BRASIL. PARANÁ . ANTONINA – Muita História e Beleza à Beira do Mar Que Você Precisa Conhecer . Um dos Pontos de Partida para a Ilha do Mel.

 

Conforme relatado na postagem anterior (Chegando à Florianópolis pela Estrada da Graciosa, Pr), paramos em Antonina para dormir uma noite e dar uma olhada na pequena cidade, o que só pudemos fazer no dia seguinte pela manhã.

IMAGEM em DESTAQUE: Vista parcial de Antonina. Foto clicada da rua Sinhoca Rocha.

 

 

Rua Sinhoca Rocha.

 

Camboa Capela Hotel - o prédio da esquina, pintado de verde.
Camboa Capela Hotel – o prédio da esquina, pintado de verde.

 

O estacionamento na lateral do hotel.

 

ONDE HOSPEDAR

Ficamos no Camboa Capela HotelVisto assim pelo lado de fora não se tem idéia da amplidão de suas acomodações, porém, a surpresa está no momento em que se cruza a porta principal.
Tudo é muito bem cuidado e limpo. Os quartos são amplos e bem decorados. O estacionamento é a céu aberto em terreno nos fundos do hotel, acessível pela rua lateral, a Sete de Setembro.
Optamos por estacionar o carro neste terreno porque mala e bancos estavam abarrotados de tralhas e bateu aquela neurose de quem mora no Rio. O carro ficaria bem se o estacionássemos ao lado do hotel, mas nós não relaxaríamos. E como seguro morreu de velho…

 

Foto clicada do pátio da Igreja de N. S. do Pilar.

 

As imagens foram obtidas no dia seguinte, bem cedinho, ao continuamos nossa viagem para Florianópolis. Não pegamos comércio aberto, óbviamente, e não havia movimento de pedestre.
As imagens que obtive no dia seguinte, bem cedinho, ao continuamos nossa viagem para Florianópolis. Não pegamos comércio aberto, e neste horário ainda não havia movimento de pedestre.

 

 

 

A DESTRUIÇÃO DO TEATRO MUNICIPAL 

Por ser cidade histórica, mesmo sendo pequena há o que admirar. Antonina, em 2017, contava com 19.420 habitantes.
Na foto abaixo está o Teatro Municipal, construído na segunda metade do século XIX – alvo de histórias muito interessantes que você poderá sabendo clicando aqui.
Entretanto, um fato por demais desagradável merece ser destacado: em 1962, o Prefeito Pedro Dias Pinheiro cometeu o desatino de arrendar por 20 anos este imóvel histórico para uma empresa cinematográfica de Curitiba.
Como era de se esperar, findo o prazo estabelecido no contrato o imóvel foi devolvido ao município em estado precário – fachada estropiada, interior destruído… As promessas de restauração, como era de se esperar, não foram cumpridas. Obtive essas informações com um morador e acredito que o fato tenha acontecido.

 

Em conversa com ouro antoninense, este habitante contou-me que um dos prefeitos decidiu trocar as maravilhosas portas originais do teatro, de madeira, por estas de vidro.
Segundo este jovem, encontraram as valiosas portas de madeira na casa do prefeito. E como todos sabem, estes furtos não são “considerados” e tudo fica numa boa. O povo e o patrimônio público que se danem.

 

O hotel está muito bem localizado. De alguns quartos vê-se parte da Baía de Paranaguá, cidade bem próxima de Antoninadistante em  50 km apenas.

 

Em penúltimo plano, as ruínas do Armazém Macedo, depósito de erva-mate, e da residência da família Macedo.
Em penúltimo plano vê-se as ruínas do Armazém Macedo. Este prédio era dividido em duas partes, onde em uma delas fica o depósito de erva-mate. A outra parte, é a residência da família Macedo.

 

Finalmente, em 18.3.2022, o Armazém Macedo, totalmente recuperado, foi inaugurado.
Finalmente, em 18.3.2022, o Armazém Macedo, totalmente recuperado, foi inaugurado. Saiba um pouco de sua História clicando aqui.

 

A Igreja Matriz da cidade, dedicada à N. S. do Pilar. Está ao lado do Camboa Hotel.

 

Praça em frente ao hotel.

 

À esquerda na foto, vê-se a coloridíssima Pousada Atlante.

 

Rua Valê Porto.
Rua Valê Porto.

 

Rua Sete de Setembro, por onde se acessa o estacionamento do Camboa.

 

O prédio da Prefeitura.
O prédio da Prefeitura.

 

As casas são batizadas com nomes de música, tal qual acontece em Conservatória, RJ.

 

 

 

 

RUA VALÊ do PORTO

Achei interessante que algumas residências na rua Valê do Porto também podem ser identificadas com uma placa na qual consta o nome de uma música e seus autores.
Não sei se essas homenagens seguem o mesmo ritual que as placas inauguradas na cidade de Conservatória, com verdadeiras solenidades. 
O proprietário escolhe a placa com o nome de u’a música de seresta e avisa aos seresteiros do Museu da Seresta e Serenata.

Em dia previamente combinado os músicos saem do museu tocando suas violas, violões, cavaquinhos, e cantando à noite pelas ruas até chegar à casa alvo da solenidade. Em lá chegando cantam a música escolhida pelo morador, e depois comemoram a inauguração da placa em uma festividade oferecida pelo dono da casa.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Antonina é uma das mais antigas povoações do Paraná. Foi a  exploração do ouro, tendo como início 1648, que atraiu muitos interessados – homens que acabaram contribuindo para a formação do futuro povoado.
Anos mais tarde a antiga sesmaria de Guarapirocaba foi se firmando, até que em 12 de Setembro de 1714 foi oficializada a povoação de Antonina. Guarapirocaba em tupi significa “enseada de peixes e aves”.

 

 

 



ANTONINA – RICA EM ARQUITETURA ART-DÉCO

Para quem aprecia arquitetura, a cidade reserva algumas surpresas tais como o Teatro Municipal (1906), e a Igreja de N. S. do Pilar,  fundada em 1714.
A igreja passou por período de abandono a ponto de ser fechada devido à precariedade de suas instalações: não havia assoalho, nem forro, nem altar, e as vigas apodreceram.
O casario ao redor do hotel é digno de nota, bem como uma ruína de um armazém de nome Macedo, que você vê na foto em destaque ali no frontão.
Como de hábito, dei uma bordejada na internet para verificar se meus relatos ainda têm fundamento e tive a satisfação de encontrar a matéria cujo link transcrevo a seguir: inclui os projetos para as iminentes reformas do Armazém Macedo (ficará lindo!), e da Estação de Trem de Morretes.


APÊNDICE

POR QUE TAMBÉM NÃO REFORMAR A ESTAÇÃO DE PARANAGUÁ?
Acho uma falta grave a maneira pela que algumas empresas e sites de turismo anunciavam um passeio de trem pela Serra do Mar. Noticiavam que o trem saía de Curitiba e chegava a Paranaguá.
Daí, o interessado no trajeto começava a ler o roteiro, e deparava-se com uma viagem mais curta, isto é, de Curitiba a Morretes. E ainda anunciavam como atração desta pequena cidade, um prato típico da região como se Morretes fosse a cidade que melhor o apresenta. Não foi o que constatei. Fazem uma massa compacta em um prato, e depois o viram de cabeça pra baixo para mostrar que aquele cimento não caiu do prato. Palhaçada! O pirão do verdadeiro barreado é mole, é feito com farinha grossa e é suculento… Nada parecido com a cola que esses imbecis fazem e que não tem graça nenhuma.


VAMOS POR PARTES

1- DE MORRETES a PARANAGUÁ, por estrada (PR-408 e BR-277), são apenas 39,6 km de extensão. É também de Paranaguá que saem embarcações para a Ilha do Mel, embora haja um ponto de partida a quase 47 km de distância que encurta bastante essa travessia: o Pontal do Sul (Sair de Paranaguá pela BR-277, pegar a PR-407 até o Pontal do Paraná, e de lá seguir até Pontal do Sul pela PR-412).

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Isso é uma gordura que incluí no item.

Para o que gostaria de chamar atenção, é que o trem voltando a circular até Paranaguá facilitaria a vida de muitos habitantes das cidades que já foram favorecidas por esses trilhos, sem contar com aqueles das localidades vizinhas ao triângulo formado por Morretes, Antonina e Paranaguá. Isso, sem pensar no favorecimento que essas localidades receberiam em função do incentivo ao turismo. Mas os responsáveis pela recuperação desse fantástico patrimônio não estão se importando com isso.

Aproveitando o embalo, registro minha indignação pelo que restou desta estação de trem que cai, literalmente, aos pedaços.
Inaceitável que um patrimônio grandioso como esse esteja servindo de abrigo a mendigos e viciados em crack.

Um prédio que, mesmo destruído, não esconde que foi construído em período de abundância vivido pela cidade e, por isso, ainda é possível perceber sua arquitetura requintada.

A reportagem do G1 de 2015 conta e mostra com riqueza de detalhes o período que abrange desde o início de seu funcionamento até seu total abandono. Vale a leitura.

 

2- E QUANTO À GASTRONONIA, O QUE MORRETES TEM DE BOM?

Anunciam o Barreado como se o preparassem de maneira inigualável. Pura balela! Quem o prepara de acordo com a receita original é a Sra. Norma, moradora de Paranaguá, que prepara o prato seguindo a receita à risca, justamente por estarem deturpando a receita original pelas redondezas.
Quando eu e meu companheiro de viagens soubemos do sucesso que Dona Norma faz na cidade, não pestanejamos. Repeti para mim mesma as palavras de minha amiga Angela Loreto quando vê algo que lhe desperta curiosidade:  “Preciso ver isso de perto”. E lá fomos nós para a Casa do Barreado.
Para que tenha idéia do que se trata, em descrição pormenorizada e fotos, clique aqui.
Dona Norma tornou-se tão famosa que foi procurada por dois fotógrafos… Seria bom você clicar no link para ficar conhecendo essa história.
Agora, em outubro de 2024, voltamos à varanda de Dona Norma, onde ela serve o famoso barreado. Desta vez estava acompanhada por minha cunhada e meu irmão, que amaram esta preciosidade que só Dona Norma sabe preparar como deve.


“A verdadeira viagem de descobrimento não consiste em procurar novas paisagens, e sim em ter novos olhos” – Marcel Proust.

FORMULÁRIO DE CONTATO

4 comentários em “BRASIL. PARANÁ . ANTONINA – Muita História e Beleza à Beira do Mar Que Você Precisa Conhecer . Um dos Pontos de Partida para a Ilha do Mel.

  1. Adorei as fotos postadas no Facebook e resolvi ler seu texto sobre esse recanto lindo e, de repente, … vejo meu nome na sua matéria!!! rs
    Sim, adoro ver “ao vivo e a cores” ! rs
    Seu texto e suas fotos nos incentivam a conhecer essa deliciosa cidade.
    Parabéns, mais uma vez!
    Excelente matéria.

    1. Ô amiga!… Quem me incentiva é você… E não é que também estou indo dia 08/4 para ver Keukeunhof de perto? Quem me contaminou? Quem? Quem? Quem? Não foi Raimundo Nonato!… Foi você, viajante inveterada! Foi você… Obrigada, sempre.
      Quanto à Antonina, fico com peninha da cidade justamente por conta desse isolamento a que a submetem. Angela, há uma farmácia antiga na cidade, uma atração e tanto. Não pegamos o comércio aberto, mas deu para sentir um pouco do que seja Antonina. Além do mais, é tão pertinho das outras cidades… Vale à pena conhecê-la. Bjks e obrigada pelo carinho.
      Marilia.

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