Ao chegarmos ao Hotel Guarda Mor, uma senhora, gentilmente, ajudou-nos com as bagagens e nos conduziu a um dos quartos na parte da frente do prédio que, tudo indica, há milênios foi um edifício de quitinetes.
IMAGEM DESTACADA – A vista para Ilhabela – o que havia de positivo no Guarda Mor.
Confesso que as fotos postadas na internet nos convenceram de que seria possível pernoitar duas vezes nesse cascão.

1- A POCILGA 1
A jovem senhora abriu a porta e, antecipando-se à nossa entrada no quarto, frisou que teríamos uma vista liiinda! Môquiridu…, niki me aproximei da janela mostrei pela segunda vez toda minha insatisfação. A primeira foi com o ambiente, logo que o vi; a segunda foi com “a vista linda” e todo o conjunto da obra – móveis, roupa de cama, cozinha de mau aspecto em frente às camas, banheiro, a BR-101 passando por dentro do quarto, e o tal cartão postal anunciado, bem em frente da janela, era o prédio da Polícia Federal!
Com absoluta certeza devo ter feito uma expressão de reprovação tão grande, que logo depois a recepcionista (que surpreendi mais tarde fazendo comentários jocosos com dois hóspedes a respeito do nome de usuário de meu email) bateu à porta para oferecer um quarto de fundos, mais caro R$70,00 (setenta reais), porém, de frente para o mar. Aceitamos de imediato.
2 – POCILGA 2
Tratava-se de outra quitinete, só que silenciosa. As colchas velhas, as toalhas encardidas e nojentas também estavam lá. Paredes remendadas e sujas, portas idem, maçanetas despencadas, enfim, falta de limpeza e higiene por todo lado.
Nem me darei ao trabalho de escrever o cenário. Vejam as fotos.
























Daí você pode estar se perguntando:
– Mas por que não saiu dessa pocilga?
– Como passar tudo isso para você que me lê nesse instante, se não tivesse ficado lá? Experiências de blogueiro, môquiridu!
NOTA!
Esta postagem foi atualizada em 14.02.2025. O que chamavam de hotel continua sendo anunciado na internet, mas pelo que vi deram uma guaribada nas instalações.