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Holanda. Amsterdam. Singel Hotel.


IMAGEM DESTACADA: Uma das Pontes Que Atravessa o Canal Singel.

Conforme já escrevi em postagem anterior, desde 2013 que partimos do Nordeste para a Europa. Motivo: encurtamos a viagem em 3 horas!
Saímos do Rio para Recife ou Fortaleza – prefiro sair desta última cidade – e de lá tomamos rumo após permanecermos por uma noite.

O tempo de voo anunciado no site da KLM era bem mais que 9 horas de viagem. Quando o comandante anunciou que nosso tempo de voo seria de 8.30 h – gratíssima surpresa que me deixou mais feliz que urubu no lixo -, fiquei certa de que o Nordeste “É” o melhor ponto de partida para o exterior.

Desembarcamos no Aeroporto Schiphol  já com as passagens de trem para a Estação Centraal em mãos, em Amsterdam, adquiridas aqui no Rio com bastante antecedência.

SCHIPHOL/CENTRAAL
Cobrir esse percurso em trem é bom para quem não se importa com essa “modalidade” de stress. Até poucos anos não dava a menor pelota. Agora, fico toda empelotada só em pensar nesses 15 minutinhos de viagem.
Os trens respeitam rigorosamente os horários de chegada e partida e isso significa que você tem que estar dentro do vagão na hora em que o chefe da estação apitar para o trem partir.
E você, normalmente, não consegue (e nem deve tentar) subir no vagão enquanto os passageiros estiverem descendo.
Há quem desça as estreitas escadas dos trens com malas que parecem armários, bengalas, andadores, cadeiras de rodas, carruagens de bebês, enfim…cada um viaja com os apetrechos necessários às suas necessidades e isso tem que ser respeitado.
É uma confusão que estressa quem está na plataforma esperando uma brecha para embarcar com malas que parecem armários, bengalas, andadores etc…etc… Daí, moquiridu, o taxi, sem a menor dúvida, é o melhor meio de transporte nesses casos, principalmente para os jovens acima de 70 anos.
O que fizemos na saída de Amsterdam? Deixamos de lado os bilhetes Centraal Station/Schiphol comprados aqui no Rio e solicitamos os serviços de taxi de uma brasileira: a Carol, do Andantes na Holanda.
Apesar da viagem curta, valeu demais nos proporcionarmos esse conforto até ao aeroporto, bem como a conversa que tivemos com a Carol a respeito de Amsterdam – oportunidade de nos inteirarmos um pouco a respeito das obras que no momento tomam conta da cidade onde a brasileira reside há 10 anos.
Mais tarde  o trabalho dos Andantes na Holanda será abordado.

Fazia muitos anos que não ia a Amsterdam. Ao descer na Centraal fiquei surpresa com o  movimento de pedestres e de bicicletas, obviamente.
Era a primeira vez de meu fiel escudeiro na cidade e os primeiros momentos foram impactantes para ele, principalmente quando viu o estacionamento das magrelas à direita de quem sai da Centraal. Sentiu na própria pele que teria que ficar atento não só com as bikes, mas com patinetes e patins elétricos, ônibus, trens, ciclomotores, e o que mais encontrasse pela frente.

E foi justamente para esse lado do canal que arrastamos nossas malas para chegar ao Singel Hotel, caminhando contra um vento frigidíssimo de Primavera – 5º (cinco graus) -, a temperatura que o celular marcava ao meio dia!
Como só poderíamos entrar no quarto a partir das 14.00 h, deixamos nossas bagagens em lugar apropriado na recepção e saímos para almoçar. Não fomos longe porque o frio era demais! E quando comentamos que havíamos embarcado horas antes em Fortaleza, aí mesmo é que o frio aumentava.
Almoçamos no Joselito – escreverei a respeito mais tarde – e voltamos rapidinho para o hotel, onde permaneceríamos por 16 dias.

O OBJETIVO DA VIAGEM
era visitar Keukenhof (clicar aqui ), incentivada pela amiga Angela Loreto que o havia visitado em 2017 e gostou imensamente.

A LOCALIZAÇÃO DO HOTEL
é excelente! Fica de frente para o Canal Singel, o que já vale pelo visual e pela facilidade de se chegar a lugares interessantíssimos a pé.

Localizado logo após a igreja.

Está próximo à Centraal Station – a principal estação ferroviária da cidade, em frente da qual estão os pontos de partida de vários bondes (trams). Lá você poderá pegar Metrô e, nos fundos da Centraal, está a balsa que atravessa o RIO IJ, gratuitamente.
No segundo piso – acessível por escadas comuns, rolantes, e elevador -, ficam os pontos de ônibus que o levam a diversos destinos – Zaansen Schans é um exemplo.
Da frente do Ibis Hotel, localizado ao lado da Centraal, partem barcos turísticos panorâmicos que funcionam também à noite, com menor movimento.


São empresas diferentes e vivem lotadas. Vimos filas incrivelmente longas em ambos os lados da ponte, em horários próximos ao meio-dia.

A área onde está o Singel Hotel está próxima de muitas novidades: é cercada por bons restaurantes, lojas de lembranças, supermercados, sex-shops e lojas especializadas em acessórios e “matéria prima” para usuários de certas substâncias “antidepressivas e vitaminadas”.

 SINGEL HOTEL – ACOMODAÇÕES

Houve um dia em que vi um dos funcionários do hotel arrumar esse quarto de frente (foto acima e abaixo).  Pedi-lhe licença, entrei e o fotografei. Veja bem: fotografei o quarto!
A vista maravilhosa para o canal talvez compensasse o tamanho do cômodo, bem menor ao que reservaram para nós, nos fundos.Uma vantagem desse quarto estava no banheiro: cortina no box, enquanto que em nosso 306 – super espaçoso e tranquilo -, as  duas desvantagens estavam igualmente no banheiro: apenas um vidro muito estreito separava o chuveiro (de cano curtíssimo) da pia, a ponto de meu fiel escudeiro, o primeiro a usá-lo, rir muito ao sair do banheiro. Segundo ele, foi a primeira vez que tomou banho encostado na parede!… Era bem isso.
O outro ponto negativo foi o piso escorregadio do box e a falta de alça de segurança – previsíveis problemas para hóspedes e hotel.

Box do apartamento da frente, no 3º andar.
Box do quarto 306, sem cortina, mas com um vidro totalmente inútil separando pia e área do chuveiro.

Pendurado na parede do box do quarto 306, um rodo semelhante ao da foto acima era usado por mim e meu fiel escudeiro todas as vezes que terminávamos nosso banho – esse problema, sim, foi bem inconveniente.
Tínhamos receio de escorregar no próprio box e na água que molhava a metade! do chão do banheiro. Não havia outro jeito: tínhamos que nos abaixar e usar o pequeno rodo até enxugar toda a água. Isso foi bastante desconfortável para nós, dois idosos (72 e 79 anos).
Nossos chinelos e o tapete eram retirados dessa área a fim de que não molhassem. Por mais que ficássemos colados à parede, os respingos molhavam bastante o piso do banheiro.

No mais, havia lugar junto ao espelho para colocarmos nossos apetrechos com folga.
Toalhas (4) eram trocadas diariamente; não faltava papel sanitário, o secador funcionou satisfatoriamente, e a iluminação era muito boa. Chuveiro com boa queda d’água, e duas saboneteiras grandes foram presas na parede: uma acima da pia, e outra próxima aos controles do chuveiro.

No quarto 306 o colchão é largo e há dois travesseiros para cada hóspede. Colchão e travesseiros muito confortáveis.
Mesas de cabeceira de excelente tamanho, com gavetas, e vários tipos de iluminação são controlados da cabeceira da cama.

Na bancada há telefone, máquina de café, sachés de chás, cápsulas de café, xícaras e copos. Duas cadeiras, uma pequena poltrona completam a decoração. Cofre e um pequeno ventilador estavam no armário aberto. Abat-jour, aquecimento de ambiente e maleiro dobrável. Cabides na parede.

Hall dos elevadores – bem iluminado e decorado com bom gosto e originalidade.

O hotel  é limpo e bem arrumado. Decoração original com fotos de Amsterdam em todos os ambientes: quartos, halls de elevadores e espaço onde é servido o café-da-manhã.

No ESPAÇO DO CAFÉ DA MANHÃ
o ambiente prima pelo aconchego e conforto.
Opções diferenciadas para o hóspede ocupar após servir-se de farto e delicioso café da manhã não faltam: sofás e poltronas estão à disposição, bem como u’a mesa longa com capacidade para 12 pessoas se acomodarem em cadeiras altas. U’a mesa de modelo convencional com 6 cadeiras não foi esquecida (à esquerda, na foto acima).

O CAFÉ da MANHÃ
é farto e variado: pães de diversos tipos, biscoitos, manteiga com e sem sal, geléias, frios, queijos, iogurte, salada de frutas, frutas inteiras, sucos, leite frio e cereais variados. Salada de tomate e pepino. Torradeira.

Ovos cozidos, quentes, omeletes e linguiça frita. Água quente. Forno de microondas. Doces variados de-li-ci-o-sos.

Mel, chás diversos, adoçantes e açúcar cristal.

Em nicho separado ficam os sucos, água gelada, xícaras e copos. A máquina serve chocolate quente, café cappuccino, café expresso, leite macchiato, leite comum, água fervente, e mais duas modalidades de café das quais não me recordo.

Na recepção há sucos de diversos sabores, água mineral com e sem gás, refrigerantes, vinhos, biscoitos, chips de batata, cervejas, achocolatados e muitas outras coisas, incluindo guardas-chuvas por motivos óbvios.
Ah! Quase ia me esquecendo: em vitrine especial, que não fotografei, várias lembranças da Holanda e Amsterdam: ímãs de geladeira, saleiros, xícaras para cafezinho, objetos decorativos diversos em louça, bem como as tradicionais casas holandesas pintadas em azul e branco cujo conteúdo é a famosa bebida Jenever – resultante da destilação de cereais, especiarias e de um fruto chamado zimbro, semelhante ao mirtilo (Zimbros lembra-me a praia de mesmo nome em Bombinhas, Santa Catarina).

“Viagem e Fotografia: uma mistura homogênea que causa “felicidade”! CONSUMA SEM MODERAÇÃO…” – Joze de Goes

*****

 

BRASIL. SANTA CATARINA. FLORIANÓPOLIS – Café Cultura Primavera.


FOTO DESTACADA: A fachada do Café.

Para início de conversa todas as casas primam por ambientes espaçosos, bem decorados, limpos e, acima de tudo, muito bem localizados.

A filial Primavera une todo esse bom gosto em um espaço muito especial onde primeiro se instalou a Primavera Garden Center – um galpão imenso, bem arrumado, onde você encontra mudas de frutíferas e plantas ornamentais de muitas espécies, artigos para decoração, sementes, ferramentas para jardinagem, e ainda um Café.

Na lateral há vários restaurantes um ao lado do outro, mas o Café Cultura não faz parte desta pequena avenida – está em destaque, de frente para a SC-401.
São muitas filiais espalhadas por toda Florianópolis e em outras cidades próximas. Ah! E até no Aeroporto Hercílio Luz ele já aterrissou. O estacionamento no local é muito bem organizado – entrada por um lado, cancela, guichê de pagamento na saída… Tudo arrumadinho.

Para que você tenha uma idéia, separei algumas sugestões.

Na página do menu acima, observe que o suco de manga também pode ser incrementado com gengibre, e a limonada suíça pode ser adoçada com leite condensado.
Dos sucos misturinhas experimentamos quase todos.

Os cafés são apresentados de acordo com técnicas de preparo diferenciadas. Aonde, confesse, que você encontra tanto esmero em um cardápio? Essa página aqui de cima trata-se apenas do intróito; agora…, nesta aqui de baixo, môquiridu…

As boas idéias estão em todo o cardápio. Dê só uma olhada no título “Para Acompanhar o Café”.

E mais: cafés de sabores únicos e maquininhas porretas para você se dar ao prazer de prepará-los em sua própria casa estão à venda, bem como chás, cervejas, vinhos…

Os pratos dispensam comentários. Todos feitos na hora – fresquíssimos e deliciosos. Almocei muitas vezes lá.

Revistas e jornais? Basta lançar mão e levar para sua mesa.

Nada melhor para terminar a refeição que um cafezinho. Incrementado então…

O conforto dispensa comentários.
Ficou faltando ressaltar o atendimento simpático e gentil de todos: transbordam boa vontade e sorrisos.
Para mim, é ponto obrigatório quando estou em Florianópolis. Adoro!

Endereço: SC 401, Km4 – Espaço Primavera Garden
De segunda a sábado das 09:00 as 20:00 e aos domingos das 9:00 as 19:00 horas. (048) 3307-9350
Florianópolis, Santa Catarina.

BRASIL. SANTA CATARINA. FLORIANÓPOLIS – Casa da Alfândega: Onde Comprar Artesanatos Catarinenses.


IMAGEM em DESTAQUE:

UM POUCO DE HISTÓRIA
A notícia que se tem é a de que a primeira Casa da Alfândega, construída em local distinto de onde ergueram a que conhecemos no Centro de Florianópolis, explodiu inexplicavelmente, em 1866.
A explosão, de proporções gigantescas, chegou a atingir os alicerces do prédio!, abalou construções próximas e matou 10 pessoas.
Dez anos mais tarde foi construído um prédio em estilo neoclássico que serviu ao porto de Florianópolis até 1964, ano em que as atividades portuárias terminaram e a alfândega foi desativada.
Era lá que minha avó paterna embarcava no navio Carl Hoepcke rumo ao Rio de Janeiro, a fim de passar temporada com parte da família.
O prédio abriga o Centro da Cultura Popular e a Galeria do Artesanato.
A exposição e venda permanente dos trabalhos de centenas de artesãos tem como objetivo a preservação e o incentivo à cultura popular. Lá o visitante encontra milhares de opções para presentes, decoração, além de tomar conhecimento dessa herança artística fantástica do catarinense.

Este prédio foi construído no antigo Largo do Príncipe, atual rua Conselheiro Mafra.

Até a década de 70 o mar banhava o histórico prédio neoclássico.
Com o aterro que conhecemos como Baía Sul, uma grande praça foi criada na área, o Largo da Alfândega.

Nesse espaço, por demais convivial, os amigos marcam encontro, as pessoas fazem uma pausa para descanso, ou apreciar o movimento. Mas a ocupação maior se dá quando músicos se apresentam no largo, ou quando, em época de Carnaval, blocos e escolas de samba ensaiam suas performances.

Tudo encanta nesse lado do Centro de Florianópolis: o prédio da Alfândega, inaugurado em 27/7/1876…, o largo…, o Mercado Público, bem pertinho, e, claro, tudo que a Loja de Artesanato Catarinense oferece.

Nesta foto, fachadas bem conhecidas tais quais as casas do Ribeirão, do Mercado Público, do Palácio Cruz e Souza, e do mais representativo prédio de Blumenau, são bastante decorativas.
Peças em cerâmica com toques de pintura indígena são bem diferenciadas.
Colares, castiçais e porta incensos.
A bela escultura de São Francisco dispensa comentários.

As bruxinhas que justificam o título de Ilha da Magia à Ilha de Santa Catarina não poderiam faltar.

Tapetes artesanais, toalhas de lavabo valorizadas pela trabalhosíssima e complicada arte da fabricação da renda de bilro são destaques pela delicadeza. Panelas de barro, cachaças, bruxinhas de pano, essências, lamparinas para iluminar jardim…

… e as maravilhosas flores confeccionadas com escamas de peixe. São trabalhos belíssimos que deixam o comprador em dúvida: o que levar?!

E a delicadeza das caixas enfeitadas com flores de palha de milho? E a rosa de escama de peixe, com dobraduras e transparência?

Peças de vestuário também não faltam na loja, bem como…

… as bolsas confeccionadas com lacre de latas de alumínio.

Trata-se de uma das atrações turísticas de Florianópolis das mais interessantes para você visitar: não só pelo conjunto de valores que representa, mas pelo colorido e pela beleza.
Não deixo de passar por lá todas as vezes que estou na ilha.

BRASIL, SC – Cheiro Verde, Restaurante e Panquecaria.


Havíamos saído da Praia do Ouvidor e estávamos a caminho da Praia do 
Rosa quando a fome apertou. O caminho Continuar lendo BRASIL, SC – Cheiro Verde, Restaurante e Panquecaria.

BRASIL, SC – Praias de Paulo Lopes, Garopaba e Imbituba.


FOTO DESTACADA: Casa Colonial no Centro Histórico de Garopaba.

É inegável que foram os surfistas os responsáveis pela divulgação de Garopaba, Imbituba e arredores – praias lindíssimas do sul do país que muitos ignoravam, passaram a chamar atenção por um simples fato: a moçada, na busca incessante pelas melhores ondas do litoral brasileiro, acabou fazendo ninho nas praias. Continuar lendo BRASIL, SC – Praias de Paulo Lopes, Garopaba e Imbituba.

BRASIL, SC. FLORIANÓPOLIS: Praia da Gamboa. Você a Conhece?


IMAGEM DESTACADA: Praia da Gamboa

Pois é!… Camboriú, Canasvieiras, Jurerê Internacional, Joaquina – a Joaca dos frequentadores assíduos – Rosa…, essas praias você sabe onde ficam, né? E a Praia da Gamboa? Pois se nunca ouviu falar, vai saber agora. Continuar lendo BRASIL, SC. FLORIANÓPOLIS: Praia da Gamboa. Você a Conhece?

BRASIL, SC – Enseada do Brito, Palhoça.


Quem passa batido pela BR 101 em direção ao sul, nem desconfia que bem próximo de Florianópolis, escondidinha, está a Enseada do Brito, um dos berços da colonização do Município da Palhoça pelos açorianos.

A localidade é pequena, mas por seu valor histórico merece maior atenção.
O vídeo seguinte lhe dá uma idéia do que seja a Enseada do Brito. Clique aqui para vê-lo.
Quem conta com riqueza de detalhes a história da colonização do município da Palhoça pelos açorianos ( e muito mais!) é o professor Vilson Francisco de Farias, cujo blog recomendo sem restrições. Clique aqui e confira.
O relato do professor Vilson  é rico em minúcias e não só por isso é por demais atraente. É es-pe-ta-cu-lar! navegar nas linhas de seu discurso e poder imaginar a Enseada do Brito daquela época.
O número exato de pessoas que partiram de cada ilha do Arquipélago dos Açores não escapou das pesquisas do professor, bem como sobrenomes portugueses deixados como herança para todos nós.
A Enseada do Brito é para ser degustada… É excelente lugar para quem deseja, realmente, descansar –  deixar-se levar por aquela madorna após o almoço, embalado por aquele barulhinho de pequenas ondas quebrando na beira da praia. Bah, guri… é bom demais!

São esses lugares menos badalados por turistas que me chamam atenção. Apesar de a enseada estar sendo bastante procurada por maricultores, estas fazendas não estão interferindo (por enquanto) na vida de quem optou por viver em uma localidade tranquila à beira-mar.

Praça Inácio Paulo Dairi.
Imagine-se jogando conversa fora sentada a essa mesa, debaixo dessa amendoeira, ou estender uma rede nessas árvores e cochilar ouvindo o barulhinho das ondas do mar.

Casa da Cultura Açoriana da Palhoça – Nesta casa de amplos salões, administrada pela senhora Marilúcia, constantemente há cursos tais como os anunciados nesta placa azul-marinho aqui em cima, além de cursos de arte aplicada¹ (talvez por isso a Casa disponha de ambiente próprio onde estão ligadas 6 máquinas de costura).
Na sala principal da Casa de Cultura chama atenção as peças que compõem um autêntico Boi-de-Mamão: a maricota, o corvo, o boizinho, o cavalo e a bernúncia. Peças simples e coloridas como aqueles que dançavam em frente a casa de minha avó, na General Bitencourt.

  

Sofisticadas ou simples, todas as casas da Enseada do Brito são charmosíssimas; conservá-las é preservar o patrimônio histórico catarinense.

Esta praia é a que se vê na foto abaixo. Pode ser a frente de algumas casas da Enseada do Brito, ou pode ser os fundos de outras – puro charme.

A respeito da construção da igreja e da plantação dessas palmeiras imperiais, quem tem uma história muito interessante prá contar é a senhora Marilúcia, natural da Enseada do Brito, administradora da Casa de Cultura.

Para assistir aos vídeos clique aqui e aqui.

1- Entende-se por arte aplicada o tipo de arte útil, que pode ser aplicado cotidianamente. Quem quiser se aprofundar no assunto basta clicar aqui.

ROSA CRISTAL  comenta

BRASIL, Barra Velha, SC – Parada Ferretti: o Posto Temático mais Bonito do Brasil.


Impossível não deixar escapar pelo menos um “Nossa!!!” ao adentrar o Café daquele que foi considerado, em 2009, o POSTO TEMÁTICO MAIS BONITO DO BRASIL! E não é para menos…

O assunto me encanta de tal maneira que não há como deixar nada de lado. Nem pensar em cortar qualquer detalhe em se tratando da Parada Ferretti – onde batemos ponto sempre que voltamos de Florianópolis para o Rio.

A localidade é Barra Velha (entre Itajaí e Joinville), no km 91,5 da BR 101. Impossível passar batido e não ver aquele monumento imenso, fantástico, totalmente estruturado em eucalipto, plantado na beira da estrada.

Imagine-se chegando para tomar um simples cafezinho e se deparar com um tronco de eucalipto imenso, de 20,5 toneladas!, pendurado no teto do salão principal. Demora até você se habituar com a imagem, porque, com absoluta certeza, nunca viu nada igual. Ah! E não se esqueça de fechar a boca.

É A MAIOR ÁRVORE SUSPENSA DAS AMÉRICAS!

Trata-se de um eucalipto da espécie Saligna. De seus 32 metros de altura foram pendurados 21 metros, incluindo um broto que você vê à esquerda, na foto, fundido na árvore maior. Este eucalipto foi encontrado nas proximidades da Parada Ferretti, exatamente a 1 km de distância, na Estrada dos Amaros.
O idealizador da obra provocadora de admiração e muitas exclamações é o empresário Oilton José Ferretti, que aprendeu com seu pai, desde pequeno, a valorizar a natureza; a olhar material descartado com olhos mais aguçados…, mais astuciosos.
Vale à pena conhecer a história do Sr. Oilton e seu encantamento por galhos e restos de árvores sem, aparentemente, nenhum valor comercial.
Foi graças a seu aprendizado e a seu modo  de perceber que frutos colher desse material deixado ao relento, que em 1996 o Sr. Oilton começou a garimpar as madeiras que encontrava em suas cavalgadas pelas cercanias da Parada Ferretti.
Foi graças a muito empenho, que essa obra majestosa, criada na imaginação do empresário, foi criando forma ao longo dos anos e recebe, atualmente, perto de 40 mil visitantes por mês (não deixem de conhecer um pouco de sua história clicando aqui).
Todo o processo de transporte do eucalipto pode ser acompanhando em fotos dispostas em um painel à esquerda de quem adentra o Café, bem como a construção inicial de uma das atrações turísticas mais fascinantes que vi até hoje em minha vida.

Observe que, pela estrutura mostrada nas fotos, a construção do shopping começou pelo cume! e penso que não poderia ser de outra forma. Dê uma olhada na direita do painel:

Engenho e arte para construir a Parada Ferretti.

Já deixei muita xícara esfriar embaixo dessas raízes, nas vezes em que fiz questão de sentar-me em uma das mesas colocadas embaixo desse colosso para tomar meu café. A sensação é a de que estou sendo fortemente abençoada por essas raízes aparentemente mortas. Emociono-me só em pensar.

Cada vez que paramos na Ferretti encontramos novidades, sempre para melhor. Como fazia bom tempo que não íamos a Florianopolis de carro, ao chegarmos ao Café nos surpreendemos com a variedade de doces e salgados que podem perfeitamente acompanhar seu lanche, sem contar com o buffet variado e farto com muito mais opções que a vitrine de doces e salgados. Buffet para lanches! O do almoço nunca pegamos porque sempre passamos relativamente cedo na Parada.

O restaurante também foi modificado –  pareceu-me ter-se expandido –  e um minimercado foi estrategicamente montado na saída do Café. Lá você encontra guloseimas, biscoitos, mel, café, mate para chimarrão, vinhos, barras de chocolate, balas, bombons e muito mais. Portanto, se quiser mastigar algum biscoitinho durante a viagem ou presentear alguém com algum produto da terra, certamente o encontrará nas prateleiras.

Estacionamento não falta no shopping e isto significa que você poderá desfrutar não só do Café onde reina absoluto o eucalipto, mas também das lojas de roupas originais (Outlet), de couro (Búffalo Couro), cristais (Cisne), chocolates, cosméticos, presentes, artesanatos e um  antiquário espetacular que o fará voltar no tempo e, quem sabe, provocar aquela saudade de algum fato ligado a um objeto empoeirado que você encontre perdido por lá.

E antes que me esqueça, um posto de gasolina sustentado por poderosíssimas toras da mesma espécie de eucalipto também faz parte do shopping . É lin-do!

O Antiquário é uma loucura. E para quem gosta do babado como eu, vai ter vontade de carregar tudo prá casa. Pelas imagens você vê que há uma variedade incrivelmente grande de objetos. Observe o detalhe do para-lama dessa lambreta. 

Imagino logo uma cozinha de decoração colonial com uma caixa de garrafas dessas (com as garrafas, claro) em cima de um guarda-comidas. Ou uma balança antiga, daquelas que encontrávamos nos armazéns de antigamente. Panelas, talheres, sofás, louça, rádios, televisores, toca-discos…

Babei com este móvel art-déco e logo o imaginei restaurado em minha sala.  Lindo!

Sonho de consumo que cheguei a realizar: máquina de escrever elétrica da IBM, claro! Fazia uma barulhada danada, mas era um acessório que não poderia faltar nos escritórios mais modernos. Um luxo!

O mirante construído também com a mesma espécie de madeira, todas devidamente certificadas.

A propósito, você sabe qual a diferença entre “madeira legalizada” e “madeira certificada”? A diferença está explicadinha no site que você acessa clicando aqui.

Mas, para você não ter trabalho, segue um dos parágrafos esclarecedores do assunto: “O termo ‘legalizada’ significa que a extração é autorizada por órgãos ambientais e, assim, o produto possui o Documento de Origem Florestal (DOF). Isso não determina, porém, que a retirada da madeira não afeta o ecossistema. Essa segurança só é dada pela certificação, que garante o menor impacto socioambiental possível no processo de extração.”

No estacionamento está este tronco em exposição com as seguintes especificações:

No banheiro feminino, uma pia com 3 cubas foi esculpida em uma peça única de eucalipto, bem como um banco modelo namoradeira que não aparece na foto. Na Parada Ferretti você encontra arte onde quer que vá.

ROSA CRISTAL comenta.

BRASIL, Florianópolis, SC – Lagoa da Conceição.


Em Florianópolis, todos os caminhos levam à Lagoa da Conceição? Se sua resposta é “não sei”, acompanhe.

COMO CHEGAR:

Partindo do CENTRO: seguir pela Avenida Beira-Mar Norte até encontrar, antes do viaduto do SIC, placas indicativas para o norte da ilha + Lagoa, Praia Mole e Joaquina.  Mantenha-se à direita e suba o viaduto. Ao descê-lo você estará na Avenida da Saudade. Continue à direita porque no final desta avenida, que não é extensa, você terá que dobrar novamente à direita e “seguireto” toda vida. É só isso, agora, o trânsito fluir dependerá da temporada e do horário em que você botar o carro na estrada.

PARTINDO no NORTE DA ILHA:

Do norte da ilha à Lagoa da Conceição você terá algumas opções.

Aviso: na temporada a ilha fica superlotada; o trânsito é insuportável e acaba atrapalhando a vida de todos, principalmente do ilhéu. Turista está na chuva prá se molhar e não tá nem aí; agora, o pobre do morador é que acaba amargando as consequências da alta temporada. Portanto, saia de casa cedo para aproveitar o Sol que não dá o ar da graça todos os dias – ainda tem essa… Quem mora na ilha sabe e costuma dizer que em Florianópolis pode, perfeitamente, baixar as quatro estações do ano em um dia só.

Mas vamos ao que interessa: tomemos como base a praia de Canasvieiras, uma das mais movimentadas na temporada – a favorita dos argentinos, todo mundo já sabe.

Este trajeto que sugiro, evitará que você fique preso em um possível congestionamento na Avenida da Saudade – que você terá que trafegar inteira! até encontrar o retorno (seguir pela pista do meio) e voltar tudo novamente para entrar à direita. Na alta temporada você corre o risco de nem chegar à Lagoa, istepô! Pode acreditar. Vai entardecer preso no engarrafamento caso não goste de acordar cedo.

Meu irmão, ilhéu de carteirinha, acha essa opção válida; eu acho que você pode escapar por outros caminhos. A escolha, moquiridu, é você quem faz.

ATENÇÃO! Este retorno não é visível e a chance de você passar direto e cair na Avenida Beira Mar é grande.  Vai complicar!… Depois não diga que não foi avisado!… Siga pela pista do meio porque o retorno passa por baixo do viaduto e você não o vê “tipo assim…” de longe, sacou? Só percebe a curva do retorno quando já está quase em cima do lance. 

1ª OPÇÃO – S’imbooora! Você sai de Canasvieiras (ou do Costão ou dos Ingleses, digamos) e segue direto pela SC 401. Após trafegar mais de 17 km você irá encontrar à direita, antes de um viaduto, a entrada para o Cemitério Jardim da Paz e o primeiro acesso para o bairro João Paulo. Não suba o viaduto! Dobre à direita em frente ao cemitério e siga em direção ao bairro. Trafegue pela Rodovia João Paulo até encontrar outro viaduto que nada mais é do que o prolongamento desta rodovia.
Do cemitério até a subida deste viaduto você trafegará por aproximadamente 3 km.
Suba-o e continue em frente. Ao descê-lo você estará na rua Coronel Luiz Caldeira). Continue trafegando até seu final e dobre à esquerda; trafegue pela rua Pastor William Richard Schirler Filho. No final você estará prestes a entrar na Rodovia Admar Gonzaga. Vire à esquerda e siga até à Lagoa da Conceição.

NOTA: Caso você perca essa primeira entrada para o bairro João Paulo – Cemitério Jardim da Paz , não se aflija porque mais na frente, antes do viaduto que mencionei acima – o tal prolongamento da Rodovia João Paulo –, há outra entrada. Vire à direita e logo a seguir à esquerda para subi-lo. Ao descer… (vide acima).

2ª OPÇÃO: COMO CHEGAR SAINDO do COSTÃO do SANTINHO, INGLESES, CACHOEIRA do BOM JESUS ou CANASVIEIRAS .

É o caminho mais longe para quem sai desses bairros, porém o menos congestionado na alta temporada. Para quem parte do Costão, Ingleses ou Cachoeira do Bom  Jesus é o mais prático.

Saia de “Canas”pela SC 401 até encontrar placas indicando que você deverá entrar à direita, subir o viaduto e seguir em direção a INGLESES e SANTINHO (SC 403 – Rodovia Armando Calil Bulos). Para o Centro basta seguir em frente.

Passou o ÁQUA SHOW, um parque aquático à sua direita no alto do morro, desceu…, vire na primeira rua à direita – Servidão Três Marias – e siga a placa que indica MOÇAMBIQUE, BARRA DA LAGOA e JOAQUINA. Dobre  na primeira à esquerda – rua Intendente João Nunes. Na 1ª à direita você cairá na SC 406 (Rodovia João Gualberto Soares). Continue em frente seguindo as placas até chegar à Lagoa. Moleza.

Você passará pela extensa praia de Moçambique e chegará à Barra da Lagoa. Continue seguindo as placas e você encontrará uma encruzilhada com uma indicação de que para a esquerda você irá para a JOAQUINA e, para a direita, chegará à LAGOA DA CONCEIÇÃO. Achôôô!!!!


Lagoa da Conceição vista do mirante.

Lagoa em primeiro plano e Praia da Joaquina em segundo.

Comércio no mirante da lagoa.

No Centrinho da Lagoa da Conceição o comércio é variado e abundante. Não faltam restaurantes, boutiques, lojas de lembranças, artesanatos.

Nesta barraca você poderá adquirir até passagens aéreas internacionais.

Na ponte que você vê à distância começa a Avenida das Rendeiras. Seguindo à esquerda você poderá optar por Joaquina, Praia Mole e Barra da Lagoa.

Colado à ponte da Av. das Rendeiras fica o TERMINAL LACUSTRE Profª Ruth Bastos de Oliveira onde você compra passagens para a Costa da Lagoa, outro passeio muito interessante.  Ao longo da costa são 23 trapiches e em quase todos há restaurantes, praia e muito divertimento para a criançada: caiaques e pranchas estão, normalmente, à disposição dos clientes.

As embarcações são grandes e permitem ocupação de muitos passageiros. Em horários de pico o transporte de grandes volumes não é permitido. O aviso está bem visível no terminal, ao lado da tabela de horários dos barcos.

Na Praça Pio XII, sempre que o tempo permite, rola um joguinho de tabuleiro entre os amigos nas mesas preparadas para esse tipo de passa-tempo.

Aos domingos acontece uma feira de artesanatos nesta praça com mais de 100 expositores. Os horários variam e são os seguintes:
Das 17h às 23h  no horário de verão. Em horário normal a feira fica das 15h às 20h. Informações: (48) 3232-1514.

Encontra-se todo tipo de mercadoria na feira: artesanatos com tecidos, madeira, couro, papel, fios (crochê, tricot, macramé).

O destaque desta vez ficou por conta do fabricante de pranchas e remos que vemos na foto. Seu trabalho é de fino acabamento e de muito bom gosto.

Teria imensa satisfação em citá-lo aqui no blog mas, infelizmente, não encontrei o cartão de apresentação que me ofereceu. Mas, como acredito que seu ponto de exposição deva ser sempre o mesmo, fica a dica para quem gosta de adquirir pranchas e remos que reúnam beleza à qualidade.

De quebra você verá a Casa das Máquinas, datada de 1912, que abrigava a maquinaria da antiga Estação Rádio Telegráfica  dos Correios e Telégrafos, tombada pelo Patrimônio Histórico em 06 de setembro de 1985 e transformada em centro de artes em 02 de agosto de 2009.

Caso você tenha alguma informação interessante a respeito da Lagoa da Conceição, fique à vontade e escreva – a casa é sua. Desde já só tenho a lhe agradecer.

ROSA CRISTAL comenta

BRASIL, Santa Catarina: Santuário N.S. do Caravaggio, Nova Veneza e Serra do Rio do Rastro.


O roteiro foi pesado para um dia só. Mas, como adoramos uma estrada, lá fomos nós, em um dia causticante de Verão, rumo ao título da postagem. Continuar lendo BRASIL, Santa Catarina: Santuário N.S. do Caravaggio, Nova Veneza e Serra do Rio do Rastro.