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FRANÇA . PROVENCE . Passeio de Balão em ROUSSILLON . Participe De Todos Os Preparativos Para Decolagem e Pouso do Balão.


IMAGEM DESTACADA: O BALÃO, QUASE PRONTO PARA A DECOLAGEM.

O vídeo conta em rápidas pinceladas a história de nosso passeio de balão pelo Sul da França. Um sobrevoo por campos floridos de papoula, morangos e cerejeiras na cidade de Roussillon.

1231Campo de papoulas onde nosso coração voador aterrissou.

Nosso encontro com Leonor, guia e motorista, foi marcado para 3.30 h da manhã na esquina das ruas Rifle Rafle com Monclar, em Aix-en-Provence.

NOTA: O balão só decola se as condições climáticas forem favoráveis e foi justamente na véspera de retornarmos a Paris que o vento deu uma trégua. Sorte nossa. Continuar lendo FRANÇA . PROVENCE . Passeio de Balão em ROUSSILLON . Participe De Todos Os Preparativos Para Decolagem e Pouso do Balão.

FRANÇA . Paris/Aix-en-Provence: Nossa Primeira Vez no SUL da FRANÇA.


IMAGEM DESTACADA: Girassol fotografado em frente à destilaria  de lavandas Terraroma Jaubert, em Valensole.

Em 2013, aos 66 anos de idade – já bem crescida e com direito a levar na bolsa a chave de casa -, decidi lançar voos mais altos e sair do confortável espaço aéreo brasileiro, traçando eu mesma um roteiro. Antes disso, viajava em companhia de amigos ou em excursão.

Até então, minha insegurança me tolhia e eu me crivava de perguntas transbordantes de “mas…”, e de “se…”  que só reforçavam minhas dúvidas. Ora, se eu traçava roteiros pelo meu Brasil!…sil!…sil!… afora, por que não pensar em além mar?
Foi aí que, ao começar a delinear minha aventura na internet, apareceu um site maravilhoso sem que eu tivesse que chamar por qualquer gênio de lâmpada (de led) que fosse mochileiro prá me dar um help: http://www.conexaoparis.com.br! Pronto! Estava tudo resolvido.

No Conexão Paris descobri restaurantes, cafés, brasseries e exposições, além de como adquirir bilhetes por antecipação para diversas atrações – Tour Eiffel e Museu do Louvre são exemplos. Aprendi que podemos fazer passeios de um dia às cidades mais próximas utilizando o melhor dos meios de transporte: o trem. Anotei endereços de lojas de roupas e calçados a preços convidativos e onde comer o melhor chou ou o melhor chocolate; enfim, tudo já selecionado, mastigadinho para o leitor. Ah! E até um passeio de bicicleta à noite, descolamos quase na véspera de voltar a Lisboa!

Pelo CP cheguei à Ana Tereza Antunes de Araújo-Merger, Anaté, do http://www.naprovence.com e ao Marcos Arroyosbrasileiro que trabalha com transfers e passeios em Paris e arredores -, de mais elegância em gestos, palavras e vestimenta que um príncipe.

Com Anaté, em 2013 e 2014 alugamos apartamento em Aix-en-Provence, em frente à Mairie (melhor, impossível) e percorremos – eu e meu fiel escudeiro, grande amigo e parceirão de viagens Morlaix Nogueira – algumas cidades da Provence em companhia de nossa estimada guia Leonor.

Em 2013 choveu muito e, apesar de termos chegado à Aix-en-Provence na época certa para ver os campos floridos de lavandas e girassóis, por conta desse aguaceiro as flores abriram mais tarde e não conseguimos vê-las. Mesmo assim, foi maravilhoso. Marcou e deixou a saudade expressada em um texto que escrevi para Anaté e que transcrevo a seguir:

“Minha alma canta…
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudade”.
(Antonio Carlos Jobim)

Após 43 dias de viagem retorno ao Rio de Janeiro – terra natal, útero aonde ainda vivo, asa que me abriga, meu cais – e mato a saudade impiedosamente.

Mas… o que fazer com a saudade que sinto da Provence e de todos os lugares por onde andei? E como viver agora sem o perfume dos jasmins de Aigues Mortes que sobem paredes sem pedir licença? E sem as rosas que estão por toda parte disputando molduras de portas e janelas? Como ficar sem sentir o perfume do tomilho do Gorges du Verdon?… E agora?

Mal esfriam as rodinhas de minhas malas e me surpreendo a pensar em novos caminhos pela Provence e a rabiscar estradas nos mapas, como cobria um desenho quando criança.

A distância que nos separa é grande, é verdade. Mas… e se eu fosse a Mulher Aranha? Cobriria todos os mares e oceanos com uma imensa teia e mataria “as saudades” de todos os continentes que quisesse, sem o menor esforço!… De bagagem, apenas o peso de meu corpo. Nada de malas, aduanas, passaportes… Livre, assim.

Adoro esta força que me impulsiona a carregar sempre uma mala. Uma coisa inexplicável que vem de dentro, sabe? Como uma teimosia, uma birra de criança, que fecha os olhos, grita, infla veias, bate pé e insiste. Mas, insiste em quê? Em viajar, claro!…

E viajar tem seu preço; que por mais alto que seja, sempre valerá à pena.
Mas… e daí? Como matar então esta “saudade” da Provence? Pagando o preço e voltando aos lugares de onde acabei de chegar.

E voltei no ano seguinte!  Em 2014, independentemente de termos chegamos à Provence um pouco mais tarde, não choveu tanto e pudemos nos integrar e desfrutar, finalmente!, da lindeza dos campos floridos do Sul da França.

Que planeta é esse, dotado de tanta beleza? Que mundo é esse, que nos faz arrepiar a pele e sentir que há uma Força Estranha – tão cantada por Roberto Carlos -, orquestrando todas essas paisagens, definindo cores, formas e perfumes que inalamos à beira das estradas? Jasmins, rosas, lavandas, tomilhos… sem contar o delicioso cheiro da terra molhada pela chuva!
E o passeio de balão, outro achado, agendado por Anaté? Quer ter uma idéia? Clique aqui.

Pelo Conexão Paris, onde tudo começou, descobrimos o Sul da França e o deixamos descoberto – motivo de sobra para voltarmos com qualquer desculpa, claro.
Por intermédio de Anaté conhecemos Leonor, nossa querida guia e dublê de motorista; uma pessoa prá lá de especial que não media esforços para nos contentar. Desdobrava-se em gentilezas e boa vontade o tempo todo. Uma profissional ímpar que nos cativou sobremaneira ao deixar aflorar, sem constrangimentos, seu lado criança com o qual nos identificamos.

Descobrimos o profissional simpático e obsequioso Marcos Arroyos que nos pegou na Gare de Lyon, em Paris, na porta do vagão do TGV ao chegarmos de Aix. Marcos é imprescindível para nós. Recentemente, colocou no ar sua página maravilhosa em famosa rede social, de onde explica tim-tim por tim-tim os serviços de que dispõe para os turistas. Marcos está aprimorando cada vez mais sua atividade e isso é ótimo para todos nós.
Essa cadeia de contato com brasileiros foi fundamental para mim e Morlaix, dois idosos meio aventureiros com alma de criança. Sentimo-nos seguros. Essas pessoas que não por acaso estiveram presentes em nossos caminhos foram verdadeiros achados.

Agora, vacinados, e conhecendo o caminho das pedras, não há quem nos segure…
Obrigada a todos que fizeram parte dessa aventura!

img186CONTATO: