DANTE Eu e meu amigo passamos em frente ao Dante, na direção do Canal Singel, e entramos para tomar um café e usar os banheiros. Assim que adentramos o salão “voei” imediatamente para Paris.
Sorte nossa termos escolhido o Dante. Quem o vê pelo lado de fora não imagina o ambiente cinematográfico que a luz do dia oculta.
IMAGEM DESTACADA – A estante de bebidas arrumadas com um capricho fora do comum.
correspond , literalmente, à conhecida frase criada pelo Mario Braggio: “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento”. A imagem da fachada convence. Porém, quando você encara a realidade…
O arco na esquina da Rue des Petits Carreaux com Rue Réaumur já avisa: Marché Montorgueil. Ele marca o início da rua de pedestre que abrange a Montorgueil, uma passarela movimentada no Centro de Paris devido ao comércio abundante e variado. Foi lá que encontramos o restaurante La Grille Montorgueil, que quebrou um galhão.
FOTO em DESTAQUE – Arco da Rue des Petits Carreaux.
Conheci uma senhora que era apaixonada por essa praça aonde fica LA MAISON DU CHOU. Segundo sua opinião, de toda Paris essa praça escondidinha era seu lugar predileto da cidade, e por conta desta afirmação fiquei curiosa. Que praça seria essa?
LE COCHON À L’OREILLE e L’ESCARGOT MONTORGUEIL são os alvos desta postagem, mas antes falemos um pouco a respeito de Paris.
PARIS
é indefinível. Paris é para você se deixar levar pelo o que seus olhos pedem; é sair desfrutando de tudo que se vê e não se prender a roteiros. Nada de radicalismos! Até concordo que você relacione o que pretenda visitar a cada dia, mas… não lhe custará nada saber onde aquela ruazinha simpática e atraente fora de seu roteiro o levará. Tipo a da foto que postei abaixo.
IMAGEM DESTACADA – Le Cochon à L’Oreille.
LES HALLES
Esses encontros com o inesperado poderão gratificá-lo intensamente e lhe digo o porquê. Foi num esquema desses que partimos para rever o Les Halles e visitar endereços especiais para quem aprecia uma boa mesa. Esse era nosso propósito. Entretanto, mudamos de plano e deixamos que os imprevistos nos conduzissem.
O Les Halles era canteiro de obras e nessa confusão acabamos por confundir as saídas e nos perdemos. Não houve indicação que desse jeito. Mas, cá prá nós, perder-se em Paris não é preocupante; muito pelo contrário. Particularmente, acho um privilégio poder bater pernas pela cidade considerada a mais bonita do mundo, enquanto você não encontra seu rumo. Perder-se lhe servirá de motivo para constatar que, cada vez mais e com toda certeza, Paris é uma festa. Mas, como em toda regra há exceções, não lhe custará tomar precauções; certamente, Paris não está livre de golpistas e de batedores de carteira. A propósito, dê uma olhada no alerta do final da postagem.
Voltemos à vaca fria: saímos do canteirão de obras e partimos para os endereços infra citados atrás de simples e conhecidas ferramentas – talheres. Ao longo de meus 71 anos de vida ouvi duas pessoas se referirem à talheres como ferramentas: meu pai, e um senhor que conhecemos em uma viagem e com quem algumas vezes dividimos mesa. Ele era tão bem humorado quanto meu saudoso pai.
Para quem ama cozinhar e fazer bonito para convidados, a La Bovida, a E. Dehillerin, a A. Simon e a Mora são verdadeiros paraísos. Vendem o que você imagina em matéria de utensílios para cozinha, e muito mais o que não imagina.
LE COCHON
Mas o que esses endereços têm a ver com o bistrô do título? Tudo! Nessa busca, antes de chegarmos à Mora, tivemos a felicidade de passar em frente ao Le Cochon à L’Oreille e paramos. O bistrô é colado na Mora.
Em princípio, o que seria apenas uma olhadela no bistrô, transformou-se em um café acompanhado por torta. Tínhamos que ver aquela maravilha mais de perto, e o cafezinho nos serviu de motivo; era muita beleza para pouco espaço, o que tornou o ambiente mais atraente. Fiz com que o café rendesse apenas para observar a decoração das paredes, que é de cair o queixo. Claro, não sairia dali sem captar aquela obra de arte e pedi licença para fotografá-la. Concedida a licença, cliquei-as.
A obstrução da escada foi periódica devido a uma obra no andar superior. Fotos do bistrô anteriores a essas (de 2013), e outras bem mais recentes vistas na internet (2016/17), mostram um mezanino espaçoso, embora a decoração nada tenha a ver com o cenário original da casa. Passamos pela porta recentemente, em abril de 2019, mas não entramos e me arrependi.
Les Halles diante da Igreja de São Eustáquio.
O ANTIGO LES HALLES
Os ladrilhos pintados da foto acima me fizeram imaginar como seria o Les Halles de antigamente, quando no coração da cidade pulsavam dois mercados de alimentos frescos – é uma história longa que começa em 1137 com Luiz VI. Verdade seja dita, o imenso shopping center que encontramos e que abriga a estação de trem RER Châtelet Les Halles (linhas A, B e D) e 5 linhas de metrô 1, 4, 7, 11, 14 na Châtelet, necessitava de uma repaginada, mas não imaginei que fossem descaracterizá-lo por completo porque ele era lindo!
Esse ponto de venda, que a pintura nos ladrilhos do Le Cochon mostra sob dois ângulos, permaneceu por muitos anos no centro de Paris. Aconteceu que na década de 1960 estes mercados mudaram-se para Rungis (um hipermercado de dimensões estupendas na periferia da cidade) e para La Villette. Neste último, um antigo abatedouro, criaram o maior parque de Paris.
De acordo com um rápido bate-papo com o jovem que nos atendeu, soubemos que esse amarelado dos ladrilhos é resultante da fumaça dos cigarros dos clientes; ou seja, paredes curtidas desde 1890!
LE COCHON À L’OREILLE
trabalha com pratos feitos (fórmulas) e com menu à la carte a preços convidativos. O foie gras preparado pela casa é um sucesso, bem como os escargots. Atendimento cortês.
L’ESCARGOT da Rue MONTORGUEIL
E por falar nessa gostosura, há um restaurante famoso especializado na iguaria: trata-se do L’Escargot, na rue Montorgueil, 38, próximo ao Le Cochon. Esta pequena rua, em si, é uma atração: há cafés, padarias, restaurantes, lojas de grifes, horti-fruti, chocolaterias, farmácias, supermercado, cabeleireiro, florista, hotel, açougue, peixaria, loja de produtos naturais e muito mais comércio que você poderá curtir tranquilamente. Um amigo ligadíssimo em gastronomia (e que nunca saiu do Brasil!) foi quem nos indicou o famoso restaurante. Aconteceu que nesse bate-pernas não nos demos conta do passar do tempo, e por isso acabamos por bater com o nariz na porta. Tínhamos intensão de almoçar no L’Escargot, mas… não foi possível.
Fica a dica para quem gosta dos saborosos caracóis, servidos até em generosas porções de 36 escargots para compartilhar. Ah! O restaurante também serve ostras!
AVISO AOS NAVEGANTES
Para finalizar a postagem, aqui vai o alerta de uma senhora brasileira residente em Paris há muitos anos: trata-se da atenção que todos devem ter na Estação de Metrô/RER Châtelet Les Halles. A SraMaria Lina é autora do site mais completo a respeito de Paris e arredores que conheço, e é justamente ela quem dá o importante recado. Não deixem de consultá-lo! Basta clicar no link iluminado. Leia também: Rue Montorgueil – L’Escargot.
Fernanda Hinke é a autora e executora de uma atração única em Paris: passear de bicicleta, à noite, saindo do Centre Pompidou com destino a Tour Eiffel. Pense nisso!
O sucesso da jovem brasileira é tão grande, que agora há vários roteiros para você escolher. Pensando bem, por que não desfrutar de todos eles? Garanto que será uma experiência única em sua vida. Clique aqui e conheça todos os roteiros.
IMAGEM DESTACADA: Place du Carroussel após 1 h da manhã.
Já havíamos passado pela porta da VagenendeBrasserie algumas vezes, quando me dei conta de que aquele era o restaurante indicado por uma brasileira residente em Paris, autora de famoso blog focado nesta cidade.
IMAGEM DESTACADA – Parcial do interior da Vagenende Brasserie.
Uma olhada no cardápio me fez entender os resíduos que encontramos no chão do Café La Cooperative ao entrarmos. Por eles percebemos que o movimento da Casa havia sido grande na hora do almoço, mas isso não justifica a falta de atenção com a aparência do Café. Vassouras fazem milagres!
IMAGEM DESTACADA – Fachada da Brasserie.
1 – LA COOPÉRATIVE
Aliás, o movimento em Paris não se resume aos dos cafés e restaurantes. A agitação está em toda parte e todo o tempo. A cidade só descansa de madrugada, e olhe lá. O cardápio do Café La Coopérative oferece saladas bem originais, pratos bem elaborados, aperitivos e ainda porções de queijos e frios. Há tábuas só de queijos (emmental, chèvre, brie e outros), outras só de frios (salsichas, salsichões, presunto e patés) e uma outra de queijos e embutidos. Entramos apenas para tomar um cafézinho – na verdade, esses cafézinhos que tomamos vez ou outra nos servem de muleta quando bate a vontade de ir ao banheiro ou descansar -, mas aos poucos começamos a apreciar o ambiente e nos deixando levar não apenas pelo cansaço, mas pela satisfação de estarmos degustando um saboroso café em uma das ruas mais chamativas de Paris, a Rivoli.
2 – ACONCHEGO X CANSAÇO
A decoração é muito original, beeem descontraída e chama atenção. E por conta dessa descontração acabei relaxando mais do que devia. abandonei-me sentada na cadeira a tal ponto, que depois tive até dificuldade em levantar. Eita momento bom!… O atendimento não foi imediato, mas era simpático e educado. Valeu! Mas a sujeira no chão…
La Coopérative é o nome de um Café que nos serviu como uma luva para descansar e tomar um cafézinho.
Só me lembro que foi em um dia atípico, muito movimentado em Paris. Não me recordo se foi em fim de semana e muito menos a hora, mas isso não vem ao caso. Repentinamente, a cidade encheu.
Não entendemos de onde havia saído tanta gente. Jovens. Muitos jovens espalhados pela cidade. E daí, môquirido (dicionário manezês), encontrar um restaurante, um bistrô ou uma brasserie onde pudéssemos fazer uma refeição, foi difícil (caso você não saiba a diferença entre eles, clique aqui). Felizmente (?) encontramos o Cèpe et Figue.
Inaugurado em 05 de junho de 1883, o Museu de Cera Grévin logo despertou interesse da população e tornou-se alvo de curiosidade. Trata-se de um dos museus de cera mais antigos da Europa, e é diversão garantida devido à integração dos visitantes com as esculturas.
IMAGEM DESTACADA – Aentrada do Museu de Cera Grévin fica na lateral da Passage Joufroy, outra atração imperdível da Paris de antigamente. Visitei-o em 23/7/2014, e de lá prá cá tudo mudou para melhor, pelo que pude observar pela internet.
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