Decepcionante o Rancho Português – restaurante recém inaugurado (ocupou o lugar da Pizzaria La Forneria) no Rio de Janeiro.
iMAGEM DESTACADA: Interior do Rancho Açoriano.
1 – COMEÇOU PELA POBREZA DO QUE CHAMARAM DE COUVERT
O couvert do Rancho Português foi o mais tradicional possível: azeitonas pretas, sardela, manteiga e queijo. A cesta de pães apresentada, sim, era variada. Os dois pãezinhos que saboreei eram deliciosos, justiça seja feita.
Como entrada, pedimos apenas uma porção de bolinhos de bacalhau. Éramos quatro pessoas e nos trouxeram sete unidades. Ou seja, em divisão equitativa, obviamente, um de nós ficou sem um bolinho. Até aí – trocadilho à parte -, o bolinho de menos não foi nada demais, apesar de o sabor não ter sido do agrado de todos.
2 – A DECEPÇÃO VEIO LOGO NA CHEGADA DO PRIMEIRO PRATO
A decepção mesmo veio logo na primeira garfada quando experimentei o arroz de polvo. Para início de conversa, o polvo ficou na cozinha.
Em uma travessa transbordante de arroz e excessiva quantidade de molho de tomate – que acidificou demasiadamente o prato -, o chef deve ter colocado, no máximo, 20 cm de tentáculo. Obviamente, cortado em pedaços para dar aquela impressão de fartura. Desequilíbrio escandaloso entre a quantidade do cereal, o molho de tomates e a porção do octópode. Catei os minguados nacos de polvo e não me dei por satisfeita.
3 – INSATISFAÇÃO VISÍVEL
O maitre, ao perceber minha insatisfação com o prato, perguntou minha opinião e pediu licença para me servir um pouco do Bacalhau à moda do Bráz. De nada adiantou, na verdade, porque o estrago já havia sido feito na cozinha.
O outro prato igualmente decepcionante foi o Arroz de Tamboril. Não trocaram nem o cenário: o mesmo arroz carregado no molho de tomate, dois camarões grandes para fazer figuração, aproximadamente 10 anéis finíssimos de lula – mais ou menos do diâmetro de uma aliança – e o tamboril, que seria a estrela da peça, lembrou-me Tim Maia – por pouco, não aparecia neste (mi)show – 4 pedaços pequenos. Ou seja, pura enganação. Em Arroz de Tamboril que se preze, não há camarões e muito menos lula!
4 – O MENOS MAU
E o terceiro prato, Bacalhau ao Bráz, apesar de camuflado entre cebolas, temperos verdes e batata palha, não estava mau.
Tomei um suco de manga e uma garrafinha de água mineral. Os demais amigos consumiram 6 cervejas Long Neck e 2 garrafinhas de água. De sobremesa, pedimos um Rocambole de Laranja, um Pudim, dois Pastéis de Natas ( Desde 1837, só aos doces fabricados na Fábrica de Pastéis de Belém, é permitida a denominação “Pastéis de Belém”. Aos demais fabricados em outras localidades, mesmo semelhantes, não lhes é dado o direito de utilizar este nome, mas Pastéis de Nata) e para fechar o desgosto, 3 cafés.
5 – O ALTO PREÇO DA ENGANAÇÃO
E como tudo na vida tem um preço, o de nossa decepção custou-nos R$669,00 (seiscentos e sessenta e nove reais) – preço de 2015! Pratos mal elaborados, desonestos e serviço antiético – muito apressado para meu gosto, dando-me a nítida impressão de que estávamos sendo enxotados – mal acabávamos de comer, retiravam nossos pratos. Além do mais, o funcionário que cobrou a conta – pagamos em cartão de crédito – tentou retirar a máquina da mão de minha amiga antes da aprovação da operação. Não era à toa que o restaurante estava vazio. NÃO RECOMENDO!
O que salva então? A cesta de pães, a apresentação da ementa, as tradicionais sobremesas e a decoração da Casa.





O cardápío impressionou pela apresentação e os preços altos










Em termos de decoração, o restaurante é bem servido. É justamente o contrário do que servem nos pratos.



