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BRASIL: Rota das Emoções Com PAULO OFF ROAD JERI (2º Dia).


IMAGEM DESTACADA: Arredores de Jericoacoara.

NOSSO ROTEIRO

2º DIA na ROTA: Lagoa do Paraíso e Lagoa Azul.
Jeri mudou. Foram mudanças radicais  e em apenas 5 anos! Nosso Deus! Dá prá assustar.
O ar bucólico de 1984, em que só se chegava à Jericoacoara atravessando as dunas a pé e com burros carregando sua bagagem, já era.
A (ex) Vila está situada em um Parque Nacional; há controle, mas não sei até que ponto. Por enquanto, Jeri não pode engordar nos quadris e só isso já é uma vantagem; isto é, a Vila não pode crescer para os lados.
Há 5 anos o burburinho da antiga aldeia de pescadores começava pouco depois de a moçada assistir ao Por-do-Sol (sim, com letras maiúsculas) do alto da duna. A noite era agitada devido ao nível descontrolado dos autofalantes que alimentavam a animação dos irrequietos na rua Principal. No  mais, a barulhada vinha de buzinas de buggys, ronco de motores de quadriciclos,e burburinho de restaurantes funcionando em quintais e varandas. Essa agitação não varava madrugadas e continua assim; prá ser sincera, diminuiu consideravelmente após as modificações pelas quais tem passado.
Na rua Principal, agora ocupada por barraquinhas de batidas incrementadas, de artesanatos, de guloseimas, não há mais barulho.
Cantores que se acompanham ao violão apresentam-se em restaurantes – ressuscitou-nos uma boa época de nossas vidas, em que podíamos andar pelas ruas do Rio à noite sem o menor temor. Era normal chegar de madrugada de sapato na mão, por ter dançado a noite toda nos arrasta-pés. Nem preciso dizer que o saudosismo bateu forte à minha porta.
Jericoacoara cresceu, conforme citei na postagem anterior, mas está organizada.
Ruas por onde trafegavam todo tipo de veículo, agora são fechadas após determinado horário e tornam-se exclusivas para pedestres. Gostei. Só isso já reduziu em muito o barulho de ronco de motores.

O COMÉRCIO
trabalha com preços justos, convidativos, beeem diferentes da exploração de Barreirinhas, MA, porta para os Lençóis Maranhenses.
Adquiri um cartão de memória para minha máquina fotográfica em Barreirinhas e paguei R$47,00 (quarenta e sete reais). Em Jeri comprei outro, idêntico, paguei R$5,00 (cinco!!! reais). Por aí você vai vendo a diferença, sem comentar outros “pormaiores” que deixo para as postagens futuras.

LAGOAS DO PARAÍSO e AZUL – “…pois talvez, quem sabe? O Inesperado faça uma surpresa…” (Caetano Veloso).

Neste dia tivemos a satisfação de conhecer Elivandro, piloto de um buggy bem descolado, que auxilia Paulo nos passeios mais descontraídos. Mas…, caso seja de sua vontade visitar as lagoas viajando em uma Hilux, não tem problema – o passageiro é quem escolhe e Paulo vai lá. Optamos pelo buggy.

Elivandro, dominando a fofura da areia em seu buggy descolado.

Elivandro é um jovem simpático, cordial, tranquilo e de bom papo.
Com precisão britânica, chegou à pousada para nos buscar no horário marcado.
Lá fomos nós ao encontro das lagoas, por caminhos nunca dantes navegados. Mesmo sendo esta a terceira vez que visitamos Jeri,
graças à ação da natureza, que naquela região se mostra bem imperiosa, “tudo muda o tempo todo” como diz Lulu Santos em seus versos. Portanto, mô quirido, você jamais! passará pelo mesmo caminho.
O paredão de areia imenso da foto abaixo foi uma das novidades que encontramos.

Meu fiel escudeiro fazendo bronzeamento natural.

Aconteceu que um pouco antes de chegarmos à Lagoa do Paraíso, a primeira que visitamos, Eli perguntou-nos se gostaríamos de conhecer uma das novidades do pedaço – o Alchymist Beach Club Lagoa Paraíso -, ou se preferíamos seguir em frente.
A burralda aqui, ao invés de dar uma olhada no tal clube e depois voltar e seguir em frente, optou por permanecer algum tempo no Alchymist e depois partir para a Lagoa Azul. Mofei com as pombas na balaia…
O Beach Club é representado por um brasão identificado por uma empresa chamada Luxury Group, estabelecido em Praga, que abrange hotéis de super luxo, restaurantes e clubes praianosDê uma olhada neste link e saiba a que tipo de luxo estou me referindo.
E foi justamente este grupo que inaugurou no Ceará duas unidades “descontraídas”: O Jardim Alchymist, no bairro da Aldeota, em Fortaleza, e o Alchymist Beach Club em Jericoacoara, com espaço separado para VIP’s na beira da praia. Espaço cobrado, claro.

Onde você paga mais caro para pegar o mesmo “Sol que te bronzeia” em qualquer lugar.


Mas não para por aí. Na beira d’água, colocaram espreguiçadeiras e guarda-sóis brancos, também pagos, caso seja de sua vontade desfrutar dessa proximidade. Tudo bem diferenciado dos locais mais… mais… “públicos” (os que ficam bem mais atrás).

Pagar para se esticar em local privilegiado…
A distância existente entre quem paga para ficar na beira d’água e quem não paga…

Depois que assisti ao vídeo que passo para você nesse link, me perguntei aonde irá parar tudo isso, inda mais agora que a  ex Vila de Jericoacoara está prestes a inaugurar um voo direto para Lisboa.

OS FATOS
Quem está trazendo a marca para o Brasil é um italiano de nome Giorgio Bonelli.
Digo trazendo, porque não acredito que as investidas do empresário nessas regiões paradisíacas, parem por aí; e temo que daqui a poucos anos, a beira de algumas lagoas sejam vistas com um colar de espreguiçadeiras e guarda-sóis, onde apenas pagantes desfrutarão desses cenários que herdamos gratuitamente da natureza.

Em 27/4/2018, o jornal O POVO (on line) noticiou a suspensão da autorização de funcionamento do clube pela SEMACE (Superintendência Estadual do Meio Ambiente) a partir do dia 25/4/18, após comprovação de que as instalações foram erguidas em local de preservação permanente; portanto, em desacordo com as leis de preservação ambiental.
Segundo a SEMACE, os proprietários deveriam desocupar e recuperar a área; essa medida foi estendida a todos que se enquadrassem nesse perfil.
Dia seguinte, o mesmo jornal noticiou que o clube, em 29/4, doaria alimentos perecíveis para a população de Jericoacoara, em virtude de seu fechamento.

O problema não é novo. Em 10 de março de 2017, o jornal Portal de Camocim publicou que o Alchymist Beach Clube havia sido autuado em R$500 mil pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). É este instituto que administra o Parque Nacional de Jericoacoara.
Indignado com a medida, o empresário voltou para a Itália prá chorar suas pitangas, e ameaçou fechar a fonte de alegados 250 empregos diretos e 500 indiretos.

“ESTÁ TUDO COMO DANTES NO QUARTEL DE ABRANTES”
Após pouco mais de um ano, o Alchymist voltou a funcionar em 13/6/2018, graças a uma liminar expedida pela Vara de Justiça de Sobral – notícia do jornal O POVO, de 09/6/2018.
Sim, mas… e a construção ilegal, em local de preservação permanente, como fica?
“Está tudo como dantes no quartel d’Abrantes”.

Na entrada do clube, uma escultura assinada por um artista de Sirinhaém, PE, impressiona pela criatividade e riqueza de detalhes. É belíssima!

 

A assinatura do autor da obra está no peitoral do animal, mas ilegível.

BILHETERIA
Para passar por esta porta, apenas idosos, deficientes físicos e crianças menores de etc, não pagam.

O banheiro: lindo por fora, mas descuidado por dentro – sujo e mal equipado de material higiênico.

Criatividade demais nos pingentes das luminárias, elaborados com talos das folhas das carnaubeiras.

 

O restaurante.

Boutiques: uma, de artigos esportivos; outra, de roupas e acessórios.

O CARDÁPIO – Sugestões a preços bem mais altos que os praticados no Centro de Jericoacoara.

Embarcamos nos pasteizinhos aromatizados com camarão, matamos a sede com água de côco, pedimos a conta e…

…fomos caminhar na beira da lagoa antes de darmos continuidade a nosso passeio.


Vi a propaganda na vela da jangada e me perguntei o que seria “esquibucho”… Mas, logo, logo, matei a charada: é o contrário do esquibunda!, claro. Só pode ser a descida de peito na lona molhada. Rimos muito.


Buscávamos o trecho da Lagoa do Paraíso em que ficamos em 2013, mas nosso compromisso com Eli não nos permitiu caminhar mais e tivemos que voltar. Ficará para a próxima.

A CAMINHO DA LAGOA AZUL

 

Ainda a Lagoa do Paraíso, quase em sua plenitude.

A Lagoa Azul, que em 2013 atravessamos em jangada até alcançarmos o restaurante, encontramos quase seca…

A ingrata surpresa de vê-la tomada pelo mato e pela areia foi tamanha, que nem descemos do buggy e voltamos para Jeri.
Elivandro comentou que a Lagoa Azul secou de tal forma, que o restaurante chegou a fechar por um bom tempo por falta de clientela. Imaginem isso.

Boa parte do capim e da areia que você vê não foto, há 5 anos não existiam porque a Lagoa Azul estava cheia.

Jericoacoara, segundo informações de Paulo, ficou 5 anos sem chover!
Ficamos desapontados com a escassez de água da Lagoa Azul, mas logo adiante a frustração foi quebrada por uma breve parada de Eli ao lado de um buraco muito especial – um ninho de caburé.
De olhar aparentemente perdido, mas atento à agitação dos filhotes dentro do buraco, a avezinha que chamamos de coruja, vez ou outra, dava uma olhadela para baixo a título de conferência. Todo cuidado é pouco com essas crianças!…

Por hoje é só.

” VIAJAR É MUDAR A ROUPA DA ALMA” – poesia de camiseta.

1º DIA na ROTA clique aqui e saiba mais.
2º DIA na ROTA clique aqui e saiba.

Rota das Emoções: Lençóis Maranhenses, Delta do Parnaíba e Costa do Sol Poente Cearense – Jericoacoara e Camocim.


Imagem Destacada: Alcântara, Maranhão.

Obs: clique duas vezes sobre as fotos para vê-las aumentada.

Nota: este roteiro foge bastante do perfil que tenho postado no blog pelo seguinte: trata-se de uma viagem que postei em um site de viagens que fechou as portas sem comunicar sua falência a seus colaboradores. Quando me deparei com essa realidade senti muito por meu trabalho perdido. De tudo que postei – só de fotos foram mais de duas mil -, consegui salvar apenas este texto e ainda fiquei muito feliz. Portanto, em respeito a este trabalho, decidi não modificá-lo.

ALGUMAS DICAS DA ROTA DAS EMOÇÕES:

Esta rota compreende os LENÇÓIS MARANHENSES, o DELTA DO PARNAÍBA no Piauí, e a COSTA DO SOL POENTE CEARENSE – Jericoacoara e Camocim.

*****

OBS: Os mapas dão a idéia do caminho percorrido de Fortaleza até São Luiz. Na verdade, o programa não conseguiu calcular a rota exatamente como traçamos.
De Tutóia, por exemplo, seguimos até Caburé, na foz do Rio Preguiças. Neste ponto uma lancha nos aguardava para subirmos o rio e chegarmos a Barreirinhas, de onde partimos para São Luiz após alguns dias.

PARA ALCANÇAR A ROTA:

Você poderá partir tanto de FORTALEZA quanto de SÃO LUIZ.
Na primeira opção o número de voos que parte diariamente do Rio de Janeiro para Fortaleza (um exemplo) é muito maior do que os que partem para São Luiz, o que torna sua viagem mais flexível e menos cansativa; dependendo do horário escolhido para a decolagem, o viajante poderá aproveitar melhor seu dia de chegada na capital cearense.
A GOL ofereceu em agosto de 2010 uma opção de saída do Galeão, RJ, às 10.00h; a meu ver foi perfeito, pois as diárias dos hotéis e pousadas encerram-se normalmente ao meio dia e iniciam-se às 14.00h. Somados às duas horas de voo, o tempo de recolhimento das malas e a ida do aeroporto à pousada na Praia do Futuro, chegamos em bom horário para deixarmos nossas bagagens nos quartos e logo sairmos para aproveitar o restante do dia. Tudo dependerá da conveniência de cada um, obviamente.

HOSPEDAGEM:

FORTALEZA, para quem ainda não a conhece, merece uma parada de pelo menos quatro dias para que se tenha uma noção do que a cidade e arredores oferecem.

1) Excelente opção é o HOTEL LUZEIROS, situado na Praia do Meireles quase em frente à feirinha de artesanato que funciona diariamente ao cair da tarde. O hotel é categoria quatro estrelas; possui amplos e confortáveis quartos, café da manhã farto e de qualidade, piscina, e tudo mais que um bom hotel normalmente oferece a seus hóspedes.

2) Outra opção bastante elogiada embora não esteja na beira-mar é o HOTEL VILLA MAYOR,  situado na rua Visc. de Mauá, 151 – (85) 3466. 1900 – a 100 m da Praia do Meirelles onde os artesãos montam a feirinha. Ainda não me hospedei no hotel, mas tenho ótimas referências de amigos que sempre vão a Fortaleza e só se hospedam no Villa Mayor. O hotel é temático, bem interessante, bastante elogiado por eles.

3) A POUSADA SONHO DE FAMÍLIA – Av. Zezé Diogo, 2790 – Praia do Futuro – Fortaleza – Ceará – Brasil.
Tel: (85) 3265-3717 > (85) 3265-3682 (85) 9645-2490 TIM; (85) 8114-7605 VIVO; (85) 9161-7403 CLARO
contato@hotelsonhodefamilia.com.br

É bem localizada com referência à praia – única balneável na cidade – e às barracas da orla. Entretanto, na baixa temporada, a hospedagem pode custar – além do valor da diária – os pertences do turista. A praia fica totalmente deserta e os assaltos são constantes em pleno sol de meio dia. Até mesmo a melhor das barracas, a Crocobeach foi invadida por bando de assaltantes que fizeram uma limpeza em tudo e em todos que encontraram pela frente. A ousadia é rotineira: assaltam quem sai das barracas sem o menor temor. A platéia é composta quase sempre por ambulantes que se alojam na porta das barracas – principalmente nesta – e por taxistas; ninguém faz absolutamente nada. Nem a polícia, que vez ou outra circula pela redondeza. A “ronda” não passa de um desfile que, na opinião de muitos, é apenas para mostrar os carros novos e poderosos com que equiparam o policiamento.
Como dizia, a pousada é simples, mas oferece conforto (Tv, telefone, banho quente, boas camas, frigobar, piscina). O inconveniente fica por conta da falta de elevador. Hospedar-se no segundo andar, por exemplo, inclui subir dois lances de escada; é muito cansativo. O atendimento é ótimo e o café da manhã é simples, mas saboroso.
São dois prédios de apartamentos, sendo que o bloco dos fundos possui instalações maiores e os apartamentos da frente têm vista para a piscina.
1M (800x600)
Pousada Sonho de Família – bloco dos fundos.
2M (800x600)
Bloco de apartamento de fundos. Pousada Sonho de Família.
(80)P1000195 (1024x768)
Airton Bordados – Mercado Central.

O QUE FAZER/AONDE IR

1 – FEIRINHA DA PRAIA DO MEIRELES. NÃO COMPRE GATO por LEBRE!
Essa feirinha é interessante, mas apenas para conhecer. Atrai muitos turistas que, por falta de aviso, acabam comprando gato por lebre e ainda por cima por preços absurdos.
Todos os artigos que são vendidos nesta feira são comprados até por 1/4 do preço no MERCADO PÚBLICO (Mercado Central), onde se encontra imensa variedade de mercadorias a preços baixos; a concorrência é muito grande e o comprador acaba ganhando com sua oferta. Além de os preços serem convidativos, pechinche. É importante barganhar.
A feirinha é uma arapuca para os menos avisados. Uma toalha bordada que poderá lhe custar perto de R$40,00 (quarenta reais) no Mercado Público, na feira vendem por R$ 100,00 /R$120,00 e por aí, vai. Caí nessa. Depois, quando vi os preços do Mercado quase tive uma síncope. Imagens de santos anunciadas como se fossem em madeira esculpida não passam de gesso pintado.
Além disso, há de se tomar muito cuidado com batedores de carteiras que atuam no calçadão e, principalmente, na feirinha, onde a aglomeração de turistas é maior.
Anotar preços é importante; na hora de compará-los com os do Mercado Público dá até raiva; é aí que se constata a exploração dos vendedores da feira.

2 – MERCADO PÚBLICO:
Rua Alberto Nepomunceno, 199 – continuação da rua Conde d’Eu.
Abre de 2ª a 6ª de 7.00h às 18.00h. Sábados e Domingos, de 8.00h às 16.00h.´

P1000313 (800x600)
Mercado Municipal de Fortaleza – Paraíso do consumidor.
P1000314 (800x600)
Mercado Municipal.

P1000315 (800x600)

Pechinchar neste mercado é fundamental devido à concorrência. Nunca aceitar o primeiro preço.P1000317 (800x600)

Mercadorias idênticas com preços diferenciados. Por isso é bom pechinchar. É o paraíso dos consumidores! Para quem gosta de comprar, ficará mais feliz que urubu no lixo.

Antes de adquirir qualquer mercadoria, prepare-se para a maratona: são 559 boxes! Percorra o mercado até cansar (literalmente) e faça uma pesquisa de preços. Anote-os. Conforme já escrevi, a concorrência é grande e os preços da mesma mercadoria diferenciam muito. Não se esqueça de pegar o cartão da loja onde pretende comprar mais tarde ou anotar seu nome. Não confie na memória. Por incrível que pareça, acontece de a pessoa depois não saber mais onde encontrou o objeto desejado. São tantas opções que a gente se perde. Vá com calma; entre em cada box e vasculhe-o. Nessa operação descobre-se coisas do arco da velha que não ficam expostas na porta.

O AIRTON BORDADOS é um box que vale à pena visitar. No site há referências e fotos. Toalhas de mesa, de lavabo, panos de prato, lençóis bordados lindíssimos, panos de bandeja, enfim, uma gama de mercadorias muito bonitas e de qualidade.
Importante: os descontos que Airton oferece são consideráveis e nem precisa pedir.

(78)P1000193 (1024x768)

SUCOS: No subsolo (garagem) do Mercado há uma casinha de madeira onde preparam sucos de frutas maravilhosos, feitos na hora. Experimente. Será difícil tomar um só.

3 – ENCETUR – Centro de Artesanato

Rua Senador Pompeu, 350. Abre de 2ª a 6ª de 8.00h às 18.00h e aos sábados a partir das 8.00h. Telefones: (85) 3212. 7310 e (85) 3101.5508.
O prédio foi construído em 1866 e funcionou como cadeia durante aproximadamente 100 anos, quando então passou por reformas e foi entregue à população como centro de artesanato. Vale uma visita, mesmo que seja com objetivo cultural; é muito bonito.

4 – REDES – ONDE COMPRÁ-LAS:

Além de alguns boxes no Mercado Central venderem redes, há mais duas opções de nota:
1- A FÁBRICA DE REDES VITÓRIA na rua Mal. Deodoro, 67, no bairro de Benfica (85) 3223-4203 – abre de 2ª a 6ª de 8.00h às 18.00h e sábado de 8.00h ao meio dia.
2- As lojas da rua Castro e Silva, em frente à Catedral de Fortaleza ( que fica ao lado do Mercado Central). Há redes de até R$25,00 (vinte e cinco reais). As redes mais simples, de tecido encorpado e colorido, mas sem varanda (franja), estavam na faixa de R$35,00 (trinta e cinco reais) em agosto de 2010.

5 – CENTRO DRAGÃO DO MAR DE ARTE e CULTURA:
Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema.

A origem de seu nome deve-se a uma homenagem feita pelo governo cearense – em abril de 1999 quando foi inaugurado – a um pescador também conhecido como Chico da Matilde que, em 1881, negou-se a levar escravos para serem vendidos no Sul do Brasil. Esse pescador tornou-se símbolo do movimento abolicionista cearense.
O Centro possui teatro, cinema, salões para exposições de artes em geral, planetário e biblioteca, dentre outros espaços.

6 – RESTAURANTES:

Além dos que estão espalhados pela cidade, no bairro da Varjota cresce um centro gastronômico da melhor qualidade, que já conta com aproximadamente 50 restaurantes em um bairro de apenas 8.000 habitantes, segundo dados do IBGE.
Esse polo fica próximo ao bairro Aldeota e também faz parte da área nobre de Fortaleza.
O restaurante COLHER DE PAU (atualmente chama-se Colher Restô), por exemplo, é um dos mais procurados. Fica em um terreno arborizado com mangueiras, na rua Ana Bilhar, 1173telefone: (85) 3267.6176.
As árvores no terreno dão um aspecto familiar ao restaurante: ares de infância em casa de nossos avós. Há uma parte interna e fechada devido ao ar condicionado, e outra aberta – uma varanda – para quem não quiser ficar ao ar livre.
O cardápio é variado e a comida bem temperada. Excelente para meu gosto.

(85)P1000212 (800x600)
Comida boa e farta.

Em frente ao COLHER DE PAU fica o SIRIGADO, também apontado como um dos melhores. Não o visitei.
Não me agradou (nem a meus familiares) os pratos servidos no Docentes e Decentes, que pareciam estar requentados; além do mais, sem sabor. Eu diria, com esta experiência, tratar-se de Docentes e Indecentes.

No MUCURIPE, à beira-mar, está o ALFREDO-REI DAS PEIXADAS – Avenida Beira Mar, 4616 – 60165-121 – Tel.: (85) 3263-1188 e, em novo endereço, o PEIXADA DO MEIO, que mudou-se do Mucuripe para a Av Edilson Brasil Soares, 373 – Cidade dos Funcionários, Fortaleza – CE, 60821-773 – Telefone:(85) 3278-5997. 

São duas excelentes escolhas em ambiente sem sofisticação. Em ambos fomos atendidos com aquela simpatia peculiar do nordestino. 

P1000097-11 (800x600)
Recomendável. Atendimento simpático, pratos fartos e saborosos.

P1000105-12 (800x600)

Chamar esta entrada de “casquinha” é deboche. E ainda por cima, acompanhada de uma farofinha de dendê…P1000106-13 (800x385)

E esta moqueca de frutos do mar cozida na telha? Acompanhamento: arroz branco, farofa de dendê e pirão. Depois, a sobremesa bem ali pertinho, no 50 Sabores, e uma volta na praia. Interessante ressaltar que diante de tantas opções de sabores, acabaram criando um sorvete chamado “Qualquer Coisa” para os apressados ou indecisos. Adorei a idéia.

7 – PASSEIOS: BEACH PARK, MORRO BRANCO e CANOA QUEBRADA.

Hardtour Ecoturismo 4×4.
– www.hardtour.com.br – Telefones: (85) 9925.6262 e (85) 8202.9993
Foi por intermédio dessa empresa que conhecemos a COIOTE BUGGY-TOUR (https://www.linkedin.com/in/coiote-buggy-bb8ba629/) que nos levou até Canoa Quebrada, a 160 km de Fortaleza.

O passeio é de dia inteiro e inclui uma parada em Morro Branco – distante 85 km da capital -, e a alimentação não está incluída no preço.

Em nosso breve passeio entre as falésias contamos com um guia. Um senhor que acabou por nos chamar atenção devido um pormenor em seu comportamento: em suas observações a respeito da preservação ambiental, ele abordou, dentre outras coisas, a proibição do lançamento de lixo nas falésias e os “beliscões” nos paredões de barro, levados como souvenir. Até aí tudo bem, não fosse ele mesmo o autor de alguns belisquetes para nos mostrar “como é que não se faz“. Acredite se quiser.

Tivemos a sorte de pegar a maré baixa na ida e fomos pela beira da praia até Canoa Quebrada. Na volta para Fortaleza encaramos a CE – 040.

Para quem quiser saber mais a respeito do lugar, clique aqui.

27M (800x600)
Morro Branco, CE.

45M (1024x768)

Falésias multicoloridas emolduram a praia de Morro Branco.32M (800x600)

Falésias de Morro Branco

Nosso guia e motorista foi Hermes, um rapaz muito simpático e educado que demonstrou conhecer em pormenores os lugares por onde passamos. Bom profissional.
Mas foi em nosso destino final – Canoa Quebrada – que fincamos bandeira em uma barraca chamada CHEGA MAIS, de infraestrutura apreciável, contando até mesmo com uma boutique especializada em artigos praianos, evidentemente.
Dos petiscos da barraca louve-se o camarão servido na chapa – espetacular.
A Hardtour também faz passeios para Cumbuco, Lagoinha, Jericoacoara e Natal. Todos pela beira da praia.

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Canoa Quebrada tem sereia na beira da praia…

54M (800x600)

… mas também tem baiacu!… (meu irmão e meu fiel escudeiro companheirão de viagens)51M (1024x657)

56M (800x600)

Falésias em Canoa Quebrada.60M (800x595)

67 (800x593) (2)

63M (800x278)

64M (800x600)
O bar ambulante não poderia ser mais original. Coisas de Nordeste.

DEIXANDO A CAPITAL PARA TRÁS: FORTALEZA – TRAIRI – JERICOACOARA
Pode-se chegar a Jericoacoara de algumas maneiras:

A – PELA ESTRADA:
A 1 – Saindo diretamente de Fortaleza, comece trafegando em direção a Cumbuco; pegue a BR 222 até Umirim, passando por São Luiz do Curu. O percurso é de 96 km. Neste ponto, siga em direção a Itapipoca e Amontada pela CE 354 (107 km); vire à direita na CE 178 (85 km) e siga até Jericoacoara.

Esta informação escrevi faz apenas cinco anos. Agora, basta fazer o seguinte: programe um bom GPS e siga em frente.
Como o trajeto reserva algumas surpresas, convém alugar um veículo 4×4; trafegar até Jeri em carro de passeio é arriscado. A estrada não oferece boas condições de navegabilidade a veículos tradicionais e aventurar-se “por mares nunca dantes navegados” pode sair mais caro do que alugar um 4×4.
O site http://www.guia4rodas. com.br mostra o mapa da estrada e situa bem o viajante; e o http://www.portaljericoacoara.com.br oferece uma visão geral do que o turista irá encontrar na cidade.
Contratar uma empresa especializada em passeios off-road – que pega o passageiro em Fortaleza, onde ele estiver, é mais garantido, mais confortável e mais rápido, devido ao fato de os motoristas conhecerem as estradas em seus mínimos detalhes. Próximo à Jeri, por exemplo, será inevitável trafegar pela areia, pois Jericoacoara está dentro do Parque Nacional. Não tem jeito.

A 2- CHEGANDO A JERICOACOARA EM ÔNIBUS…
A empresa REDENÇÃO há muitos anos faz a linha Fortaleza-Jijoca. Para oferecer mais conforto aos passageiros, a empresa adquiriu dois ônibus especiais para suportar as dificuldades do trecho Jijoca-Jericoacoara. São 24 km trafegando por dunas. O trajeto é Fortaleza-Jijoca-Preá. Nessas localidades o passageiro conta com uma jardineira a sua espera para completar o percurso. Há dois tipos de viagem: a VIP – direto ao fim da linha e a do ônibus “Parador” que demora uma barrr-ba-ri-da-de, tchê!

Os bilhetes variam de preço; uma consulta à empresa é recomendada, pois trata-se de valores aproximados. Diariamente, há três horários de saída tanto de Fortaleza quanto de Jeri. Telefones: (85) 3256-2728 e (85) 3256-1973. Site: http://www.redencaoonline.com.br.

B- … e EM HELICÓPTERO!
Agora, chique mesmo é chegar a Jericoacoara de helicóptero; é o caminho mais rápido – 50 minutos – e o mais caro também. A empresa Helicentro Dragão do Ar – Serviços de Taxi Aéreo (Avenida Manoel Mavignier, 5206 – Lagoa Redonda, Fortaleza – CE, 60832-401 – Tel (85) 3476-2309) faz o percurso. Quem faz o horário é o passageiro (4-6), lembrando que não há decolagem após 16.00h. Um voo de apenas um dia também é possível a título de passeio. A decolagem poderá ser do heliporto de alguns dos hotéis onde o passageiro estiver hospedado ou do aeroporto.
https://www.facebook.com/helicentrodragaodoarfortaleza/

C – PELA BEIRA DA PRAIA e CHEGAR NO DIA SEGUINTE.
Nas duas vezes em que fiz esse percurso a escolha foi trafegar pela beira da praia. Neste caso, o motorista acompanha o movimento das marés a fim de que possa navegar com tranquilidade pela areia. Não arriscar é fundamental. Prejudicar o veículo pelo sal da água do mar ou ficar atolado, não convém nem para quem dirige e nem para o passageiro. Todo profissional que trabalha com turismo na orla acompanha a tábua das marés; pois é baseado nesse vai-e-vem do mar que o horário das saídas dos veículos off-road é definido.
Nessas duas vezes utilizamos os serviços turísticos do jovem PAULO DE S. ROCHA – (88) 9969.7112 – profissional competente e respeitado de Jijoca. Responsável, educado, receptivo e simpático; possui o perfil que, em minha opinião, todos que trabalham com turismo deveriam ter.
Natural e habitante de Jijoca de Jericoacoara, Paulo conhece a ROTA DAS EMOÇÕES como a palma de sua mão.
Álém de trabalhar por sua conta também viaja por uma empresa turística bem conceituada de Jeri. E é à bordo de uma confortável caminhonete Hilux 4×4 com ar condicionado de sua propriedade que viajamos pelos três Estados da Rota: Ceará, Piauí e Maranhão, onde nos separamos em uma localidade chamada Caburé, situada na foz do Rio Preguiças.
A saída de Fortaleza é em direção a Cumbuco, onde há uma parada na Lagoa Parnamirim. Do alto das dunas descortina-se bela paisagem além das opções de se tomar um refrescante banho na lagoa, praticar skibunda e ainda tomar água de côco.

Em Cumbuco, Paulo abastece o “possante”, troca o asfalto pela areia da praia e vai até Trairi, distante de Fortaleza em 128 km. O trajeto é indescritível!
Esse município possui três praias atraentes, principalmente para a prática do kitesurf: Guajiru, Flexeiras e Mundaú. De várias partes do mundo chegam os apaixonados por esse esporte. Ocupam o litoral cearense em busca de fortes ventos e isso não falta na costa do Ceará.

ONDE PERNOITAR:
A) – EM GUAJIRU destaca-se a REDE BEACH RESORT & SPA, na beira da praia; dista do Centro de Trairi em 18 km e em 205 km de Jericoacoara.
A pousada é atraente: possui 24 apartamentos com ar refrigerado, quadra de tênis, piscina e estacionamento; é charmosa, em estilo rústico “muito bem cuidado” – o rústico mal cuidado aparenta relaxamento. Os quartos tem móveis em madeira e paredes de tijolos à vista; as camas possuem dossel, detalhe que lhes confere um ar romântico e chique ao quarto e ainda protege o hóspede dos mosquitos. O atendimento é cortês. O cardápio do restaurante oferece excelentes escolhas. Há internet à disposição dos hóspedes. A pousada aceita cartão de crédito das bandeiras D,M e V, o que torna pousada bem mais prática.
ATENÇÃO: as reservas têm que ser efetuadas com muita antecedência porque a pousada é muito procurada. (www.rede-resort.com.br e telefone: (85) 3351.3114). 

B – Um pouco mais à frente está a POUSADA das MARÉS, também em frente à praia, mas com um porém: a pousada fica em plano bem mais alto que a praia e, apesar do caminho facilitado, é cansativo.
Estrada da Barra do Estrela, em Mundaú. Tel: (85) 3351-9092http://www.pousadadasmares.com.br.

São 24 apartamentos. Um dos inconvenientes – há outros postados neste site – deve-se à total falta de praticidade no que concerne à mudança de temperatura dos aparelhos de ar condicionado dos quartos, controlada por um funcionário da pousada. Ligar, desligar ou alterar o funcionamento do aparelho exige a presença de “terceiros” em seu quarto, acabando com sua privacidade. Além do mais, dependência totalmente desnecessária. NÃO RECOMENDO A POUSADA por esse e outros inconvenientes.
A meu ver qualquer valor de hospedagem é caro (até mesmo o menor valor), pelo que a pousada oferece. O horário do jantar, por exemplo, terminava às 21.00 h em outubro de 2009. Um absurdo! As opções no cardápio eram pouquíssimas. Pareceu-me ser sobra do almoço preparado para as dezenas de pessoas que saltam dos ônibus de turismo que estacionam em frente à pousada com a finalidade de passar o dia na praia.

Para a cobrança desse programa, construíram guichês (com grades e tudo o mais) nas dependências da pousada, semelhantes aos de estádios de futebol. Imaginem isso! É mais uma opção “fotogênica” que ao vivo e em cores deixa a desejar, principalmente no tocante a esses pormenores. Aceitam cartões de crédito D, M e V.

C) – Outra pousada não recomendável (a meu ver) é a VIRA SOL, em Flecheiras, igualmente na beira da praia. Pousada cascão!
(www.pousadavirasol.com.br) e Tel.: (85) 3351-3012.
A pousada também é fotogênica e “ficou bem na foto” do site. Entretanto, ao se ter um pouco mais de contato, vê-se que não é nada daquilo. Faz o estilo “rústico relaxado e sujo”. Uma pequena reforma, manutenção e limpeza bastariam para transformá-la em uma pousada apreciável.
No banheiro do apartamento que ocupei com minha sobrinha não havia toalha de rosto. Todas as vezes que uma de nós tomava banho de chuveiro o banheiro alagava completamente. O papel sanitário estava acabando e não havia substituto disponível. Ao descer para providenciá-lo, passei por dois banheiros situados no térreo e próximos ao local onde o café da manhã é servido; entrei e constatei a impossibilidade de serem utilizados devido ao estado precário de limpeza. O café da manhã é servido em um largo corredor que serve de passagem para a praia, a piscina e um espaço com redes. Não há local apropriado para essa finalidade. Um horror!

D – POR OUTRO LADO…
Não é exatamente “por outro lado”, mas “do outro lado” da rua… há um hotel des-lum-bran-te atualmente chamado DAYÕ HOTEL, Ex ORIXÁS DAS ARTES, exatamente o oposto da Pousada Vira Sol.

Com muito engenho e arte o proprietário transformou o rústico em luxo, cercando o hotel com esculturas magníficas – que às vezes surgem em meio à mata nativa onde se situa -, quadros e livros; objetos de decoração de gosto requintado estão por toda parte.
Comenta-se na vizinhança que as peças de madeira destinadas às esculturas eram imensas: chegaram em caminhões e foram esculpidas no próprio local em que estão expostas. Essa medida evitou qualquer dano no transporte das esculturas caso estivessem  prontas.

O projeto paisagístico é outro deslumbramento: um oásis saído de algum cenário de filme americano. Ou teria saído de uma história das Mil e Uma Noites? Não importa. É lindo e está ali ao vivo e em cores para quem quiser se deslumbrar. A pousada/hotel está aberta à visitação.
São 20 suítes cujos preços de diária variavam entre R$680,00 e R$1.950,00 reais na época, batizadas com nomes de Orixás. A decoração dos quartos remete o hóspede a Bali; ou à Índia? Ou talvez…. à Tailândia? Também não importa. São magníficas e quem pernoita no ex ORIXÁS DAS ARTES nem precisa sonhar; cada aposento do hotel propicia ao hóspede a faculdade de sonhar acordado.
O hotel oferece passeios e excursões pelas cercanias e suporte (instrutor e equipamentos) para quem pratica Windsurf ou Kitesurf.
O restaurante acompanha a decoração do hotel e fica em frente à praia.
Para viver esse sonho o endereço é Avenida Beira Mar, 574, Flecheiras, CEP 62690-000, Brasil, Trairi.

JERICOACOARA CADA VEZ MAIS PRÓXIMA

Dia seguinte saímos novamente às 8.30 h em direção à Jeri passando por outra praia muito procurada do município de Trairi: Mundaú.
Essa localidade também possui algumas atrações além da prática de wind e kitesurf, os mais procurados. Há trilhas leves, moderadas e radicais que poderão ser efetuadas a pé, de bicicleta ou a cavalo; sandboard, passeio de catamarã pelo rio Mundaú e de buggy pelas dunas também são opções.
Pela CE 085 a viagem dura cerca de 2 horas de Fortaleza até Mundaú.
Não tenho indicações de hotel e restaurantes, pois até o momento não tive oportunidade de pernoitar na localidade. Uma consulta ao site http://www.mundau.com.br e ao http://www.hotelinsite.com.br ajudam bastante para quem tiver intensões de se estender um pouco mais nessa paisagem.
Após Mundaú, as praias mais conhecidas são: Baleia, Almofala e Preá.

PREÁ
fica no município de Cruz, distante de Jericoacoara curtos 13 km.
Os ventos são fortes e, por isso mesmo é uma das praias mais procuradas no Nordeste por quem pratica esportes dependentes do vento.
É conhecida internacionalmente pelos amantes de kitesurf, que a frequentam durante todo o ano.
Preá já possui pousadas confortáveis com boa infraestrutura; para quem chega com o objetivo de praticar o referido esporte, o ideal é hospedar-se em uma pousada que tenha um instrutor e/ou alugue equipamentos. Entre julho e janeiro a praia fica totalmente invadida por velejadores.
Há um restaurante rústico cujo piso era a própria areia da praia – essa casa era tudo de bom; culinária simples, mas sem concorrentes: o AZUL DO MAR era parada obrigatória.
Digo era porque sofreu uma grande reforma e agora conta com dois andares – ampliou seus domínios. Será que aquele peixe delicioso continua o mesmo?

 🤔  Hum…, sei não.

JERICOACOARA
O período mais sereno para curtir o vilarejo é entre o fim do Carnaval e o início de julho. Março e abril são meses chuvosos. Ainda bem, pois enchem algumas lagoas que ficam totalmente secas no segundo semestre. O fundo da DUNA DO FUNIL (próxima a Tatajuba) por exemplo, transforma-se em pasto. Só mesmo vendo para acreditar.
Se você estiver viajando em carro de passeio, convém deixá-lo estacionado em Jijoca. Tanto de Preá quanto de Jijoca, chegar à Jericoacoara em veículo de passeio é um grande risco. Apenas os veículos com tração nas quatro rodas (4×4) têm condições de navegabilidade por esses atoleiros. Além do mais, Jeri dispensa automóveis de passeio. Tudo é muito próximo no vilarejo: anda-se a pé (sandálias de borracha são as ideais), de buggy – o mais comum – ou jardineira. O luxo fica para quem alugar um 4×4.

DIVERTIMENTOS
Não faltam em Jeri.

1 – A DUNA DO POR DO SOL
Constitui um ritual para quem ainda não conhece Jericoacoara. Além de cartão postal, é o camarote de onde os calouros e alguns catedráticos em Jeri assistem ao por do Sol. A subida é cansativa; e para facilitar essa escalada há cavalos que poderão ser alugados e tornar esse encontro com a duna bem mais fácil.

2 – LAGOA DA TORTA ou TATAJUBA
Essa lagoa fica no município de Camocim a 87 km de Jericoacoara, de acordo com números do Guia 4 Rodas.
Cumpre-me lembrar mais uma vez de que carros de passeio não circulam por esses lugares. Bugues e outros veículos mais possantes (4×4) são os apropriados para cobrir esses percursos.
Em Jericoacoara utilizei os serviços do Airton Albuquerque que não poupou esforços em nos mostrar o que Jeri e arredores têm de mais bonito. Ano passado (out/2009) contratamos um bugueiro de nome Didi. Muito educado, simpático, mas quando lhe perguntamos a respeito da Lagoa Azul, afirmou que devido às chuvas fortes do período, as Lagoas Azul e Paraíso haviam se transformado em uma só lagoa… e ainda por cima levou-nos para um ponto da Lagoa Paraíso que não podia ser mais sem graça.
Airton, não; fez questão de nos levar até a Lagoa Azul – belíssima – e ainda nos levou a um ponto paradisíaco da Lagoa do Paraíso onde almoçamos um peixe grelhado excelente. Seu telefone é (88) 9947.7716 e (88 )8851.3984). Airton também é conhecido pelo apelido de Picolys, batizado assim por italianos devido a sua baixa estatura.
A Lagoa da Torta é de águas limpas, cristalinas, em tom esverdeado. Há restaurantes em seu redor que servem o almoço em mesas colocadas dentro d’água se assim o freguês desejar. Há redes esticadas também dentro d’água, o que torna mais aprazível ainda tomar aquela cervejinha gelada. É curtir a paisagem e agradecer a Deus por esse momento lindo. Antes da chegada à lagoa, há uma parada na barraca de D. Delmira em Nova Tatajuba para quem quiser se refrescar tomando uma água de côco gelada. D. Delmira tem muitas história para contar, principalmente a que diz respeito ao soterramento da antiga comunidade pelas dunas e o nascimento da Nova Tatajuba. Além dessa história há outras que conta a respeito de uma aparição na época em que as casas estavam sendo tragadas pela areia.
Outra parada é na Duna do Funil, nas proximidades da Lagoa. Trata-se de uma duna com formato desse objeto cuja profundidade é espantosa.
O passeio à Lagoa da Tatajuba pode durar um dia inteiro, pois os bugueiros ficam à disposição de quem os contrata.

3 – LAGOA AZUL, do CORAÇÃO e PARAÍSO.
O passeio à Lagoa Azul inclui uma travessia de jangada até um banco de areia, onde há um bar/restaurante à disposição. A cor de suas águas impressiona pela cor; tem-se a impressão de que foi tingida por anil. Linda! Dali, a direção é a Lagoa do Paraíso. Ailton, com sua boa vontade é que nos levou até a Lagoa do Coração, cujas águas são de um tom de verde também belíssimo. Essa variação de tonalidades das águas das lagoas é muito interessante pelo fato de estarem próximas e com características tão díspares.

4 – PASSEIO PARA CONHECER CAVALO MARINHO e CARANGUEJO VERMELHO – FURADA!
Não caiam nessa porque é uma “tremenda canoa furada” como dizem popularmente. No caminho para a Lagoa da Torta, os bugueiros fazem uma parada em um braço de rio onde o turista é convidado a embarcar em uma canoa para conhecer os ditos animais. Os cavalos-marinhos são pescados nas margens e colocados em garrafas pet cortadas. Esses pedaços de garrafa então são passados de mão em mão a fim de que os cavalos marinhos sejam apreciados e, logo depois, devolvidos a seu habitat. Quanto aos caranguejos, por serem mais abundantes, são vistos da própria canoa sem que sejam molestados pelos remadores. A curiosidade custa R$10,00 por pessoa. Não recomendo.

5 – PEDRA FURADA. Esta, NÃO é FURADA! Isto é: a pedra, sim.
Acompanhe o movimento da maré e, na vazante, faça uma bela caminhada pela beira da Praia da Malhada até a Pedra Furada.
A caminhada é de aproximadamente dois quilômetros e, em pouquíssimos trechos será inevitável passar por cima de pedras. Entretanto, nada que dificulte o prazer da caminhada, que vale muito à pena. Na volta, faça o caminho por cima do morro. Na maré baixa, o mar deixa piscinas naturais ao longo de toda a praia. Algumas têm boa profundidade e suportam até três pessoas em seu interior, tal sua dimensão. É um passeio muito bonito e aprazível além de ajudar a manter a forma pelo exercício que se faz. Na chegada à Pedra Furada há pessoas vendendo água de côco gelada. Portanto, não se esqueça de levar algum trocado.

RESTAURANTES em JERICOACOARA

1 – O CARCARÁFica na rua do Forró, 530 (88) – Telefone(88) 99773-0513.
Funciona de 2ª a sáb de 12h às 23h; dom. de 16h às 23h. O cardápio é variado e a comida é bem saborosa. Ambiente aconchegante.

2 – NA CASA DELA– Localizado na rua Principal, 20, bem no Centrinho de Jeri. (88) (88) 99717-8649.
Funciona de 2ª a sábado de 18.30h às 0h. Fecha nos meses de maio e junho. Culinária simples e saborosa. O chão é de areia, combinando com as ruas de Jeri. Tudo bem simples e de muito bom gosto. O artesanato está em toda parte: desde a capa do cardápio até a forma como são servidos os brigadeiros, em embalagens de ovo; aquelas mesmas, de papelão, feitas com material reciclado. O restaurante possui uma loja de artesanatos.

3 – O TAMARINDO – Ao lado do ex Hotel Mosquito Blue – atual My Blue Hotel, na rua Ismael, s/n, fica esse restaurante inaugurado recentemente. Sua culinária é mais requintada, os pratos são bem elaborados. O ambiente é aconchegante e decorado com originalidade. A mistura do rústico com detalhes modernos conferem um toque diferenciado ao lugar. O atendimento não poderia ser melhor: as jovens são super simpáticas e estão constantemente recebendo a clientela com um largo sorriso. Há uma parte ao ar livre com longas mesas de madeira em formato de ondas e outra coberta, igualmente charmosa.

4 – O LEONARDO DA VINCI – Está sempre lotado, mas vale à pena esperar para saborear o risoto de lagosta, por exemplo, um presente dos deuses. Para quem estiver com saudade da carne vermelha, pode pedir que o restaurante também capricha: é bem gostosa. Fica na rua Principal, 40, bem pertinho do Na Casa Dela. Tel: 88 – 3669.2222  e (88) 99911-8080. Fecha de abril a junho. Horário de funcionamento: De 18.00 h à 0 h.
O restaurante é recomendado pela revista Quatro Rodas; faz sucesso em Jericoacoara por sua culinária contemporânea, preços convidativos e pratos bem servidos.
O chef se dá ao luxo de usar ingredientes importados da Itália; a carta de vinhos – incluindo champagne – é variada e apresenta rótulos conhecidos por sua qualidade.

PARTINDO PARA O DELTA DO PARNAÍBA

A saída de Jericoacoara para o Delta é em direção a Camocim, município onde se encontra a Lagoa Tatajuba; mais uma vez fizemos uma corrida em 4×4 pela beira do mar, só que dessa vez como despedida de Jeri.
De Camocim até o Parnaíba são 125 km que fizemos pela estrada CE 202 até Barroquinha; nessa localidade trafegamos pela BR 402 até nosso destino.
Parnaíba é uma bonita cidade que não tivemos tempo de explorar devido à nossa pressa em chegar a Barreirinhas.
Pegamos um barco no Porto dos Tatus que nos custou R$200,00 para 4 passageiros e lá fomos nós Parnaíba abaixo com nosso guia de nome Estácio, um jovem profundamente conhecedor daquelas águas que, por sinal, estavam um pouco agitadas naquele dia.
Para almoço paramos na Ilha das Canárias na CASA DE CABOCLO (pousada e restaurante) e comemos o peixe mais delicioso de nossas vidas. Após aguardarmos alguns minutos, chegou o pescador com dois amarrados de peixes que, rapidamente limpos, já estavam fritinhos em nossos pratos. Melhor que isso, impossível.
Passeamos um pouco mais pelo rio e retornamos ao centro de Parnaíba onde nos hospedamos na Pousada dos Ventos, no bairro de Fátima.
Essa pousada fica na Av. São Sebastião, 2586 (Tels: (86) 3323.2555 e 2556. Site: http://www.pousadadosventos.com.br.), em uma chácara com piscina. O café da manhã e o serviço de restaurante são fartos e variados.

NÃO CAIA NESSA!

Nosso erro foi ter optado pelas acomodações mais simples, levando em conta o fato de que dormiríamos apenas uma noite.

Os quartos são muito pequenos, desconfortáveis, mal conservados e os banheiros menores ainda.

Para se ter uma idéia, todas as vezes que chuveiro era aberto, molhava o minúsculo espaço e a água vazava para o quarto. O vaso sanitário fica, praticamente, embaixo do chuveiro. O ar condicionado funcionou precariamente e era muito barulhento. Para completar o cenário, essas literais INCOMODAÇÕES (e não “acomodações), ficam acima de uma lavanderia de onde sai, permanentemente, um bafo quente em um corredor externo que serve de entrada para os quartos.

Não bisbilhotei as acomodações dos edifícios mais próximos à recepção, mas… pelo que enfrentamos naqueles cubículos, qualquer coisa melhorzinha já está de bom tamanho.

O preço cobrado por esse desconforto foi absurdo em 2011 : R$95,00 o quarto duplo e R$70,00 o individual! NÃO RECOMENDO esse tipo de apartamento nem para guardar a mala.

BARREIRINHAS À VISTA

Dia seguinte continuamos nossa jornada até Barreirinhas passando por Caburé, onde nos encontramos com amigas que saíram daquela cidade e desceram o rio Preguiças para nos buscar na Pousada Porto Buriti (www,pousadaportoburiti.com.br) – Tel: (98) 9984.0028), muitíssimo bem localizada na foz do rio com a Praia de Caburé.
Nessa localidade havia dois restaurantes; tivemos indicações para almoçarmos no da pousada, mas acabamos optando pelo outro por estar mais animado: um violonista tocando boas músicas, coisa e tal … mas… ,deixou a desejar em tudo, inclusive em atendimento.

Mais tarde subimos o rio e paramos em uma localidade chamada Mandacaru, cuja atração principal trata-se de um farol situado em Reserva da Marinha.
Não tivemos coragem para subir mais de 160 degraus, apesar de estarmos informados de que a vista lá de cima é um prêmio pelo cansaço da subida.
Fora isso, algumas casas vendendo artesanato em palha compõem o cenário; uma sorveteria na entrada da Reserva – e diga-se de passagem, muito bem situada – substitui um oásis até mesmo para quem não escalou o farol.
Voltamos ao barco e prosseguimos a navegação até uma barraca situada na beira do rio em local chamado Vassouras, onde vendem cerveja, refrigerantes, água de côco, etc. Essa parada não vale nem a água de côco fresquinha.
A principal atração local são uns macacos que os proprietários da barraca cansam de chamar (cada um tem um nome), mas os animais, avessos à  obediência, não dão as caras.
Na próxima vez, VASSOURAS será, literalmente, varrida do meu roteiro.

BARREIRINHAS

Nosso transfer em lancha de Caburé a Barreirinhas ficou a cargo da SÃO PAULO TURISMOhttp://www.turismospt.com.br – na rua Antonio Dias, nº 3, no Centro da cidade. Tels: (98) 3349.0079; (98) 9112.0021 e (98)9149.4666 + (98) 8837.2530, números da Sra. Maria José.
Agora, final do ano de 2017, procurei pela empresa e não a encontrei.

A sra. Cássia e sua mãe Maria José estão à frente da São Paulo Ecoturismo; a empresa faz OS CIRCUITOSLagoa Azul (incluindo outras lagoas no passeio), Lagoa Bonita (também inclui outras lagoas nesse circuito), Praia de Caburé, Flutuação no Rio Cardosa (IM-PER-DÍ-VEL), Atins, Santo Amaro, City Tour em São Luiz, Rota Das Emoções (Lençóis-Delta e Jeri), além de roteiros personalizados.
Os passeios que fizemos pelas dunas (dois dias) e a flutuação no rio Cardosa ficaram por sua conta.

MAS, COMO O QUE NÃO FALTA em BARREIRINHAS é AGÊNCIA de TURISMO…

Agora, a maior das aventuras ficou a cargo da TROPICAL ADVENTURE, em quadriciclo. IM-PER-DÍ-VEL!!!

Av. 31 de Março, 15, Posto Leal, sala 1, Centro
Barreirinhas-Ma – Brasil Cep: 65590-000
Telefone: *55 98 3349-1987
OI: *55 98 98705-0311
VIVO: *55 98 99194-4325 / 991399749
TIM: *55 98 98122-1010 / 98203-7575 / 98162-1211

O PERCURSO era! de Barreirinhas até Atins pelas dunas e durava quatro horas (ida e volta sem contar a parada para almoço) só em viagem na mais emocionante aventura. Um balé cuja coreografia é definida pelas dunas, uma emoção sem precedentes em um oásis quase infinito de água e areia até onde a vista pode alcançar.
Ao sermos apresentados a nossos guias – um em especial de aparência muito frágil e de apenas 14 anos – sentimo-nos inseguros. Sabíamos que a viagem era longa e desconhecíamos o cenário magnífico que nos esperava. Quase desistimos!
Aquele velho erro de julgar pelas aparências foi uma lição para todos nós: além de os meninos nos ofereceram muita segurança, ofereceram um espetáculo de habilidade em seus quadriciclos e em conhecimento de navegação inigualáveis.
Imaginem uma viagem de quatro horas pelas dunas, sem nenhum aparelho que pudesse orientá-los!!! Nenhum GPS, nenhum mapa e nenhuma bússola foram usados. Que dirá celular!!! Fomos guiados pela experiência desses jovens corajosos (Mailon, Leonardo, Nonato – o guia mestre – e Levy, o guia de 14 anos) a quem registro aqui nosso agradecimento pelo profissionalismo e por terem nos guiado em um dos momentos mais bonitos e emocionantes de nossas vidas.  Quem nos convenceu de que essa aventura seria IMPERDÍVEL! foi Sr. Alfonso, proprietário da Tropical. A ele também fica nosso agradecimento e nosso reconhecimento pelo conselho.

Um lembrete: LAGOA BONITA. A subida da duna para se chegar à Lagoa Bonita é tão íngreme e cansativa que há uma corda para auxiliar na escalada. Todo cuidado é pouco para quem tem problema de saúde e não pode fazer esforço. Subi lentamente fazendo muitas paradas e, mesmo assim, cheguei ao topo com o coração batendo fortemente, quase saindo pela boca.

A compensação é a paisagem que se vislumbra na chegada. Coisa de louco! Lá em cima, a caminhada não é tão pesada quanto a do Circuito da Lagoa da Preguiça, da Esmeralda e outras. Passa-se de uma lagoa a outra com facilidade.

Há de se ficar atento! Não se tratam de passeios que qualquer pessoa possa fazer dado o grau de dificuldade nas subidas das dunas e nas caminhadas à beira das lagoas. E isso, nenhuma empresa de turismo previne.

O QUE FAZER À NOITE?

À noite todos se reúnem no cais da cidade, onde tudo acontece. O local é maravilhoso, de excelente astral, ponto de encontro da alegria, dos risos, de reunião dos grupos que contam as novidades vividas em cada dia, das paqueras, das trocas de emails, telefones e endereços.

O cais de Barreirinhas é uma festa todas as noites; o point é no Barlavento, o melhor restaurante da cidade. A pizza, assada em forno à lenha, é deliciosa.
A cidade conta com muitas pousadas pois o número de turistas aumenta a cada ano; algumas são de categoria superior surpreendentemente belas.
Com referência à algumas pousadas estabelecidas na beira do Rio Preguiças há um inconveniente a que seus hóspedes não podem fugir: o “ultimo barco” parte de um local bem distante do cais, em torno de 22.30 h; ou seja, no melhor da festa o hóspede tem que retornar à pousada. Um exemplo desse esquema é a Pousada Sossego do Cantinho.
Hospedar-se na cidade é bem melhor porque volta-se para a pousada na hora em que bem se entender. A POUSADA D’AREIA é excelente! Por ficar em frente a uma duna no Centro de Barreirinhas recebeu esse nome. Basta atravessá-la para encontrar uma praia do outro lado. Simples e maravilhoso assim.

Os quartos são amplos, os colchões bem confortáveis. Serve um café da manhã muito bom em companhia do proprietário, Sr. Luiz, que faz questão de trazer todos os dias umas torradas quentinhas para o café. Ele e sua mulher, Sra. Catarina, estão à frente da pousada. Em agosto de 2010 Sr. Luiz inaugurou um prédio ao lado do existente e ampliou sua pousada.
Após quatro noites de permanência na cidade rumamos para SÃO LUIZ.
Barreirinhas ficou para trás e deixou muita saudade. Foi a cidade que completou a ROTA DAS EMOÇÕES, levando em conta que a iniciamos em JERICOACOARA.

PARTIDA PARA SÃO LUIZ:
Fomos de taxi para São Luiz por intermédio do sr. Jorge Arruda (tels: (98)3269.4008 e (98)9969.4544). O serviço deixou a desejar pelos seguintes fatos: éramos 6 pessoas com malas e algumas bolsas. O carro, um Fiat modelo Doblô, não foi suficiente para nos transportar confortavelmente e o melhor jeito foi amarrar as malas no bagageiro em cima do carro.

O motorista apesar de educado e simpático deixou nossas malas sem a menor proteção, à mercê da poeira barrenta e do Sol. Só amarrou uma lona por cima de nossas bagagens porque pedimos; do contrário, nossas malas chegariam a São Luiz em petição de miséria -alguns trechos da estrada na saída de Barreirinhas para São Luiz têm muita poeira.

Além de dirigir mal e fazer manobras de ultrapassagens perigosas (uma das barbeiragens que fez nem percebeu), ainda havia dois telefones celulares que não paravam de tocar e ele não deixava de atender. Um perigo só. Ao chegarmos a S. Luiz telefonei para o Sr. Jorge Arruda, reclamando de seu mal comportamento ao volante. Portanto, serviço NÃO RECOMENDÁVEL!

SÃO LUIZ – 
Nesta cidade hospedamo-nos no Premier, um hotel que funciona nos mesmos moldes que o Íbis; inclusive no tocante ao esquema de café da manhã. O hotel não dispõe de mapa da cidade, tampouco a agência de turismo agregada ao Premier. A Internet está à disposição; mas, impressora? Nem pensar!
No hotel do outro lado da rua, categoria superior, também não havia mapas, nem a possibilidade de impressão de documentos.

Para imprimir nossos bilhetes aéreos tive que pegar um taxi, ir ao Centro – distante aproximadamente em 10 km do hotel Premier -, e procurar uma lan-house; encontrá-la, não foi tão fácil como imaginava. Diante do exposto, mais um alerta: leve seu mapa na bagagem se quiser encontrar mais facilmente os pontos turísticos que sejam de seu interesse. Senão … terá que perguntar muuiiiito.
O Centro Histórico é sempre recomendável apesar do péssimo estado de conservação. Uma lástima os governantes maranhenses deixarem ruir parte da História de nosso País. É nossa cultura perdendo para o descaso, para a falta de respeito à sua Memória. Prédios lindos em ruínas, “em adiantado estado de decomposição”, literalmente “tombados” pelo Patrimônio Histórico e Cultural.

A capital é exatamente o oposto de ALCÂNTARA, situada do outro lado da Baía de S. Marcos.
O lugar é um encanto: preservado, limpo, pacato, uma graça!. Há restaurantes que servem comida boa a serem considerados. No desembarque, meninos cercam os visitantes e oferecem o que o “seu restaurante” tem de melhor.

Muito bem estudado e sem perder uma letra, o cardápio flui com muita rapidez nos discursos sem atropelos desses pequenos. Toda atenção é pouca para não acabar comendo gato (e olhe que são muitos nos restaurantes de Alcântara) por lebre em algum lugar.
Contrate um guia – certamente haverá muitos deles aguardando as embarcações – e conheça a História do lugar. Vale à pena.

Outro aviso: não se comprometa com nenhum guia no cais de São Luiz. Espere para chegar a Alcântara para não correr o risco de cair em alguma esparrela com essa história. Chegamos a acreditar em um mentiroso que atravessou conosco no catamarã, mas, logo após nosso desembarque em Alcântara, descobrimos que tratava-se de um farsante. Não sabia nada, nem guia turístico era.

A viagem em catamarã é demorada, barulhenta e muitos enjoam. Consultar os horários de saída das embarcações maiores é fundamental. Esses horários variam muito devido ao movimento das marés que, ao baixarem, deixam o fundo da Baía à mostra e aí o embarque/desembarque é transferido para outro lugar.

Na Praia da Ponta d’Areia há outro cais. Vale também consultar os horários de saída de Alcântara. No dia em que a visitamos, saímos do Cais da Praia Grande ás 9.30 h da manhã e tivemos que retornar em uma embarcação da Aeronáutica às 14.00 h. Não houve tempo para conhecermos os pontos históricos e  nem para almoçarmos tranquilamente. Tudo ficou muito corrido. Por isso, acertar esses horários é de suma importância.
Os locais são os seguintes: Terminal Hidroviário da Praia Grande. Tel: (98) 3232.0692 – Rampa Campos Melo, s/n; no mesmo cais, há os serviços: DIAMANTINA e o BAHIA STAR que oferecem embarcações com ar refrigerado, serviço de bordo, TV e vista panorâmica, com dois horários de saída de São Luiz para Alcântara: um às 7.00 h e outro às 9.30. Para retornar à capital, também são dois horários: 8.30 h e 16.00 h. Demos uma bobeada, não consultamos essas opções e ficamos na saudade. Para os interessados é bom consultar o site http://www.turismo.ma.gov.br.
Ainda em São Luiz, uma visita à Catedral, à Fonte do Ribeirão, ao mercado Casa das Tulhas na rua da Estrela, à Prefeitura e ao Palácio do Governo, são interessantes.
(FIM)

Post editado em 28/03/2011 10:14:34 e
atualizado em 22/12/2017 18.41 h.

 

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