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FRANÇA . UZÈS . Jardim Medieval . Passeio Dispensável.


IMAGEM DESTACADA : Entrada do Jardim Medieval.

Endereço: Impasse Port Royal – 30700 Uzès.
Tel.: 04.66.22.38.21 / 09.52.68.38.22
Email: jardinmedievaluzes@gmail.com

JARDIM MEDIEVAL

UM POUCO DE SUA HISTÓRIA
No século XI havia dois castelos em Uzès: o castelo Bermond e o castelo de Raymond, nomes dos “senhores” da cidade. O castelo Bermond se converteria em ducado mais tarde.

Em 1242 e 1280, os bispos – e mais tarde o Rey Carlos VIII, em 1493 -, adquiriram cada um, uma parte da propriedade de Raymond. Os três senhores de Uzès ficaram então assim definidos: o descendente dos Bermond, o Bispo e o Rei.  Desse modo, as três torres de Uzès acabaram por simbolizar os três poderes rivais até a revolução.

Os Bispos converteram imediatamente o castelo em tribunal e prisão.
O castelo do Rei foi destinado à residência. Luiz XIII o habitou de 10 a 14 de julho de 1629, durante o tempo da Paz de Alès, que se define como a submissão das cidades protestantes.
Foi utilizado como acantonamento (local fechado onde pessoas pernoitavam) para tropas que estivessem de passagem e também como prisão.
Durante a revolução, estes bens passaram para o domínio do Estado. Os dois castelos foram unidos uma vez mais em uma só propriedade, que serviram de prisão até o início do século XX.
Esquecidos por algum tempo, estes lugares carregados de história encontraram vida nova, graças à criação de um Jardim Medieval aberto ao público. O Jardim Medieval está instalado no pátio do castelo Raymond.

O JARDIM
Foi criado em 1995 com o mesmo perfil que inspirou a criação dos jardins particulares do final da Idade Média. Muitas ilustrações e manuscritos iluminados¹ foram  fontes de suma importância para o desenvolvimento deste pequeno jardim botânico.
Grande parte das plantas cultivadas no local acompanharam o ser humano desde suas origens até nossos dias.

Eram plantas que na Idade Média eram utilizadas como alimento, medicamento, e para diferentes usos da vida doméstica: roupa, corantes, adornos. Durante o passeio, o visitante encontrará documentação a respeito das numerosas variedades da flora selvagem regional, que antigamente ocuparam uma praça importante.

O objetivo deste jardim é permitir aos interessados  a descoberta, o reconhecimento, a informação, e talvez a ressurreição de vínculos possivelmente esquecidos com estas plantas. Inclui-se a intenção de contribuir para a preservação de algumas espécies.

Durante sua visita, você verá etiquetas de advertência a respeito das plantas tóxicas, assinaladas com um ponto vermelho. Por medida de segurança a administração solicita cuidados e respeito com as plantas e pede que não as “colham”.
A associação IN SITU administra e mantém o jardim, cuja finalidade é manter da melhor maneira possível este patrimônio tão valioso.

O jardim Medieval recebe durante toda a temporada alta, exposições permanentes e temporárias.

1- Livros escritos a mão, decorados com ouro,  prata ou cores brilhantes. As iluminuras podiam ser pequenas ilustrações, bordas, letras maiúsculas em início de parágrafo, e até mesmo divisões de texto.

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A caminho do Jardim Medieval.

P1050289 (756x1024)Parreira no Jardim Medieval.

P1050288 (1024x768)Perspectiva.

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Fábrica de ursos de pelúcia em Uzès.

P1090147 (1024x768)Jardim Medieval

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Jardim Medieval.

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CONTATO:

FRANÇA. OCCITÂNIA . UZÈS – Cultura, Compras e Boa Mesa.


Imagem Destacada: Redes Nordestinas! em feira francesa. Que luxo!

POPULAÇÃO
a comuna contava com aproximadamente 9.000 habitantes em 2010. Trata-se de outra cidade pequena com aparência de cidade grande devido ao destaque de suas construções.

O BRASIL NA PROVENCE
Encontrar redes nordestinas em Uzès foi uma grata surpresa. Não passam despercebidas tanto pelo colorido Continuar lendo FRANÇA. OCCITÂNIA . UZÈS – Cultura, Compras e Boa Mesa.

FRANÇA . PROVENCE . Carpentras – Queijos e Vinhos Para Você Saborear Sem Culpa.


Foto em Destaque: Campos de Girassóis entre Aix-en-Provence e Cavaillon.

Para quem ainda não sabe, nossos roteiros de 2013 e 2014 foram elaborados por Anaté Merger, jornalista brasileira residente em Aix-en-Provence há mais de dez anos.

Anaté, além de dedicar-se à carreira de escritora – alguns livros editados após firmar residência em Aix-en-Provence -, aliou seus conhecimentos jornalísticos à atividade que vem desempenhando com afinco e desembaraço na Provence: turismo especializado no Sul da França, que você poderá consultar clicando em http://www.naprovence.com.

Conheci o trabalho de Anaté por intermédio do blog  de outra brasileira radicada em Paris, o http://www.conexaoparis.com.br e desde 2011 venho perseguindo as novidades postadas diariamente por essas duas guerreiras de sucesso.

AIX-EN-PROVENCE
Saímos cedo de Aix porque tínhamos uma estrada um pouco longa pela frente, mas mesmo assim não deixamos de passar na feira – bem embaixo de nossas janelas – após o café da manhã.

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Sabores e aromas de Aix.

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Fizemos compras,  arrumamos tudo no apartamento e saímos em direção a…

CARPENTRAS 
(Feira na Cidade)

Em Carpentras, Isle-Sur-La-Sorgue, Uzès e Apt vimos as maiores feiras dentre todas as aldeias por onde andamos.
Já escrevi e repito: Anaté escolheu a dedo as cidades por onde poderíamos serpentear entre as centenas de barracas.
Esse tipo de comércio é atração turística na Provence por muitos motivos, e a prova disso é o número expressivo de turistas se esbarrando nos estreitos caminhos.
E para quem gosta do babado como nós, vai unir o útil ao agradável sem erro algum.
Bobagem pensar que você sairá desses imensos mercados a céu aberto de mãos abanando.

Prá isso a pessoa tem que ser firme! Ter muita personalidade, e eu não tenho nenhuma quando o assunto é comprar. Principalmente, inutilidades. Para forçar a barra me pergunto algumas vezes: – Você vai, realmente, aproveitar isso? Tem funcionaaado… Mas…, quem há de resistir a um patezinho preparado com as mais genuínas receitas provençais, ou a um pedaço de queijo daqueles bem fedorentos, mas deliciosos?

Nenhuma feira escapou de nossas investidas. Em todas encontramos alvos saborosos que saciaram nossa gula e curiosidade em experimentar os produtos da terra.
Algumas vezes me surpreendi fechando os olhos em frente à barracas de embutidos, farejando o ar como um cachorro vira-lata faminto. Não resisto, e confesso que sou fraca quando o assunto é comer.

A feira de Carpentras não é tão grande quanto a de Uzès – penso que seja a se maior de todas -, mas ocupa bastante espaço. Toma conta das ruas do centro da cidade e mais algumas do entorno. Todas as feiras, sem exagero, são maravilhosas. Ora é o perfume das flores que está no ar, ora é o dos condimentos…, e não posso me esquecer daquele cheirinho dos queijos e salames. Isso, sem contar as barracas que vendem azeitonas, champignons, alhos e outras delícias já devidamente temperadas. E dá-lhe aromas. Ai, Jesus! Gula é pecado.

Roupas, calçados, bijuterias, camisetas pintadas, especiarias, peixes, legumes, frutas, verduras, champignons, doces, sabonetes, saches, roupa de mesa, cama, banho, objetos para decoração, artesanatos variados e até redes do nordeste! vimos na feira de Carpentras. Enfim… dá prá fazer um belo estrago na carteira.

CARPENTRAS
tem perfil de cidade grande apesar de a estatística apontar 30.000 habitantes. Nem chega a isso; é um pouquinho menos.
Dista de Aix-en-Provence (nosso QG) em 96,3 km e de Fontaine-du-Vaucluse em 22,3 km. Visitamos as duas cidades no mesmo dia. Leonor, brava motorista, dava conta de todos os recados independentemente das distâncias.

Carpentras foi capital do Comtat Venaissin de 1320 a 1791.
Trata-se de uma região que faz parte do Departamento de Vaucluse entre o RhôneDurance, Monte Ventoux e Dentelle de Montmirail, compreendendo as cidades de Carpentras, L’Isle-sur-la-Sorgue e Cavaillon.
Esse condado ficou sob a administração papal durante cinco séculos.
Profundamente marcada pelas diferentes ordens que se estabeleceram na cidade, Carpentras conserva um patrimônio religioso importante.
Exemplo é a Catedral de Saint-Siffrein, linda, edificada entre 1405 e 1531 em estilo gótico meridional.

SINAGOGA Século XIV

Também testemunha essa época a sinagoga mais antiga da França – século XIV – situada na Place Maurice Charretier, (84200 Carpentras, França +33 4 90 63 39 97).
A cidade é ainda lembrada pela história de uma fonte da qual falarei mais adiante.
A bem da verdade, a construção desse prédio data de 1741/43 e conserva algumas partes da sinagoga que existiu naquele mesmo lugar. Esta sim, datada do século XIV.
Segundo pesquisas, o atual edifício foi restaurado em 1930, 1953 e 1959.
A sinagoga, sempre em atividade, evoca a história dos judeus perseguidos no Reino de França,  e que encontraram refúgio no condado sob a proteção da Santa-Sé.
Esta particularidade histórica encontra-se no movimento do judaísmo provençal e seu dialeto judeu-provençal falado pela comunidade judaica.

Obs: Não fosse a insistência de Leonor, nossa guia, não teríamos visitado a sinagoga.
Apesar de termos tocado a campainha várias vezes e termos chegamos no horário de visitação, aguardamos muito tempo até que uma senhora abrisse a porta.
Não fosse a certeza de Leonor de que havia movimento na sinagoga, teríamos desistido. Valeu a insistência. O que não valeu foi a falta de atenção da senhora responsável pelo atendimento. Não entendi o motivo da demora absurda.

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Horários de visitação da sinagoga.
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Mulheres ocupam o mezanino durante o período de orações. Tal costume prende-se ao radicalismo do judaísmo ortodoxo em que homens não oram no mesmo local em que as mulheres.
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Interior da Sinagoga em estilo Rococó, tal qual as sinagogas italianas construídas no mesmo período.
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No século XVIII as mulheres, sentadas em um porão, ouviam as orações e cânticos pelo som que entrava por uma pequena janela.

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A FONTE DO ANJO
Quase em frente à sinagoga está a Fonte do Anjo, ” A MAIS LINDA DE TODAS”.
Em 17 de março de 1730, o Conselho Deliberativo da Prefeitura de Carpentras decidiu pela instalação de uma fonte no espaço que ainda hoje ocupa quase em frente à sinagoga e à Prefeitura, considerado o coração econômico e ativo da cidade.

Para sua concepção foram convidados dois escultores renomados: Jean-Paul Guigue, que concebeu uma pia hexagonal, um pedestal helipsoidal e não menos que oito máscaras das quais jorrasse muita água.

O outro escultor chamava-se Jacques Bernus, natural de Carpentras, sobrinho do célebre escultor barroco de Mazin, contratado para elaborar o anjo, em chumbo. Esta estatueta foi colocada no alto do chafariz. Esta figura alada representa o gênio da cidade.

Sua mão esquerda se apóia em um escudo no qual constam as armas municipais. Em sua mão direita ele desenrola um filactério* com a insignia de Carpentras: ” Unitas fortitudo, dissentio fragilitas”. Algo parecido com “A união faz a força, a discordância fragiliza” (Fui boa aluna em latim, mas não garanto a tradução).

A FONTE TORNA-SE RAPIDAMENTE O SÍMBOLO DA CIDADE
A fonte foi cantada pelos poetas e tornou-se símbolo da cidade, chegando a figurar em cartões postais.
Aconteceu que em 1904, apesar dos protestos dos habitantes de Carpentras, ela foi destruída por decisão do Conselho Municipal. Alegaram que a fonte era um desperdício de água e por isso deveria ser demolida.
A ordem era substituí-la por uma fonte de ferro em que a água só sairia quando manipulada por uma manivela (a bomba manual que conhecemos).
Sem nenhuma piedade nem consideração por seu valor arquitetural, a fonte foi derrubada a golpes de picareta!
Somente o anjo escapou por milagre e hoje faz parte das coleções da Biblioteca Municipal Inguimbertine – 234 Boulevard Albin Durand 84200 Carpentras – +33 4 90 63 04 92

Cem anos após, em 2004, a Municipalidade optou por reconstruir a fonte tal qual o modelo anterior, consciente da importância desse patrimônio para a cidade.

COMTAT – FROMAGERIE
Saímos da sinagoga e fomos para a fromagerie chamada COMTAT, onde Leonor havia agendado uma degustação de queijos e vinho.

Solicitamos a orientação de Leonor na compra de queijos, salame, ovos e paté, já imaginando o lanche da noite. Como sobremesa, nos serviríamos das frutas frescas que “colhemos” na feira pela manhã e, voilá, faríamos uma refeição digna de um rei.

A fromagerie é de propriedade de uma família. No dia de nossa visita, na comissão de frente trabalhavam mãe e filho porque o movimento era grande.
Nunca vi tanto tipo diferente de queijo em um só lugar. Além da variedade, as apresentações eram ricas em detalhes; e conforme você pode ver nas fotos, alguns queijos parecem docinhos de festa.

*fi·lac·té·ri·o |lâct| (latim phylacterium, -ii)

substantivo masculino

1. Amuleto; talismã.

2. [Religião]  Caixa, geralmente de couro, que contém pergaminho com textos bíblicos judaicos, transportada no ritual judaico junto à testa e ao braço esquerdo. (Mais usado no plural.)

“filactérios”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/filact%C3%A9rios [consultado em 14-07-2015].
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Fonte do Anjo
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Fonte do Anjo construída em 2004 em lugar da anterior, destruída à picareta em 1904.
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O mais antigo mercado de Carpentras.
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Paredes em cor de queijo…
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Degustação de queijos e vinho agendada por nossa guia Leonor.
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Quanto maior o mapa hidrográfico em cada queijo, mais saboroso é.
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Degustação ao ar livre, em frente à loja.
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Massas, azeites, ovos, patês, azeitonas…

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Queijos que ora parecem docinhos de festas, ora bolachas para o lanche. E ainda os que se assemelham a uma caixa artesanal, delicadamente ornamentados.

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Embutidos, molhos prontos para as massas…

ALMOÇO

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Vez ou outra saímos para jantar, mas, preferíamos providenciar um bonito lanche com produtos fresquíssimos adquiridos nas feiras: omeletes, saladas, massas ou então um café ou chá devidamente acompanhado por queijos, frios, patés, geléias e ainda aquele pãozinho francês estalando de fresco.
Nossa mesa era colorida e variada como mesa de festa.

PARA FINALIZAR, UMA CURIOSIDADE
Quando falamos em Provence nos reportamos imediatamente às lavandas e pensamos logo na cor lilás.
Os vinhedos ficam em segundo lugar, e os girassóis acabam nem sendo lembrados! – Ué!… nasce girassol lá, é? – Nasce. E como nasce!…
E quando dizemos que o maior produto provençal é o azeite, aí mesmo é que piora tudo. – Azeite? – É. Azeite. Também “nasce” azeite na Provence. E amêndoas, e nozes, e cerejas, e trigo. E morangos, conhecidos como “fraise”. Na França nasce tudo isso e também nasce francês.

O morango, originário da América do Sul, foi importado na Europa por um navegador de nome Frézier.
Graças à criação do canal de Carpentras, as primeiras plantações de morango foram em 1882. Nos anos 1960 as primeiras estufas apareceram e a produção alcançou 12.000 toneladas.

Mas… a concorrência de países vizinhos levou Carpentras a uma diminuição na produção. Hoje em dia Carpentras produz 4.000 toneladas anuais com 300 produtores, e coloca-se em primeira posição na região da Provence.

O MORANGO
de Carpentras, um dos primeiros da produção francesa a aparecer no ano, é procurado por suas qualidades gustativas: doces, deliciosos, derretem na boca e são perfumados.
Criada em 1999, a Confraria do Morango de Carpentras tem como objetivo tornar conhecido – o mais longe possível – o morango do Comtat Venaissin.

Um conselho: escolha morangos bem vermelhos, sem manchas, brilhantes e firmes. Privilegie o aroma – mais importante que seu tamanho.

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CONTATO:

FRANÇA . PROVENCE – Ménerbes e Cucuron I – Vinhos, Trufas, Figos, Boa Mesa, Belas Paisagens…


Imagem em Destaque: Lavandas fotografadas na feira da Praça da Prefeitura (Place de l’Hotel de Ville).

COMO CHEGAR
De Paris (Gare de Lyon) viajamos em trem até Aix-en-Provence.
São aproximadamente 760 km percorridos em 3 horas em TGV – Trem de Grande Velocidade.
Observar o trajeto antes de adquirir o bilhete porque há composições que fazem uma breve parada em Avignon e outras que seguem direto para Aix-en-Provence.  Consulte aqui as possibilidades de horário e escalas.

Em Aix montamos nosso Quartel General nos dois Verões que passamos no sul da França. A Logística ficou por conta de Anaté Merger: aluguel de apartamento em um ponto maravilhoso (em frente à Mairie (Prefeitura), roteiro original (tal qual nos filmes) e aluguel de automóvel guiado pela doce Leonor, dublê de motorista e guia turístico, falando português, évidemment.

Abro um parêntesis para apresentar a escritora Anaté Merger: brasileira residente em Aix-en-Provence, jornalista, autora do livro Sagrados – A Aliança de Maria Madalena (clique aqui para saber mais) onde narra com muita propriedade uma história intrigante a respeito da vida de Maria Madalena na Provence.

Como teria chegado ao sul da França? Esse mistério, dentre outros, é que mata o leitor de curiosidade à medida que avança na leitura. Portanto, se você quer mesmo saber a respeito desta história, e além disso conhecer outro trabalho –  turismo – de boa qualidade executado por Anaté, clique aqui.

Nosso primeiro passeio de 2014 sugerido por Anaté foi à Ménerbes e Cucuron.
Ménerbes dista em aproximadamente 74 km de Aix e Cucuron, de Ménerbes, em 30 km.
Ambas situam-se ao pé de uma região conhecida como Luberon, nome de uma cadeira de montanhas da Provence.
São muitas as aldeias desta região (saiba quais são clicando aqui), todas muito charmosas e peculiares.
Ménerbes está situada entre Lacoste e Oppède-le-Vieux – um pulo entre uma e outra. As distâncias entre as localidades são muito próximas, o que favorece a diversificação dos passeios. Um vídeo rápido você poderá visualizar aqui.

CUCURON
dista de Lourmarin em 8 km apenas e ainda de Vaugines em 2.4 km. Isso é nada! Com um passeio bem planejado, você acaba matando muito coelhos com uma só cajadada, desde que tenha um automóvel à disposição e um GPS – fundamentais para quem não conhece os caminhos da Provence como Anaté e Leonor.

 MÉNERBES

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Ao redor das aldeias exuberam plantações de cerejas, melões, azeitonas e uvas. Lavandas, trigo e girassóis são outra história.
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Vinhedos em Ménerbes.

Impressionou-nos a abundância de figueiras na Provence – nascem frondosas, espontaneamente, em beira de rios, em jardins e nos campos  -, bem como a indiferença com que lidam com a fruta. A valorização dos figos é nenhuma e provas disso cansamos de ver: figos amassados nas calçadas pelo pisar de transeuntes. Fiquei chocada.

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Esqueci de dizer: figueiras nascem até em vasos!
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Em primeiro plano, uma dessas figueiras a que me referi no comentário acima.

Eu e Anaté trocamos emails até que nossos roteiros ficassem a nosso gosto. E como lhe dissemos que adoramos feiras, Ana elaborou um calendário tão especial, que aonde quer que fôssemos sempre encontrávamos uma feira no caminho.
A maior e mais completa, onde encontramos até redes nordestinas! sendo vendidas a preços exorbitantes – se não me engano a mais simples custava 75 euros – foi a de Uzès. Maravilhosa.

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Anaté elaborou nossos roteiros com precisão de relógio suíço a fim de que nos deparássemos sempre com uma feira.
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Ménerbes.
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Mais feiras. Deliciosas feiras.
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O charmoso Café onde fizemos nossa parada técnica. Idéias de Leonor.
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Nos fundos da Cafeteria uma gratíssima surpresa: a vista deslumbrante das fotos seguintes.
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A Provence emociona até os corações mais empedernidos.
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Muita e muitas vezes lembrei-me de Antoine de Saint-Exupéry: “Só se vê com o coração. O essencial é invisível para os olhos”. Sem dúvida.
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Provence…

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Restaurante excelente onde almoçamos em Ménerbes.
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Do outro lado da rua, a continuação do restaurante.
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Parcial do interior do restaurante .

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Serviço público de meteorologia. Mais original, impossível. Meteorologia Ménerbes: TEMPO BOM, o Sol. DE TEMPOS EM TEMPOS, a nuvem soprando – vento. RARAMENTE, o guarda-chuva aberto. O BONECO DE NEVE – E eu?
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Rua de Ménerbes.
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Costumo dizer que pequenos detalhes fazem grandes diferenças.

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LA MAISON de la TRUFFE et du VIN du LUBÉRON
1 Place de l’Horloge, 84560 Ménerbes, França
+33 4 90 72 38 37

O prédio  d’Astier de Montfaucon (séculos 17 e 18) é propriedade da comuna de Ménerbes há mais de 200 anos.
Esta residência que serviu de hospício e depois de escola, foi recuperada com a finalidade de dedicar-se às produções de vinho e trufas do Luberon, com triplo objetivo: pedagógico, cultural, promocional.

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Jardim ocupado pelo restaurante.

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Sobre a mesa, uma amostra dos diversos tons do rosé: Pêssego é o mais claro de todos, seguido pelo Pomelo. Logo depois vêm os mais “amarelados”: Melão, o mais clarinho, e Manga, o mais acentuado. Por último vêm os tons mais fortes, mais avermelhados: tangerina e groselha, muito parecidos.
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Foto de Anaté Merger – http://www.naprovence.com

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CUCURON
Situa-se no sopé da cadeia de montanhas chamada Luberon – verdadeira imersão no coração da autêntica Provence.
Cucuron é cercada por vinhedos e oliveiras. Segundo Leonor, nossa guia, o principal produto da Provence é o azeite e não o vinho.

A aldeia é pequena. Visitamo-la em dia de semana e a sensação foi de termos encontrado uma aldeia-fantasma: ninguém pelas ruas por onde passamos. E como ainda tínhamos que voltar a Aix, não ousamos pedir a nossa guia para darmos uma volta mais demorada pelo Centro de Cucuron.

A propósito, há uma loja especializada em vinhos e azeites bem próxima à Prefeitura (Mairie) de Aix, na rue des Cordeliers, 8 – Cave Du Félibrige. Clique aqui para saber mais.

Visitamos em Cucuron um antigo moinho de azeites, mas, infelizmente, não estava em serviço devido a época de férias.
Mesmo assim o proprietário nos deu atenção e explicou o processo de fabricação de azeites.
O moinho conta com uma pequena loja onde vende seus produtos, além de algum artesanato.

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Imagens de santos eram colocadas nos ângulos dos prédios a título de proteção.
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Rua de Cucuron.

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Ao anoitecer esses pássaros negros aninham-se nas árvores. A algazarra é grande e perdura enquanto a noite não chega.
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Vinhedos e cerejeiras.
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Praça do Relógio – Cucuron.

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