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BRASIL. CEARÁ: Sirigado, Centro das Rendeiras em Aquiraz, Passeio das Três Praias (Morro Branco, Fontes, Diogo e Lago de Uruaú). Canoa Quebrada. Engenho O Bari.


IMAGEM DESTACADA: Lagoa de Uruaú.

Após 22 dias viajando pela Europa desembarcamos em Fortaleza onde permanecemos por 4 dias antes de voltarmos ao Rio.
Hospedamo-nos no Hotel Villa Mayor e, ao saímos para almoçar com o endereço do restaurante anotado em um pedaço de papel, esqueci-me de olhar o mapa antes de sair do quarto para saber qual direção tomar quando chegássemos à Av. Beira-Mar: direita ou esquerda?
Bastaria que olhássemos os números dos quarteirões indicados nas placas da avenida e começar a andar! Mas, aconteceu que não percebemos essas indicações (esse tipo de distração é comuníssimo na velhice) e rumamos para a esquerda. Da rua!!!
Acredito piamente que nada acontece por acaso. Andamos um pouco e nos deparamos com um senhor uniformizado, parado em frente a uma bela fachada de um hotel.
Vimos pela logomarca estampada na camisa do jovem senhor, que tratava-se de um de seus funcionários e, com toda certeza, ele saberia nos dizer prá que lado ficava o tal famoso restaurante.
Não sabia! Não sabia, mas chamou quem o conhecia: um taxista que faz ponto em frente ao dito hotel.

O jovem educado e muito simpático disse-nos que o restaurante estava fechado por conta de obras na avenida, mas, se um bom prato de peixe fosse nosso objetivo, ele indicaria o Sirigado para almoçarmos – restaurante simples, mas de comida saborosa.
Embarcamos em seu táxi e lá fomos nós.
Papo vai, papo vem, o jovem chamado Marcos Rezende apresentou-nos uma programação turística interessante, e havia uma, em especial, que estava em nossa mira: Canoa Quebrada, lugar que pretendia rever antes de voltar ao Rio.
Marcos é muito organizado e é do tipo de profissional que corre atrás.
Não perdeu tempo e prontamente mostrou-nos um álbum com fotos excelentes a respeito dos roteiros que executa em parceria com amigos.

Pois bem, no caminho para o Sirigado já havíamos acertado o passeio para o dia seguinte. Simples e rápido.

SIRIGADO
(Av. Br. de Studart, 825 – Aldeota, Fortaleza – Tel.: (85) 3261-7272.
De Segunda a Domingo de 11.00 h à 00.00 h.

Neste restaurante pedimos um prato que, segundo o jovem que nos atendeu, daria para os dois e até para três – dependendo da fome. E dava para três famintos, tranquilamente.

Abrimos nosso trabalho com uma porção de unhas de caranguejo. Iniciamos nossos trabalhos com unhas de caranguejos. Quase almoçamos outra porção, mas optamos pelo prato de peixe (e que não foi o sirigado) com molho de camarões, saborizado com abacaxi frito e alcaparras.
O impacto ao vermos o prato foi tão grande que dispensamos a travessa de arroz. Como diz meu mano, “arroz eu como em casa”. Tá coberto de razão. Imagine! O prato já estava muito bem acompanhado pelas batatas… Arroz, prá quê?

Pelo tamanho do restaurante, número de mesas no salão, espaço para a criançada brincar e ainda a área para estacionamento, sentimos que a cozinha atrai um bom público.

O salão fica nos fundos desse corredor. O espaço à direita é destinado às crianças.

A foto não nos permite imaginar o tamanho do salão.

Inesperadamente, um pianista de repertório atualizado estava incluído no cardápio. Foi bom demais.

O estacionamento tem o dobro do tamanho que aparece na foto.

O espaço para as crianças brincarem é grande e bem protegido.


NOSSO PASSEIO
= Pela ordem: Parada em AQUIRAZ no CENTRO DAS RENDEIRAS. Circulando beira-mar pelas TRÊS PRAIAS: MORRO BRANCO. FONTES. DIOGO. Lagoa do URUAÚ. CANOA QUEBRADA. ENGENHO O BARI.

Já havíamos cumprido esse trajeto, em 18/8/2010, trafegando sempre que possível pela beira do mar desde a saída da Praia do Futuro.

Foto clicada às 8.03 h da manhã de 18/8/2010 – O motorista e guia ajeitando a valente para enfrentar o roteiro.

Chegamos à barraca Chega Mais após encararmos mais de 160 km de beira de mar e estrada, e por lá ficamos.


Canoa Quebrada ainda não era atração turística e a barraca era, literalmente, um abrigo de telhado simples, mesas e cadeiras pé na areia, uma boutique bem acanhada de roupas de praia, banheiro e cozinha. O camarão que comemos na Chega Mais foi tão fantástico, que até agora não foi esquecido.
Em frente a barraca, em uma carrocinha puxada por burro, um casal vendia sorvetes, e isso era tudo.

Visitando as falésias, só nós quatro: eu, fiel escudeiro, mano e sobrinha.

Ninguém no pedaço, a não ser esse senhorzinho que nos seguiu a certa distância, sem que percebêssemos. Ao chegamos ao alto das falésias ela se aproximou perguntando se gostaríamos que explicasse a respeito do lugar…coisa e tal… Aquela conversa de cerca Lourenço cuja finalidade $abíamo$ qual era.
Esforçou-se para nos passar aquela tradicional decoreba de antigamente, que valeu pela boa vontade de ambas as partes.
O discurso foi breve, mas houve um fato que nos chamou bastante atenção: ele retirava sucessivas porções de areia das falésias para nos mostrar que esse tipo de vandalismo não era permitido! Rimos muito e logo pensamos no seguinte: caso continuasse na atividade e tivesse bom público, talvez não restasse pedra sobre pedra…

Neste ano, 2010, nos hospedamos na Praia do Futuro e foi de lá que partimos para o que seria, para a época, uma aventura .
Desta vez, em 03/5/2019, fomos no carro de Marcos Rezende para cumprir o roteiro conhecido como Três Praias, que inclui: Morro Branco, Praia das Fontes, Praia do Diogo e Lagoa Uruaú. Em Morro Branco passamos para o bugre de Neto, parceiro de Marcos.
Neto
é outro jovem simpático, educado e de boa vontade, que também honra sua profissão como condutor e guia turístico. Com Neto trafegamos pela beira da praia até a Lagoa de Uruaú, que não chegamos a conhecer em 2010 (fotos mais adiante).

Em AQUIRAZ
Marcos
fez uma parada em um lugar perigosíssimo para quem é consumidor e aprecia a arte nordestina em geral.
O destaque fica por conta dos bordados e das rendas de bilro a preços “de fábrica”.
Objetos decorativos em barro, casca de côco, madeira e couro… Bonecas de pano de vários tamanhos, bijuterias, brinquedos e material escolar também se destacam entre as diversas peças bordadas e rendadas de beleza ímpar.

No alto da parede desse box onde tecem a quilométrica renda, le-se o seguinte:

“No dia 25/01/2006 foi iniciado no Complexo Artesanal de Aquiraz a renda da grega com o intuito de ser a maior renda do mundo e entrar no Guiness Book.
Esse trabalho é um objetivo onde todas as rendeiras trabalham em parceria, para juntas conquistar uma referência no artesanato.”
A imagem fala por si.


Deixamos o município de Aquiraz e fomos para Morro Branco, no município de Beberibe, onde Neto nos aguardava.

Na foto acima, da esquerda pra direita: meu fiel escudeiro, Neto e Marcos.

O que significa o selo que se destaca no capô do bugre?
Neto
 pertence à ABMBAssociação dos Bugueiros de Morro Branco. Mas o que isto quer dizer?  Quer dizer que esse profissionais são registrados na Secretaria de Turismo e por este motivo são autorizados a circular com placa vermelha, além de serem identificados pelo selo da associação.
O roteiro proposto por Marcos, que constitui a trilha tradicional, foi definido pelos próprios bugueiros, com permissão da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
O passeio oficial, repito, visita a Praia das Fontes, Morro Branco, Fonte da Juventude, Praia do Diogo e Lagoa do Uruaú. Passeio de aproximadamente 2 horas, apenas nestes pontos turísticos!

CAPACIDADE DE PASSAGEIROS NO BUGRE
A ABMB orienta que a capacidade do bugre é para 5 pessoas, incluindo o motorista. Caso haja alguma criança com menos de 5 anos, a lotação poderá ser de 6 pessoas – mais que isso é proibido!
E mais: alerta os bugueiros para não trafegarem em meio a banhistas, não circularem em alta velocidade, e não praticarem manobras “com emoção”.
Acidentes com mortes acontecem vez ou outra por conta de bugueiros não credenciados; ou seja: sem os conhecimentos fundamentais para a execução de um trabalho seguro para ambas as partes (bugueiro e passageiro), e, ainda por cima, praticantes de manobras ousadas em locais totalmente fora da trilha: determinadas dunas, por exemplo.

O bugre de Neto está inteiro, é limpo, e super bem conservado. Estofamento da garupa bem matelassado – Nota 10!

MORRO BRANCO – Beberibe.
está a 91 km de Fortaleza e a 5 km do Centro de Beberibe,  município ao qual pertence.
É conhecido por suas falésias coloridas, passeios à beira-mar e praias atraentes para banho.
Suas areias coloridas servem de matéria prima para a elaboração de peças decorativas. Os trabalhos, ricos em minúcias, revelam  a paciência e a determinação dos artesãos especializados nessa técnica chamada silicografia (desenhos feitos com areia).
Importante esclarecer que os artesãos que trabalham com essa técnica retiram a areia de áreas autorizadas para essa finalidade.

PRAIA das FONTES – Beberibe.
Águas de chuvas filtradas pelas paredes das falésias somadas às de fontes naturais formam pequenos lagos tais como esses que vemos nas fotos abaixo. Dezenas dessas fontes deram nome à praia.

Gruta da Mãe d’Água.

Foto de autoria de Marcos Cezar Rezende.

Fonte da Juventude e dos Carecas.

PRAIA DO DIOGO – Beberibe
localizada a 93 km distante de Fortaleza pela CE-040, a Praia do Diogo faz parte do circuito intitulado “Passeio das Três Praias + Lagoa do Uruaú“, executado sob a batuta de mestre Marcos Cesar.
Segundo nosso guia Neto, na Praia do Diogo é preciso observar o movimento da maré quando o objetivo é dar aquela refrescada no corpitcho com um mergulho estiloso à moda de Ester Williams.
Isto porque há um cordão de pedras paralelo à praia, que a acompanha por longos metros, que oferece perigo para os menos atentos.

LAGOA URUAÚ – Beberibe.
Seguimos até à Lagoa Uruaú, onde nos deliciamos com um banho refrescante em águas puras, tépidas, e cercados por um cenário paradisíaco.
Neto deixou-nos à vontade para que permanecêssemos o tempo que quiséssemos na lagoa. Mas, como ainda iríamos almoçar na barraca Chega Mais, e depois seguiríamos para Canoa Quebrada, nosso banho durou apenas alguns minutos – estávamos cientes da distância que ainda teríamos que percorrer até chegarmos a Fortaleza e por isso não abusamos.
Montamos na garupa do bugre e partimos em direção à Sucatinga. Lá nos reencontramos com Marcos para cumprirmos nosso roteiro.
No caminho, uma parada rápida para cumprimentar um pescador pelo resultado de seu trabalho.

Passamos por Uruaú...

… e chegamos a Sucatinga onde Marcos nos aguardava.

BARRACA e RESTAURANTE CHEGA MAIS

ERA ASSIM…

e ficou deste jeito que você verá nas fotos seguintes.


Levei um susto. De barraca, não encontrei mais nada.
O que encontramos foi, praticamente, um clube com amplo restaurante/platéia, palco, estacionamento, piscina, boutique, barracas de praia estrategicamente colocados sob uma área de coqueiros implantados, e ainda mesas sob o pergolado da piscina, onde almoçamos. Na saída, o sistema de pagamento totalmente informatizado evita os incontáveis beiços que o proprietário Luiz Costa Nogueira levou ao longo de anos.
A História (com H maiúsculo, sim senhor!) sensacional do empresário está contada em pormenores neste site.
Garanto que você vai aplaudir o jovem que aos 18 anos de idade não deixou passar a oportunidade de montar uma barraca na beira da praia, cresceu como empresário, e venceu todas as dificuldades que vieram a seu encontro, decorrentes de proteções ambientais não existentes no início de sua atividade. E que não foram poucas!

Nosso almoço constou de um “sanduíche” composto por dois peixes recheados com camarão, e cobertos por molho bechamel. Carocinhos de castanha de caju serviram de enfeites.
E como quem vê cara não vê coração, na hora em que partimos esse bolo de três camadas dispensamos de imediato o arroz, o feijão e a salada, e ficamos apenas com algumas batatinhas.
Originalidade no lavabo e adesivos aplicados na parte interna das portas dos banheiros, lembram os frequentadores da necessidade de se economizar água, e de que reciclar é preciso. Sermos complacentes com o planeta em que vivemos, lucramos nós e a Mãe-Terra.

CANOA QUEBRADA
foi o objetivo desse passeio, mas, infelizmente, não foi possível permanecer na cidadezinha para apreciá-la à noite.
Conforme disse acima, fizemos um pit-stop em Fortaleza só a fim de esticar as pernas e recompor o esqueleto, para depois então continuarmos nossa viagem até ao Rio.

COMO CHEGAR
1- de ônibus, saindo de Fortaleza: a média é de 3 horas e meia de viagem e você poderá adquirir os bilhetes de ida e volta clicando aqui para acessar o site de vendas de passagens.
2- contratando um serviço de turismo particular – o anunciado aqui na postagem, com Marcos César, por exemplo, ou…
3- por intermédio de empresas de turismo.
4- na melhor das hipóteses, alugando um carro.

O mapa abaixo indica duas opções de trajeto.

A BROADWAY
cearense é uma rua charmosa repleta de Cafés,  restaurantes e boutiques, que na alta temporada fica mais movimentada.
Vamos por partes: de junho a agosto é o período de férias no Hemisfério Norte.
Nessa época, a turistada aproveita para tirar o mofo, se esticando em praias, em gramados de jardins públicos, sentados em bancos de praça e até em cima de pedras à beira-mar – cansei de ver essas cenas.
Europeus viajam prá valer pelos países vizinhos e pelos EEUU, e americanos aproveitam o período para voltar para casa (normalmente os jovens estudam em outro Estado), para viajar para a Europa, ou, fazer como os europeus: voar para o Brasil.
Ué, mas viajar para o Brasil nessa época?
Esse período de férias dos branquelas coincide com o Inverno brasileiro, é fato, mas é bom lembrar que nosso Nordeste lindo e maravilhoso está próximo da linha do Equador! Hááá!!!
E aqui, môquidu, pelas principais atrações do Ceará, do Maranhão e do Rio Grande do Norte, o que mais você ouve é italiano e francês. Inglês ouve-se por tabela, e alemão… bem pouco.
E ainda lhe digo mais: muitos vêm atrás dos ventos para curtir kite-surf (Preá, ao lado de Jericoacoara é a cidade mais procurada do Ceará) e muitos acabam ficando, casando e constituindo família – mas só vieram “atrás dos ventos”, entende?

O movimento acontece à noite – hora de beliscar alguma coisa (ou alguém), ou encontrar os amigos para um gostoso bate-apo.

Ávidos para tomar um cafézinho, tivemos a sorte de entrar nesta creperia/pizzaria.

Ambiente simpático, limpo e tão acolhedor quanto as jovens que nos atenderam e com quem trocamos idéias e batemos um gostoso papo.

A creperie e pizzaria IBIZA ainda disponibiliza um espaço ao ar livre e montou um pequeno palco para artistas se apresentarem.

A programação elaborada por Marcos Cesar foi bem variada.
Imaginávamos sair da Broadway e voltar direto para Fortaleza, mas não foi assim. Marcos parou em outro lugar perigoso para consumidores: parou no…

ENGENHO O BARI – localizado no Km 40 da CE-040.

Parece um caixão de defunto, mas trata-se da maior rapadura do mundo.

Mas, não é só rapadura que o engenho produz. Dê uma olhada na variedade de produtos prá mexer com seu bolso.

Amostra de rapaduras saborizadas com frutas e condimentos – são fantásticas!

De lá retornamos para Fortaleza, já deixando Marcos incumbido de nos pegar no dia seguinte e nos levar até ao aeroporto.
Agradecemos a Deus por esses momentos lindos, à boa vontade e ao trabalho de Marcos Cesar e de Neto.

“Marcos Cesar – Sua Viagem e Passeio Com Qualidade e Conforto.
Contatos: (85) 9-8793.6352 / (85) 9-9929.5232/ (85)9-8116.3359″.

Saiba mais a respeito da História de Morro Branco e de sua “logomarca” clicando aquiMorro Branco tem logomarca? Ora, se tem!


“Somos todos viajantes de uma jornada cósmica – poeira de estrelas, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos do infinito. A vida é eterna. Mas suas expressões são efêmeras, momentâneas, transitórias.” – DEEPAK CHOPRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BRASIL . Rota das Emoções: Lençóis Maranhenses, Delta do Parnaíba e Costa do Sol Poente Cearense – Jericoacoara e Camocim.


IMAGEM DESTACADA: Alcântara, Maranhão.

Nota: este roteiro foge bastante do perfil que tenho postado no blog pelo seguinte: trata-se de uma viagem que postei em um site de viagens que fechou as portas sem comunicar sua falência a seus colaboradores. Quando me deparei com essa realidade senti muito por meu trabalho perdido. De tudo que postei – só de fotos foram mais de duas mil -, consegui salvar apenas este texto e ainda fiquei muito feliz. Portanto, em respeito a este trabalho, optei por não modificá-lo.

ALGUMAS DICAS DA ROTA DAS EMOÇÕES
Esta rota compreende os LENÇÓIS MARANHENSES, o DELTA DO PARNAÍBA no Piauí, e a COSTA DO SOL POENTE CEARENSE – Jericoacoara e Camocim.

OBS: Os mapas dão a idéia do caminho percorrido de Fortaleza até São Luiz. Na verdade, o programa não conseguiu calcular a rota exatamente como traçamos.
De Tutóia, por exemplo, seguimos até Caburé, na foz do Rio Preguiças. Neste ponto uma lancha nos aguardava para subirmos o rio e chegarmos a Barreirinhas, de onde partimos para São Luiz após alguns dias.

PARA ALCANÇAR A ROTA:

Você poderá partir tanto de FORTALEZA quanto de SÃO LUIZ.
Na primeira opção o número de voos que parte diariamente do Rio de Janeiro para Fortaleza (um exemplo) é muito maior do que os que partem para São Luiz, o que torna sua viagem mais flexível e menos cansativa; dependendo do horário escolhido para a decolagem, o viajante poderá aproveitar melhor seu dia de chegada na capital cearense.
A GOL ofereceu em agosto de 2010 uma opção de saída do Galeão, RJ, às 10.00h; a meu ver foi perfeito, pois as diárias dos hotéis e pousadas encerram-se normalmente ao meio dia e iniciam-se às 14.00h. Somados às duas horas de voo, o tempo de recolhimento das malas e a ida do aeroporto à pousada na Praia do Futuro, chegamos em bom horário para deixarmos nossas bagagens nos quartos e logo sairmos para aproveitar o restante do dia. Tudo dependerá da conveniência de cada um, obviamente.

HOSPEDAGEM:

FORTALEZA, para quem ainda não a conhece, merece uma parada de pelo menos quatro dias para que se tenha uma noção do que a cidade e arredores oferecem.

1) Excelente opção é o HOTEL LUZEIROS, situado na Praia do Meireles quase em frente à feirinha de artesanato que funciona diariamente ao cair da tarde. O hotel é categoria quatro estrelas; possui amplos e confortáveis quartos, café da manhã farto e de qualidade, piscina, e tudo mais que um bom hotel normalmente oferece a seus hóspedes.

2) Outra opção bastante elogiada embora não esteja na beira-mar é o HOTEL VILLA MAYOR,  situado na rua Visc. de Mauá, 151 – (85) 3466. 1900 – a 100 m da Praia do Meirelles onde os artesãos montam a feirinha. Ainda não me hospedei no hotel, mas tenho ótimas referências de amigos que sempre vão a Fortaleza e só se hospedam no Villa Mayor. O hotel é temático, bem interessante, bastante elogiado por eles.

3) A POUSADA SONHO DE FAMÍLIA – Av. Zezé Diogo, 2790 – Praia do Futuro – Fortaleza – Ceará – Brasil.
Tel: (85) 3265-3717 > (85) 3265-3682 (85) 9645-2490 TIM; (85) 8114-7605 VIVO; (85) 9161-7403 CLARO
contato@hotelsonhodefamilia.com.br

É bem localizada com referência à praia – única balneável na cidade – e às barracas da orla. Entretanto, na baixa temporada, a hospedagem pode custar – além do valor da diária – os pertences do turista. A praia fica totalmente deserta e os assaltos são constantes em pleno sol de meio dia. Até mesmo a melhor das barracas, a Crocobeach foi invadida por bando de assaltantes que fizeram uma limpeza em tudo e em todos que encontraram pela frente. A ousadia é rotineira: assaltam quem sai das barracas sem o menor temor. A platéia é composta quase sempre por ambulantes que se alojam na porta das barracas – principalmente nesta – e por taxistas; ninguém faz absolutamente nada. Nem a polícia, que vez ou outra circula pela redondeza. A “ronda” não passa de um desfile que, na opinião de muitos, é apenas para mostrar os carros novos e poderosos com que equiparam o policiamento.
Como dizia, a pousada é simples, mas oferece conforto (Tv, telefone, banho quente, boas camas, frigobar, piscina). O inconveniente fica por conta da falta de elevador. Hospedar-se no segundo andar, por exemplo, inclui subir dois lances de escada; é muito cansativo. O atendimento é ótimo e o café da manhã é simples, mas saboroso.
São dois prédios de apartamentos, sendo que o bloco dos fundos possui instalações maiores e os apartamentos da frente têm vista para a piscina.
1M (800x600)
Pousada Sonho de Família – bloco dos fundos.
2M (800x600)
Bloco de apartamento de fundos. Pousada Sonho de Família.
(80)P1000195 (1024x768)
Airton Bordados – Mercado Central.

O QUE FAZER/AONDE IR

1 – FEIRINHA DA PRAIA DO MEIRELES. NÃO COMPRE GATO por LEBRE!
Essa feirinha é interessante, mas apenas para conhecer. Atrai muitos turistas que, por falta de aviso, acabam comprando gato por lebre e ainda por cima por preços absurdos.
Todos os artigos que são vendidos nesta feira são comprados até por 1/4 do preço no MERCADO PÚBLICO (Mercado Central), onde se encontra imensa variedade de mercadorias a preços baixos; a concorrência é muito grande e o comprador acaba ganhando com sua oferta. Além de os preços serem convidativos, pechinche. É importante barganhar.
A feirinha é uma arapuca para os menos avisados. Uma toalha bordada que poderá lhe custar perto de R$40,00 (quarenta reais) no Mercado Público, na feira vendem por R$ 100,00 /R$120,00 e por aí, vai. Caí nessa. Depois, quando vi os preços do Mercado quase tive uma síncope. Imagens de santos anunciadas como se fossem em madeira esculpida não passam de gesso pintado.
Além disso, há de se tomar muito cuidado com batedores de carteiras que atuam no calçadão e, principalmente, na feirinha, onde a aglomeração de turistas é maior.
Anotar preços é importante; na hora de compará-los com os do Mercado Público dá até raiva; é aí que se constata a exploração dos vendedores da feira.

2 – MERCADO PÚBLICO:
Rua Alberto Nepomunceno, 199 – continuação da rua Conde d’Eu.
Abre de 2ª a 6ª de 7.00h às 18.00h. Sábados e Domingos, de 8.00h às 16.00h.´

P1000313 (800x600)
Mercado Municipal de Fortaleza – Paraíso do consumidor.
P1000314 (800x600)
Mercado Municipal.

P1000315 (800x600)

Pechinchar neste mercado é fundamental devido à concorrência. Nunca aceitar o primeiro preço.P1000317 (800x600)

Mercadorias idênticas com preços diferenciados. Por isso é bom pechinchar. É o paraíso dos consumidores! Para quem gosta de comprar, ficará mais feliz que urubu no lixo.

Antes de adquirir qualquer mercadoria, prepare-se para a maratona: são 559 boxes! Percorra o mercado até cansar (literalmente) e faça uma pesquisa de preços. Anote-os. Conforme já escrevi, a concorrência é grande e os preços da mesma mercadoria diferenciam muito. Não se esqueça de pegar o cartão da loja onde pretende comprar mais tarde ou anotar seu nome. Não confie na memória. Por incrível que pareça, acontece de a pessoa depois não saber mais onde encontrou o objeto desejado. São tantas opções que a gente se perde. Vá com calma; entre em cada box e vasculhe-o. Nessa operação descobre-se coisas do arco da velha que não ficam expostas na porta.

O AIRTON BORDADOS é um box que vale à pena visitar. No site há referências e fotos. Toalhas de mesa, de lavabo, panos de prato, lençóis bordados lindíssimos, panos de bandeja, enfim, uma gama de mercadorias muito bonitas e de qualidade.
Importante: os descontos que Airton oferece são consideráveis e nem precisa pedir.

(78)P1000193 (1024x768)

SUCOS: No subsolo (garagem) do Mercado há uma casinha de madeira onde preparam sucos de frutas maravilhosos, feitos na hora. Experimente. Será difícil tomar um só.

3 – ENCETUR – Centro de Artesanato

Rua Senador Pompeu, 350. Abre de 2ª a 6ª de 8.00h às 18.00h e aos sábados a partir das 8.00h. Telefones: (85) 3212. 7310 e (85) 3101.5508.
O prédio foi construído em 1866 e funcionou como cadeia durante aproximadamente 100 anos, quando então passou por reformas e foi entregue à população como centro de artesanato. Vale uma visita, mesmo que seja com objetivo cultural; é muito bonito.

4 – REDES – ONDE COMPRÁ-LAS:

Além de alguns boxes no Mercado Central venderem redes, há mais duas opções de nota:
1- A FÁBRICA DE REDES VITÓRIA na rua Mal. Deodoro, 677, no bairro de Benfica (85) 3223-4203 – abre de 2ª a 6ª de 8.00h às 18.00 h e sábado de 8.00 h ao meio dia.

2- As lojas da rua Castro e Silva, em frente à Catedral de Fortaleza ( que fica ao lado do Mercado Central). Há redes de até R$25,00 (vinte e cinco reais). As redes mais simples, de tecido encorpado e colorido, mas sem varanda (franja), estavam na faixa de R$35,00 (trinta e cinco reais) em agosto de 2010.

5 – CENTRO DRAGÃO DO MAR DE ARTE e CULTURA:
Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema.

A origem de seu nome deve-se a uma homenagem feita pelo governo cearense – em abril de 1999 quando foi inaugurado – a um pescador também conhecido como Chico da Matilde que, em 1881, negou-se a levar escravos para serem vendidos no Sul do Brasil. Esse pescador tornou-se símbolo do movimento abolicionista cearense.
O Centro possui teatro, cinema, salões para exposições de artes em geral, planetário e biblioteca, dentre outros espaços.

6 – RESTAURANTES:

Além dos que estão espalhados pela cidade, no bairro da Varjota cresce um centro gastronômico da melhor qualidade, que já conta com aproximadamente 50 restaurantes em um bairro de apenas 8.000 habitantes, segundo dados do IBGE.
Esse polo fica próximo ao bairro Aldeota e também faz parte da área nobre de Fortaleza.
O restaurante COLHER DE PAU (atualmente chama-se Colher Restô), por exemplo, é um dos mais procurados. Fica em um terreno arborizado com mangueiras, na rua Ana Bilhar, 1173telefone: (85) 3267.6176.
As árvores no terreno dão um aspecto familiar ao restaurante: ares de infância em casa de nossos avós. Há uma parte interna e fechada devido ao ar condicionado, e outra aberta – uma varanda – para quem não quiser ficar ao ar livre.
O cardápio é variado e a comida bem temperada. Excelente para meu gosto.

(85)P1000212 (800x600)
Comida boa e farta.

Em frente ao COLHER DE PAU fica o SIRIGADO, também apontado como um dos melhores. Não o visitei.
Não me agradou (nem a meus familiares) os pratos servidos no Docentes e Decentes, que pareciam estar requentados; além do mais, sem sabor. Eu diria, com esta experiência, tratar-se de Docentes e Indecentes.

No MUCURIPE, à beira-mar, está o ALFREDO-REI DAS PEIXADAS – Avenida Beira Mar, 4616 – 60165-121 – Tel.: (85) 3263-1188 e, em novo endereço, o PEIXADA DO MEIO, que mudou-se do Mucuripe para a Av Edilson Brasil Soares, 373 – Cidade dos Funcionários, Fortaleza – CE, 60821-773 – Telefone:(85) 3278-5997. 

São duas excelentes escolhas em ambiente sem sofisticação. Em ambos fomos atendidos com aquela simpatia peculiar do nordestino. 

P1000097-11 (800x600)
Recomendável. Atendimento simpático, pratos fartos e saborosos.

P1000105-12 (800x600)

Chamar esta entrada de “casquinha” é deboche. E ainda por cima, acompanhada de uma farofinha de dendê…P1000106-13 (800x385)

E esta moqueca de frutos do mar cozida na telha? Acompanhamento: arroz branco, farofa de dendê e pirão. Depois, a sobremesa bem ali pertinho, no 50 Sabores, e uma volta na praia. Interessante ressaltar que diante de tantas opções de sabores, acabaram criando um sorvete chamado “Qualquer Coisa” para os apressados ou indecisos. Adorei a idéia.

7 – PASSEIOS: BEACH PARK, MORRO BRANCO e CANOA QUEBRADA.

Foi por intermédio de indicação que conhecemos a COIOTE BUGGY-TOUR (https://www.linkedin.com/in/coiote-buggy-bb8ba629/) que nos levou até Canoa Quebrada, a 160 km de Fortaleza.

O passeio é de dia inteiro e inclui uma parada em Morro Branco – distante 85 km da capital -, e a alimentação não está incluída no preço.

Em nosso breve passeio entre as falésias contamos com um guia. Um senhor que acabou por nos chamar atenção devido um pormenor em seu comportamento: em suas observações a respeito da preservação ambiental, ele abordou, dentre outras coisas, a proibição do lançamento de lixo nas falésias e os “beliscões” nos paredões de barro, levados como souvenir. Até aí tudo bem, não fosse ele mesmo o autor de alguns belisquetes para nos mostrar “como é que não se faz“. Acredite se quiser.

Tivemos a sorte de pegar a maré baixa na ida e fomos pela beira da praia até Canoa Quebrada. Na volta para Fortaleza encaramos a CE – 040. Para quem quiser saber mais a respeito do lugar, clique aqui.

27M (800x600)
Morro Branco, CE.

45M (1024x768)

Falésias multicoloridas emolduram a praia de Morro Branco.32M (800x600)Falésias de Morro Branco

Nosso guia e motorista foi Hermes, um rapaz muito simpático e educado que demonstrou conhecer em pormenores os lugares por onde passamos. Bom profissional.
Mas foi em nosso destino final – Canoa Quebrada – que fincamos bandeira em uma barraca chamada CHEGA MAIS, de infraestrutura apreciável, contando até mesmo com uma boutique especializada em artigos praianos, evidentemente.
Dos petiscos da barraca louve-se o camarão servido na chapa – espetacular.
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Canoa Quebrada tem sereia na beira da praia…54M (800x600)

… mas também tem baiacu!… (meu irmão e meu fiel escudeiro companheirão de viagens)51M (1024x657)

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Falésias em Canoa Quebrada.60M (800x595)

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O bar ambulante não poderia ser mais original. Coisas de Nordeste.

DEIXANDO A CAPITAL PARA TRÁS: FORTALEZA – TRAIRI – JERICOACOARA
Pode-se chegar a Jericoacoara de algumas maneiras:

A – PELA ESTRADA:
A 1 – Saindo diretamente de Fortaleza, comece trafegando em direção a Cumbuco; pegue a BR 222 até Umirim, passando por São Luiz do Curu. O percurso é de 96 km. Neste ponto, siga em direção a Itapipoca e Amontada pela CE 354 (107 km); vire à direita na CE 178 (85 km) e siga até Jericoacoara.

Esta informação escrevi faz apenas cinco anos. Agora, basta fazer o seguinte: programe um bom GPS e siga em frente.
Como o trajeto reserva algumas surpresas, convém alugar um veículo 4×4; trafegar até Jeri em carro de passeio é arriscado. A estrada não oferece boas condições de navegabilidade a veículos tradicionais e aventurar-se “por mares nunca dantes navegados” pode sair mais caro do que alugar um 4×4.
O site http://www.guia4rodas. com.br mostra o mapa da estrada e situa bem o viajante; e o http://www.portaljericoacoara.com.br oferece uma visão geral do que o turista irá encontrar na cidade.
Contratar uma empresa especializada em passeios off-road – que pega o passageiro em Fortaleza, onde ele estiver, é mais garantido, mais confortável e mais rápido, devido ao fato de os motoristas conhecerem as estradas em seus mínimos detalhes. Próximo à Jeri, por exemplo, será inevitável trafegar pela areia, pois Jericoacoara está dentro do Parque Nacional. Não tem jeito.

A 2- CHEGANDO A JERICOACOARA EM ÔNIBUS…
A empresa REDENÇÃO há muitos anos faz a linha Fortaleza-Jijoca. Para oferecer mais conforto aos passageiros, a empresa adquiriu dois ônibus especiais para suportar as dificuldades do trecho Jijoca-Jericoacoara. São 24 km trafegando por dunas. O trajeto é Fortaleza-Jijoca-Preá. Nessas localidades o passageiro conta com uma jardineira a sua espera para completar o percurso. Há dois tipos de viagem: a VIP – direto ao fim da linha e a do ônibus “Parador” que demora uma barrr-ba-ri-da-de, tchê!

Os bilhetes variam de preço; uma consulta à empresa é recomendada, pois trata-se de valores aproximados. Diariamente, há três horários de saída tanto de Fortaleza quanto de Jeri. Telefones: (85) 3256-2728 e (85) 3256-1973. Site: http://www.redencaoonline.com.br.

B- … e EM HELICÓPTERO!
Agora, chique mesmo é chegar a Jericoacoara de helicóptero; é o caminho mais rápido – 50 minutos – e o mais caro também. A empresa Helicentro Dragão do Ar – Serviços de Taxi Aéreo (Avenida Manoel Mavignier, 5206 – Lagoa Redonda, Fortaleza – CE, 60832-401 – Tel (85) 3476-2309) faz o percurso. Quem faz o horário é o passageiro (4-6), lembrando que não há decolagem após 16.00h. Um voo de apenas um dia também é possível a título de passeio. A decolagem poderá ser do heliporto de alguns dos hotéis onde o passageiro estiver hospedado ou do aeroporto.
https://www.facebook.com/helicentrodragaodoarfortaleza/

C – PELA BEIRA DA PRAIA e CHEGAR NO DIA SEGUINTE.
Nas duas vezes em que fiz esse percurso a escolha foi trafegar pela beira da praia. Neste caso, o motorista acompanha o movimento das marés a fim de que possa navegar com tranquilidade pela areia. Não arriscar é fundamental. Prejudicar o veículo pelo sal da água do mar ou ficar atolado, não convém nem para quem dirige e nem para o passageiro. Todo profissional que trabalha com turismo na orla acompanha a tábua das marés; pois é baseado nesse vai-e-vem do mar que o horário das saídas dos veículos off-road é definido.
Nessas duas vezes utilizamos os serviços turísticos do jovem PAULO DE S. ROCHA – (88) 9969.7112 – profissional competente e respeitado de Jijoca. Responsável, educado, receptivo e simpático; possui o perfil que, em minha opinião, todos que trabalham com turismo deveriam ter.
Natural e habitante de Jijoca de Jericoacoara, Paulo conhece a ROTA DAS EMOÇÕES como a palma de sua mão.
Álém de trabalhar por sua conta também viaja por uma empresa turística bem conceituada de Jeri. E é à bordo de uma confortável caminhonete Hilux 4×4 com ar condicionado de sua propriedade que viajamos pelos três Estados da Rota: Ceará, Piauí e Maranhão, onde nos separamos em uma localidade chamada Caburé, situada na foz do Rio Preguiças.
A saída de Fortaleza é em direção a Cumbuco, onde há uma parada na Lagoa Parnamirim. Do alto das dunas descortina-se bela paisagem além das opções de se tomar um refrescante banho na lagoa, praticar skibunda e ainda tomar água de côco.

Em Cumbuco, Paulo abastece o “possante”, troca o asfalto pela areia da praia e vai até Trairi, distante de Fortaleza em 128 km. O trajeto é indescritível!
Esse município possui três praias atraentes, principalmente para a prática do kitesurf: Guajiru, Flexeiras e Mundaú. De várias partes do mundo chegam os apaixonados por esse esporte. Ocupam o litoral cearense em busca de fortes ventos e isso não falta na costa do Ceará.

ONDE PERNOITAR:
A) – EM GUAJIRU destaca-se a REDE BEACH RESORT & SPA, na beira da praia; dista do Centro de Trairi em 18 km e em 205 km de Jericoacoara.
A pousada é atraente: possui 24 apartamentos com ar refrigerado, quadra de tênis, piscina e estacionamento; é charmosa, em estilo rústico “muito bem cuidado” – o rústico mal cuidado aparenta relaxamento. Os quartos tem móveis em madeira e paredes de tijolos à vista; as camas possuem dossel, detalhe que lhes confere um ar romântico e chique ao quarto e ainda protege o hóspede dos mosquitos. O atendimento é cortês. O cardápio do restaurante oferece excelentes escolhas. Há internet à disposição dos hóspedes. A pousada aceita cartão de crédito das bandeiras D,M e V, o que torna pousada bem mais prática.
ATENÇÃO: as reservas têm que ser efetuadas com muita antecedência porque a pousada é muito procurada. (www.rede-resort.com.br e telefone: (85) 3351.3114). 

B – Um pouco mais à frente está a POUSADA das MARÉS, também em frente à praia, mas com um porém: a pousada fica em plano bem mais alto que a praia e, apesar do caminho facilitado, é cansativo.
Estrada da Barra do Estrela, em Mundaú. Tel: (85) 3351-9092http://www.pousadadasmares.com.br.

São 24 apartamentos. Um dos inconvenientes – há outros postados neste site – deve-se à total falta de praticidade no que concerne à mudança de temperatura dos aparelhos de ar condicionado dos quartos, controlada por um funcionário da pousada. Ligar, desligar ou alterar o funcionamento do aparelho exige a presença de “terceiros” em seu quarto, acabando com sua privacidade. Além do mais, dependência totalmente desnecessária. NÃO RECOMENDO A POUSADA por esse e outros inconvenientes.
A meu ver qualquer valor de hospedagem é caro (até mesmo o menor valor), pelo que a pousada oferece. O horário do jantar, por exemplo, terminava às 21.00 h em outubro de 2009. Um absurdo! As opções no cardápio eram pouquíssimas. Pareceu-me ser sobra do almoço preparado para as dezenas de pessoas que saltam dos ônibus de turismo que estacionam em frente à pousada com a finalidade de passar o dia na praia.

Para a cobrança desse programa, construíram guichês (com grades e tudo o mais) nas dependências da pousada, semelhantes aos de estádios de futebol. Imaginem isso! É mais uma opção “fotogênica” que ao vivo e em cores deixa a desejar, principalmente no tocante a esses pormenores. Aceitam cartões de crédito D, M e V.

C) – Outra pousada não recomendável (a meu ver) é a VIRA SOL, em Flecheiras, igualmente na beira da praia. Pousada cascão!
(www.pousadavirasol.com.br) e Tel.: (85) 3351-3012.
A pousada também é fotogênica e “ficou bem na foto” do site. Entretanto, ao se ter um pouco mais de contato, vê-se que não é nada daquilo. Faz o estilo “rústico relaxado e sujo”. Uma pequena reforma, manutenção e limpeza bastariam para transformá-la em uma pousada apreciável.
No banheiro do apartamento que ocupei com minha sobrinha não havia toalha de rosto. Todas as vezes que uma de nós tomava banho de chuveiro o banheiro alagava completamente. O papel sanitário estava acabando e não havia substituto disponível. Ao descer para providenciá-lo, passei por dois banheiros situados no térreo e próximos ao local onde o café da manhã é servido; entrei e constatei a impossibilidade de serem utilizados devido ao estado precário de limpeza. O café da manhã é servido em um largo corredor que serve de passagem para a praia, a piscina e um espaço com redes. Não há local apropriado para essa finalidade. Um horror!

D – POR OUTRO LADO…
Não é exatamente “por outro lado”, mas “do outro lado” da rua… há um hotel des-lum-bran-te atualmente chamado DAYÕ HOTEL, Ex ORIXÁS DAS ARTES, exatamente o oposto da Pousada Vira Sol.

Com muito engenho e arte o proprietário transformou o rústico em luxo, cercando o hotel com esculturas magníficas – que às vezes surgem em meio à mata nativa onde se situa -, quadros e livros; objetos de decoração de gosto requintado estão por toda parte.
Comenta-se na vizinhança que as peças de madeira destinadas às esculturas eram imensas: chegaram em caminhões e foram esculpidas no próprio local em que estão expostas. Essa medida evitou qualquer dano no transporte das esculturas caso estivessem  prontas.

O projeto paisagístico é outro deslumbramento: um oásis saído de algum cenário de filme americano. Ou teria saído de uma história das Mil e Uma Noites? Não importa. É lindo e está ali ao vivo e em cores para quem quiser se deslumbrar. A pousada/hotel está aberta à visitação.
São 20 suítes cujos preços de diária variavam entre R$680,00 e R$1.950,00 reais na época, batizadas com nomes de Orixás. A decoração dos quartos remete o hóspede a Bali; ou à Índia? Ou talvez…. à Tailândia? Também não importa. São magníficas e quem pernoita no ex ORIXÁS DAS ARTES nem precisa sonhar; cada aposento do hotel propicia ao hóspede a faculdade de sonhar acordado.
O hotel oferece passeios e excursões pelas cercanias e suporte (instrutor e equipamentos) para quem pratica Windsurf ou Kitesurf.
O restaurante acompanha a decoração do hotel e fica em frente à praia.
Para viver esse sonho o endereço é Avenida Beira Mar, 574, Flecheiras, CEP 62690-000, Brasil, Trairi.

JERICOACOARA CADA VEZ MAIS PRÓXIMA

Dia seguinte saímos novamente às 8.30 h em direção à Jeri passando por outra praia muito procurada do município de Trairi: Mundaú.
Essa localidade também possui algumas atrações além da prática de wind e kitesurf, os mais procurados. Há trilhas leves, moderadas e radicais que poderão ser efetuadas a pé, de bicicleta ou a cavalo; sandboard, passeio de catamarã pelo rio Mundaú e de buggy pelas dunas também são opções.
Pela CE 085 a viagem dura cerca de 2 horas de Fortaleza até Mundaú.
Não tenho indicações de hotel e restaurantes, pois até o momento não tive oportunidade de pernoitar na localidade. Uma consulta ao site http://www.mundau.com.br e ao http://www.hotelinsite.com.br ajudam bastante para quem tiver intensões de se estender um pouco mais nessa paisagem.
Após Mundaú, as praias mais conhecidas são: Baleia, Almofala e Preá.

PREÁ
fica no município de Cruz, distante de Jericoacoara curtos 13 km.
Os ventos são fortes e, por isso mesmo é uma das praias mais procuradas no Nordeste por quem pratica esportes dependentes do vento.
É conhecida internacionalmente pelos amantes de kitesurf, que a frequentam durante todo o ano.
Preá já possui pousadas confortáveis com boa infraestrutura; para quem chega com o objetivo de praticar o referido esporte, o ideal é hospedar-se em uma pousada que tenha um instrutor e/ou alugue equipamentos. Entre julho e janeiro a praia fica totalmente invadida por velejadores.
Há um restaurante rústico cujo piso era a própria areia da praia – essa casa era tudo de bom; culinária simples, mas sem concorrentes: o AZUL DO MAR era parada obrigatória.
Digo era porque sofreu uma grande reforma e agora conta com dois andares – ampliou seus domínios. Será que aquele peixe delicioso continua o mesmo?

 🤔  Hum…, sei não.

JERICOACOARA
O período mais sereno para curtir o vilarejo é entre o fim do Carnaval e o início de julho. Março e abril são meses chuvosos. Ainda bem, pois enchem algumas lagoas que ficam totalmente secas no segundo semestre. O fundo da DUNA DO FUNIL (próxima a Tatajuba) por exemplo, transforma-se em pasto. Só mesmo vendo para acreditar.
Se você estiver viajando em carro de passeio, convém deixá-lo estacionado em Jijoca. Tanto de Preá quanto de Jijoca, chegar à Jericoacoara em veículo de passeio é um grande risco. Apenas os veículos com tração nas quatro rodas (4×4) têm condições de navegabilidade por esses atoleiros. Além do mais, Jeri dispensa automóveis de passeio. Tudo é muito próximo no vilarejo: anda-se a pé (sandálias de borracha são as ideais), de buggy – o mais comum – ou jardineira. O luxo fica para quem alugar um 4×4.

DIVERTIMENTOS
Não faltam em Jeri.

1 – A DUNA DO POR DO SOL
Constitui um ritual para quem ainda não conhece Jericoacoara. Além de cartão postal, é o camarote de onde os calouros e alguns catedráticos em Jeri assistem ao por do Sol. A subida é cansativa; e para facilitar essa escalada há cavalos que poderão ser alugados e tornar esse encontro com a duna bem mais fácil.

2 – LAGOA DA TORTA ou TATAJUBA
Essa lagoa fica no município de Camocim a 87 km de Jericoacoara, de acordo com números do Guia 4 Rodas.
Cumpre-me lembrar mais uma vez de que carros de passeio não circulam por esses lugares. Bugues e outros veículos mais possantes (4×4) são os apropriados para cobrir esses percursos.
Em Jericoacoara utilizei os serviços do Airton Albuquerque que não poupou esforços em nos mostrar o que Jeri e arredores têm de mais bonito. Ano passado (out/2009) contratamos um bugueiro de nome Didi. Muito educado, simpático, mas quando lhe perguntamos a respeito da Lagoa Azul, afirmou que devido às chuvas fortes do período, as Lagoas Azul e Paraíso haviam se transformado em uma só lagoa… e ainda por cima levou-nos para um ponto da Lagoa Paraíso que não podia ser mais sem graça.
Airton, não; fez questão de nos levar até a Lagoa Azul – belíssima – e ainda nos levou a um ponto paradisíaco da Lagoa do Paraíso onde almoçamos um peixe grelhado excelente. Seu telefone é (88) 9947.7716 e (88 )8851.3984). Airton também é conhecido pelo apelido de Picolys, batizado assim por italianos devido a sua baixa estatura.
A Lagoa da Torta é de águas limpas, cristalinas, em tom esverdeado. Há restaurantes em seu redor que servem o almoço em mesas colocadas dentro d’água se assim o freguês desejar. Há redes esticadas também dentro d’água, o que torna mais aprazível ainda tomar aquela cervejinha gelada. É curtir a paisagem e agradecer a Deus por esse momento lindo. Antes da chegada à lagoa, há uma parada na barraca de D. Delmira em Nova Tatajuba para quem quiser se refrescar tomando uma água de côco gelada. D. Delmira tem muitas história para contar, principalmente a que diz respeito ao soterramento da antiga comunidade pelas dunas e o nascimento da Nova Tatajuba. Além dessa história há outras que conta a respeito de uma aparição na época em que as casas estavam sendo tragadas pela areia.
Outra parada é na Duna do Funil, nas proximidades da Lagoa. Trata-se de uma duna com formato desse objeto cuja profundidade é espantosa.
O passeio à Lagoa da Tatajuba pode durar um dia inteiro, pois os bugueiros ficam à disposição de quem os contrata.

3 – LAGOA AZUL, do CORAÇÃO e PARAÍSO.
O passeio à Lagoa Azul inclui uma travessia de jangada até um banco de areia, onde há um bar/restaurante à disposição. A cor de suas águas impressiona pela cor; tem-se a impressão de que foi tingida por anil. Linda! Dali, a direção é a Lagoa do Paraíso. Ailton, com sua boa vontade é que nos levou até a Lagoa do Coração, cujas águas são de um tom de verde também belíssimo. Essa variação de tonalidades das águas das lagoas é muito interessante pelo fato de estarem próximas e com características tão díspares.

4 – PASSEIO PARA CONHECER CAVALO MARINHO e CARANGUEJO VERMELHO – FURADA!
Não caiam nessa porque é uma “tremenda canoa furada” como dizem popularmente. No caminho para a Lagoa da Torta, os bugueiros fazem uma parada em um braço de rio onde o turista é convidado a embarcar em uma canoa para conhecer os ditos animais. Os cavalos-marinhos são pescados nas margens e colocados em garrafas pet cortadas. Esses pedaços de garrafa então são passados de mão em mão a fim de que os cavalos marinhos sejam apreciados e, logo depois, devolvidos a seu habitat. Quanto aos caranguejos, por serem mais abundantes, são vistos da própria canoa sem que sejam molestados pelos remadores. A curiosidade custa R$10,00 por pessoa. Não recomendo.

5 – PEDRA FURADA. Esta, NÃO é FURADA! Isto é: a pedra, sim.
Acompanhe o movimento da maré e, na vazante, faça uma bela caminhada pela beira da Praia da Malhada até a Pedra Furada.
A caminhada é de aproximadamente dois quilômetros e, em pouquíssimos trechos será inevitável passar por cima de pedras. Entretanto, nada que dificulte o prazer da caminhada, que vale muito à pena. Na volta, faça o caminho por cima do morro. Na maré baixa, o mar deixa piscinas naturais ao longo de toda a praia. Algumas têm boa profundidade e suportam até três pessoas em seu interior, tal sua dimensão. É um passeio muito bonito e aprazível além de ajudar a manter a forma pelo exercício que se faz. Na chegada à Pedra Furada há pessoas vendendo água de côco gelada. Portanto, não se esqueça de levar algum trocado.

RESTAURANTES em JERICOACOARA

1 – O CARCARÁFica na rua do Forró, 530 (88) – Telefone(88) 99773-0513.
Funciona de 2ª a sáb de 12h às 23h; dom. de 16h às 23h. O cardápio é variado e a comida é bem saborosa. Ambiente aconchegante.

2 – NA CASA DELA– Localizado na rua Principal, 20, bem no Centrinho de Jeri. (88) (88) 99717-8649.
Funciona de 2ª a sábado de 18.30h às 0h. Fecha nos meses de maio e junho. Culinária simples e saborosa. O chão é de areia, combinando com as ruas de Jeri. Tudo bem simples e de muito bom gosto. O artesanato está em toda parte: desde a capa do cardápio até a forma como são servidos os brigadeiros, em embalagens de ovo; aquelas mesmas, de papelão, feitas com material reciclado. O restaurante possui uma loja de artesanatos.

3 – O TAMARINDO – Ao lado do ex Hotel Mosquito Blue – atual My Blue Hotel, na rua Ismael, s/n, fica esse restaurante inaugurado recentemente. Sua culinária é mais requintada, os pratos são bem elaborados. O ambiente é aconchegante e decorado com originalidade. A mistura do rústico com detalhes modernos conferem um toque diferenciado ao lugar. O atendimento não poderia ser melhor: as jovens são super simpáticas e estão constantemente recebendo a clientela com um largo sorriso. Há uma parte ao ar livre com longas mesas de madeira em formato de ondas e outra coberta, igualmente charmosa.

4 – O LEONARDO DA VINCI – Está sempre lotado, mas vale à pena esperar para saborear o risoto de lagosta, por exemplo, um presente dos deuses. Para quem estiver com saudade da carne vermelha, pode pedir que o restaurante também capricha: é bem gostosa. Fica na rua Principal, 40, bem pertinho do Na Casa Dela. Tel: 88 – 3669.2222  e (88) 99911-8080. Fecha de abril a junho. Horário de funcionamento: De 18.00 h à 0 h.
O restaurante é recomendado pela revista Quatro Rodas; faz sucesso em Jericoacoara por sua culinária contemporânea, preços convidativos e pratos bem servidos.
O chef se dá ao luxo de usar ingredientes importados da Itália; a carta de vinhos – incluindo champagne – é variada e apresenta rótulos conhecidos por sua qualidade.

PARTINDO PARA O DELTA DO PARNAÍBA

A saída de Jericoacoara para o Delta é em direção a Camocim, município onde se encontra a Lagoa Tatajuba; mais uma vez fizemos uma corrida em 4×4 pela beira do mar, só que dessa vez como despedida de Jeri.
De Camocim até o Parnaíba são 125 km que fizemos pela estrada CE 202 até Barroquinha; nessa localidade trafegamos pela BR 402 até nosso destino.
Parnaíba é uma bonita cidade que não tivemos tempo de explorar devido à nossa pressa em chegar a Barreirinhas.
Pegamos um barco no Porto dos Tatus que nos custou R$200,00 para 4 passageiros e lá fomos nós Parnaíba abaixo com nosso guia de nome Estácio, um jovem profundamente conhecedor daquelas águas que, por sinal, estavam um pouco agitadas naquele dia.
Para almoço paramos na Ilha das Canárias na CASA DE CABOCLO (pousada e restaurante) e comemos o peixe mais delicioso de nossas vidas. Após aguardarmos alguns minutos, chegou o pescador com dois amarrados de peixes que, rapidamente limpos, já estavam fritinhos em nossos pratos. Melhor que isso, impossível.
Passeamos um pouco mais pelo rio e retornamos ao centro de Parnaíba onde nos hospedamos na Pousada dos Ventos, no bairro de Fátima.
Essa pousada fica na Av. São Sebastião, 2586 (Tels: (86) 3323.2555 e 2556. Site: http://www.pousadadosventos.com.br.), em uma chácara com piscina. O café da manhã e o serviço de restaurante são fartos e variados.

NÃO CAIA NESSA!

Nosso erro foi ter optado pelas acomodações mais simples, levando em conta o fato de que dormiríamos apenas uma noite.

Os quartos são muito pequenos, desconfortáveis, mal conservados e os banheiros menores ainda.

Para se ter uma idéia, todas as vezes que chuveiro era aberto, molhava o minúsculo espaço e a água vazava para o quarto. O vaso sanitário fica, praticamente, embaixo do chuveiro. O ar condicionado funcionou precariamente e era muito barulhento. Para completar o cenário, essas literais INCOMODAÇÕES (e não “acomodações), ficam acima de uma lavanderia de onde sai, permanentemente, um bafo quente em um corredor externo que serve de entrada para os quartos.

Não bisbilhotei as acomodações dos edifícios mais próximos à recepção, mas… pelo que enfrentamos naqueles cubículos, qualquer coisa melhorzinha já está de bom tamanho.

O preço cobrado por esse desconforto foi absurdo em 2011 : R$95,00 o quarto duplo e R$70,00 o individual! NÃO RECOMENDO esse tipo de apartamento nem para guardar a mala.

BARREIRINHAS À VISTA

Dia seguinte continuamos nossa jornada até Barreirinhas passando por Caburé, onde nos encontramos com amigas que saíram daquela cidade e desceram o rio Preguiças para nos buscar na Pousada Porto Buriti (www,pousadaportoburiti.com.br) – Tel: (98) 9984.0028), muitíssimo bem localizada na foz do rio com a Praia de Caburé.
Nessa localidade havia dois restaurantes; tivemos indicações para almoçarmos no da pousada, mas acabamos optando pelo outro por estar mais animado: um violonista tocando boas músicas, coisa e tal … mas… ,deixou a desejar em tudo, inclusive em atendimento.

Mais tarde subimos o rio e paramos em uma localidade chamada Mandacaru, cuja atração principal trata-se de um farol situado em Reserva da Marinha.
Não tivemos coragem para subir mais de 160 degraus, apesar de estarmos informados de que a vista lá de cima é um prêmio pelo cansaço da subida.
Fora isso, algumas casas vendendo artesanato em palha compõem o cenário; uma sorveteria na entrada da Reserva – e diga-se de passagem, muito bem situada – substitui um oásis até mesmo para quem não escalou o farol.
Voltamos ao barco e prosseguimos a navegação até uma barraca situada na beira do rio em local chamado Vassouras, onde vendem cerveja, refrigerantes, água de côco, etc. Essa parada não vale nem a água de côco fresquinha.
A principal atração local são uns macacos que os proprietários da barraca cansam de chamar (cada um tem um nome), mas os animais, avessos à  obediência, não dão as caras.
Na próxima vez, VASSOURAS será, literalmente, varrida do meu roteiro.

BARREIRINHAS

Nosso transfer em lancha de Caburé a Barreirinhas ficou a cargo da SÃO PAULO TURISMOhttp://www.turismospt.com.br – na rua Antonio Dias, nº 3, no Centro da cidade. Tels: (98) 3349.0079; (98) 9112.0021 e (98)9149.4666 + (98) 8837.2530, números da Sra. Maria José.
Agora, final do ano de 2017, procurei pela empresa e não a encontrei.

A sra. Cássia e sua mãe Maria José estão à frente da São Paulo Ecoturismo; a empresa faz OS CIRCUITOSLagoa Azul (incluindo outras lagoas no passeio), Lagoa Bonita (também inclui outras lagoas nesse circuito), Praia de Caburé, Flutuação no Rio Cardosa (IM-PER-DÍ-VEL), Atins, Santo Amaro, City Tour em São Luiz, Rota Das Emoções (Lençóis-Delta e Jeri), além de roteiros personalizados.
Os passeios que fizemos pelas dunas (dois dias) e a flutuação no rio Cardosa ficaram por sua conta.

MAS, COMO O QUE NÃO FALTA em BARREIRINHAS é AGÊNCIA de TURISMO…

Agora, a maior das aventuras ficou a cargo da TROPICAL ADVENTURE, em quadriciclo. IM-PER-DÍ-VEL!!!

Av. 31 de Março, 15, Posto Leal, sala 1, Centro
Barreirinhas-Ma – Brasil Cep: 65590-000
Telefone: *55 98 3349-1987
OI: *55 98 98705-0311
VIVO: *55 98 99194-4325 / 991399749
TIM: *55 98 98122-1010 / 98203-7575 / 98162-1211

O PERCURSO era! de Barreirinhas até Atins pelas dunas e durava quatro horas (ida e volta sem contar a parada para almoço) só em viagem na mais emocionante aventura. Um balé cuja coreografia é definida pelas dunas, uma emoção sem precedentes em um oásis quase infinito de água e areia até onde a vista pode alcançar.
Ao sermos apresentados a nossos guias – um em especial de aparência muito frágil e de apenas 14 anos – sentimo-nos inseguros. Sabíamos que a viagem era longa e desconhecíamos o cenário magnífico que nos esperava. Quase desistimos!
Aquele velho erro de julgar pelas aparências foi uma lição para todos nós: além de os meninos nos ofereceram muita segurança, ofereceram um espetáculo de habilidade em seus quadriciclos e em conhecimento de navegação inigualáveis.
Imaginem uma viagem de quatro horas pelas dunas, sem nenhum aparelho que pudesse orientá-los!!! Nenhum GPS, nenhum mapa e nenhuma bússola foram usados. Que dirá celular!!! Fomos guiados pela experiência desses jovens corajosos (Mailon, Leonardo, Nonato – o guia mestre – e Levy, o guia de 14 anos) a quem registro aqui nosso agradecimento pelo profissionalismo e por terem nos guiado em um dos momentos mais bonitos e emocionantes de nossas vidas.  Quem nos convenceu de que essa aventura seria IMPERDÍVEL! foi Sr. Alfonso, proprietário da Tropical. A ele também fica nosso agradecimento e nosso reconhecimento pelo conselho.

Um lembrete: LAGOA BONITA. A subida da duna para se chegar à Lagoa Bonita é tão íngreme e cansativa que há uma corda para auxiliar na escalada. Todo cuidado é pouco para quem tem problema de saúde e não pode fazer esforço. Subi lentamente fazendo muitas paradas e, mesmo assim, cheguei ao topo com o coração batendo fortemente, quase saindo pela boca.

A compensação é a paisagem que se vislumbra na chegada. Coisa de louco! Lá em cima, a caminhada não é tão pesada quanto a do Circuito da Lagoa da Preguiça, da Esmeralda e outras. Passa-se de uma lagoa a outra com facilidade.

Há de se ficar atento! Não se tratam de passeios que qualquer pessoa possa fazer dado o grau de dificuldade nas subidas das dunas e nas caminhadas à beira das lagoas. E isso, nenhuma empresa de turismo previne.

O QUE FAZER À NOITE?

À noite todos se reúnem no cais da cidade, onde tudo acontece. O local é maravilhoso, de excelente astral, ponto de encontro da alegria, dos risos, de reunião dos grupos que contam as novidades vividas em cada dia, das paqueras, das trocas de emails, telefones e endereços.

O cais de Barreirinhas é uma festa todas as noites; o point é no Barlavento, o melhor restaurante da cidade. A pizza, assada em forno à lenha, é deliciosa.
A cidade conta com muitas pousadas pois o número de turistas aumenta a cada ano; algumas são de categoria superior surpreendentemente belas.
Com referência à algumas pousadas estabelecidas na beira do Rio Preguiças há um inconveniente a que seus hóspedes não podem fugir: o “ultimo barco” parte de um local bem distante do cais, em torno de 22.30 h; ou seja, no melhor da festa o hóspede tem que retornar à pousada. Um exemplo desse esquema é a Pousada Sossego do Cantinho.
Hospedar-se na cidade é bem melhor porque volta-se para a pousada na hora em que bem se entender. A POUSADA D’AREIA é excelente! Por ficar em frente a uma duna no Centro de Barreirinhas recebeu esse nome. Basta atravessá-la para encontrar uma praia do outro lado. Simples e maravilhoso assim.

Os quartos são amplos, os colchões bem confortáveis. Serve um café da manhã muito bom em companhia do proprietário, Sr. Luiz, que faz questão de trazer todos os dias umas torradas quentinhas para o café. Ele e sua mulher, Sra. Catarina, estão à frente da pousada. Em agosto de 2010 Sr. Luiz inaugurou um prédio ao lado do existente e ampliou sua pousada.
Após quatro noites de permanência na cidade rumamos para SÃO LUIZ.
Barreirinhas ficou para trás e deixou muita saudade. Foi a cidade que completou a ROTA DAS EMOÇÕES, levando em conta que a iniciamos em JERICOACOARA.

PARTIDA PARA SÃO LUIZ:
Fomos de taxi para São Luiz por intermédio do sr. Jorge Arruda (tels: (98)3269.4008 e (98)9969.4544). O serviço deixou a desejar pelos seguintes fatos: éramos 6 pessoas com malas e algumas bolsas. O carro, um Fiat modelo Doblô, não foi suficiente para nos transportar confortavelmente e o melhor jeito foi amarrar as malas no bagageiro em cima do carro.

O motorista apesar de educado e simpático deixou nossas malas sem a menor proteção, à mercê da poeira barrenta e do Sol. Só amarrou uma lona por cima de nossas bagagens porque pedimos; do contrário, nossas malas chegariam a São Luiz em petição de miséria -alguns trechos da estrada na saída de Barreirinhas para São Luiz têm muita poeira.

Além de dirigir mal e fazer manobras de ultrapassagens perigosas (uma das barbeiragens que fez nem percebeu), ainda havia dois telefones celulares que não paravam de tocar e ele não deixava de atender. Um perigo só. Ao chegarmos a S. Luiz telefonei para o Sr. Jorge Arruda, reclamando de seu mal comportamento ao volante. Portanto, serviço NÃO RECOMENDÁVEL!

SÃO LUIZ – 
Nesta cidade hospedamo-nos no Premier, um hotel que funciona nos mesmos moldes que o Íbis; inclusive no tocante ao esquema de café da manhã. O hotel não dispõe de mapa da cidade, tampouco a agência de turismo agregada ao Premier. A Internet está à disposição; mas, impressora? Nem pensar!
No hotel do outro lado da rua, categoria superior, também não havia mapas, nem a possibilidade de impressão de documentos.

Para imprimir nossos bilhetes aéreos tive que pegar um taxi, ir ao Centro – distante aproximadamente em 10 km do hotel Premier -, e procurar uma lan-house; encontrá-la, não foi tão fácil como imaginava. Diante do exposto, mais um alerta: leve seu mapa na bagagem se quiser encontrar mais facilmente os pontos turísticos que sejam de seu interesse. Senão … terá que perguntar muuiiiito.
O Centro Histórico é sempre recomendável apesar do péssimo estado de conservação. Uma lástima os governantes maranhenses deixarem ruir parte da História de nosso País. É nossa cultura perdendo para o descaso, para a falta de respeito à sua Memória. Prédios lindos em ruínas, “em adiantado estado de decomposição”, literalmente “tombados” pelo Patrimônio Histórico e Cultural.

A capital é exatamente o oposto de ALCÂNTARA, situada do outro lado da Baía de S. Marcos.
O lugar é um encanto: preservado, limpo, pacato, uma graça!. Há restaurantes que servem comida boa a serem considerados. No desembarque, meninos cercam os visitantes e oferecem o que o “seu restaurante” tem de melhor.

Muito bem estudado e sem perder uma letra, o cardápio flui com muita rapidez nos discursos sem atropelos desses pequenos. Toda atenção é pouca para não acabar comendo gato (e olhe que são muitos nos restaurantes de Alcântara) por lebre em algum lugar.
Contrate um guia – certamente haverá muitos deles aguardando as embarcações – e conheça a História do lugar. Vale à pena.

Outro aviso: não se comprometa com nenhum guia no cais de São Luiz. Espere para chegar a Alcântara para não correr o risco de cair em alguma esparrela com essa história. Chegamos a acreditar em um mentiroso que atravessou conosco no catamarã, mas, logo após nosso desembarque em Alcântara, descobrimos que tratava-se de um farsante. Não sabia nada, nem guia turístico era.

A viagem em catamarã é demorada, barulhenta e muitos enjoam. Consultar os horários de saída das embarcações maiores é fundamental. Esses horários variam muito devido ao movimento das marés que, ao baixarem, deixam o fundo da Baía à mostra e aí o embarque/desembarque é transferido para outro lugar.

Na Praia da Ponta d’Areia há outro cais. Vale também consultar os horários de saída de Alcântara. No dia em que a visitamos, saímos do Cais da Praia Grande ás 9.30 h da manhã e tivemos que retornar em uma embarcação da Aeronáutica às 14.00 h. Não houve tempo para conhecermos os pontos históricos e  nem para almoçarmos tranquilamente. Tudo ficou muito corrido. Por isso, acertar esses horários é de suma importância.
Os locais são os seguintes: Terminal Hidroviário da Praia Grande. Tel: (98) 3232.0692 – Rampa Campos Melo, s/n; no mesmo cais, há os serviços: DIAMANTINA e o BAHIA STAR que oferecem embarcações com ar refrigerado, serviço de bordo, TV e vista panorâmica, com dois horários de saída de São Luiz para Alcântara: um às 7.00 h e outro às 9.30. Para retornar à capital, também são dois horários: 8.30 h e 16.00 h. Demos uma bobeada, não consultamos essas opções e ficamos na saudade. Para os interessados é bom consultar o site http://www.turismo.ma.gov.br.
Ainda em São Luiz, uma visita à Catedral, à Fonte do Ribeirão, ao mercado Casa das Tulhas na rua da Estrela, à Prefeitura e ao Palácio do Governo, são interessantes.
(FIM)

Post editado em 28/03/2011 10:14:34 e
atualizado em 22/12/2017 18.41 h.

 

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