BRASIL, PARAÍBA, PB: Cabedelo – Um Show Ao Cair da Tarde.


IMAGEM em DESTAQUE: Anoitecer em CabedeloRio Paraíba.

A distância de João Pessoa à Praia do Jacaré é de pouco mais de 10 km.
– Mas, o que tem lá?
– Ao cair da tarde – chova canivetes ou faça sol -, lá vem Sr. Jurandir  em um barquinho a remo, de pé, tocando Bolero, de Ravel, em um saxofone. Faltam-me palavras para descrever o cenário.
Tivemos sorte. A tarde, neste dia 23/8/2011, foi um presente para todos que lá estavam, especialmente para meu mano, que sentiu-se presenteado por ter aniversariado no dia anterior.
Aos poucos começamos a ouvir os primeiros acordes da obra mais conhecida de Ravel, composta em 1928. O silêncio começou a se fazer na platéia: o público presente nos restaurantes localizados na beira do rio, construídos parcialmente sobre palafitas de onde a visão é panorâmica.
Paulatinamente, fomos ouvindo o som do sax se aproximar e, repentinamente, daquele sussurro o silêncio se fez. Fantástico!
A margem do rio é tomada por restaurantes e lojas de artesanatos. Só essa dobradinha é suficiente para atrair público considerável. Imagine como não fica, diariamente, com mais essa atração chamada Jurandir.
Não há tempo ruim, literalmente, nem para o artista e nem para quem se dispõe a assistir ao espetáculo.

O  HORÁRIO
de sua apresentação varia entre 16.30 h e 17.00 h – dependendo da Estação do Ano.
Em agosto de 2011 era tudo muito organizado. Para nossa sorte, além da tarde cinematográfica, acabamos por escolher um restaurante que nos deu oportunidade de vê-lo bem de perto: foi justamente neste ponto que o artista  desembarcou.

Sua trajetória é muito interessante: aconteceu por acaso, segundo seu depoimento para a reportagem publicada no jornal O Globo em 2012.  O porquê da escolha da música e de apresentar-se tocando em um barquinho, são curiosos.

O saxofonista termina seu espetáculo diário, subindo a rampa de um dos restaurantes.

Gostamos muito da atração. Valeu demais!


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BRASIL, MINAS GERAIS, MG: Pousada do Ó, em Tiradentes.


IMAGEM em DESTAQUE: Rua do Chafariz, em frente à Matriz de Santo Antonio.

Não tenho a menor dúvida: voltando à histórica e charmosa Tiradentes, só não me hospedarei na Pousada do Ó se não houver quarto disponível.
Localizada em rua tranquila próxima do Centro da cidade, de restaurantes, e daquelas lojinhas que parecem nos chamar ao passarmos pela porta.
Nem é necessário dizer que as atrações estão por toda parte; basta olhar a seu redor e escolher por onde começar – estamos em Tiradentes.

A pousada conta com um jardim espaçoso onde, mesmo que você não queira, ouve o canto de pássaros desde o amanhecer até o Sol se por. Enquanto o dia não mergulha na noite, eles estão cantando.
Acomodar-se em um espreguiçadeira e ouví-los é uma benção.

Em todas as nossas manhãs, o proprietário, Sr. Alan (à esquerda na foto), fazia questão de nos cumprimentar e nos desejar um excelente dia. A gentileza, a atenção que dispensava aos hóspedes era fora do normal. Quem não gosta de ser bem tratado? E os funcionários? Acompanhavam o jeito descontraído e educado de ser do proprietário.

 

O café da manhã era farto e variado. Ma-ra-vi-lho-so!

Não houve um “se”, um “mas”, nada! E pelas voltas que dei na internet para ver se a pousada ainda estava ativa, tive uma agradável surpresa: está muito mais bonita do que era. Clique aqui e veja.

Não me lembro por quantos dias permanecemos em Tiradentes, mas lembro-me de que foi o suficiente para visitarmos a cidade com tranquilidade e ainda darmos uma esticada até São João del Rey, a 11 km de distância, a Bichinho, distante em apenas 6,8 km (localidade conhecida por seu artesanato), e a Resende Costa, a mais distante: entre 42 e 55 km de distância, dependendo da estrada por onde você passar.
Resende Costa também se destacava pelo artesanato, porém, com sensíveis diferenças: notei que se dedicavam mais à tecelagem.

Para curtir a região é bom programar-se para vasculhar a cidade e arredores.
Minas Gerais é bom demais da conta, sô!…


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PORTUGAL, PT: Peniche – Famosa Pelas Grandes Ondas, Rendas de Bilro e Pescaria


IMAGEM em DESTAQUE: Paisagem de Peniche.

Peniche está localizada na Província da Estremadura, no Distrito de Leiria.
Decidimos visitá-la, descompromissadamente, pensando em sua proximidade com Lisboa; não traçamos roteiro, não procuramos pontos interessantes, nada.
Nessa época não tínhamos notícia da Praia de Medão Grande, conhecida por Supertubos devido à astronômica altura das ondas das quais os surfistas tanto gostam. Estivéssemos ligados nesta praia, não perderíamos essa atração.

Quando vejo imagens das ondas surfadas na Medão por esses doidos, me pergunto se são movidos pela vaidade em surfar a maior onda para terem seu nome figurando entre os porretões de Peniche… Seria isso?
O que os impulsiona a correrem riscos desnecessários? Superação de medo? Pura coragemAmor ao esporte? Loucura? Ou… tudo junto?

DE ONDE PARTIR.
Partimos do Terminal Rodoviário de Sete Rios, localizado na rua Prof. Lima Basto, 133 / 1500-423.


Chegamos ao terminal rodoviário por Metrô que pegamos na Estação Marquês de PompalLinha Azul – Direção Reboleira – e descemos na Estação Sete Rios.
Como não encontrávamos a saída para a rodoviária, pedimos ajuda. Portanto, fica o aviso. Vá com bastante antecedência para não ser surpreendido pelo inesperado que poderá atrapalhar seu programa.
Outra opção é saltar na Estação Jardim Zoológico e caminhar um pouquinho (clique aqui).

A VIAGEM
até Peniche durou aproximadamente 2 horas; ônibus confortável.
Da Rodoviária de Peniche caminhamos 1 km até atingirmos a Av. do Mar, onde almoçamos em um restaurante que deixou a desejar: o Kate Kero I.

Avenida do Mar, à direita.

A cidade não se destaca apenas pelas ondas que formam tubos perfeitos, como desejam os surfistas.
O trabalho de tecelagem de redes de pesca é tão valorizado, que esse reconhecimento foi divulgado em um painel e uma placa como agradecimento da cidade. Afinal, Peniche tem a fama de ter um dos maiores polos de pesca de Portugal.

E por falar em tecelagem de redes, lembremo-nos das rendeiras que tecem maravilhas com bilros, e que também incluíram a cidade no rol das que primam pela fabricação dessa renda artesanal.

ONDE COMER
Foi na Avenida do Mar que nos deparamos com muitos restaurantes – era um ao lado do outro. Optamos pelo Kate Kero I e nos arrependemos.
Apesar da apresentação dos pratos, em sabor deixaram muito a desejar. Não recomendamos.

Ambiente agradável, vista para o mar, bom atendimento; mas a cozinha…

A muralha abriga boa parte da cidade. Para quem visitou Setúbal, encontrará uma localidade com menos atrativos, excetuando-se algumas igrejas que são consideradas atrações. Não as visitamos porque tínhamos pouco tempo para voltar a Lisboa. Lamentamos.

COZINHA INFORMAL
Sei não, mas acho que um bonito cachorro-quente à moda brasileira teria sido opção melhor que a do tal Kate Kero I.
Adorei a criatividade da “carrocinha”. 

A cidade merece ser visitada com mais atenção e isso requer mais tempo. De qualquer forma, valeu.


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BRASIL, RIO DE JANEIRO, RJ: Grão da Terra, em Copacabana – O Paraíso Para Quem Gosta de Comer.


IMAGEM em DESTAQUE: Fachada da loja em Copacabana.

A loja foi inaugurada no endereço onde durante anos funcionou um restaurante bem conceituado de Copacabana: o Cirandinha.
Não há quem não admire a loja. Não há. A primeira vez que a visitei fiquei encantada; não fosse meu fiel escudeiro dar um basta em meus gastos, seria capaz de sair comprando até o desnecessário.
Aviso: consumidores compulsivos têm que tomar muito cuidado porque o babado é forte.
Lá você encontra o que imagina e o que não imagina. E para não ficar de blá-blá-blá, prefiro que veja as fotos e saiba onde encontrar muita novidade. Vamos lá:

Manteiga de garrafa e farinhas de várias qualidades estão logo à esquerda de quem entra.
Cereais em flocos, balas e folhas para chás.
Tudo que você imagina em matéria de vitaminas encontrará fartamente na loja.
Nozes, amêndoas, castanhas etc…

Farinha de jabuticaba. Você já conhecia? E farinha de berinjela? Também nunca tinha ouvido falar.

Problema intestinal? Muitos aderem ao Psyllium, produto natural para quem sofre com prisão de ventre. Mas a farmácia da Grão da Terra não para por aí: há muitas ervas para quem não vive sem um chazinho.

E para quem não dispensa um bom sorvete, à direita de quem entra há uma sorveteria com direito a todos aqueles incrementos já conhecidos: castanha de caju, confetes coloridos, chocolates granulados, caldas, etc.

Produtos importados adotados por quem frequenta academia a loja também oferece.

Manga seca e Gojiberry – planta rica em vitamina C, originária das montanhas do Tibet, que promete controle de colesterol, proteção ao coração, prevenir derrames e outros benefícios.

À direita, limão desidratado. À esquerda, ameixas sem caroço.

Banana passa no primeiro recipiente à direita, no alto. Ao lado, na sequência, vários potes com frutas secas.

Gengibre cristalizado de três tipos.

Arroz cateto, arbóreo, oriental, milho picado… E por falar em milho, há um milho torrado apimentado e outro temperado com curry e wasabi que é uma delícia. É começar a comê-los e não parar mais.

Morango seco, você conhecia? E limão cristalizado em tiras?

Abacaxi, casquinha de laranja, tangerina, figo… tudo cristalizado.

Espinafre em folhas e em pó. Vai nessa?

Sal rosa do Himalaia – fino e grosso.

Caldos de galinha e legumes. E o vinagrete, prontinho para você usar do jeito que melhor lhe aprouver.

Este, não conhecia: caldo de queijo.

Raiz de Gengibre na foto acima.

Cranberry – a etiqueta informa que combate infecção urinária e é antioxidante.

A ala das folhinhas para chás. Tem de “um tudo” – já dizia minha avó.

Não resisti e comprei o tempero ANA MARIA. Versátil, serve para dar um UP até no arroz; gostei muito.

Tempero da Ana Maria e do EDU também. Este ainda não experimentei.

As estantes de artigos diet oferecem marcas bem diferentes daquelas que costumo adquirir na praça.

Alimentos do tipo esfiha, quibes e assemelhados você também encontra na Grão da Terrabem como pastas de soja saborizadas, sucos zero, água de côco (foto abaixo).
Estes artigos ficam em geladeiras.

Sucos de misturas diferenciadas, embalagem de 1 L de água de côco e suco integral de uva também ficam em geladeiras.

Ingredientes utilizados na culinária japonesa também se encontra na loja, além de diversos tipos de óleo de cozinha, tais como o de côco, muito utilizado antigamente.

Minha mãe cozinhava com a Gordura de Côco Carioca, famosa na época. Era um produto barato que rendia bem, além de saborizar a comida; a lata era redonda e alta. Hoje em dia as embalagens são acanhadas e o preço, sim, é que é alto – inversão de valores.


Óleos de abacate, açaí, calêndula, amêndoas, soja, para tudo que é finalidade.

Caixas sem tumulto e organizado. Há três funcionárias trabalhando no setor.

As fotos ilustram a variedade de rótulos oferecidos pela Grão da Terra. Junto ao caixa bolinhas embaladas em palha de milho chamam atenção pela originalidade. O que você imagina que contêm? Pa-ço-ca!.
Além de açúcares, chás, azeites, biscoitos, massas e muitos etecéteras, logo na entrada nos deparamos com embalagens robustas de alho e pinhão em conserva, além da azeitona, claro, que não poderia faltar.

A loja é fantástica. Você precisará de tempo para bisbilhotar cada prateleira e isso leva tempo. A loja é grande e a diversidade de rótulos é imensa.
Não há quem não se deslumbre e não se prometa voltar. As expressões de admiração você ouve de pessoas que a visitam pela primeira vez, enquanto escolhe o que comprar.

São várias lojas espalhadas pela cidade: na Penha (Largo do Bicão); em Madureira (Mercadão); em Cascadura; na Praça Seca e em Copacabana.
Segundo informações dos vendedores, brevemente a Tijuca contará com um Paraíso desses.

NOTA: Nesta loja há duas nutricionistas para orientar a clientela. Uma delas está me devendo uma informação: com quantos títulos a loja trabalha.


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ARGENTINA, AR – Mi Viejo, Restaurante em El Calafate.


IMAGEM DESTACADA: Capa do Cardápio.

Nas duas vezes em que estivemos em El Calafate (2016 e 2018), Mi Viejo foi o primeiro restaurante em que entramos, atraídos pelo aroma do braseiro. Também, pudera! Os assados ficam fumegando em uma vitrine à direita de quem entra, só para tentar quem passa na calçada.
O Mi Viejo tem história de família.

Trata-se de ambiente amplo, simples, descontraído. Mesmo na alta temporada o atendimento não deixa a desejar porque o pessoal acelera bastante.

Sentou, logo chega um belisquete para você se distrair “enquanto seu lobo não vem”.
O patê é divino e melhora mais ainda quando é lambuzado nas torradinhas.

OS PRATOS DE SUSTANÇA
O que chamam de Frango Grelhado corresponde à coxa e sobrecoxa e serve uma pessoa – quando serve! Eu e meu escudeiro já chegamos a pedir três porções. O tempero é muito bom e o ponto em que o frango sai da brasa é irreparável. Caso o queira mais bem passado, basta pedir e será atendido com boa vontade.
Para que não haja dúvidas, ei-lo na foto abaixo em porção dupla.

Batata grelhada com queijo para acompanhar qualquer tipo de assado é uma sugestão.

A outra é a imbatível maionese, que considero indispensável. Saborosíssima! Reina absoluta em sua simplicidade.

Minha cunhada optou pelo omelete. Pelo que disse, estava delicioso.

Meu mano, que não é muito chegado à massas, optou pelo nhoque com molho de ervas e nozes picadas. Segundo ele, estava muito bom.

Em 2016 estive no Mi Viejo duas vezes. Desta vez, 2018, mais duas.
O restaurante é sem mi-mi-mi e bate um bolão. Recomendamos sem qualquer “mas…”

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ARGENTINA, AR: El Calafate – Ponto de Partida Para Diversas Atrações da Patagônia (parte II)


IMAGEM em DESTAQUE: Trecho da RN11 – El Calafate/Cerro Frias.

Voltei. Desta vez, acompanhada pela família – pessoas festeiras, de bem com a vida, que não reclamam de nada. Nem do frio patagônico. Também, para quem Continuar lendo ARGENTINA, AR: El Calafate – Ponto de Partida Para Diversas Atrações da Patagônia (parte II)

ARGENTINA, AR, EL CALAFATE: Quijote Hotel.


IMAGEM DESTACADA:

O HOTEL
Trata-se de um edifício com 118 quartos, super bem localizado – fica a uma quadra da avenida principal, a Libertador General San Martin, bem na área do agito – quando é alta temporada, que fique bem explicado.
Éramos 5 pessoas. Ocupamos três quartos categoria standard no andar térreo.
OBS: O hotel não trabalha com quartos triplos; por isso tivemos que ocupar 3 quartos.

O que eu e meu fiel escudeiro ocupamos, de frente para a rua, era pequeno, mas não a ponto de termos que pedir licença um ao outro para passarmos.
Travesseiros e colchões confortáveis; armários espaçosos.
O hotel é antigo, mas bem conservado.

QUARTOS
A decoração é aconchegante e alegre.

Os quartos ocupados por meu irmão, e por minha cunhada e sobrinha, eram voltados para um jardim interno.
Achei-os maiores e mais bem mobiliados. Todos são equipados com calefador, frigobar (silencioso e funcionando bem – dois milagres em uma só tacada!), e telefone.

APOIO PARA MALAS
Se é uma coisa que não consigo entender é a quantidade dessa peça – o tal de apoio para malas – que colocam nos quartos.
Inaceitável a indiferença com que lidam com uma peça tão importante quanto essa. É tão indispensável quanto papel sanitário.
Para o hotel não importa se há dois, três, quatro hóspedes no mesmo quarto, porque só colocam um apoio de mala. Não adianta esbravejar porque não vai conseguir nada.
Com certeza o hotel conta com hóspedes nota 10 em criatividade e nem se preocupa com isso.
A administração sabe que você vai arrumar um jeito de colocar sua mala em cima de alguma peça da decoração e por esse motivo incluem um aparador…, uma mesa de cabeceira, uma ou duas cadeiras… Só pode.
Agora, aos 72 e 78 anos, se não houver possibilidade de colocarmos as duas malinhas em algum lugar decente, vou direto à recepção reclamar. Uma coisa que não admito é hóspede ter que colocar sua mala no chão, como já vi muitos fazerem.

Quando viajamos para o Chile, a empresa de turismo pela qual viajávamos instalou-nos em um hotel horroroso! no Centro da cidade – estávamos viajando em um pacote e sendo, literalmente, empacotados.
Colocaram-me em um quarto e meu fiel escudeiro em outro. A coisa começou mal. Prestenção! O quarto em que me colocaram era tão pequeno, tão pequeno, que peguei minha mala e fui para a recepção reclamar.
Niki me disseram que não havia mais quartos disponíveis, em bom som ameacei me esticar no sofá da recepção e dormir ali mesmo. Pronto! Na hora apareceu um quarto decente para eu dormir.
“Tô pagaaannndooo!…”

BANHEIRO de bom tamanho.

ONDE MORA O PERIGO?
No caimento da água do chuveiro dentro de uma banheira sem alças de segurança! Alô administração! Um perigo para qualquer pessoa. Idosa que sou, tomei banho de chuveiro agarrada na torneira da banheira.

CHUVEIRO
Ao abrirmos as torneiras do chuveiro, umas flores que pensei que devessem funcionar como antiderrapantes, boiavam na água que acumulava na banheira. Para entrar na dita cuja, morria de medo de escorregar.
Daí resolvi pisar em uma florzinha dessas, e aconteceu que elas fixaram no fundo da banheira. Mas, como seguro morreu de velho, não confiei nas peças e preferi continuar me agarrando na torneira da banheira. Bastava a água escoar que as preciosidades ficavam soltas novamente. Como confiar num negócios desses?

NOTA
Para um hotel que se gaba de servir turistas há mais de 40 anos, é de se estranhar que até o momento não pensaram nesse tipo de segurança para os hóspedes. Não só questão de segurança, mas também de respeito. Fica a sugestão para o Quijote. Afinal, alças de segurança em banheiras e/ou chuveiros não custam fortunas e evitam acidentes, aborrecimentos para ambas as partes e grana com possíveis indenizações. O que é mais negócio? Estupidez não colocá-las.

A TELEVISÃO
é de modelo jurássico! Felizmente não fazemos a menor questão desses aparelhos em quarto de hotel quando viajamos para o exterior. Vai daí, guri, que não tenho como dizer se a imagem era boa ou não.

CAFÉ DA MANHÃ
cercado de doces por todos os lados, mas dava para eu me safar. Diabéticos têm que ser criativos numa hora dessas.
Sucos, frutas, café, chás, leite quente e frio. Ovos mexidos, queijos, embutidos, pães salgados e doces, biscoitos, bolos, geléias, iogurtes e cereais são servidos em três amplos salões, sendo que um deles conta com jirau. Imaginei o congestionamento do trânsito de hóspedes neste hotel em temporada alta. Bah, guri!… Deve ser um fervo!

Três das funcionárias que às 6.00 da manhã já abriam o salão para nos servir. Obrigada, meninas!

HONESTIDADE
No site do hotel você encontra o seguinte: quartos standard são acessíveis por escadas. Quartos de nível superior, por elevador.
Ou seja: o hotel deixa claro o tipo de conforto que você encontrará caso opte por acomodações maiores e mais caras: o elevador.
Isso chama-se HONESTIDADE e respeito (só faltam as alças nos banheiros para ganharem nota 10) para com as pessoas.
Ficará a seu critério escolher a categoria do quarto. Ou sorte, caso queira um quarto de categoria superior e não o encontre. Mas isso já é outro papo. O importante é que o hotel mandou seu recado. Gostei. Parabéns!

FUNCIONÁRIOS
simpáticos, educados, prestativos. Todos!

CÔMODOS COMUNS

Hall de entrada. Recepção, à esquerda.
Recepção – balcão à esquerda.
Estar.
Bar e Café.
Acesso aos elevadores que servem os quartos de categoria superior.
Hall dos elevadores.
Corredores de acesso aos quartos do andar térreo.
Passagem para os quartos dos fundos.
Sala de estar. Acesso aos quartos do jirau.
Jirau onde algumas mesas estão à disposição para jogos, leitura etc. Era onde jogávamos canastra sempre que o tempo permitia.

Hotel aprovado por todos, salvo as disposições em contrário: as alç…

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ARGENTINA, AR: Caminito – Uma das Ruas Mais Famosas de Buenos Aires.


IMAGEM DESTACADA: Conventilhos do Bairro La Boca.

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, Caminito não se trata de um bairro argentino, mas de uma famosa rua do bairro La Boca, contornado pelo rio Matanza.
O bairro abriga ainda o famoso estádio de futebol conhecido como La Bombonera – do Boca Juniors -, o Museu de Belas Artes Benito Quinquela Martín, e, ao lado deste, o Teatro de La Ribera.

CAMINITO
Uma das pontas desta rua fica em um largo chamado La Vuelta de Rocha e a outra na Gal. Gregório Araóz Delamadrid.

Homenagem aos marinheiros na VUELTA de ROCHA.

La Vuelta de Rocha trata-se de um largo que acompanha a curva do Rio Matanza. Neste lugar, em 1936, residia um fazendeiro e comerciante chamado Antonio Rocha – vem daí o nome do lugar.
Neste largo há um mastro muito interessante, bem composto por cesta de gávea e escadas.
Quantas vezes, no cinema, ou mesmo em história em quadrinhos, vimos piratas ou descobridores gritarem “Terra à Vista” de dentro de uma cesta dessas?

Do outro lado da calçada encontrei uma novidade que em outubro de 2011 ainda não estava lá : uma escultura fantástica executada com quadros de bicicleta pelo artista chinês Ai Weiwei produz vários efeitos óticos, dependendo do ângulo em que é observada.
A obra intitulada “Forever Bicycles“ mede 9 m de altura por 16 m de comprimento e conta com 1254 bicicletas de aço. Mais informações a respeito do artista e de suas obras, clicar aqui.
A Fundação Proa do Bairro La Boca inaugurou esta exposição em 25/10/2017 e estava com data de encerramento prevista para 25/02/2018. Imagino que deva ter feito muito sucesso; cliquei a foto em 24/3/2018 e a obra formidável ainda estava lá. Sorte nossa!

Em frente ao largo, fica o icônico prédio localizado nas esquinas das ruas Caminito e Magallanes.
Trata-se do edifício cuja parede colorida tem servido de cenário para fotos, filmagens e obras de arte dos artesão que expõem diariamente suas mercadorias na famosa rua.

Um pouco mais adiante o cenário muda radicalmente, mas mesmo assim não é menos interessante: são os conventilhos – tipo de habitação que conhecemos como cortiço, cabeça de porco ou casa de cômodos – em que muitas pessoas habitam o mesmo compartimento de uma casa.
Nesses ambientes as condições de higiene costumavam ser precárias.

Calle Camiñito esquina de Gal. Gregório Araóz Delamadrid.
Personalidades argentinas acenam de um balcão na Gal. Gregório Araóz Delamadrid.

Os conventilhos surgiram por conta do excesso de imigrantes e a falta de lugar onde alojá-los.
Exagerado número de pessoas eram colocadas em cubículos onde não havia nem ar e nem luz. A superlotação foi a origem para muitas enfermidades tais quais tuberculose e cólera. Espaços para 50 pessoas eram ocupados por 200.
Tintas que sobravam de pintura de barcos e navios eram utilizadas para pintar paredes. Este colorido foi conservado até hoje e,  felizmente, com objetivos bem distintos daqueles vividos entre 1895 e 1914.
Banheiros, banhos, como dormiam e cozinhavam, você poderá saber em pormenores  clicando aqui. Triste história.

Abaixo, um exemplo de conventilho na Gal. Gregório Aráoz de Lamadrid,  bem melhorado em aparência. Os conventilhos conservados são aqueles que abrigam comércio. Os demais, utilizados como residência, deixam a desejar em aparência.

Nesta parte do bairro há comércio abundante. Muitas peças originais para decoração e para uso diário estão por toda parte. Deixar-se atrair pelo que se vê de imediato é trair seu próprio bolso – cuidado! Os preços mais altos costumam ser os das lojas mais próximas aos pontos extremos da Camiñito: imediações da Vuelta de Rocha ou da Gal. Gregório Araóz Delamadrid. Pesquise muito antes de comprar qualquer coisa.

Rua General José Garibaldi
Esquina das ruas Gal. José Garibaldi com Gal. Gregório Aráoz Lamadrid.
Gal. Gregório Aráoz Lamadrid.

Nesta galeria mostrada na foto acima encontramos preços bem convidativos logo na primeira loja à direita. Um pouco mais para o meio, à esquerda, os preços eram arredondados pelo vendedor – um jovem senhor muito simpático que discursava a respeito das mercadorias com uma capacidade de convencimento como raramente se vê. O esperto vendia bolsas de modelos muito diferentes que os da vizinhança. Neste caso, se você for consumista assim como eu, pergunte-se imediatamente se o preço valerá o uso que fará da peça. Normalmente, desisto.

O MOVIMENTO
do bairro aumentou muito de 2016 para 2018. Restaurantes ampliaram suas instalações mobiliando ruas com mesas, cadeiras, todos, cercados, vasos de plantas, iluminação especial, cartazes, enfim, tudo a que têm direito para chamar atenção.
Um deles deve atrair sulistas brasileiros pelo nome: Blumenau.

Como somos descendentes de catarinenses, meu irmão, curioso, quis conhecer o proprietário do restaurante. Pura decepção: o boneco que representa um Fritz até bem magrinho, e segurando um caneco de chopp, é apenas para atrair brasileiros – o proprietário é argentino.

1-  Bairro La Boca.



 

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ARGENTINA, AR: CALOTE! CUIDADO AO PAGAR SUA CONTA no CYAN RECOLETA HOTEL em BUENOS AIRES.


IMAGEM EM DESTAQUE: Recoleta, vista parcialmente do hall de elevadores do Cyan Recoleta Hotel.

O objetivo desta postagem é alertá-los, sem rodeios, para o fato desagradabilíssimo em que uma funcionária do Cyan Recoleta Hotel me envolveu em março último.

Dia 29/3/2018 tínhamos intenção de sair do hotel em torno de 10.00 h.
Pagaríamos nossa hospedagem e seguiríamos tranquilamente para o aeroporto. Trâmites de embarque, almoço, compras em free-shop… até a hora do embarque teríamos muito tempo.

O INÍCIO DO CALOTE
Aconteceu que ao pagarmos nossas despesas, a funcionária que trabalha na recepção do hotel, de nome Cele…. errou no cálculo e nos cobrou US$ 69,30 (sessenta e nove  dólares e trinta cents) a mais. Foi aí que começou o rolo!

Seria razoável, no mínimo, que o Sr. Emil… M., intitulado FO Supervisor de Recepção, tivesse nos devolvido o valor cobrado a maior – em Reais ou Pesos, não nos importaríamos em que moeda fosse – e depois se acertasse com hotel. Mas, não!…
O que fez o  Supervisor? Como estávamos pagando as despesas com Cartão de Débito, e não houve como estornar a operação, o supervisor transferiu a responsabilidade deste pagamento para a operadora do cartãoCobraram a mais, não nos ressarciram do prejuízo, e ainda transferiram a obrigação deste pagamento para terceiros! Fácil, não?

O tempo passava. Já eram 12.35 h quando deixamos o Cyan Recoleta, sem receber um tostão, mas esperançosos de que o impasse fosse resolvido.
Qual o quê! Dias após, recebo do Sr. Emil M. mensagem de uma empresa chamada First Data,  afirmando que tratava-se da confirmação do crédito em minha conta-corrente.
Mentira! Na mensagem não havia meu nome como titular do crédito, nome do Banco a ser creditado, número de conta, nada.

FIRST DATA
A empresa é sediada em São Paulo. Liguei para lá, mas fui informada pela recepcionista de que não lidam com pessoas físicas. Orientou-me no sentido de me comunicar com o hotel e passar essa informação para o Sr. Emil….., que me retornou um e.mail alegando que o telefone de que dispõe está incapacitado de ligar para o Brasil…

“Marilia,

Eu tentei comunicar com first data brasil, mas nao e posivel conseguir a ligacao ja que meu numero de comercio somente corresponde a Argentina. Si voce tem um numero de contacto directo eu posso fazer uma ligacao, mas si é uma maquina a que responde nao posso fazer nada. Alem de isso, como eu falei antes o dinheiro do hotel ja saliu.
Saudacoes”
 A importância saiu do hotel, mas deve estar viajando por aí. Em minha conta nada foi creditado até hoje, 12/6/2018.

RESUMO DA ÓPERA: CALOTE!!!
Fomos lesados em US$ 69,30, e, a meu ver, a indiferença com que este único e incapaz funcionário está lidando com a situação seria a mesma, não importando o valor devido.
Até o momento não recebemos um tostão sequer!
O hotel é bem localizado, o café da manhã é bom, mas… cuidado na hora de pagar sua conta. Principalmente se a dupla Emil…. e Cel… estiver na recepção.

NB: Pertences que comprovam nossa presença no hotel.

E como dizia o gênio chamado Paulo de Tarso Carvalho (tive a honra de ser sua aluna), erro de “vai um” é fogo!

NOTA: Após o ressarcimento da importância que me é devida, a postagem será cancelada.

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