1 – PRÁ INÍCIO DE CONVERSA
No Ribeirão da Ilha os restaurantes Ostradamus, Porto do Contrato e Rancho Açoriano formam um trio gastronômico de difícil escolha para quem aprecia boa culinária.
Aliás, eu estaria sendo injusta se não citasse os restaurantes da orla de Santo Antonio de Lisboa e Coqueiros, além de excelentes opções que encontramos nos shoppings da cidade.
É inegável que os restaurantes que oferecem bons pratos acompanhados pelo barulhinho das delicadas ondas do mar quebrando na beira da praia, são privilegiados; e o Porto do Contrato também insere-se neste contexto, além de ocupar um lugar histórico.
FOTO DESTACADA – Restaurante Porto do Contrato.
2 – COMO CHEGAR
Já foi dito e repetido aqui no blog como você poderá chegar ao Ribeirão da Ilha, mas não custa escrever novamente. Vamos lá:
A – De Carro: partindo do Centro de Florianópolis, pegar a SC-405.
B – De Ônibus: Há duas paradas de ônibus no centro de Florianópolis próximos à Praça XV. Os ônibus de números 561 e 4124 (o amarelinho) passam pelo Ribeirão. O ponto final é na Caieira da Barra do Sul, de onde partem barcos para a Praia de Naufragados e começa a trilha para o mesmo lugar. Além do mais, é lá que você encontrará o Paraíso das Ostras. Portanto, tendo como alvo um destes lugares, você passará pela porta do restaurante queira ou não.



3 – AFINAL, AONDE IR?
Em Florianópolis as opções de bons restaurantes aumentaram bastante desde que o turismo passou a existir por estas bandas. Mas até chegarmos ao que se vê hoje, literalmente muita água passou por baixo da Hercílio Luz, porque só ela reinava absoluta no estreito.
O comércio fechava na hora do almoço e os restaurantes também. Nada mais justo, segundo a ótica dos responsáveis por este tipo de comércio, que fechassem suas portas neste horário. Acreditem se quiser.
Naquele tempo Florianópolis ainda não tinha o apelido carinhoso de Floripa, e os turistas não sabiam da existência das praias maravilhosas de Santa Catarina. Nem as emissoras de TV!
3.1 – PORÉM, NA DÉCADA DE 8O…
O movimento começou a mudar porque a propagação da beleza das praias catarinenses aguçou a curiosidade de quem nunca tinha ouvido falar no litoral de Santa Catarina, e começaram a chegar turistas de todos lados. As imagens propagadas atravessaram fronteiras e conquistaram estrangeiros que anualmente batem ponto no litoral sulista brasileiro.
Quem se lembra da época em que “los hermanos” lotavam praias e supermercados – aliás, o comércio em geral – sabe a que estou me referindo. Até uma estação de rádio instalaram na Praia dos Ingleses (eu morava neste bairro nesta época), com a finalidade de transmitir as novidades da cidade e, principalmente, as previsões do tempo.
3.2 – DE FLORIANÓPOLIS a FLORIPA
Florianópolis foi crescendo e o mesmo aconteceu com as cidades vizinhas. O comércio desenvolveu tanto, que passou a ter horário ininterrupto. Construíram shoppings atraentes com ares luxuosos em tudo que é lugar; sobram restaurantes; pousadas e hotéis só têm ocupação de 100% no Verão porque a população aumenta consideravelmente nesta época.
As faculdades atraíram estudantes de outros Estados, que acabaram fincando raízes na Ilha da Magia e constituindo famílias. A cidade evoluiu em sua maior parte e muita coisa mudou – algumas melhoraram, houve pioras e outras continuaram ruins até hoje, 25/01/2025.
Florianópolis passou a ser carinhosamente chamada de Floripa, e o apelido que externou a intimidade que tinham com as terras dantes ocupadas pelos Manuéis – os manézinhos da ilha – ficou patenteado.
3.2 – BAIRROS HISTÓRICOS
Os bairros históricos foram alvo de comerciantes visionários que os transformaram em polos gastronômicos fora da curva, e assim aconteceu com Santo Antonio de Lisboa, com o Ribeirão da Ilha, e com Coqueiros – um lugar que não é histórico, mas é “bonito por natureza” e fica “à beira-mar plantado.”
3.3 – O PORTO DO CONTRATO CONTA SUA HISTÓRIA no RIBEIRÃO DA ILHA
Assim que o cliente transpõe o arco da entrada do restaurante, aberto em uma estrutura de pedras de espessura respeitável, depara-se com um quadro que conta a história do lugar, e que tem em Sebastião Caboto sua figura principal.
Não importa se era inglês ou italiano, Caboto foi um grande navegador, e por ter explorado da costa da Flórida (EEUU) ao Canadá (foz do Rio São Lourenço) margeando o litoral, em sua homenagem passaram a chamar este sistema de navegação, de “Cabotagem”.
3.3.1 – COMO SEBASTIÃO CABOTO VEIO PARAR EM FLORIANÓPOLIS?
A informação que mais condiz com a chegada de Sebastião Caboto ao Porto do Contrato está no relato pormenorizado datado de 13/4/2009, do site chamado floripamanhã.org.
Em março de 2009, após 5 anos de pesquisa dos mergulhadores do Projeto Barra Sul, concluíram que as 2 âncoras de 4 metros x 01 tonelada cada, um canhão e um lastro de pedra que encontraram, são fortes indícios de que um navio do século XVI afundou nas proximidades da Praia de Naufragados.
O tamanho da âncora seria um indicativo da época da construção desta embarcação de 30 metros, porque os navios com a mesma medida de comprimento há muito utilizam de âncoras de 50 cm x 50 quilos.
Suspeita-se que esta embarcação seja a Santa Maria de La Concepcion, da época em que Sebastião Caboto navegou pelo litoral catarinense, em 1526.
Este episódio marca uma parte da história da Ilha de Sta. Catarina, bem como complementa o que se conhece a respeito do centenário Porto do Contrato.





4 – AS INSTALAÇÕES MAIS MODERNAS
são elegantes, mas não descontraídas quanto as primeiras acomodações na varanda. Mas, isso não importa muito, porque a cozinha é a mesma.
OSTRENTAÇÃO ao vivo e em cores. Observe as empadinhas de ostra embaixo e à direita, olhando para a câmera. E nos copinhos da foto abaixo, afogaram uma ostra in natura mergulhando-a em vodka, limão e tabasco. E por falar em “porto”, como não se atracar com tantas delícias? Até a ostra afogada, coitada, ficou uma beleza.




5 – BANHEIROS
limpos e bem decorados, a começar pelas molduras dos espelhos que distinguem os espaços masculinos dos femininos.
Na parede, fotos antigas mostram pormenores daquela região.
Postagem atualizada em 24.01.2025.
LUGAR PARADISÍACO, ENCANTADO, E AS COMIDINHAS DÃO VONTADE DE COMER SÓ DE VER.
Rosinha, essas comidinhas são tudo de bom. Além do mais, o lugar ajuda. Bjks. Inté amanhã.