Pois é!… Camboriú, Canasvieiras, Jurerê Internacional, Joaquina – a Joaca dos frequentadores assíduos – e Rosa, você já sabe onde ficam essas praias, né? E a Praia da Gamboa? Pois se nunca ouviu falar, vai saber uma rápida pincelada a respeito dela a partir deste momento.
IMAGEM DESTACADA – Praia da Gamboa
1 – COMO CHEGAR
Saindo de Florianópolis, facilmente você chega lá seguindo a seguinte rota, caso não disponha de um celular.
Siga pela BR-101 em direção ao Sul até encontrar a Saída 253 (direção: Paulo Lopes/Gamboa/Retorno). Logo adiante você encontrará uma bifurcação – siga à esquerda em direção à Gamboa. Continue seguindo as setas. Você terá que ter muita personalidade para errar o caminho porque as sinalizações são abundantes!
Mais adiante você encontrará mais uma placa indicando Gamboa e Siriú. Vire à direita para cair na Estrada Ribeirão Grande Gamboinha e daí “du seque reto todavita”, como os descendentes de alemães costumam falar.
A estrada é de chão, mas não é daquelas que acaba com seu carro. O desconforto fica por conta da poeira, mas vale à pena o passeio. A primeira parada que fizemos foi na Igreja de São Pedro que, infelizmente, estava fechada e não pudemos visitá-la.

2 – AGORA VOCÊ ESTÁ QUASE CHEGANDO
A essa altura do campeonato a estrada já mudou de nome e agora chama-se Estrada Paulo Lopes. Não me perguntem a quantos minutos do jogo houve essa troca, porque sequer desconfio. Nem olhando a súmula Google Earth consegui descobrir. Mas, como isso é um mero detalhe, continue trafegando até avistar o mar.
A estrada mudará de nome mais uma vez e passará a se chamar Estrada Geral da Gamboa, mas trata-se de um detalhe menor ainda que o primeiro. Agora, você já consegue ver o mar à sua esquerda e é isso o que interessa.
As fotos abaixo foram tomadas de um apêndice dessa estrada geral, e de um ponto onde não há mais como seguir por ser fim de linha. Para sentir melhor o clima, clique aqui e assista ao vídeo. É rapidinho.
Essa praia é pouco conhecida e por isso conserva esse ar bucólico. Lembra o Costão do Santinho, em Florianópolis, quando o conheci. A bem da verdade, em termos: quando estive no Santinho pela primeira vez não havia uma casa sequer!
O lugar estava pacato – também…, não era alta temporada… e pareceu-me dispor apenas de recursos necessários para suprir o dia-a-dia dos moradores e veranistas. Estivemos em um restaurante onde tomamos um café e concluímos, pelo número de mesas e cadeiras, que a alta temporada na Gamboa deve ser um pouco movimentada.
Por outro lado, quem se arriscou em voos mais altos teve que fechar as portas – sinal de que não há consumidor para tanta evolução. Aiiinda!
3 – A GAMBOA QUE AINDA RESPIRA TRANQUILIDADE
Vê-se boas casas construídas nas proximidades da praia e da via principal, mas em ruas sem pavimentação; ou seja, aquele ar de que o “progresso está chegando” ainda não se revela, o que garante sossego por mais algum tempo. Até quando, não se sabe; por isso é bom aproveitar a natureza pura que a Gamboa ainda oferece.
Aproveitar para curtir seu mar despoluído que não se afoga em lixo, suas praias de areias finas que assobiam sob seus pés e suas ruas ainda emolduradas por vegetação nativa – uma florzinha amarela aqui…, uma vermelhinha mais adiante…, que avançam vagarosamente sobre a poeira das ruas e provam que por ali há muito não há quem atrapalhe tanta ousadia.
Gostamos da Praia da Gamboa. Não nos demoramos e saímos de lá rumo à Garopaba e Imbituba, trafegando ao lado de belos e nutridos pastos.
4 – ATALHO PARA GAROPABA
Para quem desejar fazer esse trajeto toda atenção é pouca. Quem estava na direção do carro era meu irmão, conhecedor do Estado de Santa Catarina como a palma de sua mão.
Meu irmão trabalhou como coordenador de várias pesquisa no IBGE, incluindo as agropecuárias. Coordenava, mas saía literalmente em campo, o que lhe proporcionou explorar todo o Estado por força de seu trabalho.
Em suas andanças passou por lugares inimagináveis, o que lhe rendeu muito assunto para escrever um bom livro se o desejasse.
Ele não queria voltar para a BR-101 e sabia que poderíamos chegar a Garopaba trafegando por uma estrada de chão. O que fez então? Voltou pela mesma Estrada Paulo Lopes, mas até determinado ponto. Passou novamente em frente à Igreja de São Pedro e seguiu até encontrar a placa indicativa para… isso mesmo: Garopaba (Centro).
Nota: Em frente à igreja também há acesso a essa cidade, mas meu irmão preferiu ir um pouquinho mais adiante até encontrar a tal placa.
O cuidado a que me referi é o seguinte: neste trecho que vai da igreja até a placa indicativa da entrada para Garopaba, todas as estradas acessíveis à Siriú (nome de uma de suas praias) por onde a gente passa, chamam-se Estrada Paulo Lopes e adentram pela cidade de Garopaba (agora não teve jeito…). Dê uma olhada na situação:
O bom de tudo isso é que tal qual na Itália, onde dizem que todos os caminhos levam a Roma, aqui todos o levam à Garopaba. É a mesma coisa. Há!
A lagoa que você vê na foto está assinalada no Google Maps como sendo do Coração. Entretanto, tenho registro de que seu nome é Lagoa do Ribeirão. E agora? Mas isso também não importa. O negócio é você trilhar pelo caminho certo.
Essa lagoa só é acessível a veículos de pequeno porte. Trata-se de um afluente do Rio da Madre cuja foz está na Guarda do Embaú – aquele mesmo que você tem que atravessar de barco ou a pé para atingir a praia.
Corretores imobiliários não faltam! Por isso é preciso aproveitar a natureza abundante da Praia Gamboa enquanto é tempo, antes que se transforme em uma Guarda do Embaú (ou similares espalhadas pelo Estado), não muito longe dali.
Daí, moquiridu, pesquisa daqui, pesquisa dali, vejam o que acabei encontrando (datado de 04/5/2014):
https://ndonline.com.br/florianopolis/noticias/projeto-de-urbanizacao-em-area-verde-de-paulo-lopes-divide-opinioes-entre-moradores-da-regiao. Que fim teve essa conversa? Alguém sabe dizer?
Nosso próximo destino não fica distante da Praia da Gamboa; fica do outro lado do morro de onde cliquei aquela a foto que está na capa da postagem. Logo, logo chegamos à Praia de Siriú, a que vemos em último plano nesta foto.
(Continua na próxima postagem cujo link segue abaixo)
1- Praias de Garopaba, Imbituba e arredores.
Muito legal Marilia! Admiro teu trabalho.Estou aprendendo bastante contigo. Maravilhoso
Enviado do meu iPhone
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Ô prima! Imagine! Você foi e continua sendo minha mestra. É bom lembrar que tudo começou com você. Esqueceu? Agradecida, sempre! Bjks e obrigada por seu comentário, sempre muito importante para meu trabalho.
É lindo! sou apaixonada por este lugar!
Olá Dani!
E eu me apaixonei. Acabei de escrever ao Guilherme, dizendo que não o conhecia. O lugar é cinematográfico! Torçamos para que permaneça com esse perfil “Tô com tudo e não tô prosa” por muitos anos.
Obrigada por seu comentário.
Abraços da Marilia.
Lugar sem igual! Natureza,paz e sossego… Sem mencionar que a comunidade local promove eventos fantásticos como a Peixada Beira mar,bingo,shows nacionais,carnaval e reveillon á beira mar c/ ótimas bandas. (Renda convertida á melhorias em estrutura e segurança p/ quem ali frequenta)
Olá Guilherme! Tudo bem?
Seja bem-vindo! Adorei seu comentário. Se não fosse meu irmão, não teria conhecido esse lugar paradisíaco. Valeu como complemento da postagem e só tenho a lhe agradecer. Muito obrigada. Volte sempre.
Abraço da Marilia.
Tudodibembom..chalés dos totemm’s
Olá, Antonio! Explique prá gente o que é o Chalé dos Totemm’s… Fique à vontade. Eu sei do que se trata… Abraços.
OTIMA MATERIA SOBRE A GAMBOA PARABENS
Olá, Seu Gomes! Muito obrigada pelo elogio. Só faltou se identificar como “mermão”. Vai viajar, istepô! Beijocas da mana. Hú!
Certamente no paraiso deve ser assim, tão singelo, natural e belo.
Não fosse meu irmão e cunhada, amiga, não conheceria muitos lugares no Estado de Santa Catarina.
Andamos bastante quando estou em Florianópolis. Aproveitar enquanto é tempo. Bjks e obrigada pelo comentário.
Outro recanto mostrado por você com riqueza de detalhes, amiga! Essa praia lembrou-me muito as paisagens da Ilha de Chiloé no Chile, uma mistura de lugar bucólico (desde que fora de temporada, é claro) e mar.
Parabéns!
Amigo Rodrigo,
A Gamboa é espetacular e recomendo sem restrições. Aquela foto que cliquei do alto, foi em frente a uma pousada que merece ser pesquisada… Pelo que já vi no Booking, se não me engano, acho que é interessante. E… restaurantes não faltam.
Estive em Chiloé e acho que você tem razão. Lembra sim…
Gamboa tem onde estacionar carro. A única que peca nessa parte é Ouvidor. O mesmo caso acontece na Praia do Forte, em Florianópolis. Não gosto desse tipo de comportamento. Aproveitando a oportunidade, trata-se de outra praia maravilhosa.
Abraços da amiga Marilia.