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ARGENTINA, AR – Bar EL FEDERAL, Decadente “NOTÁVEL” de Buenos Aires.


IMAGEM em DESTAQUE: Balcão do El Federal.

De 18/9/2011 a 27/3/2018 muita coisa mudou – e prá pior – no El Federal, bar incluído na relação dos 50 Notáveis de Buenos Aires.

O QUE SIGNIFICA SER UM “NOTÁVEL”?
Como o próprio nome sugere, são confeitarias, bilhares, bares e restaurantes da cidade, que ganharam destaque por algum motivo: pela arquitetura, pela história que acumulou com o passar dos anos, pela culinária, pelos frequentadores assíduos – personalidades que se destacaram em suas atividades tais como  política, poesia, literatura, música, pintura…
Alguns fazem parte do Patrimônio Cultural da cidade, e para entender esse porquê basta entrar em qualquer um da relação que você encontrará clicando aqui, ó   Notáveis de Buenos Aires.

Porta lateral do El Federal, pelo lado da rua Carlos Calvo.

Acontece que nem todas as casas incluídas neste rol preservam esses preciosos patrimônios. Um deles é o El Federal, localizado no bairro San Telmo.

Em 2011 visitei-o por sua importância histórica e agora, em março de 2018, por conta do blog.
Não acreditei na visão lastimável que tive: a aparência é péssima! O Federal está sujo; está nojento; visivelmente abandonado. O ambiente denota relaxamento. Fui até lá para tomar café, mas desisti.

Casa de mãe Joana, como minha mãe costumava dizer.

O piso: além de gasto, é sujo. E o rodapé do balcão? Cinza de tanta sujeira.

O prédio data de 1824. Tratava-se de uma “pulperia” (comércio de bebidas e comestíveis. Artigos de mercearia. Em certas regiões era lugar de reunião de campesinos que aí se reuniam para beber)

Em condições – e mesmo assim faltando uma boa lustração – está o arco. Em cima do balcão, pães sem qualquer proteção contra insetos e poeira estão à espera de que algum corajoso lhe lance mão.

Nas prateleiras mal feitas, que nada têm a ver com a mobília original do El Federal, agonizam garrafas empoeiradas que, visivelmente, há anos não são tocadas – nem para limpeza.

Essas garrafas que deveriam estar escondidas por seu estado deplorável de conservação, estão à mostra como que troféus em meio a grossos canos e fiação elétrica mal instalada – imagens que denigrem ainda mais a imagem do bar e conseguem atropelar a beleza da peça que deveria estar livre, leve e solta, reinando absoluta: o arco que serve de suporte para o relógio.

Diante desse cenário condenável que a administração do El Federal tem a coragem de expor ao público, fiquei imaginando o estado dos banheiros…
Vale a visita – ao Federal, que fique bem claro – para matar a curiosidade; e só.

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ARGENTINA, AR: Establo – Onde Comer Bem em Buenos Aires.


IMAGEM DESTACADA: Um dos endereços mais procurados no Centro de Buenos Aires para quem curte uma boa carne.
Fica na esquina de Paraguay com San Martin.

EM 2011
o restaurante era arrumadinho, mas havia uma certa descontração no ar que conferia ao El Establo um clima de taberna.
O movimento indiscreto e intenso de saídas de quentinhas, a singeleza da decoração… acho que era isso que contribuía para o “quê” caseiro do ambiente.
O balcão que se vê na foto, revestido de ladrilhos, era outra peça que reforçava bastante o tal ar de taberna. Agora, a comida… era e continua boa!

Foto de 2011.
Foto de 2011.
Foto de 2011.

EM 2018,
ao adentrarmos o salão pela San Martin, notei certa diferença: não afirmo que o balcão ladrilhado tenha sido reformado porque não prestei atenção e nada tem a ver com a qualidade dos pratos servidos. Mas, que o El Establo ganhou atmosfera mais chique, ah…, isso ganhou.
Prá começar, fomos recebidos por um maître elegantíssimo – bela figura que trajava um smoking super bem passado, daqueles que a gente já viu em comercial de papel sanitário. Sabe qual?
Ninguém com pano de prato pendurado no braço ou no ombro.

O CARDÁPIO
continua oferecendo pratos sem fru-frus, mas muito bem servidos e temperados.
Minha sobrinha abraçou-se com o que você vê acima (ela pediu estrogonofe e trouxeram essa carne de panela. Nada a ver, mas segundo sua opinião, estava divino), e meu irmão e cunhada compartilharam uma porção que era o dobro da que se vê na foto abaixo, acompanhada por ovo frito, legumes (cenoura e petit-pois) acebolados, bacon e batata portuguesa. Duas cervejas bem geladas completaram a festa para meu mano e meu fiel escudeiro.

Pedi um filé de linguado com purê de batatas e um suco de laranja que, para minha surpresa, veio em um balde: o copo era enorme!

El Establo conta com porções que você poderá compartilhar numa boa. Recomendo sem restrições.

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ARGENTINA, AR: Restaurante Desnível em Buenos Aires.


IMAGEM DESTACADA: Fachada do Prédio.

Os comentários são ácidos, mas… não pude me furtar: literalmente, o restaurante faz jus ao nome. Sim! Trata-se de um desnível sob diferentes aspectos.

As fotos não mostram a realidade. Assim que entramos não gostei da aparência. O restaurante é enfeitado, colorido, mas, deixa a desejar em limpeza. Estava cheio como se vê na foto – cheio de cadeiras vazias.

Abro e cardápio e vejo o aviso seguinte: aos domingos, de 12.00 h às 20.00 h, o restaurante só aceita dinheiro.
Até que faz sentido e acho que sei o porquê: aos domingos acontece a famosa e imensa feira de Sant Telmo e é nessa ocasião que o Desnível deve faturar.

Dentre as sugestões do cardápio, eu optei pelo peixe com purê de abóbora, outro desnível.
O peixe não tinha gosto nem de maresia! Prá ser sincera, não foi temperado nem com sal – comum na culinária portenha. E o purê de abóbora… acompanhou, literalmente, o peixe: sem “it” nenhum, como se dizia antigamente.

Meu fidelíssimo escudeiro pediu um Ravioli ao Molho Pesto, salvo pelos molho e queijo. Escapou.

O Desnível deveria ter ficado por conta da rampa que lhe deu o nome, mas ousou e foi bem além.

Desnível nas paredes que precisam urgente de uma limpeza…,

… na péssima aparência do bar que fica logo na entrada – o cartão de visitas da casa.

Os talheres da Tramontina e o suco de laranja vão para o trono.

Até nós cometemos um baita desnível: esquecemos do fantástico restaurante italiano Amici Miei, que já conhecemos de longa data, bem em frente à Praça Dorrego. Bastava seguir um pouquinho mais à frente. Se burrice matasse…

Qual o lado positivo desse tropeço? É errando que se aprende. Serviu para ficarmos espertos, e na próxima vez não passarmos nem pela porta!

Ah! E antes que me esqueça: na também indicada Brasserie Pétanque já nos serviram um prato de massa que era pura enganação. Reclamei, o garçom veio com aquela conversa de cerca-lourenço, muito blá, blá, blá, coisa e tal, mas não colou.
Para disfarçar minha radicalidade, aí vai a desculpa: era dia de feira. Tá! Mas cá prá nós, também não ouso voltar.  

ARGENTINA, AR – Galerias Pacífico, em Buenos Aires: Patrimônio Histórico Argentino.


FOTO EM DESTAQUE: Interior da Galarias Pacífico.

Foi declarada Monumento Histórico Nacional e nem poderia ser diferente.
Externamente, o prédio, em si, já é uma obra de arte. Seu interior deslumbra. Sua beleza é impactante; não há quem não o aprecie. A meu ver, é passagem obrigatória para quem vai a Buenos Aires, nem que seja apenas para tomar um café.

COMPRAS e ALIMENTAÇÃO
Em 2011/12 o shopping ainda não havia ampliado o setor que conhecemos como praça de alimentação.

Em 2016 assustei-me com o movimento que encontrei no sub-solo: vários Cafés, lanchonetes e restaurantes do tipo fast-food tomaram conta da área. E não parou por aí: lojas de preço mais acessíveis também se instalaram neste piso. A Morph foi uma delas. Adoro a Morph. Todas as mercadorias chamam atenção pela criatividade e os preços são bem convidativos. É lá que compro lembranças para os amigos e, de quebra, acabo me presenteando com alguma coisa. Acho que mereço.
Voltando à vaca fria: até nos depararmos com esses acréscimos, nossa preferência para almoçar, lanchar ou tomar um simples cafezinho recaía sobre o Francesca. Esse espaço foi totalmente remodelado e nem reparei se ainda conserva o nome. Está bem mais confortável, pareceu-me mais amplo, não sei, e o atendimento continua cortês.

O elegante e antigo Francesca, no sub-solo das Galerias Pacífico.

A agência de câmbio foi remodelada e também continua no mesmo lugar. O câmbio pode não ser o melhor do pedaço, mas quebra um galhão pela comodidade.

O CENTRO CULTURAL BORGES
Nem todo mundo sabe, mas há um Centro Cultural dentro das Galerias, desde outubro de 1995.
Nada mais natural para um edifício inspirado e concebido no estilo arquitetônico Beaux-Arts, para abrigar uma loja que se assemelhasse à Bon Marché parisiense.
Esse foi apenas o começo. Em 1896 o Museu de Belas Artes ocupou parte do edifício…
Centro cultural e Galerias contam histórias desde 1889. Saiba mais a respeito do clicando aqui.
ACESSO: o prédio das Galerias Pacífico ocupa um quarteirão compreendido pelas ruas: Florida, Córdoba, Viamonte e San Martin. A entrada do centro cultural está nesta última esquina.
Ainda não o conheço, mas tenho lido excelentes referências. Há acomodações na platéia e no mezzanino.
No site do CCB você encontra informações a respeito de preços e horários. Clique aqui.

MAS, A SURPRESA MAIOR …
ficou por conta de uma publicação na internet que me deixou de cabelo em pé!
“Em 2007 a jornalista canadense Naomi Klein escreveu um livro intitulado The Shock Doctrine.
Neste livro ela descreve como o edifício foi usado como um centro de tortura pela junta militar que governou a Argentina de 1976 a 1983.”
… “descobriu-se que em seus porões o Primeiro Exército escondeu alguns de seus desaparecidos.”
“… as paredes das masmorras ainda traziam as marcações desesperadas feitas por seus prisioneiros há muito tempo mortos: nomes, datas, pedidos de socorro.”

E como dizia o jornalista Paulo Alceu: “Enquanto isso…, a vida segue.”

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ARGENTINA, Buenos Aires: A Casa do Doce de Leite.


FOTO DESTACADA: Fachada de Uma Das Lojas de San Telmo.

Endereços: Há dois endereços na Calle Defensa: uma no número 733, que está no mapa, e outra em frente à Praça Dorrego, no número 1060.
Horário de Funcionamento: De Segunda a Domingo, de 10.00 h às 20.00 h.


Nosso objetivo neste dia era a visita à Zanjón de Granada, alvo de uma próxima postagem, e fotografar a não menos conhecida Casa Mínima, bem pertinho.

Casa Mínima.

CALLE DEFENSA
Aconteceu que chegamos bem antes do horário marcado para a visita, e decidimos tomar um café e rever essa rua notável de Buenos Aires, igualmente foco de postagem futura.
Nessa de andar prá lá e prá cá, um toldo vermelho acabou nos chamando atenção. Quando lemos o nome da casa, atravessamos a rua e fomos bisbilhotar. Niki olhamos prá dentro da loja, cheguei a sentir o gosto dos doces-de-leite.

A DECORAÇÃO
chama atenção pelos móveis antigos que servem de apoio para os diversos tipos de mercadoria: doce-de-leite de diversas marcas e tipos, licores, alfajores, geléias, vinhos, temperos, chocolates, ervas-mate, cuias, açúcares, enfim, só me dei conta de que a charmosa loja trata-se de um pequeno e especializado mercado, ao recrutar as fotos para postar.
As embalagens são tão requintadas quanto algumas peças que compõem a decoração. Requinte descontraído por uma vaquinha que faz plantão na porta e por uma imensa bandeira da Argentina.

Com calma fui apreciando móveis, espelhos e produtos que o recepcionista brasileiro Raphael apresenta com muita simpatia, cordialidade e técnica. Ele se aproxima de mansinho…, assim como quem não quer nada…, cumprimenta educadamente…, pergunta se você já conhece a loja… e daí, môquirido, quando você se dá conta, já tá envolvido com tudo. Senti-me Alice no País das Maravilhas.

No armário antigo pintado de branco da foto abaixo, bules de metal e porcelana, garrafas decorativas de vidro, potes, porta-retratos e miniaturas da Mafalda também estão à venda. Por estarem protegidos na vitrine, em um primeiro momento pensei que fizessem parte de “Móveis e Utensílios”, mas me enganei.

 

 

 

 

 

 

Para cada marca há uma degustação.

Não há escapatória: a loja aceita dólares e reais, e o câmbio não era mau. Portanto, fica o aviso óbvio: você terá que ter uma personalidade muito forte para sair de lá sem comprar alguma coisa.

Granola e doce de leite sem açúcar também fazem parte das tentações.
Nesta loja compramos várias caixas de alfajores de chocolate para presentear os amigos – preciosidades da culinária portenha que não pesam na mala.

Neste armário branco estão: açúcar orgânico, açúcar integral mascavo, mel e geléias.

Erva mate de diversas procedências (com ou sem mirtilo), cuias de tamanhos variados, garrafas térmicas e outros produtos gauchescos estavam separados nessa estante.

Nesta cristaleira sabores diversos de geléias sem açúcar pareciam acenar para nós. Aqui não tive dúvida: trouxemos alguns vidros. Ficamos com um e oferecemos os demais como presente.

A vaquinha símbolo-marca é plantonista na porta da loja, e figura nas bolsas de compras.

Ah! Quase ia me esquecendo: caixinhas de chás e chocolates você também poderá adquirir na La Casa del Dulce de Leche. Bate um bolão.

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ARGENTINA – Tigre Pelo Trem da Costa (Ou Não)


Um dos passeios mais bonitos pela zona norte de Buenos Aires e que não requer muito tempo, é chegar ao Tigre por trem. Estivemos lá duas vezes, chegando por gares diferentes. Continuar lendo ARGENTINA – Tigre Pelo Trem da Costa (Ou Não)

ARGENTINA – Melo. Restaurante Onde Bato Ponto Sempre Que Estou em Buenos Aires.


Conhecemos o Melo por questão de comodismo: ao chegarmos para nos hospedar no apart hotel colado ao restaurante, decidimos que era ali que iríamos jantar naquela noite.

Chegamos em torno de 20.00 h, para nossa sorte. O Melo é concorridíssimo e o movimento é em ondas; não é para menos. Entendemos a procura ao vermos o cardápio super variado e os preços convidativos. Além disso, o acolhimento de parte da gerência e dos funcionários não poderia ser melhor. Quem não se permite cativar pela simpatia de alguém ou quando é bem recebido em algum lugar?
O salão não é pequeno e as mesas não são aquelas minúsculas em que só cabe o prato. Roupa de mesa limpíssima, ambiente bem decorado, acolhedor.
Gostamos tanto do restaurante que voltamos outras noites. Esse repeteco fez com que fizéssemos amizade com todos os funcionários. Resultado: sempre que vamos a Buenos Aires, batemos ponto no Melo.

Ano passado, 2016, um de nossos amigos estava de férias e outro havia mudado de endereço. Ficamos tristes por não vê-los, mas …,

O ambiente é de taberna: bem informal e alegre onde a clientela, visivelmente, sente-se muito à vontade. A impressão é a de que todos pertencem a uma só família.
Outro detalhe que nos chamou atenção: os cumprimentos entre funcionários e clientes mostra que a maioria frequenta assiduamente o restaurante – todos são “de casa”. Achei ótimo!

O restaurante enche e os clientes aguardam na porta, numa boa, até serem chamados. Esse movimento não é à toa.

  

Início dos trabalhos: cesta de torradas de alho e temperinhos – crocantes e quentinhas. Quem há de resistir?

Inhoques Freddy acima e Ravioles de Ossobuco abaixo. Porções fartas, pratos deliciosos, temperados na medida em que gostamos.

Antes de embarcarmos para El Calafate batemos esse prato de Espaguete ao Funghi e, claro, o Inhoque Freddy não poderia faltar.

Encerrada a seção de delícias, voltamos a pé para o hotel. Caminhar na noite de Buenos Aires é sempre um grande prazer para nós.

Fotos clicadas pela autora do blog.

ARGENTINA – ROTA dos SETE LAGOS: Bariloche/Villa la Angostura/San Martín de Los Andes.


SAN MARTIN de LOS ANDES, encravada na Cordilheira dos Andes, é mais uma cidade da Argentina tão bela e charmosa quanto Ushuaia, El Calafate, Bariloche e tantas outras.

Continuar lendo ARGENTINA – ROTA dos SETE LAGOS: Bariloche/Villa la Angostura/San Martín de Los Andes.