Arquivo da categoria: MALAS PRONTAS

CUMPRINDO O ROTEIRO.

ARGENTINA, Buenos Aires: A Casa do Doce de Leite.


FOTO DESTACADA: Fachada de Uma Das Lojas de San Telmo.

Endereços: Há dois endereços na Calle Defensa: uma no número 733, que está no mapa, e outra em frente à Praça Dorrego, no número 1060.
Horário de Funcionamento: De Segunda a Domingo, de 10.00 h às 20.00 h.


Nosso objetivo neste dia era a visita à Zanjón de Granada, alvo de uma próxima postagem, e fotografar a não menos conhecida Casa Mínima, bem pertinho.

Casa Mínima.

CALLE DEFENSA
Aconteceu que chegamos bem antes do horário marcado para a visita, e decidimos tomar um café e rever essa rua notável de Buenos Aires, igualmente foco de postagem futura.
Nessa de andar prá lá e prá cá, um toldo vermelho acabou nos chamando atenção. Quando lemos o nome da casa, atravessamos a rua e fomos bisbilhotar. Niki olhamos prá dentro da loja, cheguei a sentir o gosto dos doces-de-leite.

A DECORAÇÃO
chama atenção pelos móveis antigos que servem de apoio para os diversos tipos de mercadoria: doce-de-leite de diversas marcas e tipos, licores, alfajores, geléias, vinhos, temperos, chocolates, ervas-mate, cuias, açúcares, enfim, só me dei conta de que a charmosa loja trata-se de um pequeno e especializado mercado, ao recrutar as fotos para postar.
As embalagens são tão requintadas quanto algumas peças que compõem a decoração. Requinte descontraído por uma vaquinha que faz plantão na porta e por uma imensa bandeira da Argentina.

Com calma fui apreciando móveis, espelhos e produtos que o recepcionista brasileiro Raphael apresenta com muita simpatia, cordialidade e técnica. Ele se aproxima de mansinho…, assim como quem não quer nada…, cumprimenta educadamente…, pergunta se você já conhece a loja… e daí, môquirido, quando você se dá conta, já tá envolvido com tudo. Senti-me Alice no País das Maravilhas.

No armário antigo pintado de branco da foto abaixo, bules de metal e porcelana, garrafas decorativas de vidro, potes, porta-retratos e miniaturas da Mafalda também estão à venda. Por estarem protegidos na vitrine, em um primeiro momento pensei que fizessem parte de “Móveis e Utensílios”, mas me enganei.

 

 

 

 

 

 

Para cada marca há uma degustação.

Não há escapatória: a loja aceita dólares e reais, e o câmbio não era mau. Portanto, fica o aviso óbvio: você terá que ter uma personalidade muito forte para sair de lá sem comprar alguma coisa.

Granola e doce de leite sem açúcar também fazem parte das tentações.
Nesta loja compramos várias caixas de alfajores de chocolate para presentear os amigos – preciosidades da culinária portenha que não pesam na mala.

Neste armário branco estão: açúcar orgânico, açúcar integral mascavo, mel e geléias.

Erva mate de diversas procedências (com ou sem mirtilo), cuias de tamanhos variados, garrafas térmicas e outros produtos gauchescos estavam separados nessa estante.

Nesta cristaleira sabores diversos de geléias sem açúcar pareciam acenar para nós. Aqui não tive dúvida: trouxemos alguns vidros. Ficamos com um e oferecemos os demais como presente.

A vaquinha símbolo-marca é plantonista na porta da loja, e figura nas bolsas de compras.

Ah! Quase ia me esquecendo: caixinhas de chás e chocolates você também poderá adquirir na La Casa del Dulce de Leche. Bate um bolão.

*****

ARGENTINA: Novos Caminhos Pela Patagônia – Cerro Frias, em El Calafate.


FOTO EM DESTAQUE: Um Dos Pontos Mais Altos do Cerro.

Cá estou novamente neste país pelo qual sou apaixonada: a Argentina. Só que desta vez, apesar de ter revisitado alguns lugares, essas localidades tiveram gosto de festa – em companhia de familiares queridos, tudo fica mais animado.
O esquema saiu como o planejado. Nem chuva pegamos. Minto. Certa noite, quando voltávamos para o hotel após um jantar no La Posta, sentimos no rosto uns pingos de chuva geladiiinnnhos, mas que nem serviram para aumentarmos os passos. E nem adiantava: quem está na chuva é para se molhar, já diz o velho ditado. E quem deixaria de passear por conta de chuva e frio? Pegamos 02º em El Calafate e menos ainda no alto do Cerro Frias, nosso primeiro passeio pelas redondezas.

Mas, antes de qualquer comentário, gostaria de alertá-lo para o abacaxi que a empresa Brasileiros em Ushuaia nos fez descascar.


AINDA NO AEROPORTO
tivemos, de cara, a única surpresa desagradável do circuito: assim que entramos na van que nos levou ao hotel, o motorista entregou-me a programação a ser cumprida e o melhor dos passeios não estava relacionado: o Glaciar Gourmet.
Chegando ao hotel nem entrei no quarto. Pedi à recepcionista que me comunicasse com a Criollos Turismo – esse era o nome que constava nos vauchers -, e o funcionário brasileiro Marcelo confirmou que não estávamos incluídos no rol de passageiros. Como, se esse passeio e mais dois estavam pagos deste 26/10/2017?
Peguei minha gorda pasta de anotações, botei-a embaixo do braço e saí em campo. Lá fomos nós – eu, minha cunhada e meu escudeiro – atrás da agência Criollos.
Resumindo: na Brasileiros em Ushuaia digitaram equivocadamente o nome desta operadora, que tinha a ver parcialmente com a história.
Felizmente o funcionário de nome Matias – jovem educado, de boa vontade e ético – logo descobriu o erro. Não disse palavra a respeito do assunto; apenas pediu-nos que o acompanhasse e nos levou até sua vizinha, a empresa responsável pela pequena viagem que faríamos três dias depois.
Saímos da Marpatag com tudo acertado, é verdade, mas ainda sob efeitos do aborrecimento causado única e exclusivamente por falta de atenção do funcionário da Brasileiros em UshuaiaAh! E ainda a funcionária desta empresa, Sra. V… , a me escrever o seguinte: “Acredito que tenha sido erro de digitação no vaucher” – observação que me leva a crer que qualquer erro cometido é normal.
Mais tarde, a gerente desta empresa , Sra B…, que desdobrou-se em desculpas pelo transtorno, explicou em mensagem que o brasileiro Marcelo não poderia nos ter dito que não constávamos da lista de passageiros.
Ciente da parceria existente entre Marpatag e Criollos, ele deveria ter confirmado nosso programa e não o fez. Ou seja: erro nos vauchers da Brasileiros em Ushuaia, erro de parte do funcionário da Criollos. Erro prá todo lado que nos fez perder preciosos momentos de nossa estada em El Calafate.  Foram duas horas e meia na rua, literalmente, “correndo atrás”. Fica o alerta!

Esse esquema diferenciado de passeio – Glaciares Gourmet – que a empresa Brasileiros em Ushuaia oferece é bom. Certamente teria sido bem melhor se não o tivessem envolvido em tanto contratempo. Sofre mais o emocional dos passageiros que o físico. Foi desgastante demais e decepcionante.


Bom, agora que relatei a sucessão de descuidos envolvendo funcionários desatentos de duas! empresas que participaram diretamente em nossa viagem, posso contar e ilustrar nossa primeira saída pelos arredores de El Calafate: o Cerro Frias.
Marquei esse passeio na empresa causadora do citado embroglio sem o menor entusiasmo. A descrição confere com a realidade, mas não empolga; e por isso não levei fé.

Caso queira assistir a um resumo do que foi esse passeio inimaginável, clique aqui.


Às 9.30 h  a van nos pegou no hotel, e após  23 km de navegação pela RP 11 chegamos à entrada da Fazenda Alice, onde está a colina.

Havia feito muito frio durante a madrugada e por conta dessa baixa de temperatura os cumes de cerros e montanhas ficaram cobertos de neve, o que enriqueceu bastante a paisagem e nossa experiência.
Em 2016, eu e meu escudeiro estivemos nessa mesma época em El Calafate, mas pegamos temperaturas bem mais amenas. Desta vez enfrentamos 02 º no Centro da cidade.

Logo que chegamos, o gentil Sr. Tito foi nos receber ainda na perua e nos apresentou o restaurante onde mais tarde seríamos contemplados com um lauto almoço: churrasco de carnes variadas e linguiças, assadas em forno à lenha e acompanhadas por legumes. Almoço prá botar água na boca de quem assistir ao vídeo que incluí na postagem.
Ele mesmo apontou a casa que se vê na foto como sendo sua, e pelo rumo da conversa durante o percurso, concluímos que estávamos sendo conduzidos pelo simplíssimo proprietário da Estância Alice.
É o próprio Tito quem traça e prepara novos caminhos para os visitantes desfrutarem do melhor do cerro.

ESCOLHA O QUE FAZER na FAZENDA:
Há outros tipos de atividades na propriedade, tais como: trekking, cavalgadas, ou deslizar na tirolesa considerada a mais extensa da América do Sul.
O Jeep Tour 4×4 à Margem do Lago Argentino promete muita aventura a partir de 5 km de Calafate.
Esses passeios têm horários de saída e época certa para acontecer; por isso convém dar uma olhada no site clicando aqui.
A visita ao Cerro Frias, por exemplo, tem dois horários: pela manhã e à tarde, às 15.00 horas.

Imagine-se neste confortável sofá, desfrutando dessa vista fantástica em companhia de familiares e/ou amigos, e tomando um ferrinho para esquentar.

O PASSEIO
Começamos a subir o cerro e logo Tito parou e anunciou que dali prá frente ele engataria a tração nas 4 rodas – mero detalhe. Com ou sem tração nada mudaria ao nosso redor: já estávamos encantados com a paisagem que aos poucos começava a se desnudar, com os comentários de nosso condutor, com os animais, enfim, com tudo! Até com o vento gelado e o frio.

Um pouco mais para frente e Tito saltou para abrir uma das porteiras.

Desse ponto para frente as surpresas começaram a se atropelar. Dois guanacos foram responsáveis pela primeira delas.

O respeito pela fauna é fundamental e por isso a marcha empregada no veículo é lenta. A prioridade é dos animais, claro, e mais precaução começa assim que são avistados, mesmo que estejam bem afastados da beira do caminho. Segundo Tito, os animais podem correr a qualquer momento e por isso é preciso cautela. Toda atenção é pouca.

Repentinamente – daí os cuidados a que me referi anteriormente – essa raposa saiu de detrás da moita e sentou-se justo no caminho.  Tito parou o Land Rover e ficamos observando o espetáculo por algum tempo. A lindeza bocejou, coçou-se, levantou-se, deitou-se novamente e rolou no capim. Fomos privilegiados neste passeio não só por isso, mas por tudo que vimos e mais ainda pelo que nos aguardava no cume do cerro.

Vez ou outra o Lago Argentino disputou nossa atenção com fauna e flora do Cerro Frias; não sabíamos o que era mais belo. O passeio é fantástico!

O ALAGAMENTO em EL CALAFATE
Chegamos a El Calafate em 14/3/18, dois dias após ter acontecido a ruptura do Perito Moreno, outro espetáculo fantástico para quem tem a sorte de testemunhar o desmoronamento dessa ponte.
Trata-se de atração que atrai milhares de curiosos e que depende unica e exclusivamente da natureza.
El País noticiou que os trovões provocados pelos sucessivos desprendimentos aconteceu de madrugada. Caso você tenha curiosidade em saber como se forma a ponte e o que provoca seu descolamento, basta clicar aqui.
Como o Parque Nacional dos Glaciares fecha às 22.00 h, o espetáculo não foi presenciado por ninguém.
As toneladas de gelo desprendidas derretem e acabam causando a subida do nível do Lago Argentino, a ponto de suas águas alcançarem estradas e propriedades particulares. Testemunhamos um alagamento no perímetro urbano, bem próximo ao Centro de El Calafate.
A foto abaixo mostra uma área submersa não muito longe da estrada.

Conforme avançávamos, cenários cada vez mais instigantes pareciam nos convidar a desvendar seus mistérios.
Ora o capim queimado pelo frio cobria de dourado as montanhas e parecia iluminá-las…

…ora sentíamo-nos envolvidos pelo tempo fechado, o solo escuro, a névoa e o uivo do vento.  Era o próprio mistério do qual estávamos fazendo parte – momento inesquecível de nossas vidas.

Atirei no que vi, ao optar por esse programa, e acertei no que não vi. Divinas surpresas…

Felizmente, estávamos preparados para enfrentar qualquer inesperado…

Abaixo, um dos carros da frota do Sr. Tito, nosso condutor e narrador dessa aventura fantástica.
A foto não deixa mentir: quem diria, que ainda teríamos um contato tão íntimo com um pedacinho da moldura do Lago Argentino?

Momento de sentir a paisagem, sem tentar descrevê-la…

DE VOLTA À ESTÂNCIA, NOSSO PRÊMIO:
Éramos os únicos no amplo salão aquecido. O que iríamos comer? Não sabíamos e nem nos interessou perguntar. Curiosidade é doença da qual nenhum de nós sofre. Felizmente. Assim, quando nosso prato chegou, antes de qualquer garfada já sentíamos sabor de festa na boca. E que festa!

A abertura de nossos trabalhos ficou por conta de gordas empanadas recheadas com carne de cordeiro, temperada do jeito que gosto.

Seguiu-as um creme de abóbora muito bem condimentado. Um toque sutil de especiarias foi somado às ervas secas -o resultado não poderia ser melhor.

Legumes assados na brasa foram servidos como complemento do suculento churrasco misto que só aparece no vídeo. As pranchas foram prá mesa fumegantes e com aquele barulhinho bom de se ouvir: o dos legumes e das carnes ainda fritando no calor da chapa.  Melhor, impossível.

De sobremesa, ele! O famoso, delicioso e imbatível doce-de-leite argentino.

Iguarias que nem Zeus alguma vez degustou no Olimpo, mas que nós, simples mortais, tivemos o privilégio de saborear neste pedaço de Paraíso – o Cerro Frias.

CONTATO: clique aqui.

 

Foto clicada por minha sobrinha SAMANTHA ao voltarmos para El Calafate.

 

Rosa Cristal com a palavra.

 

 

 

BRASIL, Rio de Janeiro – Grão-Pará, em Copacabana: Voo Direto Belém/Rio.


Assim que começaram a ajeitar a loja, em setembro de 2017, fiquei de olho para saber no em que se transformaria a loja de artigos religiosos, fechada não fazia muito tempo.


Trata-se de uma loja bem apanhada na rua Barão de Ipanema, em Copacabana, especializada em gostosuras from Pará. Fez tanto sucesso, que em 6 meses já vão ampliar suas instalações e modificar a loja existente.
A própria vitrine é um convite para quem quiser deliciar-se com iguarias nortistas tão cantadas em verso e prosa.

As referências são as melhores possíveis. Andréia e Zelma, vizinhas da loja, provaram, aprovaram e assinam embaixo do que proclamam os educadíssimos e simpáticos funcionários a respeito de qualquer item do cardápio.
Andréia, natural do Pará, é categórica em afirmar que a unha de caranguejo, o tacacá, e o açaí com farinha de tapioca são imperdíveis. Segundo as amigas, há uma senhora paraense conhecida de ambas que, praticamente, bate ponto diariamente na Grão-Pará.

À direita de quem entra, passado o segundo portal, ou seja, a vitrine recheada de tentações, está a imagem de N. S. de Nazaré com o Menino, o maior ícone religioso do Estado do Pará.
A loja, fica em frente à Igreja de São Paulo Apóstolo. Portanto, você nem precisa comer rezando, porque na Grão-Pará você estará prá lá de abençoado.

Desenhos que nos remetem à pintura e artesanato indígenas emolduram os cardápios pintados nas paredes com muita originalidade e bom gosto.
E por falar em gosto, sem trocadilhos, sabores é o que não faltam na loja. A seleção começa no açaí, fruta que conquistou o paladar do carioca, passa pelo café que em breve deixará de ser expresso e passará a ser aquele tão solicitado carioquinha, e termina na água mineral e nos sucos de graviola, bacuri, cupuaçu, taperebá, muruci, bacaba e mangaba.

A casa trabalha com cervejas tradicionais, mas a especialidade fica por conta das artesanais. Vejam só:

Na Grão Pará você também encontra molhos, bombons, geléias…
…tucupi de um litro…
…camarão seco de diversos tamanhos e em quantidades variadas.

Não falta na-da! É aqui que os paraenses matam a saudade do sabor de sua terra e quem nunca viu e não sabe o que é prova, se apaixona e fica logo íntimo.

Claro, os doces, geléias e sorvetes não poderiam faltar, e muito menos o artesanato super decorativo e as tradicionais águas de cheiro.

Farinhas de mandioca, branquinhas, e a famosa farinha de Bragança fabricada artesanalmente no litoral paraense.

VOCÊ SABE O PORQUÊ de UMA FARINHA SER CHAMADA D’ÁGUA?
É porque a fermentação da mandioca acontece dentro d’água. Como dizem no norte e nordeste do Brasil, durante esse período de aproximadamente 4 dias ela fica “pubando” (fermentando) em igarapés ou tanques.
Após esse tempo ela é descascada e ainda pode permanecer dentro d’água por mais 2 dias.
Só depois desse ínterim ela é então levada para a casa de farinha, onde será triturada em u’a máquina chamada catitu ou amassada com as mãos. Afinal, a mandioca está amolecida e por isso esse processo torna-se menos difícil.
O passo seguinte é espremê-la no tipiti – um espremedor de palha trançada – ou então em sacos.
Retirada a água, ela é peneirada para ficar soltinha e então torrada.

O SABOR
é decorrente do tempo em que permaneceu submersa e da torra.
A farinha deve ser levada ao tacho ainda úmida para ser escaldada. Nessa fase de fabricação ela é mexida manualmente: trata-se do pré-cozimento, que antecede a torrefação. Esses estágios garantirão a crocância da farinha.

A COR
amarelada não se deve a corantes. Nada disso! Deve-se à espécie de mandioca utilizada.

Como o movimento da Grão-Pará é muito grande, a garantia de se adquirir mercadorias de qualidade é de 100%.

OS PRATOS TÍPICOS
com que a casa trabalha foram relacionados para o blog pelo funcionário Diogo. São eles:

. Filhote no tucupi,
. Filhote frito,
. Caldeirada de pescada amarela,
. Pirarucu de casaca,
. Galinha no tucupi,
. Camusquim – prato de talharim com camarão em molho branco.

Outras sugestões anotadas por Diogo é o Tacacá – iguaria feita do caldo da mandioca, servida com folhas de jambu (aquela que anestesia a boca), goma e camarão seco, e a polpa de açaí e/ou graviola, acompanhada por farinha de tapioca.
Deleitei-me com um prato desses na década de 70, em Manaus. Foi servido em uma cuia.
Comprei-o em uma carrocinha estacionada em frente a uma igreja do Centro da cidade. Encostei-me na grade da igreja e mandei ver. Ô delícia!
Tem mais: a casquinha e a patinha de caranguejo, que você poderá acompanhar com os deliciosos sucos típicos paraenses. Foi o que fiz ontem à tarde: passei na loja e trouxe para casa 5 patinhas, pura carne de caranguejo. 

No mais, é agradecer ao deus em que você acredita por esses momentos lindos, e não se esquecer de que a Grão-Pará também trabalha com produtos decorativos e ainda anuncia, com belos cartazes, a festa do Círio de Nazaré.

Bom demais!

 

BRASIL, Rio de Janeiro. Em Botafogo Também Tem IRAJÁ.


FOTO DESTACADA: Um Dos “Canteiros” do Restaurante.

Isso mesmo! Lá no Irajá que fica em Botafogo, alguns condimentos utilizados na cozinha do restaurante são colhidos de vasos na hora do preparo. Assim que você passa pelo portão, já se depara com alguns deles, repletos de manjericão.

À direita de quem entra há uma sala de estar com acomodações confortáveis.  Pequenos sofás, cadeiras e poltronas abraçam aqueles que aguardam por sua mesa, enquanto se deixam levar pelo bate papo e brindam a mais um encontro.
Neste espaço as telhas vãs contribuem ainda mais para o aconchego. Ali ficam à mostra os vinhos com os quais o Irajá trabalha. Não são poucos rótulos.

Neste cantinho são preparados drinks especiais.

Decoração descontraída em todo o Irajá, para deixá-lo como se estivesse na varanda de sua casa. A geladeira de época faz os “mais antigos” como nós recordarem de suas famosas Hotpoint e Kelvinator. Bateu um bolão.
Só mesmo quem tem geladeira embutida em armário, não pode se dar ao prazer de ter uma decoração de bom gosto como essa. Geladeira solta na cozinha, claro que tem que ter um enfeite em cima. Senão, não tem graça.

O longo corredor lateral lhe permite passar pela cozinha e observar o quanto é organizada.
Como chegamos cedo em um dia de domingo, o próprio Aloisio, um dos anfitriões, nos conduziu gentilmente até lá a fim de que também conhecêssemos a equipe que prepara as delícias que saboreamos. A equipe é apenas de jovens. Moçada bonita que mostra a que veio.
Na primeira garfada percebe-se que não estão de brincadeira, que dominam essa fantástica alquimia que tanto adoro: misturas bem elaboradas; temperos. Costumo dizer que cozinha é sinônimo de laboratório. Se os ingredientes não forem adequados, mô quirido…, não dá prá engolir. Literalmente.

E até chegar aonde a coruja dorme, aquele galo colorido canta e ter acesso ao cardápio, você passa por esse mural onde o restaurante anuncia que também serve algo mais descontraído. O Irajá sabe das coisas. Viva o Irajá!

Finalmente, o oásis!

Galos e galinhas na cozinha. Tenho uma coleção deles.

Um jardim que dá continuidade ao salão iluminado naturalmente e um ar condicionado bem regulado, proporcionam uma incrível sensação de bem-estar. Esse é o Irajá.

Daí você abre o cardápio… e se depara com essa mensagem:

Vira a folha e encontra essas opções, puras tentações.
Embarcamos no…

… Churros de Queijos Brasileiros e Ervas, mas voltarei para provar as Bolinhas de Tapioca.

Sugestões para beber… Para variar, já que não bebo álcool, mergulhei no copázio de suco de abacaxi, pêssego e capim limão.

Pratos principais: o que escolher?

Meu fiel escudeiro optou pelo prato de Vieiras, Batatas e Alho poró. Vieiras com técnica de cozimento espetacular.

E eu, pelo Arroz de Haddock – prato muito bem temperado, do jeito que gosto. Ambos, fantásticos!

Outra indecisão: a hora das sobremesas.

Meu escudeiro optou pela goiabada, pistache e iogurte. Segundo ele, pura delícia.

Um saboroso café encerrou o almoço.

Restaurante que indico sem restrições. O IRAJÁ É IMPERDÍVEL!

Rosa Cristal comenta.

 

1986 – Holanda. Alemanha. Dinamarca. Suécia. Noruega. Finlândia. Rússia. Polônia (Parte I).


IMAGEM DESTACADA: Copenhagen

Nosso roteiro em ônibus:

Recorri à sequencia de fotos do álbum a fim de me situar. Afinal, lá se vão quase 32 anos desde que chegamos à Amsterdam em um dia 15/8/1986.

A primeira viagem foi em companhia de amigos já citados em algumas postagens; mestres pacientes que me mostraram o caminho das pedras em 1985 – como viajar por conta própria. Observei cada detalhe e acho que aprendi bem a lição.

1. HOLANDA/AMSTERDAM
foi nosso ponto de partida para uma viagem que duraria aproximadamente um mês. Ou mais.
Havíamos estado em Amsterdã um ano antes, sem nos importarmos com relógios e foi isso que nos valeu; caso contrário o tempo seria curto para se ter uma idéia dessa cidade fabulosa construída pelo Homem.

As fotos são muito antigas e foram clicadas por uma máquina fotográfica sem a menor qualidade. Dei uma lambidela de Photoshop em algumas, mas nada que lhes tirasse “a originalidade” mesmo que quisesse. Pior: na época, olhava para essas bombas sem definição e achava-as uma maravilha. Os comentários não podiam ser mais cômicos; eram do tipo “Nossa! Ficaram ótimas!” Imaginem isso.

RIJKSMUSEUM
Dia seguinte fomos ao  Rijksmuseum, localizado na Praça dos Museus – Museumstraat 1, 1071 XX.
Horário: Funciona todos os dias da semana de 9.00 às 17.00 horas.

Li várias explicações a respeito da Ronda Noturna, uma das obras mais procuradas no museu, e uma delas relatava que a figura da menina, que nada tinha a ver com o motivo do trabalho encomendado, foi o pivot da polêmica que levou Rembrandt à falência.
Lembro-me de ter lido que chamar atenção sobre esta menina foi intencional; o pintor iluminou-a tal qual iluminou o tenente Willem van Ruytenburch – tenente de uma das milícias de Amsterdã. Não era nobreOs demais, que pagaram para aparecer na tela, Rembrandt deixou-os na penumbra e isso desagradou os retratados. Quem não ficaria indignado?
De qualquer forma, mesmo sem qualquer comentário a respeito da criança, Rembrandt foi por demais audacioso em sua denúncia.
Ficou curioso? Leia o link que iluminei no nome do quadro aqui embaixo.

Inenarrável a satisfação que senti ao apreciar o polêmico quadro de Rembrandt A Ronda Noturna, um dos mais visitados do museu, e o auto-retrato de Van Gogh.

2. HOLANDA/ALEMANHA – AFSLUITDJK
Dia 17/8/86 passamos pelo Afsluitdjk em direção a Hamburgo. 
Trata-se de um dique de 32 km de extensão inaugurado em 25/9/1933. Obra fantástica, grande desafio do ser humano para tentar amenizar as forças da natureza. E conseguiu!
A construção deste dique teve por objetivo criar uma barreira de proteção que “abrandasse” o furor das marés altas do Mar do Norte, que periodicamente inundavam os pôlderes.
Atravessá-lo, foi um privilégio.

Hamburgo possui o maior porto da Alemanha: 74 km² de área. Está localizado na desembocadura do Rio Elba. Foi fundado por Frederick I em 07 de maio de 1189. Durante séculos foi o principal porto da Europa Central; atualmente figura entre os 15 maiores do mundo.

3. ALEMANHA/DINAMARCA
Abaixo: ferry boat para atravessar de Puttgarden para Rodby, na Dinamarca.
O ferry leva cerca de 1 hora para atravessar o Estreito de Fehmarnbelt.
Por conta dessa demora os governos da Alemanha e da Dinamarca começaram em junho de 2007 outra obra gigantesca para ligar os dois países: a construção de um túnel imerso de 18 km que será o maior do mundo, com prazo para ser inaugurado em 2021.  Além do tráfego para veículos haverá uma estrada de ferro!
Para a execução desse projeto uma fábrica que produz peças especiais foi construída, tais como as de concreto impermeável de 217 metros de comprimento, pesando 73.000 toneladas.

Com a construção do túnel submerso, as travessias em ferry boat estão com seus dias contados.

Almoçamos em um restaurante maravilhoso em uma localidade chamada Maribo, município que não exite mais.
Em 01 de janeiro de 2007, Maribo, Holeby, Nakskov, Højreby, Ravnsborg, Rudbjerg e Rødby, foram suprimidos para dar lugar ao município de Lolland.

Na foto, meus amigos que me ensinaram a botar o pé no mundo e uma amiga.

3.1 – MARIBO/COPENHAGEN

                    TIVOLI PARQUE, JARDINS DO TÍVOLI ou, simplesmente, TIVOLI.

Lembro-me de termos baixado nossas bagagens no quarto do hotel e rumado para o Tivoli Park.

Quando Georg Carstensem obteve do Rei Cristiano VIII permissão para erigir um parque de diversões, o rei, imediatamente, mandou traçar o plano do fabuloso jardim, inaugurado em 15/8/1843 em um terreno de 61000 m². Seu argumento, inegavelmente inteligente, foi mais ou menos esse: povo que se diverte não tem tempo para pensar em política. Prova disso, aqui no Brasil, é o Carnaval… Quem é que vai pensar no assunto nos dias de folia?

Foi neste parque de sonhos que Walt Disney se inspirou para construir sua Disneylandia. Não deixou escapar nada, nem o espetáculo de fogos de artifício incluído na programação do Tivoli.

Ao anoitecer é que o parque começa a se transformar. Nem bem o dia apagou sua luz, o parque acende suas milhares de lâmpadas de diversas cores. Nessa transição o Tivoli parece passar por um momento mágico. Para mim, o mais bonito.
É o segundo mais antigo parque no mundo em funcionamento.
O primeiro não está muito distante, mas a apenas uns 25 minutos de carro: o Dyrehavsbakken, inaugurado em 1583.
EndereçoDyrehavevej 62, 2930 Klampenborg.

Quando lá estivemos, o Tivoli contava com 25 restaurantes e um hotel, o Nimb Hotel.
Segundo anotações da época no verso das fotos, o parque foi projetado por Harald Stilling.

EndereçoTivoli Gardens – Vesterbrogade 3 1630 København V.
Horário de Abertura: melhor consultar o site do parque clicando aqui. Até bem pouco tempo abria na Primavera, no Verão, e em alguns dias em época de Natal e Ano Novo. Mas, pelo que andei pesquisando, já abrem no Inverno. Portanto, como seguro morreu de velho, mais garantido clicar no verdinho ali de cima.
Ah! Compras de bilhetes de entrada você encontrará neste mesmo site.

A noite chegou e o parque foi ganhando novo perfil. As cores proporcionadas pela luz do dia foram se apagando e o parque foi ganhando nova roupagem. Ah, Thomas Edison!… será que de onde estás, consegues ver as maravilhas que fazem com teu invento?

Nimb Hotel em foto clicada por máquina de péssima qualidade – a minha. Achava esses borrões lindos.

Imagem de um dos restaurantes do Parque Tivoli. Como naquela época três do grupo tinham orçamento apertado, algumas vezes bancávamos cachorro magro: ficávamos olhando os restaurantes pelo lado de fora. Nossos amigos abonados foram parceiros incondicionais e em nenhum momento sugeriram gastos maiores do que os que podíamos assumir. Parceria também é isso. Mais uma vez registro minha gratidão.
Outro restaurante.
Teatro de Pantomima – teatro que se comunica por intermédio de mímicas. O uso de palavras é muito restrito em peças desse gênero.

Flores e água estão por todos os lugares no Tivoli.

Abaixo, aspectos da cidade de Copenhagen.

A sereia dinamarquesa tão cantada em verso e prosa não aparece bem na foto, mas mesmo assim mostra-se muito maior do que na realidade é. A escultura é minúscula! Honestamente? É daquelas “atrações” decepcionantes que é bom conhecer para saber que é pura perda de tempo.
Cansei de vê-la em fotos e a imaginei linda e sensual em cima de uma pedra. Fui fantasiaaando…, fantasiaaando…, mas quando cheguei lá e não vi nada…
– Onde está? Onde está? era a pergunta geral até que alguém de visão robótica (isso em 1986!!!) encontrou-a e começou a apontá-la: – Achei! Olha ela ali, ó! Tá ali! Aliiiiiii, gente!…
Essa criatura de visão extraordinária que fez questão de compartilhar seu achado, não sabia que nem todos conseguiram “baixar a imagem” de imediato e um dos motivos é porque não havia contraste na imagem – sereia e pedra eram da mesma cor.
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A minúscula sereia símbolo da cidade, famosa nos contos de Hans Christian Andersen. Esse contraste-se devemos aos recursos do Photoshop.

 MUSEU DE CERA do TIVOLI

Quem viu, viu. Quem não viu, não o verá mais – tal qual o passeio em quadriciclo pelas dunas e lagoas dos Lençóis Maranhenses.

Não consigo entender o fechamento do Museu de Cera Louis Tussaud de Copenhagen.
Inaugurado em 1974, encerrou suas bilheterias definitivamente em 31 de agosto de 2007. Motivo: fim do contrato de arrendamento com o Tivoli Gardens. Não foi renovado porque o parque pretendia ampliar suas instalações e o Castelo Hans Christian Andersen, que abrigava o museu, era de sua propriedade.

Imagem obtida na internet.

Durante os 33 anos que permaneceu ativo, atraiu perto de 10 milhões de pessoas.
As figuras eram muito bem acabadas e facilmente identificáveis.

Zangado e Dunga ladeando a delicada Branca de Neve.
Madre Tereza de Calcutá ladeada pelos Papas João Paulo II e Paulo VI.
Da esquerda para a direita: Salvador Dali e Leonardo da Vinci com sua Monalisa. Em primeiro plano: Henri de Toulouse Lautrec e Pablo Picasso.

DREAMLAND
Por que digo isso? Já visitei museus de cera que me divertiram muito. O DreamLand de Gramado é um exemplo. Há figuras tão mal feitas, tão grosseiras, que não foi possível conter as gargalhadas. Como nós rimos! Rimos muuuito diante da feiúra das peças e da audácia de quem teve a coragem de nomeá-las. Esse museu vale pelo divertimento. Felizmente, algumas esculturas escaparam do ridículo. O museu é arrumadinho, mas é prá chorar. De rir!

MUSEU GRÉVIN
Outro museu de cera fantástico que permite a interação do publico com algumas esculturas é o Museu Grévin, em Paris. A entrada esconde o que você encontrará no em seu interior.
Ambientes suntuosos, como o do teatro, onde você poderá sentar-se ao lado de alguma personalidade – de cera, claro – e clicar inevitáveis fotos mico. Divertem.
O museu é grande e muito, muito divertido.

4.  DINAMARCA/SUÉCIA
De Copenhagen seguimos para a SuéciaGotemburgo.

5. SUÉCIA/NORUEGA
Em 21/8/1986 chegamos à Noruega – Oslo, onde permanecemos até o dia 25, quando embarcamos para a Finlândia.

O objetivo da viagem era a Rússia. De lá, sim, tenho lembranças interessantes que valem as postagens. E até chegar lá, foi esse nosso caminho.
Viajar em excursão tem a vantagem de ser menos trabalhosa do que viajar por conta própria. Além do mais, é menos cansativa. Mesmo assim, prefiro viajar por conta própria: fazer roteiro, reservar hotéis e passagens de avião, trem, ônibus, barco… puxar malas… Tudo isso dá muito trabalho, mas vale à pena.
Prá começar, você permanece nos lugares pelo tempo que quiser, come onde melhor lhe apetece, decide se visita as principais atrações ou se prefere viajar como sua mala. Essa liberdade não tem preço! Um museuzinho aqui e outro ali ainda consigo suportar.
Atualmente, confesso, estou adotando esse jeitão descontraído para viajar. E outra: como é você que vai carregar seus bagulhos, sua mala diminui consideravelmente de tamanho. Separo o que acho “necessário” e depois ainda dou um profundo corte nesse conteúdo. Sem anestesia. A mala fica parecendo um chocalho, mas parto feliz da vida. Já viajei com uma bolsa de mão!!! Dessas que o agente de viagens lhe entregava – não fazem mais isso – na hora em que você ia buscar suas passagens, vaucher, essas coisas. Fui para Isla Margarita com uma bolsinha dessas. Prá que salto alto, meia de nylon, roupa “by night” se você vai curtir uma ilha, istepô? E ainda sobrou um lugar para eu trazer umas lembrancinhas. Pode acreditar. Foi a viagem mais confortável que fiz na vida.

HOLMENKOLLEN – Oslo

Voltemos à Oslo. Visitamos a famosa pista, palco para do Holmenkollen Ski Festival que atualmente comporta uma platéia de cerca de 70 mil pessoas.
Pesquisando na internet para conferir meus dados – já disse que os anotava em um caderno e depois os escrevia no verso das fotos? – descobri que a pista foi demolida e reconstruída no período de 2006 a 2008.
Há um site onde você poderá saber tudo a respeito dessa famosa colina, incluindo as diversas modificações em sua altura. Clique aqui e confirme.

Em termos de segurança a pista ganhou proteções laterais e ampliaram o espaço das arquibancadas. Vi que a pista foi ampliada com uma área de escape considerável.
Comparando as fotos atuais com as mais antigas, constato que o primitivismo da estrutura da pista em 1986 era assustador! Quantas vezes, ao olhar a foto abaixo, me perguntei como os esquiadores conseguiam frear o salto nessa bacia congelada?

Na internet encontrei uma foto maravilhosa de um jovem de nome Paulo Basile, autor do  “Da Mooca Para o Mundo”, que visitou a pista em 2016. Vejam a diferença!

Vista parcial de Oslo.

Oslo é a mais antiga capital da Escandinávia. Foi fundada pelo Rei Harold Hardrade em 1050.

MUSEU DE HISTÓRIA CULTURAL – Oslo

Ou o MUSEU DO NAVIO VIKING, localizado na Ilha de Bygdoy, em Oslo. Faz parte do Museu de História e Cultura pertencente à Universidade de Oslo.
Interessante ressaltar que esse museu abrigou barcos que foram encontrados em sepulturas vikings nas localidades de Borrehaugene, Gokstad e Oseberg.
Este museu guarda um tesouro que fora encontrado ao acaso em uma escavação em um túmulo feita pelo fazendeiro Oskar Rom em suas terras – o navio viking de nome Oseberg.
Avisado por Oskar em 03/8/1903, o arqueólogo Gabriel Gustafson, partiu para a fazenda a fim de estudar a relíquia. Pelos desenhos encontrados em algumas peças, concluiu tratar-se de um navio viking.
No diário do arqueólogo algumas observações diziam respeito à falta de sossego para trabalharem no sítio. A descoberta do Oseberghaugen havia despertado grande curiosidade, e por conta disso o navio foi cercado de maneira que as escavações fossem protegidas. Até um vigia foi encarregado de manter os curiosos afastados da área.

AS ESCAVAÇÕES
duraram 3 meses. Entretanto, foram necessários 21 anos até que o navio fosse completamente restaurado, incluindo alguns pertences encontrados na embarcação.
Cada peça passou por um processo de secagem antes de voltar a seu lugar original – cuidado extremo e necessário.
Durante o restauro a opção pelo uso da madeira original foi respeitada. Prova desse compromisso foi o percentual encontrado quando a recuperação do barco foi completada: 90% da madeira é original.
Arqueólogos calculam que o navio de 22 m de comprimento movido por 30 remos, tenha sido construído em carvalho e rebites de ferro no ano de 820. Mastros com altura de 10 e 13 metros eram em madeira de pinheiro.

PARA QUE SERVIU O OSEBERG?
O que os noruegueses chamam de navio serviu como um lugar para o sepultamento de duas mulheres: uma, com idade oscilante entre 70 e 80 anos e outra mais jovem, de 50 anos.
O fato de terem sido enterradas juntas é um mistério ainda não desvendado.
O barco estava sob um grande monte e nele foram encontrados vários objetos: roupas, sapatos, pentes, utensílios de cozinha.
Gostaria de saber que objetos enterravam junto de cadáveres homens.
Foram encontrados ainda: trenós, camas (5), seis cães, 15 cavalos, duas vacas e ainda outros objetos.
Pelas características do barco os arqueólogos imaginam tratar-se de pessoas de famílias abastadas.

Endereço: Huk Aveny 35 – 0287 Oslo.
Horário de funcionamento:
Abre diariamente de 1 Maio a 30 Set no horário de 9 h/18 h;
De 1 Out a 30 Abr: abre de 10 h/16 h.

Oslo é uma cidade com muita coisa para ver. E para quem curte navegação marítima, vai deitar e rolar nos museus: Museu do Navio Viking, no Museu Kontiki – fantástico, principalmente para quem leu o livro A Expedição Kon-Tiki -, e no Museu do Fram, um veleiro de três mastros construído para homenagear três noruegueses corajosos que conseguiram chegar a ambos os polos. Observação: navio construído em 1892 e de casco redondo.

Neste livro, Thor Heyerdahl descreve a aventura que viveu em 1947 ao atravessar o Pacífico em uma balsa construída com uma espécie de madeira mais leve que a cortiça – o pau-de-balsa. Leitura e visita imperdíveis.

 

Trenó viking – Museu do Navio Viking.Além dos museus que ressaltam as imbatíveis capacidade e técnica dos noruegueses na construção de embarcações, há um parque muito interessante, o Vigeland, afastado cerca de 3 km do Centro de Oslo.
O parque é imenso. No dia em que pretendíamos visitá-lo chovia muito. Era tanta água, que o guia perguntou quem se habilitava a descer do ônibus para visitá-lo. Eu e mais duas pessoas descemos, mas não conseguimos permanecer por muito tempo embaixo daquele temporal. Nem o super guarda-chuva que havia comprado horas antes deu conta do recado. Também, pudera! Éramos 4 pessoas embaixo da pequena barraca; não havia como ficarmos abrigados.

Estou me perguntando onde foram parar as fotos dos museus e do parque. Verdade que muitas delas foram descartadas e nem preciso dizer o porquê. E mais: como saber que um dia!… a internet que estava sendo criada discretamente em 1969 a partir de pesquisas militares, acabaria sendo do jeito que conhecemos? E que eu seria blogueira depois dos 68 anos? Tudo indica que foram para o lixo. Ai, que dó!…

5.1 – OSLO/KARLSTAD/ESTOCOLMO (23/8/1986)

Restaurante onde almoçamos em Karlstad, a caminho de Estocolmo, às margens do lago Veneren.

Não anotei o nome do restaurante, mas lembro-me de que o ambiente atapetado por inteiro era luxuoso. Tapete daquele de afundar salto alto. Permanecemos neste salão magnífico por pouco tempo. Desta maravilha partimos para Estocolmo com a rapidez de quem furta porque tínhamos longa estrada pela frente.

Dia seguinte visitamos a Prefeitura, considerada na época a mais famosa do mundo por sua arquitetura.
Bem localizada, fica às margens do Lago Mälaren, na parte chamada Riddarfjärden.
É nos salões deste edifício construído entre 1911 e 1923 que acontece uma cerimônia conhecida mundialmente: o jantar de gala ao vencedor do Prêmio Nobel. O jantar ocorre no Salão Azul, e o baile acontece no salão ao lado, o Golden Hall. Em outro prédio realiza-se a entrega do prêmio.

Detalhe da decoração do Salão Dourado da prefeitura.
Nota: A Suécia é o maior país da Escandinávia. É quase duas vezes o tamanho da Grã-Bretanha e a Irlanda juntas.

Restaurante do navio Sirja Line, sueco, que nos levou a Helsinque em 25/8/86. O navio era compacto e confortável: cabines pequenas, mas com boas camas e travesseiros e banheiro privativo.
Na primeira noite o jantar oferecido foi sensacional: os pratos de saladas chamava atenção pela variedade, qualidade e colorido. Mesmo me servindo de doses homeopáticas, não consegui saborear todas. Não me recordo dos pratos quentes; mas das saladas… ainda as vejo, lado a lado, no buffet de metal dourado de fundo congelado encostado em uma das paredes do requintado restaurante.

FINLÂNDIA
O país que hoje chamamos de Finlândia foi o primeiro a ser habitado cerca de 10.000 anos atrás. Durante a Idade da Pedra e da Idade do Bronze, a área de 805.000 km², rica em charcos, foi espaçadamente popularizada.

A Finlândia é comumente conhecida como ” A Terra dos Mil Lagos”. De fato, o número de lagos excede 60.000.
Ao longo das praias você encontrará sempre um milhão de casas de campo e, mais importante ainda, as famosas saunas finlandesas.
Em 1986 a população era de aproximadamente 4 milhões e 800 mil habitantes, dos quais 60% viviam nas cidades. Isto porque somente 5 cidades tinham mais do que 100.000 habitantes.

Igreja de São Pedro, em Helsinque.
Monumento a Sibelius.

Sibelius foi um compositor finlandês de músicas eruditas. Foi homenageado com uma praça que leva seu nome e na qual encontra-se uma escultura de autoria de Heila Hiltunen que lembra tubos de órgãos. Sibelius quase não compunha obras que incluíssem órgãos. Daí, para amenizar as críticas, a artista completou o cenário acrescentando a efígie do compositor bem próxima aos 600 tubos de aço ocos.

6. FINLÂNDIA/RUSSIA
Agora sim, estamos chegando ao alvo desta postagem: a Rússia.
Em território russo chegamos àquela que foi fundada em 27/5/1703 por Pedro, O Grande, como São Petersburgo, mas que depois, em 1914, foi chamada de Petrogrado. Em 1924 mudou novamente de nome e passou a ser conhecida como Leningrado – nem precisamos explicar o porquê desse nome – e, finalmente (será?), a partir de 1991, recupera seu nome original: São Petersburgo.
Está localizada à margem oriental do Golfo da Finlândia, no Mar Báltico, sobre 44 ilhas do delta do Neva. Fica a 630 km de Moscou.
Essa distância pode ser coberta em 4.30 horas no trem Troika Russa. Além desse há o trem noturno Flecha Vermelha.

MELHOR ÉPOCA
para visitar São Petersburgo é de junho a agosto. As temperaturas são mais agradáveis e os dias são mais longos.

Lembro-me de que em uma das travessias que fizemos de barco – se não me engano foi da Finlândia para a Rússia – nosso guia nos pediu que comprássemos no Café da embarcação, se possível, balas, chicletes (foi a primeira vez – e única – que comprei chiclete à metro), biscoitos, enfim, o que pudéssemos, para oferecer às crianças que estariam nos esperando na porta do hotel.
Assim foi feito. Ao chegarmos o ônibus foi cercado por inúmeras crianças. Fazia frio!… Muito frio… e todas estavam mal vestidas e descalças…
Confesso que sempre que me recordo desse cenário me entristeço; me emociono.
A felicidade estampada naqueles rostinhos é impossível de descrever. Faziam questão de nos abraçar por conta de um simples pacote de balas. Começavam abraçando nossas pernas, de tão pequenos que eram. Mal alcançavam nossas cinturas.
Como prova de gratidão nos presenteavam com “pins”. Ganhei dois. Dois preciosíssimos pins que guardo até hoje com muito carinho. Vez ou outra mexo naquela caixa abarrotada desses brochinhos, e encontrar um deles lembro-me imediatamente dessas crianças e me pergunto:  onde estão? O que o destino lhes reservou? Queira Deus que estejam bem. Que estejam desfrutando dessa nova Rússia ou de outro lugar no mundo, mas que estejam bem.
Lembrei agora de que não eram apenas crianças que nos cercavam. Lembro-me de uma senhora a quem entreguei um pacote de biscoitos. Não entendi o que disse, mas percebi que estava muito agradecida. Segundo tradução do guia, que estava ao nosso lado, esta senhora disse que iria guardar o pacote de biscoitos e comer um por dia. Assim, eles durariam mais. Era de cortar o coração.

Hospedamo-nos no Hotel Pulkovskaya, que nem no nome, atualmente, lembra o hotel em que fiquei em 1986.

Para me certificar de que o hotel ainda existe, dei uma olhada em um site especializado em reservas de hotéis e levei um susto. Aquele hotel simples, de seis anos de idade, que não tinha condições de consertar um problema da torneira do banheiro do quarto porque não dispunha de peças de reposição para nada!, agora chama-se Park Inn by Radisson Pulkovskaya. Um luxo! E o café da manhã? Pelo que vi nas fotos, digno de um Tzar! E os quartos? Espaçosos, móveis modernos, televisor, piso atapetado… Salão de festas bem decorado, espaço para palestras… O teatro está lindíssimo!

O HOTEL
de nove andares foi construído por uma firma finlandesa de nome Polar para a S.A. Intourist – a Embratur russa. Era a Intourist que determinava onde o hóspede iria ficar – questão de controle.
Segundo tradições dos construtores finlandeses, no cimento foi colocada uma cápsula (em 27/5/80) com números dos diários “Pravda” e “Leningradskaya“, dos periódicos finlandeses “Uusi Suomi” e “Kansan Uutiset“, moedas, e um texto que diz “A construção do hotel se efetua para fortalecer a amizade, a compreensão mútua e a cooperação entre os povos soviético e finlandês”.
Leningrado, 29/8/86.

A Leningrado que conheci não é a mesma San Petersburgo de hoje. Pelo que pude avaliar ao ver as fotos do hotel em que fiquei hospedada, mudou muito e para melhor. Muito melhor. Pelo que tenho visto na internet, a cidade agora transmite uma certa descontração. Leningrado me parece ter atravessado o tempo mantendo austeridade, mas modernizou-se. Isso é visível até no café da manhã mostrado nas fotos do hotel; pode acreditar.
A Leningrado de 86 servia um café tão ralo que mais parecia chá. Essa água difícil de se engolir, marcou. A mesa do desjejum era fraca por conta da situação reinante no país. Não curto política, nunca curti, mas pelo que observo em fotos era bem diferente da que vejo hoje na internet.
Não tinha essa de “sair para jantar”. As refeições muito ruins eram feitas nos hotéis, a não ser que pagássemos muito bem em dólar para comermos algo diferente – essa história e muito mais, conto mais tarde quando chegar à Moscou.
Leningrado tinha muita coisa para ver, mas éramos limitados. Essa de sairmos lépidos e fagueiros visitando salas de museus, não existia. Fico imaginando agora, em tempo de vacas gordas, como não deve estar.

Monumento aos Defensores de Leningrado, na Praça da Vitória.

 

Adorna o centro da Praça da Vitória um majestoso monumento aos heróis da defesa de Leningrado durante a Guerra Pátria.
A obra custou aos soviéticos mais de 2 milhões de rublos. Centenas, milhares de leningradenses participaram de sua construção.
Foi inaugurado em 09/5/1975, data do 30º aniversário da vitória do povo soviético sobre a Alemanha hitleriana.
No centro da composição há um obelisco de granito de 48 m de altura, com as datas do início e fim da guerra gravadas em dourado – “1941-1945”.
Adorna o pé do obelisco um grupo escultórico de sete metros no qual se lê “vencedores” (obreiro e soldados) – símbolo da inseparável ligação entre o exército e o povo. Esse monumento fica em frente ao Hotel Pulkovskaya.

Grupo de esculturas de bronze sobre pedestais de granito.
Pelo lado esquerdo: marinheiros, guerrilheiros, construtores de fortificações. Pela direita: soldados, fundidores, milícias populares. Estas composições de 4 m representam heróis de Leningrado sitiados.

O ERMITAGE
é considerado um dos maiores museus de arte do mundo. Está localizado às margens do Rio Neva, em São Petersburgo.
O museu não é composto de um prédio apenas. Pudera! Para abrigar mais de 3 milhões de peças… nada menos que 10 prédios.
Fazem parte desses edifícios: o teatro, o Grande e o Pequeno Ermitage e o Palácio de Inverno, o principal.

Catarina II, sua criadora, chamou de “Ermitage”, à parte do palácio em que se guardavam tesouros artísticos únicos em seu gênero. Daí, o nome do museu.

Considera-se como data de fundação do Ermitage o ano de 1764, quando ao palácio foi trazida uma coleção de 225 quadros adquiridos em Berlim. A coleção cresceu a tal ponto, que em 1774 o museu já contava com 2080 obras de pintura.
Foi-se completando com desenhos, talhas em pedra, esculturas, obras primas de arte aplicada. Todos esses tesouros encontravam-se em salas abertas. Somente à Imperatriz e seus cortesãos Catarina II escrevia a respeito dessas coleções: “Gozamos de tudo isto. Só os ratos e eu…”
Foi graças a Revolução de Outubro que o povo teve acesso a esse acervo.

PRAÇA DA BOLSA

Colunas Rostradas – 32 m. São duas que ficam em frente ao Museu da Marinha.

Decorada com proas de barcos destinados a abrir caminhos nos “buques” inimigos. Evocam os triunfos da Armada Russa.
Ao pé das colunas, enormes figuras personificam as vias comerciais russas: Dniéper, Volga, Vóljov e Neva. Nas taças de cobre das colunas havia azeite de cânhamo que eram acesas ao anoitecer, a fim de que essas colunas então se convertessem em tocheiros-faróis gigantescos para iluminar a rota aos barcos.
Em 1986, durante os festejos populares, ardiam sobre as colunas rostradas tochas de gás de 7 metros.

Ilha da Fortaleza de Pedro e Paulo.

PRAÇA SÃO ISAAC

Monumento ao Czar Nicolas I na Praça São Isaac. Ao fundo, o antigo Palácio Marinsky.

Monumento erguido em 1859. Uma estátua equestre sobre dois pontos de apoio. O czar aparece em uniforme da Guarda de Cavalaria. Leva na cabeça um capacete com uma águia. O alto pedestal aparece ornado com figuras alegóricas – Fé, Sabedoria, Justiça e Força – que se parecem à esposa e filhas de Nicolas I. Em grandes altos-relevos se estampam alguns acontecimentos de seu reinado.

PRAÇA DO PALÁCIO

É uma das praças mais espaçosas de Leningrado.
Para ultimar a ornamentação arquitetônica da praça central da cidade, o governo, em princípio do século XIX, adquiriu todas as casas particulares que circundavam a praça pelo lado sul e, em 1819, encarregou o arquiteto Carlo Rossi de reconstruí-las para o Estado Maior General do Exército Russo. Neste projeto o arquiteto erigiu dois grandiosos edifícios semicirculares abertos ao Palácio de Inverno – o Ermitage, no lado oposto.
Enlaça os edifícios um majestoso arco triunfal, original monumento à Vitória da Rússia na guerra de 1812 contra as tropas de Napoleão. Os escultores Stepan Pimenov e Vasily Demuth-Malinovsky a decoraram com atributos militares: seis cavalos com a alada figura da Glória coroam o arco. Obra terminada em 1829.

PALÁCIO de INVERNO do ERMITAGE

É o edifício mais antigo da Praça do Palácio, edificação grandiosa no estilo Barroco Russo, caracterizado pela diversidade de fachadas, simultaneidade das partes salientes e fundas, amplo emprego de formas curvilíneas, profusão de adornos decorativos, e emprego de duas cores.
Foi o edifício maior de São Petersburgo: quase 200 m de longitude, 160 m. de largura e 22 de altura.
A longitude da cornija principal que adorna o edifício é de 2 km. Conta o palácio com 1057 aposentos com uma superfície de pavimentos de 46. 516 m², 117 escadas, 1786 portas, 1945 janelas.
Muito tempo foi o edifício mais alto de Leningrado. Em 1844, Nicolas I promulgou uma lei pela qual as casas particulares não podiam ultrapassar em altura o Palácio de Inverno. Esta regra vigorou até 1905.
Nas 1050 salas do museu são exibidas obras de arte.
Algumas dessas edificações que compõem o Ermitage foram residência do Czar. É o maior da União Soviética.

“A obra do arquiteto Rastrelli é formada pelo Palácio de Inverno, o Pequeno Hermitage, o Teatro, o Velho e o Novo Hermitage. Todas essas dependências se comunicam entre si por galerias em arco, pontes cobertas e jardins internos.”
(reportagem de autoria de Jorge Delacroix publicada no Caderno de Turismo do jornal O GLOBO, em 20/6/85.)

Leningrado – chamada São Petersburgo até 1924 – era capital da antiga Russia de 1712 a 1918.
A cidade, uma das mais belas e aristocráticas do mundo, deve a sua existência à vontade férrea de um único homem, o Czar Pedro I (1689-1725). A idéia original de Pedro I era de imitar a planta de Amsterdan. Os muitos canais que atravessam a cidade ainda são provas desta concepção.
Aconteceu que Pedro I mudou seu plano e chamou um arquiteto francês, Leblond, para desenvolver o urbanismo.
Segundo o Caderno de Turismo do jornal O GLOBO de 20/6/1985, que ainda guardo, na cidade que cresceu às margens do Rio Neva “foram projetadas avenidas largas, retas e arborizadas.” A reportagem também ressalta a beleza dos conjuntos arquitetônicos, das praças e dos jardins, bem como dos canais que cortam a cidade. Esse suplemento do jornal foi assinalado por mim e viajou comigo para a Rússia.

Quem visita a São Petersburgo de hoje, não acredita que a cidade foi bombardeada pelos soldados de Hitler por 900 dias durante a Segunda Guerra Mundial. “Apesar de terem morrido mais de um milhão de pessoas, a cidade nunca foi tomada” (nota da mesma reportagem).

Catedral do Convento de Smolny – Leningrado.

CONVENTO de SMOLNY
Trata-se da peça central de um complexo arquitetônico barroco destinado a um convento que seria ocupado por Isabel da Russia, filha de Pedro, O Grande.
No dia em que visitamos a catedral (construída entre 1748 e 1764) chovia copiosamente.
Nessa viagem choveu forte durante mais de 30 dias. Foi um horror! O Sol deu as caras vez ou outra. Chuva e frio não combinam com nenhuma viagem. Essa história de dizer que para turista não há tempo ruim não funciona comigo e não funcionou com 99% dos demais passageiros da excursão.
Por conta do tempo ruim meia dúzia de gatos pingados, quando muito, faziam um esforço danado para descer do ônibus e enfrentar a situação.

No centro da praça está a estátua “Cavaleiro de Bronze”, criada por Falconet. Foram necessários 12 anos até sua conclusão. A obra homenageia Pedro, O Grande.

PRAÇA DOS DEZEMBRISTAS

Monumento dedicado à Pedro I na praça antes chamada de Praça do Senado.
A praça recebeu o nome de Dezembrista em 1925 em memória de revolucionários da nobreza que, em dezembro de 1825, pela primeira vez na história da Rússia, lançaram-se contra o czarismo com armas em punho. Nesta mesma praça muitos revoltosos foram massacrados pelas tropas do Czar.

ANTIGO MUSEU de CURIOSIDADES

PETRODVOREST
é uma das localidades mais interessantes das imediações de Leningrado – a atual São Petersburgo -, que até 1944 chamava-se Peterhof – em alemão, quer dizer “A Corte de Pedro”.
A história de Petrodvorets remonta ao século XVIII, quando foi fundada para comemorar a vitória da Rússia nas lutas pela saída ao Mar Báltico.
A decoração das fontes encerra, quase toda ela, a idéia de enaltecimento de poderio naval da Nação.

UM PEDACINHO de HISTÓRIA
Em maio de 1703, no lugar mais largo do delta do Rio Neva se iniciam, por ordem de Pedro, o Grande, as obras da fortaleza e o porto comercial que se denominou Petersburgo.
A fim de proteger os acessos à cidade, constroem no Golfo da Finlândia, na Ilha de Kotlin, a fortaleza que se chamou Kronstadt. As obras eram administradas pelo czar, em pessoa. Com motivo de suas visitas à Ilha, edificaram para ele uma casinha na costa sul do golfo.
Enquanto durou a Guerra do Norte, Pedro, o Grande, não se preocupou muito em enfeitar estes lugares, mas depois da vitória de Poltava, em 1709, e dos triunfos navais de 1714 e 1720, decidiu estabelecer perto da nova capital uma cidade-monumento que perpetuasse suas vitórias nas guerras com a Suécia, e com o luxo que fizesse alusão à riqueza e poderio da nação.

O parque fica afastado de São Petersburgo.
Foi construído a partir de 1714 por Pedro I para rivalizar com Versalhes.
Em sua imensa área existem 20 palácios e pavilhões, 3 cascatas e 144 chafarizes.
Na foto horrorosa acima tentei retratar (já lhes disse que essa máquina fotográfica era uma bomba, mas que mesmo assim admirava essas fotos como quem admira uma obra prima?) a Grande Cascata em cujo centro está Sansão Lutando com o Leão.
Entendo perfeitamente que nem com boa vontade você conseguirá vê-los, mas não se desespere. Dê uma olhada neste link aqui e veja que fotos e descrições maravilhosas a respeito desse lugar fantástico.

A engenharia hidráulica do parque data de 1721/1722. Essa jóia de canalização do século XVIII foi feita sob os auspícios do primeiro engenheiro hidráulico russo chamado Vasili Tuvolkov.
A complicada instalação tem uma armação de tubos de 22 km de extensão.
A água flui por canais e tubos em seu curso natural, prescindindo-se do bombeio, já que as fontes funcionam por intermédio de vasos comunicantes.
As fontes foram crescendo em número e aperfeiçoando-se  até metade do século XIX, quando, no Parque de Baixo, havia se formado 144 cascatas.
O Jardim de Cima conta com 5 fontes e uma só cascata. No total, pela idéia artística somada à engenharia, as fontes de Petrodvorets constituem uma realização única em sua classe.
Após a Revolução de 1917 o Estado encarregou-se de proteger os monumentos de Peterhof  e os declara, também, propriedade do povo a partir de 18/5/1918, que passa a frequentar seus jardins como lugar preferido para recreação.

ALEMANHA X RÚSSIA – O QUE FOI PRESERVADO
Chega 22 de junho de 1941. A Alemanha de Hitler se lança à guerra contra a União Soviética. Quando as tropas invasoras se aproximaram de Leningrado, nos parques e palácios de Peterhof se empregou um trabalho enorme para evacuar e salvar os valores dos museus. Esse trabalho não se interrompeu mesmo debaixo da artilharia inimiga.
Pode-se evacuar um total de 7.363 peças de ornamento dos palácios, 49 estátuas da Grande Cascata – a obra central das fontes -, do jardim e do Palácio “Mon Plaisir”.
Quando, em 23.9.41, os alemães irromperam em Peterhof, estavam listados para evacuar ou ficar o total de 34.214 objetos: quadros, peças artísticas, estátuas, jarros e outras coisas, assim como 11.700 valiosíssimos livros das bibliotecas palacianas. Não foi possível desmontar de seus lugares grupos monumentais de bronze da Grande Cascata, como: Sansão, Neva, Voljov, os Tritões, e algumas esculturas do jardim de cima.

No dia 19.01.44 os exércitos soviéticos libertam a cidade.
Peterhof apresenta um quadro de horror com os magníficos palácios convertidos em ruínas e os maravilhosos parques deformados pelas trincheiras.

Peterhof é IMPERDÍVEL!

COMO CHEGAR:
A cidade é servida por três estações ferroviárias (Novy Petergof, Stary Petergof e Universitet).
No Verão, entre junho e setembro: época de enfrentar filas.
Barco: em frente ao Ermitage há barcos que o conduzem a Peterhof em 40 minutos e o deixam nos jardins de baixo. Navegam pelo Golfo da Finlandia.
Transporte Público:
Ônibus ( 200 e 210 que param na calçada oposta à da saída do metrô) e Vans ( 224, 424, 424-A e 300 ), saem da frente da estação de metrô Avtovo (Aвтово). Há diversas linhas para o parque. O que você deverá observar? A palavra Петергoф (Peterhof) escrita em uma placa que colocam no para-brisas das vans.

VISITAS
aos Jardins Superiores são gratuitas; entrada para os Jardins Inferiores requer a compra de ingressos. Os palácios e grutas são acessíveis apenas com visitas guiadas e são pagos à parte.

CATEDRAL de PEDRO e PAULO

A catedral ortodoxa ocupa o centro da Fortaleza de São Pedro e São Paulo na Ilha Zayachy e é o monumento de maior valor. Data de 1712.
Domenico Trezzini desenhou e dirigiu as obras.
A dourada agulha do campanário devia simbolizar a chegada da Rússia ao Mar Báltico.
Com uma altura de 122 m, a catedral era a construção mais alta de Leningrado antes de construir-se a torre de televisão. Pode ser vista de vários pontos da cidade.

COMO CHEGAR: Pegar a linha 2 (azul) do metrô e saltar na estação Gorkovskaya (Горьковская).
Caso prefira caminhar, basta atravessar as pontes Dvortsovyy (Дворцовый мост) ou Troitsky (Троицкий мост) e seguir a agulha da torre.

A pedra fundamental da cidade foi colocada nesta ilha em 16/5/1703, onde foi construída a Fortaleza de Pedro e Paulo, cujo objetivo principal era a defesa da cidade.
Funcionou como prisão política entre 1717 e 1918; a partir de 1922 passou a funcionar como museu histórico, revolucionário, artístico e arquitetônico.


De LENINGRADO a MOSCOU, passando por SMOLENSKI

Aí, sim, começou a aventura.
Imagine atravessar uma floresta de bétulas durante horas & horas sem encontrar nenhum ser humano na beira da estrada, nenhuma casa, na-da!
Atente para o seguinte: o mapa do Google acima aponta três opções para cobrir o percurso e na melhor das hipóteses são quase 10 horas de estrada. Eu disse estrada? Imagino que agora seja uma estrada de verdade, mas não foi por nada parecido por onde passamos em 1986. E mais: Google indica 10 horas de viagem. Atualmente!!!

Oh, se me lembro, e quanto!¹ O longo caminho – bota longo nisso –  era uma buraqueira só. Aliás, não havia buracos nessa estrada. Os buracos é que continham uma lembrança de estrada a seu redor.
Assim que essa loucura começou, o guia nos avisou de que o ônibus só poderia se mover lentamente por questões de segurança. Caso acontecesse de o veículo quebrar a ponto de não poder seguir viagem, ficaríamos alí, no meio do nada, aguardando socorro; e nesse hipótese ele não queria sequer imaginar. Pense nisso.
Havia buracos que eram tão grandes, tão grandes, que o motorista freava, deixava o ônibus cair no buraco, para então engrenar a primeira marcha e, em câmara lenta e muita habilidade, sair das tais crateras. A sensação era a de que estávamos navegando em um barco à deriva, em mar encapelado.
E banheiros? No ônibus, não havia. Uma viagem longa dessas e o raio do ônibus não tinha banheiro!!! E você não sabe: uma senhora teve um desarranjo intestinal a ponto de a poltrona ter sido interditada!

Em determinado momento o ônibus parou e o guia nos disse:
– Como não temos banheiro, desceremos do ônibus no seguinte esquema: os homens adentrem a floresta pelo lado esquerdo da estrada e das senhoras, o lado direito.
Agora…, passados tantos anos que a tragédia virou comédia, achei fora de série essa “gentileza” com as mulheres: como o veículo encostou do lado direito da estrada, o caminho para as senhoras era mais curto. Fantástico!
A tal senhora do desarranjo, que mal conseguia se abaixar devido à idade e ao corpitcho um tanto gordo, não soube escolher uma moita que lhe cobrisse as partes intimas e acabou mostrando-se demais. Nem as duas irmãs que a acompanhavam foram capazes de ajudá-la. Pudera! Não dava prá chegar perto!
Tem mais: passado esses sufocos chegamos a um local muito mais pobre e estranho que cenário de filme de bang-bang. Digamos tratar-se de uma “estalagem”. Fica melhor. Depois de devidamente e pessimamente instalados, concluímos que tratava-se de algo um pouco mais que isso.

Fomos os últimos a serem registrados naquele recinto. Registro bem, bem demorado. Bom, o tal recinto onde havia um balcão era sujo e mal conservado. Cada parede era pintada com uma cor forte. Muito forte. Uma escada de madeira sem conservação nenhuma estava coberta por um tapete imundo e sobre ele pregaram com pregos bem cabeçudos uma passadeira daquelas bem antigas, duras (não sei de que material eram feitas), pouco flexíveis, de estampado bem espalhafatoso. Essa escada levava ao andar superior onde ficavam os quartos (?).

Enquanto éramos fichados, ouvíamos barulhos surdos constantes e fortes vindos desse andar superior.  Só fomos entender o porquê da barulhada quando adentramos o tal quarto e tivemos que nos unir àquela orquestra. O cenário era o seguinte: não podíamos abrir a janela porque senão seríamos, inevitavelmente, devorados pelos mosquitos. Eram tantos, que parecia que o vidro da janela, além de sujo, era opaco. Mas como tínhamos que eliminar a nuvem de moscas do lado de dentro, lançamos mão de uma das toalha de rosto nojentas de tão imundas para matar as moscas.
O quarto era nojento. O lençol que cobria um colchão velho e bem socado era outro nojo – era cinza de tão encardido. O que fazer? Como dormir naquilo??? Eu e minha amiga decidirmos então o seguinte: dormiríamos com um jogging usado e meias soquete e faríamos de nossas bolsas de mão nossos travesseiros.

O que chamavam de banheiro era outra nojeira. Entramos naquela banheira enferrujada, arranhada e cheia de limo negro de chinelos e tomamos banho com um pedacinho de sabão tipo português. Chuveiro não havia. A água saía por um cano enferrujado da parede. Procuramos não deixar respingar aquela água nos olhos e muito menos na boca.
À noite descemos para jantar. Foi a primeira vez que comi ovo em pó. Pó de ovo misturado com água ou leite (já não me lembro como era), cozido no forno em tabuleiro e cortado em quadrados como se fosse um bolo de fubá.

O QUE COMÍAMOS 
Nos pratos, durante toda a viagem pela Rússia, nos eram servidos: tomates, batatas, repolho e beterraba. Quando a sopa era de beterraba, no prato vinham os demais componentes do conjunto. Dia seguinte trocavam: quando víamos que a sopa era de beterraba já sabíamos que no prato viriam o tomate (o melhor que comi na vida), a batata e o repolho. Quando a sopa era de repolho… e por daí em diante. Nessa noite aceitei no final da refeição o que pensei que fosse um chazinho. Não era. Era o café… Só fui tomar café de verdade 12 dias depois, quando chegamos à Polônia.
A mesa era fraca, mas todas as noites agradecia por ter tido o que comer. Agradeço até hoje pelo dia vivido. Adquiri esse hábito desde criança.
Aconteceu que em um belo dia, em Leningrado, o guia nos ofereceu um programa extra: tratava-se de um jantar que não me lembro se era em um restaurante de hotel ou não. O pagamento era em dólar, não era barato, mas aceitamos o programa.
Quando chegamos ao tal lugar, o cenário era cinematográfico! Havia u’a mesa com diversos tipos de bebidas à disposição, incluindo champanhe francês. Os pratos que desfilaram em nossa frente eram divinos e ainda me lembro de que comi uma das melhores carnes de minha vida (sem me esquecer dos tomates!…). A fartura era grande. Jantar inesquecível.

Voltando à vaca fria: Mas vocês não sabem… Quando saímos do restaurante, voltando para nossos quartos, vimos algumas jovens muito bonitas na recepção, visivelmente humildes, sentadas em bancos de madeira longos e sem encosto. O que estariam fazendo lá? Até hoje não encontrei a resposta. Mas, pelas experiências que passamos depois, concluí que talvez estivessem esperando por alguma peça de roupa que pudéssemos lhes oferecer, algum perfume…, quem sabe? Ou até mesmo dinheiro. Não havia, aparentemente, justificativa para suas presenças ali, a troco de nada. A situação naquela época não era brincadeira; como turista, presenciei e passei por situações constrangedoras. Vi muita pobreza, vivenciamos momentos de muita rigidez.

MOSCOU/INTOURIST/RUSSIA HOTEL

Dia seguinte partimos para Moscou. Foi um parto demoradíssimo até a Intourist decidir onde permaneceríamos. Isso mesmo! A agência oficial de viagens no Estado Soviético é que decidia em que hotel ficaríamos. Essa espera levou muito mais que uma hora em que tivemos que aguardar dentro daquele ônibus que não tinha banheiro…
Era o órgão oficial responsável por administrar o acesso de estrangeiros à União Soviética, bem como por sua movimentação no país.
Ficou decidido que permaneceríamos no Hotel Rússia, um hotel imenso que tomava conta de um quarteirão e que mais parecia um quartel.

Hotel com várias portarias, mas os hóspedes só podiam utilizar uma delas. Na entrada recebemos um crachá. Caso o perdêssemos não entraríamos mais no hotel. Foi o que nos foi passado.
Vocês nem imaginam o cuidado que tínhamos com essa preciosidade. O pavor de não conseguir mais acessar àquelas dependências escuras e mal cuidadas do hotel nos rondava e a toda hora conferíamos se a tal identidade ainda estava em nosso poder. Estressante.
O Rússia era muito bem localizado: quase em frente estavam o Kremlim – na visita em que fizemos ao palácio um dos amigos sofreu gesto agressivo por parte de um policial. Motivo: Wilson C. havia se  esquecido de tirar seu quepe diante do cadáver de Lenin -,  a Catedral de São Basílio e o Shopping Gum – que hoje em dia aparece muito bem nas fotos e mostra que ser chique não é prá qualquer um (li na internet que é considerado o mais caro do mundo). O Gum em nada se parece ao que conhecemos. Explico mais adiante.

Se burrice pagasse imposto, eu estaria falida por não ter visitado a Catedral de São Basílio. Não me perdoo até hoje. Não entendi isso, juro. Não admito tanta ignorância. Nenhum de nós mencionou uma visita à famosíssima catedral!!! Estava ali!, caramba, em frente ao hotel.

Pesquisei na internet a fim de verificar se o hotel ainda existia, mas em seu lugar construíram um belo jardim, o Park Zaryadye. Para quem conheceu aquela monstruosidade horrorosa que deve ter-se tornado completamente inútil, foi uma bela decisão.

O GUM

Não, não se trata de nenhum orixá. O Gum trata-se de fantástico shopping que tornou-se o mais caro do mundo segundo li na internet, de aparência bem oposta àquela sisuda e pesada que conheci. Mais parecia um quartel general, a começar pela cor escura das paredes.
Para que tenha idéia, algumas mercadorias expostas eram pregadas, literalmente, nas paredes. Pregos grandes e rombudos.
Botas femininas em vermelho, preto e branco, muito grosseiras, sem qualquer acabamento – contato direto dos pés com aquele couro duro, cru -, ficavam pregadas nas paredes já bastante esburacadas, escurecidas por falta de cuidados e rachadas.
Papel para embrulhar as matrioskas que adquiri e outras lembranças, não havia. Com muito custo uma das vendedoras descolou um papel pardo grosso, do tipo com que antigamente embrulhavam o bacalhau no armazém e enrolou-as uma única vez. Sobrou boa vontade onde faltou papel. Desse jeito mesmo. Foi triste.

Recentemente, ao ver as fotos do respeitoso shopping que meu afilhado fotografou em 2016, me emocionei.
A mudança foi inacreditável! Aquele lugar sombrio e pesado foi transformado em um centro de compras luxuoso,  atraente.
Grifes famosas perfilam-se pelos corredores abarrotados de novidades. O Gum agora é colorido. É leve.
O aroma exalado de xícaras dos Cafés ousam atropelar o perfume das flores? Não importa!… Que mais, muito mais fragrâncias, cores e sabores ousem se propalar pelos corredores desse Gum.

Imagem: Mateus C. P.

Grifes famosas tais como Samsonite, Trussardi, Cartier, Emporio Armani, Piaget, Guggi e Louis Vuiton estão presentes. Cem marcas notáveis estão distribuídas pelos longos corretores – anuncia o site do shopping – entre Cafés, floristas, farmácia e restaurantes. Como gostaria de vê-lo agora…

Imagem: Mateus C. P.

Os bazares cobertos dos países árabes – ruas comerciais, na verdade – inspiraram os franceses no século XIX a construírem suas famosas galerias.
O modelo foi copiado também pela Itália, que construir a belíssima Galleria Vittorio Emanuele II em Milão, em 1877.
O Gum é a metade da área construída pela V. Emanuele, mas ganha na altura. São muitas lojas nos andares superiores ligadas por pontes, vantagem que a galeria italiana não tem: suas lojas são apenas no andar térreo.

Imagem: Mateus C. P.
Imagem: Mateus C. P. Até as escadas rolantes receberam tratamento adequado para não destoarem da preciosa arquitetura.
Imagem: Mateus C. P. O Café não poderia ser mais bem localizado.

As fotos do Dreamstime.com e do Imagesbybk.com (Barbi Kutilek) não deixam mentir: a alegria está no ar.

03/9/1986 – ARREDORES de MOSCOU

Neste dia aconteceu um fato curioso: ônibus em que estávamos parou em um ponto de vista da cidade, e logo a seguir outro ônibus parou atrás do nosso.

Rio Moscou.

Eu e mais um companheiro de viagem, Antonio, fotografávamos a vista, quando, repentinamente, os passageiros deste segundo ônibus começaram a descer. Eram crianças de um colégio que, autorizados pela professora, desceram para se juntar a nós, quando viram que estávamos com uma câmera fotográfica nas mãos.
A algazarra era grande. A felicidade, maior ainda. Depois dos poucos cliques da vista e muito mais disparos do grupo escolar, a professora, desculpando-se (trocamos algumas palavras em francês), confessou que era a primeira vez!!! que essas crianças participavam de uma foto até aquele momento de suas vidas. E eu, ali!!!, em meio a essa felicidade toda, sem querer, sendo marcada profundamente por mais um momento tão especial de minha vida. Não há como esquecer.
Vez ou outra quando olho essas foto me pergunto onde estarão essas crianças que me cercaram nesses breves momentos de minha vida e que rumo tomaram nas suas. Queira o Deus em que acredito que estejam bem, e que continuem tão felizes quanto nestes instantes em que dividiram comigo sua felicidade.

Neste mesmo dia, à tarde, visitamos uma exposição aeroespacial, e dois dias após seguimos para outras cidades russas.

A próxima foi Minsk, depois foi … A continuação da viagem fica prá depois. Ainda há muita coisa prá contar. A passagem pelas aduanas da Rússia e Polônia foi um baita portal que conto mais tarde.
Até mais ver.

Ah! Quase ia me esquecendo!… Assistimos ao balé Don Quixote no Teatro Bolshoi. De camarote. Chic assim. 

1)(Luiz Guimarães Júnior)

 

França: Paris, Île de France – Maison du Chou. Imperdível!


Imagem Destacada: Place de Furstemberg.

Conheci uma senhora que era apaixonada por essa praça.
Segundo sua opinião, de toda Paris, era essa praça escondidinha seu lugar predileto da cidade. Fiquei curiosa. Que praça seria essa?
Vai daí que quando viajamos para Paris, vi no mapa da cidade – prefiro consultar mapas. Ainda! – que a Praça de Furstemberg estava bem perto de onde estávamos hospedados na ocasião, o Académie Hôtel Saint Germain – hotel fantástico, administrado por um senhor português distintíssimo – e fomos até lá.

Pça DE FURSTEMBERG em PARIS.

A praça é realmente encantadora, e o que mais nos chamou atenção foi aquele silêncio, aquela tranquilidade das praças provençais, apesar de estar cercada pelo burburinho da Paris agitada que parece não dormir.
Uma praça graciosa, tais quais as inúmeras por onde passamos no sul da França. Linda!

Prá início de conversa, a Furstemberg está a poucos passos de pontos bem agitados do bairro: os Cafés de Flore e o Les Deux Magots. Ambos míticos, conhecidos por suas famosas clientelas, e que acabaram se transformando em badalados pontos turísticos no Boulevard Saint-Germain. Ou seja, um fervo danado ao redor da serena praça, realmente admirável.

E foi exatamente isso que fizemos durante um bom tempo – admirá-la-, enquanto ouvíamos o barulho de grossos pingos de água de chuva caírem sobre nosso guarda-chuva.

Ao nos aproximarmos daquele pedacinho tão charmoso de Paris, diminuímos mais ainda nossa marcha a fim de curtir cada detalhe. Foi aí que em dado momento batemos o olho em um lugar pequenininho que nos pareceu um Café. Aproximamo-nos, e vimos que dois jovens recheavam aquelas delícias em um pequeno balcão bem junto à janela – só prá provocar.

Trata-se de uma pâtisserie¹ especializada apenas nesses doces de massa levíssima, o chou.
Este doce tem o mesmo formato do nosso bolinho de chuva, e a consistência da massa lembra a das nossas “bombas”, guardando as devidas diferenças – a massa do chou dessa confeitaria parece uma espuma, de tão leve.
Recheios de café, chocolate e baunilha. Eu que não sou fã dessa especiaria, adorei o sabor.

DIA DE SORTE
O espaço só comporta três mesas; para sorte nossa “todas” estavam desocupadas quando chegamos, mas em fração de segundos a casa  ficou “lotada”. Foi um tal de entrar e sair de pessoas para comprar os doces que, pelo que pude observar, eram clientes antigos da confeitaria. O movimento maior, sem dúvida alguma, fica por conta das embalagens para viagem. Era intenso.
Tomamos um chá de mistura especial e pedimos alguns choux para acompanhar. De quebra, levamos outros para o hotel. Divinos!

Portanto, fica a dica: vai a Paris? Não deixe de apreciar as maravilhas da Maison du Chou.
Ah! Quase ia me esquecendo: abriram outra loja na Île-de-Saint-Louis, muito maior. E se mesmo assim você ainda tiver que esperar, aguarde. Tenho certeza de que valerá a pena.

PÂTISSERIE - O que é?
A tradução literal é pastelaria, mas... não é beeemmm assim porque também pode ser uma doçaria ou uma confeitaria. Acho que está mais para esta última.
Uma pâtisserie, na França, vende doces, bolos, tortas, biscoitos, geléias, frutas cristalizadas, compotas, balas, sorvetes e muitos mais do que você possa imaginar.

Comentários de ROSA CRISTAL.

Portugal, Lisboa – Cervejaria Trindade, desde 1294!


Foto em Destaque: Painel de um dos salões da cervejaria. Neste, os quatro elementos e as quatro estações do ano estão representados em pinturas em azulejos. Autoria de Luís Ferreira.

HISTÓRIA com H.
Considerada Patrimônio Cultural da Cidade em 1986, e Patrimônio de Relevante Valor Histórico-Cultural pela Direção Geral de Turismo, em 1997, uma visita ao que restou do antigo Convento da Santíssima Trindade, fundado em 1294, vale à pena, principalmente se você estiver a par de sua História, pautada por muitos sofrimentos, “compensados”, se é que podemos dizer assim – a partir de 1840.


Pelos sucessivos episódios catastróficos que abalaram o convento, tudo indica de que o ergueram em um terreno onde não havia apenas uma, mas várias “cabeças de burro” enterradas ali.
Agora, preste atenção! Só a partir do momento em que pensaram em aproveitar o mesmo lugar para construir uma cervejaria, foi que a coisa começou a mudar de figura e a sorte despertou e começou a mostrar seu sorriso. Dê uma olhada no texto ali embaixo e veja se tenho ou não razão.


Voltando à vaca fria: os salões são grandes e vivem lotados. O cardápio bem humorado sugere porções que me pareceram muito apetitosas para quem deseja comer alguma coisa só para tapear o estômago. Para os mais bem dispostos a trabalhar com as ferramentas – era como meu pai se referia aos talheres – , há sugestões fantásticas de pratos mais elaborados. Destaque para as propostas de pescados e frutos do mar – meus prediletos. Meus deuses!

Um queijo inteiro nos foi servido junto com manteiga. Achamos por bem não abrí-los – seria demais.
Miolo de sapateira (caranguejo) servido no próprio casco foi nossa opção para abrir os trabalhos.

Encontramos uma casa com quase todas as mesas ocupadas. Lembremo-nos de que se trata de um lugar turístico, e apesar disso o atendimento foi rápido, simpático e bem cortês.
A açorda que me foi servida não agradou muito no paladar apesar da excelente aparência. Faltou alguma coisa.

O bacalhau de meu fiel escudeiro estava morno, as batatas idem…

A sobremesa era de sabor suave e agradou.
Um púlpito do antigo convento sobreviveu às catástrofes. E para quem acredita que objetos têm memória, essa peça tem muita História pra contar.
Questão de respeito aos frequentadores e visitantes.

REFERÊNCIAS
A construção foi destinada a um convento, o da Santíssima Trindade, administrado por 3 freis – os Frades Trinos da Redenção dos Cativos, título recebido em função do trabalho de resgate de prisioneiros dos mouros.
Este prédio conta muitas histórias desde a inauguração do convento, em 1294, até nossos dias.
Foi reformado em 1325. Em 1498 abrigou a Santa Casa de Misericória. 

Em uma sexta-feira santa de 1542, uma das capelas do Convento da Trindade serviu de cenário para o encontro do poeta Luiz de Camões com Dª Catarina de Ataíde. A paixão foi imediata, mas conta a literatura que o romance foi impossível. Mesmo assim, Camões cantou sua grande paixão em alguns de seus poemas.


DESGRAÇA POUCA é BOBAGEM
Porém, os episódios mais tristes e memoráveis aconteceram em 1708, quando o convento foi destruído por um incêndio de grandes proporções.
Como se não bastasse, em 1º de novembro de 1755, Dia de Todos os Santos, um terremoto de proporções gigantescas seguido por tsunami e incêndios destruiu, praticamente, toda a cidade de Lisboa e o sul de Portugal.
Este sismo foi sentido no Marrocos; atingiu muitas cidades, dentre elas Meknès, Rabat e Fez, além de ter afetado a costa dos Estados Unidos e a Europa.
O Museu do Carmo em Lisboa são uma amostra das dimensões do terremoto.
Quando estive em Rabat na década de 90, o guia nos informou de que aquela que fora planejada para ser a maior mesquita do mundo, a Mesquita Hassam, havia sido um dos alvos do terremoto de 1755.
Entretanto, não é o que conta a Enciclopédia Wikipédia. Saiba mais clicando aqui.

Em 1766, logo após ter sido reconstruído da tragédia de 1755, o convento foi atingido novamente por outro incêndio. Desta vez escaparam a igreja, a biblioteca e o refeitório.

Em 1834 o convento perdeu parte de seu edifício para favorecer o plano de urbanização da cidade de Lisboa. Foi nesta época que o industrial Manoel Moreira Garcia começou a fazer seu ninho: deu início à instalação de uma fábrica de cerveja neste local, apesar da precariedade do lugar.

INÍCIO DA INDÚSTRIA CERVEJEIRA
Em 1836, o industrial montou a Fábrica de Cerveja da Trindade em dois lotes arrendados neste mesmo terreno, e ainda aproveitou paredes que sobraram da demolição do convento.
Como não era bobo nem nada, decorou as paredes externas do prédio com os mesmos azulejos que foram poupados das paredes demolidas do convento.

Em 1840 o industrial começou a vender cerveja diretamente ao público, em um balcão instalado no que restara do refeitório dos frades Trinos. Esperto!…

A APARÊNCIA ATUAL
das paredes deve-se ao trabalho do pintor de azulejos Luís Ferreira, que decorou-os com motivos maçônicos.

Como o ambiente começou a crescer, o novo salão foi decorado com azulejos pintados que evocam as quatro estações do ano e os quatro elementos.

Tetos e arcos foram decorados com motivos heráldicos, executados por outro artista de nome Vale.

De 1876 a 1920, Domingos – o filho de Manuel -, e seus herdeiros assumem a direção da cervejaria.

De 1920 a 1932, por falecimento de Domingos Garcia, funcionários da fábrica e da cervejaria constituem uma sociedade apoiados pelo capitalista José Rovisco Pais.
Como seus bens foram legados à instituições beneficentes, com sua morte, em 1932, a Fábrica da Trindade foi colocada em hasta pública e, em 1934, Fábrica e Cervejaria passam a um consórcio cervejeiro. Em 1935 encerra sua atividade, mas, outra vez, a exploração da Cervejaria é transferida para a Sociedade Central de Cervejas, da qual a Fabrica de Cervejas Portugália fazia parte.

De 1946 a 1948 começaram as ampliações na Cervejaria Trindade: um salão foi aberto no espaço que era ocupado pela igreja do convento e onde, posteriormente, funcionaou a fábrica de cerveja.

Na figura da esquerda, Hermes Trismegisto representado como um ser mitológico muito comportado. Prá início de conversa, está vestido! Ah, Hermes!… Quem o vê no Orsay…

Neste salão estão as referências às quatro estações do ano e aos quatro elementos.

Mais tarde, na galeria do antigo claustro¹, foi construído outro salão.Para este anexo as paredes foram decoradas com painéis modernos em mosaicos de pedra, de autoria da artista Maria Keil. Sua intensão foi remeter às calçadas de Lisboa – conseguiu seu objetivo.
Foi neste salão mais moderno (abaixo) que conseguimos lugar.

Decoração em azulejos cuja beleza dispensa comentários.

De 1959 a 1972 uma parte foi destinada ao funcionamento de um restaurante de nome Folclore. Em 1974, fechado este restaurante, os ambientes foram novamente interligados, restaurando-se a mesma planta baixa de 1940.

Em 1986 a Cervejaria Trindade foi integrada ao Patrimônio Cultural da Cidade, ano de comemoração de 150 anos de atividade.
Em 1987 recebeu outra condecoração, desta vez pelos serviços prestados ao turismo português.
Em 1997 foi reconhecida pela Direção Geral de Turismo, com sede em Lisboa, como Patrimônio de Relevante Valor Histórico-Cultural. E não poderia ser diferente.

De 1998 em diante passou por conservação dos azulejos, redecoração de ambientes, reformulação do cardápio, da imagem da marca, divulgação etc.

Em 2007 voltou à propriedade do Grupo Portugália.

Interessante ressaltar que em 15 de fevereiro de 1854, a Fabrica de Cerveja da Trindade recebeu de Sua Majestade, D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota, um alvará “fazendo mercê a Manuel Moreira Garcia de tomar por fornecedor de Cerveja de Sua Real Caza…”
Esse título permitia ao industrial colocar “As Armas Reais no frontispício de seu estabelecimento – a Fábrica de Cerveja da Trindade.”
É aquela velha estória: “Quem não tem competência, não se estabelece”.

Saiba muito mais a respeito da cervejaria clicando aqui.

1- Definição Wikipédia: "Um claustro é uma parte da arquitetura religiosa de mosteiros, conventos, catedrais e abadias. Consiste tipicamente em quatro corredores a formar um quadrilátero, por norma com um jardim no meio. Vida de claustro ou de clausura é a designação comum dada para a vida dos monges, frades ou freiras."


PORTUGAL, Lisboa: A Vida Portuguesa – Onde Comprar…, Comprar…, Com…


O nome da belíssima casa onde antigamente funcionou um armazém e a fábrica de perfumes David & David,  é mais um dentre centenas de nomes originais que encontramos no comércio lusitano, tais como as lojas “ao virar da esquina” e  “Pequenos Nadas“, a
Companhia de Seguros Tranquilidade“, fundada em 1871, ou ainda o célebre Licor de Merda – para mim, o campeão! Continuar lendo PORTUGAL, Lisboa: A Vida Portuguesa – Onde Comprar…, Comprar…, Com…

FRANÇA, Provence: Os Caminhos do Sul da França com Alex Tour Turismo.


IMAGEM DESTACADA: Ménerbe.

Que vários caminhos o levam à Provence, não é novidade.
O que você não sabe, é que Alex Brando, especializado em turismo para a terceira idade, antes de lançar seus programas para o Sul da França deu-se ao trabalho minucioso de pesquisar algumas dessas cidades. Trabalho este que considero responsável, antes de tudo.
Não satisfeito, viajou para algumas dessas localidades e vivenciou-as a cada passo, 
antes de apresentá-las a seus amigos e clientes.
E foi pautado nesses momentos prazerosos e inesquecíveis que passou entre cores, aromas e sabores da Provence, que Alex elaborou o roteiro especial que apresento a seguir.

Cidades escolhidas a dedo, que a partir de agora coloca a seu inteiro dispor.


ONDE FICA A PROVENCE?

Em poucas palavras: antigo condado do Sudoeste da França, banhado pelo Mar Mediterrâneo. 
Quem já teve o privilégio de percorrer suas estradas, não imagina que a Provença começou sua notável História – e que História! – em 27000 A.C.!
É preciso percorrer seus caminhos bem cuidados em meio à plantações de trigo, amêndoas, nozes, lavandas e girassóis – sem esquecer as oliveiras, claro – para acreditar que essa região do território francês já era habitada desde os tempos pré-históricos.

O QUE VER NA PROVENCE?

Caminhar por suas ruas estreitas é dar asas à imaginação: construções antigas abrigam comércio variado, mas sem perder aquele ar bucólico de antigamente que tanto fazem questão de conservar. Mas não pense que encontrará cidades carrancudas, sombrias, tristes… Nada disso! As cidades provençais são festivas, simpáticas, acolhedoras, e acho que isso se deve à receptividade de seus habitantes – recebem os visitantes de braços abertos e sempre com um sorriso no rosto.
Cafés, lojas de artesanatos, museus, e igrejinhas quase que escondidas em ruas sem saída, tal qual a Igreja de Biot (Provence) que você vê na foto, estão por toda parte.

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Onde quer que você vá encontrará ruas arborizadas e floridas, feiras ao ar livre – em que você poderá adquirir objetos decorativos, roupa de cama, mesa e banho, queijos, vinhos, frutas, patês, conservas de tudo que possa imaginar, peças de vestuário, acessórios de tudo que é tipo (sapatos, bolsas, cintos, carteiras de notas…), além das feiras brocantes que oferecem louça, cristais, fotos antigas, desenhos, pinturas em guache e a óleo, toalhas bordadas à mão, prataria, enfim, um antiquário a céu aberto. Clique aqui para saber mais.

PROVENCE ALPES CÔTE D’AZUL x PROVENCE.

Quem esclarece com propriedade essa diferença é a jornalista brasileira Ana Teresa Merger (Anaté Merger), moradora de Aix há muitos anos, em uma postagem em que esmiúça essa particularidade do sul da França. Clique aqui e conheça essa história intrigante.
Foi Anaté quem me abriu os inesquecíveis caminhos da Provence. Obrigada, Ana!


SEU QUARTEL GENERAL no SUL DA FRANÇA: Aix- en-Provence.

Esta fonte é a única que não congela no Inverno, devido à temperatura de sua água.
FONTE MOUSSE no COUR MIRABEAU.

Na foto acima temos duas atrações em Aix: a fonte Mousse, cuja temperatura constante é de 27 graus e por este motivo não congela nem nos invernos mais rigorosos – sua origem é a Fonte de Bagniers – , e a principal avenida da cidade, o Cour Mirabeau, repleta de boutiques de marcas famosas, cafés, hotéis, restaurantes e feiras de artesanatos.
A fonte chama-se mousse devido à espessa camada de musgo que a cobre. Faz sentido.

O FILHO MAIS FAMOSO de Aix é o pintor Paul Cézanne (1839-1906), cujo atelier está aberto à visitação no esquema que você vê mais abaixo.
Endereço9 Avenue Paul Cézanne, 13100 Aix-en-Provence, França 
Telefone
+33 4 42 21 06 53.
Mas não é só isso que Aix tem para lhe mostrar: o museu é sensacional, a Fonte dos Quatro Golfinhos, as termas…
Descubra-o você mesmo!

Horário:

 

sábado 10:00–12:30, 14:00–17:00
domingo Fechado
segunda-feira 10:00–12:30, 14:00–17:00
terça-feira 10:00–12:30, 14:00–17:00
quarta-feira 10:00–12:30, 14:00–17:00
quinta-feira 10:00–12:30, 14:00–17:00
sexta-feira 10:00–12:30, 14:00–17:00
EM NOSSO ROTEIRO VISITAREMOS: