Experiências em viagens

PERU . LAGO TITICACA e UROS . Tremenda Furada! O Nome Do Lago Já Diz O Que Você Vai Encontrar.

PERU . LAGO TITICACA e UROS . Tremenda Furada! O Nome Do Lago Já Diz O Que Você Vai Encontrar.

 


Puno
é uma cidade de 125 mil habitantes que aparece em quinto lugar entre as cidades mais altas do mundo. Sua topografia oscila entre 3.810 e 4.050 metro acima no nível do mar. É o ponto de partida para quem deseja visitar o Lago Titicaca e Uros, que faz fronteira com a Bolívia. Este lago possui 8.490 km² de superfície e 280 metros de profundidade.

A principal atração de Puno posiciona a cidade em quarto lugar no ranking das cidades mais procuradas por turistas, perdendo apenas para Lima, Cusco e Arequipa.

Uros é como são chamadas as ilhas artificiais construídas por peruanos e bolivianos sobre as águas do Lago Titicaca.

FOTO DESTACADA Barcos manufaturados em totora, uma das atrações do Lago Titicaca.

 

 

DSCN1456 (1024x490)VISTA PARCIAL DE PUNO.

 

1 – COMO CHEGAR A PUNO

De Lima a Puno você enfrentará 17 horas de estrada com uma parada em Arequipa. Entretanto, esse tempo de viagem diminui consideravelmente, caso você opte por viajar de avião.
A viagem ficará em torno de 1.50 h, mas há um porém – o aeroporto fica na cidade de Juliaca, a 45/60 minutos de Puno.
Há voos de Lima, Arequipa e Cusco para Juliaca, além de trens provenientes de Cusco e Arequipa com opções de classes. Tenha idéia da viagem de Cusco a Puno por trem, clicando aqui.

 

Lago Titicaca - Chegada a Puno.
Lago Titicaca – Chegada a Puno.

 

Partida para Uros. O lago é o Titicaca.
Partida para Uros. O lago é o Titicaca. Até então, tudo bem.

 

Interior da embarcação que nos conduziu a Uros.
Interior da embarcação que nos conduziu a Uros.

 

Vista parcial de algumas ilhas flutuantes conhecidas como Uros.
Vista parcial de algumas ilhas flutuantes conhecidas como Uros.

 

Estas ilhas flutuantes são construídas com um material chamado totora, semelhante ao nosso junco.
Estas ilhas flutuantes são construídas com um material chamado totora, semelhante ao nosso junco.

 

2 – ILHAS FLUTUANTES

O material empregado é a totora, uma planta aquática (foto) facilmente encontrada em regiões pantanosas da América do Sul e abundante na região. Assemelha-se ao familiar junco (utilizado em larga escala no Brasil pela industria moveleira), igualmente encontrado em terrenos alagados e úmidos. Atinge entre 1 e 3 metros de altura.

 

Observem que o nome do lago tem a ver com sua aparência.
Observem que o nome do lago tem a ver com sua aparência.

 

Por esta imagem, nenhum de nós poderia imaginar o que constataríamos minutos mais tarde.
Por esta imagem, nenhum de nós poderia imaginar o que constataríamos minutos mais tarde.

 

Típica embarcação construída com totoras.
Típica embarcação construída com totoras.

 

 

3 – O QUE CONSTROEM COM A TOTORA?

O Lago Titicaca, na região de Puno, conta com mais de 80 dessas ilhasm segundo informações do guia que nos acompanhou nesse passeio, e abriga cerca de 300 famílias.
A totora entra na construção das ilhas flutuantes (uros) e tudo mais que a imaginação permitir. Temos como exemplo as moradias (paredes e tetos), os colchões, as embarcações, os postos de atendimento médico, restaurantes, cafés, escolas e até hotéis manufaturados com esse material que a natureza lhes oferece em abundância.
Essas “formações insulares” puramente artesanais, se é que podemos dizer assim,  acabaram por formar uma cidade. Cada ilha comporta um número X de habitações, dependendo de sua extensão.

4 – DESENTENDIMENTOS ENTRE VIZINHOS

Conflitos entre habitantes de ilhas vizinhas algumas vezes são vingados com o corte das cordas que servem para ancorá-las, deixando-as à deriva. Já imaginou uma situação dessas? Você dorme no Peru e acorda na Bolívia?

5 – O DESEMBARQUE EM UMA DAS ILHAS

Assim que chegamos, fomos convidados a sentar em um amarrado de totora a fim de assistirmos a uma aula de geografia de nosso guia, e outra de técnica de construção e funcionamento pormenorizado das ilhas desde a colheita da matéria prima.
Até os cuidados redobrados com a utilização do fogo o guia incluiu na palestra e achei muito interessante.
Material de fácil combustão não falta, motivo pelo qual cozinham ao ar livre. Terminadas suas tarefas, o fogo  é imediatamente apagado.

 

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6 – E OS BANHEIROS? COMO FUNCIONAM?

Banheiros funcionam precariamente, e lhe deixo imaginar o ritual de higiene ao sair. Não pense que vai encontrar água e sabonete para lavar as mãos, uma toalhinha ou álcool em gel, porque isso seria esperar demais.
Pense nos habitantes das mais de 80 ilhas inseridos neste contexto. Pensou? Agora imagine onde esse expurgo todo vai parar. Imaginou? Pois é… É lá mesmo onde você está pensando. Quem sabe, por conta disso, a totora não atinja seus 3 metros de altura? Adubo não falta…

7 – CONTINUE IMAGINANDO O SEGUINTE:

De onde vem a água que utilizam para cozinhar? E a do banho? Será que têm esse costume? Não perguntei, não pesquisei e nem quero pensar, levando em consideração que comi algo parecido com um biscoito que nos ofereceram assim que chegamos. Ai! Se arrependimento matasse não teria feito um monte de bobagens que agora compartilho com você para alertá-lo.
A propósito, tive a sorte de encontrar no YouTube um vídeo que poderá lhe mostrar a real situação do que acabei de escrever. Caso interesse, dê uma olhada nesta filmagem de Duone Latino.

8 – AVISO AOS NAVEGANTES

Evidentemente, se estivesse atenta, agradeceria educadamente pela gentileza da anfitriã, mas não comeria o dito biscoito. Agora, para quem estiver a fim de adquirir anticorpos, aconselho mergulhar fundo nos biscoitos e no lago. Caso sobreviva, me escreva.
Mais tarde, no hotel, eu e meu amigo começamos a relembrar determinadas cenas dessa visita e observamos o seguinte: assim que chegamos, cada moradora tratou rapidamente de separar os casais e conduzir cada um para uma cabana diferente.
Distraí-me com a paisagem, e quando olhei para o lado não vi meu amigo porque ele já havia sido abduzido pela anfitriã de uma casa, e eu sendo raptada por outra. Fui levada para um lado e ele para outro. Perdemo-nos de vista com a rapidez de quem furta e assim aconteceu com os demais visitantes.

8.1 – A GRANDE MANOBRA! ATENÇÃO AQUI! 

Nem precisamos pensar muito para  entender o porquê do golpe. Separar os casais trata-se de uma estratégia muito bem bolada, mas que me irritou profundamente quando me dei conta da tática. 
Uma dupla (casal) que visitasse uma cabana, caso quisesse, ofereceria apenas uma contribuição para o visitado, vamos dizer assim. Com essa técnica maliciosa de separar as pessoas e levá-las cada uma para uma cabana, os “simpáticos” anfitriões acabam recebendo donativos de todos!
Meu amigo doou soles em uma cabana e eu em outra. E assim aconteceu com todos os visitantes!
Vimos que as pessoas que moram nestas ilhas (idosos e crianças), vivem em condições precárias e não nos custaria, obviamente, compartilhar alguns soles. Acontece que a abordagem é insistente, pegajosa e totalmente desnecessária. Foi isso que me deixou revoltada! Não se trata de um passeio puro e simples entre as ilhas flutuantes. Nada disso! A embarcação sai do cais com direção certa para uma dessas ilhas “turísticas”. Isso não é turismo! Por isso não me canso de dizer, que se estivéssemos por conta própria não saberíamos da existência desse tipo de “negócio”. Puno “vive” em função do turismo.

8.2 – SE ARREPENDIMENTO MATASSE…

Afinal, o que fomos fazer lá? A cidade não oferece nenhum atrativo a não ser o Lago… Viajar 6 horas de ônibus de Cusco até Puno, pernoitar duas noites em hotel e depois enfrentar mais uma hora de estrada até Juliaca para pegar um avião para Lima não vale o cansaço, o tempo gasto e passar por esta encenação.
Outra turista, autora do blog que passo a seguir, passou por situação pior. Clique aqui e leia.

8.3 – A INCONVENIÊNCIA É DE TODOS

Na cabana que visitei um jovem de seus 15 anos insistiu para que eu e outra senhora sentássemos em uma cama larga, mas resistimos. Prá que isso?
As mulheres beijaram-nos no rosto algumas vezes seguidas, independente de nossa vontade. Nem preciso dizer que não gostei dessa abordagem – aliás, de nenhuma delas – e fiz sinal para que parassem, “muito agradecida” pela manifestação de “afeto”.
Essa mesma companheira de viagem não se deixou vestir por roupas típicas que estavam penduradas em um cabide dentro da cabana. Deveria ter feito o mesmo, mas acabei cedendo. Confesso que me senti desconfortável naquela situação, mas para não ser de todo desagradável, acabei vestindo uma saia, um colete e colocando um chapéu para pousar para uma foto-mico providenciada pela própria peruana. Finalidade? Receber alguns soles pela foto.  Foi armadilha em cima de armadilha!

8.4 – EU, FANTASIADA DE BALÃO

Quando me vi na foto, lembrei-me do balão em que voamos em Roussillon, no sul da França. Eu, gorda e colorida de cima a baixo, era o próprio balão aterrissado em Puno. Mereço.
Meu amigo não aceitou as abordagens, mas em compensação deixou-se levar pela emoção e foi às lágrimas, li-te-ral-men-te, ao ver uma menina deitada na cama com um pano sobre a testa e em estado “febril”. Segundo a anfitriã, fazia dois dias que a criança estava nesse estado e ainda não havia sido medicada.
Generoso e emotivo, o enganado não contou até dois – abriu a carteira e deixou 150 soles na mão da tal senhora a fim de que comprasse medicamentos para a menina. Apoiei-o incondicionalmente pelo nobre gesto, mas depois percebemos que se tratava de um golpe!

8.5 – FINAL CARA DE PAU

Quase alforriados, na hora da saída ainda fomos convidados para passar pelo setor de vendas da ilha onde artesanatos estavam sendo oferecidos entre choramingos e altos preços. Adquiri dois pingentes e dei por encerrada a seção de inconveniências e explorações. Literalmente.
De volta ao hotel, ao trocarmos impressões a respeito dessa experiência com outros companheiros, ficamos sabendo que alguns ilhéus possuem casas na cidade. Isso, dito pelo próprio guia!
Diante de tudo que vi, no final acabei me perguntando se aquela menina estaria realmente febril. Concluí que tudo não passou de mentira.

9 – NOTA

As ilhas são dotadas de placas para captação de energia solar que lhes garantem sinal de TVs, carregamento de baterias (celulares, tablets …). E a água? Fervem a água do lago para cozinhar, tomar banho, escovar dentes? Cismei com a água… Tomam banho e escovam dentes? Sei lá.

Quando digo que o peruano é colorido, não me refiro apenas aos trajes típicos.
Quando digo que o peruano é colorido, não me refiro apenas aos trajes típicos.

 

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Até feira de artesanatos prepararam para receber os visitantes.
Até feira de artesanatos prepararam para receber os visitantes.

 

Habitação Uros Lago Titicaca - Puno, Peru
Habitação de uma cabana Uros no Lago Titicaca – Puno, Peru.

 

Habitação Uros Lago Titicaca - Puno, Peru
Puno, Peru – Uma Habitação Uros no Lago Titicaca .

 

Lago Titicaca - Puno, Peru. Nessa ilha carimbamos nosso passaporte.
Nessa ilha carimbamos nosso passaporte.

 

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LAGO TITICA-CA. Ou, separando sílabas de outro jeito, pode ficar assim: Titi-CACA. Em Puno.

 

Por fora, bela viola. E se não tivéssemos visitado uma ilha flutuante, não saberíamos a verdade a respeito do Lago Titicaca - Puno, Peru
Por fora, bela viola. E se não tivéssemos visitado uma ilha flutuante, não saberíamos a verdade a respeito do Lago Titicaca – Puno, Peru

 

Lago Titicaca, Puno
Clique do Sr. Adriano Jorge. Lago Titicaca, Puno

 

Cuidado! Muito cuidado com a falta absoluta de higiene nestas ilhas. Depois não diga que não foi avisado.

Quem conta uma experiência fantástica neste roteiro é o jornalista Sr. Roberto Freire, do blog Viaje na Viagem. Clique no link e conheça os detalhes da noite que passou no hotel  Uros Aruma Uro

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