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BRASIL, Barra Velha, SC – Parada Ferretti: o Posto Temático mais Bonito do Brasil.


Impossível não deixar escapar pelo menos um “Nossa!!!” ao adentrar o Café daquele que foi considerado, em 2009, o POSTO TEMÁTICO MAIS BONITO DO BRASIL! E não é para menos…

O assunto me encanta de tal maneira que não há como deixar nada de lado. Nem pensar em cortar qualquer detalhe em se tratando da Parada Ferretti – onde batemos ponto sempre que voltamos de Florianópolis para o Rio.

A localidade é Barra Velha (entre Itajaí e Joinville), no km 91,5 da BR 101. Impossível passar batido e não ver aquele monumento imenso, fantástico, totalmente estruturado em eucalipto, plantado na beira da estrada.

Imagine-se chegando para tomar um simples cafezinho e se deparar com um tronco de eucalipto imenso, de 20,5 toneladas!, pendurado no teto do salão principal. Demora até você se habituar com a imagem, porque, com absoluta certeza, nunca viu nada igual. Ah! E não se esqueça de fechar a boca.

É A MAIOR ÁRVORE SUSPENSA DAS AMÉRICAS!

Trata-se de um eucalipto da espécie Saligna. De seus 32 metros de altura foram pendurados 21 metros, incluindo um broto que você vê à esquerda, na foto, fundido na árvore maior. Este eucalipto foi encontrado nas proximidades da Parada Ferretti, exatamente a 1 km de distância, na Estrada dos Amaros.
O idealizador da obra provocadora de admiração e muitas exclamações é o empresário Oilton José Ferretti, que aprendeu com seu pai, desde pequeno, a valorizar a natureza; a olhar material descartado com olhos mais aguçados…, mais astuciosos.
Vale à pena conhecer a história do Sr. Oilton e seu encantamento por galhos e restos de árvores sem, aparentemente, nenhum valor comercial.
Foi graças a seu aprendizado e a seu modo  de perceber que frutos colher desse material deixado ao relento, que em 1996 o Sr. Oilton começou a garimpar as madeiras que encontrava em suas cavalgadas pelas cercanias da Parada Ferretti.
Foi graças a muito empenho, que essa obra majestosa, criada na imaginação do empresário, foi criando forma ao longo dos anos e recebe, atualmente, perto de 40 mil visitantes por mês (não deixem de conhecer um pouco de sua história clicando aqui).
Todo o processo de transporte do eucalipto pode ser acompanhando em fotos dispostas em um painel à esquerda de quem adentra o Café, bem como a construção inicial de uma das atrações turísticas mais fascinantes que vi até hoje em minha vida.

Observe que, pela estrutura mostrada nas fotos, a construção do shopping começou pelo cume! e penso que não poderia ser de outra forma. Dê uma olhada na direita do painel:

Engenho e arte para construir a Parada Ferretti.

Já deixei muita xícara esfriar embaixo dessas raízes, nas vezes em que fiz questão de sentar-me em uma das mesas colocadas embaixo desse colosso para tomar meu café. A sensação é a de que estou sendo fortemente abençoada por essas raízes aparentemente mortas. Emociono-me só em pensar.

Cada vez que paramos na Ferretti encontramos novidades, sempre para melhor. Como fazia bom tempo que não íamos a Florianopolis de carro, ao chegarmos ao Café nos surpreendemos com a variedade de doces e salgados que podem perfeitamente acompanhar seu lanche, sem contar com o buffet variado e farto com muito mais opções que a vitrine de doces e salgados. Buffet para lanches! O do almoço nunca pegamos porque sempre passamos relativamente cedo na Parada.

O restaurante também foi modificado –  pareceu-me ter-se expandido –  e um minimercado foi estrategicamente montado na saída do Café. Lá você encontra guloseimas, biscoitos, mel, café, mate para chimarrão, vinhos, barras de chocolate, balas, bombons e muito mais. Portanto, se quiser mastigar algum biscoitinho durante a viagem ou presentear alguém com algum produto da terra, certamente o encontrará nas prateleiras.

Estacionamento não falta no shopping e isto significa que você poderá desfrutar não só do Café onde reina absoluto o eucalipto, mas também das lojas de roupas originais (Outlet), de couro (Búffalo Couro), cristais (Cisne), chocolates, cosméticos, presentes, artesanatos e um  antiquário espetacular que o fará voltar no tempo e, quem sabe, provocar aquela saudade de algum fato ligado a um objeto empoeirado que você encontre perdido por lá.

E antes que me esqueça, um posto de gasolina sustentado por poderosíssimas toras da mesma espécie de eucalipto também faz parte do shopping . É lin-do!

O Antiquário é uma loucura. E para quem gosta do babado como eu, vai ter vontade de carregar tudo prá casa. Pelas imagens você vê que há uma variedade incrivelmente grande de objetos. Observe o detalhe do para-lama dessa lambreta. 

Imagino logo uma cozinha de decoração colonial com uma caixa de garrafas dessas (com as garrafas, claro) em cima de um guarda-comidas. Ou uma balança antiga, daquelas que encontrávamos nos armazéns de antigamente. Panelas, talheres, sofás, louça, rádios, televisores, toca-discos…

Babei com este móvel art-déco e logo o imaginei restaurado em minha sala.  Lindo!

Sonho de consumo que cheguei a realizar: máquina de escrever elétrica da IBM, claro! Fazia uma barulhada danada, mas era um acessório que não poderia faltar nos escritórios mais modernos. Um luxo!

O mirante construído também com a mesma espécie de madeira, todas devidamente certificadas.

A propósito, você sabe qual a diferença entre “madeira legalizada” e “madeira certificada”? A diferença está explicadinha no site que você acessa clicando aqui.

Mas, para você não ter trabalho, segue um dos parágrafos esclarecedores do assunto: “O termo ‘legalizada’ significa que a extração é autorizada por órgãos ambientais e, assim, o produto possui o Documento de Origem Florestal (DOF). Isso não determina, porém, que a retirada da madeira não afeta o ecossistema. Essa segurança só é dada pela certificação, que garante o menor impacto socioambiental possível no processo de extração.”

No estacionamento está este tronco em exposição com as seguintes especificações:

No banheiro feminino, uma pia com 3 cubas foi esculpida em uma peça única de eucalipto, bem como um banco modelo namoradeira que não aparece na foto. Na Parada Ferretti você encontra arte onde quer que vá.

ROSA CRISTAL comenta.

BRASIL, Florianópolis, SC – Lagoa da Conceição.


Em Florianópolis, todos os caminhos levam à Lagoa da Conceição? Se sua resposta é “não sei”, acompanhe.

COMO CHEGAR:

Partindo do CENTRO: seguir pela Avenida Beira-Mar Norte até encontrar, antes do viaduto do SIC, placas indicativas para o norte da ilha + Lagoa, Praia Mole e Joaquina.  Mantenha-se à direita e suba o viaduto. Ao descê-lo você estará na Avenida da Saudade. Continue à direita porque no final desta avenida, que não é extensa, você terá que dobrar novamente à direita e “seguireto” toda vida. É só isso, agora, o trânsito fluir dependerá da temporada e do horário em que você botar o carro na estrada.

PARTINDO no NORTE DA ILHA:

Do norte da ilha à Lagoa da Conceição você terá algumas opções.

Aviso: na temporada a ilha fica superlotada; o trânsito é insuportável e acaba atrapalhando a vida de todos, principalmente do ilhéu. Turista está na chuva prá se molhar e não tá nem aí; agora, o pobre do morador é que acaba amargando as consequências da alta temporada. Portanto, saia de casa cedo para aproveitar o Sol que não dá o ar da graça todos os dias – ainda tem essa… Quem mora na ilha sabe e costuma dizer que em Florianópolis pode, perfeitamente, baixar as quatro estações do ano em um dia só.

Mas vamos ao que interessa: tomemos como base a praia de Canasvieiras, uma das mais movimentadas na temporada – a favorita dos argentinos, todo mundo já sabe.

Este trajeto que sugiro, evitará que você fique preso em um possível congestionamento na Avenida da Saudade – que você terá que trafegar inteira! até encontrar o retorno (seguir pela pista do meio) e voltar tudo novamente para entrar à direita. Na alta temporada você corre o risco de nem chegar à Lagoa, istepô! Pode acreditar. Vai entardecer preso no engarrafamento caso não goste de acordar cedo.

Meu irmão, ilhéu de carteirinha, acha essa opção válida; eu acho que você pode escapar por outros caminhos. A escolha, moquiridu, é você quem faz.

ATENÇÃO! Este retorno não é visível e a chance de você passar direto e cair na Avenida Beira Mar é grande.  Vai complicar!… Depois não diga que não foi avisado!… Siga pela pista do meio porque o retorno passa por baixo do viaduto e você não o vê “tipo assim…” de longe, sacou? Só percebe a curva do retorno quando já está quase em cima do lance. 

1ª OPÇÃO – S’imbooora! Você sai de Canasvieiras (ou do Costão ou dos Ingleses, digamos) e segue direto pela SC 401. Após trafegar mais de 17 km você irá encontrar à direita, antes de um viaduto, a entrada para o Cemitério Jardim da Paz e o primeiro acesso para o bairro João Paulo. Não suba o viaduto! Dobre à direita em frente ao cemitério e siga em direção ao bairro. Trafegue pela Rodovia João Paulo até encontrar outro viaduto que nada mais é do que o prolongamento desta rodovia.
Do cemitério até a subida deste viaduto você trafegará por aproximadamente 3 km.
Suba-o e continue em frente. Ao descê-lo você estará na rua Coronel Luiz Caldeira). Continue trafegando até seu final e dobre à esquerda; trafegue pela rua Pastor William Richard Schirler Filho. No final você estará prestes a entrar na Rodovia Admar Gonzaga. Vire à esquerda e siga até à Lagoa da Conceição.

NOTA: Caso você perca essa primeira entrada para o bairro João Paulo – Cemitério Jardim da Paz , não se aflija porque mais na frente, antes do viaduto que mencionei acima – o tal prolongamento da Rodovia João Paulo –, há outra entrada. Vire à direita e logo a seguir à esquerda para subi-lo. Ao descer… (vide acima).

2ª OPÇÃO: COMO CHEGAR SAINDO do COSTÃO do SANTINHO, INGLESES, CACHOEIRA do BOM JESUS ou CANASVIEIRAS .

É o caminho mais longe para quem sai desses bairros, porém o menos congestionado na alta temporada. Para quem parte do Costão, Ingleses ou Cachoeira do Bom  Jesus é o mais prático.

Saia de “Canas”pela SC 401 até encontrar placas indicando que você deverá entrar à direita, subir o viaduto e seguir em direção a INGLESES e SANTINHO (SC 403 – Rodovia Armando Calil Bulos). Para o Centro basta seguir em frente.

Passou o ÁQUA SHOW, um parque aquático à sua direita no alto do morro, desceu…, vire na primeira rua à direita – Servidão Três Marias – e siga a placa que indica MOÇAMBIQUE, BARRA DA LAGOA e JOAQUINA. Dobre  na primeira à esquerda – rua Intendente João Nunes. Na 1ª à direita você cairá na SC 406 (Rodovia João Gualberto Soares). Continue em frente seguindo as placas até chegar à Lagoa. Moleza.

Você passará pela extensa praia de Moçambique e chegará à Barra da Lagoa. Continue seguindo as placas e você encontrará uma encruzilhada com uma indicação de que para a esquerda você irá para a JOAQUINA e, para a direita, chegará à LAGOA DA CONCEIÇÃO. Achôôô!!!!


Lagoa da Conceição vista do mirante.

Lagoa em primeiro plano e Praia da Joaquina em segundo.

Comércio no mirante da lagoa.

No Centrinho da Lagoa da Conceição o comércio é variado e abundante. Não faltam restaurantes, boutiques, lojas de lembranças, artesanatos.

Nesta barraca você poderá adquirir até passagens aéreas internacionais.

Na ponte que você vê à distância começa a Avenida das Rendeiras. Seguindo à esquerda você poderá optar por Joaquina, Praia Mole e Barra da Lagoa.

Colado à ponte da Av. das Rendeiras fica o TERMINAL LACUSTRE Profª Ruth Bastos de Oliveira onde você compra passagens para a Costa da Lagoa, outro passeio muito interessante.  Ao longo da costa são 23 trapiches e em quase todos há restaurantes, praia e muito divertimento para a criançada: caiaques e pranchas estão, normalmente, à disposição dos clientes.

As embarcações são grandes e permitem ocupação de muitos passageiros. Em horários de pico o transporte de grandes volumes não é permitido. O aviso está bem visível no terminal, ao lado da tabela de horários dos barcos.

Na Praça Pio XII, sempre que o tempo permite, rola um joguinho de tabuleiro entre os amigos nas mesas preparadas para esse tipo de passa-tempo.

Aos domingos acontece uma feira de artesanatos nesta praça com mais de 100 expositores. Os horários variam e são os seguintes:
Das 17h às 23h  no horário de verão. Em horário normal a feira fica das 15h às 20h. Informações: (48) 3232-1514.

Encontra-se todo tipo de mercadoria na feira: artesanatos com tecidos, madeira, couro, papel, fios (crochê, tricot, macramé).

O destaque desta vez ficou por conta do fabricante de pranchas e remos que vemos na foto. Seu trabalho é de fino acabamento e de muito bom gosto.

Teria imensa satisfação em citá-lo aqui no blog mas, infelizmente, não encontrei o cartão de apresentação que me ofereceu. Mas, como acredito que seu ponto de exposição deva ser sempre o mesmo, fica a dica para quem gosta de adquirir pranchas e remos que reúnam beleza à qualidade.

De quebra você verá a Casa das Máquinas, datada de 1912, que abrigava a maquinaria da antiga Estação Rádio Telegráfica  dos Correios e Telégrafos, tombada pelo Patrimônio Histórico em 06 de setembro de 1985 e transformada em centro de artes em 02 de agosto de 2009.

Caso você tenha alguma informação interessante a respeito da Lagoa da Conceição, fique à vontade e escreva – a casa é sua. Desde já só tenho a lhe agradecer.

ROSA CRISTAL comenta

BRASIL, Santa Catarina: Santuário N.S. do Caravaggio, Nova Veneza e Serra do Rio do Rastro.


O roteiro foi pesado para um dia só. Mas, como adoramos uma estrada, lá fomos nós, em um dia causticante de Verão, rumo ao título da postagem. Continuar lendo BRASIL, Santa Catarina: Santuário N.S. do Caravaggio, Nova Veneza e Serra do Rio do Rastro.

Florianópolis, SC – Santo Antonio de Lisboa: Pousada Mar de Dentro.


FOTO DESTACADA: Vista parcial da Pousada Mar de Dentro.

Como Chegar: Para saber como chegar ao bairro clique aqui.

Endereço:  Rua Caminho dos Açores, 1929 – Santo Antônio de Lisboa – Florianópolis – SC -BRASIL – Tel: (48) 3235-1521.
Obs:  nas fotos em que aparecer a luva, clique duas vezes para aumentar a imagem.

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As fotos da pousada dão uma idéia desse pequeno paraíso na Praia de Santo Antonio.
Dispõe de oito acomodações, sendo duas à beira-mar, quase na areia. Sem parodiar determinado comercial de cartão de crédito, dormir com o barulhinho do quebrar de ondas, praticamente, embaixo de sua janela, não tem preço; e assistir ao por do Sol sem sair do quarto, também não.

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Insira uma legenda
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O apartamento nº 7 em que fiquei hospedada, externo, é confortável, de decoração aconchegante, muito limpo e cercado por um jardim muito bem cuidado no qual se destaca uma boa piscina.
A proximidade do mar é tamanha, que certa tarde cheguei à pousada e havia um hóspede pescando de debaixo do ombrelone. Nem precisou abrir o portão e pisar na areia da praia. Convenhamos, um luxo!
Colchão e travesseiros confortáveis, roupas de cama e banho de boa qualidade, limpas, cheirosas; TV, frigobar silencioso (importantíssimo), ar condicionado e ventilador. Chuveiro com boa saída d’água, secador de cabelo e bons produtos de higiene corporal – shampoo, condicionador, creme hidratante e sabonete, mimos à disposição do hóspede.

Continuar lendo Florianópolis, SC – Santo Antonio de Lisboa: Pousada Mar de Dentro.

BRASIL – Santo Antonio de Lisboa, Florianópolis, SC.


FOTO EM DESTAQUE: Centrinho em Sto Antonio de Lisboa. Dispensa qualquer comentário.

Mudança de rumo: o Sul da Ilha de Santa Catarina (Campeche, Armação do Pântano do Sul, Pântano do Sul, Ribeirão da Ilha e Caieira da Barra do Sul) ficou para trás e agora estamos no Norte, mais precisamente em Santo Antonio de Lisboa, outro ponto de colonização da ilha catarinense pelos açorianos.

Localização: Noroeste da Ilha de Florianópolis, a 12 km do Centro da cidade pela SC-401 em direção ao Norte da Ilha.

Como Chegar: Do Centro de Florianópolis siga pela Avenida Beira-Mar Norte. Concentre-se em três pontos de referência que você encontrará bem mais adiante após passar por baixo da Ponto Hercílio Luz: o Prédio da Polícia Federal – não há como passar despercebido -, o supermercado Angeloni – também chama bastante atenção – e o Teatro do SIC, um pouco recuado e muito próximo ao viaduto que você terá que subir. Para quem não conhece, não me importo com chover no molhado: neste sentido de tráfego todas essas edificações estão à direita porque à esquerda está o mar.

Procure trafegar neste lado da pista do meio, porque logo após passar o supermercado você verá placas indicativas para o Norte da Ilha (Daniela, Jurerê, Canasvieiras, Ingleses e Costão do Santinho).

Para alcançar a SC-401, suba o viaduto. Ao descê-lo você já estará na Avenida da Saudade, uma das pontas da SC-401. Como esta avenida não é extensa, vá ganhando sua esquerda porque no final, em frente ao cemitério, é isso que você terá que fazer: esquerda, vol-ver! Siga em frente até encontrar indicações para Santo Antonio de Lisboa. Fácil assim. Você passará por um Shopping chamado Floripa Shopping (excelente), pelo prédio da redação do Diário Catarinense, pelo Centro Administrativo, pela entrada de quem vai para o Cacupé, outro bairro em frente ao mar. Passe por tudo isso e continue a seguir em frente, sem medo de ser feliz.

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Final da Avenida da Saudade, início da SC-401. Imagem Google Earth.

Um parêntesis: no final de Avenida da Saudade, virando à direita, você alcançará a Lagoa da Conceição, a Praia Mole, a Praia da Joaquina, a Barra da Lagoa. Antes de chegar à Lagoa você verá placas indicativas para o sul da ilha (Campeche, Armação, Ribeirão etc.), mas essa já é outra história que ficará pra mais tarde.

Santo Antonio de Lisboa é um bairro de personalidade semelhante ao Ribeirão da Ilha por conta de sua origem e quem resume a História do bairro  é  o Guia Floripa (clique aqui).

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A Freguesia de Santo Antonio de Lisboa, batizada com o nome de Nossa Senhora das Necessidades da Praia Comprida, inclui os bairros de Sambaqui, Barra do Sambaqui e Cacupé.
Tal qual a Freguesia do Ribeirão da Ilha, estes bairros, berços da colonização de Santa Catarina pelos açorianos, ainda conservam seu bucolismo, não se deixando abalar sequer pelo  movimento nervoso na época da alta temporada. Bairros tradicionais como os citados acima atraem turistas o ano inteiro por conta de sua originalidade, artesanato, praia, e, sobretudo, gastronomia.
Fora da temporada a tranquilidade de Sto Antonio é um convite ao relaxamento. E para entrarmos neste clima, basta olharmos os barcos ancorados. Quase não se mexem; flutuam como que adormecidos, embalados pelo movimento suave do mar. E em conjunto com o casario muito bem conservado do século XVIII, formam o postal perfeito.
Mais uma vez tive dificuldade em separar fotos para postar. Santo Antonio é um lugar tão lindo, que acabei extrapolando e saquei mais fotos do que devia, pensando em lhes mostrar o máximo. Assim sendo, não me deixarei furtar desse prazer.
E vocês não sabem: hoje, 06 de junho de 2015, acabo de descobrir no Facebook o Heverson Santos, um baita fotógrafo prá inglês nenhum botar defeito. E como sou apaixonada por foto, pensei: – Mais uma, menos uma, não vai fazer tanta diferença assim. Ledo engano.
Heverson clicou o fim de tarde em Santo Antonio de Lisboa no dia de hoje. Um momento registrado por sua máquina em uma fração de segundos, que nunca mais voltará. Essa é a magia das fotos: um momento único que apenas seus olhos viram. Mesmo porque, se alguém estiver a seu lado, o ângulo será diferente e a foto será outra. Portanto, chega de papo e deleitem-se com a foto do HEVERSON SANTOS, a quem agradeço penhorada pelas atenção e gentileza.
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SANTO ANTONO DE LISBOA POR HEVERSON SANTOS.
“Fim do dia em Santo Antonio de Lisboa” Por HEVERSON SANTOS em 06/6/2015.

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Os açorianos sabiam escolher lugar aonde morar. E como sabiam!
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Centro de Santo Antonio de Lisboa. Ao fundo, o continente.

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Praia de Santo Antonio.

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Isso é que é vadiar!

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Santo Antonio de Lisboa

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… e precisa de legenda?

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Ao fundo o Morro da Cruz que “escalei” quando criança junto com minhas primas. A dificuldade maior foi descer.

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Santo Antonio de Lisboa ou de Florianópolis, não importa, o bairro é lindo.
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Santo Antonio dispensa definições. O importante é sentí-lo.

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VAI VIAJAR ISTEPO MAIOR cópia
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Você já foi à Fluss Haus, istepô? Nããão??!! Então, Vá. VARGEM DO CEDRO, SÃO MARTINHO.


FOTO DESTACADA: Entrada do Restaurante da Fluss Haus.

Obs: nas fotos em que aparecer a luva, clique duas vezes para aumentar a imagem.

COMO CHEGAR:

Saindo de Florianópolis, a viagem dura cerca de 2.00 horas para percorrer 130 km. Isto porque 30 km são de estrada de chão de mão dupla com muita curva, e dirigir neste trecho requer muito cuidado.

O trajeto começa pela BR-282 em direção à Santo Amaro da Imperatriz/ Rancho Queimado.

Na confluência com a SC-435 siga em direção à São Bonifácio. Você não precisa ir até São Martinho, porque senão terá que retornar 11 km.

A distância é curta e, caso erre o caminho, não haverá problema. Pense que um baita buffet de comida alemã o aguarda para abastecê-lo e só isso já bastará para criar ânimo e retornar numa boa.
Bote a cabeça prá fora do automóvel, empine o nariz e acompanhe o aroma dos assados fumegando nas panelas que você chega lá. Eu garanto.

Há um site que mostra o roteiro de Florianópolis à São Martinho pela BR-101 + SC-475 + SC-435. São 166 km. A distância é maior, mas a estrada é melhor e você chega mais rápido.

Acontece que, até que a ponte de Laguna ficasse pronta, o trânsito engarrafa e aí complicava. Clique aqui para pesquisar. Nesta rota, você sairá de Florianópolis em direção à Laguna e, posteriormente, seguirá para Armazém. Logo depois está São Martinho.

Agora a ponte ficou pronta, o trânsito flui, mas… quem vai por Tubarão corre o risco de pegar um pouquiiinnnho de engarrafamento ou trânsito lento por conta do Tunel do Morro do Formigão nesta cidade. Repito: talvez!… você encontre uma situação dessas. Talvez!

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Antes de chegar a São Bonifácio (cidade antes de São Martinho), veja a paisagem que você verá pelo caminho.

 

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Impossível não parar para sacar uma foto.

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Brasil… sil… sil… sil…

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São Bonifácio, terra das cachoeiras.

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“Sonho da Fluss Haus: mudar a história da comunidade, gerando empregos e renda sem limites de crescimento para que São Martinho seja conhecido por todos. E sempre pensando no futuro sem perder as tradições do passado”.

Já mudou tudo Sr. Feuser; já mudou tudo. A Fluss Haus já consta do mapa do Google!…

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Nem todos os caminhos levam à Fluss Haus, é verdade, mas isso não importa. O importante é chegar e o mapa que segue abaixo poderá lhe dar uma noção. Afinal, GPS serve prá que?

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(Clique duas vezes no mapa para vê-lo aumentado)

Tudo começou em 1996, quando seus proprietários começaram a fazer pães, roscas e biscoitos (bolachas, para os sulistas) decorados, tradicionais em famílias de origem alemã. Estes biscoitos não faltavam na mesa do café em casa de minha avó materna e de meus tios.

Os Feuser (Srs. Lindomar Luiz e Maria Salete) sentiram que viver em função da lavoura tornava-se cada vez mais difícil e partiram para nova atividade: literalmente, botaram a mão na massa e começaram a vender seus produtos de porta em porta.

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Decoração artesanal delicada e perfeita. Por fora… e por dentro.

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Você diria que este mimo trata-se de um biscoito?

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Decoração feita à mão. Repare nos detalhes das roupas dos coelhinhos.

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O forno utilizado era à moda antiga, de tijolos, e a família trabalhava de 18 a 20 horas por dia para não deixar nenhum pedido em falta. Desnecessário dizer que o crescimento que alcançaram foi tamanho, que os Feuser decidiram então abrir a propriedade à visitação e colocaram seus produtos à venda. Felizmente, já não precisavam entregar em domicílio e, aos poucos, foram ampliando as instalações até construírem a fábrica de bolachas artesanais em 2006. Hoje em dia também produzem geléias e doces, todos fabricados com frutas de seu pomar e vendidos na loja de produtos coloniais – queijos, salames, licores e lembranças -, ao lado do restaurante.

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Lembranças.

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A fábrica personaliza bolachas para chás de bebês, casamentos, batizados, aniversários e outras festividades.

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Sem comentários. Arte é arte e não se discute.

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Bolachas para chás de bebê.

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Observem os biscoitos contidos nos vidros. Todos os modelos são para chá de bebê.

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O MOVIMENTO DA FLUSS HAUS:

O Café Colonial serve mais de cinco mil refeições por mês, abrindo só aos sábados, domingos e feriados nacionais! Recebe em média quinze mil turistas mensalmente em um espaço organizadíssimo que comporta 350 pessoas e emprega setenta e cinco funcionários fixos e mais trinta e cinco que prestam serviço temporário em fins de semana e na manutenção da Fluss Haus.

Reservar lugar é fundamental a fim de que o movimento fique organizado.

DÚVIDA CRUEL: O QUE VOU COMER?

O buffet, onde predomina culinária típica alemã – e não poderia ser diferente -, é variado e farto. A apresentação e o perfume desprendido dos pratos sugere o sabor delicioso conferido na primeira garfada. Apenas alguns pratos são servidos por um funcionário: carne vermelha, joelho de porco e pernil assados, devido ao corte efetuado na hora.

GUEMÜSE e SPÄTZLE também não poderiam faltar. Se você não sabe do que se trata, veja as receitas clicando nas palavras.

Em duas longas mesas estão servidos os pratos salgados; em uma terceira, as sobremesas decoradas com detalhes à moda alemã. Café (com ou sem leite), chás e suco de laranja estão à disposição para que as pessoas possam se servir à vontade. Laranja colhida na propriedade, livre de agrotóxicos – que fique bem frisado.

Tudo isso por R$35,00 (trinta e cinco reais) por pessoa e mais o ótimo atendimento.

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Saladas diversas, língua e frango assado.

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Goulash, salsichão branco e rosado, farofa, chucrute, repolho roxo, purê de maçãs …

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O alegre e simpático funcionário que servia as carnes de corte maior: pernil, carne assada e joelho de porco.

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Decoração caprichosa nas sobremesas.

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Doces especiais para diabéticos.

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EM SENTIDO HORÁRIO (senão não dá prá explicar) e COMEÇANDO PELO NORTE DO PRATO: “mareco” – assim mesmo, com um “R” só; bolenta frrrita, beeemmm crrocante; spätzle (delícia) com molho de carne; amostra de salsichões brrranco e fermelho; burrrê de maçã. Diante de um prato desses, amiga: segure na mão do seu deus e vai!

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OBS: O recheio do marreco estava supimpa! Prá ninguém botar defeito.

Interessante ressaltar que não há propagandas da Fluss Haus em emissoras de rádio ou TV. Os visitantes são os próprios divulgadores tal qual estou fazendo agora.

O QUE VOCÊ VERÁ NA FLUSS HAUS:

A propriedade é cenográfica, muito bem cuidada. O jardim lateral dispõe de um lago onde nadam patos e marrecos. Pavões, cisnes, e um casal de avestruz ficam em cercados. Um riacho repleto de carpas passa pelo jardim da frente do restaurante e uma roda d’água transmite em natural FM aquele barulhinho gostoso de chuva caindo do telhado.

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As carpas podem ser alimentadas com ração apropriada, vendida a R$1,00 a porção. Não é à toa que estão gordas e longas, algumas até parecendo em tamanho com robustas tainhas.

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No outro lado da estrada está a pousada dos Feuser, com estacionamento próprio.

Na volta para Florianópolis uma parada na Gruta Bom Pastor, na beira da estrada, para agradecer a Deus por este momento lindo em família e pela fartura de alimentos.

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Para quem tem dúvidas se a viagem vale à pena, vou logo dizendo: – E como vale!…

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Hotel Majestic Palace – Florianópolis.


Hotel Majestic Palace

Av. Beira Mar Norte, 2746 – Centro
Florianópolis, SC – CEP – 88015-702
Tel: 3231-8000

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Minha Nota: 9/10

Ao chegarmos ao hotel olhei logo para o relógio. Faltava um minuto! para soar as “doze badaladas noturnas” tão temidas pelo Vampiro Brasileiro de Chico Anísio. Mortos de fome e cansaço, a prioridade foi para combustível – cozinha aberta 24 horas e menu à la carte servido no quarto. Melhor, impossível. O banho veio depois, para relaxar.  Salvos mais pelos omeletes de camarão devorados à uma da manhã (meu estômago não sabe ver hora) do que pelo banho – verdade seja dita -, deitamo-nos após duas horas da manhã, felizes pelos camarões que havíamos acabado de comer e por termos conseguido chegar a Floripa depois de tanto atropelo.

Agradeci a Deus por este momento lindo e desmaiei até o dia seguinte.

Ocupamos o quarto 1005 por oito noites. Espaçoso, conta com uma bancada de vidro onde fica a TV de LCD e algumas guloseimas. Muito bons – o quarto e as guloseimas.

A bancada maior, de madeira, abriga local fechado para sapatos em um dos lados e no outro, o frigobar. Janelas antirruído e cortina curta com black-out. Camas largas com colchões e dois travesseiros confortáveis com alturas diferentes para cada uma – achei ótimo porque não costumo dormir em travesseiro alto. Mesas laterais com abajures de pé e uma poltrona completam a decoração do quarto, além da bela vista para o mar, que acaba fazendo parte da composição do ambiente.

Qto. Standard H. Majestic. (800x590)
Parte do quarto 1005.
Acomodações Qto Standard H. Majestic (800x588)
Bancada – Sapateira, frigobar, gaveta escrivaninha e abertura para colocação de cobertores, colchas e assemelhados.

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O banheiro também é amplo. Chuveiro de jato de água forte também do jeito que gosto. Secador, interfone (necessário em um banheiro de hotel), e “material de limpeza” corporal.

Faço ressalva à uma toalha de rosto manchada e com pequeno furo. Nada me impede de me enxugar em uma toalha nestas condições, mas, para um hotel de categoria cinco estrelas, fica difícil admitir esta falha, mesmo ocupando um apartamento standard.

Não há divertimento de qualquer natureza para as crianças apesar de espaços amplos e disponíveis. O hotel, segundo informações obtidas com uma funcionária, é executivo! (?)

Outro pormenor que chamou-me atenção foi um casal de Noéis em cima do balcão da recepção, única lembrança de que o Natal havia sido comemorado há exatos dois dias. Salvo opção religiosa do(s) proprietário(s), não consegui entender tanta singeleza em uma decoração natalina de um hotel cinco estrelas, mesmo para o padrão “executivo” do hotel (!?).

Hotel Majestic - 27.12.14. (800x600) (2)

Essa rigidez acabou me esclarecendo o porquê de a piscina ser pequena em relação à população que encontrei no hotel e o pouco espaço do deck.

Almoço Amaury e Goretti 18.dez.14 172 (800x600)

Falemos agora dos funcionários: gentis, simpáticos, receptivos e todos de muita boa vontade. Ressalto o atendimento da simpaticíssima senhora responsável pela arrumação dos quartos do 10º andar. Senti falta de uma vassourinha ou de um aspirador de pó que poderiam ter sido passados vez ou outra no chão do quarto, mas… fica para a próxima. Não passa de um pormenor diante de tanta cordialidade.

E quanto ao Marcelo Rodrigues, vizinho nos Ingleses, não encontro palavras que possam expressar sua gentileza, sua atenção tão especial com que nos brindava todas as manhãs na hora do café.

E por falar em café, diariamente o salão era ocupado por belos arranjos florais e uma infinidade de gostosuras à disposição dos hóspedes, distribuídos em várias mesas. Muita fartura e qualidade no serviço: embutidos, queijos, manteiga, geleias caseiras e industrializadas. Frutas, sucos, bolos, tortas, iogurtes de diversos sabores, água mineral, leite frio e quente, café, chás diversos. Ovos mexidos e omeletes; panquecas! Salsichas ou linguicinhas em molho de tomate; bacon bem fritinho. Pães, biscoitos, cereais (flocos de milho, aveia, misturas), enfim… serviço perfeito sem um pormenor sequer, além de funcionários atentos, educados e simpáticos servindo-nos o tempo todo.

O almoço servido no mesmo espaço do café da manhã deixou muito a desejar.

Do saguão do 10º andar vimos a soltura dos fogos – excelente camarote e ainda tive oportunidade de receber parentes sem o menor problema, bem como levar bebidas, salgados e doces sem ter que pagar a taxa de rolha. Liberdade que não tem preço. O resto, a gente compra com aquele cartão de crédito…

Antesala Restaurante Hotel Majestic (800x590)
Hall dos elevadores do piso “E” onde é servido o café da manhã.
..Hotel Majestic.. (800x600)
Outro ângulo do mesmo hall.
.Hotel Majestic. (800x589)
Parte banheiro 1005.
Hotel Majestic.. (800x600)
Outro aspecto banheiro.

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VAI VIAJAR ISTEPO MAIOR cópia