Arquivo da categoria: ONDE COMER?

Restaurantes/Lanchonetes/Cafeterias etc.

ARGENTINA, AR: Abuela Goye – Excelente Café/Restaurante em El Calafate.


IMAGEM DESTACADA:

Eu e meu fiel escudeiro havíamos tomado um lanche há alguns anos no Shopping Center Aldea de Gnomos, mas não demos conta de que havia sido no conhecido Abuela Goye.

A aparência do cardápio não é atraente, mas seu conteúdo é.

Desta vez aconteceu a mesma coisa: caminhávamos pela avenida principal de El Calafate quando bateu aquela vontade de tomar um cafezinho. E como estávamos passando pela porta, sem nos importarmos com o nome do Café, entramos. Surpresa quando vimos que tratava-se da famosa Abuela Goye.

O ambiente é simples, mas muito limpo – é o que me atrai em qualquer lugar; o atendimento foi simpaticíssimo: o jovem que nos atendeu transbordava boa vontade.

O cardápio é muito variado. Vai desde um simples cafezinho, passando por cafés e chocolates mais incrementados. Dos doces que normalmente pedimos para acompanhar essas bebidas quentes, há boas sugestões.
As opções para uma refeição mais encorpada estão sob os títulos de waffles, torradas, croissants, sanduíches etc. Difícil escolher.

Nas fotos abaixo, meu irmão estuda o cardápio – indecisão diante das opções intituladas Cafeteria Tradicional e Cafeteria Especial.

 

 

 

 

 

 

Até que escolheu um pequeno balde de café até chegar a hora do almoço. Para quem pretendia tomar apenas um cafezinho…

Fiquei no habitual cafezinho para não perder o costume.

O Café não oferece apenas refeições. Há sugestões para presentes tais como chocolates de diversas qualidades, e miniaturas de tamanhos diferentes da avó que dá boas-vindas na porta da cafeteria. Recomendo.

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ARGENTINA, AR – Bartola, Restaurante em Buenos Aires.


IMAGEM DESTACADA: Pintura Em Uma Das Paredes do Restaurante.

Estávamos hospedados no bairro Recoleta e, diariamente, passávamos pela porta do Bartola. À noite saíamos para jantar com o objetivo de conhecer o restaurante, mas o movimento era intenso e desistíamos de entrar.


Aconteceu que certo dia havíamos acabado de almoçar em um concorrente do Bartola e,  justo neste dia, passamos pela porta e o salão estava vazio – foi nossa oportunidade para conhecê-lo e entramos para tomar apenas um cafezinho.

O QUE SIGNIFICA BARTOLA?
A palavra deriva do espanhol e a tradução que mais combina com o ambiente do restaurante é “despreocupação”, embora haja definições bem diferentes. Caso tenha curiosidade, basta clicar aqui.

O SALÃO
A frente do prédio desperta curiosidade. Daí você entra e constata que o ambiente não decepciona e tem tudo a ver com aquela fachada atraente. Tudo chama atenção no Bartola e por isso pedi licença para bisbilhotar a casa e fotografá-la.
Mas antes aproveitei para dar uma olhada no cardápio e foi aí que entendi o porquê de o restaurante estar sempre lotado. Há comidinhas para todos os gostos e, pelas fotos postadas, a apresentação dos pratos não poderia ser mais bonita.

O salão é grande e a decoração varia à medida em que adentramos e nos aproximamos do jardim a céu aberto, localizado nos fundos.
Colunas de tijolos aparentes servem para marcar as diferenças nas padronagens utilizadas na parede – estamparias que primam por cores marcantes e festivas e que combinam com o colorido dos pratos apresentados no cardápio. Só vendo!..

O mobiliário é composto por peças de diversos estilos e cores, e a reciclagem não escapou deste contexto. Exemplo é o armário acima. Há luminárias de desenho bem simples e outras de modelos mais elaborados. Cada uma expande uma luminosidade diferente, de acordo com a lâmpada que se adéqua ao modelo. O efeito provocado é muito interessante.

Ao longo do restaurante não há um pedaço de parede que não chame atenção.

Nem o quintal perde em originalidade para o interior do Bartola: à noite ganha iluminação de velas em lamparinas e  fios de lâmpadas estrategicamente colocados, super decorativos em sua simplicidade.

Repito: os pratos apresentados no cardápio são bem decorados e me pareceram muito saborosos.
Para mim, vai ficar para a próxima; para vocês, fica a dica.

Ah! O atendimento para nosso humilde cafezinho foi excelente.

O ambiente do térreo é grande e o restaurante ainda conta com o andar superior, aonde ainda não estive.

Na decoração da entrada, o cartão de visitas da casa, de extremo bom gosto, chega a ser um convite ao relaxamento. Observem a beleza da composição! A expressão suave da jovem…, o passarinho…, fazem fundo à palmeira Areca e ao flamingo de cerâmica –  contraponto do agito que acontece à noite. E é justamente

embaixo desse painel que você poderá curtir bons momentos.

E ainda há a opção da calçada!
A isso chamo de múltipla escolha.

Para não se esquecer do nome Bartola, lembre-se de baitola. Trata-se da substituição de uma letrinha só, mas faz grande diferença: associação de idéias é tudo.

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ARGENTINA, AR – Pago de Los Glaciares, El Calafate.


IMAGEM DESTACADA: Vitrine do Pago.

A casa é aconchegante e a víamos sempre lotada. Já paquerávamos o restaurante desde nossa chegada, mas, como estava sempre cheio, íamos adiando.  Nesta noite de 19/3 decidimos que o conheceríamos, mesmo que tivéssemos que aguardar por lugar; não foi necessário. Chegamos em boa hora e o restaurante tinha apenas u’a mesa ocupada.
Fomos conduzidos a uma mesa muito bem localizada, e assim que abrimos o cardápio a primeira coisa foi saber que música o tal Disco tocava. Que Disco é esse, com letra maiúscula e tudo?

Fizemos os pedidos, mas antes de nossas opções chegaram from cozinha duas tábuas com generosas porções de lentilhas e berinjelas – ambas muito bem temperadas -, e um pãozinho quente e crocante para acompanhar a dupla.
– Bom demais da conta, sô! Foi logo dizendo minha cunhada/mana em sua meiga e abençoada mineirice.

Mas o motivo daquela paquera que escrevi ali em cima foi a sugestão anotada logo abaixo do nome do restaurante: Disco & Fondue. O que seria esse Disco?

Minha sobrinha pediu o Disco. Trata-se de uma caçarola de carne de frango e batatas que vieram borbulhando para a mesa. A caçarola era maior que um disco antigo de 12 polegadas.
A carne estava escondida embaixo da montanha de batatas, mas tudo bem. O som do borbulhar do molho era em estéreo, agora… o arranhão da bolacha ficou por conta do excesso de papas.

A massa com fungui que pedi estava muito saborosa, bem como a lasanha que meu fiel escudeiro pediu.

Mano e cunhada/mana compartilharam uma pizza. Segundo eles, estava ótima.

No final, o gesto simpático de oferecer uma arvorezinha de pirulitos para distrair os dentes até chegar ao hotel.

Nota: Os funcionários estão sempre atentos à chegada de clientes e ao movimento das mesas. Muito bom.
Valeu? Valeu.

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ARGENTINA, AR – El Braserito em El Calafate.


IMAGEM DESTACADA: Fachada do El Braserito.

O restaurante é simples, mas bem arrumado e limpo.
Pareceu-nos que são os proprietários que recebem os clientes, anotam os pedidos e executam os pratos.
O cardápio é variado e as opções são as mais caseiras possíveis: sanduíches, pizzas, massas, batatas fritas, frango empanado, e, claro, não poderiam faltas as empanadas e o churrasco.
Frango, cordeiro, morcilha, bife de chorizo, e o corte que chamam de churrasco são opções que vão para o espeto.

Mergulhei de cabeça em duas morcilhas.

Mano e fiel escudeiro optaram por suculentos nacos de carnes…,

e minha sobrinha e cunhada não dispensaram um poderoso sanduíche. Tudo muito gostoso.

Fachada do El Braserito.
O aviso acima está atravessado na calçada, seguro em estacas. Para não enxergá-lo, mesmo de longe, há de se ter muita personalidade…

Quentinhas, o restaurante trabalha apenas com frango grelhado e pizza de frango. Qualquer dúvida, basta consultar o site clicando aqui.
Recomendo para quem aprecia comidinhas simples, porém saborosas.

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ARGENTINA, AR: Establo – Onde Comer Bem em Buenos Aires.


IMAGEM DESTACADA: Um dos endereços mais procurados no Centro de Buenos Aires para quem curte uma boa carne.
Fica na esquina de Paraguay com San Martin.

EM 2011
o restaurante era arrumadinho, mas havia uma certa descontração no ar que conferia ao El Establo um clima de taberna.
O movimento indiscreto e intenso de saídas de quentinhas, a singeleza da decoração… acho que era isso que contribuía para o “quê” caseiro do ambiente.
O balcão que se vê na foto, revestido de ladrilhos, era outra peça que reforçava bastante o tal ar de taberna. Agora, a comida… era e continua boa!

Foto de 2011.
Foto de 2011.
Foto de 2011.

EM 2018,
ao adentrarmos o salão pela San Martin, notei certa diferença: não afirmo que o balcão ladrilhado tenha sido reformado porque não prestei atenção e nada tem a ver com a qualidade dos pratos servidos. Mas, que o El Establo ganhou atmosfera mais chique, ah…, isso ganhou.
Prá começar, fomos recebidos por um maître elegantíssimo – bela figura que trajava um smoking super bem passado, daqueles que a gente já viu em comercial de papel sanitário. Sabe qual?
Ninguém com pano de prato pendurado no braço ou no ombro.

O CARDÁPIO
continua oferecendo pratos sem fru-frus, mas muito bem servidos e temperados.
Minha sobrinha abraçou-se com o que você vê acima (ela pediu estrogonofe e trouxeram essa carne de panela. Nada a ver, mas segundo sua opinião, estava divino), e meu irmão e cunhada compartilharam uma porção que era o dobro da que se vê na foto abaixo, acompanhada por ovo frito, legumes (cenoura e petit-pois) acebolados, bacon e batata portuguesa. Duas cervejas bem geladas completaram a festa para meu mano e meu fiel escudeiro.

Pedi um filé de linguado com purê de batatas e um suco de laranja que, para minha surpresa, veio em um balde: o copo era enorme!

El Establo conta com porções que você poderá compartilhar numa boa. Recomendo sem restrições.

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ARGENTINA, AR – Galerias Pacífico, em Buenos Aires: Patrimônio Histórico Argentino.


FOTO EM DESTAQUE: Interior da Galarias Pacífico.

Foi declarada Monumento Histórico Nacional e nem poderia ser diferente.
Externamente, o prédio, em si, já é uma obra de arte. Seu interior deslumbra. Sua beleza é impactante; não há quem não o aprecie. A meu ver, é passagem obrigatória para quem vai a Buenos Aires, nem que seja apenas para tomar um café.

COMPRAS e ALIMENTAÇÃO
Em 2011/12 o shopping ainda não havia ampliado o setor que conhecemos como praça de alimentação.

Em 2016 assustei-me com o movimento que encontrei no sub-solo: vários Cafés, lanchonetes e restaurantes do tipo fast-food tomaram conta da área. E não parou por aí: lojas de preço mais acessíveis também se instalaram neste piso. A Morph foi uma delas. Adoro a Morph. Todas as mercadorias chamam atenção pela criatividade e os preços são bem convidativos. É lá que compro lembranças para os amigos e, de quebra, acabo me presenteando com alguma coisa. Acho que mereço.
Voltando à vaca fria: até nos depararmos com esses acréscimos, nossa preferência para almoçar, lanchar ou tomar um simples cafezinho recaía sobre o Francesca. Esse espaço foi totalmente remodelado e nem reparei se ainda conserva o nome. Está bem mais confortável, pareceu-me mais amplo, não sei, e o atendimento continua cortês.

O elegante e antigo Francesca, no sub-solo das Galerias Pacífico.

A agência de câmbio foi remodelada e também continua no mesmo lugar. O câmbio pode não ser o melhor do pedaço, mas quebra um galhão pela comodidade.

O CENTRO CULTURAL BORGES
Nem todo mundo sabe, mas há um Centro Cultural dentro das Galerias, desde outubro de 1995.
Nada mais natural para um edifício inspirado e concebido no estilo arquitetônico Beaux-Arts, para abrigar uma loja que se assemelhasse à Bon Marché parisiense.
Esse foi apenas o começo. Em 1896 o Museu de Belas Artes ocupou parte do edifício…
Centro cultural e Galerias contam histórias desde 1889. Saiba mais a respeito do clicando aqui.
ACESSO: o prédio das Galerias Pacífico ocupa um quarteirão compreendido pelas ruas: Florida, Córdoba, Viamonte e San Martin. A entrada do centro cultural está nesta última esquina.
Ainda não o conheço, mas tenho lido excelentes referências. Há acomodações na platéia e no mezzanino.
No site do CCB você encontra informações a respeito de preços e horários. Clique aqui.

MAS, A SURPRESA MAIOR …
ficou por conta de uma publicação na internet que me deixou de cabelo em pé!
“Em 2007 a jornalista canadense Naomi Klein escreveu um livro intitulado The Shock Doctrine.
Neste livro ela descreve como o edifício foi usado como um centro de tortura pela junta militar que governou a Argentina de 1976 a 1983.”
… “descobriu-se que em seus porões o Primeiro Exército escondeu alguns de seus desaparecidos.”
“… as paredes das masmorras ainda traziam as marcações desesperadas feitas por seus prisioneiros há muito tempo mortos: nomes, datas, pedidos de socorro.”

E como dizia o jornalista Paulo Alceu: “Enquanto isso…, a vida segue.”

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ARGENTINA, El Calafate: De Novo, La Vaca Atada.


FOTO DESTACADA: Salão Único do Vaca Atada.


Assim que entramos percebi que havia algo diferente no salão, mas só descobri do que se tratava ao fazer essa postagem e comparar as fotos de março de 2018 com as de fevereiro de 2016.

O aspecto era aconchegante e acho que esse perfil tem a ver com as jardineiras que foram retiradas.
As plantas, visivelmente, careciam de cuidados, mas mesmo assim faziam presença.
A disposição das mesas também mudou e, aparentemente, encheu mais o salão. Além disso, um bar na parede de fundo foi retirado para ceder lugar a duas estantes sem graça onde algumas garrafas de vinho dormem por tempo indeterminado.
Tenho a impressão de que o cardápio também sofreu mudanças, o que é muito natural, mas…, me parece que os pratos apareciam mais.
Frescuras à parte, convenhamos que o que importa mesmo diz respeito à qualidade e sabor, e ambos continuam os mesmos.

Um de nós mergulhou fundo nesse prato de Nhoque, e eu em um Ravioli com Molho de Funghi.
O cardápio é variado: oferece massas, risotos, carnes vermelhas, frango, peixes e frutos do mar.
Pode levar fé em qualquer das opções porque você vai se dar bem.

1- La Vaca Atada.

Excelente opção em El Calafate. Aprecie sem moderação.

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ARGENTINA: Novos Caminhos Pela Patagônia – Cerro Frias, em El Calafate.


FOTO EM DESTAQUE: Um Dos Pontos Mais Altos do Cerro.

Cá estou novamente neste país pelo qual sou apaixonada: a Argentina. Só que desta vez, apesar de ter revisitado alguns lugares, essas localidades tiveram gosto de festa – em companhia de familiares queridos, tudo fica mais animado.
O esquema saiu como o planejado. Nem chuva pegamos. Minto. Certa noite, quando voltávamos para o hotel após um jantar no La Posta, sentimos no rosto uns pingos de chuva geladiiinnnhos, mas que nem serviram para aumentarmos os passos. E nem adiantava: quem está na chuva é para se molhar, já diz o velho ditado. E quem deixaria de passear por conta de chuva e frio? Pegamos 02º em El Calafate e menos ainda no alto do Cerro Frias, nosso primeiro passeio pelas redondezas.

Mas, antes de qualquer comentário, gostaria de alertá-lo para o abacaxi que a empresa Brasileiros em Ushuaia nos fez descascar.


AINDA NO AEROPORTO
tivemos, de cara, a única surpresa desagradável do circuito: assim que entramos na van que nos levou ao hotel, o motorista entregou-me a programação a ser cumprida e o melhor dos passeios não estava relacionado: o Glaciar Gourmet.
Chegando ao hotel nem entrei no quarto. Pedi à recepcionista que me comunicasse com a Criollos Turismo – esse era o nome que constava nos vauchers -, e o funcionário brasileiro Marcelo confirmou que não estávamos incluídos no rol de passageiros. Como, se esse passeio e mais dois estavam pagos deste 26/10/2017?
Peguei minha gorda pasta de anotações, botei-a embaixo do braço e saí em campo. Lá fomos nós – eu, minha cunhada e meu escudeiro – atrás da agência Criollos.
Resumindo: na Brasileiros em Ushuaia digitaram equivocadamente o nome desta operadora, que tinha a ver parcialmente com a história.
Felizmente o funcionário de nome Matias – jovem educado, de boa vontade e ético – logo descobriu o erro. Não disse palavra a respeito do assunto; apenas pediu-nos que o acompanhasse e nos levou até sua vizinha, a empresa responsável pela pequena viagem que faríamos três dias depois.
Saímos da Marpatag com tudo acertado, é verdade, mas ainda sob efeitos do aborrecimento causado única e exclusivamente por falta de atenção do funcionário da Brasileiros em UshuaiaAh! E ainda a funcionária desta empresa, Sra. V… , a me escrever o seguinte: “Acredito que tenha sido erro de digitação no vaucher” – observação que me leva a crer que qualquer erro cometido é normal.
Mais tarde, a gerente desta empresa , Sra B…, que desdobrou-se em desculpas pelo transtorno, explicou em mensagem que o brasileiro Marcelo não poderia nos ter dito que não constávamos da lista de passageiros.
Ciente da parceria existente entre Marpatag e Criollos, ele deveria ter confirmado nosso programa e não o fez. Ou seja: erro nos vauchers da Brasileiros em Ushuaia, erro de parte do funcionário da Criollos. Erro prá todo lado que nos fez perder preciosos momentos de nossa estada em El Calafate.  Foram duas horas e meia na rua, literalmente, “correndo atrás”. Fica o alerta!

Esse esquema diferenciado de passeio – Glaciares Gourmet – que a empresa Brasileiros em Ushuaia oferece é bom. Certamente teria sido bem melhor se não o tivessem envolvido em tanto contratempo. Sofre mais o emocional dos passageiros que o físico. Foi desgastante demais e decepcionante.


Bom, agora que relatei a sucessão de descuidos envolvendo funcionários desatentos de duas! empresas que participaram diretamente em nossa viagem, posso contar e ilustrar nossa primeira saída pelos arredores de El Calafate: o Cerro Frias.
Marquei esse passeio na empresa causadora do citado embroglio sem o menor entusiasmo. A descrição confere com a realidade, mas não empolga; e por isso não levei fé.

Caso queira assistir a um resumo do que foi esse passeio inimaginável, clique aqui.


Às 9.30 h  a van nos pegou no hotel, e após  23 km de navegação pela RP 11 chegamos à entrada da Fazenda Alice, onde está a colina.

Havia feito muito frio durante a madrugada e por conta dessa baixa de temperatura os cumes de cerros e montanhas ficaram cobertos de neve, o que enriqueceu bastante a paisagem e nossa experiência.
Em 2016, eu e meu escudeiro estivemos nessa mesma época em El Calafate, mas pegamos temperaturas bem mais amenas. Desta vez enfrentamos 02 º no Centro da cidade.

Logo que chegamos, o gentil Sr. Tito foi nos receber ainda na perua e nos apresentou o restaurante onde mais tarde seríamos contemplados com um lauto almoço: churrasco de carnes variadas e linguiças, assadas em forno à lenha e acompanhadas por legumes. Almoço prá botar água na boca de quem assistir ao vídeo que incluí na postagem.
Ele mesmo apontou a casa que se vê na foto como sendo sua, e pelo rumo da conversa durante o percurso, concluímos que estávamos sendo conduzidos pelo simplíssimo proprietário da Estância Alice.
É o próprio Tito quem traça e prepara novos caminhos para os visitantes desfrutarem do melhor do cerro.

ESCOLHA O QUE FAZER na FAZENDA:
Há outros tipos de atividades na propriedade, tais como: trekking, cavalgadas, ou deslizar na tirolesa considerada a mais extensa da América do Sul.
O Jeep Tour 4×4 à Margem do Lago Argentino promete muita aventura a partir de 5 km de Calafate.
Esses passeios têm horários de saída e época certa para acontecer; por isso convém dar uma olhada no site clicando aqui.
A visita ao Cerro Frias, por exemplo, tem dois horários: pela manhã e à tarde, às 15.00 horas.

Imagine-se neste confortável sofá, desfrutando dessa vista fantástica em companhia de familiares e/ou amigos, e tomando um ferrinho para esquentar.

O PASSEIO
Começamos a subir o cerro e logo Tito parou e anunciou que dali prá frente ele engataria a tração nas 4 rodas – mero detalhe. Com ou sem tração nada mudaria ao nosso redor: já estávamos encantados com a paisagem que aos poucos começava a se desnudar, com os comentários de nosso condutor, com os animais, enfim, com tudo! Até com o vento gelado e o frio.

Um pouco mais para frente e Tito saltou para abrir uma das porteiras.

Desse ponto para frente as surpresas começaram a se atropelar. Dois guanacos foram responsáveis pela primeira delas.

O respeito pela fauna é fundamental e por isso a marcha empregada no veículo é lenta. A prioridade é dos animais, claro, e mais precaução começa assim que são avistados, mesmo que estejam bem afastados da beira do caminho. Segundo Tito, os animais podem correr a qualquer momento e por isso é preciso cautela. Toda atenção é pouca.

Repentinamente – daí os cuidados a que me referi anteriormente – essa raposa saiu de detrás da moita e sentou-se justo no caminho.  Tito parou o Land Rover e ficamos observando o espetáculo por algum tempo. A lindeza bocejou, coçou-se, levantou-se, deitou-se novamente e rolou no capim. Fomos privilegiados neste passeio não só por isso, mas por tudo que vimos e mais ainda pelo que nos aguardava no cume do cerro.

Vez ou outra o Lago Argentino disputou nossa atenção com fauna e flora do Cerro Frias; não sabíamos o que era mais belo. O passeio é fantástico!

O ALAGAMENTO em EL CALAFATE
Chegamos a El Calafate em 14/3/18, dois dias após ter acontecido a ruptura do Perito Moreno, outro espetáculo fantástico para quem tem a sorte de testemunhar o desmoronamento dessa ponte.
Trata-se de atração que atrai milhares de curiosos e que depende unica e exclusivamente da natureza.
El País noticiou que os trovões provocados pelos sucessivos desprendimentos aconteceu de madrugada. Caso você tenha curiosidade em saber como se forma a ponte e o que provoca seu descolamento, basta clicar aqui.
Como o Parque Nacional dos Glaciares fecha às 22.00 h, o espetáculo não foi presenciado por ninguém.
As toneladas de gelo desprendidas derretem e acabam causando a subida do nível do Lago Argentino, a ponto de suas águas alcançarem estradas e propriedades particulares. Testemunhamos um alagamento no perímetro urbano, bem próximo ao Centro de El Calafate.
A foto abaixo mostra uma área submersa não muito longe da estrada.

Conforme avançávamos, cenários cada vez mais instigantes pareciam nos convidar a desvendar seus mistérios.
Ora o capim queimado pelo frio cobria de dourado as montanhas e parecia iluminá-las…

…ora sentíamo-nos envolvidos pelo tempo fechado, o solo escuro, a névoa e o uivo do vento.  Era o próprio mistério do qual estávamos fazendo parte – momento inesquecível de nossas vidas.

Atirei no que vi, ao optar por esse programa, e acertei no que não vi. Divinas surpresas…

Felizmente, estávamos preparados para enfrentar qualquer inesperado…

Abaixo, um dos carros da frota do Sr. Tito, nosso condutor e narrador dessa aventura fantástica.
A foto não deixa mentir: quem diria, que ainda teríamos um contato tão íntimo com um pedacinho da moldura do Lago Argentino?

Momento de sentir a paisagem, sem tentar descrevê-la…

DE VOLTA À ESTÂNCIA, NOSSO PRÊMIO:
Éramos os únicos no amplo salão aquecido. O que iríamos comer? Não sabíamos e nem nos interessou perguntar. Curiosidade é doença da qual nenhum de nós sofre. Felizmente. Assim, quando nosso prato chegou, antes de qualquer garfada já sentíamos sabor de festa na boca. E que festa!

A abertura de nossos trabalhos ficou por conta de gordas empanadas recheadas com carne de cordeiro, temperada do jeito que gosto.

Seguiu-as um creme de abóbora muito bem condimentado. Um toque sutil de especiarias foi somado às ervas secas -o resultado não poderia ser melhor.

Legumes assados na brasa foram servidos como complemento do suculento churrasco misto que só aparece no vídeo. As pranchas foram prá mesa fumegantes e com aquele barulhinho bom de se ouvir: o dos legumes e das carnes ainda fritando no calor da chapa.  Melhor, impossível.

De sobremesa, ele! O famoso, delicioso e imbatível doce-de-leite argentino.

Iguarias que nem Zeus alguma vez degustou no Olimpo, mas que nós, simples mortais, tivemos o privilégio de saborear neste pedaço de Paraíso – o Cerro Frias.

CONTATO: clique aqui.

 

Foto clicada por minha sobrinha SAMANTHA ao voltarmos para El Calafate.

 

Rosa Cristal com a palavra.

 

 

 

BRASIL, Rio de Janeiro. Em Botafogo Também Tem IRAJÁ.


FOTO DESTACADA: Um Dos “Canteiros” do Restaurante.

Isso mesmo! Lá no Irajá que fica em Botafogo, alguns condimentos utilizados na cozinha do restaurante são colhidos de vasos na hora do preparo. Assim que você passa pelo portão, já se depara com alguns deles, repletos de manjericão.

À direita de quem entra há uma sala de estar com acomodações confortáveis.  Pequenos sofás, cadeiras e poltronas abraçam aqueles que aguardam por sua mesa, enquanto se deixam levar pelo bate papo e brindam a mais um encontro.
Neste espaço as telhas vãs contribuem ainda mais para o aconchego. Ali ficam à mostra os vinhos com os quais o Irajá trabalha. Não são poucos rótulos.

Neste cantinho são preparados drinks especiais.

Decoração descontraída em todo o Irajá, para deixá-lo como se estivesse na varanda de sua casa. A geladeira de época faz os “mais antigos” como nós recordarem de suas famosas Hotpoint e Kelvinator. Bateu um bolão.
Só mesmo quem tem geladeira embutida em armário, não pode se dar ao prazer de ter uma decoração de bom gosto como essa. Geladeira solta na cozinha, claro que tem que ter um enfeite em cima. Senão, não tem graça.

O longo corredor lateral lhe permite passar pela cozinha e observar o quanto é organizada.
Como chegamos cedo em um dia de domingo, o próprio Aloisio, um dos anfitriões, nos conduziu gentilmente até lá a fim de que também conhecêssemos a equipe que prepara as delícias que saboreamos. A equipe é apenas de jovens. Moçada bonita que mostra a que veio.
Na primeira garfada percebe-se que não estão de brincadeira, que dominam essa fantástica alquimia que tanto adoro: misturas bem elaboradas; temperos. Costumo dizer que cozinha é sinônimo de laboratório. Se os ingredientes não forem adequados, mô quirido…, não dá prá engolir. Literalmente.

E até chegar aonde a coruja dorme, aquele galo colorido canta e ter acesso ao cardápio, você passa por esse mural onde o restaurante anuncia que também serve algo mais descontraído. O Irajá sabe das coisas. Viva o Irajá!

Finalmente, o oásis!

Galos e galinhas na cozinha. Tenho uma coleção deles.

Um jardim que dá continuidade ao salão iluminado naturalmente e um ar condicionado bem regulado, proporcionam uma incrível sensação de bem-estar. Esse é o Irajá.

Daí você abre o cardápio… e se depara com essa mensagem:

Vira a folha e encontra essas opções, puras tentações.
Embarcamos no…

… Churros de Queijos Brasileiros e Ervas, mas voltarei para provar as Bolinhas de Tapioca.

Sugestões para beber… Para variar, já que não bebo álcool, mergulhei no copázio de suco de abacaxi, pêssego e capim limão.

Pratos principais: o que escolher?

Meu fiel escudeiro optou pelo prato de Vieiras, Batatas e Alho poró. Vieiras com técnica de cozimento espetacular.

E eu, pelo Arroz de Haddock – prato muito bem temperado, do jeito que gosto. Ambos, fantásticos!

Outra indecisão: a hora das sobremesas.

Meu escudeiro optou pela goiabada, pistache e iogurte. Segundo ele, pura delícia.

Um saboroso café encerrou o almoço.

Restaurante que indico sem restrições. O IRAJÁ É IMPERDÍVEL!

Rosa Cristal comenta.

 

França: Paris, Île de France – Maison du Chou. Imperdível!


Imagem Destacada: Place de Furstemberg.

Conheci uma senhora que era apaixonada por essa praça.
Segundo sua opinião, de toda Paris, era essa praça escondidinha seu lugar predileto da cidade. Fiquei curiosa. Que praça seria essa?
Vai daí que quando viajamos para Paris, vi no mapa da cidade – prefiro consultar mapas. Ainda! – que a Praça de Furstemberg estava bem perto de onde estávamos hospedados na ocasião, o Académie Hôtel Saint Germain – hotel fantástico, administrado por um senhor português distintíssimo – e fomos até lá.

Pça DE FURSTEMBERG em PARIS.

A praça é realmente encantadora, e o que mais nos chamou atenção foi aquele silêncio, aquela tranquilidade das praças provençais, apesar de estar cercada pelo burburinho da Paris agitada que parece não dormir.
Uma praça graciosa, tais quais as inúmeras por onde passamos no sul da França. Linda!

Prá início de conversa, a Furstemberg está a poucos passos de pontos bem agitados do bairro: os Cafés de Flore e o Les Deux Magots. Ambos míticos, conhecidos por suas famosas clientelas, e que acabaram se transformando em badalados pontos turísticos no Boulevard Saint-Germain. Ou seja, um fervo danado ao redor da serena praça, realmente admirável.

E foi exatamente isso que fizemos durante um bom tempo – admirá-la-, enquanto ouvíamos o barulho de grossos pingos de água de chuva caírem sobre nosso guarda-chuva.

Ao nos aproximarmos daquele pedacinho tão charmoso de Paris, diminuímos mais ainda nossa marcha a fim de curtir cada detalhe. Foi aí que em dado momento batemos o olho em um lugar pequenininho que nos pareceu um Café. Aproximamo-nos, e vimos que dois jovens recheavam aquelas delícias em um pequeno balcão bem junto à janela – só prá provocar.

Trata-se de uma pâtisserie¹ especializada apenas nesses doces de massa levíssima, o chou.
Este doce tem o mesmo formato do nosso bolinho de chuva, e a consistência da massa lembra a das nossas “bombas”, guardando as devidas diferenças – a massa do chou dessa confeitaria parece uma espuma, de tão leve.
Recheios de café, chocolate e baunilha. Eu que não sou fã dessa especiaria, adorei o sabor.

DIA DE SORTE
O espaço só comporta três mesas; para sorte nossa “todas” estavam desocupadas quando chegamos, mas em fração de segundos a casa  ficou “lotada”. Foi um tal de entrar e sair de pessoas para comprar os doces que, pelo que pude observar, eram clientes antigos da confeitaria. O movimento maior, sem dúvida alguma, fica por conta das embalagens para viagem. Era intenso.
Tomamos um chá de mistura especial e pedimos alguns choux para acompanhar. De quebra, levamos outros para o hotel. Divinos!

Portanto, fica a dica: vai a Paris? Não deixe de apreciar as maravilhas da Maison du Chou.
Ah! Quase ia me esquecendo: abriram outra loja na Île-de-Saint-Louis, muito maior. E se mesmo assim você ainda tiver que esperar, aguarde. Tenho certeza de que valerá a pena.

PÂTISSERIE - O que é?
A tradução literal é pastelaria, mas... não é beeemmm assim porque também pode ser uma doçaria ou uma confeitaria. Acho que está mais para esta última.
Uma pâtisserie, na França, vende doces, bolos, tortas, biscoitos, geléias, frutas cristalizadas, compotas, balas, sorvetes e muitos mais do que você possa imaginar.

Comentários de ROSA CRISTAL.