está situada no Departamento de Vaucluse, região administrativa da Provença-Alpes-Costa Azul. Lá você poderá conhecer o Museu da Lavanda, interessantíssimo, e ainda adquirir produtos derivados da flor mais famosa do Sul da França no Chateau du Bois.
Sabemos que o principal meio de transporte do holandês é a bicicleta e optei por começar por aí. Estatística de 2015 apontava Amsterdam com população aproximada de 821.752 habitantes. Outra estatística, desta vez efetuada pelo Dr. Vagner Landi, informa que há 880 mil bicicletas circulando contra 4 vezes menos o número de automóveis.
IMAGEM DESTACADA – Centraal Station, clicada na parte central do edifício.
Recentemente, em abril 2019, estivemos na Holanda e ouvimos comentários de que haveria uma protesto contra o número excessivo de automóveis nas ruas. Holandês já nasce pedalando, pode ter certeza. Ao colégio, ao médico, às compras, restaurantes, encontro com amigos, enfim, não importa para aonde vão, o veículo é a bicicleta. A família pedala unida. Cansei de ver idosos pedalando e imaginei a musculatura que os holandeses não devem ter nas pernas. Levam à risca o dito popular “Pernas, prá que te quero?”
Na Holanda não há ladeiras, mas há ventos fortes que obrigam os ciclistas a trocarem de marcha com a rapidez de quem pisca. São habilidosíssimos nesse quesito. O bicicletário ao lado da Centraal Station impressiona e leva à uma pergunta inevitável: – Como o ciclista encontra sua bicicleta naquela muvuca? Encontra!… O melhor de tudo é que sabe direitinho onde a deixou.
Nesta foto, clicada de longe, não dá para ter idéia da extensão do jogo de encaixe. Mas, na foto aqui de baixo, você já poderá ter uma idéia.
Acontece que após a Segunda Guerra Mundial os automóveis superaram as bicicletas em número, mas essa situação foi revertida graças à força do povo. Quem conta esse fato em pormenores é o brasileiro Daniel Duclos – saiba mais clicando no link.
TODO CUIDADO É POUCO para não ser atropelado por um ciclista ao chegar à Amsterdam. É verdade que eles dominam o trânsito, são respeitados por pedestres e veículos, dominam o guidão como se fossem de circo, mas o turista que acabou de chegar está mais por fora que bunda de índio e, tenho certeza, não ouvirá o tilintar das campainhas das bicicletas, que para começar, é fraco demais. Acontece que a destreza dos holandeses é tão grande quando estão montados em suas voadoras, que você só perceberá que está empatando a passagem quando ouvir o forte assobio de uma ventania passando por você: são eles, ziguezagueando ao seu redor, ou passando com a rapidez de quem furta a seu lado e matando você de susto. Daí, querido istepô, de susto em susto, em três dias mais ou menos você acostumará o ouvido e não precisará mais dar aquelas freadas de arrumação, ou subir “discostas” na calçada com a rapidez de quem rompe a barreira do som. Vai por mim! Lembre-se de que há quem esteja atrasado para chegar a seu destino e aí a velocidade imprimida nos pedais é maior.
NEM TODO CICLISTA É ORGANIZADO, e acaba largando sua bicicleta em qualquer lugar. Dê uma olhada:
Essa, para mim, é fora de série. Repare que a bicicleta não está presa em nenhum lugar! Não é á toa, que vira e mexe há dragas nos canais, exclusivamente para retirar bicicletas do fundo.
Podem ter sido derrubadas pelo vento? Sim, podem. Mas, ninguém se preocupa em ajeitá-las. Ora, se não se preocupam nem com a bicicleta deles!, vão se preocupar com a dos outros?
Essa foi amontoada em cima das outras.
Nesse tipo de bicicleta as crianças são transportadas com proteção contra chuva e vento. Há muitas idênticas circulando na Holanda. São quatro poltroninhas no carrinho.
Agora, fantástico mesmo foi termos encontrado essa jovem senhora, em Haarlen, transportando um jardim de infância nesse berço da bicicleta. Não havíamos visto a criança maior na garupa; quando o vimos mais surpresos ficamos com a coragem e a força desta jovem bonita e simpática que, ao me ver filmando a cena, sorriu para a câmera como se dissesse: – É isso aí!…
MAS AMSTERDAM NÃO VIVE APENAS SOB RODAS DE BICICLETAS!
Amsterdam é farta em transportes públicos: você poderá se servir de tram, trem, metrô, ônibus, bicicleta, moto, e, mais recentemente, os tais patinetes que também largam em qualquer lugar. Os trens dispensam comentários. Há trilhos para tudo que é cidade da Holanda e ainda os que atravessam as fronteiras para a Bélgica e a França. A companhia ferroviária nacional da Holanda é conhecida como Nederlandse Spoorweegen (NS). A Holanda conta com mais de 2,8 mil quilômetros de ferrovias! Os bilhetes de trem podem ser comprados com antecedência pela internet ou nos guichês das estações. Todos os trens são confortáveis, mesmo os mais simples – os trens “urbanos”. Brasileiro que entra pela primeira vez em um trem desses não acredita que se trata do trem popular.
Contêm bagageiros…Espaço para quem transporta carrinho de bebê, bicicleta ou qualquer tipo de volume maior que os convencionais.
Agora, surpreendente mesmo, é a falta de educação dos jovens holandeses quanto ao hábito que você vê acima. Não estão nem aí! Vimos dezenas de jovens com os pés em cima de bancos.
Não importa se o assento é de madeira, cimento ou estofado, mal se aboletam colocam logo o pé em cima do banco. Você não imagina a vontade ferrenha de dar um tapa com toda força nos pés desses inconvenientes. O pior é que encontramos essa cambada no mundo todo. No Brasil, então… nem se fala.
Cabides em formato de borboletas próximos às poltronas do vagão. Só mesmo em Amsterdam..
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Há banheiros nos vagões. E limpos!
O mapa no início da postagem indica a Centraal Station de Amsterdam porque é lá, na frente da estação, o ponto final de várias linhas de tram (o bonde holandês), de trem, metrô. As balsas, que funcionam gratuitamente, ancoram no cais; ou melhor dizendo, no calçadão do Rio IJ, que se localiza atrás da estação.
Há outros pontos de embarque em balsas, mas esta é a mais utilizada pelos turistas: a Buiksloterweg, que só não transporta automóveis. A travessia dura apenas 3 minutinhos e o vai-e-vem não demora.
A CENTRAAL STATION, como não poderia ser diferente, encontra-se sobre uma das centenas de ilhas construídas pelos holandeses. Basta dar uma olhada no mapa de Amsterdam para que se tenha idéia de toda a Holanda. É muita água!!! Não é à toa que os melhores práticos do mundo são holandeses. Aprenderam a dominá-la e não tem prá ninguém. A estação foi construída pelo mesmo arquiteto que construiu o Rijksmuseum – Pierre Cuypers -, em estilo neo renascentista holandês.
Esta passagem indica o lugar que o turista encontrará do outro lado: o Rio IJ, onde ancoram as balsas que atravessam o rio em 3 minutinhos.
No hall dessa passagem, pelo lado da Stationsplein (a parte da frente da estação), há uma maquete que indica onde estão situadas todas as lojas da Centraal Station, bem como as plataformas, as passagens de pedestre, escadas rolantes, estacionamento de ônibus, entradas das estações de Metrô, o restaurante 1e Klass… A maquete é sensacional! Fotografe-a, e não se perderá nos corredores da Centraal. A estação é muito bem dotada de comércio; são muitos corredores, e com a foto da maquete ficará mais fácil saber onde você está. Não visitamos a estação como deveríamos, mas não faltará oportunidade.
Ao lado da maquete encontra-se este painel, dividido horizontalmente em duas partes. Na parte de cima há indicações apenas dos lugares onde comprar comestíveis, tais como cafeterias, lojas especializadas em lanches (sucos e sanduíches), etc. A parte inferior indica a localização dos diversos tipos de lojas, tais como: aluguel de bicicletas, boutiques, supermercados, lojas de flores, de presentes…
Um minimercado de conhecida rede na Holanda…
A estação dispõe de bilheteria, o que garante sua viagem caso tenha se esquecido de comprá-la pela internet.
Um dentre os mais conhecidos supermercados holandeses também se instalou na estação. Pode não parecer, mas facilita a vida de quem ainda tem que enfrentar o dragão, isto é: o fogão, ao chegar a casa.
ATENÇÃO: todos! os banheiros são pagos, até mesmo os dos restaurantes, e o usuário poderá pagar com moedas ou cartão de crédito ou Travel Money. Cartão de Débito, evidentemente, apenas para quem seja cliente de algum Banco Holandês. Os banheiros são bem iluminados, limpíssimos, arrumados, bem municiados com sabonetes e papéis. Alguns ainda disponibilizam produto especial para o usuário higienizar o assento do vaso sanitário, se assim o desejar.
A estação é muito grande! Como na mesma plataforma, normalmente, param dois trens com destinos diferentes, nos corredores há indicações da hora da partida dos trens, bem como em qual plataforma está parado, e ainda: se o acesso se dá pelo lado direito ou esquerdo do corredor principal da Centraal. Dependendo do lugar a que se destina, a diferença entre os horários de partida é mínima. Isso significa que se você perdeu um trem, logo depois já poderá pegar outro.
ACIMA: Observe que os ônibus ficam no mesmo nível que as plataformas dos trens. De acordo com o que foi dito, os acessos – ônibus e trens – são por intermédio de escadas rolantes (ou não), e elevadores para portadores de deficiência física.
BALSAS Repito: dos fundos da estação e bem em frente a um túnel construído na lateral esquerda da Centraal, direção Rio IJ, partem as balsas.
O CUYPERSPASSAGE ou Tunel de Bicicleta, de 110 m de comprimento, é o nome dessa passagem a que me referi. Na parede da direita, direção IJ, há um mural belíssimo criado pela artista Irma Boom, composto por 77.000 azulejos pintados à mão. Antes da inauguração desse túnel, os ciclistas trafegavam ao redor da estação para chegarem até as balsas ou, em sentido inverso, à frente da estação: Stationsplein.
Os ÔNIBUS são acessíveis por escadas rolantes (ou não) na parte Norte (junto ao Rio IJ). De lá partem para diversos lugares, incluindo ônibus para Zaanse Schans.
Já escrevi na postagem de Zaanse, mas não me custa lembrá-los a respeito do painel ilustrativo acima. Cada ônibus parte de um ponto designado por uma letra e o objetivo do painel é mostrar em que ponto/letra estacionará o ônibus onde você embarcará.
O 391 foi o que nos levou até a Vila de Moinhos Zaanse, e estava parando na letra L. O painel anuncia também os horários de chegada dos ônibus. Não há atrasos nem nas chegadas e nem nas partidas.
BONDES (Trams) e METRÔ têm pontos em frente à Centraal. São 9 linhas de tram: 12, 17, 13, 11, 2, 14, 4, 24, 26. Mapas da cidade informam todos os circuitos dessas linhas, bem como as direções percorridas pelo Metrô, que dispõe de 5 linhas. Uma particularidade muito interessante chama atenção: o paralelismo que acontece em algunstrechos com as cinco linhas, permitiu que muitos acessos entre elas fossem construídos, incluindo passagens para uma linha de trem. O mapa abaixo ilustra bem isso. Observe as linhas 51, 54 e 53 – são interligadas em 6 estações a partir da Centraal Station, sendo que, na 5ª estação, há acesso para a linha férrea que poderá levá-lo até ao aeroporto.
A parada dos trams, em frente à Centraal Station – à esquerda.
Há vários tipos de bilhetes de transportes (clique aqui e saiba mais com o brasileiro Daniel Duclos) em Amsterdam, mas quando não usávamos a “Viação Canelinha” só andávamos de tram. Comprávamos sempre ao embarcar, com Travel Money ou Cartão de Crédito. Cartão de Débito, só se você tiver conta em algum Banco Holandês. Moeda corrente NÃO É ACEITA para aquisição de bilhetes de transporte.
TRAMS: PORTAS e BOTÕES. Há portaS destinadas para entradaS e para saídaS. Em frente à porta de entrada, que normalmente fica no vagão do meio do tram, há um balcão de venda de passagens. Facilita muito, caso você não tenha adquirido nenhum tipo de cartão de transporte por antecipação. Era nesses balcões que comprávamos nossas passagens sempre que utilizávamos o bonde. Não compramos nenhum tipo de cartão de transporte especial por não acharmos vantajoso. Digamos que tenhamos adquirido um cartão com validade para 24 horas. Legal! Neste espaço de tempo poderíamos embarcar em tantos ônibus e/ou bondes enquanto o cartão estivesse na validade. Acontece que sempre íamos de tram para algum lugar e quase sempre voltávamos a pé. Ou seja: caso optássemos pelo cartão de 24 horas, estaríamos perdendo $$$. Todos os cartões, obviamente, começam a contagem do tempo assim que você o valida pela primeira vez. São mais em conta, é verdade, mas mesmo assim poderá não ser vantajoso se você não o aproveitar como convém.
AQUISIÇÃO de PASSAGENS NO PRÓPRIO TRAM Dependerá do tamanho do veículo a inclusão desse balcão. Bondes pequenos não contam com esse serviço; nesse caso, o próprio condutor venderá a passagem. Esse bilhete poderá ter diversos tipos de validade e por isso você deverá informar na hora da aquisição qual o tipo de bilhete desejado. Comprávamos sempre cartões de uma hora. Há bilhetes de 24 h, 48 h, uma semana, enfim, vários vencimentos conforme já foi dito acima.
BOTÃO VERMELHO PEQUENO, BOTÃO VERDE, BOTÃO GRANDE VERMELHO As passagens devem ser compostadas nesse botão grande, redondo e vermelho que aparece na foto. Basta encostá-las no botão que ele emitirá um som parecido com campainha de bicicleta! Caramba! Um “plinzinho” daqueles até dentro do bonde!… Pode isso, Arnaldo? Pode. Serve para validar a entrada do passageiro. Todos têm que cumprir esse ritual nos ônibus e trams. Não temos experiência de viagem em Metrô, mas imagino que haja algum processo semelhante para registrar entrada e saída dos passageiros.
SALTAR Segundos antes de chegarmos ao ponto onde iríamos descer, levantava-nos e pressionávamos o tal botão vermelho. O vermelhopequeno, que é do mesmo tamanho do botão verde que você vê na foto. Quando o bonde parar, pressione o botão verde para que a porta se abra. Catraca aberta, novamente encoste o cartão (a passagem) no botão grande vermelho para registrar sua saída. Parece complicado, mas não é.
O RESPEITO AO CONSUMIDOR na maioria dos países europeus é digno de nota. Amsterdam é digna de aplausos. Observe os monitores. Há alguns deles nos bondes (trams) e nos ônibus. Anunciam não apenas todas as paradas até o destino final, bem como o horário em que o veículo irá parar em cada uma delas.
No exemplo abaixo: estávamos parados da Praça Dam às 15.16 h, e no monitor já havia a previsão de parada na Centraal Station ( a estação seguinte à Dam) às 15.21 h. Dificilmente erram!
No ponto final, em frente à Centraal Station, o monitor informa quais os ônibus, linhas de tram, Metrô e balsas estão no entorno.
E como só não são perfeitos porque são modestos, destinos e horários das próximas saídas de trem também são informados nesses monitores. É demais!…
Imagem obtida no Google Maps.
VIAÇÃO CANELINHA é como costumo chamar minhas pernas quando ando a pé. Usávamos o bonde (tram) para distâncias um pouquiiinnnho maiores, ou então as canelas. Metrô é condução rápida, mas não lhe oferece oportunidade de saber por onde está passando. Tudo dependerá de escolhas.
Informações preciosas a respeito dos meios de transporte você poderá obter clicando aqui: trata-se da máquina comandada pelo brasileiro Sr. Daniel Duclos – um site fantástico para ninguém botar defeito.
O arco na esquina da Rue des Petits Carreaux com Rue Réaumur já avisa: Marché Montorgueil. Ele marca o início da rua de pedestre que abrange a Montorgueil, uma passarela movimentada no Centro de Paris devido ao comércio abundante e variado. Foi lá que encontramos o restaurante La Grille Montorgueil, que quebrou um galhão.
FOTO em DESTAQUE – Arco da Rue des Petits Carreaux.
Conheci uma senhora que era apaixonada por essa praça aonde fica LA MAISON DU CHOU. Segundo sua opinião, de toda Paris essa praça escondidinha era seu lugar predileto da cidade, e por conta desta afirmação fiquei curiosa. Que praça seria essa?
LE COCHON À L’OREILLE e L’ESCARGOT MONTORGUEIL são os alvos desta postagem, mas antes falemos um pouco a respeito de Paris.
PARIS
é indefinível. Paris é para você se deixar levar pelo o que seus olhos pedem; é sair desfrutando de tudo que se vê e não se prender a roteiros. Nada de radicalismos! Até concordo que você relacione o que pretenda visitar a cada dia, mas… não lhe custará nada saber onde aquela ruazinha simpática e atraente fora de seu roteiro o levará. Tipo a da foto que postei abaixo.
IMAGEM DESTACADA – Le Cochon à L’Oreille.
LES HALLES
Esses encontros com o inesperado poderão gratificá-lo intensamente e lhe digo o porquê. Foi num esquema desses que partimos para rever o Les Halles e visitar endereços especiais para quem aprecia uma boa mesa. Esse era nosso propósito. Entretanto, mudamos de plano e deixamos que os imprevistos nos conduzissem.
O Les Halles era canteiro de obras e nessa confusão acabamos por confundir as saídas e nos perdemos. Não houve indicação que desse jeito. Mas, cá prá nós, perder-se em Paris não é preocupante; muito pelo contrário. Particularmente, acho um privilégio poder bater pernas pela cidade considerada a mais bonita do mundo, enquanto você não encontra seu rumo. Perder-se lhe servirá de motivo para constatar que, cada vez mais e com toda certeza, Paris é uma festa. Mas, como em toda regra há exceções, não lhe custará tomar precauções; certamente, Paris não está livre de golpistas e de batedores de carteira. A propósito, dê uma olhada no alerta do final da postagem.
Voltemos à vaca fria: saímos do canteirão de obras e partimos para os endereços infra citados atrás de simples e conhecidas ferramentas – talheres. Ao longo de meus 71 anos de vida ouvi duas pessoas se referirem à talheres como ferramentas: meu pai, e um senhor que conhecemos em uma viagem e com quem algumas vezes dividimos mesa. Ele era tão bem humorado quanto meu saudoso pai.
Para quem ama cozinhar e fazer bonito para convidados, a La Bovida, a E. Dehillerin, a A. Simon e a Mora são verdadeiros paraísos. Vendem o que você imagina em matéria de utensílios para cozinha, e muito mais o que não imagina.
LE COCHON
Mas o que esses endereços têm a ver com o bistrô do título? Tudo! Nessa busca, antes de chegarmos à Mora, tivemos a felicidade de passar em frente ao Le Cochon à L’Oreille e paramos. O bistrô é colado na Mora.
Em princípio, o que seria apenas uma olhadela no bistrô, transformou-se em um café acompanhado por torta. Tínhamos que ver aquela maravilha mais de perto, e o cafezinho nos serviu de motivo; era muita beleza para pouco espaço, o que tornou o ambiente mais atraente. Fiz com que o café rendesse apenas para observar a decoração das paredes, que é de cair o queixo. Claro, não sairia dali sem captar aquela obra de arte e pedi licença para fotografá-la. Concedida a licença, cliquei-as.
A obstrução da escada foi periódica devido a uma obra no andar superior. Fotos do bistrô anteriores a essas (de 2013), e outras bem mais recentes vistas na internet (2016/17), mostram um mezanino espaçoso, embora a decoração nada tenha a ver com o cenário original da casa. Passamos pela porta recentemente, em abril de 2019, mas não entramos e me arrependi.
Les Halles diante da Igreja de São Eustáquio.
O ANTIGO LES HALLES
Os ladrilhos pintados da foto acima me fizeram imaginar como seria o Les Halles de antigamente, quando no coração da cidade pulsavam dois mercados de alimentos frescos – é uma história longa que começa em 1137 com Luiz VI. Verdade seja dita, o imenso shopping center que encontramos e que abriga a estação de trem RER Châtelet Les Halles (linhas A, B e D) e 5 linhas de metrô 1, 4, 7, 11, 14 na Châtelet, necessitava de uma repaginada, mas não imaginei que fossem descaracterizá-lo por completo porque ele era lindo!
Esse ponto de venda, que a pintura nos ladrilhos do Le Cochon mostra sob dois ângulos, permaneceu por muitos anos no centro de Paris. Aconteceu que na década de 1960 estes mercados mudaram-se para Rungis (um hipermercado de dimensões estupendas na periferia da cidade) e para La Villette. Neste último, um antigo abatedouro, criaram o maior parque de Paris.
De acordo com um rápido bate-papo com o jovem que nos atendeu, soubemos que esse amarelado dos ladrilhos é resultante da fumaça dos cigarros dos clientes; ou seja, paredes curtidas desde 1890!
LE COCHON À L’OREILLE
trabalha com pratos feitos (fórmulas) e com menu à la carte a preços convidativos. O foie gras preparado pela casa é um sucesso, bem como os escargots. Atendimento cortês.
L’ESCARGOT da Rue MONTORGUEIL
E por falar nessa gostosura, há um restaurante famoso especializado na iguaria: trata-se do L’Escargot, na rue Montorgueil, 38, próximo ao Le Cochon. Esta pequena rua, em si, é uma atração: há cafés, padarias, restaurantes, lojas de grifes, horti-fruti, chocolaterias, farmácias, supermercado, cabeleireiro, florista, hotel, açougue, peixaria, loja de produtos naturais e muito mais comércio que você poderá curtir tranquilamente. Um amigo ligadíssimo em gastronomia (e que nunca saiu do Brasil!) foi quem nos indicou o famoso restaurante. Aconteceu que nesse bate-pernas não nos demos conta do passar do tempo, e por isso acabamos por bater com o nariz na porta. Tínhamos intensão de almoçar no L’Escargot, mas… não foi possível.
Fica a dica para quem gosta dos saborosos caracóis, servidos até em generosas porções de 36 escargots para compartilhar. Ah! O restaurante também serve ostras!
AVISO AOS NAVEGANTES
Para finalizar a postagem, aqui vai o alerta de uma senhora brasileira residente em Paris há muitos anos: trata-se da atenção que todos devem ter na Estação de Metrô/RER Châtelet Les Halles. A SraMaria Lina é autora do site mais completo a respeito de Paris e arredores que conheço, e é justamente ela quem dá o importante recado. Não deixem de consultá-lo! Basta clicar no link iluminado. Leia também: Rue Montorgueil – L’Escargot.
Fernanda Hinke é a autora e executora de uma atração única em Paris: passear de bicicleta, à noite, saindo do Centre Pompidou com destino a Tour Eiffel. Pense nisso!
O sucesso da jovem brasileira é tão grande, que agora há vários roteiros para você escolher. Pensando bem, por que não desfrutar de todos eles? Garanto que será uma experiência única em sua vida. Clique aqui e conheça todos os roteiros.
IMAGEM DESTACADA: Place du Carroussel após 1 h da manhã.
A cidade de Estrasburgo é agitada e isso logo se percebe pelo movimento na estação de trem, cuja arquitetura original foi inteligentemente protegida por uma estrutura moderníssima.
Já havíamos passado pela porta da VagenendeBrasserie algumas vezes, quando me dei conta de que aquele era o restaurante indicado por uma brasileira residente em Paris, autora de famoso blog focado nesta cidade.
IMAGEM DESTACADA – Parcial do interior da Vagenende Brasserie.
Lourmarin é pequena, conta com pouco mais de mil habitantes, mas, como as demais cidades provençais, é cheia de charme. Tamanho não é documento, nos diz o velho ditado, e Lourmarin o comprova.
Neste dia saímos de Aix-en-Provence e fomos para Oppède-Le-Vieux, Coustellet, Gordes, Lourmarin, e retornamos para Aix, onde alugamos um apartamento super aconchegante.
IMAGEM DESTACADA – A trepadeira linda de viver que encontramos em uma rua de Lourmarin.
Não sendo de automóvel você poderá contar com uma linha de ônibus, o 22, que sai de Avignon em direção a Gordes. Há opção de sair de Avignon e viajar até Cavaillon em TGV e de lá prosseguir de ônibus. O tempo de viagem ultrapassa duas horas, enquanto que de carro você vai em 40 minutos saindo de Aix-en-Provence.Fica a 700 km de Paris.
IMAGEM DESTACADA –Gordes, vista da estrada de acesso à cidade.
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