Arquivo da tag: AIX-EN-PROVENCE

FRANÇA . PROVENCE . A Silenciosa OPPÈDE LE VIEUX – Cidade Onde Vivem Cerca de 90/100 Habitantes. Conheça Sua História.


FOTO EM DESTAQUE: Igreja de N. S. d’ALIDON 

O passeio de 8 horas traçado por Anaté Merger para este dia você vê no mapa – Aix-en-Provence; Oppède-le-Vieux; Coustellet; Gordes e Lourmarin. Comecemos por Aix e Oppède-le-Vieux.

Conforme já citei em outras postagens, Aix foi nosso QG na Provence. Permanecemos na cidade por 12 noites em 2013 em belo apartamento na parte antiga da cidade, alugado por intermédio de Anaté, brasileira residente em Aix. Continuar lendo FRANÇA . PROVENCE . A Silenciosa OPPÈDE LE VIEUX – Cidade Onde Vivem Cerca de 90/100 Habitantes. Conheça Sua História.

FRANÇA . PROVENCE . Passeio de Balão em ROUSSILLON . Participe De Todos Os Preparativos Para Decolagem e Pouso do Balão.


IMAGEM DESTACADA: O BALÃO, QUASE PRONTO PARA A DECOLAGEM.

O vídeo conta em rápidas pinceladas a história de nosso passeio de balão pelo Sul da França. Um sobrevoo por campos floridos de papoula, morangos e cerejeiras na cidade de Roussillon.

1231Campo de papoulas onde nosso coração voador aterrissou.

Nosso encontro com Leonor, guia e motorista, foi marcado para 3.30 h da manhã na esquina das ruas Rifle Rafle com Monclar, em Aix-en-Provence.

NOTA: O balão só decola se as condições climáticas forem favoráveis e foi justamente na véspera de retornarmos a Paris que o vento deu uma trégua. Sorte nossa. Continuar lendo FRANÇA . PROVENCE . Passeio de Balão em ROUSSILLON . Participe De Todos Os Preparativos Para Decolagem e Pouso do Balão.

FRANÇA . SAINT-RÉMY DE PROVENCE . O Que Há Para Ver Na Cidade Onde Nasceu Nostradamus.


IMAGEM EM DESTAQUE: Centro Antigo de Saint-Rémy.

Dia seguinte ao de nossa chegada a Aix, 03 de junho de 2013, partimos em carro para Saint-Rémy-de-Provence em companhia de nossa estimada guia, amiga e motorista Leonor, cumprindo o roteiro traçado com engenho e arte por Anaté Merger. Cheios de entusiasmo!

Nosso portal na Provence foi Aix. Apaixonamo-nos pelos cenários campesinos que nos acompanharam desde nosso desembarque na estação do TGV até adentrarmos a cidade.
Não imaginávamos que um ano depois estaríamos de volta, tão maravilhados ficamos com a região.
E pensar que esses cenários ensolarados que encantaram e serviram de inspiração para renomados pintores ficam a mínimas três horas de Paris, uma das cidades mais famosas e movimentadas do mundo, é uma injeção de ânimo para quem ainda não se perdeu pelos caminhos da Provence.
Não foi à toa que escolheram o Sul da França para fazer ninho. Retrataram suas cores com fidelidade, graças ao Sol que ilumina essa região francesa por mais de 300 dias ao ano.

Paul Cézanne, Van Gogh, Picasso e Renoir, para citar alguns deles, habitaram Aix, cidades vizinhas e o litoral.

COMO CHEGAR A SAINT RÉMY
Há um site muito interessante – basta clicar aqui – que lhe mostrará as possibilidades para se chegar a Saint Rémy partindo de Aix-en-Provence, de Marseille ou de Avignon, por exemplo. O mapa mostra os trajetos cobertos por trem, automóvel ou ônibus.

De Aix a Saint Rémy levamos aproximadamente 1 hora de viagem, trafegando pelas rodovias A8 e A7. A opção pela A-54 aumenta o percurso em apenas 10 minutos e foi por essa rodovia que retornamos a Aix saindo de Les Baux-de-Provence.

Saint Rémy está próxima de Arles, de Avignon, do Castelo d’Estoublon, de Les Baux de Provence e do sítio arqueológico de Glanum.

Berço do médico, farmacêutico e astrólogo Nostradamus, a cidade também é bem próxima do antigo monastério e ex hospital psiquiátrico (atual Casa de Saúde de São Paulo) onde Van Gogh permaneceu internado por um ano antes de sua morte, período em que pintou suas telas mais disputadas por colecionadores endinheirados.

A cidade é bem dotada de restaurantes, cafés, hotéis e comércio, principalmente de lojas de lembrancinhas.
Acontece que esse diminutivo nos endereça a pequenos objetos, mas nem sempre nos deixamos levar por esses pacotinhos.
Por minha insistência meu fiel escudeiro acabou trazendo como souvenir um galo artesanal de metal, cheio de pontas, cuja medida ultrapassa os 70 cm desde a unha ao alto da crista.
– Quem vai levar o galo até ao Rio ? Estamos no início de nossa viagem! Senti firmeza na pergunta ao vê-lo de olhos arregalados e franzindo quase  o todo o rosto – só faltou o nariz.
Mais que depressa me ofereci para transportar o galináceo, doida que estava para vê-lo enfeitando sua cozinha nova. E mais: insisti para que trouxesse a galinha, mas o escudeiro fincou pé e disse um “Não!” bastante convincente.
Nem preciso dizer que quem andou com o galo embaixo do braço até ao Rio foi ele, não é? Tempos após nossa chegada, do alto de sua humildade ainda acabou me confessando que se arrependeu por não ter trazido a penosa.
Ah, se eu soubesse!…

Deixe-se levar pela tranquilidade das ruas da cidade, pelo aroma desprendido das panelas de algum restaurante, ou por um bate papo prá lá de animado sentado à mesa de algum Café.
Descansar da caminhada e comentar tudo o que viu e sentiu até o primeiro gole de um chá, um chocolate ou um cafezinho fresco acompanhado de um bonito pedaço de torta, convenhamos, é um grande privilégio.
A Provence é assim: para ser vista com calma; muita calma.
Deguste a Provence!

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Uma das entradas do Centro Histórico da cidade.
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Sabonetes, sachets, calissons, geléias, confitures – aromas e sabores da Provence.

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Fonte Nostradamus no Centro Histórico de Saint-Rémy.

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Saint Rémy de Provence
Saint Rémy de Provence
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Janela da casa onde habitou Nostradamus.

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img186CONTATO:

 

FRANÇA. PROVENCE . AIX-EN-PROVENCE – Paris /Aix em TGV . Marseille/Aix Em Trem Comum. História, Lavandas e Girassóis . Passeio Imperdível!


Foto do Destaque: Fonte Mousse no Cours Mirabeau.

UM POUCO DE HISTÓRIA
Cidade fundada em 122 A.C. conta atualmente com mais de 140 mil habitantes.

Aix – inicialmente chamada de Aquae Sextiae – deve seu nome ao romano Gaius Sextius Calvine, que até hoje empresta seu nome a um spa – Thermes Sextius – instalado na cidade. Neste local funcionava uma terma romana da qual ainda se preservam algumas ruínas.

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FRANÇA . SAINT SATURNIN-LES-APT . Brocante Que Ocupa Boa Parte Da Cidade E A Preços Muito Convidativos.


IMAGEM DESTACADA: Igreja da Imaculada no Centro de St. Saturnin, localizado a 9 km ao Norte de Apt pela rota N 100; em seguida, a 943.

ENQUANTO AGUARDÁVAMOS LEONOR
Comecemos com algumas imagens de Aix, mais precisamente do Cours Mirabeau – a principal avenida da cidade onde Leonor passava de carro diariamente para nos pegar.
Chegávamos muito cedo ao Café La Belle Époque ainda com a cama nas costas de tão sonolentos e encontrar a avenida ainda mais adormecida que nós não era novidade.
Vez ou outra víamos um automóvel passar em baixa velocidade e pessoas sem a menor pressa caminhando nas largas calçadas. Tudo e todos parecendo dormir um sono só. Continuar lendo FRANÇA . SAINT SATURNIN-LES-APT . Brocante Que Ocupa Boa Parte Da Cidade E A Preços Muito Convidativos.

FRANÇA. OCCITÂNIA . UZÈS – Cultura, Compras e Boa Mesa.


Imagem Destacada: Redes Nordestinas! em feira francesa. Que luxo!

POPULAÇÃO
a comuna contava com aproximadamente 9.000 habitantes em 2010. Trata-se de outra cidade pequena com aparência de cidade grande devido ao destaque de suas construções.

O BRASIL NA PROVENCE
Encontrar redes nordestinas em Uzès foi uma grata surpresa. Não passam despercebidas tanto pelo colorido Continuar lendo FRANÇA. OCCITÂNIA . UZÈS – Cultura, Compras e Boa Mesa.

FRANÇA . PROVENCE – Ménerbes e Cucuron I – Vinhos, Trufas, Figos, Boa Mesa, Belas Paisagens…


Imagem em Destaque: Lavandas fotografadas na feira da Praça da Prefeitura (Place de l’Hotel de Ville).

COMO CHEGAR
De Paris (Gare de Lyon) viajamos em trem até Aix-en-Provence.
São aproximadamente 760 km percorridos em 3 horas em TGV – Trem de Grande Velocidade.
Observar o trajeto antes de adquirir o bilhete porque há composições que fazem uma breve parada em Avignon e outras que seguem direto para Aix-en-Provence.  Consulte aqui as possibilidades de horário e escalas.

Em Aix montamos nosso Quartel General nos dois Verões que passamos no sul da França. A Logística ficou por conta de Anaté Merger: aluguel de apartamento em um ponto maravilhoso (em frente à Mairie (Prefeitura), roteiro original (tal qual nos filmes) e aluguel de automóvel guiado pela doce Leonor, dublê de motorista e guia turístico, falando português, évidemment.

Abro um parêntesis para apresentar a escritora Anaté Merger: brasileira residente em Aix-en-Provence, jornalista, autora do livro Sagrados – A Aliança de Maria Madalena (clique aqui para saber mais) onde narra com muita propriedade uma história intrigante a respeito da vida de Maria Madalena na Provence.

Como teria chegado ao sul da França? Esse mistério, dentre outros, é que mata o leitor de curiosidade à medida que avança na leitura. Portanto, se você quer mesmo saber a respeito desta história, e além disso conhecer outro trabalho –  turismo – de boa qualidade executado por Anaté, clique aqui.

Nosso primeiro passeio de 2014 sugerido por Anaté foi à Ménerbes e Cucuron.
Ménerbes dista em aproximadamente 74 km de Aix e Cucuron, de Ménerbes, em 30 km.
Ambas situam-se ao pé de uma região conhecida como Luberon, nome de uma cadeira de montanhas da Provence.
São muitas as aldeias desta região (saiba quais são clicando aqui), todas muito charmosas e peculiares.
Ménerbes está situada entre Lacoste e Oppède-le-Vieux – um pulo entre uma e outra. As distâncias entre as localidades são muito próximas, o que favorece a diversificação dos passeios. Um vídeo rápido você poderá visualizar aqui.

CUCURON
dista de Lourmarin em 8 km apenas e ainda de Vaugines em 2.4 km. Isso é nada! Com um passeio bem planejado, você acaba matando muito coelhos com uma só cajadada, desde que tenha um automóvel à disposição e um GPS – fundamentais para quem não conhece os caminhos da Provence como Anaté e Leonor.

 MÉNERBES

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Ao redor das aldeias exuberam plantações de cerejas, melões, azeitonas e uvas. Lavandas, trigo e girassóis são outra história.
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Vinhedos em Ménerbes.

Impressionou-nos a abundância de figueiras na Provence – nascem frondosas, espontaneamente, em beira de rios, em jardins e nos campos  -, bem como a indiferença com que lidam com a fruta. A valorização dos figos é nenhuma e provas disso cansamos de ver: figos amassados nas calçadas pelo pisar de transeuntes. Fiquei chocada.

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Esqueci de dizer: figueiras nascem até em vasos!
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Em primeiro plano, uma dessas figueiras a que me referi no comentário acima.

Eu e Anaté trocamos emails até que nossos roteiros ficassem a nosso gosto. E como lhe dissemos que adoramos feiras, Ana elaborou um calendário tão especial, que aonde quer que fôssemos sempre encontrávamos uma feira no caminho.
A maior e mais completa, onde encontramos até redes nordestinas! sendo vendidas a preços exorbitantes – se não me engano a mais simples custava 75 euros – foi a de Uzès. Maravilhosa.

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Anaté elaborou nossos roteiros com precisão de relógio suíço a fim de que nos deparássemos sempre com uma feira.
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Ménerbes.
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Mais feiras. Deliciosas feiras.
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O charmoso Café onde fizemos nossa parada técnica. Idéias de Leonor.
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Nos fundos da Cafeteria uma gratíssima surpresa: a vista deslumbrante das fotos seguintes.
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A Provence emociona até os corações mais empedernidos.
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Muita e muitas vezes lembrei-me de Antoine de Saint-Exupéry: “Só se vê com o coração. O essencial é invisível para os olhos”. Sem dúvida.
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Provence…

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Restaurante excelente onde almoçamos em Ménerbes.
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Do outro lado da rua, a continuação do restaurante.
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Parcial do interior do restaurante .

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Serviço público de meteorologia. Mais original, impossível. Meteorologia Ménerbes: TEMPO BOM, o Sol. DE TEMPOS EM TEMPOS, a nuvem soprando – vento. RARAMENTE, o guarda-chuva aberto. O BONECO DE NEVE – E eu?
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Rua de Ménerbes.
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Costumo dizer que pequenos detalhes fazem grandes diferenças.

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LA MAISON de la TRUFFE et du VIN du LUBÉRON
1 Place de l’Horloge, 84560 Ménerbes, França
+33 4 90 72 38 37

O prédio  d’Astier de Montfaucon (séculos 17 e 18) é propriedade da comuna de Ménerbes há mais de 200 anos.
Esta residência que serviu de hospício e depois de escola, foi recuperada com a finalidade de dedicar-se às produções de vinho e trufas do Luberon, com triplo objetivo: pedagógico, cultural, promocional.

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Jardim ocupado pelo restaurante.

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Sobre a mesa, uma amostra dos diversos tons do rosé: Pêssego é o mais claro de todos, seguido pelo Pomelo. Logo depois vêm os mais “amarelados”: Melão, o mais clarinho, e Manga, o mais acentuado. Por último vêm os tons mais fortes, mais avermelhados: tangerina e groselha, muito parecidos.
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Foto de Anaté Merger – http://www.naprovence.com

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CUCURON
Situa-se no sopé da cadeia de montanhas chamada Luberon – verdadeira imersão no coração da autêntica Provence.
Cucuron é cercada por vinhedos e oliveiras. Segundo Leonor, nossa guia, o principal produto da Provence é o azeite e não o vinho.

A aldeia é pequena. Visitamo-la em dia de semana e a sensação foi de termos encontrado uma aldeia-fantasma: ninguém pelas ruas por onde passamos. E como ainda tínhamos que voltar a Aix, não ousamos pedir a nossa guia para darmos uma volta mais demorada pelo Centro de Cucuron.

A propósito, há uma loja especializada em vinhos e azeites bem próxima à Prefeitura (Mairie) de Aix, na rue des Cordeliers, 8 – Cave Du Félibrige. Clique aqui para saber mais.

Visitamos em Cucuron um antigo moinho de azeites, mas, infelizmente, não estava em serviço devido a época de férias.
Mesmo assim o proprietário nos deu atenção e explicou o processo de fabricação de azeites.
O moinho conta com uma pequena loja onde vende seus produtos, além de algum artesanato.

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Imagens de santos eram colocadas nos ângulos dos prédios a título de proteção.
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Rua de Cucuron.

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Ao anoitecer esses pássaros negros aninham-se nas árvores. A algazarra é grande e perdura enquanto a noite não chega.
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Vinhedos e cerejeiras.
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Praça do Relógio – Cucuron.

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FRANÇA . PROVENCE . Marseille/Aix – A Sensação de Voltar Prá Casa.


IMAGEM DESTACADA: Marseille, Vieux Port . Espera ou Desistência?

Despedimo-nos de Marseille caminhando vagarosamente pela beira do velho cais como quem vê alguém pela última vez.
É a segunda maior cidade francesa. Foi fundada pelos gregos e é a cidade mais antiga da França: são mais de 2.600 anos de existência.
Chegamos em avião à Nice e de lá, após alguns dias, chegamos à Marseille por trem. Daqui, pegamos outro trem e fomos para Aix. Continuar lendo FRANÇA . PROVENCE . Marseille/Aix – A Sensação de Voltar Prá Casa.

FRANÇA. PROVENCE. Passeio de Marseille a Cassis em Ônibus.


Imagem Destacada: Marina no Centro de Cassis.

COMO CHEGAR
SAINDO DE MARSEILLE: Saímos do hotel localizado em frente ao Vieux Port e fomos caminhando em direção à Place Castellane, de onde, segundo minhas pesquisas, saíam os ônibus para Cassis.

Na praça, procuramos atentamente por qualquer indicação de ônibus que fosse para essa cidade, mas… em vão. Foi aí que não vi, mas senti um forte arrepio no corpo – igualzinho àquele que a gente sente quando fala em algum defunto, sacou? Aquele!… que a gente chega a pensar que tá com algum encosto? Pois é. Só porque me reportei à Nice e me lembrei daquela peregrinação à procura do ônibus número 100, i-nes-que-cí-vel!!!
Eu e meu fiel escudeiro perdemos uma manhã inteira!!! atrás do tal ônibus para Menton. Caso queira saber mais a respeito de paradas de ônibus em Nice, clique aqui.

Em Marseille, a busca foi pelo ponto do M8. Ó vida dura de viajante!… Ó ceus!

Continuar lendo FRANÇA. PROVENCE. Passeio de Marseille a Cassis em Ônibus.

FRANÇA . Paris/Aix-en-Provence: Nossa Primeira Vez no SUL da FRANÇA.


IMAGEM DESTACADA: Girassol fotografado em frente à destilaria  de lavandas Terraroma Jaubert, em Valensole.

Em 2013, aos 66 anos de idade – já bem crescida e com direito a levar na bolsa a chave de casa -, decidi lançar voos mais altos e sair do confortável espaço aéreo brasileiro, traçando eu mesma um roteiro. Antes disso, viajava em companhia de amigos ou em excursão.

Até então, minha insegurança me tolhia e eu me crivava de perguntas transbordantes de “mas…”, e de “se…”  que só reforçavam minhas dúvidas. Ora, se eu traçava roteiros pelo meu Brasil!…sil!…sil!… afora, por que não pensar em além mar?
Foi aí que, ao começar a delinear minha aventura na internet, apareceu um site maravilhoso sem que eu tivesse que chamar por qualquer gênio de lâmpada (de led) que fosse mochileiro prá me dar um help: http://www.conexaoparis.com.br! Pronto! Estava tudo resolvido.

No Conexão Paris descobri restaurantes, cafés, brasseries e exposições, além de como adquirir bilhetes por antecipação para diversas atrações – Tour Eiffel e Museu do Louvre são exemplos. Aprendi que podemos fazer passeios de um dia às cidades mais próximas utilizando o melhor dos meios de transporte: o trem. Anotei endereços de lojas de roupas e calçados a preços convidativos e onde comer o melhor chou ou o melhor chocolate; enfim, tudo já selecionado, mastigadinho para o leitor. Ah! E até um passeio de bicicleta à noite, descolamos quase na véspera de voltar a Lisboa!

Pelo CP cheguei à Ana Tereza Antunes de Araújo-Merger, Anaté, do http://www.naprovence.com e ao Marcos Arroyosbrasileiro que trabalha com transfers e passeios em Paris e arredores -, de mais elegância em gestos, palavras e vestimenta que um príncipe.

Com Anaté, em 2013 e 2014 alugamos apartamento em Aix-en-Provence, em frente à Mairie (melhor, impossível) e percorremos – eu e meu fiel escudeiro, grande amigo e parceirão de viagens Morlaix Nogueira – algumas cidades da Provence em companhia de nossa estimada guia Leonor.

Em 2013 choveu muito e, apesar de termos chegado à Aix-en-Provence na época certa para ver os campos floridos de lavandas e girassóis, por conta desse aguaceiro as flores abriram mais tarde e não conseguimos vê-las. Mesmo assim, foi maravilhoso. Marcou e deixou a saudade expressada em um texto que escrevi para Anaté e que transcrevo a seguir:

“Minha alma canta…
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudade”.
(Antonio Carlos Jobim)

Após 43 dias de viagem retorno ao Rio de Janeiro – terra natal, útero aonde ainda vivo, asa que me abriga, meu cais – e mato a saudade impiedosamente.

Mas… o que fazer com a saudade que sinto da Provence e de todos os lugares por onde andei? E como viver agora sem o perfume dos jasmins de Aigues Mortes que sobem paredes sem pedir licença? E sem as rosas que estão por toda parte disputando molduras de portas e janelas? Como ficar sem sentir o perfume do tomilho do Gorges du Verdon?… E agora?

Mal esfriam as rodinhas de minhas malas e me surpreendo a pensar em novos caminhos pela Provence e a rabiscar estradas nos mapas, como cobria um desenho quando criança.

A distância que nos separa é grande, é verdade. Mas… e se eu fosse a Mulher Aranha? Cobriria todos os mares e oceanos com uma imensa teia e mataria “as saudades” de todos os continentes que quisesse, sem o menor esforço!… De bagagem, apenas o peso de meu corpo. Nada de malas, aduanas, passaportes… Livre, assim.

Adoro esta força que me impulsiona a carregar sempre uma mala. Uma coisa inexplicável que vem de dentro, sabe? Como uma teimosia, uma birra de criança, que fecha os olhos, grita, infla veias, bate pé e insiste. Mas, insiste em quê? Em viajar, claro!…

E viajar tem seu preço; que por mais alto que seja, sempre valerá à pena.
Mas… e daí? Como matar então esta “saudade” da Provence? Pagando o preço e voltando aos lugares de onde acabei de chegar.

E voltei no ano seguinte!  Em 2014, independentemente de termos chegamos à Provence um pouco mais tarde, não choveu tanto e pudemos nos integrar e desfrutar, finalmente!, da lindeza dos campos floridos do Sul da França.

Que planeta é esse, dotado de tanta beleza? Que mundo é esse, que nos faz arrepiar a pele e sentir que há uma Força Estranha – tão cantada por Roberto Carlos -, orquestrando todas essas paisagens, definindo cores, formas e perfumes que inalamos à beira das estradas? Jasmins, rosas, lavandas, tomilhos… sem contar o delicioso cheiro da terra molhada pela chuva!
E o passeio de balão, outro achado, agendado por Anaté? Quer ter uma idéia? Clique aqui.

Pelo Conexão Paris, onde tudo começou, descobrimos o Sul da França e o deixamos descoberto – motivo de sobra para voltarmos com qualquer desculpa, claro.
Por intermédio de Anaté conhecemos Leonor, nossa querida guia e dublê de motorista; uma pessoa prá lá de especial que não media esforços para nos contentar. Desdobrava-se em gentilezas e boa vontade o tempo todo. Uma profissional ímpar que nos cativou sobremaneira ao deixar aflorar, sem constrangimentos, seu lado criança com o qual nos identificamos.

Descobrimos o profissional simpático e obsequioso Marcos Arroyos que nos pegou na Gare de Lyon, em Paris, na porta do vagão do TGV ao chegarmos de Aix. Marcos é imprescindível para nós. Recentemente, colocou no ar sua página maravilhosa em famosa rede social, de onde explica tim-tim por tim-tim os serviços de que dispõe para os turistas. Marcos está aprimorando cada vez mais sua atividade e isso é ótimo para todos nós.
Essa cadeia de contato com brasileiros foi fundamental para mim e Morlaix, dois idosos meio aventureiros com alma de criança. Sentimo-nos seguros. Essas pessoas que não por acaso estiveram presentes em nossos caminhos foram verdadeiros achados.

Agora, vacinados, e conhecendo o caminho das pedras, não há quem nos segure…
Obrigada a todos que fizeram parte dessa aventura!

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