Arquivo da categoria: ARGENTINA

ARGENTINA, AR: Pátio Quinquela, em LA BOCA.


IMAGEM em DESTAQUE: Fachada da Galeria.

QUINQUELA
A galeria homenageia um pintor autodidata de nome Benito Juan Martín. Recém nascido, foi abandonado pela mãe e levado a um orfanato por onde permaneceu por 7 anos, até ser adotado pela família Chinchella.
É um dos pintores mais conhecidos da Argentina.

A GALERIA
Trata-se de mais uma opção de compras na Magallanes, a rua do buchincho do Bairro La Boca.
Lugar agradabilíssimo, aconchegante, comércio organizado, tranquilo e com opção para você matar a sede ou tomar um cafezinho enquanto aguarda a patroa aparecer cheia de sacolas e sua carteira vazia.

Detalhe: bancos para os quem preferem ficar distante das compras, aproveitar para bater um bom papo com um amigo ou permanecer em silêncio, descansando.

No final da avenida, na parte coberta, mais opções para passar seu cartão de crédito.
Já havíamos caminhado bastante, visto muito coisa. Daí chega um momento em que o cansaço domina, a paciência acaba e não me deixo atrair mais por qualquer preço convidativo. Foi o caso.

Cunhada e sobrinha encontraram forças para dar uma volta no ambiente, mas não viram nada que lhes chamasse atenção.

O centro de compras é pequeno, o que favorece a busca pelo objeto desejado. É muuuiiito agradável.
Para ser franca, entrei porque o pátio me conquistou pela aparência assim que passei pela porta.
Vale a visita mesmo que você não esteja disposto a comprar nada.

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ARGENTINA, AR: Restaurante EL GRAN PARAÍSO, no Bairro La Boca.-


IMAGEM em DESTAQUE: Quintal do Restaurante.


Melhor informando: o Paraíso localiza-se na rua Gal José Garibaldi, entre as ruas Gal Gregório Araóz de Lamadrid e Magallanes.

A entrada do restaurante fica em frente à antiga linha de trem em um conventilho datado de 1890.
Não está no buchincho do bairro La Boca – que em minha opinião nada modesta resume-se à rua Magallanes -, mas atrai muita clientela e por isso fiz reservas aqui do Rio.
Uma respeitável churrasqueira e uma grelha dão as boas vindas e mostram o que poderá estar em seu prato em poucos minutos.
Confesso que achei muito esquisito entrar e ser surpreendida por esse panorama que se vê abaixo – além de um fumacê danado que tivemos que atravessar – até chegarmos ao quintal.
Por outro lado, para chamar atenção, principalmente de quem come com os olhos, a estratégia merece aplausos. E mais: o aroma do churrasco vai longe, além “da-queee-la!” fumaça. Basta seguí-los.

Passado o impacto da entrada – observe o fumacê -, nos deparamos com um salão coberto, à esquerda, muito bem arrumado…

… e aí, sim, vem o quintal – um convite ao bem estar em seu sentido mais amplo.
O atendimento foi muito bom. A jovem senhora que nos atendeu desdobrou-se em sua função, além de revelar-se pessoa apreciadora de humor negro.
O frango que pedi estava cru. Chamei-a, claro, para que o levasse novamente para o braseiro, blá, blá, blá… Ela olhou para o prato e exclamou em bom som: – Nossa! Está vivo!
Nessa de aguardar que o frango voltasse morto e bem passado conforme solicitei, acabei ficando prá trás e saí da harmonia do grupo.

A DECORAÇÃO
Aquelas peças que normalmente são descartadas em uma casa, transformaram-se em originais detalhes da decoração do jardim. Neste canteiro na foto aqui de baixo só faltou o vaso sanitário.

Um pé de máquina de costura foi transformado em mesa e serve como aparador.
Até uma atração turística há no quintal. Idéia genial.

PREPARE-SE!
É preciso estar com a carteira municiada com pesos, reais, dólares ou euros para pagar sua conta.
De acordo com um aviso acanhado que se vê ao pé da primeira página do cardápio, em março de 2018 o restaurante só estava aceitando pagamento em dinheiro.
Gostaria de saber o que acontece com quem sai com pouca grana no bolso, confiante de que pagará sua conta com o cartão de crédito. Neste caso, terá que desistir do programa?
E aquele que abre o cardápio aleatoriamente, sai procurando a página onde está o que pretende comer – carnes, por exemplo -, e fecha o menu sem tomar conhecimento de mais nada?
Convidou amigos e família para almoçar fora…, a turma come e bebe fartamente… E agora?
Lavar louça prá pagar a conta? Pendurar relógio? Deixar celular como garantia? Como fica? Me engana que eu gosto.

Mas as surpresas não param por aí; essa da foto abaixo achei interessante: um aviso que previne que o cliente pode não ser atendido. Cardápio sincero, esse!…

O BOM HUMOR TAMBÉM BROTA NO PÁTIO
A procedência do ar que se respira no quintal foi demonstrada de maneira criativa em um sistema 3D inédito. A-mei!

Vira e mexe o cliente se depara com uma situação risível como esta.

O CARDÁPIO,
para mim, deixou a desejar pelo motivo já exposto. Quem pediu carne bovina ou cordeiro ficou satisfeito.

A fraldinha (chuletão) veio no ponto certo.
O prato de Chouriço também agradou.
Papas Fugazzetas – Batatas fritas servidas com ovos mexidos, queijo e cebola caramelizada. Há outras sugestões bem interessantes.
O frango que por muito pouco não bateu asas e voou do meu prato.

Sugestões para sobremesa não escapam da criatividade: estão pintadas em placas penduradas nas paredes.

A lenha (ou parte dela) que não está armazenada próxima à churrasqueira, acaba sendo destaque na decoração.


O CARDÁPIO
Há opções bem interessantes para abrir os trabalhos – petiscar.
Os pratos de carne vermelha e choriço sugeridos parecem apetitosos e as opções para acompanhamentos também: saladas e batatas podem vir para sua mesa de maneira bem simples ou incrementadas.
As porções de carne são para 1, 2 e até 3 pessoas.
Para quem não aprecia nenhum tipo de carne há provoletas – pratos elaborados com queijo provolone.
Para conhecer a variedade de opções do menu basta clicar aqui.

Sem considerar aquele frango que veio sangrando, agonizante para meu prato, indico o restaurante.

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ARGENTINA, AR: Calle Magallanes – A Rua Mais Animada Do Bairro La Boca.


IMAGEM DESTACADA: Conventilho visto do Centro Cultural de Los Artistas.

LA BOCA
era sinônimo de Camiñito, sua mais famosa rua.
Nem o estádio de futebol conhecido como La Bombonera, em minha opinião nada modesta,  Continuar lendo ARGENTINA, AR: Calle Magallanes – A Rua Mais Animada Do Bairro La Boca.

ARGENTINA, AR – Mi Viejo, Restaurante em El Calafate.


IMAGEM DESTACADA: Capa do Cardápio.

Nas duas vezes em que estivemos em El Calafate (2016 e 2018), Mi Viejo foi o primeiro restaurante em que entramos, atraídos pelo aroma do braseiro. Também, pudera! Os assados ficam fumegando em uma vitrine à direita de quem entra, só para tentar quem passa na calçada.
O Mi Viejo tem história de família.

Trata-se de ambiente amplo, simples, descontraído. Mesmo na alta temporada o atendimento não deixa a desejar porque o pessoal acelera bastante.

Sentou, logo chega um belisquete para você se distrair “enquanto seu lobo não vem”.
O patê é divino e melhora mais ainda quando é lambuzado nas torradinhas.

OS PRATOS DE SUSTANÇA
O que chamam de Frango Grelhado corresponde à coxa e sobrecoxa e serve uma pessoa – quando serve! Eu e meu escudeiro já chegamos a pedir três porções. O tempero é muito bom e o ponto em que o frango sai da brasa é irreparável. Caso o queira mais bem passado, basta pedir e será atendido com boa vontade.
Para que não haja dúvidas, ei-lo na foto abaixo em porção dupla.

Batata grelhada com queijo para acompanhar qualquer tipo de assado é uma sugestão.

A outra é a imbatível maionese, que considero indispensável. Saborosíssima! Reina absoluta em sua simplicidade.

Minha cunhada optou pelo omelete. Pelo que disse, estava delicioso.

Meu mano, que não é muito chegado à massas, optou pelo nhoque com molho de ervas e nozes picadas. Segundo ele, estava muito bom.

Em 2016 estive no Mi Viejo duas vezes. Desta vez, 2018, mais duas.
O restaurante é sem mi-mi-mi e bate um bolão. Recomendamos sem qualquer “mas…”

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ARGENTINA, AR: El Calafate – Ponto de Partida Para Diversas Atrações da Patagônia (parte II)


IMAGEM em DESTAQUE: Trecho da RN11 – El Calafate/Cerro Frias.

Voltei. Desta vez, acompanhada pela família – pessoas festeiras, de bem com a vida, que não reclamam de nada. Nem do frio patagônico. Também, para quem Continuar lendo ARGENTINA, AR: El Calafate – Ponto de Partida Para Diversas Atrações da Patagônia (parte II)

ARGENTINA, AR, EL CALAFATE: Quijote Hotel.


IMAGEM DESTACADA:

O HOTEL
Trata-se de um edifício com 118 quartos, super bem localizado – fica a uma quadra da avenida principal, a Libertador General San Martin, bem na área do agito – quando é alta temporada, que fique bem explicado.
Éramos 5 pessoas. Ocupamos três quartos categoria standard no andar térreo.
OBS: O hotel não trabalha com quartos triplos; por isso tivemos que ocupar 3 quartos.

O que eu e meu fiel escudeiro ocupamos, de frente para a rua, era pequeno, mas não a ponto de termos que pedir licença um ao outro para passarmos.
Travesseiros e colchões confortáveis; armários espaçosos.
O hotel é antigo, mas bem conservado.

QUARTOS
A decoração é aconchegante e alegre.

Os quartos ocupados por meu irmão, e por minha cunhada e sobrinha, eram voltados para um jardim interno.
Achei-os maiores e mais bem mobiliados. Todos são equipados com calefador, frigobar (silencioso e funcionando bem – dois milagres em uma só tacada!), e telefone.

APOIO PARA MALAS
Se é uma coisa que não consigo entender é a quantidade dessa peça – o tal de apoio para malas – que colocam nos quartos.
Inaceitável a indiferença com que lidam com uma peça tão importante quanto essa. É tão indispensável quanto papel sanitário.
Para o hotel não importa se há dois, três, quatro hóspedes no mesmo quarto, porque só colocam um apoio de mala. Não adianta esbravejar porque não vai conseguir nada.
Com certeza o hotel conta com hóspedes nota 10 em criatividade e nem se preocupa com isso.
A administração sabe que você vai arrumar um jeito de colocar sua mala em cima de alguma peça da decoração e por esse motivo incluem um aparador…, uma mesa de cabeceira, uma ou duas cadeiras… Só pode.
Agora, aos 72 e 78 anos, se não houver possibilidade de colocarmos as duas malinhas em algum lugar decente, vou direto à recepção reclamar. Uma coisa que não admito é hóspede ter que colocar sua mala no chão, como já vi muitos fazerem.

Quando viajamos para o Chile, a empresa de turismo pela qual viajávamos instalou-nos em um hotel horroroso! no Centro da cidade – estávamos viajando em um pacote e sendo, literalmente, empacotados.
Colocaram-me em um quarto e meu fiel escudeiro em outro. A coisa começou mal. Prestenção! O quarto em que me colocaram era tão pequeno, tão pequeno, que peguei minha mala e fui para a recepção reclamar.
Niki me disseram que não havia mais quartos disponíveis, em bom som ameacei me esticar no sofá da recepção e dormir ali mesmo. Pronto! Na hora apareceu um quarto decente para eu dormir.
“Tô pagaaannndooo!…”

BANHEIRO de bom tamanho.

ONDE MORA O PERIGO?
No caimento da água do chuveiro dentro de uma banheira sem alças de segurança! Alô administração! Um perigo para qualquer pessoa. Idosa que sou, tomei banho de chuveiro agarrada na torneira da banheira.

CHUVEIRO
Ao abrirmos as torneiras do chuveiro, umas flores que pensei que devessem funcionar como antiderrapantes, boiavam na água que acumulava na banheira. Para entrar na dita cuja, morria de medo de escorregar.
Daí resolvi pisar em uma florzinha dessas, e aconteceu que elas fixaram no fundo da banheira. Mas, como seguro morreu de velho, não confiei nas peças e preferi continuar me agarrando na torneira da banheira. Bastava a água escoar que as preciosidades ficavam soltas novamente. Como confiar num negócios desses?

NOTA
Para um hotel que se gaba de servir turistas há mais de 40 anos, é de se estranhar que até o momento não pensaram nesse tipo de segurança para os hóspedes. Não só questão de segurança, mas também de respeito. Fica a sugestão para o Quijote. Afinal, alças de segurança em banheiras e/ou chuveiros não custam fortunas e evitam acidentes, aborrecimentos para ambas as partes e grana com possíveis indenizações. O que é mais negócio? Estupidez não colocá-las.

A TELEVISÃO
é de modelo jurássico! Felizmente não fazemos a menor questão desses aparelhos em quarto de hotel quando viajamos para o exterior. Vai daí, guri, que não tenho como dizer se a imagem era boa ou não.

CAFÉ DA MANHÃ
cercado de doces por todos os lados, mas dava para eu me safar. Diabéticos têm que ser criativos numa hora dessas.
Sucos, frutas, café, chás, leite quente e frio. Ovos mexidos, queijos, embutidos, pães salgados e doces, biscoitos, bolos, geléias, iogurtes e cereais são servidos em três amplos salões, sendo que um deles conta com jirau. Imaginei o congestionamento do trânsito de hóspedes neste hotel em temporada alta. Bah, guri!… Deve ser um fervo!

Três das funcionárias que às 6.00 da manhã já abriam o salão para nos servir. Obrigada, meninas!

HONESTIDADE
No site do hotel você encontra o seguinte: quartos standard são acessíveis por escadas. Quartos de nível superior, por elevador.
Ou seja: o hotel deixa claro o tipo de conforto que você encontrará caso opte por acomodações maiores e mais caras: o elevador.
Isso chama-se HONESTIDADE e respeito (só faltam as alças nos banheiros para ganharem nota 10) para com as pessoas.
Ficará a seu critério escolher a categoria do quarto. Ou sorte, caso queira um quarto de categoria superior e não o encontre. Mas isso já é outro papo. O importante é que o hotel mandou seu recado. Gostei. Parabéns!

FUNCIONÁRIOS
simpáticos, educados, prestativos. Todos!

CÔMODOS COMUNS

Hall de entrada. Recepção, à esquerda.
Recepção – balcão à esquerda.
Estar.
Bar e Café.
Acesso aos elevadores que servem os quartos de categoria superior.
Hall dos elevadores.
Corredores de acesso aos quartos do andar térreo.
Passagem para os quartos dos fundos.
Sala de estar. Acesso aos quartos do jirau.
Jirau onde algumas mesas estão à disposição para jogos, leitura etc. Era onde jogávamos canastra sempre que o tempo permitia.

Hotel aprovado por todos, salvo as disposições em contrário: as alç…

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ARGENTINA, AR: Caminito – Uma das Ruas Mais Famosas de Buenos Aires.


IMAGEM DESTACADA: Conventilhos do Bairro La Boca.

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, Caminito não se trata de um bairro argentino, mas de uma famosa rua do bairro La Boca, contornado pelo rio Matanza.
O bairro abriga ainda o famoso estádio de futebol conhecido como La Bombonera – do Boca Juniors -, o Museu de Belas Artes Benito Quinquela Martín, e, ao lado deste, o Teatro de La Ribera.

CAMINITO
Uma das pontas desta rua fica em um largo chamado La Vuelta de Rocha e a outra na Gal. Gregório Araóz Delamadrid.

Homenagem aos marinheiros na VUELTA de ROCHA.

La Vuelta de Rocha trata-se de um largo que acompanha a curva do Rio Matanza. Neste lugar, em 1936, residia um fazendeiro e comerciante chamado Antonio Rocha – vem daí o nome do lugar.
Neste largo há um mastro muito interessante, bem composto por cesta de gávea e escadas.
Quantas vezes, no cinema, ou mesmo em história em quadrinhos, vimos piratas ou descobridores gritarem “Terra à Vista” de dentro de uma cesta dessas?

Do outro lado da calçada encontrei uma novidade que em outubro de 2011 ainda não estava lá : uma escultura fantástica executada com quadros de bicicleta pelo artista chinês Ai Weiwei produz vários efeitos óticos, dependendo do ângulo em que é observada.
A obra intitulada “Forever Bicycles“ mede 9 m de altura por 16 m de comprimento e conta com 1254 bicicletas de aço. Mais informações a respeito do artista e de suas obras, clicar aqui.
A Fundação Proa do Bairro La Boca inaugurou esta exposição em 25/10/2017 e estava com data de encerramento prevista para 25/02/2018. Imagino que deva ter feito muito sucesso; cliquei a foto em 24/3/2018 e a obra formidável ainda estava lá. Sorte nossa!

Em frente ao largo, fica o icônico prédio localizado nas esquinas das ruas Caminito e Magallanes.
Trata-se do edifício cuja parede colorida tem servido de cenário para fotos, filmagens e obras de arte dos artesão que expõem diariamente suas mercadorias na famosa rua.

Um pouco mais adiante o cenário muda radicalmente, mas mesmo assim não é menos interessante: são os conventilhos – tipo de habitação que conhecemos como cortiço, cabeça de porco ou casa de cômodos – em que muitas pessoas habitam o mesmo compartimento de uma casa.
Nesses ambientes as condições de higiene costumavam ser precárias.

Calle Camiñito esquina de Gal. Gregório Araóz Delamadrid.
Personalidades argentinas acenam de um balcão na Gal. Gregório Araóz Delamadrid.

Os conventilhos surgiram por conta do excesso de imigrantes e a falta de lugar onde alojá-los.
Exagerado número de pessoas eram colocadas em cubículos onde não havia nem ar e nem luz. A superlotação foi a origem para muitas enfermidades tais quais tuberculose e cólera. Espaços para 50 pessoas eram ocupados por 200.
Tintas que sobravam de pintura de barcos e navios eram utilizadas para pintar paredes. Este colorido foi conservado até hoje e,  felizmente, com objetivos bem distintos daqueles vividos entre 1895 e 1914.
Banheiros, banhos, como dormiam e cozinhavam, você poderá saber em pormenores  clicando aqui. Triste história.

Abaixo, um exemplo de conventilho na Gal. Gregório Aráoz de Lamadrid,  bem melhorado em aparência. Os conventilhos conservados são aqueles que abrigam comércio. Os demais, utilizados como residência, deixam a desejar em aparência.

Nesta parte do bairro há comércio abundante. Muitas peças originais para decoração e para uso diário estão por toda parte. Deixar-se atrair pelo que se vê de imediato é trair seu próprio bolso – cuidado! Os preços mais altos costumam ser os das lojas mais próximas aos pontos extremos da Camiñito: imediações da Vuelta de Rocha ou da Gal. Gregório Araóz Delamadrid. Pesquise muito antes de comprar qualquer coisa.

Rua General José Garibaldi
Esquina das ruas Gal. José Garibaldi com Gal. Gregório Aráoz Lamadrid.
Gal. Gregório Aráoz Lamadrid.

Nesta galeria mostrada na foto acima encontramos preços bem convidativos logo na primeira loja à direita. Um pouco mais para o meio, à esquerda, os preços eram arredondados pelo vendedor – um jovem senhor muito simpático que discursava a respeito das mercadorias com uma capacidade de convencimento como raramente se vê. O esperto vendia bolsas de modelos muito diferentes que os da vizinhança. Neste caso, se você for consumista assim como eu, pergunte-se imediatamente se o preço valerá o uso que fará da peça. Normalmente, desisto.

O MOVIMENTO
do bairro aumentou muito de 2016 para 2018. Restaurantes ampliaram suas instalações mobiliando ruas com mesas, cadeiras, todos, cercados, vasos de plantas, iluminação especial, cartazes, enfim, tudo a que têm direito para chamar atenção.
Um deles deve atrair sulistas brasileiros pelo nome: Blumenau.

Como somos descendentes de catarinenses, meu irmão, curioso, quis conhecer o proprietário do restaurante. Pura decepção: o boneco que representa um Fritz até bem magrinho, e segurando um caneco de chopp, é apenas para atrair brasileiros – o proprietário é argentino.

1-  Bairro La Boca.



 

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ARGENTINA, AR: CALOTE! CUIDADO AO PAGAR SUA CONTA no CYAN RECOLETA HOTEL em BUENOS AIRES.


IMAGEM EM DESTAQUE: Recoleta, vista parcialmente do hall de elevadores do Cyan Recoleta Hotel.

O objetivo desta postagem é alertá-los, sem rodeios, para o fato desagradabilíssimo em que uma funcionária do Cyan Recoleta Hotel me envolveu em março último.

Dia 29/3/2018 tínhamos intenção de sair do hotel em torno de 10.00 h.
Pagaríamos nossa hospedagem e seguiríamos tranquilamente para o aeroporto. Trâmites de embarque, almoço, compras em free-shop… até a hora do embarque teríamos muito tempo.

O INÍCIO DO CALOTE
Aconteceu que ao pagarmos nossas despesas, a funcionária que trabalha na recepção do hotel, de nome Cele…. errou no cálculo e nos cobrou US$ 69,30 (sessenta e nove  dólares e trinta cents) a mais. Foi aí que começou o rolo!

Seria razoável, no mínimo, que o Sr. Emiliano M., intitulado FO Supervisor de Recepção, tivesse nos devolvido o valor cobrado a maior – em Reais ou Pesos, não nos importaríamos em que moeda fosse – e depois se acertasse com hotel. Mas, não!…
O que fez o  Supervisor? Como estávamos pagando as despesas com Cartão de Débito, e não houve como estornar a operação, o supervisor transferiu a responsabilidade deste pagamento para a operadora do cartãoCobraram a mais, não nos ressarciram do prejuízo, e ainda transferiram a obrigação deste pagamento para terceiros! Fácil, não?

O tempo passava. Já eram 12.35 h quando deixamos o Cyan Recoleta, sem receber um tostão, mas esperançosos de que o impasse fosse resolvido.
Qual o quê! Dias após, recebo do Sr. Emiliano M. mensagem de uma empresa chamada First Data,  afirmando que tratava-se da confirmação do crédito em minha conta-corrente.
Mentira! Na mensagem não havia meu nome como titular do crédito, nome do Banco a ser creditado, número de conta, nada.

FIRST DATA
A empresa é sediada em São Paulo. Liguei para lá, mas fui informada pela recepcionista de que não lidam com pessoas físicas. Orientou-me no sentido de me comunicar com o hotel e passar essa informação para o Sr. Emil….., que me retornou um e.mail alegando que o telefone de que dispõe está incapacitado de ligar para o Brasil…

“Marilia,

Eu tentei comunicar com first data brasil, mas nao e posivel conseguir a ligacao ja que meu numero de comercio somente corresponde a Argentina. Si voce tem um numero de contacto directo eu posso fazer uma ligacao, mas si é uma maquina a que responde nao posso fazer nada. Alem de isso, como eu falei antes o dinheiro do hotel ja saliu.
Saudacoes”
 A importância saiu do hotel, mas deve estar viajando por aí. Em minha conta nada foi creditado até hoje, 12/6/2018.

RESUMO DA ÓPERA: CALOTE!!!
Fomos lesados em US$ 69,30, e, a meu ver, a indiferença com que este único e incapaz funcionário está lidando com a situação seria a mesma, não importando o valor devido.
Até o momento não recebemos um tostão sequer!
O hotel é bem localizado, o café da manhã é bom, mas… cuidado na hora de pagar sua conta. Principalmente se a dupla Emil…. e Cel… estiver na recepção.

NB: Pertences que comprovam nossa presença no hotel.

E como dizia o gênio chamado Paulo de Tarso Carvalho (tive a honra de ser sua aluna), erro de “vai um” é fogo!

NOTA: Após o ressarcimento da importância que me é devida, a postagem será cancelada.

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ARGENTINA, AR: Abuela Goye – Excelente Café/Restaurante em El Calafate.


IMAGEM DESTACADA:

Eu e meu fiel escudeiro havíamos tomado um lanche há alguns anos no Shopping Center Aldea de Gnomos, mas não demos conta de que havia sido no conhecido Abuela Goye.

A aparência do cardápio não é atraente, mas seu conteúdo é.

Desta vez aconteceu a mesma coisa: caminhávamos pela avenida principal de El Calafate quando bateu aquela vontade de tomar um cafezinho. E como estávamos passando pela porta, sem nos importarmos com o nome do Café, entramos. Surpresa quando vimos que tratava-se da famosa Abuela Goye.

O ambiente é simples, mas muito limpo – é o que me atrai em qualquer lugar; o atendimento foi simpaticíssimo: o jovem que nos atendeu transbordava boa vontade.

O cardápio é muito variado. Vai desde um simples cafezinho, passando por cafés e chocolates mais incrementados. Dos doces que normalmente pedimos para acompanhar essas bebidas quentes, há boas sugestões.
As opções para uma refeição mais encorpada estão sob os títulos de waffles, torradas, croissants, sanduíches etc. Difícil escolher.

Nas fotos abaixo, meu irmão estuda o cardápio – indecisão diante das opções intituladas Cafeteria Tradicional e Cafeteria Especial.

 

 

 

 

 

 

Até que escolheu um pequeno balde de café até chegar a hora do almoço. Para quem pretendia tomar apenas um cafezinho…

Fiquei no habitual cafezinho para não perder o costume.

O Café não oferece apenas refeições. Há sugestões para presentes tais como chocolates de diversas qualidades, e miniaturas de tamanhos diferentes da avó que dá boas-vindas na porta da cafeteria. Recomendo.

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