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BRASIL, RN, NATAL: Pousada Manga Rosa – Conforto, Charme e Boa Localização.


IMAGEM DESTACADA: Praia da Ponta Negra vista do terraço da pousada.

A pousada impressiona pela arquitetura, apesar de a fachada não denunciar o genialidade do arquiteto que concebeu o projeto.
Os proprietários fizeram questão de que a mangueira não fosse sacrificada em prol da estética do edifício, e por conta disso o arquiteto transformou a frondosa árvore na principal atração.

A localização não poderia ser melhor: na Praia da Ponta Negra, bem próxima ao conhecido Morro do Careca.
Ao longo da avenida beira-mar a oferta de restaurantes, sorveterias, boutiques especializadas em trajes de banho de mar e artesanatos é grande, sem contar a concorrência de hotéis e pousadas.

Praia de Ponta Negra. Morro do Careca à direita. Clique de Samantha P.B.G.

Voltemos ao projeto pelo qual me encantei: a fachada foi totalmente coberta com pedras portuguesas claras, e algumas linhas com o mesmo tipo de pedra, porém escuras, foram colocadas como “marcação” dos pavimentos – detalhe sutil, mas de efeito.
Se o objetivo do arquiteto foi utilizá-las para dar a impressão de madeira, conseguiu seu intento; inda mais pela cor semelhante à utilizada para compor as janelas (alisares) e sacadas.
Cordas trançadas com o mesmo desenho de redes de pesca foram utilizadas como guarda-corpo – trabalho artesanal vistoso e diferenciado.

A escadaria também foi decorada com o mesmo tipo de proteção que as sacadas e é aqui que está o que mais me chamou atenção no projeto arquitetônico: esse bloco de escadas, digamos assim,  é separado do edifício da pousada e, em cada pavimento, um corredor de madeira une as duas partes como se fossem pontes.

Na foto abaixo percebe-se a divisão existente entre o prédio propriamente dito e a escadaria. À direita, a foto mostra um galho da mangueira que atravessou o corredor (a ponte) do andar de baixo para exibir-se no prisma que serve de sala de estar no andar térreo. Fantástica natureza…

No andar térreo, protegido pelos galhos da mangueira, fica a recepção e um estar. Mais aprazível, impossível.

Para quem faz questão de curtir bela vista ao acordar, os quartos laterais da esquerda – considerando que você esteja em uma destas sacadas que  só os quartos frontais têm – também mostram o belo visual da praia.

Na foto abaixo, a praia vista da cama de um dos quartos da parte da frente da pousada. Nada mal acordar e ver uma paisagem linda assim.

Quartos amplos, limpos, ensolarados e, como não poderia deixar de ser, decorados com materiais naturais – madeira e palha -, o que lhes confere aconchego e descontração. Ar condicionado split e frigobar completam o conforto, bem como os banheiros igualmente amplos e limpos.

Além do armário, os quartos são equipados com cofres (que nada adiantam para guardar seus valores – segundo li na internet, basta discar seis números zero que os cofres abrem…), TV e ainda uma cômoda.

Ah! Quase ia me esquecendo: o café da manhã é farto, variado, e é servido na parte coberta do terraço do prédio.

Este avarandado é equipado com confortáveis sofás almofadados para você curtir o Sol, caso não queira atravessar a rua para bronzear-se na praia.

O estacionamento é no recuo da calçada em frente à pousada.

Todos gostamos muito da Pousada Manga Rosa e a recomendamos sem restrições.

ROSA CRISTAL comenta.

Cliques de autoria de Samantha P.B.G. e da autora do blog.

BRASIL, Rio Grande do Norte: Parrachos de Maracajau. Cuidado Para Não Dar Com os Burros N’Água!


IMAGEM DESTACADA: Ponta dos Anéis, Maracajaú, RN.

O objetivo desta postagem é alertá-lo para o que considero turismo ganancioso e fraudulento. Atenção! Continuar lendo BRASIL, Rio Grande do Norte: Parrachos de Maracajau. Cuidado Para Não Dar Com os Burros N’Água!

BRASIL, RIO de JANEIRO: Forte Duque de Caxias – Belas Paisagens Vistas do Leme.


IMAGEM DESTACADA: Morro da Babilônia, Pão de Açúcar e Entrada da Baía de Guanabara. Ao fundo, Niterói.

Há muito me prometia que um dia visitaria o Forte do Leme. Se bem me lembro, a promessa começou em 1981, quando vim morar em Copacabana. Continuar lendo BRASIL, RIO de JANEIRO: Forte Duque de Caxias – Belas Paisagens Vistas do Leme.

BRASIL, RN – Maracajaú. Parrachos, Pousada Ponta dos Anéis, Manoa Park e Tereza Pança.


IMAGEM EM DESTAQUE: Ponta dos Anéis, Maracajaú.

MARACAJAÚ
é uma comunidade do litoral de Maxaranguape (aproximadamente 2.000 habitantes), município do Rio Grande do Norte. Continuar lendo BRASIL, RN – Maracajaú. Parrachos, Pousada Ponta dos Anéis, Manoa Park e Tereza Pança.

BRASIL, RJ – O Filho d’Mãe Mora Na Barra da Tijuca.


Duas vezes estivemos no restaurante de gastronomia portuguesa, em Niterói, capitaneado por Dona Henriqueta, a “mãe” em questão. Continuar lendo BRASIL, RJ – O Filho d’Mãe Mora Na Barra da Tijuca.

BRASIL, SP – Restaurante Terral em Maresias – Comida Farta, Gostosa e Atendimento Gentil e Simpático.


O proprietário da Pousada Refúgio de Maresias havia nos indicado três restaurantes para jantar. Continuar lendo BRASIL, SP – Restaurante Terral em Maresias – Comida Farta, Gostosa e Atendimento Gentil e Simpático.

BRASIL, SC – Praias de Paulo Lopes, Garopaba e Imbituba.


É inegável que foram os surfistas os responsáveis pela divulgação de Garopaba, Imbituba e arredores. Praias lindíssimas do sul do país que muitos ignoravam, Continuar lendo BRASIL, SC – Praias de Paulo Lopes, Garopaba e Imbituba.

BRASIL, Santa Catarina: Praia da Gamboa. Você a Conhece?


Pois é… Camboriú, Canasvieiras, Jurerê Internacional, Joaquina – a Joaca dos frequentadores assíduos – Rosa… Essas praias você sabe onde fica, né? E a Praia da Gamboa? Pois se nunca ouviu falar, vai saber agora aonde fica.

Saindo de Florianópolis, fácilmente você chega lá seguindo um simples mapa ou um GPS que não o deixe na mão.

Siga pela BR-101 em direção ao Sul, até encontrar a Saída 253 (direção: Paulo Lopes/Gamboa/Retorno). Logo adiante você encontrará uma bifurcação – siga à esquerda em direção à Gamboa. Continue seguindo as setas. Você terá que ter muita personalidade para errar o caminho porque as sinalizações estão ótimas! Mais adiante você encontrará mais uma placa indicando Gamboa e Siriú. Vire à direita para cair na Estrada Ribeirão Grande Gamboinha e daí “du seguereto todavida”.

A estrada é de chão, mas não é daquelas que acaba com seu carro. O desconforto fica por conta da poeira, mas vale à pena o passeio.
A primeira parada que fizemos foi na Igreja de São Pedro que, infelizmente, estava fechada e não pudemos visitá-la.

A essa altura do campeonato a estrada já mudou de nome e agora chama-se Estrada Paulo Lopes. Não me perguntem a quantos minutos do jogo houve essa troca, porque nem desconfio. Nem olhando a súmula Google Earth consegui descobrir. Mas, como isso é um mero detalhe, continue trafegando até avistar o mar.
A estrada mudará de nome mais uma vez – passará a se chamar Estrada Geral da Gamboa -, mas trata-se de um detalhe menor ainda que o primeiro. Agora, você já consegue ver o mar à sua esquerda e é isso o que interessa.

As fotos abaixo foram tomadas de um apêndice dessa estrada geral, e de um ponto onde não há mais como seguir – fim de linha.

Para sentir melhor o clima, clique aqui e assista ao vídeo. É rapidinho.

Essa praia é pouco conhecida e por isso conserva esse ar bucólico. Lembra o Costão do Santinho quando o conheci. A bem da verdade, em termos: quando estive no Santinho pela primeira vez não havia uma casa sequer!

O lugar estava  pacato (também…, fora de temporada…) e pareceu-me dispor apenas de recursos necessários para suprir o dia-a-dia dos moradores e veranistas. Estivemos em um restaurante onde tomamos um café e concluímos, pelo número de mesas e cadeiras, que a alta temporada na Gamboa deve ser um pouco movimentada.

Por outro lado, quem se arriscou em voos mais altos teve que fechar as portas – sinal de que não há consumidor para tanta evolução. Aiiinda!

Vê-se boas casas construídas nas proximidades da praia e da via principal, mas em ruas sem pavimentação; ou seja, aquele ar de que o “progresso está chegando” ainda não se revela, o que garante sossego por mais algum tempo. Até quando, não se sabe; por isso é bom aproveitar a natureza pura que a Gamboa ainda oferece: curtir seu mar despoluído que não se afoga em lixo, suas praias de areias finas que assobiam sob seus pés e suas ruas ainda emolduradas por vegetação nativa: uma florzinha amarela aqui… uma vermelhinha mais adiante… que avançam vagarosamente sobre a poeira das ruas e provam que por ali há muito não há quem atrapalhe tanta ousadia.

Gostamos da Praia da Gamboa.  Não nos demoramos e saímos de lá rumo à Garopaba e Imbituba, trafegando ao lado de belos e nutridos pastos.

Para quem desejar fazer esse trajeto toda atenção é pouca. Quem estava na direção do carro era meu irmão, conhecedor do Estado de Santa Catarina como a palma de sua mão.
Meu irmão trabalhou como coordenador de várias pesquisa no IBGE, incluindo as agropecuárias. Coordenava, mas saía, literalmente, em campo, o que lhe proporcionou explorar todo o Estado, por força de seu trabalho.
Em suas andanças passou por lugares inimagináveis, o que lhe rendeu muito assunto para escrever um bom livro, se o desejasse.
Ele não queria voltar para a BR-101 e sabia que poderíamos chegar a Garopaba trafegando por uma estrada de chão. O que fez então? Voltou pela mesma Estrada Paulo Lopes, mas até determinado ponto. Passou novamente em frente à Igreja de São Pedro e seguiu até encontrar a placa indicativa para… isso mesmo: Garopaba (Centro).

Nota: Em frente à igreja também há acesso a essa cidade (escrevi “essa cidade” para não ficar escrevendo “Garopaba” a toda hora, entende?), mas meu irmão preferiu ir um pouquinho mais adiante até encontrar a tal placa.
O cuidado a que me referi é o seguinte: neste trecho que vai da igreja até a placa indicativa da entrada para… Garô, todas estradas acessíveis à Siriú (nome de uma praia de G…..paba) por onde a gente passa, chamam-se Estrada Paulo Lopes e adentram por Garopaba! (agora não teve jeito…). Dê uma olhada na situação:

O bom de tudo isso é que tal qual na Itália – não dizem que todos os caminhos levam a Roma?-, aqui todos o levam à Garopaba. É a mesma coisa.

A lagoa que você vê na foto está assinalada no Google Maps como sendo do Coração. Entretanto, tenho registro de que seu nome é Lagoa do Ribeirão. E agora? Mas isso também não importa. O negócio é você trilhar pelo caminho certo.

Essa lagoa só é acessível a veículos de pequeno porte. Trata-se de um afluente do Rio da Madre, cuja foz está na Guarda do Embaú – aquele mesmo que você tem que atravessar de barco ou a pé para atingir a praia.

Corretores imobiliários não faltam! Por isso é preciso aproveitar a natureza abundante da Praia Gamboa enquanto é tempo, antes que se transforme em uma Guarda do Embaú (ou similares espalhadas pelo Estado), não muito longe dali.

Daí, moquiridu, pesquisa daqui, pesquisa dali, vejam o que acabei encontrando (datado de 04/5/2014):
https://ndonline.com.br/florianopolis/noticias/projeto-de-urbanizacao-em-area-verde-de-paulo-lopes-divide-opinioes-entre-moradores-da-regiao. Que fim teve essa conversa? Alguém sabe dizer?

Nosso próximo destino não fica distante da Praia da Gamboa. A bem da verdade, fica do outro lado do morro de onde cliquei aquela foto do alto; aquela do fim da linha.

Logo, logo chegamos à Praia de Siriú, que vemos em último plano nesta foto.

(Continua na próxima postagem)

ROSA CRISTAL comenta.

 

BRASIL, SC – Enseada do Brito, Palhoça.


Quem passa batido pela BR 101 em direção ao sul, nem desconfia que bem próximo de Florianópolis, escondidinha, está a Enseada do Brito, um dos berços da colonização do Município da Palhoça pelos açorianos.

A localidade é pequena, mas por seu valor histórico merece maior atenção.
O vídeo seguinte lhe dá uma idéia do que seja a Enseada do Brito. Clique aqui para vê-lo.
Quem conta com riqueza de detalhes a história da colonização do município da Palhoça pelos açorianos ( e muito mais!) é o professor Vilson Francisco de Farias, cujo blog recomendo sem restrições. Clique aqui e confira.
O relato do professor Vilson  é rico em minúcias e não só por isso é por demais atraente. É es-pe-ta-cu-lar! navegar nas linhas de seu discurso e poder imaginar a Enseada do Brito daquela época.
O número exato de pessoas que partiram de cada ilha do Arquipélago dos Açores não escapou das pesquisas do professor, bem como sobrenomes portugueses deixados como herança para todos nós.
A Enseada do Brito é para ser degustada… É excelente lugar para quem deseja, realmente, descansar –  deixar-se levar por aquela madorna após o almoço, embalado por aquele barulhinho de pequenas ondas quebrando na beira da praia. Bah, guri… é bom demais!

São esses lugares menos badalados por turistas que me chamam atenção. Apesar de a enseada estar sendo bastante procurada por maricultores, estas fazendas não estão interferindo (por enquanto) na vida de quem optou por viver em uma localidade tranquila à beira-mar.

Praça Inácio Paulo Dairi.
Imagine-se jogando conversa fora sentada a essa mesa, debaixo dessa amendoeira, ou estender uma rede nessas árvores e cochilar ouvindo o barulhinho das ondas do mar.

Casa da Cultura Açoriana da Palhoça – Nesta casa de amplos salões, administrada pela senhora Marilúcia, constantemente há cursos tais como os anunciados nesta placa azul-marinho aqui em cima, além de cursos de arte aplicada¹ (talvez por isso a Casa disponha de ambiente próprio onde estão ligadas 6 máquinas de costura).
Na sala principal da Casa de Cultura chama atenção as peças que compõem um autêntico Boi-de-Mamão: a maricota, o corvo, o boizinho, o cavalo e a bernúncia. Peças simples e coloridas como aqueles que dançavam em frente a casa de minha avó, na General Bitencourt.

  

Sofisticadas ou simples, todas as casas da Enseada do Brito são charmosíssimas; conservá-las é preservar o patrimônio histórico catarinense.

Esta praia é a que se vê na foto abaixo. Pode ser a frente de algumas casas da Enseada do Brito, ou pode ser os fundos de outras – puro charme.

A respeito da construção da igreja e da plantação dessas palmeiras imperiais, quem tem uma história muito interessante prá contar é a senhora Marilúcia, natural da Enseada do Brito, administradora da Casa de Cultura.

Para assistir aos vídeos clique aqui e aqui.

1- Entende-se por arte aplicada o tipo de arte útil, que pode ser aplicado cotidianamente. Quem quiser se aprofundar no assunto basta clicar aqui.

ROSA CRISTAL  comenta