EL CALAFATE é o ponto de partida para quem deseja caminhar no GLACIAR PERITO MORENO e muito mais do que você possa imaginar.
IMAGEM DESTACADA – rua Gobernador Moyano.
Continuar lendo “ARGENTINA . EL CALAFATE – Vai Caminhar, Istepô!!”
EL CALAFATE é o ponto de partida para quem deseja caminhar no GLACIAR PERITO MORENO e muito mais do que você possa imaginar.
IMAGEM DESTACADA – rua Gobernador Moyano.
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Rios de Hielo é o nome de um passeio de sucesso realizado em águas do Lago Argentino, El Calafate,em embarcação do tipo catamarã.
Quem embarcou nessa canoa foi minha amiga Angela Loreto, e pelo que você verá nas fotos… se deu muito bem.
As embarcações partem do cais de Punta Bandera (aproximadamente 50 km do Centro da cidade) e navegam até o Parque Nacional Los Glaciares.
Um desses passeios, o mais completo, engloba as geleiras (ou glaciares) Upsala, Spegazzini e Perito Moreno,as mais atraentes. Outro exclui este último, cuja postagem você poderá ver clicando aqui.
FOTO DESTACADA – Navegação entre Icebergs no Lago Argentino.
Continuar lendo “ARGENTINA . EL CALAFATE . RIOS de HIELO, por Angela Loreto.”
Tanto faz. Geleiras – termo usado no Brasil – são sucessivas camadas de neve que se cristalizam ao longo de longos anos. Ocorrem quando o degelo é menor que a queda de neve; esse acúmulo solidifica-se e acaba criando quilômetros de extensão de gelo e paredões que atingem alturas inimagináveis.
Hoje, tivemos o privilégio de conhecer a Geleira Perito Moreno.
IMAGEM DESTACADA – Lado Sul do Glaciar Perito Moreno.
Cidade Suíça? Ou ali seria a casa de um dos personagens de desenho animado de Walt Disney? Poderia ser a Casa da Branca de Neve, por que não? Imaginei até um Zangado saindo de trás de uma árvore para nos enxotar do jardim com seu conhecido mau-humor. Ou seria o rancho da Família Cartwright do seriado Bonanza? Nada disso! Estamos em El Calafate, surpreendente cidade da Patagônia Argentina, e em frente ao Hotel Posada Los Álamos, onde fica o Restaurante La Posta.
IMAGEM DESTACADA – Pousada Los Álamos, onde fica o restaurante.
Construíram-no em local tranquilo, e com uma caminhada não muito longa chega-se ao Centro da cidade. Pareceu-nos que o lugar foi escolhido a dedo pelos arquitetos, porque nessa área da cidade ergueram vários hotéis. Na vizinhança há muitos deles, a maioria da mesma categoria que o El Calafate Parque Hotel.
Esta área é cercada por bons hotéis, e aproveito para lembrar do Hotel Pousada Los Álamos, em cujo restaurante estive duas vezes e do Hotel Kosten Aike.
FOTO EM DESTAQUE – Fachada do Hotel.
Todas as dependências comuns do El Calafate Parque Hotel são amplas, tais como o estar da entrada do hotel, a recepção, o restaurante onde servem o café da manhã e o estar junto à lareira. Os saguões dos elevadores são mobiliados com poltronas confortáveis, e os corredores de acesso aos quartos são largos.
Todos os ambientes foram decorados com aconchego. Particularmente, sentí-me abraçada pelas poltronas, porém, sem afundar nos assentos.
Os corredores bem iluminados e o hall dos elevadores são atapetados, a fim de que o caminhar dos hóspedes não perturbe quem já se recolheu. Há aquecimento em todas as áreas comuns. O hotel é excelente. O único senão é o distanciamento do centro de El Calafate – um mero detalhe, se considerarmos o conforto oferecido pelo hotel.
Uma empresa de turismo em EL CALAFATE que só deixou a desejar em seus serviços – a Huellas del Sur (7 de diciembre, 29, local nº 2), praticamente ao lado do hotel em que nos hospedamos!
Funcionários desconectados com suas obrigações e indiferença. Não recomendo!
FOTO DESTACADA – Aterrissando em El Calafate. Na foto, vemos o Rio Santa Cruz.
Primeiramente, não havia ninguém da Huellas nos aguardando no desembargue. A aterrissagem adiantada em aproximadamente 10 minutos não justificou a falha da empresa, mas serviu para nos comprovar que a Huellas, pelo menos naquele dia, não acompanhou os horários das aterrissagens.
Já estávamos prontos para seguir para o hotel, em taxi, quando um funcionário de outra agência percebeu a situação e aproximou-se de nós; nem foi necessário pegar o celular para ligar para a Huellas porque ele mesmo se encarregou de fazê-lo e nos informou o paradeiro do motorista.
Aguardávamos no aeroporto fazia aproximadamente meia hora quando o irresponsável pelo transfer apareceu. Tranquilamente desculpou-se pelo atraso como se fosse muito normal, coisa e tal, mas… não gostei desta desatenção.
Mais tarde passamos na agência para acertar horários de passeios. Foi aí que aquela má impressão da manhã só piorou. Em dado momento a recepcionista ventilou a hipótese de termos que pagar multa!!! por dois passeios que já havíamos pago e dos quais desistimos. Nunca ouvira até então um absurdo semelhante desde 1985, quando comecei a botar o pé fora do Brasil.
Insistisse a funcionária nessa ameaça, certamente procuraríamos, em princípio, a Secretaria de Turismo de El Calafate para nos inteirarmos direitinho dessa história.
Felizmente, não foi preciso. Devo ter bradado um COOOMO??? no mais potente Surround, que a criatura desistiu da idéia e não tocou mais no assunto.
Dessa mesma funcionária mal orientada obtivemos outra informação equivocada: a de que deveríamos providenciar lanche no dia do passeio ao Perito Moreno (nada a ver com o dia da saída para o “Safari” Náutico) e não era nada disso!
No próprio estacionamento havia um restaurante imenso!!! com ambientações diferentes e várias opções nos cardápios onde poderíamos escolher desde sanduíches e pratos à la carte, a um buffet variadíssimo servido em amplo salão.
Além disso, há um Café/Bar onde o turista encontra vários tipos de doces e salgados além de café, chá, cervejas, água, sucos e refrigerantes, ou ainda poderá tomar um bonito sorvete. Não havia a menor necessidade de termos pago um lanche sem graça que os hotéis já estão acostumados a preparar nesses casos.
O mesmo aconteceu em nossa ida à Estância Cristina, que dispõe de um restaurante maravilhoso onde serviram comida de qualidade. Para facilitar, agende seu almoço com uma empresa de turismo confiável.
Foi na ida para o aeroporto, no dia do embarque para Buenos Aires, que o motorista nos apresentou o opinário. Queria que o preenchêssemos dentro do carro em movimento. Desculpamo-nos, mas não o fizemos por motivos óbvios. Houve tempo suficiente para preenchermos o questionário enquanto estávamos no hotel (praticamente ao lado da empresa) e ninguém da irresponsável Huellas não se manifestou a respeito.
Como não confiamos na empresa, eu mesma confirmei o horário do voo para Buenos Aires e não deu outra: a Huellas errou mais uma vez! Fomos nós que lhes chamamos atenção para mais esse tropeço! Caso contrário, não teríamos o transfer a tempo e hora.
A Huellas del Sur prestou péssimos serviços na entrada, no meio e na saída, literalmente.
Os veículos utilizados nos passeios dos quais participamos eram adequados ao terreno por onde trafegaram; os motoristas eram cautelosos e atentos, e os guias, atenciosos e bem informados.
O aeroporto novo e moderno (inaugurado no ano 2000) fica cerca de 20 km do Centro da cidade, em área desértica.
A sensação que tive ao avistar El Calafate de longe era a de estar chegando a um oásis.
Aquela cidade aparentemente tão pequena e escondidinha entre montanhas que vislumbramos a distância, ia se revelando à medida que nos aproximávamos.
Ao adentrarmos a cidade, uma grande surpresa: El Calafate está repleta de boutiques, restaurantes, hotéis de belas arquiteturas, centros comerciais, pizzarias, lojas de chocolate – importantíssimo -, e um Cassino.
Há diversas ruas paralelas à avenida principal, coloridas por flores onde o turista poderá desfrutar de uma boa caminhada. Não nos esqueçamos das ruas perpendiculares, onde também há comércio interessante que ativa a bisbilhotagem do visitante.
Sabemos que em El Calafate faz frio, mas não é a respeito de temperatura a que me refiro, mas ao clima da cidade que é carregado de animação.
Deparei-me com sorrisos brilhantes, ouvi conversas que transbordavam alegria, testemunhei satisfação em rostos de pessoas felizes ao transitarem pelas ruas. Uma cidade linda, completa, onde me senti segura e muito à vontade. El Calafate você adota! E tal qual nos versos de Tonico e Tinoco ao exaltarem seu amor a Minas Gerais, “quem te conhece não esquece jamais”.
Para quem não consegue ficar sem balançar o esqueleto, a cidade conta com alguns salões para você dançar e/ou tomar seu drinque preferido a fim esquentar um pouco a matéria, ou seja, esse corpitcho que seu Deus lhe deu.
Uma atração que me pareceu interessante bisbilhotar, mas não ousamos entrar, foi o Glaciobar – ambiente descolado montado e esculpido em gelo, onde mesmo que você não queira acaba tomando um drinque e/ou dançando para se aquecer. Lá, deve ser caso de necessidade.
Segundo informações, a temperatura do “iglu” é de 10 graus negativos e há um tempo limitado (menos de meia hora) para os frequentadores permanecerem nesse frigorífico. Vimos que as pessoas vestem uma roupa prateada com capuz. Os pertences ficam em um armário.
A tentação para conhecê-lo foi grande, mas a prevenção falou mais alto. Você há de convir que dois jovenzinhos – uma com 69 anos e outro com 76 – já não podem se dar ao prazer de executar qualquer manobra radical. Estávamos praticamente no início da viagem, e ficamos temerosos em adentrar um ambiente tão frio. Vai que esse “golpe de ar” fizesse algum estrago!… Ói nós aí, complicando a viagem!
El Calafate é mais que isso. Também, pudera! É ponto de partida para uma das maiores atrações da América do Sul, o Parque Nacional Los Glaciares – criado em 1937 com o objetivo de preservar mais de 700.000 hectares de gelo glaciar e continental.
Nota: entende-se como Gelo Glaciar ou Era do Gelo, um período geológico em que o planeta Terra sofreu baixas temperaturas em sua superfície. O resultado desse clima extra frio de longa duração foi a expansão das capas de gelo continentais, polares e em zonas montanhosas.
Chamo de QG as cidades onde posso encontrar socorro de qualquer tipo caso necessite. É onde baixo minhas malas e permaneço mais tempo a fim de conhecer o entorno daquele lugar.
Um exemplo? Estivemos em Montevidéo por 10 dias e lá não havia determinado tipo de agulha que minha cunhada usa para aplicação de insulina. Procuramos em tudo que foi farmácia que estivesse ao nosso alcance, centros de saúde, e não havia este tipo de material. Ela se esqueceu de levar seu “pronto socorro” e ficamos aflitos porque ela ficou dependente de uma só agulha até voltarmos para Florianópolis.
El Calafate é uma cidade afastada de grandes centros, e por isso municiou-se de tudo que é necessário para atender sua população.
El Calafate é a cidade mais próxima daquela que é considerada a maior geleira do mundo, o Glaciar Perito Moreno. São apenas 80 km que separam a cidade de uma das maiores maravilhas que você poderá ver na face da Terra.
Apesar de pequena (pouco mais de 21 mil habitantes), El Calafate soube se estruturar para receber o número expressivo de turistas que a procuram como ponto de partida para as diferentes atrações que a natureza oferece em seu entorno.
Sem contar a principal atração – o passeio até ao Perito Moreno -, é de lá que você parte em direção ao ponto de vista do Glaciar Upsala, ao Lago Buenos Aires, à Estância Cristina, a El Chaltén e à caminhada na geleira Perito Moreno – privilégio que só os mais jovens têm.
Na foto de despedida de Ushuaia, consegui fotografar uma das ilhas do arquipélago que a emoldura. Abaixo, uma tomada de nossa chegada a El Calafate. Destaque para o Lago Argentino, o maior da Patagônia Argentina.
Nesta cafeteria tomamos um saboroso capuccino e dividimos uma fatia de torta de maracujá. Fatia prá lá de generosa que acabou rendendo até o dia seguinte. Comer um docinho antes de dormir cai bem. Saiba mais a respeito de Abuela Goye clicando aqui.
A cafeteria é charmosa e de cardápio variado. Na vitrine, estão à sua disposição, salgados e doces de dar água na boca que acompanham muito bem um chá ou um café que podem substituir uma refeição.
= El Calafate vale à pena. Trata-se de uma cidade apaixonante. Relaxe, deixe-se envolver por seu encanto e participe dessa festa =