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BRASIL . ILHA DE SANTA CATARINA . Florianópolis: Ribeirão da Ilha – Atelier de Jesus Fernandes.


IMAGEM DESTACADA: Detalhe de Fonte.

Endereço:Rod. Baldicero Filomeno, 7655 – Ribeirão da Ilha, Florianópolis – SC, 88064-002.
Email: fernandesart26@yahoo.com.br
Fone: (48)3304-6108 / (48)8813-8479 / (48)9990-3165.

O atelier de Jesus Fernandes fica Ribeirão da Ilha, à esquerda de quem segue na direção Sul.
Seus trabalhos são exercícios de paciência tais quais os dos copistas medievais.
Jesus trabalha sob encomenda e algumas vezes tem que se ausentar de Florianópolis por conta deles – puro amor à arte.
A obra de azulejaria do restaurante Ostradamus é de sua autoria, bem como um painel colocado na cafeteria Tens Tempo, em frente ao citado restaurante, do qual gosto muito por seu significado: Jaime Barcelos, proprietário do Ostradamus homenageou seus funcionários, devidamente uniformizados, retratando-os em uma Santa Ceia ao lado do xará (com o devido respeito) Jesus.
Com referência às suas obras, melhor apreciá-las do que comentá-las.

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Detalhe.
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Trabalho em que Jaime Barcelos homenageia seus funcionários em uma ceia.
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Ostradamus – painel que antecedeu o atual, nas fotos abaixo.
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Pintura atual da fachada do restaurante Ostradamus.

Florianópolis - Dez 2014 (4) (640x476)Florianópolis - Dez 2014 (3) (640x480)Ostradamus – trabalho executado por Jesus Fernandes.

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CONTATO:

BRASIL . SANTA CATARINA . ILHA DE SANTA CATARINA . Sambaqui: Cantinho Charmoso em Florianópolis.


Foto Destacada: Residência Típica Açoriana.

COMO CHEGAR
Do Centro de Florianópolis, seguir pela Av. Beira-Mar em direção ao Norte da Ilha (Praias do Norte) até o Viaduto da Av. da Saudade, onde começa a SC-401.
Subí-lo e seguir em frente. No final desta avenida virar à esquerda, orientando-se pelas placas. Seguir por Santo Antonio de Lisboa, caminho para Sambaqui. Não tem erro. Continuar lendo BRASIL . SANTA CATARINA . ILHA DE SANTA CATARINA . Sambaqui: Cantinho Charmoso em Florianópolis.

BRASIL . SANTA CATARINA . Florianópolis – Santo Antonio de Lisboa: Bairro Histórico e Polo Gastronômico no Norte da Ilha.


FOTO EM DESTAQUE: Praia de Sto Antonio de Lisboa.

MUDANÇA DE RUMO
O Sul da Ilha de Santa Catarina Campeche, Armação do Pântano do Sul, Pântano do Sul, Ribeirão da Ilha e Caieira da Barra do Sul ficou para trás e agora estamos rumando  para o Norte, mas fazendo questão de passar por Santo Antonio de Lisboa, ao noroeste da ilha,  outro ponto colonizado pelos açorianos.

Localização: Noroeste da Ilha de Santa Catarina, a 12 km do Centro da cidade pela SC-401 em direção ao Norte da Ilha.

COMO CHEGAR
Do Centro de Florianópolis siga pela Avenida Beira-Mar Norte. Concentre-se em três pontos de referência que você encontrará bem mais adiante após passar por baixo da Ponte Hercílio Luz: o Prédio da Polícia Federal – não há como passar despercebido -, o supermercado Angeloni – também chama bastante atenção – e o Teatro do SIC, um pouco recuado e muito próximo ao viaduto que você terá que subir. Para quem não conhece, não me importo com chover no molhado: neste sentido de tráfego todas essas edificações estão à direita porque à esquerda está o mar.

Procure trafegar neste lado da pista do meio, porque logo após passar o supermercado você verá placas indicativas para o Norte da Ilha (Daniela, Jurerê, Canasvieiras, Ingleses e Costão do Santinho).

Para alcançar a SC-401, suba o viaduto. Ao descê-lo você já estará na Avenida da Saudade, uma das pontas da SC-401. Como esta avenida não é extensa, vá ganhando sua esquerda porque no final, em frente ao cemitério, é isso que você terá que fazer: esquerda, volver! Siga em frente até encontrar indicações para Santo Antonio de Lisboa. Fácil assim. Você passará por um Shopping chamado Floripa Shopping (excelente), pelo prédio da redação do Diário Catarinense, pelo Centro Administrativo, pela entrada de quem vai para o Cacupé, outro bairro em frente ao mar. Passe por tudo isso e continue a seguir em frente, sem medo de ser feliz.

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Final da Avenida da Saudade, início da SC-401. Imagem Google Earth.

Um parêntesis: no final de Avenida da Saudade, virando à direita, você alcançará a Lagoa da Conceição, a Praia Mole, a Praia da Joaquina, a Barra da Lagoa. Antes de chegar à Lagoa você verá placas indicativas para o sul da ilha (Campeche, Armação, Ribeirão etc.), mas essa já é outra história que ficará pra mais tarde.

Santo Antonio de Lisboa é um bairro de personalidade semelhante ao Ribeirão da Ilha por conta de sua origem e quem resume a História do bairro  é  o Guia Floripa (clique aqui).

A Freguesia de Santo Antonio de Lisboa, batizada com o nome de Nossa Senhora das Necessidades da Praia Comprida, inclui os bairros de Sambaqui, Barra do Sambaqui e Cacupé.

Tal qual a Freguesia do Ribeirão da Ilha, estes bairros, berços da colonização de Santa Catarina pelos açorianos, ainda conservam seu bucolismo, não se deixando abalar sequer pelo  movimento nervoso na época da alta temporada. Bairros tradicionais como os citados acima atraem turistas o ano inteiro por conta de sua originalidade, artesanato, praia e, sobretudo, gastronomia.
Fora da temporada a tranquilidade de Santo Antonio é um convite ao relaxamento.
Para entrarmos neste clima basta olharmos os barcos ancorados – quase não se mexem; flutuam como que adormecidos, embalados pelo movimento suave do mar. Em conjunto com o casario muito bem conservado do século XVIII, formam um postal perfeito.
Mais uma vez tive dificuldade em separar fotos para postar.
Santo Antonio é um lugar tão lindo, que acabei extrapolando e saquei mais fotos do que devia, pensando em lhes mostrar o máximo. Assim sendo, não me deixarei furtar desse prazer.
E vocês não sabem: hoje, 06 de junho de 2015, acabo de descobrir no Facebook o Heverson Santos – um baita fotógrafo prá inglês nenhum botar defeito. E como sou apaixonada por foto, pensei: – Mais uma, menos uma, não vai fazer tanta diferença assim. Ledo engano.
Heverson clicou o fim de tarde em Santo Antonio de Lisboa no dia de hoje. Um momento registrado por sua máquina em uma fração de segundos, que nunca mais voltará. Essa é a magia das fotos: um momento único que apenas seus olhos viram. Mesmo porque, se alguém estiver a seu lado, o ângulo será diferente e a foto será outra. Portanto, chega de papo e deleitem-se com a foto do HEVERSON SANTOS, a quem agradeço penhorada pelas atenção e gentileza.
SANTO ANTONO DE LISBOA POR HEVERSON SANTOS.
“Fim do dia em Santo Antonio de Lisboa” Por HEVERSON SANTOS em 06/6/2015.

*****

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Os açorianos sabiam escolher lugar aonde morar. E como sabiam!
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Centro de Santo Antonio de Lisboa. Ao fundo, o continente.
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Praia de Santo Antonio.
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Isso é que é vadiar!
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Santo Antonio de Lisboa
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… e precisa de legenda?
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Ao fundo o Morro da Cruz que “escalei” quando criança junto com minhas primas. A dificuldade maior foi descer.
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Santo Antonio de Lisboa ou de Florianópolis, não importa, o bairro é lindo.
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Santo Antonio dispensa definições. O importante é sentí-lo.
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Ainda Santo Antonio de Lisboa, praia de mar tranquilo…

CONTATO:

VAI VIAJAR ISTEPO MAIOR cópia

BRASIL . SANTA CATARINA . Florianópolis: Rancho Açoriano, no Ribeirão da Ilha – Tradição de Boa Mesa.


IMAGEM DESTACADA: Fachada do Restaurante.

ENDEREÇO:
Rua Baldicero Filomeno, 5634 – Ribeirão da Ilha, Florianópolis – SC, 88064-000. Telefone reservas: (48) 3337-0848.

HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO COQUEIROS:
1 – PRAIA DE ITAGUAÇU: De 2ª a sábado: 11.30 às 23.30 h.
Domingo: De 11.30 às 16.30 h.

2 – RIBEIRÃO DA ILHA: De 4ª à sábado e às 2ª: 11.30 h às 23.00 h. Domingo: 11.30 h às 16.30 h. Fechado na 3ª feira. Continuar lendo BRASIL . SANTA CATARINA . Florianópolis: Rancho Açoriano, no Ribeirão da Ilha – Tradição de Boa Mesa.

BRASIL . SANTA CATARINA . Florianópolis . Ribeirão da Ilha: Restaurante Porto do Contrato.


Foto Destaque: o restaurante Porto do Contrato, visto do trapiche.

ENDEREÇO: Rod. Baldicero Filomeno, 5544 – Ribeirão da Ilha – Florianópolis,SC 88064-002 – Tels: 3337.1026 e 3234.4454 Continuar lendo BRASIL . SANTA CATARINA . Florianópolis . Ribeirão da Ilha: Restaurante Porto do Contrato.

BRASIL . SANTA CATARINA . Florianópolis: Praias da Armação e Matadeiro. Ponta das Campanhas.


IMAGEM DESTACADA: Ponta das Campanhas, “divisor de águas” entre as Praias da Armação e Matadeiro.

VAI DE QUÊ, ISTEPÔ?
DE ÔNIBUS, partindo do Centro de Florianópolis, mais precisamente do antigo terminal da Av. Paulo Fontes, pegue o executivo Pântano do Sul, o amarelinho 4120. Mais informações tais como trajeto, horários e tempo de viagem clique aqui.

DE CARRO: pegar a SC-405, passar pelo Rio Tavares e seguir em direção ao Campeche/Armação/Pântano do Sul/Ribeirão da Ilha até encontrar uma bifurcação. Seguindo à direita, você continuará pela SC-405 e chegará ao Ribeirão da Ilha e à Caieira da Barra do Sul pela antiga estrada.

Para a esquerda você irá em direção à Armação (do Pântano do Sul) e ao Pântano do Sul propriamente dito, pela estrada que passa a ser a SC-406 a partir deste ponto.

A PRAIA DA ARMAÇÃO também chamada por alguns de Praia do Morro das Pedras na parte próxima ao Retiro Fátima, é extensa – 2,5 km – , de águas limpas e mornas no Verão e “bonita por natureza”. Neste trecho da praia o mar não deixa dúvida nem quanto à sua personalidade e muito menos a que veio. Um banho não seria recomendável por sua bravura, inda mais que não há serviço de salva-vidas.

No outro extremo, em frente ao Centrinho, a Ponta das Campanhas literalmente quebra o mar, tornando-o tranquilo e possibilitando prazerosos banhos para pessoas de todas as idades.

No Centrinho da Armação, chama atenção a Igreja de Sant’Anna erguida em 1772 por colonizadores portugueses, oriundos das Ilhas dos Açores e Madeira.

Fora isso, você encontra lojas de roupa de praia, um pequeno supermercado e um ou outro local onde poderá tomar um café ou almoçar. O bairro é pequeno e até o momento não conta com nenhum restaurante de destaque.

Março de 2015 procurei no Centro uma loja que me vendesse um guarda-sol e não havia. Nenhuma dispunha desse tipo de artigo para venda. Voltando ao Campeche foi que encontrei na estrada uma loja de artigos variados e lá pude comprar uma barraca de praia que acabei não usando porque logo depois começou a chover, e a seguir tive que retornar ao Rio.

NOTA: O termo “barraca de praia” não é utilizado nas praias do Sul. Usam, corretamente, a denominação “guarda-sol” – óbvio ululante, segundo Nélson Rodrigues.

Mais informações a respeito da História do lugar, clique aqui.

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Praia da Armação do Pântano do Sul. Extremo próximo ao Centrinho do bairro.


Intizica é o nome de conhecida cachaça na Ilha de Santa Catarina.                   
Ponta das Campanhas – Bilheteria e cais de onde também partem embarcações para a Ilha do Campeche. 
                                                                                                    

Igreja de Santana, erguida pelos colonizadores portugueses em 1772. 


Pântano do Sul.

PONTA DAS CAMPANHAS – Muitos manezinhos que se prezam não sabem o nome desta Ponta, “si tu quéis sabê”.
Meu irmão, carioca por nascimento e morador da ilha desde 1984 e que se intitula “O” mané – vive pescando em lancha ao redor da Ilha de Florianópolis -, sequer desconfiava. Mas isso não importa porque todos sabem onde é a bilheteria em que se compra passagem para a Ilha do Campeche e já está de bom tamanho. É lá mesmo onde “tásch” pensando: fica no próprio trapiche de onde partem as embarcações para qualquer lugar.

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Parte da Ponta das Campanhas, não visível das Praias da Armação e Matadeiro.
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Ponta das Campanhas.

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Ponta das Campanhas.                                                                                       

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Praia da Armação, vista da Ponta da Campanha.                            

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Ponta das Campanhas.                                                                                        

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Ponta das Campanhas.

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Praia do Matadeiro vista da Ponta das Campanhas. 

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Praia da Armação vista da Ponta das Campanhas.

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Praia do Matadeiro vista da Ponta das Campanhas.                  

COMO CHEGAR À ILHA DO CAMPECHE?
Segundo informações recentes obtidas na própria bilheteria, na baixa temporada é necessário formar um grupo de seis pessoas, no mínimo, para fazer a travessia e combinar o passeio com algum barqueiro. Esta viagem de emocionantes 20 minutos custa R$60,00 (sessenta reais) por pessoa e as embarcações só partem até o final de abril. Depois disso, só na próxima temporada.

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Preço por pessoa até o final de abril 2015 para um mínimo de seis pessoas. Vai?

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Informações utilíssimas para quem se propõe a ir à Ilha do Campeche.           

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Bilheteria e cais de embarque para quem se destina à Ilha do Campeche – 20 minutos prazerosos ou aflitivos em um barco. Depende de cada um…  

Já visitei a Ilha do Campeche três vezes e em todas elas o mar estava muito agitado. Na primeira vez saí da Barra da Lagoa e achei bem mais complicado – foi a pior de todas. Não recomendo. O barco balança muito na saída da Barra e muitos passageiros ficam logo mareados. Nas duas saídas seguintes partimos da Armação. Foi menos pior, mas também não foi fácil. Nesta última vez o mar estava tão revolto, que a embarcação em que estávamos – eu e mais quatro amigos – de vez em quando “sumia” entre uma onda e outra, a ponto de não avistarmos o barco que navegava paralelamente ao nosso.

Uma de minhas amigas estava apavorada. Rezou durante todo o percurso e mais tarde me confessou que durante a trajeto ficou imaginando para onde nadar caso o barco virasse. Chegou à conclusão de que nadaria até à Praia do Campeche  “por ser o lugar mais próximo”.

A situação para os novatos ficou a tal ponto preocupante, que nosso amigo mais otimista dizia a curtos intervalos: – “Tá feia a coisa!…Tá feia a coisa!…”

E não parou por aí. Na ilha, os amigos só pensavam na volta – Deus meu! Vamos ter que passar por tudo aquilo novamente? Felizmente voltamos em um barco pesqueiro grande, que apesar de balançar muito e nausear alguns passageiros, deixou-os menos preocupados. Deitamos no convés, fechamos os olhos e, literalmente, deixamos o barco correr. Turista sofre!…

Voltando à Armação: esta foi a primeira vez que resolvi atravessar a passarela para ver o que que a Ponta das Campanhas tem. Apesar de minha dificuldade pra escalar até uma lombada, e das dores nos quadris que senti mais tarde, não me arrependi de ter subido até seu ponto mais elevado, bem íngreme.  Valeu cada “ui” e a falta de meu analgésico.

A paisagem é linda e vale esforços. Há muitas pedras do outro lado da Ponta das Campanhas que não se pode avistar da praia.
O mar bate com força nessas esculturas e explode em espumas como fogos de artifício. Um espetáculo que apreciamos durante algum tempo enquanto tentava clicar uma desses rompantes do mar, mas… não consegui.
Do alto, o panorama das duas praias (Armação e Matadeiro) separadas pelo Rio Quinca Antonio é coisa de cinema e as fotos abaixo não me deixam mentir.

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O rio Quinca Antonio ainda bem seco permite a travessia a pé com facilidade.

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Foto que eu mesma saquei de dentro do rio, na maior moleza.            

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Observe, que mesmo com o nível baixo da água do rio, há partes mais profundas onde qualquer bobeada pode significar um tombo; inda mais que há pedras em determinados trechos, que dificultam mais ainda a travessia.

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Foz do Rio Quinca Antonio. Foi com o nível de água um pouco mais elevado que fizemos a travessia a pé.
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Mesmo escolhendo caminhos mais rasos acabei me atolando e me desequilibrando. Não fosse a ajuda de meu amigo, teria repetido a façanha de Jorge.
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Nesta foto, ao fundo, as ondas da Praia do Matadeiro.
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Rio Quinca Antonio. Nas pedras, a sombra da proteção da passarela que acessa a Ponta das Campanhas.
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Foto sacada da Ponta das Campanhas.
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Praia da Armação vista da Ponta das Campanhas.
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Embarcadouro para quem se destina à Ilha do Campeche.
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O lado da Ponta das Campanhas que não se vê da praia…

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…é bem mais interessante.

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Por não conter areia, mas apenas grama, os pescadores estendem aqui suas redes para secar.

QUINCA ANTONIO: TODO CUIDADO É POUCO PARA QUEM NUNCA O ATRAVESSOU.

Aqui fica um aviso para quem nunca atravessou este rio a pé: quando ele está cheio é prudente andar um pouquinho para trás e atravessar uma ponte, principalmente se você estiver com equipamento fotográfico e/ou celular na bolsa, ou algum objeto que não possa ser molhado.

Por experiência própria, certa vez atravessamos o rio voltando de Matadeiro e um amigo, cheio de boa vontade a nos orientar onde pisar e  não pisar, acabou tropeçando em uma pedra e fez uma aterrissagem forçada no fundo do rio com roupa e tudo. Prá completar a cena, um chinelo emprestado lhe escapou dos pés, boiou e começou a ser levado rapidamente pela forte correnteza em direção ao mar. Quando o dono das “legítimas” percebeu que ia perder a sandália, deixou nosso amigo de lado, ao sabor da sorte, e correu rio abaixo atrás da possível perda.

Jorge, o nome da peça que deu essa bobeada, ficou com cara de quem deixou cair o sorvete. Com água acima dos joelhos, não conseguia se mexer por ter-se atolado; e ali ficou, parado no meio do rio aguardando ajuda, enquanto ríamos prá valer da cena, sem desatolar o Jorge. Quem mandou sair da praia arrumadinho como filho de barbeiro? Não escapou nada! Nem a cabeça fora d’água! Mergulhou totalmente no rio em um batismo forçado espetacular. Rimos muito; mas muito mesmo do tombo do Jorge. Portanto, fica esperto! Ah! E o Rio Jordão fica bem mais longe.

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Na volta da Praia do Matadeiro decidimos não arriscar e passamos pela ponte…
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…que alcançamos passando por este caminho paralelo ao rio.                 
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Rio Quinca Antonio.

A PRAIA DO MATADEIRO é outro recanto da Ilha de Santa Catarina que ainda não obteve a mesma fama de suas irmãs Joaquina, Mole e Jurerê, e talvez por isso mantenha o perfil de praia nativa; trata-se de lugar afastado e  longe de badalações.

A própria geografia do lugar – abraçada pelo Morro do Matadeiro, que parece escondê-la – nos dá a idéia de que a praia nunca foi tocada e de que os raros moradores, quase ocultos pela densa mata, procuraram este pedaço de paraíso para viver por inteiro seu amor pelo lugar.

Atualmente a praia conta com três pontos de apoio onde se pode matar a sede, saborear um peixinho frito acompanhado de uma cerveja gelada ou degustar um bonito prato de moluscos. Sem querer, você se enquadra em uma bela paisagem que, por enquanto, ainda pode chamar de sua.

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Praia do Matadeiro – nome associado à matança de baleias que se fazia nesta praia na segunda metade do século XVIII.
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À direita, a Ponta do Quebra Remo.
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E como ninguém é de ferro…
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Praia do Matadeiro                                                                                                 
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Ao fundo, a Ponta das Campanhas que separa as Praias da Armação e Matadeiro.                   
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Ponta das Campanhas vista da Praia do Matadeiro.
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O primeiro acesso íngreme para se alcançar Matadeiro.

CONTATO:

 

BRASIL . SANTA CATARINA . FLORIANÓPOLIS: Santo Antonio de Lisboa – Igreja N.S. das Necessidades. CÔSA MASCH LINDA, Istepô!


IMAGEM DESTACADA: Interior da Igreja.

Localização: Noroeste da Ilha de Santa Catarina, a 12 km do Centro da cidade pela SC-401 em direção ao Norte da Ilha.

A FREGUESIA DE SANTO ANTONIO DE LISBOA,
batizada com o nome de Nossa Senhora das Necessidades da Praia Comprida, inclui os bairros de Sambaqui, Barra do Sambaqui e Cacupé.
Tal qual a Freguesia do Ribeirão da Ilha, estes bairros, berços da colonização de Santa Catarina pelos açorianos, ainda conservam seu bucolismo, não se deixando abalar sequer pelo  movimento nervoso na época da alta temporada.
Bairros tradicionais como os citados acima atraem turistas o ano inteiro por conta de sua originalidade, artesanato, praia e, sobretudo, gastronomia.
Fora da temporada a tranquilidade de Sto Antonio é um convite ao relaxamento. E para entrarmos neste clima, basta olharmos os barcos, que quase não se mexem – flutuam como que adormecidos, embalados pelo movimento suave do mar. E em conjunto com o casario muito bem conservado do século XVIII, formam o postal perfeito.
Aos poucos, bons restaurantes foram chegando – e a proximidade das fazendas marinhas propiciaram essa evolução – e hoje estes bairros são considerados polos gastronômicos da ilha.
Quem não aprecia saborear um bom prato de frutos do mar, sentado à beira-mar? Pois é o que ocorre em Santo Antonio de Lisboa no Verão.
Na alta temporada não adianta chorar porque estacionar o carro no Centrinho é questão de sorte e a coisa está cada vez pior.
Em dezembro de 2015 fui passar fim de ano com a família, mas não pude circular. O trânsito estava insuportável, nunca vi nada igual. Que me perdoem os irmãos, mas Floripa agora só quando o período escolar começa. Do contrário há de se ter muita paciência para enfrentar o trânsito e não tenho mais idade prá isso.
A parte cultural do bairro é destaque, principalmente na época do Carnaval. O Clube Avante, o Bloco Baiacu de Alguém (adoro esse nome) e as associações do bairro são responsáveis pela memória das festas religiosas, do artesanato – principalmente renda e cerâmica -, da culinária manezinha e do folclore.
Três sites contam a História do lugar: clique aqui e aqui. E aqui também.
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Sto Antonio de Lisboa. Ao fundo, a Igreja de N. S. das Necessidades.
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A chegada ao Centrinho de Santo Antonio dá-se pela avenida à direita.
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O mesmo local, um ano antes.
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Praia de Santo Antonio.
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Praia de Santo Antonio próximo ao Cantinho da Ostra.
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Feirinha de artesanatos no Centrinho de Santo Antonio.
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Feirinha de artesanatos vista da praia.
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Rua da feira de artesanato sob a luz de lampiões. Nem parece o mesmo lugar que o da foto anterior.
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Rua da feirinha de artesanato. Dia útil.
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Uma parte desta rua preserva o calçamento original – pé de moleque.
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Painel indicativo do comércio existente no quarteirão.

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Igreja de N. S. das Necessidades. A simplicidade de sua fachada contrasta com a riqueza artística de seu interior.
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Entrada lateral da Igreja N. S. das Necessidades.
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Centrinho de Santo Antonio. À direita, ainda a delegacia. Um ano após tornou-se casa de artesanato.
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O cemitério bem no Centro de Santo Antonio e ao lado da igreja tal qual vemos em pequenas cidades do interior.
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Da igreja, a vista de Sto Antonio é um belo postal.
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Cronologia das Histórias do Distrito e da Igreja.
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No altar-mor imagens de Sto Antonio e de N. S. das Necessidades. Foto tomada de dia.

A fachada da igreja é simples, em contraste com seu interior. O rico trabalho de entalhamento é característico do período de transição entre o barroco e o rococó.
Historiadores indicam o início de sua construção em 1750 e o término em 1756.

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Foto tomada à noite.
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À noite a iluminação da igreja impacta. Parece que tudo ganha mais destaque.
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Igreja N.S. das Necessidades.
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Imagem da santa que deu nome à antiga Freguesia.
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A imagem de Santo Antonio é em homenagem ao padroeiro de Lisboa.
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Altar lateral à direita.
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São Miguel Arcanjo no altar à esquerda.
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Pia Batismal, esculpida em madeira. Trata-se de peça única no Estado de Santa Catarina.
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Porta principal da igreja.
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Porta Lateral Direita. Entardecer.

Ribeirão da Ilha ou Santo Antonio de Lisboa?
Meu coração fica com os dois. Amo de paixão esses cantinhos de Florianópolis, onde o tempo faz questão de passar mais lento a fim de que o apreciemos com mais vagar.
Ambos os bairros contam o início da colonização da ilha pelos açorianos; são belíssimos; preservados; acariciados pela languidez das ondas do mar… Mar calmo, que se movimenta no mesmo ritmo do bairro.
Com o passar desse tempo foram chamando atenção dos turistas…, dos comerciantes…, transformaram-se em polos gastronômicos… No verão se agitam, exibem todo seu esplendor, mas passada a temporada logo sossegam e o ritmo volta ao normal, para o bem de todos os manezinhos.

CONTATO:

RIBEIRÃO DA ILHA OSTRADAMUS (Restaurante) e TENS TEMPO? (Cafeteria)


IMAGEM EM DESTAQUE: Trabalho de Azulejaria executado pelo artista Jesus Fernandes.

COMO CHEGAR DE CARRO
do Centro de Florianópolis, pegar a SC-405.

COMO CHEGAR DE ÔNIBUS
Há duas paradas de ônibus no centro de Florianópolis, próximos à Praça XV. Os ônibus de números 561 e 4124 (o amarelinho) passam pelo Ribeirão. O ponto final é na Caieira da Barra do sul, de onde partem barcos e começa a trilha para Naufragados. Continuar lendo RIBEIRÃO DA ILHA OSTRADAMUS (Restaurante) e TENS TEMPO? (Cafeteria)

BRASIL, SC – FLORIANÓPOLIS: Caieira da Barra do Sul – Como Chegar a Naufragados Pela Trilha.


IMAGEM DESTACADA: Localização de Naufragados.

COMO CHEGAR DO CENTRO DE FLORIANÓPOLIS
Pegue a SC – 405. É o mesmo caminho que leva ao Ribeirão e ao Aeroporto. Dista 40 km do Centro da cidade.

Naufragados, acessível apenas por barco ou trilha, deve-se este intrigante nome devido à naufrágios de barcos portugueses próximos à praia de mesmo nome.

UM POUCO DE HISTÓRIA NÃO FAZ MAL A NINGUÉM – e quem nos ensina é Mário Costa Júnior, pesquisador do Guia Floripa que você poderá consultar clicando aqui.

Francisco Dias Velho foi um Bandeirante Português vindo da Capitania de São Vicente, atual São Paulo. Foi na região central que ele desembarcou pela primeira vez, fundando o Povoado de Nossa Senhora do Desterro e solicitando a construção de uma capela no local onde hoje se encontra a Catedral Metropolitana de Florianópolis.

Em meados do século XVIII, a corte portuguesa determinou que a Ilha de Santa Catarina fosse colonizada para garantir sua posse. Os escolhidos para essa empreitada foram os habitantes do Arquipélago dos Açores, que sofriam com terremotos e superpopulação. Eles vieram entre 1748 e 1756 e foram assentados em microrregiões afastadas, cada qual com administração, igreja e polícia próprias, denominadas de Freguesias.

Talvez por isso o texto da Wikipedia faça distinção entre os Portugueses Açorianos e os Portugueses vindos de São Paulo”.

No Guia Floripa, Mário Costa Jr. também pesquisou que duas embarcações de médio porte, procedentes dos Açores, traziam 250 colonos cujo destino seria o Rio Grande do Sul. Neste trecho, as embarcações foram a pique, salvando-se apenas 77 pessoas que se dispersaram entre a Ilha, Laguna e o Rio Grande do Sul. Leia mais um pouco a respeito do assunto – clique aqui.

Mário Costa Jr. ainda coloca a nossa disposição os links seguintes:
“Clique nos links para encontrar mais informações sobre o Ribeirão da Ilha, Lagoa da Conceição e Santo Antônio de Lisboa:
Convido a conhecer a história dos principais bairros de Florianópolis, clicando aqui. Melhor, impossível!

A TRILHA PARA NAUFRAGADOS
começa na localidade chamada Caieira da Barra do Sul, bem depois do Centro do Ribeirão da Ilha.
O ponto final das linhas de ônibus 561 e do expresso 4124 (conhecido como amarelinho) – ambos Caieira da Barra do Sul – marca o início da trilha. A bem da verdade, não há como seguir adiante. Literalmente é o fim da linha, mesmo para quem usa outro meio de transporte.

Este final fica em um Largo, onde, de imediato, vê-se ofertas de passeios de barcos, indicações de estacionamentos e o início da trilha. Tudo bem organizado, não há como se perder.
Maiores informações a respeito de horários desta linha, dê outro clique aqui.

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561 – Caieira da Barra do Sul – uma das linhas de ônibus do Centro de Florianópolis a Naufragados. A outra é o popular “amarelinho”, linha 4124, que também parte do Centro.
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4124 – Caieira da Barra do Sul – o conhecido “amarelinho”.

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Ponto final dos ônibus que chegam à Caieira, onde começa a trilha para Naufragados.

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O ponto final do citado ônibus fica em um Largo onde logo podemos ver úteis informações.
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Os barcos saem de uma pequena praia próxima a este local e levam cerca de 15 minutos para chegar a Naufragados.
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Preços de estacionamento praticados em 02/01/2015.
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Uma boa sombra até que seria muito bem-vinda …
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Na temporada de Verão o movimento na trilha é grande e nem sempre os estacionamentos, apesar de espaçosos, comportam o número de automóveis.

Naufragados (23) Naufragados (2) (640x449)Á direita, no final desta rua, há uma placa. Ali começa a trilha de 3 km. para Naufragados.

Na postagem de 19/3/2015 – conto como eu e meu fiel escudeiro e companheirão de viagens conseguimos chegar à Naufragados após muita dificuldade – literais trancos e barrancos.

CONTATO:

VAI VIAJAR ISTEPO MAIOR cópia

BRASIL, Sta CATARINA, SC: Ribeirão da Ilha – Meu Bairro Predileto em Florianópolis.


IMAGEM DESTACADA: Casario colonial, uma das atrações do bairro.

COMO CHEGAR de CARRO:
Do Centro de Florianópolis pegue a SC – 405 (Rio Tavares) e siga as indicações das placas.
O caminho inicial é o mesmo de quem vai para o Aeroporto Hercílio Luz.
COMO CHEGAR de ÔNIBUS:
No Centro, pegar o 561 ou o 4124 (Amarelinho). Ambos com ponto final na Caieira da Barra do Sul. Continuar lendo BRASIL, Sta CATARINA, SC: Ribeirão da Ilha – Meu Bairro Predileto em Florianópolis.