BRASIL . SANTA CATARINA . FLORIANÓPOLIS – Caieira da Barra do Sul – Como Chegar a Naufragados Pela Trilha.

 

Naufragados, lugar na ilha de Santa Catarina, acessível apenas por barco ou trilha, deve este intrigante nome devido à naufrágios de barcos portugueses próximos à praia de mesmo nome.

IMAGEM DESTACADA Localização de Naufragados.

 

1 – UM POUCO DE HISTÓRIA 

Quem nos ensina é Mário Costa Júnior, pesquisador do Guia Floripa que você poderá consultar clicando aqui.
Ele escreve que “Francisco Dias Velho foi um bandeirante português vindo da Capitania de São Vicente, atual São Paulo. Na região central ele desembarcou pela primeira vez, fundando o Povoado de Nossa Senhora do Desterro e solicitando a construção de uma capela no local onde hoje se encontra a Catedral Metropolitana de Florianópolis.

 

1.1 – O PORQUÊ DA VINDA DOS AÇORIANOS PARA SANTA CATARINA

Em meados do século XVIII, a corte portuguesa determinou que a Ilha de Santa Catarina fosse colonizada para garantir sua posse. Os escolhidos para essa empreitada foram os habitantes do Arquipélago dos Açores, que sofriam com terremotos e superpopulação. Eles vieram entre 1748 e 1756 e foram assentados em microrregiões afastadas, cada qual com administração, igreja e polícia próprias, denominadas de Freguesias. Talvez por isso o texto da Wikipedia faça distinção entre os Portugueses Açorianos e os Portugueses vindos de São Paulo”.

 

1.2 – A EMBARCAÇÃO DE FOI A PIQUE EM NAUFRAGADOS

No Guia Floripa, Mário Costa Jr. também pesquisou que duas embarcações de médio porte, procedentes dos Açores, traziam 250 colonos cujo destino seria o Rio Grande do Sul. Neste trecho, as embarcações foram a pique, salvando-se apenas 77 pessoas que se dispersaram entre a Ilha, Laguna e outros seguiram para o Rio Grande do Sul. Leia mais um pouco a respeito do assunto – clique aqui.
Mário Costa Jr. ainda coloca à disposição dos interessados os links seguintes: “Clique nos links para encontrar mais informações sobre o Ribeirão da Ilha, Lagoa da Conceição e Santo Antônio de Lisboa. Convido a conhecer a história dos principais bairros de Florianópolis, clicando aqui. Melhor que isso, impossível!

 

2 – A TRILHA PARA NAUFRAGADOS

começa na localidade chamada Caieira da Barra do Sul, bem depois do Centro do Ribeirão da Ilha.
O ponto final das linhas de ônibus 561 e do expresso 4124 (conhecido como amarelinho) – ambos Caieira da Barra do Sul – marca o início da trilha; não há como seguir adiante. Literalmente é o fim da linha, mesmo para quem usa outro meio de transporte.

 

Ponto final dos ônibus que chegam à Caieira, onde começa a trilha para Naufragados.
Ponto final dos ônibus que chegam à Caieira, onde começa a trilha para Naufragados.

 

Este final de linha dos ônibus fica em um Largo, onde, de imediato, vê-se ofertas de passeios de barcos, indicações de estacionamentos e o início da trilha. Tudo bem organizado, não há como se perder. Maiores informações a respeito de horários desta linha, dê outro clique aqui.

 

4124 - Caieira da Barra do Sul - o conhecido "amarelinho".
4124 – Caieira da Barra do Sul – o conhecido ônibus “amarelinho”. O ponto final desta linha fica em um Largo onde logo podemos ver  informações interessantes.

 

 

 

Preços de estacionamento praticados em 02/01/2015.
Preços de estacionamento praticados em 02/01/2015.

 

Na temporada de Verão o movimento na trilha é grande e nem sempre os estacionamentos, apesar de espaçosos, comportam o número de automóveis.
Na temporada de Verão o movimento na trilha é grande e nem sempre os estacionamentos, apesar de espaçosos, comportam o número de automóveis.

 

Ônibus 561 -Caieira da Barra do Sul.
Ônibus 561 -Caieira da Barra do Sul. O ponto final do citado ônibus fica em um Largo onde logo podemos ver úteis informações.

 

Observe que há uma sequência de fotos, comprovada pelo tipo de calçamento de onde começa sua aventura.
Observe que há uma sequência de fotos, comprovada pelo tipo de calçamento de onde começa sua aventura.

 

Á direita, no final desta rua, há uma placa. Ali começa a trilha de 3 km. para Naufragados. 
Á direita, no final desta rua, há uma placa. Ali começa a trilha de 3 km. para Naufragados. 

 

Os barcos saem de uma pequena praia próxima a este local e levam cerca de 15 minutos para chegar a Naufragados. O ponto final do citado ônibus fica em um Largo onde logo podemos ver úteis informações.
Os barcos saem de uma pequena praia próxima a este local e levam cerca de 15 minutos para chegar a Naufragados. É interessante perguntar como será o desembarque, porque há ondas nesta praia. Veja mais abaixo como foi para mim e meu amigo entrarmos no barco para voltar de Naufragados até à praia próxima do estacionamento.

 

Quando vimos esta tranquilidade, comentei com meu amigo que a trilha, se fosse toda assim, até que seria fácil. Mas, logo depois...
Quando vimos esta tranquilidade, comentei com meu amigo que a trilha, se fosse toda assim, até que seria fácil. Mas, logo depois…

 

… vimos o que nos esperava. Ai, minha coluna vertebral!

 

No início ainda descortinamos belas paisagens como essa. Entretanto, nosso passeio pela mata foi compensador porque encontramos os habituais frequentadores da trilha, que passavam voando em sentido contrário e nos cumprimentavam.
No início ainda descortinamos belas paisagens como esta, mas depois perdemos o mar de vista. Entretanto, nosso passeio pela mata foi compensador porque encontramos os habituais frequentadores da trilha, que passavam voando em sentido contrário e nos cumprimentavam.

 

Nossa estréia na trilha foi tão cuidadosa, que vez ou outra parávamos para descansar um pouco.
Nossa estréia na trilha foi tão cuidadosa, que vez ou outra parávamos para descansar um pouco.

 

 

 

 

3 – UMA IDÉIA DE COMO É A TRILHA NA TRAVESSIA PELA MATA

Conforme escrevi acima, eu e meu amigo escolhíamos onde pisar receosos de sofrermos algum acidente, mas mesmo assim prendi meu pé entre duas pedras e já nem me lembro como. Felizmente, um trilheiro que vinha atrás de nós como todos os demais, ajudou meu amigo a remover a pedra e livrei meu pé. Era um tão de passarem voando por nós dois, que dava pena. Pena de nós mesmos, claro.

3.1 – A IMPORTÂNCIA DO CALÇADO PARA QUEM É TRILHEIRO

Nossos calçados não eram apropriados para fazer trilha – tênis seria o ideal -, mas os dois abobados foram para a trilha pensando na Praia de Naufragados. E quem pensa em praia, usa… chinelos emborrachados. A desculpa é que essa era a nossa primeira experiência como trilheiros – primeira e última -, mas mesmo assim não colou.
Nossa lerdeza era tanta, que um senhor que encontramos fazendo o percursso contrário ao nosso passou novamente por nós, indo para a praia, e nos perguntou sorrindo: – Mas, vocês ainda estão por aqui??? Passou batido e sumiu na mata. Rimos muito pelo deboche, mas ele estava com razão.


3.2 – LUGARES ENCANTANTES POR ONDE PASSAMOS 

 

Como não se deter em um riacho como esses, ouvindo barulho de água deslizando sobre pedras e ouvindo canto de pássaros?
Como não se deter em um riacho como esses, ouvindo barulho de água deslizando sobre pedras e ouvindo canto de pássaros?

 

 

 

4 – FINALMENTE, NAUFRAGADOS!

 

 

Permanecemos na praia por algum tempo, mas tínhamos que providenciar a volta para o estacionamento, e pensávamos em contratar um barqueiro.
Permanecemos na praia por algum tempo, mas tínhamos que providenciar a volta para o estacionamento, e pensávamos em contratar um barqueiro.

 

Há comerciantes na praia que preparam refeições e lanches. Comemos e conseguimos contratar um senhor para nos deixar no Largo. Chegar até ao barco foi outro parto.
Há comerciantes na praia que preparam refeições e lanches. Comemos e conseguimos contratar um senhor para nos deixar no Largo. Chegar até ao barco foi outro parto.

 

O mar não estava prá surfista, mas para chegarmos até ao barco também não foi fácil porque tivemos que passar pelas ondas segurando nossos pertences com os braços para o alto.
O mar não estava prá surfista, mas para chegarmos até ao barco também não foi fácil porque tivemos que passar pelas ondas segurando nossos pertences com os braços para o alto.

 

E para subir no barco? Só quem passou pela experiência sabe. Água batendo quase no pescoço, ondas, e ainda tínhamos que ter jogo que cintura para entrar na embarcação. Não me recordo se havia alguma escadinha para nos facilitar ou não. Penso que não. Mesmo com ajuda de um puxando pra cima e outro empurrando pelas "nádegas", foi difícil. E para meu amigo subir?
E para subir no barco? Só quem passou pela experiência sabe. Água batendo quase no pescoço, ondas, e ainda tínhamos que ter jogo que cintura para entrar na embarcação. Não me recordo se havia alguma escadinha para nos facilitar ou não. Penso que não. Mesmo com ajuda de um puxando pra cima e outro empurrando pelas “nádegas”, foi difícil. E para meu amigo subir no barco?

 

 

A dificuldade maior para trilharmos os 3 km, e posteriormente subirmos no barco "em alto mar", deveu-se à nossa idade. Dois idosos aventureiros só podia dar nisso.
A dificuldade maior para trilharmos os 3 km, e posteriormente subirmos no barco “em alto mar”, deveu-se à nossa idade. Dois idosos aventureiros só podia dar nisso. Há 10 anos, quando fizemos esta loucura, eu estava com 68 anos e meu amigo com 75. Pode isso, Arnaldo?

 

A volta da aventura foi proveitosa, merecidamente, porque o barqueiro não se distanciou da ilha e tivemos como apreciar esta parte que constitui, literalmente, o ponto sul da Ilha de Santa Catarina.
A volta da aventura foi proveitosa, merecidamente, porque o barqueiro não se distanciou da ilha e tivemos como apreciar esta parte que constitui, literalmente, o sul da Ilha de Santa Catarina.

 

Na segunda metade do século XIX construíram o farol com a finalidade de diminuir os naufrágios naquela área. Está a 42,6 m acima do nível do mar.
Na segunda metade do século XIX construíram o farol com a finalidade de diminuir os naufrágios naquela área. Está a 42,6 m acima do nível do mar.

 

Já com os pés na areia e relaxados, cliquei esta foto como despedida de nossa inesquecível iniciativa. Mesmo com a lentidão da caminhada, o pé que ficou preso entre pedras, a dificuldade em entrar no barco para voltar para o ponto de partida, valeu demais o que para nós foi uma aventura.
Já com os pés na areia e relaxados, cliquei esta foto como despedida de nossa inesquecível caminhada. Mesmo com a lentidão da andança, o pé que prendeu entre pedras devido a um escorregão, a dificuldade em entrar no barco para voltar para o ponto de partida, valeu demais o que para nós foi uma aventura.

 

 

E para os prevenidos e desejosos em fazer trilhas, que tal dar uma olhada nos links que passo a seguir? Clique aqui e  aqui também. Neste último link você encontrará um site especializado em trilhas, indicando grau de dificuldade, tempo de caminhada e outros pormenores. O site é sensacional.

 

5 – COMO CHEGAR DO CENTRO DE FLORIANÓPOLIS

Pegue a SC – 405. É o mesmo caminho que leva ao Ribeirão da Ilha e ao Aeroporto. Dista 40 km do Centro da cidade.
Na postagem de 19/3/2015 – conto como eu e meu amigo conseguimos chegar à Naufragados após muita dificuldade – literais trancos e barrancos.

VAI VIAJAR ISTEPO MAIOR cópia

10 comentários em “BRASIL . SANTA CATARINA . FLORIANÓPOLIS – Caieira da Barra do Sul – Como Chegar a Naufragados Pela Trilha.

    1. Oi, Lucas! Tudo bem? O preço dos barcos varia de acordo com a época. Exemplo: fora da temporada o preço é livre. À medida em que o movimento de turistas diminui, os barqueiros também deixam de navegar. Na temporada, honestamente, não sei qual o sistema de cobrança. Não sei se convencionam preço… Vou me informar e lhe passo.
      Quando fizemos a trilha, o barqueiro cobrou R$15,00 de cada passageiro. Se não me engano éramos seis pessoas no barco. Abraços. Vou pesquisar e acrescentar sua observação no blog. Obrigada! Muito bem lembrado.

      1. Obrigada pela atenção. Algumas dúvidas esse preço é ida/volta? Como faço para marcar com os barqueiros, saber o horário que partem ou voltam? Tem algum contato , tenho medo de chegar lá e não conseguir na hora.

        1. Bom dia, Luana!
          Perdoe meu deslize. O preço é de uma perna (ou só ida ou só volta).
          O esquema dos barcos é o seguinte: espera. Como o percurso é curto – são 15 m aproximadamente para navegar – e na alta temporada o tráfego de barcos aumenta (e o de ônibus também, atenção!), basta aguardar na beira da praia. O esquema você encontra na postagem.
          Caso queira fazer a trilha (bem movimentada nessa época) e voltar de barco conforme fizemos, também é interessante.
          Os barcos começam a navegar a partir das oito horas, de acordo com informações de um amigo que mora em Florianópolis.
          Estou às ordens. Pode perguntar à vontade.
          Boa viagem. Abraços da Marilia.

        2. Luana,

          Por obséquio: dê uma olhada nesta outra postagem do blog: https://vaiviajaristepo.com/2015/01/17/02012015-ribeirao-da-ilha-ii-como-chegar-a-naufragados-pela-trilha/
          Em uma das fotos do estacionamento (onde é o ponto final dos ônibus) há um telefone que talvez seja a solução para o que procura. Não o publiquei pelo seguinte: achei melhor você mesma ver quais as condições do lugar: do ponto do ônibus, do estacionamento, do pequeno trecho que percorrerá a pé – bem pequeno – até chegar à praia… Espero tê-la ajudado. Se possível, dê notícias.
          Abraços e obrigada por sua passagem pelo blog.
          Marilia.

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