atendimento no restaurante foi ótimo: cardápio à la carte, o que significa que nosso pedido veio quentinho para a mesa.
Enquanto esperávamos nosso prato batemos um senhor papo com o funcionário Duanw, que joga em todas as posições no hotel.

O restaurante – simples, mas arrumado e limpo.

Na manhã seguinte à de nossa chegada foi que demos uma volta no hotel para conhecer suas dependências.

Estacionamento descoberto nos fundos do hotel.

O local onde é servido o café da manhã impressiona. Tal qual o Armazém Macedo, localizado quase em frente, lembra um armazém. As paredes foram erguidas por cima de pedras – a coloração marrom e verde que se vê na foto.
Segundo nos conta Duanw, não há documentação a respeito do lugar. O que se sabe é que talvez tenha sido um depósito de mercadorias, ou um lugar que pertencia à igreja e onde freiras catequizavam os fiéis.

 

 

 

 

BRASIL. RIO DE JANEIRO, RJ. PETRÓPOLIS – Museu Imperial em Companhia de Alex Brando.


IMAGEM EM DESTAQUE: Fachada do Museu Imperial

Foi com Alex Brando (leia-se Alex Tour Viagens) que visitamos o glamouroso Hotel Quitandinha e o Museu Imperial.
Foram duas visitas bem diferenciadas, bem marcantes, e ambas na mesma atraente e histórica cidade de Petrópolis. Popularmente falando, matamos dois coelhos com uma só cajadada.
Cada um desses monumentos deixou sua marca no tempo: um passado vivenciado por quem teve o privilégio de conviver nesses monumentos que alcançaram o futuro, nosso presente.

A VISITA AO MUSEU
requer o cumprimento de algumas medidas preventivas e uma delas é a utilização das pantufas – responsáveis pela conservação dos mármores pretos belgas e de Carrara (vestíbulo), além das madeiras nobres dos pisos (cedro, pau-cetim, jacarandá, pau-rosa e vinhático).

Foto: www.conhecendomuseus.com.br

A exceção do uso das pantufas vai para os idosos por motivos óbvios.
Além disso, visitantes estão proibidos de circular com bolsas, mochilas e assemelhados.
Faz sentido porque esses acessórios normalmente são volumosos; e como há espaços muito apertados pelos quais os visitantes transitam, esses volumes podem causar inconvenientes para outros visitadores e/ou para o museu – os corredores são decorados com móveis e adornos que podem ser derrubados por esses acessórios.

Foto: passeios.tripod.com/petropolis.htm

O uso de filmadoras e máquinas fotográficas também é vedado.
Não entendo essa proibição que segui quase à risca. As fotos publicadas aqui no blog foram copiadas de visitantes que fotografaram dependências do museu…

LOGO NO INÍCIO
da visita Alex Brando alertou o grupo para um fato muito interessante: o mobiliário não fazia parte do patrimônio desta casa – o museu, residência de Verão preferida de Dom Pedro II, originariamente chamada de Fazenda Córrego Seco.

PARA QUEM GOSTA DE HISTÓRIA
A propriedade foi adquirida por 20 contos de réis por seu pai, Pedro I, que imaginou transformá-la no Palácio da Concórdia. D. Pedro II a herdou.
O mobiliário foi transferido do Palácio São Cristóvão, onde nasceu D. Pedro II, para Petrópolis.
Este palácio, o Museu Nacional de Antropologia e Arqueologia, mais conhecido como Museu da Quinta da Boa Vista, foi o que sofreu um incêndio de proporções gigantescas em 02/9/2018.
Alex Brando nos conta que, por ocasião da partida de D. Pedro II para o exílio, seus bens foram leiloados e muitos lotes foram adquiridos por pessoas ligadas à côrte; essas peças foram devolvidas e são as que fazem parte do acervo do Museu Imperial.

Quando fotografei esta sala, logo à esquerda de quem chega à residência, ainda não sabia da proibição para filmar e fotografar…

NA SALA DE JANTAR
o destaque vai para o teto decorado com imagens de frutas e para os  motivos dos quadros.
Mesa para 6 pessoas: Imperador D. Pedro II e Imperatriz  Tereza Cristina ocupavam as cabeceiras.
Todo o mobiliário, óleos e cristaleria denunciam que era o lugar onde a família fazia suas refeições.

Foto: https://viagemeturismo.abril.com.br/atracao/museu-imperial/

Por questões óbvias, mas não comprovadas, os demais lugares à mesa seriam ocupados pela filhas e respectivos maridos.
A mais velha, Isabel, casou-se com o Conde de Orléans, o Conde d’Eu; e a filha mais nova, Leopoldina do Brasil, casou-se com Luiz Augusto de Saxe-Coburgo-Gota, austríaco com quem ela parte para a Europa.
Do casamento de Leopoldina nascem 7 filhos, sendo que o mais velho, Pedro Augusto, foi considerado até seus 9 anos de idade como o futuro Imperador do Brasil, idéia que ele acalentou até a Queda do Império, em 1889.
Foi preterido pelos filhos da tia Isabel e, na luta frustrada em prol da subversão da Constituição do Império, foi considerado como o Príncipe Conspirador por conta de ter reunido partidários em seu favor e contra um terceiro reinado encabeçado pela tia.
Este episódio lhe valeu transtornos mentais que o acompanharam até a morte.

A COZINHA
não fazia parte do contexto desta residência: ficava em outro prédio onde os alimentos eram preparados, embalados em caixas fechadas, e conduzidos até ao local de onde eram levados até à sala de jantar.
Louças, cristais e prataria eram importadas. O Brasil produzia apenas as madeiras nobres (jacarandá e peroba dentre outras) com as quais faziam as mobílias.
Os ambientes eram iluminados com lustres à vela.
Nesta época, as refeições eram programadas de acordo com o nascer do Sol.
Caso a alvorada fosse às 5.00 horas, o café da manhã era servido algum tempo depois. Almoço às 10.00 h, lanche da tarde às 15.00 h e jantar às 19.00 h. Todos se recolhiam muito cedo.
Hoje em dia controlamos nosso tempo pelo relógio…
Iluminação por clarabóias e pé direito alto nos corredores eram recursos utilizados para manter o frescor.

EM OUTRA SALA
a decoração indica tratar-se de um ambiente onde se discutia assuntos referentes ao Reinado.
Aqui há um quadro famoso: A Fala do Trono, de autoria de Pedro Américo de Figueiredo e Melo (1872), também conhecido como Dom Pedro II na Abertura da Assembléia Geral.

Neste quadro – imagem obtida no site do Museu Imperial – também foram retratados políticos importantes do Império. 

Na tribuna estão:  a Imperatriz D. Teresa Cristina, mulher de D. Pedro II, sua filha, a Princesa Isabel e seu marido o Conde d’Eu; ao fundo, Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré.

Duas vezes por ano o Imperador reunia o Senado e a Câmara dos Deputados do Império, ocasião em que portava coroa, cetro e o traje majestático. O colar avermelhado é de penas de tucano.

http://blogespetaculosas.blogspot.com/2010/03/conheca-o-museu-imperial.html

Nos discursos de abertura D. Pedro II abordava assuntos referentes à política, aos problemas enfrentados pelo Império e sugestões para resolvê-los. No encerramento, fazia um balanço geral e as medidas adotadas pelo governo imperial.
A indumentária completa você poderá apreciar no museu.

ENCONTRO DAS NOBRES SENHORAS
Na residência imperial havia uma sala destinada para o encontro das senhoras nobres, cuja finalidade era apenas costurar e bordar. Mulheres não participavam de assuntos administrativos – serviam apenas para cozer, bordar e parir.
Na foto abaixo, vemos a sala de visitas da imperatriz.

OS CASAMENTOS
na família imperial, desde D. Pedro I, foram marcados por relações extra-conjugais – por parte dos imperadores, obviamente.
E quem conhece esses encontros furtivos mas-nem-tanto com riqueza de detalhes é Alex Brando.
Suas pesquisas foram profundas e ele acabou sabendo de pormenores cabeludos que nos revelou no dia da visita ao museu. Detalhes que nada têm a ver com bocas de Matildes, mas com a realidade.

D Pedro I, por exemplo, extrapolava. Sua grande paixão, todos sabem, era a Marquesa de Santos (Domitila de Castro Canto e Melo). Só que o imperador ampliou este “círculo familiar” e passou a cortejar a irmã mais velha da amante, a Maria Benedita.
Daí você poderá se perguntar: – Será o Benedito? Não! Foi a Benedita mesmo…, agraciada com o título de Baronesa de Sorocaba – uma senhora que, tudo indica, não trabalhava na “casa da luz vermelha”, mas era muito assediada pelo imperador. Uma cortesã, para ser mais requintada.
Cartas de conteúdo fogoso eram trocadas e até mesmo alguns pelos pubianos o safado enviou devidamente envelopado para sua amante. Mimos como estes eram devidamente acompanhados por palavras bem “ardentes”.

Muito religioso, D. Pedro I saía do Outeiro da Glória, onde assistia à missa, e depois ia praticar sua fé na casa da Bené.
O barraco foi grande quando a Marquesa de Santos descobriu a traição e mandou matar a própria irmã!
O romance foi tão tórrido, que a recatada senhora Bené teve um filho de Pedro I, reconhecido em testamento pelo imperador. Este jovem foi educado na Inglaterra.

QUE HERANÇA!
D. Pedro I
, por seu comportamento nada exemplar, deixou significativa herança de desabonos a ponto de prejudicar o próprio filho D. Pedro II na busca por uma Imperatriz. Suas peripécias atravessaram mares e continentes!

O papel de cupido coube à Bento da Silva Lisboa, o 2º Barão de Cairu.
Cansado de peregrinar em busca de uma deusa, mas só acumulando fracassos, o cupido encontra Vincenzo Ramírez, embaixador das Duas Sicílias no Império Austríaco, e ambos acertam (?) a vida de Pedrão – 1,90 m de altura, louro e de olhos azuis -, o Robert Redford da época.
A futura imperatriz consorte era a Princesa das Duas Sicílias, nascida em uma família numerosa e, por conta disso, com direito a apenas um dote; não havia como escolher muito.
Diante desse quadro, Vincenzo Ramírez passou por cima da má fama de D. Pedro I – consolidada nos quatro cantos do planeta – e propõe a mão da princesa ao jovem imperador, que a aceita baseado em um lindo desenho da imagem da candidata. Coitado! Não sabia de nada.

O DESEMBARQUE
da mulher de D. Pedro II ( casaram-se por procuração) só não foi mais trágico, porque o jovem conseguiu se recuperar do piti que teve na Praça Mauá (logo aonde!…) no desembarque da consorte gordinha e desprovida de beleza, mas um amor de criatura.
Por ter pernas arqueadas seu andar era que nem o balanço de um barco vazio em dia de mar agitado.
Ela, que não era boba nem nada e sabia o que era bom, apaixonou-se imediatamente pelo noivo com então 17 anos de idade.
Ele, franco como todo sagitariano, e ainda por cima … da vida, não escondeu sua decepção e revolta.
O desenrolar dessa história quem sabe é Alex Brando, bem como as diferenças existentes entre os romances de Pedro I e Pedrão.

A SALA DE MÚSICA,
tal qual a sala de jantar, está definida pela pintura de liras no teto.
Arpa, violino, espineta, cravo e piano ficavam à disposição dos convidados.

vanessapaolarojasfernandez.wordpress.com

Foi na escadaria da varanda que acessa esta sala, que a família imperial se deixou fotografar na véspera de sua deportação.

Da esquerda para a direita: a imperatriz Dona Teresa Cristina, D. Antônio, a Princesa Isabel, o imperador, D. Pedro Augusto (sobrinho da Princesa Isabel, D. Leopoldina, Duquesa de Saxe), D. Luís, o conde d’Eu e D. Pedro de Alcântara (príncipe do Grão-Pará).
Origem da foto: clique aqui e saiba mais.


A visita não parou aí, evidentemente. Visitamos os aposentos do andar superior onde ficava a parte mais íntima da casa – quartos do casal, das princesas e quarto de estudos do imperador.
Neste pavimento estão o berço de ouro – presente de Pedro II ao filho de Isabel -, e ainda o toucador, onde vemos um “trono”- um pinico acoplado a uma cadeira de braços em forma de trono.
Que criança de antigamente não fazia suas necessidades em um troninho? Eu mesma tive um; simplicíssimo, mas tive. A origem está justamente nessa peça.


E no final Alex nos deixou livres para visitarmos a exposição de liteiras, a locomotiva e as carruagens.
De lá partimos para um bonito lanche no Duetto’s Bistrô e Café (ainda nos limites da propriedade do museu), onde o papo a respeito do museu e dos Pedros & famílias rolou mais solto, e… encerramos nossa visita.

INFORMAÇÕES
a respeito de dias, horários de visitas e programação do museu clique aqui: espetáculos de luz e som, saraus, biblioteca, visitas agendadas…

Sei não, mas acho bem mais fácil você clicar aqui no nome de Alex Brando e fazer essa visita de modo bem mais confortável.


“Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro. Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.”
Pe Fábio de MeloRefletir Para Refletir


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BRASIL. RIO DE JANEIRO, RJ. PETRÓPOLIS. Natal Imperial – Para Quem Não Conhece O Natal Luz de Gramado…


IMAGEM DESTACADA: Rua da Imperatriz.

Vi a chamada para o Natal Imperial na internet e pensei de imediato que não precisaria mais viajar para o Sul para assistir àquele espetáculo natalino surreal, que a cada ano atrai mais público e o surpreende com apresentações cada vez mais belas – o Natal de Gramado. Fiquei curiosa e subimos a serra logo no primeiro dia da programação, que incluía a inauguração da iluminação da cidade dentre outras “atrações”.
QUE DECEPÇÃO!!!

Para quem não tem idéia do que seja o Natal Luz de Gramado acredito que gostará, principalmente as crianças. Mas, para quem já assistiu às festividades natalinas na serra gaúcha algumas vezes, a decepção é certa.
Cobriram todas as árvores do Centro de Petrópolis com micro lâmpadas, iluminaram o Rio Piabanha (ou Quitandinha?) e foi o que valeu.

Da catedral esperava-se iluminação mais exuberante e não essa, como a de uma vela que parece se apagar.

A ENCENAÇÃO
que antecipou a iluminação da cidade foi de uma pobreza de dar dó, a começar pelo que chamaram de palco – um caixote tombado e mal feito. Desculpem, mas não posso deixar passar.

A RUA 16 de MARÇO,
bem próxima do tal caixote, também foi enfeitada com micro lâmpadas e algumas pequenas esculturas que espalharam nas calçadas.

Por se tratar de uma das ruas de grande movimento do Centro da cidade, e a organização do Natal Imperial não ter atentado para locais mais adequados para receberem as alegorias natalinas, algumas  ficam inconvenientemente próximas à coletores de lixo!
Na foto abaixo, observe o painel do boneco de neve colocado em frente à portaria do edifício: acabou ficando tão mal colocado, que impede a aproximação de qualquer interessado para clicar uma foto.

Alguns prédios notáveis ganharam iluminação especial tal qual o Palácio Amarelo, que abriga atualmente a sede da Câmara Municipal de Petrópolis. Iluminação capenga, diga-se de passagem.

O PALÁCIO de CRISTAL
anunciou algumas apresentações, teve a grama enfeitada com uma bengala aqui… outra acolá…, e seu entorno foi transformado em uma praça de alimentação com direito a mesas e cadeiras.

Para comer, havia “de um tudo”… Ofertas variadas a preços bem convidativos.

Uma das barraquinhas chamou-me bastante atenção pelos pratos de origem alemã oferecidos; pensei em experimentar um deles, mas a falta de apetite naquele momento me impediu.

Para quem aprecia o babado, trata-se de uma baita refeição.

Não faltou a chamada para o Pão de Alho, a R$5,00, a Salsicha a R$6,00 e os doces portugueses, os meus preferidos, de acordo com a tabela abaixo.
Ai, meu Diabetes Mellitus!… Literalmente, uma doença que é o diabo! Diabo, não; diabetes.

A PRAÇA DA LIBERDADE
também recebeu iluminação semelhante à de seu entorno e só.

Alguns hotéis, como o Casablanca, entraram no clima e fizeram sua parte.

Petrópolis tem potencial para apresentar belos Natais – espaços não faltam. Trata-se de uma questão de tempo, investimento e criatividade.
Por enquanto…, Natal Luz continua sendo o de Gramado.

 

 

 

 

BRASIL. RIO DE JANEIRO, RJ. Petrópolis. Hotel Casablanca Imperial: Bom e Bem Localizado


IMAGEM EM DESTAQUE: Fachada do Hotel decorada para o Natal Imperial.

O hotel está localizado no Centro de Petrópolis e ao lado do Museu Imperial! Quer mais? Lá vai: pertinho da Catedral São Pedro de Alcântara, da Rua Dezesseis de Março, do Palácio Rio Negro, da famosa Rua Tereza – onde se encontra farto comércio a preços convidativos -, enfim, o hóspede estará cercado por comércio de todos os tipos – Bancos, restaurantes, galerias de comércio variado, atrações turísticas… – e ainda a um pulo de Correias (15 km) e Itaipava (pouco mais de 20 km).

O HOTEL
ocupou duas casas antigas que, apesar de muito bem conservadas, manteve algumas heranças inconvenientes que podem, a meu ver, ser contornadas.

A janela que se vê à esquerda pertence ao quarto 17 que nos foi destinado. Excelente.

Uma dessas heranças, por exemplo, é o piso do charmoso restaurante – em tábuas corridas – que vibra a cada passo de quem circula no salão.
É extremamente irritante sentir sua mesa e cadeira trepidando tempo integral.
No primeiro dia nem tomei meu sacro-santo café como de costume – em paz. Não foi possível. Eu estava era ansiosa para sair de lá.
No salão contíguo duas crianças gritavam histérica e ininterruptamente sem que os pais tomassem conhecimento – não estavam aí e nem iam chegando.

A jovem que se vê na foto é funcionária antiga do hotel – foi quem me permitiu fotografar o ambiente sem movimento.
Educadíssima, simpática, receptiva, de boa vontade, enfim… uma das jóias que o hotel deve preservar, ao contrário do pessoal da recepção que dificilmente atende o telefone – outro ponto negativo.

Peça fantástica no salão do restaurante. É daquelas que você logo imagina em um lugar de destaque em sua casa.

Na manhã seguinte fomos direto para o salão anexo, onde fica a maior parte do buffet e o piso não vibra. Lá você não tem a menor preocupação se suas torradas vão tremer nos pratos como se estivessem sob efeito de algum terremoto, e nem seu suco (ou café ou chá ou outro líquido que escolha) não fará ondinhas dentro da xícara.

O CAFÉ DA MANHÃ
é variado, farto e são servidos em ambientes espaçosos e muito bem decorados. Procure ficar no anexo por razões já comentadas.
Pelo salão principal, o mais bonito, mas o que sofre de Doença de Parkinson, acessa-se uma varanda.
O elevador está disponível somente a partir do primeiro andar; ou seja, você tem que subir um lance de escada que só em olhar você pensa logo no equipamento que terá que usar para escalar cada degrau.

Outro problema que não conseguiram contornar diz respeito à acústica.
Uma hóspede comentou conosco que não conseguiu dormir uma noite inteira devido a um casal que discutiu até ao amanhecer no quarto ao lado do seu. Pense nisso… Felizmente nos ofereceram o 17, que fica nos fundos, em um anexo: amplo, colchão king size, escrivaninha, frigobar municiado com sucos, refrigerantes e água, TV, banheiro amplo e… sossego. Muito sossego.

Esta sala de estar acabou fazendo também o papel de hall de distribuição para os quartos…

…acessíveis pela porta da esquerda que você vê na foto abaixo. Melhor, impossível. À direita, alcança-se o 17 e ainda outro quarto.

PELA ORDEM:
Entrada lateral (e principal) de uma das casas do hotel.

O HALL
À esquerda está a entrada para o Casablanca Bistrô onde todas as manhãs é servido o café.

Porta de acesso ao restaurante.
À direita: o corredor onde estão alguns quartos, o elevador e, ao fundo, o estar que serve de hall de distribuição para mais quartos – incluindo o 17.

O CASABLANCA BISTRÔ
está aberto apenas de 5ª à sábado. É prá ninguém botar defeito: comida saborosa, pratos bem apresentados e bem servidos.

Conforme dito acima, funciona no mesmo aposento onde é servido o café da manhã, mas ganha ares mais requintados à noite por conta da iluminação à meia-luz.
Menu pautado em pratos da culinária francesa. Capacidade para 60 pessoas.

O nhoque não faz parte do prato apresentado na foto. Mas, como meu fiel escudeiro elogiou muito o nhoque que lhe foi servido, fiz questão de experimentá-lo. Verdade seja dita, desmanchava na boca – delicioso…

O PRÉDIO PRINCIPAL
é onde fica a administração do hotel, cujo atendimento via telefone, repito, deixou a desejar – demoram séculos para atender.
A espera pelo atendimento foi tanta, que liguei para os outros dois hotéis da rede para saber se o telefone fixo estava com defeito. Responderam-me que a demora é de praxe e que são useiros e vezeiros em não se importarem quando o telefone toca. “Lá é assim mesmo” foi o que me informou um funcionário de outro hotel da rede. São pormenores como esses que fazem a diferença e que levo bastante em conta.

Não me informei se há elevador neste prédio, não procurei visitar nenhuma acomodação e também não sei se pessoas com dificuldade de locomoção têm como se integrar aos ambientes.

Há prós e contras bem definidos no hotel e por esse motivo não voltarei. A não ser… para jantar.

 

 

BRASIL. RIO DE JANEIRO, RJ. Petrópolis – O Glamour do Hotel Quitandinha.


IMAGEM DESTACADA: O teatro do hotel/palácio onde se nota influência italiana na arquitetura.


Endereço: Avenida Joaquim Rolla, 2 – Quitandinha, RJ, 25651-072.
Telefone:  (24) 2245-2020.

Viajar em companhia de  Alex Brando – arquiteto, professor de arquitetura, agente de viagens e guia – é um grande aprendizado, Continuar lendo BRASIL. RIO DE JANEIRO, RJ. Petrópolis – O Glamour do Hotel Quitandinha.

BRASIL. RIO DE JANEIRO, RJ. O Divino Bistrô du Cuisinier, em Ipanema.


IMAGEM DESTACADA: As divinas sobremesas do menu surpresa.

Era domingo e queríamos almoçar em um bom restaurante que ainda não conhecêssemos.
Procurei na internet pelos melhores do Rio e lá estava o Le Bistrô du Cuisinier.  Continuar lendo BRASIL. RIO DE JANEIRO, RJ. O Divino Bistrô du Cuisinier, em Ipanema.

BRASIL. CEARÁ. Fortaleza: 50 Sabores – Uma Sorveteria Prá Ninguém Botar Defeito.


IMAGEM DESTACADA: Interior da 50 Sabores.

Não acreditei quando vi no Google Earth o lugar onde a Sorveteria 50 Sabores se instalou. Não acredita? Dê uma olhada nesta foto:

Aquela sorveteria de aparência simples – se bem me lembro também era na Praia de Mucuripe, mas lá para os lados do Mercado dos Peixes -, mudou. Mudou prá melhor e agora é superelegante. Ficou chique. Muuuiiito chique.
Foi em 2010 que lá estivemos e nos deparamos com uma parede que era puro nome de sorvete. Minha sobrinha, que não quis de dar ao trabalho de ler o painel, foi logo dizendo: – Ah!.. Me vê qualquer coisa. Acontece que havia um sabor chamado Qualquer Coisa e foi nessa jangada que ela embarcou surpresa.
Agora, oito anos depois, mais uma vez nos surpreendemos com a 50 Sabores, que continua primando pela qualidade e sabor dos sorvetes. Pelas fotos abaixo você saberá o porquê. Ah! E antes que me esqueça: fomos recebidos por senhores muito simpáticos, gentilíssimos, e elegantemente trajados em terno e gravata! impecáveis.
Estes senhores nos conduziram por todos os ambientes, explicando-nos o porquê da criação de cada um deles.

O belíssimo lustre chama atenção de quem passa a distância, na rua.

Os sabores dos sorvetes são anunciados em quadros presos na coluna e nas próprias vitrines.

Há sorvetes sem glúten, diet e ainda sem lactose. Há de se ter muita personalidade para experimentar apenas um! sabor.
Nesta parte da sorveteria, mesas e cadeiras confortáveis foram colocadas junto à parede de vidro. Neste ambiente o cliente poderá desfrutar da paisagem enquanto saboreia seu sorvete – muito bem servido, por sinal.

Ao fundo, em frente ao lustre, está a porta principal e o acesso à cafeteria e aos ambientes mais intimistas, incluindo uma sala decorada com quadros a óleo e uma estante onde vários livros se destacam – idéia sensacional!

Funcionários simpáticos e muito educados foram escolhidos criteriosamente pela administração – tratamento vip para todos que chegam.

Decoração refinada à disposição de quem deseja bater um papo em ambiente tranquilo.

Sofisticação no lavabos e na sala à disposição de familiares.

A decoração do corredor dos banheiros não é menos elegante que a dos demais ambientes.

No banheiro masculino o destaque é a foto do inesquecível Elvis Presley, cujas roupas e cortes de cabelo sempre chamaram atenção e influenciaram a rapaziada da época.
Lembro-me perfeitamente dos jovens que se vestiam à “moda Elvis”. Mas não parava por aí – muitos rapazes tornaram-se bons guitarristas, influenciados pelo artista.  Aliás, tudo que se referia à vida do cantor foi acompanhado por seus fãs.
Nesta foto antiga, Elvis usa um penteado super moderno para a época. Quem diria que nestas mesmas ondas, os jovens de hoje estariam surfando? Basta prestarmos atenção nas cabeças das duplas sertanejas: topetes não faltam.

O banheiro feminino é indicado pela sensualíssima, graciosa, icônica e também inesquecível Marilyn Monroe – um dos maiores símbolos sexuais do século XX. Em 1959 estrelou um dos filmes mais famosos de Holywood: Quanto Mais Quente Melhor, em companhia de Tony Curtis e Jack Lemmon. Sou sua fã incondicional – saudosa Marilyn…

Em meu modesto entender esta sorveteria é atração da cidade. Há muitas lojas espalhadas por Fortaleza, mas essa é especial. Aprecie-a sem moderação!


“Sabe aquele pote de feijão que você achou que era sorvete? O amor é mais ou menos isso”. (Soulstripper)


BRASIL. CEARÁ. Fortaleza – Onde Comprar Artesanatos de Qualidade.


IMAGEM DESTACADA: Fachada do Centro do Turismo de Fortaleza.

Em Fortaleza há duas localidades que chamam atenção para quem gosta de artesanatos de qualidade a preços convidativos: o antigo presídio e museu – atual Centro de Turismo de Fortaleza que só começou a funcionar em 31/3/1973 -, e o Mercado Central.
Este ano começamos nossas andanças pelo Centro De Turismo De Fortaleza, localizado na rua Senador Pompeu, 350, no Centro da cidade, que abriga a Emcetur.

UM POUCO de HISTÓRIA
A antiga prisão de estilo neoclássico ocupa um quarteirão composto pelas ruas Senador Pompeu, João Moreira, General Sampaio – antigamente chamada Rua da Cadeia – e Senador Jaguaribe.
Este era o endereço de um presídio cuja construção teve início em 1850 (só terminou em 1866), e que há 45 anos abriga uma loja de artesanato em cada cela.
Essa prisão começou a ser desativada em 1967, mas os detentos só foram transferidos para o IPPS (Instituto Penal Paulo Sarasate), na BR-116, em setembro de 1969.
O motivo da transferência do presídio deveu-se ao crescimento populacional em seu entorno…
Banheiros foram adaptados para cadeirantes, e um elevador está à disposição para quem tem mobilidade reduzida.

Horário de Funcionamento:
De 2ª a 6ª: De 8.00 h às 18.00 h.
Sábados: De 8.00 h às 17.00 h.
Domingos: De 8.00 às 12.00 h.
O estacionamento é amplo e gratuito aos sábados.


COMPRAS
Seguramente, para você fazer suas compras, a Emcetur trata-se de um local beeemmm mais tranquilo, espaçoso, bonito e organizado que o Mercado Central – muito maior, mas, em compensação, vive com os estreitos corredores lotados, boxes pequenos, barulho…É muito confuso para meu gosto. Já foi tranquilo, mas agora desanima. O movimento começa fora do mercado, pelo número de ambulantes. São muitos.

Centro de Turismo de Fortaleza.

Deixamos a EMCETUR e fomos caminhando até ao Mercado Central – é pertinho. Passamos pelo Passeio Público (Praça dos Mártires, abaixo) e logo chegamos ao nosso objetivo.

Quase ao lado do mercado está a Catedral de Fortaleza. Não chegamos a conhecê-la.

HISTÓRIA
Sua construção é anterior ao da prisão – data de 1809. Neste local, em um prédio de madeira, funcionou um mercado de carnes, verduras e frutas até 1814, quando foi demolido para dar lugar à Cozinha do Povonova denominação do antigo mercado, que passou a oferecer produtos artesanais a partir de 1931.
Várias reformas sofreu o prédio, sendo que, em 1975, passou a ocupar a área de 1.200 m². Mas, não parou por aí.
Risco de incêndio foi o motivo pelo qual o mercado mudou de endereço e passou a funcionar onde e do jeito como o conhecemos.
O prédio de 5 andares que abriga 559 boxes, foi inaugurado em janeiro de 1998 e ocupa quase 10.000 m² (exatos 9.9.690,75 m²) de área construída.
Rampas de elevadores são os meios de acesso a todos os andares

A calçada em frente ao Mercado Central fica lotada de ambulantes.

Aspectos do interior do Mercado Central, especializado em artesanatos cearenses.

Peças finas em rendas artesanais ou bordadas, objetos em palha, puro algodão, peças em barro ou em pedra sabão, roupas de um modo geral, inclusive moda praia, artigos de couro ou madeira, enfim, há de “um tudo” no movimentado mercado.
No subsolo e no térreo há locais onde tomar sorvetes, sucos, e ainda fazer lanche ou almoçar.

Esta área, o Centro de Fortaleza, conta com diversas atrações turísticas. Além das citadas, há ainda o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e o Museu do Ceará.


“Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades.” EPICURO


BRASIL. CEARÁ. Fortaleza: Armazém dos Sabores – Imperdível!


IMAGEM DESTACADA: Visão parcial do Armazém dos Sabores.

Fomos ao armazém 3 vezes. A recepção simpática e acolhedora das proprietárias e dos funcionários nos cativou de imediato.
Quando vimos a variedade do self-service e o conteúdo das vitrines, mais encantados ficamos com o Armazém.

Também, pudera! Vejam a variedade de pães, torradinhas, biscoitos doces e salgados, bolos de diversos sabores, tortas, roscas, rocambole… Tudo no buffet é fresco e elaborado com esmero.

Essa mesa água a boca só em olhá-la. Nos rechauds fumegavam sopas, arroz, feijão, carnes e outras delícias, bem aquecidos graças ao calor de resistências infalíveis. Era tanta comida que não sabíamos por onde começar.

O divinal Armazém dos Sabores ainda oferece um mini mercado com uma variedade incrível de biscoitinhos, sucos, geléias, doces, iogurtes, refrigerantes, águas minerais, frutas secas e oleaginosas, leites, frios, farinhas prá viagem.

Biscoitos de ingredientes naturais, adoçantes, molhos, azeites, cereais e sorvetes. Até livros estão à disposição dos clientes.

O Armazém dos Sabores bate um bolão! Recomendo sem restrições.

" Se ao escalar uma montanha na direção de uma estrela, o viajante se deixa absorver demasiado pelos problemas da escalada, arrisca-se a esquecer qual é a estrela que o guia." (Antoine de Saint-Exupéry)

 

Experiências em Viagens/ Dicas

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