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BRASIL. SANTA CATARINA. FLORIANÓPOLIS – Casa da Alfândega: Onde Comprar Artesanatos Catarinenses.


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UM POUCO DE HISTÓRIA
A notícia que se tem é a de que a primeira Casa da Alfândega, construída em local distinto de onde ergueram a que conhecemos no Centro de Florianópolis, explodiu inexplicavelmente, em 1866.
A explosão, de proporções gigantescas, chegou a atingir os alicerces do prédio!, abalou construções próximas e matou 10 pessoas.
Dez anos mais tarde foi construído um prédio em estilo neoclássico que serviu ao porto de Florianópolis até 1964, ano em que as atividades portuárias terminaram e a alfândega foi desativada.
Era lá que minha avó paterna embarcava no navio Carl Hoepcke rumo ao Rio de Janeiro, a fim de passar temporada com parte da família.
O prédio abriga o Centro da Cultura Popular e a Galeria do Artesanato.
A exposição e venda permanente dos trabalhos de centenas de artesãos tem como objetivo a preservação e o incentivo à cultura popular. Lá o visitante encontra milhares de opções para presentes, decoração, além de tomar conhecimento dessa herança artística fantástica do catarinense.

Este prédio foi construído no antigo Largo do Príncipe, atual rua Conselheiro Mafra.

Até a década de 70 o mar banhava o histórico prédio neoclássico.
Com o aterro que conhecemos como Baía Sul, uma grande praça foi criada na área, o Largo da Alfândega.

Nesse espaço, por demais convivial, os amigos marcam encontro, as pessoas fazem uma pausa para descanso, ou apreciar o movimento. Mas a ocupação maior se dá quando músicos se apresentam no largo, ou quando, em época de Carnaval, blocos e escolas de samba ensaiam suas performances.

Tudo encanta nesse lado do Centro de Florianópolis: o prédio da Alfândega, inaugurado em 27/7/1876…, o largo…, o Mercado Público, bem pertinho, e, claro, tudo que a Loja de Artesanato Catarinense oferece.

Nesta foto, fachadas bem conhecidas tais quais as casas do Ribeirão, do Mercado Público, do Palácio Cruz e Souza, e do mais representativo prédio de Blumenau, são bastante decorativas.
Peças em cerâmica com toques de pintura indígena são bem diferenciadas.
Colares, castiçais e porta incensos.
A bela escultura de São Francisco dispensa comentários.

As bruxinhas que justificam o título de Ilha da Magia à Ilha de Santa Catarina não poderiam faltar.

Tapetes artesanais, toalhas de lavabo valorizadas pela trabalhosíssima e complicada arte da fabricação da renda de bilro são destaques pela delicadeza. Panelas de barro, cachaças, bruxinhas de pano, essências, lamparinas para iluminar jardim…

… e as maravilhosas flores confeccionadas com escamas de peixe. São trabalhos belíssimos que deixam o comprador em dúvida: o que levar?!

E a delicadeza das caixas enfeitadas com flores de palha de milho? E a rosa de escama de peixe, com dobraduras e transparência?

Peças de vestuário também não faltam na loja, bem como…

… as bolsas confeccionadas com lacre de latas de alumínio.

Trata-se de uma das atrações turísticas de Florianópolis das mais interessantes para você visitar: não só pelo conjunto de valores que representa, mas pelo colorido e pela beleza.
Não deixo de passar por lá todas as vezes que estou na ilha.

Casa da Alfândega – Florianópolis.


Imagem Destacada: Largo da Alfândega
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Localização: Rua Conselheiro Mafra, 141 – Centro – Florianópolis
Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h30min. Aos sábados, das 9h às 13h.
Entrada gratuita
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Obs: clique duas vezes na luva para ver a imagem aumentada.

O prédio de estilo neoclássico localizado no denominado Centro Histórico de Florianópolis, foi inaugurado em 29 de julho de 1876. Entretanto, seu funcionamento, dependente de vistoria, deu-se a partir de fevereiro de 1877.
O edifício funcionou como alfândega por mais de 90 anos, encerrando suas atividades aduaneiras em 1964 em decorrência do fechamento do porto de Florianópolis, já decadente.
Este edifício foi inaugurado dez anos após o prédio da alfândega ter explodido misteriosamente em 24 de abril de 1866. A explosão foi de proporções gigantescas para a época; tanto que o noticiário O Desterro, neste mesmo dia, noticiou e exibiu os nomes das vítimas: dez pessoas mortas, três gravemente feridas e outras doze com ferimentos leves.
Segundo o jornal, a explosão seguida de incêndio fez estremecer as construções mais próximas inutilizando muitas vidraças.
O prédio – área de 1.300m² –  conta com dois pavimentos e, desde 1988, destina-se á venda de artesanatos. São 400 artesãos expondo trabalhos originais e de qualidade. A administração da Casa da Alfândega soube aproveitar o espaço, distribuindo os artistas por categorias dos artigos manufaturados. Assim, cerâmicas e objetos pesados estão separadas de artesanatos mais leves produzidos em teares, em agulhas de tricot, crochet e máquinas de costura. Tudo muito bem organizado.

A Casa da Alfândega é uma das principais atrações turísticas do Centro de Florianópolis, além do Mercado Público – bem ao lado -, do Palácio Cruz e Souza, da Catedral e da centenária Figueira da praça.

No Largo da Alfândega, a Prefeitura homenageou as rendeiras da ilha, erguendo um monumento em que se destacam os bilros – peças em madeira utilizadas pelas rendeiras para trançar os pontos das rendas. Quem explica melhor o Guia Floripa.

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Belo trabalho de fachadas – casas, janelas, igrejas -, sendo, a maioria, de Florianópolis. Todas pintadas com suas cores atuais.
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Tapetes, trilhos, almofadas, colchas feitas em tear.
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Bruxinhas de todos tipo e duendes.
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Presépios e porta lápis de cor.
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De tudo, um pouco: objetos decorativos, tocheiros de jardim, essências, casinhas para passarinhos…
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Toalhas de lavabo adornadas com crivo e crochet.
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Meu artesanato predileto: flores feitas com escamas de peixe!
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Artesanato feito com palha de milho. Pura delicadeza.
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Mais palha de milho. Desta vez, filhotes de passarinho.
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Chales executados com renda de bilro e macramê.

Florianópolis - Dez 2014 (56) (800x600)

Florianópolis - Dez 2014 (57) (800x600)

Florianópolis - Dez 2014 (70) (600x800)

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