BRASIL. SANTA CATARINA . FLORIANÓPOLIS – Paraíso das Ostras.


1 – O PARAÍSO DAS OSTRAS 

Trata-se de uma fazenda marinha de propriedade do Sr. Vinícius Ramos, localizada no Ribeirão da Ilha, especializada no cultivo de mexilhões e de duas espécies de ostras – a Gigas e a Gasar.
Repare no mapa abaixo, que a fazenda encontra-se a poucos passos após a entrada da trilha para Naufragados, um ponto de referência bem conhecido.
Aumente o mapa (+) para visualizá-lo melhor.

1.1 – UM PASSEIO PRÁ LÁ DE ESPECIAL

Recentemente, Vinícius teve a idéia de implementar um passeio especial em sua fazenda marítima, e incluir uma degustação de ostras na própria lancha.
Naturalmente, o assunto maricultura desperta muita curiosidade, e por esta razão, ao discorrer a respeito da criação de moluscos durante o passeio, o bate-papo rende devido à curiosidade dos passageiros.

Além do brilhantismo do tour, os participantes desta aula “in loco” terão como cenário uma parte do sul da Ilha de Santa Catarina que os deixarão seduzidos pela paisagem.

Ao proporcionar momentos únicos para os envolvidos neste passeio, Vinícius sente-se gratificado por conduzir pessoas que mostram interesse por seu trabalho. Seu sucesso é resultante de uma atividade que abraçou com bravura e  envolve muito conhecimento, ousadia, paciência, riscos, determinação, força e saúde. Muita saúde. 

Aos Interessados – Este tour deverá ser previamente agendado conforme instruções mais abaixo.
No vídeo do link a seguir, o próprio Vinícius apresenta momentos deste percurso. Saiba mais clicando aqui

IMAGEM DESTACADA - O Local da Fazenda Marinha Paraí­so das Ostras.  

1.2 – UM POUCO DE HISTÓRIA

Nas redes sociais Facebook e Instagram o maricultor conta onde adquire as sementes, e como lida com o berçário e a seleção de lanternas para cada fase de crescimento das ostras. Mostra como faz a colheita e  separa os moluscos por tamanho. Vinícius descreve todo o processo evolutivo desses minúsculos seres até a chegada em nossas mesas.
As ostras são da melhor qualidade – saborosas e macias – e não é à toa que fornece sua produção para vários restaurantes de Santa Catarina e do Brasil. Assista aos vídeos, e surpreenda-se com o número inimaginável de dúzias de ostras que produz por dia!
Em março próximo estarei novamente em Florianópolis e pretendo obter pormenores a respeito de como tudo começou. 


1.3 – PREÇO DE VENDA na FAZENDA x PREÇO  QUE VOCÊ PAGA NOS RESTAURANTES.

E conforme havia planejado, em 25 de março de 2015 lá estava eu, mais uma vez, conduzida por meu abre-alas – meu irmão carioca e manezinho assumido -, a fim de obter informações a respeito do que ocorre na produção de ostras.
Tenho certeza de que após estas informações você estará apto a julgar se o preço cobrado pela dúzia do molusco no Paraíso das Ostras, condiz com o trabalho semelhante ao de um beneditino para cultivá-las, e se os preços praticados pelos restaurantes são justos – até mesmo os de Florianópolis, berço da maricultura.
A escolha do nome da empresa não poderia ser mais feliz porque o paraíso não é apenas das ostras e mariscos, mas para quem vive na fazenda. As fotos nos dão uma idéia da maravilha do lugar, principalmente esta do destaque, onde fica a sede da fazenda marinha.

2 – PARTIU MARICULTURA!

A criação de ostras como fonte de renda surgiu da opção de a família de Vinícius permanecer mais tempo na casa de praia, onde antes passavam apenas fins de semana.
Vinícius estudava administração e trabalhava em outro ramo, quando decidiu em comum acordo com a família, adotar o caminho inverso do que normalmente as pessoas fazem, isto é, permanecer em dias úteis à beira-mar e apenas em fins de semana “voltar prá casa.”
Não demorou muito, começou a pensar em aproveitar essa permanência no Ribeirão da Ilha para exercer alguma atividade que lhe trouxesse ganhos financeiros. Foi daí que veio a idéia da fazenda marinha.
Vinícius largou a faculdade e o trabalho, ingressou em cursos especializados em maricultura, e assim surgiu o Paraíso das Ostras – uma decisão corajosa que deu certo.

3 – REVISÃO DAS LANTERNAS

A fazenda trabalha com 5.800 lanternas. Não, não me enganei!… São cinco mil e oitocentas lanternas que ao fim de 30 dias têm que estar totalmente revisadas. Este é o prazo cumprido pela equipe de 18 colaboradores, apesar de terem a possibilidade de concluírem o trabalho em 45 dias.

3.1 – PARA QUE REVISAR AS LANTERNAS?

A finalidade deste trabalho é retirar os moluscos mortos pela ação de predadores naturais e consertar as redes danificadas por cortes de facões de inescrupulosos que as danificam para furtar.
Quantidades expressivas do conteúdo de
lanternas com carga adulta vão para o aeroporto durante a madrugada ou ao amanhecer, para serem despachadas para todos os Estados do Brasil. Por este motivo todas têm que estar revisadas e a carga em perfeitas condições.
A Gamela (nome do barco do Paraíso das Ostras) sai com alguns funcionários para recolher as lanternas; porém, como estas pesam muito quando estão com a carga adulta, exigem muita força dos colaboradores para puxá-las e colocá-las no barco.

 


Na praia, as lanternas que os colaboradores retiram da embarcação são colocadas em um chassi de quatro pneus, e  seguem imediatamente para um enorme galpão. Um carretel acionado por motor enrola e desenrola a corda que fica amarrada nesta estrutura. 

Esta quantidade de lanternas os funcionários da fazenda devolviam ao mar no momento de nossa chegada à fazenda.
Esta quantidade de lanternas os funcionários da fazenda devolviam ao mar no momento de nossa chegada à fazenda. 

 

 

 Lanternas limpas, prontas para serem devolvidas ao mar, sempre carregadas. Mais abaixo esclareço o porquê deste processo.
 Lanternas limpas, prontas para serem devolvidas ao mar, sempre carregadas. Mais adiante esclareço o porquê deste processo.

 

3.2 – O VAI e VEM DAS LANTERNAS

Nas primeiras horas do dia a Gamela vai para o mar e volta carregada de lanternas. Estas lanternas são retiradas do barco e colocadas no chassi que você viu na foto ali de cima. O chassi é puxado, as lanternas são levadas para um imenso galpão e a vistoria recomeça.
Terminada a tarefa de revisão, inicia-se o trabalho inverso, ou seja, com as lanternas devidamente livres de ostras mortas e de seus predadores naturais, elas são recolocadas no chassi, embarcam novamente no Gamela, uma a uma, e voltam para o mar.

No que o barco Gamela volta para a praia, já vem com nova carga de lanternas para serem vistoriadas, e assim, sucessivamente, são revisadas as 5.800 peças existentes. É muito, muuiiito trabalho…

3.3 – OS PREJUÍZOS “COMUNS”

Muitas lanternas ficam tão danificadas com o passar do tempo, ou são cortadas por ladrões, que é preferível substituí-las. Para que se tenha uma idéia, cada uma tem o custo aproximado de R$150,00 (cento e cinquenta reais). Some-se a esse prejuízo a quantidade assustadora de ostras mortas que são retiradas das lanternas, di-a-ri-a-men-te.
Essa tarefa exaustiva é executada por Vinícius e mais os dezoito funcionários. No Verão, como a demanda pelas ostras é maior, mais trabalham.

Ostras mortas. Trabalho de seleção de algumas lanternas revisadas no dia.
Ostras mortas. Trabalho de seleção de algumas lanternas revisadas ao dia.


3.4 – PREDADORES NATURAIS OU NÃO x OSTRAS
?

A criação desses moluscos, além de ser muito trabalhosa, depende de fatores alheios aos cuidados diários dos fazendeiros.
A variação da temperatura do mar, por exemplo, é um fenômeno natural de suma importância na criação de ostras.
Águas frias são propícias ao crescimento dos moluscos, que diminuem consideravelmente de tamanho quando a temperatura do mar aumenta, chegando até a matá-los. Quanto mais aquecida está a água do mar, maior o prejuízo. Por este motivo há uma determinada época do ano em que as reclamações nos restaurantes são constantes devido ao tamanho pequeno das ostras.
Entretando, com sua vasta e indiscutível experiência, Vinícius aprendeu o que fazer com o vai-e-vem das lanternas para contornar o problema, e devido à sua técnica, deu os comentários por terminado.

Além da ação do ser humano, há predadores a quem a própria natureza dotou de recursos para sua sobrevivência. São eles: o caramujo (o mais atuante e o mais agressivo), o ouriço, o polvo, o caranguejo, a estrela do mar, a polidora (broca-de-ostra) e o siri, todos dotados de poderes extraordinários para se alimentarem do molusco, prato predileto de todos. Convenhamos, sabem o que é bom.

 

O caramujo peludo, por exemplo, libera larvas que penetram na ostra quando estas se abrem para se alimentar. Essas larvas crescem dentro da casca da ostra e transformam-se em pequenos caramujos que acabam por devorá-la.
O caramujo peludo, por exemplo, libera larvas que penetram nas cascas  das ostras quando estas se abrem para se alimentar. Essas larvas crescem dentro das cascas, e transformam-se em pequenos caramujos que acabam por devorá-las.

 

3.5 – CARAMUJO TEM PÉ ?
– Como é o formato destas pragas?

Outro tipo da espécie, o caramujo liso, mata a ostra de duas maneiras: ou pela perfuração da concha por intermédio de uma substância que secreta e desmineraliza a casca facilitando sua ação, ou então, forçando sua abertura com o pé.
Aqui me cabe uma explicação antes que você pergunte: – Ué, caramujo tem pé? Não sabia…
Tem! Caramujos, ostras e mexilhões têm pé, mas não calçam sapato e nem usam “As Legítimas”. Trata-se do nome popular de um músculo muito forte que fica entre as duas valvas (as duas partes da concha).

3.6 – E MAIS!

E também têm “pulmão” – são sifões que funcionam como inalantes e exalantes da água de onde o molusco retira oxigênio e alimento.
E se você nunca ouviu falar, saiba que ostra tem boca, intestino, estômago, coração, ânus e guelras. 
Outro predador, a polidora (Uma broca-de-ostra), age de maneira impressionante – ela fura a concha da ostra exatamente onde está o estômago, suga-lhe o alimento e acaba matando-a. Vai conhecer anatomia de ostra assim lá longe, sô!



ACIMA – Imagens obtidas na internet, no site que você poderá visitar clicando aqui.

3.7 – HORA DO BANHO!

Separadas para o consumo, as ostras passam por um processo de limpeza das cascas. Todas são submetidas a um jato poderoso de água e, a seguir, são mergulhadas para depuração antes de serem entregues aos restaurantes. A ostra sai da fazenda limpa de resíduos de qualquer natureza. A fazenda de Vinícius dispões de 06 (seis) tanques de depuração.  O processo é sofisticado e compreende três etapas. Porém, não me compete entrar em pormenores, apesar de Vinícius ter-me colocado à vontade para revelá-lo.

 

Paisagem tranquilizante do Ribeirão da Ilha, mas só para quem não trabalha no bairro.

 

Ao fundo vê-se uma parte do continente, pertencente à Praia do Sonho. E a ilha que se vê à direita não é habitada; chama-se Ilha dos Cardos, onde há abundância de camarões. Mas, por ser muito fundo, a rede deverá ser especial.
Ao fundo vê-se uma parte do continente, pertencente à Praia do Sonho. E a ilha que se vê à direita não é habitada; chama-se Ilha dos Cardos, onde há abundância de camarões. Mas, por ser uma área muito funda, a rede deverá ser com fieira especial.

 

Ribeirão da Ilha. Mar calmo, ótimo para tomar um lindo banho de mar e depois pegar um solzinho... Caprichar no bronze... Hein?
Ribeirão da Ilha. Mar calmo, ótimo para tomar um lindo banho de mar e depois pegar um solzinho… Caprichar no bronze… Hein? E é neste marzão  que você poderá curtir um bronze em momentos únicos que Vinícius sugere e informo a seguir.

 

4 – AS NOVIDADES IMPLEMENTADAS NO PARAÍSO DAS OSTRAS

Deixemos que o próprio empresário apresente as novidades por intermédio de 02 vídeos que acrescento a seguir, em um dos quais Vinícius mostra o funcionamento da fazenda, incluindo a seleção das ostras por tamanho, o processo de embalamento para despacho no aeroporto e outros pormenores que aguçam a curiosidade de quem assiste ao vídeo. Um deles segue abaixo; e para assistir ao outro,  Clique aqui para ser direcionado para o Youtube.

 

 

Este jovem com perfil de artista de filme americano é Vinícius, que venho citando desde lá de cima. Neste vídeo ele mostra convidados especiais que trabalham indiretamente com seus produtos, porém diretamente com a clientela de bares, bistrôs e restaurantes. Devido a este contato pessoal com clientes é de suma importância que conheçam a técnica de criação de moluscos desenvolvida em sua fazenda, a fim de que possam garantir a qualidade dos produtos apresentados nos cardápios com os quais trabalham. 

 

ATENÇÃO AQUI! Giga e Gasar são espécies de ostras. NADA a ver com tamanho!
ATENÇÃO AQUI! Gigas e Gasar são espécies de ostras. Espécies! Não pense que Gigas refere-se a tamanho! 

 

NOTE BEM! O porquê de as ostras da espécie nativa ou Gasar (Crassostrea gasar) terem u’a minúscula diferença de preço, prende-se ao fato de serem muito mais trabalhosas para cultivar. Veja bem: enquanto a espécie Gigas (Crassostrea gigas), conhecida como ostra-do-Pacífico, fica apta para consumo em 08 (oito) meses, a Gasar leva 18 (dezoito meses) para atingir o mesmo nível. A espécie Gigas é a mais cultivada no mundo e no Brasil.

AS OSTRAS da espécie GASAR são um pouco mais adocicadas. Segundo Vinícius, “elas têm memória afetiva; sabor afetivo de quando eram sementes; de quando foram retiradas das pedras com talhadeiras. E o que também contribui para este sabor específico deve-se ao longo tempo de cultivo.”

 

Praia na Caieira da Barra do Sul, o "porto" do Paraíso das Ostras.
Praia na Caieira da Barra do Sul, o “porto” do Paraíso das Ostras.

 

E aqui, é onde a barca Gamela dorme.
E aqui, é onde a barca Gamela descansa.

 

Convenhamos, o Paraíso não é apenas das ostras...
Convenhamos, o Paraíso não é apenas das ostras…

 

Caminho à beira do Paraíso das Ostras, que leva a uma propriedade particular - uma residência na ponta sul da Ilha de Florianópolis. Um luxo!
Caminho à beira do Paraíso das Ostras, que leva a uma propriedade particular – uma residência na ponta sul da Ilha de Florianópolis. 

 

Florianópolis - Dez 2014 (47) (800x600)

Uma amostra do tamanho das ostras cultivadas na fazenda de Vinícius. Oitenta moluscos que levamos para casa, para serem petiscados por três apreciadores da iguaria e mais dois “beliscadores”, foram consumidos de uma tacada só. Ô delícia…

 

Tanque de depuração das ostras. Daqui saem limpíssimas para o consumo. O Paraíso das Ostras trabalha com 6 tanques mais modernos a fim de depurar a colheita das lanternas.
Tanque de depuração das ostras. Daqui saem limpíssimas para o consumo. O Paraíso das Ostras trabalha com 6 tanques mais modernos a fim de depurar a colheita das lanternas.

 

Ribeirão da Ilha - Paisagem ao cair da tarde.
Ribeirão da Ilha – Paisagem ao cair da tarde.

 

5 – COMO LIDAR COM AS SEMENTES?

“O Laboratório de Ostras e Mariscos da Barra da Lagoa da UFSC ainda é o único fornecedor de sementes do Brasil”, de acordo com informações de Vinícius.
As sementes chegam à fazenda com a metade de um milímetro de tamanho e são plantadas em lanternas especiais chamadas capuz – este nome deve-se ao formato da lanterna, que assemelha-se com o capuz que algumas roupas possuem. A malha destes capuzes é fina e similar àquelas utilizadas na fabricação de camisetas, por motivos óbvios – reter os filhotes microscópicos no tecido.
A cada 15 dias peneiram estas sementes. As que evoluíram passam para a lanterna com malha de 2 milímetros, e as que continuam como chegaram continuam no berçário. Passados mais 15 dias peneiram-se novamente as ostras. As que continuaram a evoluir passam para a lanterna com malha de 4 milímetros. Esta malha é conhecida como chilena por ser procedente do Chile – chique assim. A lanterna seguinte é a intermediária, e após este estágio vem a definitiva.
E assim, de 15 em 15 dias recebem esse tipo de tratamento até que alcancem o tamanho ideal para a comercialização . Conforme dizemos popularmente, cada uma em seu quadrado. No total são 6 tipos de lanternas que “iluminam” esta fazenda abençoada.

5.1 – E O PERÍODO DE PLANTIO, QUAL É?

“O período é mensal, porém o Paraíso das Ostras depende da disponibilidade de sementes no laboratório da UFSC” 
“Todo mês a gente planta e todo dia a gente colhe” – palavras de Vinícius.

5.2 – E A CRIAÇÃO DE VIEIRAS?

As vieiras são moluscos mais sensíveis que mexilhões e ostras, e devido as últimas chuvas deste início de 2025, este lote perdeu toda sua plantação pelo 3º ano consecutivo. Mesmo assim, Vinícius já preparou “o terreno”; semeou-as, e espera que a boa sorte faça com que a família “Vieira” se desenvolva e atinja o tamanho ideal para ser comercializada em breve.

6 – COMO CONSUMÍ-LAS?

Depende do gosto de cada um. Eu por exemplo, quando jovem viajava frequentemente do Rio para Florianópolis nas férias. E sempre que ficava na casa de uma tia que morava em um sítio onde havia uma praia nos fundos, eu e minha prima A. Pereira T. botávamos nossas cadeiras de praia dentro d’água para bater papo, pegar sol e depois comer ostras diretamente na pedra. Sabe como? Pegávamos uma pedra comum ou um pedaço de pau que nos servisse de martelo. Procurávamos uma pedra em que as ostras estivessem bem nutridas e batíamos nas cascas até quebrá-las. Depois, era só encostar a boca no molusco… e comê-los. Ô delícia, sô!
Há diversas maneiras para saboreá-las, mas eu continuo gostando delas in natura, temperadinha com aquele tico de mar que ela conserva em sua casca. Nada de limão.

7 – E COMO OS ÚLTIMOS SERÃO COMO QUE OS PRIMEIROS, SEGUE UMA NOTA ESPECIAL

No blog da CNN Brasil há um destaque para Vinícius Ramos no tocante ao sucesso do Paraíso das Ostras, à qualidade da água do mar – limpa, com alto índice de salinidade e rica em nutrientes ideais para a criação de moluscos -, e sua parceria com o respeitável Laboratório de Moluscos Marinhos da UFSC – LMM/UFSC

NOTA: No segundo link ali de cima encaminho o leitor para o blog do Paraíso das Ostras no Facebook, onde Vinícius mostra diversos aspectos de seu trabalho. Vale à pena clicar no link caso queira assistir ao que acontece na fazenda do maior maricultor do país.


Parabéns a todos que contribuem para que o Paraíso das Ostras seja a maior fazenda marítima do Brasil!


 

VAI VIAJAR ISTEPO MAIOR cópia

 

4 comentários em “BRASIL. SANTA CATARINA . FLORIANÓPOLIS – Paraíso das Ostras.

  1. Marília boa tarde,eu me aposentei e fui procurar o que fazer da vida, aí fui vender ostras pelos restaurantes das cidades à beira-mar.Conheci alguns produtores de ostras que trabalhavam na UFSC, nesta área de sementes de ostras.Deram-me alguns conhecimentos sobre a criação,como tempo de ,vida útil fora da água, tratamento(limpeza) , etc,etc.Eles me inscreveram e me registraram para produzir ostras no CIDASC, órgão do estado que regulamenta este e outros tipos de produtos.Ai veio minha cirurgia do coração e eu parei com tudo,mas não tinha me envolvido com a produção,precisava de uma costa de mar.Hoje gosto de desgustar e fazê-lo ,tenho até livro de receitas especializado em ostras do pacífico.Bjs.

    1. Evaristo, meu querido!
      Que bom me corresponder com você por aqui! Fico muito feliz!
      Sua experiência com as sementes de ostras deve ter sido interessante sob o aspecto que mencionou: a criação, o tempo de vida fora d’água…
      Realmente, você precisaria estar junto ao mar para poder cultivá-las. “E vô-te dizê uma côza”: pelo que Vinícius nos passou no dia em que lá estivemos para colher dados a respeito do cultivo de ostras, trata-se de uma tarefa árdua demais, Evaristo. Sem contar o prejuízo que os criadores têm, quando chega a maré vermelha. Daí, mô-quiridu, eles perdem tudo!
      Quanto ao seu coração, que bom que você se recuperou e que está tudo certo.
      Agradeço por seu comentário. Saiba que a casa é sua. Gosto que as pessoas comentem, acrescentem seus conhecimentos, exatamente como você fez agora. Muito, muito obrigada, querido! Volte sempre!
      Abração e beijocas da amiga
      Marilia.

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