A Rota dos 7 Lagos é uma atração turística da Província de Neuquém e, tal qual sua parente próxima na Província de Santa Cruz (El Calafate), também está localizada à beira de um lago – o Lácar. Dista em 1575 km de Buenos Aires, 108 km de Villa la Angostura e 190 km de Bariloche.
IMAGEM DESTACADA – San Martín de Los Andes, encravada na Cordilheira dos Andes, é mais uma cidade da Argentina tão bela e charmosa quanto Ushuaia, El Calafate, Bariloche e tantas outras.
1 – COMO CHEGAR?
Seguimos pela RN231 até passarmos de Villa La Angostura, a 82 km distante de Bariloche, margeando o Lago Nahuel Huapi.
Em determinado ponto a estrada bifurca e a direção a ser tomada é pela RN-40 até San Martín de los Andes, passando por Villa la Angostura – outro lugar que pretendo visitar com calma em uma próxima viagem à Argentina.
As paisagens que se descortinam são surpreendentemente belas e sucessivas durante todo o percurso.


2 – VILLA LA ANGOSTURA
Ao chegarmos à Villa La Angostura, paramos rapidamente para tomarmos um café e esticarmos as pernas.
A cidade estava tomada por cinzas decorrentes da erupção do Vulcão Puyehue, distante em mínimos 37 km. Pisávamos em uma espécie de areia grossa que por muito tempo ficou caindo sobre a cidade.
A erupção deu-se em 04 de junho de 2011; estávamos no dia 23/10/2012 e as cinzas ainda atrapalhavam nossos passos. Nada escapou da ferocidade do vulcão, que lançou fumaça vulcânica a mais de 10 mil metros de altura.
A cidade chilena de Osorno e as argentinas Bariloche e San Martin de los Andes foram muito prejudicadas, principalmente esta última devido sua proximidade com o vulcão.
Lembro-me de as cinzas terem viajado até Florianópolis e cobrir a cidade com fina camada de fuligem. Clique aqui e leia a reportagem.
O céu, ao entardecer, ficava avermelhado. Até no Rio de Janeiro estas mudanças foram sentidas.

Felizmente, minha amiga Angela Loreto, mais uma vez, gentilmente cedeu-me suas fotos a fim de que pudesse ilustrar a postagem. Fotos clicadas em 09 de fevereiro de 2016. Obrigada, Angela!





2.1 – A RESPEITO DE Villa La Angostura, ANGELA ESCREVEU O SEGUINTE:
“Outro lugar para se sentir em sintonia com a natureza é Villa La Angostura.
Existe, na “pracinha principal”, uma feirinha de artigos argentinos, como azeite de uva, pastas, geléias, empanadas e artesanato.
O preço, para brasileiro, está bastante “puxado”, mas como são produtos artesanais acredito que o preço esteja honesto.
Em frente a feirinha temos a segunda foto e, caminhando mais a frente, encontramos uma “praia” argentina.
Este continua sendo o Lago Nahuel Huapi, com suas águas cristalinas. Divino!
E, como fomos no verão, até que a água não estava tão gelada. Há dias em que a praia da Barra da Tijuca ainda está mais gelada que estas águas. “
3 – A ROTA RN-40
Esta estrada margeia rios e lagos que rendem boas imagens. Devido a isso, há algumas paradas para fotos.
Um dos pontos que mais me encantou foi a antiga ponte de madeira sobre o Rio Ruca Malén. O cenário é deslumbrante! Paisagem escolhida a dedo que costumamos ver em calendários.
Este trecho da RN-40 passa entre dois lagos: o Pequeno Espelho (Espejo Chico) e o Correntoso. Embora não estejam distantes, nesse ponto da estrada não são visíveis. O Rio Ruca Malén é alimentado pelo Pequeno Espelho e desemboca no Lago Correntoso. É ideal para a pesca, e um dos pontos mais atraentes é justamente embaixo da ponte de concreto de onde saquei as fotos abaixo.
O Lago Espejo Chico é nutrido pelo Espelho Grande que, por sua vez, recebe águas de degelo das montanhas e de pequenos arroios. Clique no sinal de subtração no mapa (-) e veja como funciona o esquema que acabo de explicar.
Infelizmente o dia não estava ensolarado, mas mesmo assim, pelas fotos, foi possível ter uma idéia da beleza do lugar. As estradas são lindas, e fica difícil dizer qual a mais interessante pela qual trafegamos nesse passeio – se a de ida para San Martin ou se a de retorno para Bariloche pelo Paso de Córdoba – estrada considerada bem perigosa devido ao excesso de curvas e ao piso escorregadio de cascalho.

Como deve ser interessante uma pescaria em um rio com águas tão límpidas. Você vê seu futuro prato nadando na sua frente, tenta fisgá-lo, mas nem sempre obtém êxito. Tá certo… como diz o velho ditado, “Um dia é da caça e o outro, do caçador”.

A estrada margeia o Lago Correntoso por longos trechos, e mesmo sem paradas em pontos estratégicos é possível fotografá-lo da janela do ônibus em algum momento.






3.1 – OS LAGOS PELOS QUAIS PASSAMOS
Até aqui, passamos pelos lagos 1) Nahuel Huapi (Bariloche), 2) Espejo Grande, que alimenta o 3) Espejo Chico à esquerda, e 4) Correntoso à direita.
Após esta parada ainda passamos pelos lagos 5) Escondido e 6) Villarino, à esquerda. Este último comunica-se com o 7) Lago Falkner à direita da estrada.
Mais para a frente, margeamos o 8) Lago Machonico e a 9) Laguna Fria, à nossa esquerda. E, finalmente, o 10) Lácar, em cuja margem foi fundada a charmosa San Martín de los Andes, em 04 de fevereiro de 1898.
4 – SAN MARTÍN DE LOS ANDES
É uma cidade bonita, atraente e oferece algumas opções de divertimentos tanto no verão (atividades náuticas e praia) quanto no inverno. O destaque vai para Chapelco, um complexo respeitável para esquiagem que está a 20 km distante de San Martin. A montanha faz parte da Cordilheira dos Andes.
4.1 – COMO CHEGAR
Há voos de Buenos Aires para Chapelco saindo do Aeroparque e ônibus partindo de Bariloche e Angostura para San Martín.
Sair de Bariloche e retornar no mesmo dia fica puxado e não se aproveita quase nada! O percurso é longo, e a maior parte do tempo você passará aonde? Isso mesmo – na estrada.
As paisagens são lindas, é verdade, mas só isso não basta. Um rolê pelas ruas de Angostura ou San Martín é merecido por você e por ambas as cidades. São encantadoras! Dê uma olhada nas fotos abaixo e veja se não tenho razão.
4.2 – FOTOS DE MEU AMIGO Rodrigo, VIAJANTE INCANSÁVEL
Em 22/9/2016 quem esteve em visita à cidade foi Rodrigo de Souza Cardoso, viajante inveterado com quem me comunico desde a primeira postagem publicada a respeito do Peru – Abra la Raya.
Rodrigo publicou fotos coloridíssimas, lindas, no Facebook e ao vê-las, não resisti e lhe perguntei se poderia postá-las aqui no blog.
Prontamente colocou-se à disposição, e aqui publico, parcialmente, o Centro de San Martín que ele retratou em dia ensolarado, em que a natureza transformou as árvores e ofereceu um espetáculo de cores.
Obrigada, Rodrigo!


Particularmente, acho que Villa la Angostura e San Martín de los Andes merecem mais atenção. Um ou dois dias de permanência nessas localidades seriam suficientes para apreciá-las melhor.
São duas cidades que me despertaram tanta atenção, que me deu vontade de pedir para embrulhá-las pra levar prá casa.
4.3 – UM ENCERRAMENTO DE POSTAGEM MUITO ESPECIAL
Quem definiu muito bem as duas cidades foi Angela Loreto, já citada algumas vezes aqui no blog.
Ao lhe solicitar um comentário e algumas fotos de Villa la Angostura emprestadas, ela me enviou o seguinte texto:
“Você me perguntou se quero dizer alguma coisa.
O que posso e devo, é recomendar o passeio, enfaticamente, para aquelas pessoas que gostam de natureza. Neste passeio, ela dá um show!
Bosques, lagos, como o Nahuel Huapi e Lácar, com águas cristalinas, por vezes esverdeadas, outras azul-esverdeadas, formando pequenas praias de pedrinhas e áreas de piquenique, num clima de profunda serenidade; às vezes, um vulcão coberto de neve, ao fundo; enfim, tudo conspira para fazer sentir que você está no paraíso.
Outra coisa a se destacar é o cuidado do argentino com a preservação do meio ambiente.
Além disso, em todos os parques que visitei, como o Bosque de Arrayanes e os da Patagônia, a estrutura é de primeiro mundo, com passarelas de madeira em todo o circuito, conservadas (com aparência de novas), com tudo muito limpo e organizado.
As duas cidades, Villa La Angostura e San Martin de los Andes, são charmosas, requintadas (seus frequentadores são argentinos ricos e chiques), e ao mesmo tempo aconchegantes, devido a utilização de madeira e pedra em suas construções, e ruas floridas e arborizadas.
Acho que é isso! As fotos falam melhor do que eu! rs
Beijos!”
E quem descreve minuciosamente o que a cidade oferece ao visitante é a Sra. Julieta Fraguio, em seu blog espetacular. Conheça San Martín clicando aqui.
Ficou lindo!
As fotos são deslumbrantes e retratam, com fidelidade, o clima de todo o passeio.
Você percebe que não exagerei nos comentários sobre a Rota dos 7 Lagos, pois mesmo naquelas fotos onde o sol não se fez presente, pode-se perceber a beleza do lugar.
Passeio 5 estrelas!!! Recomendadíssimo!
Belíssima postagem!
Beijos!
Nossa! Não mereço tanto… A postagem ficou bonita por que você e Rodrigo contribuíram com fotos maravilhosas, coloridas. Fotografar com Sol dispensa comentários, não é mesmo. Obrigada aos dois. Valeu demais! Até a próxima. Bjks da Marilia.
Tudo tão lindo, singelo e peculiar, parecem cidades encantadas pelos duendes e as fadas.
Rosinha, penso que sejam. Encantam qualquer mortal. Não é à toa que amo de paixão a Argentina. Bjks e obrigada pelo comentário.
Amiga Marilia, fiquei, como sempre, encantado com a qualidade de suas postagens e a riqueza com que você descreveu a Rota dos Sete Lagos, um dos trechos de rodovia mais lindos do mundo. Lendo sua postagem com vagar, fiz uma bela “viagem” pelo passado recente e pude recordar cada mirador, cada lago, cada montanha de cume nevado que há no percurso. Graças a Deus tive sol pelo trajeto e tudo ainda ficou mais encantador.
Elogios à parte, somente gostaria de acrescentar mais uma dica aos seus seguidores: as excursões pela Rota dos Sete Lagos normalmente não fazem isso, porém tive a honra de conhecer a região através de guia privativo. Durante o percurso, uns 10 km antes de chegar a San Martin vindo de Bariloche, o referido guia saiu do asfalto com o carro e pegou um desvio pela direita, por uma estrada de cascalho chamada “Circuito Arrayán”. Em tal circuito está o Mirador Arrayán, que fica no alto da montanha e de onde se pode avistar não só a cidade de San Martin de Los Andes, como também o Lago Lácar em todo o seu esplendor. É a vista mais linda da Rota dos Sete Lagos e que me rendeu inúmeras fotos.
A estrada do circuito é puro cascalho e imprópria para veículos grandes, porém quem está de carro não pode perder essa oportunidade de chegar a San Martin pelo “Circuito Arrayán”. Em poucos quilômetros após o mirador, o viajante já estará na cidade sem ter que contornar o restante das montanhas por asfalto. Deve-se fazer isso (voltar pelo asfalto) preferencialmente no trajeto de volta a Bariloche.
A Rota Nacional 40 encontra-se asfaltada em todo o percurso e deve-se ter cuidado com suas curvas e animais pelo caminho, principalmente nos dias de neve.
Bom dia, Rodrigo! Muitíssimo obrigada por seu elogio. Fico feliz que tenha gostado da postagem e agradeço por sua dica. Realmente, não tinha noção desse atalho que, conforme você disse, poucos conhecem. Ficam as dicas: o CIRCUITO ARRAYÁN e a RN40 asfaltada.
Agradecida mais uma vez pelas belas fotos.
Sucesso em suas futuras viagens! Abraços da Marilia.