Arquivo da categoria: MALAS PRONTAS

CUMPRINDO O ROTEIRO.

ARGENTINA, AR, EL CALAFATE: Quijote Hotel.


IMAGEM DESTACADA:

O HOTEL
Trata-se de um edifício com 118 quartos, super bem localizado – fica a uma quadra da avenida principal, a Libertador General San Martin, bem na área do agito – quando é alta temporada, que fique bem explicado.
Éramos 5 pessoas. Ocupamos três quartos categoria standard no andar térreo.
OBS: O hotel não trabalha com quartos triplos; por isso tivemos que ocupar 3 quartos.

O que eu e meu fiel escudeiro ocupamos, de frente para a rua, era pequeno, mas não a ponto de termos que pedir licença um ao outro para passarmos.
Travesseiros e colchões confortáveis; armários espaçosos.
O hotel é antigo, mas bem conservado.

QUARTOS
A decoração é aconchegante e alegre.

Os quartos ocupados por meu irmão, e por minha cunhada e sobrinha, eram voltados para um jardim interno.
Achei-os maiores e mais bem mobiliados. Todos são equipados com calefador, frigobar (silencioso e funcionando bem – dois milagres em uma só tacada!), e telefone.

APOIO PARA MALAS
Se é uma coisa que não consigo entender é a quantidade dessa peça – o tal de apoio para malas – que colocam nos quartos.
Inaceitável a indiferença com que lidam com uma peça tão importante quanto essa. É tão indispensável quanto papel sanitário.
Para o hotel não importa se há dois, três, quatro hóspedes no mesmo quarto, porque só colocam um apoio de mala. Não adianta esbravejar porque não vai conseguir nada.
Com certeza o hotel conta com hóspedes nota 10 em criatividade e nem se preocupa com isso.
A administração sabe que você vai arrumar um jeito de colocar sua mala em cima de alguma peça da decoração e por esse motivo incluem um aparador…, uma mesa de cabeceira, uma ou duas cadeiras… Só pode.
Agora, aos 72 e 78 anos, se não houver possibilidade de colocarmos as duas malinhas em algum lugar decente, vou direto à recepção reclamar. Uma coisa que não admito é hóspede ter que colocar sua mala no chão, como já vi muitos fazerem.

Quando viajamos para o Chile, a empresa de turismo pela qual viajávamos instalou-nos em um hotel horroroso! no Centro da cidade – estávamos viajando em um pacote e sendo, literalmente, empacotados.
Colocaram-me em um quarto e meu fiel escudeiro em outro. A coisa começou mal. Prestenção! O quarto em que me colocaram era tão pequeno, tão pequeno, que peguei minha mala e fui para a recepção reclamar.
Niki me disseram que não havia mais quartos disponíveis, em bom som ameacei me esticar no sofá da recepção e dormir ali mesmo. Pronto! Na hora apareceu um quarto decente para eu dormir.
“Tô pagaaannndooo!…”

BANHEIRO de bom tamanho.

ONDE MORA O PERIGO?
No caimento da água do chuveiro dentro de uma banheira sem alças de segurança! Alô administração! Um perigo para qualquer pessoa. Idosa que sou, tomei banho de chuveiro agarrada na torneira da banheira.

CHUVEIRO
Ao abrirmos as torneiras do chuveiro, umas flores que pensei que devessem funcionar como antiderrapantes, boiavam na água que acumulava na banheira. Para entrar na dita cuja, morria de medo de escorregar.
Daí resolvi pisar em uma florzinha dessas, e aconteceu que elas fixaram no fundo da banheira. Mas, como seguro morreu de velho, não confiei nas peças e preferi continuar me agarrando na torneira da banheira. Bastava a água escoar que as preciosidades ficavam soltas novamente. Como confiar num negócios desses?

NOTA
Para um hotel que se gaba de servir turistas há mais de 40 anos, é de se estranhar que até o momento não pensaram nesse tipo de segurança para os hóspedes. Não só questão de segurança, mas também de respeito. Fica a sugestão para o Quijote. Afinal, alças de segurança em banheiras e/ou chuveiros não custam fortunas e evitam acidentes, aborrecimentos para ambas as partes e grana com possíveis indenizações. O que é mais negócio? Estupidez não colocá-las.

A TELEVISÃO
é de modelo jurássico! Felizmente não fazemos a menor questão desses aparelhos em quarto de hotel quando viajamos para o exterior. Vai daí, guri, que não tenho como dizer se a imagem era boa ou não.

CAFÉ DA MANHÃ
cercado de doces por todos os lados, mas dava para eu me safar. Diabéticos têm que ser criativos numa hora dessas.
Sucos, frutas, café, chás, leite quente e frio. Ovos mexidos, queijos, embutidos, pães salgados e doces, biscoitos, bolos, geléias, iogurtes e cereais são servidos em três amplos salões, sendo que um deles conta com jirau. Imaginei o congestionamento do trânsito de hóspedes neste hotel em temporada alta. Bah, guri!… Deve ser um fervo!

Três das funcionárias que às 6.00 da manhã já abriam o salão para nos servir. Obrigada, meninas!

HONESTIDADE
No site do hotel você encontra o seguinte: quartos standard são acessíveis por escadas. Quartos de nível superior, por elevador.
Ou seja: o hotel deixa claro o tipo de conforto que você encontrará caso opte por acomodações maiores e mais caras: o elevador.
Isso chama-se HONESTIDADE e respeito (só faltam as alças nos banheiros para ganharem nota 10) para com as pessoas.
Ficará a seu critério escolher a categoria do quarto. Ou sorte, caso queira um quarto de categoria superior e não o encontre. Mas isso já é outro papo. O importante é que o hotel mandou seu recado. Gostei. Parabéns!

FUNCIONÁRIOS
simpáticos, educados, prestativos. Todos!

CÔMODOS COMUNS

Hall de entrada. Recepção, à esquerda.
Recepção – balcão à esquerda.
Estar.
Bar e Café.
Acesso aos elevadores que servem os quartos de categoria superior.
Hall dos elevadores.
Corredores de acesso aos quartos do andar térreo.
Passagem para os quartos dos fundos.
Sala de estar. Acesso aos quartos do jirau.
Jirau onde algumas mesas estão à disposição para jogos, leitura etc. Era onde jogávamos canastra sempre que o tempo permitia.

Hotel aprovado por todos, salvo as disposições em contrário: as alç…

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ARGENTINA, AR: Caminito – Uma das Ruas Mais Famosas de Buenos Aires.


IMAGEM DESTACADA: Conventilhos do Bairro La Boca.

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, Caminito não se trata de um bairro argentino, mas de uma famosa rua do bairro La Boca, contornado pelo rio Matanza.
O bairro abriga ainda o famoso estádio de futebol conhecido como La Bombonera – do Boca Juniors -, o Museu de Belas Artes Benito Quinquela Martín, e, ao lado deste, o Teatro de La Ribera.

CAMINITO
Uma das pontas desta rua fica em um largo chamado La Vuelta de Rocha e a outra na Gal. Gregório Araóz Delamadrid.

Homenagem aos marinheiros na VUELTA de ROCHA.

La Vuelta de Rocha trata-se de um largo que acompanha a curva do Rio Matanza. Neste lugar, em 1936, residia um fazendeiro e comerciante chamado Antonio Rocha – vem daí o nome do lugar.
Neste largo há um mastro muito interessante, bem composto por cesta de gávea e escadas.
Quantas vezes, no cinema, ou mesmo em história em quadrinhos, vimos piratas ou descobridores gritarem “Terra à Vista” de dentro de uma cesta dessas?

Do outro lado da calçada encontrei uma novidade que em outubro de 2011 ainda não estava lá : uma escultura fantástica executada com quadros de bicicleta pelo artista chinês Ai Weiwei produz vários efeitos óticos, dependendo do ângulo em que é observada.
A obra intitulada “Forever Bicycles“ mede 9 m de altura por 16 m de comprimento e conta com 1254 bicicletas de aço. Mais informações a respeito do artista e de suas obras, clicar aqui.
A Fundação Proa do Bairro La Boca inaugurou esta exposição em 25/10/2017 e estava com data de encerramento prevista para 25/02/2018. Imagino que deva ter feito muito sucesso; cliquei a foto em 24/3/2018 e a obra formidável ainda estava lá. Sorte nossa!

Em frente ao largo, fica o icônico prédio localizado nas esquinas das ruas Caminito e Magallanes.
Trata-se do edifício cuja parede colorida tem servido de cenário para fotos, filmagens e obras de arte dos artesão que expõem diariamente suas mercadorias na famosa rua.

Um pouco mais adiante o cenário muda radicalmente, mas mesmo assim não é menos interessante: são os conventilhos – tipo de habitação que conhecemos como cortiço, cabeça de porco ou casa de cômodos – em que muitas pessoas habitam o mesmo compartimento de uma casa.
Nesses ambientes as condições de higiene costumavam ser precárias.

Calle Camiñito esquina de Gal. Gregório Araóz Delamadrid.
Personalidades argentinas acenam de um balcão na Gal. Gregório Araóz Delamadrid.

Os conventilhos surgiram por conta do excesso de imigrantes e a falta de lugar onde alojá-los.
Exagerado número de pessoas eram colocadas em cubículos onde não havia nem ar e nem luz. A superlotação foi a origem para muitas enfermidades tais quais tuberculose e cólera. Espaços para 50 pessoas eram ocupados por 200.
Tintas que sobravam de pintura de barcos e navios eram utilizadas para pintar paredes. Este colorido foi conservado até hoje e,  felizmente, com objetivos bem distintos daqueles vividos entre 1895 e 1914.
Banheiros, banhos, como dormiam e cozinhavam, você poderá saber em pormenores  clicando aqui. Triste história.

Abaixo, um exemplo de conventilho na Gal. Gregório Aráoz de Lamadrid,  bem melhorado em aparência. Os conventilhos conservados são aqueles que abrigam comércio. Os demais, utilizados como residência, deixam a desejar em aparência.

Nesta parte do bairro há comércio abundante. Muitas peças originais para decoração e para uso diário estão por toda parte. Deixar-se atrair pelo que se vê de imediato é trair seu próprio bolso – cuidado! Os preços mais altos costumam ser os das lojas mais próximas aos pontos extremos da Camiñito: imediações da Vuelta de Rocha ou da Gal. Gregório Araóz Delamadrid. Pesquise muito antes de comprar qualquer coisa.

Rua General José Garibaldi
Esquina das ruas Gal. José Garibaldi com Gal. Gregório Aráoz Lamadrid.
Gal. Gregório Aráoz Lamadrid.

Nesta galeria mostrada na foto acima encontramos preços bem convidativos logo na primeira loja à direita. Um pouco mais para o meio, à esquerda, os preços eram arredondados pelo vendedor – um jovem senhor muito simpático que discursava a respeito das mercadorias com uma capacidade de convencimento como raramente se vê. O esperto vendia bolsas de modelos muito diferentes que os da vizinhança. Neste caso, se você for consumista assim como eu, pergunte-se imediatamente se o preço valerá o uso que fará da peça. Normalmente, desisto.

O MOVIMENTO
do bairro aumentou muito de 2016 para 2018. Restaurantes ampliaram suas instalações mobiliando ruas com mesas, cadeiras, todos, cercados, vasos de plantas, iluminação especial, cartazes, enfim, tudo a que têm direito para chamar atenção.
Um deles deve atrair sulistas brasileiros pelo nome: Blumenau.

Como somos descendentes de catarinenses, meu irmão, curioso, quis conhecer o proprietário do restaurante. Pura decepção: o boneco que representa um Fritz até bem magrinho, e segurando um caneco de chopp, é apenas para atrair brasileiros – o proprietário é argentino.

1-  Bairro La Boca.



 

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ARGENTINA, AR: CALOTE! CUIDADO AO PAGAR SUA CONTA no CYAN RECOLETA HOTEL em BUENOS AIRES.


IMAGEM EM DESTAQUE: Recoleta, vista parcialmente do hall de elevadores do Cyan Recoleta Hotel.

O objetivo desta postagem é alertá-los, sem rodeios, para o fato desagradabilíssimo em que uma funcionária do Cyan Recoleta Hotel me envolveu em março último.

Dia 29/3/2018 tínhamos intenção de sair do hotel em torno de 10.00 h.
Pagaríamos nossa hospedagem e seguiríamos tranquilamente para o aeroporto. Trâmites de embarque, almoço, compras em free-shop… até a hora do embarque teríamos muito tempo.

O INÍCIO DO CALOTE
Aconteceu que ao pagarmos nossas despesas, a funcionária que trabalha na recepção do hotel, de nome Cele…. errou no cálculo e nos cobrou US$ 69,30 (sessenta e nove  dólares e trinta cents) a mais. Foi aí que começou o rolo!

Seria razoável, no mínimo, que o Sr. Emil… M., intitulado FO Supervisor de Recepção, tivesse nos devolvido o valor cobrado a maior – em Reais ou Pesos, não nos importaríamos em que moeda fosse – e depois se acertasse com hotel. Mas, não!…
O que fez o  Supervisor? Como estávamos pagando as despesas com Cartão de Débito, e não houve como estornar a operação, o supervisor transferiu a responsabilidade deste pagamento para a operadora do cartãoCobraram a mais, não nos ressarciram do prejuízo, e ainda transferiram a obrigação deste pagamento para terceiros! Fácil, não?

O tempo passava. Já eram 12.35 h quando deixamos o Cyan Recoleta, sem receber um tostão, mas esperançosos de que o impasse fosse resolvido.
Qual o quê! Dias após, recebo do Sr. Emil M. mensagem de uma empresa chamada First Data,  afirmando que tratava-se da confirmação do crédito em minha conta-corrente.
Mentira! Na mensagem não havia meu nome como titular do crédito, nome do Banco a ser creditado, número de conta, nada.

FIRST DATA
A empresa é sediada em São Paulo. Liguei para lá, mas fui informada pela recepcionista de que não lidam com pessoas físicas. Orientou-me no sentido de me comunicar com o hotel e passar essa informação para o Sr. Emil….., que me retornou um e.mail alegando que o telefone de que dispõe está incapacitado de ligar para o Brasil…

“Marilia,

Eu tentei comunicar com first data brasil, mas nao e posivel conseguir a ligacao ja que meu numero de comercio somente corresponde a Argentina. Si voce tem um numero de contacto directo eu posso fazer uma ligacao, mas si é uma maquina a que responde nao posso fazer nada. Alem de isso, como eu falei antes o dinheiro do hotel ja saliu.
Saudacoes”
 A importância saiu do hotel, mas deve estar viajando por aí. Em minha conta nada foi creditado até hoje, 12/6/2018.

RESUMO DA ÓPERA: CALOTE!!!
Fomos lesados em US$ 69,30, e, a meu ver, a indiferença com que este único e incapaz funcionário está lidando com a situação seria a mesma, não importando o valor devido.
Até o momento não recebemos um tostão sequer!
O hotel é bem localizado, o café da manhã é bom, mas… cuidado na hora de pagar sua conta. Principalmente se a dupla Emil…. e Cel… estiver na recepção.

NB: Pertences que comprovam nossa presença no hotel.

E como dizia o gênio chamado Paulo de Tarso Carvalho (tive a honra de ser sua aluna), erro de “vai um” é fogo!

NOTA: Após o ressarcimento da importância que me é devida, a postagem será cancelada.

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1986 – Holanda. Alemanha. Dinamarca. Suécia. Noruega. Finlândia. Rússia. Polônia (Parte II).


FOTO DESTACADA: Monumento à Frederic François Chopin, no Parque Lazienki.

Continuando a saga de 1986 – Moscou/Amsterdã/Brasil. Permanecemos em território russo por 12 dias.

05/9/86 – Saímos de Moscou e começamos a viajar em direção à Varsóvia, passando por cidades das quais não tínhamos a menor notícia. Continuar lendo 1986 – Holanda. Alemanha. Dinamarca. Suécia. Noruega. Finlândia. Rússia. Polônia (Parte II).

ARGENTINA, AR: Abuela Goye – Excelente Café/Restaurante em El Calafate.


IMAGEM DESTACADA:

Eu e meu fiel escudeiro havíamos tomado um lanche há alguns anos no Shopping Center Aldea de Gnomos, mas não demos conta de que havia sido no conhecido Abuela Goye.

A aparência do cardápio não é atraente, mas seu conteúdo é.

Desta vez aconteceu a mesma coisa: caminhávamos pela avenida principal de El Calafate quando bateu aquela vontade de tomar um cafezinho. E como estávamos passando pela porta, sem nos importarmos com o nome do Café, entramos. Surpresa quando vimos que tratava-se da famosa Abuela Goye.

O ambiente é simples, mas muito limpo – é o que me atrai em qualquer lugar; o atendimento foi simpaticíssimo: o jovem que nos atendeu transbordava boa vontade.

O cardápio é muito variado. Vai desde um simples cafezinho, passando por cafés e chocolates mais incrementados. Dos doces que normalmente pedimos para acompanhar essas bebidas quentes, há boas sugestões.
As opções para uma refeição mais encorpada estão sob os títulos de waffles, torradas, croissants, sanduíches etc. Difícil escolher.

Nas fotos abaixo, meu irmão estuda o cardápio – indecisão diante das opções intituladas Cafeteria Tradicional e Cafeteria Especial.

 

 

 

 

 

 

Até que escolheu um pequeno balde de café até chegar a hora do almoço. Para quem pretendia tomar apenas um cafezinho…

Fiquei no habitual cafezinho para não perder o costume.

O Café não oferece apenas refeições. Há sugestões para presentes tais como chocolates de diversas qualidades, e miniaturas de tamanhos diferentes da avó que dá boas-vindas na porta da cafeteria. Recomendo.

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ARGENTINA, AR – Pago de Los Glaciares, El Calafate.


IMAGEM DESTACADA: Vitrine do Pago.

A casa é aconchegante e a víamos sempre lotada. Já paquerávamos o restaurante desde nossa chegada, mas, como estava sempre cheio, íamos adiando.  Nesta noite de 19/3 decidimos que o conheceríamos, mesmo que tivéssemos que aguardar por lugar; não foi necessário. Chegamos em boa hora e o restaurante tinha apenas u’a mesa ocupada.
Fomos conduzidos a uma mesa muito bem localizada, e assim que abrimos o cardápio a primeira coisa foi saber que música o tal Disco tocava. Que Disco é esse, com letra maiúscula e tudo?

Fizemos os pedidos, mas antes de nossas opções chegaram from cozinha duas tábuas com generosas porções de lentilhas e berinjelas – ambas muito bem temperadas -, e um pãozinho quente e crocante para acompanhar a dupla.
– Bom demais da conta, sô! Foi logo dizendo minha cunhada/mana em sua meiga e abençoada mineirice.

Mas o motivo daquela paquera que escrevi ali em cima foi a sugestão anotada logo abaixo do nome do restaurante: Disco & Fondue. O que seria esse Disco?

Minha sobrinha pediu o Disco. Trata-se de uma caçarola de carne de frango e batatas que vieram borbulhando para a mesa. A caçarola era maior que um disco antigo de 12 polegadas.
A carne estava escondida embaixo da montanha de batatas, mas tudo bem. O som do borbulhar do molho era em estéreo, agora… o arranhão da bolacha ficou por conta do excesso de papas.

A massa com fungui que pedi estava muito saborosa, bem como a lasanha que meu fiel escudeiro pediu.

Mano e cunhada/mana compartilharam uma pizza. Segundo eles, estava ótima.

No final, o gesto simpático de oferecer uma arvorezinha de pirulitos para distrair os dentes até chegar ao hotel.

Nota: Os funcionários estão sempre atentos à chegada de clientes e ao movimento das mesas. Muito bom.
Valeu? Valeu.

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ARGENTINA, AR – EL CALAFATE: Glaciares Gourmet – Toda Atenção Ao Roteiro É Pouca!


FOTO em DESTAQUE: Iceberg no Lago Argentino.

Em setembro de 2017 fui atraída por um roteiro em El Calafate que vi no site da empresa  Continuar lendo ARGENTINA, AR – EL CALAFATE: Glaciares Gourmet – Toda Atenção Ao Roteiro É Pouca!

ARGENTINA, AR: El Calafate – Aviso Aos Navegantes. Literalmente!


FOTO em DESTAQUE: Glaciar Spegazzini.

AVISO AOS NAVEGANTES!

1- PARA QUEM PARTE DE EL CALAFATE:
Sabemos que as principais atrações desta cidade incluem navegação  e por isso gostaria de chamar atenção para o que oferecem as empresas de turismo. “Foca em mim!”

Em outubro de 2017 adquirimos 05 (cinco) passagens para um passeio intitulado Glaciares Gourmet, anunciado no site da Brasileiros em Ushuaia e executado pela empresa MarPatag.
Esta navegação marcada para o dia 17/3/2018 foi agendada com muita antecedência – só 5 meses antes.
Brasileiros em Ushuaia encarregou-se apenas de mediar a transação entre nós, passageiros, e a executora do serviço. Mesmo com participação mínima no filme, ambas acabaram se destacando ao fazer bonita caca na fita.

Em 14/3/2017, ao desembarcarmos em El Calafate, ainda na porta do aeroporto recebemos a relação dos programas a serem cumpridos na cidade, e verifiquei que desta lista não constava o Glaciares Gourmet!
Para encurtar a conversa: perdemos mais de duas horas correndo atrás, literalmente, dessa omissão – a primeira caca.
Acertados os ponteiros, concluí que nosso prejuízo foi fruto da falta de atenção de algum funcionário (ou alguns?) da Brasileiros em Ushuaia. O que aconteceu? Digitaram incorretamente o nome da operadora deste passeio. Obviamente, nosso nome não poderia constar da lista que me foi entregue.
Pergunta: a emissão dos vauchers teria passado por conferência? Tudo indica que não.
Tem mais: nessa corrida atrás do prejuízo, fomos parar na operadora cujo nome constava erradamente nos vauchers. Lá, um funcionário brasileiro também falhou na informação que nos prestou! Ou seja: uma sequencia de erros de parte das duas empresas de turismo, que nos trouxe aborrecimentos de sobra e desnecessários. Mais caca! Mais caca!
Gastos com viagem para divertimento é uma coisa; agora…, gastar dinheiro para nos aborrecermos, e ainda herdarmos relaxamento, indiferença, falta de atenção, incompetência etc. de empresa de turismo, no mínimo, é muita falta de respeito!

2- CHEGOU A VEZ DA MARPATAG…
Aconteceu que do glaciar Upsala, incluído no roteiro desta empresa (o que compramos na Brasileiros em Ushuaia…), não tivemos notícia.
A foto de autoria do senhor Rui Barbosa Batista, obtida na internet, não me deixa nenhuma dúvida – não chegamos até lá. Não navegamos nem próximos a alguma paisagem parecida.

Foto de autoria de Rui Barbosa Baptista.

Estou reclamando com a MarPatag para saber o porquê de não termos sidos avisados dessa mudança na programação, mas a explicação é sempre a mesma: argumentam que por questões de segurança e/ou navegabilidade, o capitão tem livre arbítrio para modificar o roteiro.
Hoje, 18/5/2018, filmei página por página do site desta empresa e não vi um aviso sequer a respeito de mudanças de roteiros seja por que motivo for. Não há!
Esta semana recebi mensagem de um funcionário de expressivo departamento público brasileiro em Buenos Aires, informando que a Argentina não conta com serviço forte de proteção ao consumidor. Nem preciso dizer que é justamente esse desamparo que estou sentindo na própria pele, não só com a indiferença, relaxamento, sei lá, da Mar Patag, como com o Cyan Recoleta Hotel, que me deve US$69,30 desde 29/3/2018 por cobrança a maior de hospedagem e até o momento não se dignou em me devolver.

3- NESTE CASO DO DESCUMPRIMENTO DO ROTEIRO,
convenhamos: o passageiro dispende suadas economias  para visitar determinada atração, mas pode não conseguir seu objetivo por conta de uma decisão do capitão, que você não sabe se é verdadeira ou não!..
Que passageiro vai discutir uma alegação do tipo “tem muito gelo na pista e podemos derrapar; é impossível navegar até ao Upsala?” E fica por isso mesmo!…
Mas o pior nem foi isso! É que não anunciaram as mudanças do roteiro!… Informam pelo alto falante as características dos principais pontos visitados (dos principais!…) e fica por isso mesmo.

4- SENSÍVEIS, MAS GRANDES DIFERENÇAS.
Há empresas que têm consideração e delicadeza para com seus passageiros e informam essa possibilidade nas páginas de seus sites. A bem da verdade, os passageiros nunca saberão se essas modificações procedem, mas…, pelo menos, foram avisados. Ou enganados?
De qualquer forma, esses avisos prévios funcionam.  Nem que seja psicologicamente, mas funcionam.  Mas, por que será? Porque acabamos achando que o capitão jamais faltará com a verdade? Nessas situações, não tem ‘Ai, ai, meu Deus” e nem “tudo bem, minha fia”. Suas decisões, mesmo a contra gosto,  sempre terão que ser acatadas (e como ser diferente?) pelos inocentes passageiros.  Como saber a verdade?

5- BONS EXEMPLOS:
1- O site https://www.visitecalafate.com, explica essa situação:
“… el catamarán se aproximara al Glaciar Upsala para tener una vista panorámica del mismo (la aproximación será la permitida por Parques Nacionales por seguridad), luego navegaremos el Canal Spegazzini, donde…”
“…El recorrido puede ser modificado en función de las condiciones climáticas y de seguridad por decisión del capitán de la embarcación, Prefectura Naval Argentina o Parques Nacionales.”

2- Outro site, o https://es.viator.com, também inclui uma nota no site: “Nota importante: el itinerario puede variar en función de las condiciones del clima y por motivos de seguridad.”

3- Outra empresa, a https://www.getyourguide.com.br, também anuncia essa possibilidade:
Bom Saber Antes: A excursão pode sofrer alterações em virtude das condições climáticas e, também, com base na decisão do capitão da embarcação em nome da segurança.”

É aceitável modificar, ou até mesmo cancelar uma navegação deste tipo, por conta de um temporal inesperado, uma nevasca… Agora, em dia claro, sem chuva, sem ventania, e de águas calmas!… Façamiofavô! O não cumprimento de um roteiro em um dia desses fica muito estranho! É até ofensivo!, é menosprezar a inteligência dos pagantes!

6- RESUMO DO CAPÍTULO
Daí, amigo, concluo que você joga com a sorte caso não encontre uma empresa que garanta que você chegará a seu destino. Agora, que elas existem, existem. Tenho uma amiga que saiu de Puerto Bandera para visitar o Glaciar Upsala e chegou lá. Já estou providenciando nome e endereço. Vai que, na próxima, não consiga visitá-lo?
E para que não haja dúvidas, basta clicar neste link para você ver que passeio lindo ela fez ao glaciares Spegazzini e Upsala.

CONFIRA TUDO. ATÉ O ÓBVIO!

 

ARGENTINA, AR: Establo – Onde Comer Bem em Buenos Aires.


IMAGEM DESTACADA: Um dos endereços mais procurados no Centro de Buenos Aires para quem curte uma boa carne.
Fica na esquina de Paraguay com San Martin.

EM 2011
o restaurante era arrumadinho, mas havia uma certa descontração no ar que conferia ao El Establo um clima de taberna.
O movimento indiscreto e intenso de saídas de quentinhas, a singeleza da decoração… acho que era isso que contribuía para o “quê” caseiro do ambiente.
O balcão que se vê na foto, revestido de ladrilhos, era outra peça que reforçava bastante o tal ar de taberna. Agora, a comida… era e continua boa!

Foto de 2011.
Foto de 2011.
Foto de 2011.

EM 2018,
ao adentrarmos o salão pela San Martin, notei certa diferença: não afirmo que o balcão ladrilhado tenha sido reformado porque não prestei atenção e nada tem a ver com a qualidade dos pratos servidos. Mas, que o El Establo ganhou atmosfera mais chique, ah…, isso ganhou.
Prá começar, fomos recebidos por um maître elegantíssimo – bela figura que trajava um smoking super bem passado, daqueles que a gente já viu em comercial de papel sanitário. Sabe qual?
Ninguém com pano de prato pendurado no braço ou no ombro.

O CARDÁPIO
continua oferecendo pratos sem fru-frus, mas muito bem servidos e temperados.
Minha sobrinha abraçou-se com o que você vê acima (ela pediu estrogonofe e trouxeram essa carne de panela. Nada a ver, mas segundo sua opinião, estava divino), e meu irmão e cunhada compartilharam uma porção que era o dobro da que se vê na foto abaixo, acompanhada por ovo frito, legumes (cenoura e petit-pois) acebolados, bacon e batata portuguesa. Duas cervejas bem geladas completaram a festa para meu mano e meu fiel escudeiro.

Pedi um filé de linguado com purê de batatas e um suco de laranja que, para minha surpresa, veio em um balde: o copo era enorme!

El Establo conta com porções que você poderá compartilhar numa boa. Recomendo sem restrições.

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ARGENTINA, AR: Restaurante Desnível em Buenos Aires.


IMAGEM DESTACADA: Fachada do Prédio.

Os comentários são ácidos, mas… não pude me furtar: literalmente, o restaurante faz jus ao nome. Sim! Trata-se de um desnível sob diferentes aspectos.

As fotos não mostram a realidade. Assim que entramos não gostei da aparência. O restaurante é enfeitado, colorido, mas, deixa a desejar em limpeza. Estava cheio como se vê na foto – cheio de cadeiras vazias.

Abro e cardápio e vejo o aviso seguinte: aos domingos, de 12.00 h às 20.00 h, o restaurante só aceita dinheiro.
Até que faz sentido e acho que sei o porquê: aos domingos acontece a famosa e imensa feira de Sant Telmo e é nessa ocasião que o Desnível deve faturar.

Dentre as sugestões do cardápio, eu optei pelo peixe com purê de abóbora, outro desnível.
O peixe não tinha gosto nem de maresia! Prá ser sincera, não foi temperado nem com sal – comum na culinária portenha. E o purê de abóbora… acompanhou, literalmente, o peixe: sem “it” nenhum, como se dizia antigamente.

Meu fidelíssimo escudeiro pediu um Ravioli ao Molho Pesto, salvo pelos molho e queijo. Escapou.

O Desnível deveria ter ficado por conta da rampa que lhe deu o nome, mas ousou e foi bem além.

Desnível nas paredes que precisam urgente de uma limpeza…,

… na péssima aparência do bar que fica logo na entrada – o cartão de visitas da casa.

Os talheres da Tramontina e o suco de laranja vão para o trono.

Até nós cometemos um baita desnível: esquecemos do fantástico restaurante italiano Amici Miei, que já conhecemos de longa data, bem em frente à Praça Dorrego. Bastava seguir um pouquinho mais à frente. Se burrice matasse…

Qual o lado positivo desse tropeço? É errando que se aprende. Serviu para ficarmos espertos, e na próxima vez não passarmos nem pela porta!

Ah! E antes que me esqueça: na também indicada Brasserie Pétanque já nos serviram um prato de massa que era pura enganação. Reclamei, o garçom veio com aquela conversa de cerca-lourenço, muito blá, blá, blá, coisa e tal, mas não colou.
Para disfarçar minha radicalidade, aí vai a desculpa: era dia de feira. Tá! Mas cá prá nós, também não ouso voltar.  