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BRASIL: Rota das Emoções Com PAULO OFF ROAD JERI (3º Dia).


IMAGEM DESTACADA: rua em Jericoacoara.

NOSSO ROTEIRO

3º DIA na ROTA: Andanças por Jericoacoara.
Aceitamos a sugestão de Paulo, nosso guiador pela ROTA (telefone (88) 9.9969-7112) e permanecemos na Vila a fim de revermos alguns lugares e conhecermos as novidades.
Já escrevi e torno a repetir: Paulo conhece a ROTA DAS EMOÇÕES e arredores como a palma de sua mão.

Caminhamos bem devagar por dois motivos: o calor e a dificuldade para se caminhar na areia.
Jericoacoara não tem calçamento e nem calçadas; até o piso das boutiques mais modernas é de areia – chiquíssimo!
Saímos da Rua do Forró, onde estávamos hospedados no Hotel Villa Beija-Flor, e fomos até à Rua da Matriz. Aqui fomos surpreendidos por duas novidades: a construção de uma praça e a igreja, finalmente!, aberta.

Em 2010, a primeira vez em que estivemos em Jeri, a igrejinha estava fechada. Na segunda vez, em 2013, ficamos hospedados em uma pousada bem próxima, mas não a visitamos pelo mesmo motivo. Desta vez a sorte nos sorriu e não tinha dentes cariados: estava à disposição de quem quisesse conhecê-la. Finalmente!, as portas estavam abertas.

A algazarra dos pássaros que cruzam incessantemente o teto da igreja é música das mais agradáveis. São incansáveis. Fazem voos rasantes, ousados, passando rente aos visitantes em busca de seus alvos. Ora fazem uma conexão nos encostos dos bancos, ora pousam diretamente no chão para catar algum cisquinho que lhes interesse.
Oramos, e depois ficamos por algum tempo apreciando o movimento desses atrevidinhos que não se intimidam com a presença de ninguém. São fofos demais! Aliás, essa timidez há muito não vejo mais nos animais, de um modo geral.
Pombos que circulam pelas calçadas do Rio são um exemplo: não se importam mais com as passadas dos transeuntes; nós, sim, é que temos que ter cuidado para não pisoteá-los. 

Na foto acima, um atalho para se chegar a Praia da Malhada. Neste beco – onde há cinco anos não entrava outro tipo de veículo senão bicicleta, de tão estreito, há uma pousada que em 2013 chamava-se Ju-Ju-Ju. Era ótima. Mudou de nome e não sei se continua a mesma. O beco foi alargado e agora passa buggy, “passa boi, passa boidada…”
Para quem gosta de sossego o lugar é ideal para hospedagem, apesar da distância até ao Centrinho badalado.

No final do beco, a Praia da Malhada.

Daqui fomos a pé, por cima das pedras (maré baixa, naturalmente), até chegarmos à Pedra Furada. Uma caminhada e tanto que fizemos em 2013. Valeu muito.

Rua de Jericoacoara.  
Trecho não balneável da praia de Jeri.
Hotel de propriedade italiana, na beira do mar, no Centro de Jericoacoara.

No restaurante de conceituado hotel situado na beira da praia, almoçamos um pargo em crosta de sal grosso acompanhado por batata sauté e salada de tomates. O peixe estava tão saboroso que repetimos a dose. Prato simples e delicioso.

No vídeo, as imagens iniciais são da Praia da Malhada; a seguir, as imagens do processo de retirada da capa de sal grosso do pargo. Almoço inesquecível e recomendado pelos seguintes motivos: localização, atendimento, opções de cardápio e preparo do prato.
O restaurante foi construído com teto de palha e não poderia ser mais bem localizado: embaixo de uma tamarineira carregada de passarinhos e… tamarindos. Um luxo!

Praia de Jericoacoara , em frente ao restaurante.
Praia de Jericoacoara. Ao fundo, a famosa Duna do Por-do-Sol, já bem menor do que era há 5 anos. E como canta Lulu Santos, com muita propriedade, “Tudo muda o tempo todo no mundo…” Sem dúvida nenhuma, Lulu.

Após o almoço supimpa, nada melhor que um rolê pelas ruas floridas da Vila para completar o círculo imaginário que traçamos para nossa caminhada.

Rua Principal, onde tudo acontecia. Agora, com o Centro bem mais ampliado – ouso dizer que vai da Rua do Forró à Rua São Francisco -, é preciso mais atenção para não perdermos nenhuma novidade.

Ainda a Rua Principal, a mais central de Jericoacoara.

= À NOITE, A VILA SE ENCHE DE LUZ e MOVIMENTO =

Becos por onde só moradores passavam, agora atraem compradores e curiosos. Ficaram do xurupito!, no melhor sentido da palavra. Porretas!

Para jantar, optamos pelo Restaurante Leonardo da Vinci que havíamos conhecido em 2013. Decepção geral: perdeu o requinte do cardápio que nos conquistara desde a primeira sugestão. Perdeu na apresentação dos pratos e no sabor. Perdeu na decoração – o restaurante migrou  a maior parte do mobiliário para a varanda e o salão ficou desajeitado. Ficou com ar espadongado…

Massa com molho de camarão. Deixou a desejar.

Agosto é mês bastante movimentado na Vila por ser período de férias na Europa e muitos franceses e italianos viajam para lá. A turma do kitesurf chega em peso à Jericoacoara e Preá à procura dos ventos que tornaram ambas as localidades conhecidas. Mas, como Jericoacoara é mais badalada, a Vila fica lotada!

É nessa época que a pequena Jeri se ilumina mais do que nos outros meses do ano.
Além da iluminação originária do comércio, o maior brilho, a maior luz, provém do olhar e do coração de todos que participam desta festa.

"Pior que não terminar uma viagem, é nunca partir" - Amyr Klink

1º DIA na ROTA: clique aqui para saber mais.
2º DIA na ROTA: clique aqui para saber mais.

BRASIL: Rota das Emoções Com PAULO OFF ROAD JERI (2º Dia).


IMAGEM DESTACADA: Arredores de Jericoacoara.

NOSSO ROTEIRO

2º DIA na ROTA: Lagoa do Paraíso e Lagoa Azul.
Jeri mudou. Foram mudanças radicais  e em apenas 5 anos! Nosso Deus! Dá prá assustar.
O ar bucólico de 1984, em que só se chegava à Jericoacoara atravessando as dunas a pé e com burros carregando sua bagagem, já era.
A (ex) Vila está situada em um Parque Nacional; há controle, mas não sei até que ponto. Por enquanto, Jeri não pode engordar nos quadris e só isso já é uma vantagem; isto é, a Vila não pode crescer para os lados.
Há 5 anos o burburinho da antiga aldeia de pescadores começava pouco depois de a moçada assistir ao Por-do-Sol (sim, com letras maiúsculas) do alto da duna. A noite era agitada devido ao nível descontrolado dos autofalantes que alimentavam a animação dos irrequietos na rua Principal. No  mais, a barulhada vinha de buzinas de buggys, ronco de motores de quadriciclos,e burburinho de restaurantes funcionando em quintais e varandas. Essa agitação não varava madrugadas e continua assim; prá ser sincera, diminuiu consideravelmente após as modificações pelas quais tem passado.
Na rua Principal, agora ocupada por barraquinhas de batidas incrementadas, de artesanatos, de guloseimas, não há mais barulho.
Cantores que se acompanham ao violão apresentam-se em restaurantes – ressuscitou-nos uma boa época de nossas vidas, em que podíamos andar pelas ruas do Rio à noite sem o menor temor. Era normal chegar de madrugada de sapato na mão, por ter dançado a noite toda nos arrasta-pés. Nem preciso dizer que o saudosismo bateu forte à minha porta.
Jericoacoara cresceu, conforme citei na postagem anterior, mas está organizada.
Ruas por onde trafegavam todo tipo de veículo, agora são fechadas após determinado horário e tornam-se exclusivas para pedestres. Gostei. Só isso já reduziu em muito o barulho de ronco de motores.

O COMÉRCIO
trabalha com preços justos, convidativos, beeem diferentes da exploração de Barreirinhas, MA, porta para os Lençóis Maranhenses.
Adquiri um cartão de memória para minha máquina fotográfica em Barreirinhas e paguei R$47,00 (quarenta e sete reais). Em Jeri comprei outro, idêntico, paguei R$5,00 (cinco!!! reais). Por aí você vai vendo a diferença, sem comentar outros “pormaiores” que deixo para as postagens futuras.

LAGOAS DO PARAÍSO e AZUL – “…pois talvez, quem sabe? O Inesperado faça uma surpresa…” (Caetano Veloso).

Neste dia tivemos a satisfação de conhecer Elivandro, piloto de um buggy bem descolado, que auxilia Paulo nos passeios mais descontraídos. Mas…, caso seja de sua vontade visitar as lagoas viajando em uma Hilux, não tem problema – o passageiro é quem escolhe e Paulo vai lá. Optamos pelo buggy.

Elivandro, dominando a fofura da areia em seu buggy descolado.

Elivandro é um jovem simpático, cordial, tranquilo e de bom papo.
Com precisão britânica, chegou à pousada para nos buscar no horário marcado.
Lá fomos nós ao encontro das lagoas, por caminhos nunca dantes navegados. Mesmo sendo esta a terceira vez que visitamos Jeri,
graças à ação da natureza, que naquela região se mostra bem imperiosa, “tudo muda o tempo todo” como diz Lulu Santos em seus versos. Portanto, mô quirido, você jamais! passará pelo mesmo caminho.
O paredão de areia imenso da foto abaixo foi uma das novidades que encontramos.

Meu fiel escudeiro fazendo bronzeamento natural.

Aconteceu que um pouco antes de chegarmos à Lagoa do Paraíso, a primeira que visitamos, Eli perguntou-nos se gostaríamos de conhecer uma das novidades do pedaço – o Alchymist Beach Club Lagoa Paraíso -, ou se preferíamos seguir em frente.
A burralda aqui, ao invés de dar uma olhada no tal clube e depois voltar e seguir em frente, optou por permanecer algum tempo no Alchymist e depois partir para a Lagoa Azul. Mofei com as pombas na balaia…
O Beach Club é representado por um brasão identificado por uma empresa chamada Luxury Group, estabelecido em Praga, que abrange hotéis de super luxo, restaurantes e clubes praianosDê uma olhada neste link e saiba a que tipo de luxo estou me referindo.
E foi justamente este grupo que inaugurou no Ceará duas unidades “descontraídas”: O Jardim Alchymist, no bairro da Aldeota, em Fortaleza, e o Alchymist Beach Club em Jericoacoara, com espaço separado para VIP’s na beira da praia. Espaço cobrado, claro.

Onde você paga mais caro para pegar o mesmo “Sol que te bronzeia” em qualquer lugar.


Mas não para por aí. Na beira d’água, colocaram espreguiçadeiras e guarda-sóis brancos, também pagos, caso seja de sua vontade desfrutar dessa proximidade. Tudo bem diferenciado dos locais mais… mais… “públicos” (os que ficam bem mais atrás).

Pagar para se esticar em local privilegiado…
A distância existente entre quem paga para ficar na beira d’água e quem não paga…

Depois que assisti ao vídeo que passo para você nesse link, me perguntei aonde irá parar tudo isso, inda mais agora que a  ex Vila de Jericoacoara está prestes a inaugurar um voo direto para Lisboa.

OS FATOS
Quem está trazendo a marca para o Brasil é um italiano de nome Giorgio Bonelli.
Digo trazendo, porque não acredito que as investidas do empresário nessas regiões paradisíacas, parem por aí; e temo que daqui a poucos anos, a beira de algumas lagoas sejam vistas com um colar de espreguiçadeiras e guarda-sóis, onde apenas pagantes desfrutarão desses cenários que herdamos gratuitamente da natureza.

Em 27/4/2018, o jornal O POVO (on line) noticiou a suspensão da autorização de funcionamento do clube pela SEMACE (Superintendência Estadual do Meio Ambiente) a partir do dia 25/4/18, após comprovação de que as instalações foram erguidas em local de preservação permanente; portanto, em desacordo com as leis de preservação ambiental.
Segundo a SEMACE, os proprietários deveriam desocupar e recuperar a área; essa medida foi estendida a todos que se enquadrassem nesse perfil.
Dia seguinte, o mesmo jornal noticiou que o clube, em 29/4, doaria alimentos perecíveis para a população de Jericoacoara, em virtude de seu fechamento.

O problema não é novo. Em 10 de março de 2017, o jornal Portal de Camocim publicou que o Alchymist Beach Clube havia sido autuado em R$500 mil pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). É este instituto que administra o Parque Nacional de Jericoacoara.
Indignado com a medida, o empresário voltou para a Itália prá chorar suas pitangas, e ameaçou fechar a fonte de alegados 250 empregos diretos e 500 indiretos.

“ESTÁ TUDO COMO DANTES NO QUARTEL DE ABRANTES”
Após pouco mais de um ano, o Alchymist voltou a funcionar em 13/6/2018, graças a uma liminar expedida pela Vara de Justiça de Sobral – notícia do jornal O POVO, de 09/6/2018.
Sim, mas… e a construção ilegal, em local de preservação permanente, como fica?
“Está tudo como dantes no quartel d’Abrantes”.

Na entrada do clube, uma escultura assinada por um artista de Sirinhaém, PE, impressiona pela criatividade e riqueza de detalhes. É belíssima!

 

A assinatura do autor da obra está no peitoral do animal, mas ilegível.

BILHETERIA
Para passar por esta porta, apenas idosos, deficientes físicos e crianças menores de etc, não pagam.

O banheiro: lindo por fora, mas descuidado por dentro – sujo e mal equipado de material higiênico.

Criatividade demais nos pingentes das luminárias, elaborados com talos das folhas das carnaubeiras.

 

O restaurante.

Boutiques: uma, de artigos esportivos; outra, de roupas e acessórios.

O CARDÁPIO – Sugestões a preços bem mais altos que os praticados no Centro de Jericoacoara.

Embarcamos nos pasteizinhos aromatizados com camarão, matamos a sede com água de côco, pedimos a conta e…

…fomos caminhar na beira da lagoa antes de darmos continuidade a nosso passeio.


Vi a propaganda na vela da jangada e me perguntei o que seria “esquibucho”… Mas, logo, logo, matei a charada: é o contrário do esquibunda!, claro. Só pode ser a descida de peito na lona molhada. Rimos muito.


Buscávamos o trecho da Lagoa do Paraíso em que ficamos em 2013, mas nosso compromisso com Eli não nos permitiu caminhar mais e tivemos que voltar. Ficará para a próxima.

A CAMINHO DA LAGOA AZUL

 

Ainda a Lagoa do Paraíso, quase em sua plenitude.

A Lagoa Azul, que em 2013 atravessamos em jangada até alcançarmos o restaurante, encontramos quase seca…

A ingrata surpresa de vê-la tomada pelo mato e pela areia foi tamanha, que nem descemos do buggy e voltamos para Jeri.
Elivandro comentou que a Lagoa Azul secou de tal forma, que o restaurante chegou a fechar por um bom tempo por falta de clientela. Imaginem isso.

Boa parte do capim e da areia que você vê não foto, há 5 anos não existiam porque a Lagoa Azul estava cheia.

Jericoacoara, segundo informações de Paulo, ficou 5 anos sem chover!
Ficamos desapontados com a escassez de água da Lagoa Azul, mas logo adiante a frustração foi quebrada por uma breve parada de Eli ao lado de um buraco muito especial – um ninho de caburé.
De olhar aparentemente perdido, mas atento à agitação dos filhotes dentro do buraco, a avezinha que chamamos de coruja, vez ou outra, dava uma olhadela para baixo a título de conferência. Todo cuidado é pouco com essas crianças!…

Por hoje é só.

” VIAJAR É MUDAR A ROUPA DA ALMA” – poesia de camiseta.

1º DIA na ROTA clique aqui e saiba mais.
2º DIA na ROTA clique aqui e saiba.

BRASIL: Rota das Emoções Com PAULO OFF ROAD JERI – (1º Dia)


IMAGEM DESTACADA: A Hilux de Paulo – versão antagônica daquela que ficou famosa como “Princesinha do Agreste” em certa novela da TV -, pronta para qualquer parada.

Nas postagens seguintes você constatará que a musa exacerba em brilhantismo, não importa aonde vá. E, apesar de seu glamour  – estofamento em couro, ar condicionado e muito espaço -, tal qual a Amélia cantada por Ataulfo, “não tem a menor vaidade”.

NOSSO ROTEIRO

1º Trecho da Rota: Fortaleza (CE) / Jericoacoara (CE).
Esta parte poderá também ser executada, literalmente, pela beira do mar. Neste caso, o esquema é outro (a orientação estará brevemente neste mesmo local). 

JERICOACOARA TAMBÉM TEM HISTÓRIA
Não faz tantos anos assim – 20, aproximadamente -, tratava-se apenas de uma vila de pescadores quietinha, quaaase escondida entre o mar e as dunas.
Não havia estradas, não havia eletricidade e, consequentemente, tudo que dependesse de uma tomada…
Não havia sequer uma pousada. Os sobrinhos de meu fiel escudeiro estiveram em Jericoacoara em 1987 e foram abrigados por pescadores. Era em suas casas que dormiam e comiam.
Não havia banheiros e por conta disso o descarte intestinal era feito atrás de qualquer moita ou árvore.
Chegaram à vila em lombo de burro! A moeda corrente era o escambo e por este motivo muito pouco dinheiro circulava.

Jericoacoara – cenário exuberante arquitetado pela natureza – cuja quietude só era abalada pelo assobio do vento -, jamais imaginou que outros tipos de vento soprariam em sua direção e a transformariam em um dos polos turísticos mais famosos do planeta.
Jericoacoara cresceu… Moradores daquelas casinhas simples negociaram seus espaços e agora vê-se, em seus lugares, hotéis de luxo, pousadas bem transadas, boutiques sofisticadas, Cafés atraentes e restaurantes charmosos, sem falar em uma sorveteria/fábrica de sorvetes da melhor qualidade, que consegue formar fila apesar de suas espaçosas instalações. Fabricam até sorvete diet!
Aumentou o número de farmácias e de supermercados; uma UPA bem elogiada pelos moradores foi construída na entrada de Jeri e a oferta por diversos tipos de terapias pela Vila é considerável.
Há consultório dentário. Lojas de marcas famosas do ramo de sandálias de praia e perfumaria estão presentes. Que tenhamos notado, duas praças foram construídas: uma no Centrinho (rua Principal) e a outra em frente à Matriz.
A diferença que encontramos de 2013 prá cá é gritante!
De tudo isso, o que mais nos chamou atenção foi o seguinte: é que todo esse glamour que Jeri vem adquirindo com a rapidez de quem furta, não alterou aquele jeitão descontraído – a Vila continua atraente e está ficando cada vez mais charmosa.
Jeri é um lugar encantador, alegre, onde todos são bem recebidos. Jeri parece colo de avó – é puro aconchego; Jericoacoara não se explica. A Vila é transbordante de Luz, porque é lugar de gente feliz.


ROTA DAS EMOÇÕES
Foi Paulo quem nos conduziu em 2010 pela Rota das Emoções.
Este roteiro compreende os Lençóis Maranhenses, o Delta do Parnaíba e a Costa do Sol Poente Cearense: Jericoacoara e Camocim. Percorremo-la de ponta a ponta.
Nesta ocasião, nosso companheirão de viagem – por quem acabamos por nutrir grande admiração e profundo apreço -, trabalhava para uma empresa de turismo de Jericoacoara.
Batalhador e profundo conhecedor da Rota e arredores, não foi surpresa quando, ao contratarmos seus serviços pela segunda vez, informou-nos, feliz da vida, que já fazia tempo que trabalhava por conta própria. A partir daí, Paulo é que passou a comandar e orientar seus passageiros nos roteiros propostos. Sugestões não lhe faltam.
Nas três vezes que transitamos pela Rota (total ou parcialmente), nosso guiador foi nos pegar em Fortaleza. A mais recente, no aeroporto.

1º DIA na ROTADe Fortaleza a Jericoacoara.
Desta vez tivemos a vantagem de contar com um voo que chegou à capital cearense às 11.30 h e de lá rumamos diretamente em direção à Jericoacoara, parando duas vezes no caminho: uma para almoço, em Paraipaba (Restaurante e Churrascaria São Paulo), e outra para lanche, em Itarema.

SUGESTÃO: Caso você chegue a Fortaleza em horário de almoço ou desembarque com fome, sugiro que passe na praça de alimentação do aeroporto. Lá a oferta de refeições saborosas é grande, devido a nomes tradicionais em culinária rápida.

O buffet da churrascaria de Paraipaba deixou muito a desejar; em contrapartida, a tapioca de carne de sol com queijo de coalho do Delícias do Café de Itarema é in-dis-pen-sá-vel!!!  É ponto obrigatório.

Além de refeições, o Café oferece pratos rápidos tais como tapiocas com diversos recheios, omeletes, bolos, sanduíches, salgados e outras delícias. Tudo preparado e servido com esmero.
Artesanatos e redes também estão a venda.
Ambientes limpíssimos, incluindo os banheiros. Essa parada é porreta!
Anote: Av. João Batista Rios, 265, Itarema – CE, 62590-000.
Telefone: (88) 99755-5049.
Horário de Funcionamento:

sábado 04:15–18:00
domingo 05:00–12:00
segunda-feira 04:15–20:00
terça-feira 04:15–20:00
quarta-feira 04:15–20:00
quinta-feira 04:15–20:00
sexta-feira 04:15–20:00

Da esquerda para a direita: meu fiel escudeiro, Paulo e a simpática senhora que se desdobrou em gentilezas para nos atender.

Toalhas de banho, de mesa, roupas de praia e conchas decorativas também fazem parte das coleções oferecidas pela casa.

Água de côco gelada para acompanhar a famosa tapioca do pedaço. Combina? Claro! É normal meu estômago apoiar, integralmente, o que meus olhos vêem.

Vale como um almoço. Deliciosa!

Mais tarde, ao passarmos pelo município de Cruz, Paulo nos levou para conhecer o aeroporto já devidamente preparado para receber aviões de grande porte. Prova disso é que voos diretos de Lisboa/Jeri/Lisboa estão previstos para serem inaugurados em setembro próximo. Jericoacoara nunca mais será a mesma…

Nosso guia e amigo seguiu por um atalho e chegamos à Preá poucos minutos antes do ocaso.

Trafegando por uma trilha de areia fofa, em direção à Preá.

Do ponto que se vê abaixo fomos até Jericoacoara (distante de Preá em apenas 14 km) pela areia da praia…

(Vídeo musicado)

… e ainda demos uma passada pela Árvore da Preguiça, atração de Jeri, antes de chegamos a nosso destino.

NOTA: A partir de 21/9/2017, quem visita Jericoacoara paga uma taxa de R$5,00 (cinco reais), por pessoa, pelo tempo em que o visitante permanecer na Vila.  
Trata-se da TTS - Taxa de Turismo Sustentável.
Há dois postos de cobrança: um deles fica na entrada da cidade (foto) e outro na entrada do município. 
Caso seja mais confortável para o visitante pagá-la pela internet,basta gerar o boleto na página da Prefeitura de Jeri.

QUEM NÃO PAGA A TTS?
Maiores de 60 anos, menores de 12, e portadores de deficiência física. Moradores e quem mora em outro local, mas trabalha na cidade, obviamente, também estão isentos do pagamento da taxa. 
40% do valor arrecadado é obrigado a ser empregado na Vila.

Ficamos na pousada Villa Beija-Flor, recém inaugurada na rua do Forró.
Ajeitamos nossa bagagem, tomamos um banho, e saímos para ver as novidades – só não imaginamos que fossem tantas!…

2º DIA na ROTA: Jericoacoara (CE) / Carnaubinha (PI)

N.B.: Importante ressaltar que o roteiro é executado, em alguns trechos, pelas dunas. Nem pensar em viajar pelo caminho traçado pelo Google, longo demais!

3º DIA na ROTA: Carnaubinha (PI)/Barreirinhas (MA)

2º DIA na ROTA: clique aqui e saiba mais.
3º DIA na ROTA: clique aqui e saiba mais.

“Somos todos viajantes de uma jornada cósmica – poeira de estrelas, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos do infinito. A vida é eterna. Mas suas expressões são efêmeras, momentâneas, transitórias.”  DEEPAK CHOPRA

 

BRASIL. CEARÁ, CE. JERICOACOARA – Hotel Villa Beija-Flor


IMAGEM DESTACADA: Parte Frontal das Acomodações. Todos os Quartos Têm Vista Para a Piscina.

O hotel está afastado em aproximadamente 400 m do Centro de Jeri e não em apenas 100 como anuncia o Villa Beija Flor em conhecido site especializado em hospedagem. Continuar lendo BRASIL. CEARÁ, CE. JERICOACOARA – Hotel Villa Beija-Flor

BRASIL, S.C. – Praias em Bombinhas: Sepultura e Retiro dos Padres, Dentre Outras.


IMAGEM em DESTAQUE: Praia Retiro dos Padres.

COMO CHEGAR
O acesso é pela BR-101. Dista de Florianópolis em 65 km e de Camboriú em apenas 26 km.
Primeiramente, passa-se por um portal indicativo em que, ao cruzá-lo, você estará na Costa Verde & Mar – que engloba as praias Continuar lendo BRASIL, S.C. – Praias em Bombinhas: Sepultura e Retiro dos Padres, Dentre Outras.

BRASIL, SC. Itapema: Café Colonial do Tirolez.


FOTO em  DESTAQUE: Parcial da Fachada do Tirolez.

A famosa casa localizada no Bairro de Ilhota, Itapema, à beira da BR-101, oferece suas delícias há mais de 25 anos para quem aprecia comida de qualidade.
Sinto grande satisfação ao lembrar que a conheço desde que se instalou quase em frente ao Posto da Polícia Federal, do outro lado da estrada.
O Café Colonial do Tirolez é especializado em culinária alemã.
Aos poucos e a custo de muito trabalho e arte foi ganhando, merecidamente, a fama de que desfruta.
São mais de 100 opções só no buffet!
A mesa é um chamado ao pecado da gula, sem contar os biscoitinhos, docinhos, pães (milho, centeio, trigo), geléias e outros tantos produtos já embalados.

Este Paraíso favorece quem está trafegando em direção à Florianópolis. Mas, se você estiver navegando no sentido Norte, fique atento. Logo após a Polícia Federal há um retorno; e para voltar a trafegar para o Norte, aí sim, você terá que seguir em direção à Florianópolis e só encontrará um retorno após 3 km de estrada. Compliquei? Então dê uma olhada no mapa abaixo.

Mesmo na baixa temporada há movimento no Tirolez; por conta desse porquê todas essas tentações estão sempre frescas.

É nesta ambientação simples, limpíssima, organizada e aconchegante que você poderá curtir várias especialidades da cozinha alemã.

Se o olho crescer e você partir prá experimentar um tiquiiinnnho de cada coisa, achando que vai dar conta… Há! “Vai mofar com as pombas na balaia”, istepô!…

O HORÁRIO de FUNCIONAMENTO é das 9:00 às 21:00 horas, exceto às terças-feiras.
HORÁRIO DE VERÃO: 8:00 às 22:00 horas, diariamente.
Telefone: 47. 3368-2556

PREÇOS
Há duas modalidades de cobrança: caso o interessado opte pelo buffet, pagará X. Caso sua preferência seja por refeição para viagem ou beliscar alguma coisinha, pagará Y.
Nesta modalidade, ou seja,  comer pouco, a pessoa terá que ter muita personalidade. Há, há!

*****

 

 

BRASIL. PARANÁ, PR. Travessia Caiobá-Guaratuba, A Caminho de Florianópolis.


IMAGEM em DESTAQUE: Desembocadura do Rio São João.

Deixamos Antonina pela PR-408 em direção à Morretes; nosso objetivo era acessar a BR-277 para alcançarmos a PR-508 e chegarmos primeiramente a Matinhos.
Seguindo orientação das placas de trânsito, finalmente entramos na PR-412, rodovia que nos levaria até à travessia Caiobá/Guaratuba.

No sentido Caiobá-Antonina trafegar pela Avenida Atlântica (mão única) é muito agradável. Já fizemos esse trajeto duas vezes e gostamos muito. Aconselho-o.

AVISO AOS NAVEGANTES.

Três balsas operam na travessia, o que torna o serviço super rápido.

Para assistir ao curto vídeo da travessia, clique aqui.

DEIXANDO CAIOBÁ.
CHEGANDO A GUARATUBA.

Atravessamos a balsa, descemos em Guaratuba, e continuamos nossa viagem em direção à Garuva pela mesma PR-412, que, ao cruzar a fronteira Paraná/Santa Catarina, torna-se SC-415.
Garuva está na beira da BR-101; por isso bastou-nos passar por baixo da BR e seguir em direção à Florianópolis: mais 211 km de estrada.


Se você gosta de viajar, trace seu roteiro e bote o pé na estrada. Não bobeie:

*****

 

BRASIL. PARANÁ, PR: Antonina – Um dos Pontos de Partida para a Ilha do Mel.


IMAGEM em DESTAQUE: Vista parcial de Antonina. Foto clicada da rua Sinhoca Rocha.

Conforme relatado na postagem anterior – Chegando à Florianópolis pela Estrada da Graciosa, Pr -, paramos em Antonina para dormir uma noite e dar uma olhada na pequena cidade – o que só pudemos fazer no dia seguinte, pela manhã.

Rua Sinhoca Rocha.
Camboa Capela Hotel – o prédio da esquina, pintado de verde.
O estacionamento na lateral do hotel.

Ficamos no Camboa Capela Hotel. Visto assim pelo lado de fora, não se tem idéia da amplidão de suas acomodações. A surpresa está no momento em que se cruza a porta principal. Não há como não exclamar; no mínimo, um  “Noooosaaa!” você vai soltar.
Tudo é muito bem cuidado e limpo. Quartos amplos e estacionamento a céu aberto em terreno nos fundos do hotel, acessível pela rua lateral, a Sete de Setembro.
Optamos por estacionar o carro neste terreno porque mala e bancos estavam abarrotados de tralhas e bateu aquela neurose de quem mora no Rio. Poderíamos ter deixado o carro no estacionamento ao lado do hotel, mas…

Foto clicada do pátio da Igreja de N. S. do Pilar.

As imagens foram obtidas no dia em que continuaríamos a viagem para Florianópolis, bem cedinho; por este motivo o comércio estava fechado e não havia movimento de pedestre.

Por ser cidade histórica, mesmo pequena há o que admirar. Antonina, em 2017, contava com 19.420 habitantes.
Na foto abaixo está o Teatro Municipal, construído na segunda metade do século XIX, alvo de histórias muito interessantes que você poderá sabendo clicando aqui.
Entretanto, um fato por demais desagradável merece ser destacado: em 1962, o Prefeito Pedro Dias Pinheiro cometeu o desatino de arrendar por 20 anos este imóvel histórico para uma empresa cinematográfica de Curitiba.
Como era de se esperar, findo o prazo estabelecido no contrato, o imóvel foi devolvido ao município em estado precário – fachada estropiada, interior destruído. Apesar das promessas de restauração não cumpridas, obviamente, não foram cumpridas.

Em conversa com um antoninense, este habitante contou-me que um dos prefeitos decidiu trocar as maravilhosas portas originais do teatro, de madeira, por estas de vidro.
Segundo este informante, encontraram as portas na casa do dito prefeito e por lá ficaram.

O hotel está muito bem localizado. De alguns quartos vê-se parte da Baía de Paranaguá, cidade bem próxima de Antonina, distante em  50 km apenas.

Em penúltimo plano, as ruínas do Armazém Macedo, depósito de erva-mate, e da residência da família Macedo.

A Igreja Matriz da cidade, dedicada à N. S. do Pilar. Está ao lado do Camboa Hotel.

A simpática praça fica em frente ao hotel.  

À esquerda, na foto, a Pousada Atlante.
Rua Valê Porto.
Rua Sete de Setembro, por onde se acessa o estacionamento do Camboa.
O prédio da Prefeitura.

    
Achei interessante que algumas residências na rua Valê do Porto também podem ser identificadas com uma placa na qual consta o nome de uma música e seus autores.
Não sei se essas homenagens seguem o mesmo ritual que as placas inauguradas na cidade de Conservatória, verdadeiras solenidades. 
O proprietário escolhe a placa com o nome de u’a música de seresta e avisa aos seresteiros do Museu da Seresta e Serenata.
Em dia previamente combinado, os músicos saem do museu, à noite, tocando suas violas, violões, cavaquinhos e cantando pelas ruas até chegar à casa alvo da solenidade.
Em lá chegando cantam a música escolhida pelo morador, e depois comemoram a inauguração da placa em uma festividade oferecida pelo morador.

UM POUCO DE HISTÓRIA
Antonina é uma das mais antigas povoações do Paraná. Foi a  exploração do ouro, tendo como início 1648, que atraiu muitos interessados – homens que acabaram contribuindo para a formação do futuro povoado.
Anos mais tarde a antiga sesmaria de Guarapirocaba foi se firmando, até que em 12 de Setembro de 1714 foi oficializada a povoação de Antonina.

Para quem aprecia arquitetura, a cidade reserva algumas surpresas. O Teatro Municipal (1906), a Igreja de N. S. do Pilar, que obteve licença para a construção de uma capela em 12 de Setembro de 1914; mas, foi somente em 14 de agosto de 1722 que oficializaram a igreja como matriz da cidade.
A igreja passou por período de abandono a ponto de ser fechada devido à precariedade de suas instalações: não havia assoalho, nem forro, nem altar, além de as vigas terem apodrecido.
O casario ao redor do hotel é digno de nota, bem como uma ruína de um armazém de nome Macedo, que você vê na foto em destaque ali no frontão.
Como de hábito, dei uma bordejada na internet para verificar se meus relatos ainda têm fundamento e tive a satisfação de encontrar a matéria cujo link transcrevo a seguir: inclui os projetos para as iminentes reformas do Armazém Macedo (ficará lindo!), e da Estação de Trem de Morretes.


APÊNDICE:

Por que não REFORMAR, também, A ESTAÇÃO DE PARANAGUÁ?
Acho uma falta grave o que algumas empresas e sites de turismo anunciam: um passeio de trem pela Serra do Mar, saindo de Curitiba e chegando a Paranaguá.
Daí…, o interessado no trajeto começa a ler o roteiro e depara-se com uma viagem mais curta: Curitiba/Morretes. E mais: anunciam como atração desta pequena cidade um prato típico da região, como se Morretes fosse a cidade que melhor o apresenta. Não foi o que constatei.

Vamos por partes:
1- De Morretes a Paranaguá, por estrada (PR-408 e BR-277), são apenas 39,6 km de extensão. É também de Paranaguá que saem embarcações para a Ilha do Mel, embora haja um ponto de partida a quase 47 km de distância que encurta bastante essa travessia: o Pontal do Sul (Sair de Paranaguá pela BR-277, pegar a PR-407 até o Pontal do Paraná, e de lá seguir até Pontal do Sul pela PR-412).
Mas isso é uma gordura que incluí no item.
Para o que gostaria de chamar atenção é que o trem voltando a circular até Paranaguá, facilitaria a vida de muitos habitantes das cidades que já foram favorecidas por esses trilhos, sem contar com aqueles das localidades vizinhas ao triângulo formado por Morretes, Antonina e Paranaguá. Isso, sem pensar, ressalto, no favorecimento que essas localidades receberiam em função do incentivo ao turismo. Mas os responsáveis pela recuperação desse fantástico patrimônio não estão se importando com isso.

Aproveitando o embalo, registro minha indignação pelo que restou da estação de trem de Paranaguá, que cai, literalmente, aos pedaços.
Inaceitável que um patrimônio grandioso como esse, esteja servindo de abrigo a mendigos e viciados em crack.
Um prédio que, mesmo destruído, não esconde que foi construída em período de abundância vivido pela cidade e por isso, sua arquitetura requintada.

A reportagem do G1 de 2015 conta e mostra com riqueza de detalhes o período que abrange desde o início de seu funcionamento até seu total abandono. Vale a leitura.

2- E quanto à gastronomia, o que que Morretes tem?
Anunciam o Barreado como se o preparassem de maneira inigualável. Pura balela! Quem o prepara de acordo com a receita original é a Sra. Norma, moradora de Paranaguá, que prepara o prato seguindo a receita à risca, justamente por estarem deturpando a receita original pelas redondezas.
Quando eu e meu fiel escudeiro soubemos do sucesso que Dona Norma faz na cidade, não pestanejamos. Repeti para mim mesma as palavras de minha amiga Angela Loreto quando vê algo que lhe desperta curiosidade: – “Preciso ver isso de perto”. E lá fomos nós.
Para que tenha idéia do que se trata – em descrição pormenorizada e fotos -, clique aqui.
Dona Norma tornou-se tão famosa que foi procurada por dois fotógrafos…
Hum!… Acho melhor você clicar no link para ficar conhecendo essa história.

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BRASIL. PARANÁ, Pr: Chegando à Florianópolis pela Estrada da Graciosa, a PR-410.


IMAGEM em DESTAQUE: Trecho da Estrada da Graciosa.

Cansada de trafegar (tanto de ônibus quanto de carro) pela BR-116 do Rio à Florianópolis  – mais de 20 anos só em companhia de meu fiel escudeiro -, sugeri mudar o trajeto – “Antes tarde do que… ” Continuar lendo BRASIL. PARANÁ, Pr: Chegando à Florianópolis pela Estrada da Graciosa, a PR-410.

BRASIL, PARAÍBA, PB: Cabedelo – Um Show Ao Cair da Tarde.


IMAGEM em DESTAQUE: Anoitecer em CabedeloRio Paraíba.

A distância de João Pessoa à Praia do Jacaré é de pouco mais de 10 km.
– Mas, o que tem lá?
– Ao cair da tarde – chova canivetes ou faça sol -, lá vem Sr. Jurandir  em um barquinho a remo, de pé, tocando Bolero, de Ravel, em um saxofone. Faltam-me palavras para descrever o cenário.
Tivemos sorte. A tarde, neste dia 23/8/2011, foi um presente para todos que lá estavam, especialmente para meu mano, que sentiu-se presenteado por ter aniversariado no dia anterior.
Aos poucos começamos a ouvir os primeiros acordes da obra mais conhecida de Ravel, composta em 1928. O silêncio começou a se fazer na platéia: o público presente nos restaurantes localizados na beira do rio, construídos parcialmente sobre palafitas de onde a visão é panorâmica.
Paulatinamente, fomos ouvindo o som do sax se aproximar e, repentinamente, daquele sussurro o silêncio se fez. Fantástico!
A margem do rio é tomada por restaurantes e lojas de artesanatos. Só essa dobradinha é suficiente para atrair público considerável. Imagine como não fica, diariamente, com mais essa atração chamada Jurandir.
Não há tempo ruim, literalmente, nem para o artista e nem para quem se dispõe a assistir ao espetáculo.

O  HORÁRIO
de sua apresentação varia entre 16.30 h e 17.00 h – dependendo da Estação do Ano.
Em agosto de 2011 era tudo muito organizado. Para nossa sorte, além da tarde cinematográfica, acabamos por escolher um restaurante que nos deu oportunidade de vê-lo bem de perto: foi justamente neste ponto que o artista  desembarcou.

Sua trajetória é muito interessante: aconteceu por acaso, segundo seu depoimento para a reportagem publicada no jornal O Globo em 2012.  O porquê da escolha da música e de apresentar-se tocando em um barquinho, são curiosos.

O saxofonista termina seu espetáculo diário, subindo a rampa de um dos restaurantes.

Gostamos muito da atração. Valeu demais!


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