FRANÇA . PARIS: Panoramas, Joufroy, Verdeau, Vivienne e Colbert – Passagens Cobertas em Paris. Visitas Apaixonantes!


IMAGEM DESTACADA: Galeria Vivienne, a mais elegante da cidade.

Adoro galerias. Aqui no Rio me encanta a Galeria Menescal. Não me canso de admirá-la e sempre que posso dou um pulinho até lá. Falando sério, sinto-me em Paris. Em proporções bem menores, mas…sinto-me em Paris. Há, há. Continuar lendo FRANÇA . PARIS: Panoramas, Joufroy, Verdeau, Vivienne e Colbert – Passagens Cobertas em Paris. Visitas Apaixonantes!

FRAÇA . PARIS – De Babel a Eiffel. O que as torres têm em comum?


IMAGEM DESTACADA – Tour Eiffel.

Em princípio, nada. Mas se analisarmos direitinho, lááá no fundo acho que têm algo a ver.

O MITO TORRE DE BABEL
O resumo da história que justifica o porquê de falarmos vários idiomas prende-se à desobediência dos descendentes de Noé. Segundo o Gênesis (nada a ver com o conjunto de rock), os homens formavam um só povo e falavam uma só língua. Já começa por aí. A ordem  não era para crescer e multiplicar? Não era para povoar a terra? Então o povo babilônico não tinha nada que se agrupar na Mesopotâmia… Mas se agruparam, e o pior foi o seguinte: resolveram construir uma cidade e erguer uma torre que alcançasse o céu. Politeístas, queriam chegar aos deuses de qualquer jeito, mas essa idéia não foi lá muito boa. Não-pres-tou.

O flagra atiçou a ira dos deuses e ouviu-se uma voz retumbante: “PAAA-ROU!

O CASTIGO
Óóói!…, mandaram lá de cima uma ventania tão poderosa, mas tão poderosa, que derrubou parte da tal torre. E mais: cada um começou a falar uma língua diferente da outra, a moçada começou a não se entender, a obra ficou parada como acontece até nos dias de hoje, todos se dispersaram e instaurou-se a “confusão” – significado da palavra Babel.

A VEZ DA TORRE FRANCESA
Mas aí você me pergunta: – O que que isso tem a ver com a Tour Eiffel?
Vamos lá: a torre francesa serviu de arco de entrada para uma exposição denominada Exposição Universal – período compreendido entre 06 de maio e 31 de outubro de 1889 -, cujo objetivo era comemorar o centenário da Revolução Francesa (1789). Até aqui nada a ver.

Templos maias, pagodes chineses, pavilhões indianos, mesquitas e até palácios fizeram parte desta atraente mostra, sendo a Tour Eiffel o grande destaque.
Para início de conversa, foi o monumento mais alto do mundo até 1930, quando foi desbancado pelo Edifício Chrysler de Nova Iorque, 5 metros mais alto  (a Tour Eiffel possui 324 m).
Mesmo assim, só bem mais tarde, em 2004, é que a torre perdeu o posto de edifício mais alto da França para o Viaduto Millau: 342 m em seu pilar mais alto.
Continua não tendo nada a ver, mas… espere.
Em 1909, quando expirou o prazo para sua exploração, a torre seria demolida. Felizmente, alguém teve a feliz idéia de o monumento ser aproveitado como antena de rádio e ele está lá até agora para o bem de todos e felicidade geral dos turistas.

Lá pelas tantas… aquela voz retumbante, lembra?, voltou à cena e disse:
DIGA AO POVO QUE A TORRE FICAAA!
Foi justamente o contrário do que os deuses fizeram com aquela outra que voou pelos ares. Olhem só a diferença!!!
Essa decisão me lembrou o Dia do Fico, só que em versão francesa, muito mais chic.

O ENGENHEIRO EIFFEL
O engenheiro Alexandre Gustave Eiffel nasceu em 15 de dezembro de 1832 em Dijon.
Sagitariano igual a mim, era criativo e inteligentíssimo como todo mortal que têm a sorte de nascer sob a égide do maior deus do Olimpo: Zeus!
Era bonito, chiquérrimo (a começar pela cidade onde nasceu) e rico. Um partidão, diga-se de passagem. Faleceu aos 91 anos de idade.

Eiffel também se envolveu na construção da Estátua da Liberdade, inaugurada em 1886 – um presente da França para os EEUU -, e deixou importante legado em Portugal, país que escolheu para viver. Mais precisamente, foi habitante da cidade de Barcelinhos.
A ponte Maria Pia, que permitiu a ligação ferroviária entre as cidades do Porto e Lisboa, foi concebida e construída por sua empresa. O engenheiro não era fraco…

Eiffel não teve intenção de chegar ao céu ao construir o monumento mais alto do mundo naquela época, mas proporciona essa viagem, essa sensação a seus visitantes.
Para quem não sabe, ele mantinha um apartamento no alto da torre – o luxo dos luxos. Também, pudera.

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O apartamento mobiliado que Eiffel mantinha no alto da torre.

Estima-se que mais de 244 milhões de pessoas já acessaram a torre desde sua inauguração.  Para você ter uma idéia, só em 2011 mais de 7 milhões a visitaram.

1889 – A BABEL COMEÇA AQUI:
De Búffalo Bill e Sarah Bernardt à Sua Alteza Real O Príncipe de Galles.

Do famoso caçador de bisões à Rainha Isabelle II da Espanha, em 1889 a torre recebeu visitantes ilustres tais quais o Príncipe de Gales, o Rei da Grécia George I, o Xá da Pérsia Nasser Eddin, o Tzarevich Nicolas II, o Príncipe da Tunísia Taieb Bey, a atriz francesa Sarah Bernahard e, não poderia faltar por motivos óbvios, o Presidente da República Francesa Sadi Carnot.

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Visitantes de 1889: De Búffallo Bill à Rainha Isabelle II da Espanha, passando pelos nobres: Xá da Pérsia, Rei de Nallous e Tzarevich Nicolas II.

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Um rei, dois príncipes, uma atriz  e um presidente francês foram personalidades que visitaram a Tour Eiffel em 1889.

Pessoas vindas de diversas partes do planeta encontram-se nas filas e em seus elevadores.
Podem não se entender, é verdade, a não ser pela linguagem universal da mímica, de um sorriso desenhado no rosto, ou da felicidade que os olhos não conseguem ocultar.

Essa é a Babel onde apesar dos diversos idiomas, todos acabam falando a mesma língua.

O QUE SE VÊ LÁ DE CIMA

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Pallais de Chaillot e Jardins du Trocadéro.
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La Défense.
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AFAC Sport (Kung Fu Adulte et Enfant) em primeiro plano e Rio Sena.
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Tour Eiffel vista do Champ de Mars (Campo de Marte), uma das maiores áreas verdes de Paris. Foi inaugurada em 31 de março de 1889.
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Champ de Mars (Campo de Marte) em primeiro plano. Ao fundo a Tour Montparnasse.
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Les Invalides – Monumento onde se encontra o túmulo de Napoleão Bonaparte.
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Musée du Quai Branly em primeiro plano.
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Arco do Triunfo.
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Da esquerda para a direita: no canto, Parque du Trocadéro, onde está o aquário de Paris; Rio Senna, e parte do Museu do Cais Branly – à direita, embaixo.
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Distâncias que alguns países estão da Torre Eiffel.
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Momento raríssimo! em que fiquei só no alto da torre.
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Acredita-se que hoje em dia a Torre Eiffel pese mais de 10 toneladas.
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Mais de 300 degraus separam o térreo do primeiro andar.

Em 1936, George Mandel, então Ministro dos Correios, Telégrafos e Telefones, solicita a instalação de uma antena de TV no alto do monumento.

No site da torre você encontrará muito mais informações e curiosidades, além de poder adquirir seu bilhete com bastante antecipação.
Caso você não o consiga de imediato, insista. Vá tentando seguidamente. Muitos desistem de seus bilhetes e aí você consegue comprá-lo.
A melhor hora para visitar a torre é no fim da tarde. Você verá Paris sob a luz do dia e, com o cair da noite, transformar-se naquela que conhecemos como a “Cidade Luz”.

Alex Brando, da Alex Tour Viagens, dá uma dica romântica por experiência própria: aproveite este momento que será único em sua vida e brinde com uma taça de Champanhe a linda vista da cidade e… a boa companhia.

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Antena de TV instalada em 1939! na Tour Eiffel.

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CONTATO:

BRASIL . RIO DE JANEIRO: Feira do Rio Antigo – Centro do Rio de Janeiro. Um Brechó a Céu Aberto E Mais Algumas Coisas.


FOTO DESTACADA: Foto panorâmica tomada do extinto Morro de Santo Antonio por Augusto Malta.
Maiores informações a respeito do renomado fotógrafo poderão ser encontradas na página de Márcia Martins Olímpio, no Facebook.

O QUE QUE ESSA FEIRA TEM?
Quem achar que a feira se constitui apenas de antiguidades – juro que eu achei – como o nome sugere, vai sair da rua do Lavradio frustrado porque não é bem assim. Continuar lendo BRASIL . RIO DE JANEIRO: Feira do Rio Antigo – Centro do Rio de Janeiro. Um Brechó a Céu Aberto E Mais Algumas Coisas.

BRASIL . RIO DE JANEIRO. Casa MOMUS – Restaurante de Culinária Mediterrânea no Centro do Rio de Janeiro. Excelente!


FOTO DESTACADA: Lustre em material reciclado. Criação de artesão italiano especialmente para o Momus.

Endereço: rua do Lavradio, 11 – Centro, Rio de Janeiro – CEP: 20230-070.
Horário de FuncionamentoSegundas das 11h30 às 17h // Terça e Quarta, das 11h30 às 24h // Quinta a sábado, das 11h30 às 2h.
Telefones: + 55.21.3852.8250. Email: info@casamomus.com.br// http://www.casamomus.com.br

Faz poucos dias, eu e meu fiel escudeiro, casualmente, nos deparamos com um restaurante muito interessante na rua do Lavradio.

Chegamos devagarinho, assim como quem não quer nada (eu já de olho comprido lá pra dentro pensando no blog), e logo fomos convidados para entrar.
Senti aquela velha familiaridade nas boas-vindas do funcionário que nos recebeu, quando, sorridente, nos disse à moda antiga: – ” Podem chegar, por favor!… Entrem que a casa é sua.”

Como resistir a um convite tão puro, tão “antigo”? Quantas vezes ouvi esse tipo de boas-vindas no comércio do subúrbio carioca onde nasci?
Entramos com muito gosto, claro, e aproveitando a boa vontade de nosso Cicerone, iniciei minha conversa de cerca-lourenço para depois então pedir licença para fotografar e saber algum pormenor de sua história.

O jovem fez questão de nos mostrar todo o restaurante e contar como foi a ocupação do antigo espaço pelo Momus.

O prédio antigo agonizava e carecia de reestruturação. Toda a madeira encontrada na reforma foi reciclada e transformada em estantes e mesas. A luminária, que pende do teto do segundo andar e alcança o térreo, é de material reciclado, criação de um artista italiano. A estante no térreo, belíssima, peça dominante na decoração, pertenceu ao Lidador da rua da Assembléia, no Rio.

O Momus pensou até naqueles que não dispensam um cigarro e criou um espaço interno ao ar livre no segundo andar – uma parte do telhado foi retirada -, para os fumantes não terem o trabalho de descer a escada.
A gentileza e a simpatia do funcionário foram cativantes a tal ponto, que prometemos voltar. Aproveitaríamos o primeiro sábado de agosto, dia da Feira do Rio Antigo, e mataríamos dois coelhos “com uma caixa d’água só”, como dizia um colega de trabalho sem se dar conta de que o dito popular não é bem assim.

Aconteceram alguns imprevistos e só agora, em outubro, conseguimos atingir nosso intento.
Valeu a fidelidade. O atendimento no almoço foi o mesmo que encontramos naquela noite de julho: cordial, simpático, e rápido. Pratos bem servidos e comida temperada do jeito de que gostamos.

Costumo dizer que cozinha é sinônimo de “laboratório” – qualquer componente em desequilíbrio danifica a fórmula. E o Momus, nesse quesito, bate um bolão.

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Estante que pertenceu ao Lidador do Centro do Rio, armazena as bebidas da Casa.

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Acomodações do andar térreo.
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O resultado da reciclagem das madeiras encontradas na reforma do restaurante. Na foto, o tampo de uma das mesas. “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” – Antoine Lavoisier.
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Estantes e mesas: aproveitamento das madeiras encontradas no antigo prédio onde foi instalado o restaurante.
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Segundo piso do Momus.
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No segundo pavimento o destaque para a luminária de material reciclado.
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Aspecto do térreo, visto do segundo pavimento.
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Entrada: porção para uma pessoa.
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Baby beef e batatas grelhadas temperadas com mostarda. Saborosos.
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Filet mignon em molho de vinho tinto  e risoto de champignons. Excelente!

Para conhecer o cardápio clique aqui.

O Momus é  excelente opção para quem almoça no Centro do Rio. Está pertinho da Praça Tiradentes.

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CONTATO:

FRANÇA . PARIS – Museu e Restaurante Museu d’Orsay. De Sofisticação, Apenas o Ambiente. Menu Fraco.


Imagem Destacada: Detalhe do Teto do Restaurante Museu d’Orsay.

MUSEUM PASS VALE À PENA?
Primeiramente, gostaria de alertar àqueles que adquirem o Museum Pass – uma caderneta de ingressos que permite visitar alguns pontos turísticos de Paris, museus e castelos fora da cidade.
Quem informa direitinho se vale à pena comprá-los ou não, é a senhora Maria Lina do Conexão Paris, site especializado na cidade. Não deixe! de clicar aqui para saber tudo a respeito desse passe e veja se vale ou não à pena adquirí-lo.

Para nós não valeu à pena, apesar de termos permanecido por mais de 20 dias na cidade. O passe, em minha opinião, é para quem é fissurado em museu e não é nosso caso.
Já visitei os museus que me despertavam curiosidade e agora quero mais é viajar como uma mala. Continuar lendo FRANÇA . PARIS – Museu e Restaurante Museu d’Orsay. De Sofisticação, Apenas o Ambiente. Menu Fraco.

FRANÇA . PROVENCE – Lac de Sainte Croix . Campos de Girassóis e Lavandas de Valensole. Para Que Servem Tantos Girassóis?


Foto em Destaque: Terraroma Jaubert – Plateau de Valensole.

ORIGEM DO LAGO de SANTA CRUZ:
O lago é o resultado de uma barragem construída entre 1971 e 1974 em arcos de concreto reforçado na entrada do Desfiladeiro Baudinard.
É alimentado pelo rio Verdon, o mesmo que passa apertado entre os imensos paredões do desfiladeiro conhecido como Gorge (garganta) du Verdon.
O reservatório suporta o máximo de 761 milhões de metros cúbicos de água e gera 142 KW/h de eletricidade por ano. Continuar lendo FRANÇA . PROVENCE – Lac de Sainte Croix . Campos de Girassóis e Lavandas de Valensole. Para Que Servem Tantos Girassóis?